quarta-feira, 14 de maio de 2008

WWF e Greenpeace lamentam saída de Marina Silva do governo

 

Dirigentes das entidades ambientais divulgaram nota criticando governo.

Para eles, demissão mostra 'descaso' com questão ambiental.

 

     As entidades de defesa do meio ambiente WWF e Greenpeace divulgaram nota nesta terça-feira (13) lamentando a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente. Os dois grupos afirmaram que a demissão da senadora mostra "descaso" do governo Lula com as questões ambientais.

     Marina Silva "vinha desenvolvendo um trabalho árduo de defesa do meio ambiente, trabalho que muitas vezes não aparecia", afirmou Denise Hamú, secretária-geral da WWF-Brasil.

     Hamú reconheceu que Marina Silva estava "desgastada", mas se disse surpresa com a notícia. Para ela, a senadora "foi uma voz importantíssima do meio ambiente". A saída confirma o "desprestígio com a área ambiental" no governo Lula, disse ela.

     Frank Guggenheim, diretor executivo do Greenpeace Brasil, também lamentou a saída de Marina Silva, a quem chamou de "anjo da guarda do meio ambiente". Para ele, a demissão é a "prova definitiva de que a questão ambiental é irrelevante para este governo".

     Em nota divulgada pelo Greenpeace, o diretor da campanha de Amazônia da ONG, Paulo Adaria, afirma que, ao sair, Marina "leva junto toda a credibilidade que tinha transferido para o governo Lula nos últimos cinco anos".

     "O pedido de demissão da ministra Marina comprova o descaso do governo Lula com a causa ambiental e também com a proteção da Amazônia", afirma Paulo Adario, diretor da campanha de Amazônia do Greenpeace. Segundo ele, Marina sai e leva junto a toda a credibilidade que tinha transferido para o governo Lula nos últimos cinco anos.

     "A liberação dos transgênicos no país, a retomada do programa nuclear brasileiro, com o anúncio da construção de Angra 3 e outras quatro usinas nucleares no nordeste, são apenas algumas de várias ações que demonstraram o compromisso do governo Lula com o desenvolvimento a qualquer custo e não com a sustentabilidade", afirmou Marcelo Furtado, diretor de Campanhas do Greenpeace.

 

Fonte: G1, com informações da Globo News

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



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Ministra Marina Silva pede demissão, diz assessoria

 

Ministra do Meio Ambiente entregou carta de demissão nesta terça.

Segundo assessoria, pedido seria em caráter irrevogável.

 

     A ministra do Meio Ambiente entregou a carta de demissão nesta terça-feira (13). Segundo a assessoria da ministra, o pedido é em caráter irrevogável. O Planalto ainda não confirmou que recebeu o pedido da ministra.

     Mas o suplente da ministra no Senado, Sibá Machado, confirmou ao G1 que foi avisado por ela de que pediria demissão. Marina e Sibá teriam conversado às 13h30 sobre a saída da ministra. O senador não revelou o motivo da saída da ministra. "Isso só ela pode dizer", afirmou.

     A assessoria de imprensa da ministra disse ao G1 que foi pega de surpresa pela decisão de Marina de sair do governo e não saberia dar os motivos que a levaram ao pedido de demissão. A carta de demissão entregue nesta terça ainda não foi divulgada.

     Segundo a assessoria, Marina Silva não vai dar declarações nesta terça-feira. O ministério também não pretende revelar o teor da carta enviada ao presidente Lula sobre o pedido de exoneração. De acordo com a assessoria, apenas o Palácio do Planalto poderia divulgar a carta.

 

Foto

Marina Silva, que pediu demissão do cargo de ministra do Meio Ambiente (Foto: Elza Fiuza / Agência Brasil)

 

     Integrantes do governo lançaram uma operação para tentar manter a ministra no cargo. Nesta tarde, logo após o anúncio de que Marina pedira exoneração, os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) ligaram para falar com a ministra. O ministro José Múcio (Relações Institucionais) também tentou convencer a ministra a permanecer no governo, segundo a líder do PT no Senado, ideli Salvatti (PT-SC).

     O ministro do Esporte, Orlando Silva, que esteve no Palácio do Planalto nesta terça para participar da assinatura de um termo de cooperação entre o ministério, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), disse que a ex-ministra é uma "referência no Brasil e no mundo" na causa ambiental.

     "O presidente não comentou a saída. A Marina é uma referência no Brasil e no mundo da causa ambiental. Foi uma decisão unilateral e pessoal que deve ser respeitada", acredita Orlando Silva.

      O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PR) não comentou a saída de Marina. A ministra e o governador tinham divergências sobre questões ambientais e sobre a política ambiental de Mato Grosso, um dos estados campeões de desmatamento. Maggi disse que só se pronunciará após o presidente Lula se manifestar sobre a saída de Marina.

 

Do G1, com informações da Globonews

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



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terça-feira, 13 de maio de 2008

Crescimento econômico não pode neutralizar esforços pelo meio ambiente, defende ministra

 

     A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse nesta segunda-feira (12) que o estímulo ao crescimento da produção do país, o que inclui a área de biocombustíveis, "não pode neutralizar" os esforços feitos pela preservação ambiental, inclusive porque há dependência entre os fatores.

     "Nossa economia depende 50% da nossa biodiversidade. Quem destruiria sua galinha dos ovos de ouro?", comparou ao defender uma "nova narrativa" para o crescimento do país, baseada no desenvolvimento sustentável durante lançamento do Programa Brasileiro de Inventário Corporativo de Gases de Efeito Estufa.

 

"Nossa economia depende 50% da nossa biodiversidade", disse a Ministra Marina Silva(fonte da imagem)

 

     Segundo Marina Silva, além da utilização de terras férteis e de recursos hídricos pelos setores produtivos, o regime de chuvas do país depende da manutenção da Floresta Amazônica.

     A ministra voltou a afirmar que "o Brasil não quer ser a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) dos biocombustíveis". A organização foi criada em 1960 para centralizar e unificar a política petrolífera dos países membros, que inclui controle de preços e do volume de produção, com poder de pressão sobre o mercado.

     "Queremos dar nossa contribuição em relação aos biocombustíveis, mas observando nossa capacidade de suporte. E de forma que não comprometa a segurança alimentar nem a questão ambiental", apontou.

     O zoneamento agrícola da cana-de-açúcar – prometido para o próximo mês pelo ministro da Agricultura, Reinholds Stephanes – e a definição de áreas prioritárias de conservação da biodiversidade foram citados pela ministra como medidas que garantiriam a produção sustentável dos agrocombustíveis.

 

Fonte: Agência Brasil - Ambiente Brasil

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



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Estudo liga poluição a risco de coágulos sangüíneos

 

     Uma pesquisa realizada por especialistas americanos apontou que pessoas que vivem em lugares poluídos têm mais chances de desenvolver coágulos sangüíneos que podem levar à morte.

     Segundo a equipe da Harvard School of Public Health, a exposição a pequenas partículas de poluição - compostas por agentes químicos provocados pela queima de combustível dos carros - não só aumenta os riscos de doenças cardíacas e infarto, como também de trombose profunda, caracterizada por coágulos nas pernas.

     Isso aconteceria porque a poluição, afirmam os americanos, torna o sangue mais espesso, aumentando as chances de coágulo.

     Uma vez instalados nas pernas, os coágulos podem migrar para os pulmões, onde se alojam e podem desencadear embolia pulmonar fatal.

 

Excesso de veículos aumenta a emissão de poluidores (fonte da imagem)

 

     Mobilidade

     Os cientistas realizaram testes com 2 mil pessoas em uma cidade italiana, entre as quais 900 haviam desenvolvido trombose.

     Eles obtiveram medições dos graus de poluição nos locais onde os voluntários moravam e perceberam que os que haviam sido expostos a mais poluição tinham mais chances de desenvolver coágulos.

     O estudo, publicado na revista Archives of Internal Medicine, concluiu que para cada aumento de 10 microgramas de partículas por metro quadrado, o risco de trombose crescia em até 70%.

 

Com excesso de no uso de carros movidos a combustíveis fósseis, também não há o uso de filtros pós queima (fonte da imagem)

 

     A coordenadora da pesquisa, Andréa Baccarelli, espera que a pesquisa contribua para que sejam estabelecidas mais regras para conter os níveis de poluição crescentes em áreas urbanas.

     "Os resultados introduzem um novo e comum fator de risco para o desenvolvimento da trombose", afirmou a pesquisadora.

     O estudo salienta também que além da poluição, outros fatores contribuem para o problema. Passageiros de vôos de longa distância, assim como pessoas que passam várias horas sentadas no trabalho sem se movimentar também estão propensas a desenvolver trombose.


Fonte: BBC Brasil - Terra Notícias

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



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Taxa de gás do efeito estufa bate recorde na atmosfera

 

Concentração de dióxido de carbono chegou a 387 partes por milhão, afirma observatório.
Proporção agora é 40% superior ao que existia no planeta antes da Revolução Industrial.

 

Concentração de CO2 entre 1953-1993 (fonte da imagem)

 

     O nível de concentração na atmosfera de dióxido de carbono, o principal gás do efeito estufa, bateu novo recorde. De acordo com o observatório de Mauna Loa, no Havaí, o índice em 2007 chegou a 387 partes por milhão (ppm) - cerca de 40% a mais do que havia antes da Revolução Industrial, no começo do século 19. Essa é também a mais alta concentração nos últimos 650 mil anos, de acordo com dados paleoclimáticos. Os dados ainda são preliminares e foram publicados no site da Noaa, a agência americana de atmosfera e oceanos.

     O observatório é o centro mais tradicional de medição de dióxido de carbono no mundo, realizando análises ininterruptas desde 1959. Partiu dali o primeiro alerta de que a quantidade de gás cresce anualmente, confirmado depois por outras fontes. Eles mostram também que, além da concentração recorde, a taxa de crescimento entre 2006 e 2007 foi alta, de 2,14 ppm. Em 2006, ela foi de 1,72 ppm. Nos últimos dez anos, essa é a 5ª taxa mais elevada, depois de 1998 (3 ppm), 2002 (2,55), 2005 (2,53) e 2003 (2,31). Entre 1970 e 2000, a concentração cresceu cerca de 1,5 ppm por ano.

 

Emissões de CO2 dos maiores poluidores entre 1850-2003 (fonte da imagem)

 

     A estimativa de crescimento anual de Mauna Loa pode ser diferente da média global. Contudo, os cientistas do observatório estimam que a diferença é pequena, de cerca de 0,26 ppm. A concentração de dióxido de carbono e de outros gases, como o metano, emitidos especialmente por atividades humanas, é a causa do efeito estufa exacerbado e do aquecimento global que ocorrem hoje, segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

     Atualmente, o único acordo global que visa reduzir a concentração de dióxido de carbono é o Protocolo de Kyoto, em vigor desde fevereiro de 2005. Ele, contudo, está distante do necessário: é voltado apenas para os países desenvolvidos, que devem cortar suas emissões em 5,2%, em média, até 2012. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

 

Fonte: Agência Estado - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



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segunda-feira, 12 de maio de 2008

China: vítimas de terremoto passam de 8,5 mil

 

     Novas estimativas divulgadas pela imprensa chinesa informam que pelo menos 8.530 pessoas morreram em função do terremoto de 7,8 graus na escala Richter que atingiu a província de Sichuan. Anteriormente, falava-se em 7.651 mortos, mas este número pode continuar aumentando porque há pelo menos 10 mil feridos, entre eles 900 alunos que foram soterrados depois que uma escola desabou, em Chongqing.

Equipes de resgate procuram por estudantes soterrados nos destroços de escola na localidade de Dujiangyan (foto: AP)

 

     Além dessas vítimas, centenas de pessoas foram soterradas por duas fábricas de produtos químicos em Shifang. Cerca de 6 mil pessoas foram retiradas, segundo a Xinhua, das duas instalações químicas que desabaram em Zinhua, acrescentando que houve um vazamento de mais de 80 t de amônia líquida.

     Acredita-se que o maior número de vítimas esteja na cidade de Beichuan, que tem cerca de 160 mil habitantes e onde 80% dos prédios foram afetados. Mais cedo, a televisão estatal mostrou multidões nas ruas da capital da província de Sichuan, Chengdu.

     O órgão sismológico chinês disse que as linhas telefônicas de Wenchuan foram cortadas. Na cidade de Wuhan, as pessoas correram para as ruas e pelo menos um prédio caiu, segundo um estudante universitário. Segundo relatos, todos os prédios da cidade balançavam para frente e para trás.

 

Moradores procuram por pertences em casa que desabou na localidade de Dujiangyan (foto: Reuters)

 

     Um empregado de um jornal local da cidade de Mianyang disse que houve vários terremotos. A USGS, agência sismológica dos Estados Unidos, disse que houve um impacto posterior de magnitude 6 às 3h43 quase no mesmo local e outro às 4h34, de magnitude 5,4. A torre Jinmao, em Xangai, chegou a ser esvaziada, assim como os demais prédios mais altos da China.

     O tremor foi sentido até em Bangcoc, capital da Tailândia, que fica a cerca 3,3 mil km de distância. Lá, os prédios balançaram por vários minutos. Sentimos um tremor contínuo por cerca de dois ou três minutos", disse o funcionário de um escritório. "Todas as pessoas correram para baixo".

 

Integrante de equipe de resgate procura por vítimas em área de escola que desmoronou na localidade de Chongqing (foto: Reuters)

 

     Ação do governo

     O premiê Wen Jiabao voou para Chengdu, metrópole de 10 milhões de habitantes localizada a 1.090 km de Pequim e conhecida pela sua base de pesquisas sobre a reprodução de pandas. "Diante do desastre, o mais importante é a calma, a confiança, o valor e uma direção forte", declarou o chefe de governo.

     "Estamos diante de um desastre importante", acrescentou. Wen disse ainda que o governo central pediu aos governos locais e provinciais que coordenem as tarefas de resgate. O presidente Hu Jintato ordenou um "esforço geral" para resgatar as pessoas afetadas pelo terremoto, segundo a agência oficialXinhua.

     O Comando Militar de Chengdu mandou 5 mil soldados e policiais armados para ajudar nos trabalhos de resgate. As tropas ajudarão o governo local a avaliar a situação e auxiliar no trabalho de alívio, disse o funcionário do departamento de emergência do Exército de Libertação Popular chinês, Tian Yixiang.

 

Desabrigados pelo terremoto passam a noite ao ar livre, em Chongqing (foto: Reuters)

 

Fonte: AFP - Com agências internacionais - Terra Notícias

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



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Geleira peruana desaparece por causa do aquecimento global

 

'Broggi' ficava a cerca de 400 quilômetros ao nordeste de Lima.
A geleira 'Pastoruri' também está retrocedendo rapidamente.

     O aquecimento global foi o responsável pelo desaparecimento da geleira Broggi, que fica na Cordilheira Blanca peruana, informou neste domingo (11) o diretor da Unidade de Glaciologia do Instituto Nacional de Recursos Naturais (Inrena), Marco Zapata.

     A geleira Broggi teria desaparecido em 2005, apesar de ter contado com uma superfície superior a 1,8 quilômetro quadrados em 1995, segundo a agência oficial Andina. O Broggi ficava a leste da cidade de Yungay, na província de Huaraz, e aproximadamente 400 quilômetros ao nordeste de Lima.

 

Evolução da geleira Broggi em 1932 (fonte da imagem)

 

Evolução da geleira Broggi em 1977 (fonte da imagem)

 

Evolução da geleira Broggi em 1997 (fonte da imagem)

 

Evolução da geleira Broggi em 2004 (fonte da imagem)


     Além disso, Zapata informou que a geleira Pastoruri também está retrocedendo rapidamente e já não é considerada um nevado (montanha com neves permanentes), mas uma simples cobertura de gelo por causa da perda de 700 quilômetros quadrados de geleira.

     "Vemos também o que era apenas uma massa de gelo que se dividiu em dois e que continua o processo de retrocesso e diminuição da geleira" declarou o cientista.

 

Glacier Broggi

Geleira Broggi (Cordillère blanche, Pérou), 1996 (foto: Bernard Francou © IRD)

 

     Diminuição constante

     Zapata afirmou que a superfície da Cordilheira Blanca, a cadeia montanhosa coberta de gelo que atravessa o centro do Peru, é de 535 quilômetros quadrados, o que representa uma diminuição de 25% em relação à existente em 1970.

     O cientista lembrou que entre 1948 e 1977 a média de retrocesso anual das geleiras na cordilheira era de entre oito e nove metros por ano, mas desde 1977 até o momento o retrocesso é da ordem de 20 metros.

 

Evolução da geleira Pastoruri.

 

     "Há 30 anos começou a acontecer um retrocesso bastante acelerado das geleiras, o que é indubitavelmente conseqüência do aumento de temperatura global do ambiente. São muitos os fatores, mas todos conseqüência da mudança climática", declarou.

     Além disso, Zapata lembrou que com relação às geleiras não há formas ou técnicas para possibilitar sua recuperação.

     Teria que começar "a aplicar medidas que permitam diminuir o aumento da temperatura global que origina a mudança climática, mas é uma questão de esforço em nível de todos os países do mundo", explicou.

Fonte: EFE - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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domingo, 11 de maio de 2008

Peça ao Lula para salvar nossas baleias!!!

 

     Após quase 10 anos da proposta feita na Comissão Internacional Baleeira (CIB) de criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, o governo brasileiro pouco fez para a idéia se concretizar. Chegou a hora de tornar o sonho em realidade - e você pode ajudar decisivamente nisso.

     Clique aqui e participe da campanha online que o Greenpeace lançou nesta quinta-feira para apoiar a criação do Santuário na próxima reunião da CIB, que acontecerá em junho no Chile. Queremos enviar 10 mil cartas ao presidente Lula para que o governo brasileiro coloque todo seu peso político para pressionar outros países em desenvolvimento a votarem a favor da criação do Santuário do Atlântico Sul.

 

 

     O Japão e outros países que caçam baleias estão fazendo pesado lobby contra a criação de santuários e também tentando derrubar a moratória à caça comercial de baleias. Por isso, é importante que o Brasil faça a sua parte e atue para não só manter a maioria conservacionista na CIB como também conseguir os 3/4 dos votos dos 73 países-membros da CIB para aprovar a criação do Santuário.

     Aproveite e envie o link da campanha para seus amigos, familares, colegas de trabalho! Contamos com sua ajuda!

     Saiba mais aqui sobre a importância dos santuários para a proteção das baleias.

     Conheça também a história da caça às baleias. Mais de 20 milhões delas foram mortas no século 20!

 

Autora: Leandra Gonçalves - Greenpeace

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Alerta Climático em Délhi

 

 

     Ativistas ocupam um outdoor em Délhi, Índia, para alertar sobre as conseqüências do aquecimento global, com a mensagem: "125 milhões sem-teto devido às mudanças climáticas.

     Prevenir ou remediar? A escolha é sua".

 

Autora: Martina Cavalcanti - Greenpeace

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Você beberia cerveja em garrafa de plástico?

 

     Boa parte dos apreciadores da bebida torceria o nariz diante da idéia. Mas alguns fabricantes começaram a se preparar para engarrafar algumas marcas mais populares em garrafas PET. A movimentação provocou uma reação de entidades ambientais. Hoje, o PET descartado de forma inadequada polui o solo, os rios, as praias, e os mares.

 

 

     No dia 28 de abril, o juiz federal Luiz Antonio Ribeiro Marins, da 2ª Vara Federal de Marília, determinou em sentença que o uso de embalagem PET, ou qualquer outro material plástico, para cerveja e chope está condicionado a apresentação de licenciamento ambiental e adoção de medidas eficazes para evitar danos ambientais. Segundo a decisão, para obter registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os interessados deverão apresentar um estudo de impacto ambiental (EIA/RIMA) aprovado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A ação foi proposta pelo Ministério Público Federal em 2002.

     A decisão pode ter implicações bem maiores. Já inspirou idéias entre grupos de ambientalistas e de representantes da indústria de embalagens de metal, que competem com a PET. Afinal, se a Justiça determinou que é preciso licenciamento para engarrafar cerveja em PET, porque deveria exigir o mesmo para os outros produtos como refrigerantes, água mineral e óleos de cozinha?

 

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



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A imagem mais verde

 

     A ONG Climate Counts acaba de listar as melhores empresas para o meio ambiente. E as piores também. A organização dá notas de 0 a 100 usando 22 critérios que avaliam se a empresa mede suas emissões de carbono, se apóia leis contra as mudanças climáticas ou se divulga suas ações para reduzir seu impacto ambiental.

     A campeã foi a fabricante de câmeras Canon. Em parte por ações miúdas como a competição educativa Canon Envirothon, nos EUA (abaixo as imagens).

 

 

 

     As empresas campeãs:

1. Canon

2. General Electric

3. Hewlett-Packard

4. IBM

5. Motorola

6. Nike

7. Proctor & Gamble

8. Sony

9. Stonyfield Farm

10. Toshiba

 

     E as piores:

1. Amazon

2. Burger Kirg

3. Darden

4. eBay

5. Jones Apparel Group

6. Nine West

7. VF Corporation (dona de marcas como Lee e Wrangler)

8. Viacom

9. Wendy´s

10. Yum! Brands (KFC, Taco Bell e Pizza Hut)

 

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Aquecimento global aumenta violência de ciclones

 

     Os especialistas em climatologia permanecem divididos sobre as ligações entre aquecimento global e ciclone, cujo número se mantém estável mas com intensidade que parece aumentar, como mostram os danos provocados pelo Nargis em Mianmar.

     "Temos em média 80 tempestades tropicais ou ciclones a cada ano no mundo, e não observamos qualquer aumento deste número", declarou Frédéric Nathan, da agência Meteo-France.

     No norte do Oceano Índico, estes fenômenos são registrados em média cinco vezes por ano, acrescentou. "Porém, temos constatado nos últimos 30 anos um aumento do número de ciclones de categorias 4 e 5 acompanhados de ventos de mais de 200 km/h", prosseguiu Nathan.

 

Mianmar: Homem passa de bicicleta em frente a casa destruída em Yangon (foto: Reuters)

 

     De acordo com o Instituto de Tecnologia de Georgia, em Atlanta, os ciclones de categorias 4 e 5 foram praticamente multiplicados por dois entre os anos 70 e os anos de 1990 a 2004, passando de 50 a 90.

     O professor Kerry Emmanuel, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), também afirmou que a potência dos ciclones tropicais foi quase duplicada desde os anos 50.

     Segundo o útimo relatório do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC), publicado em 2007, "pode-se esperar não um maior número de ciclones, mas ciclones de maior intensidade", afirmou Hervé Le Treut, diretor de pesquisa no Centro Nacional de Pesquisa Científica francês (CNRS).

     Entretanto, o pesquisador emitiu uma reserva, destacando que os estudos sobre os quais se baseiam estas observações são mais numerosoas no Atlântico do que no oceano Índico.

 

Mianmar: Nasa dos dias 15 de abril (acima) e 5 de maio mostram os efeitos da passagem do ciclone Nargis (foto: Nasa/AP)

 

     "Só poderemos afirmar isso no longo prazo. O clima é subordinado a leis estatísticas definidas nos últimos 30 anos, aproximadamente. Não temos sistemas de observação e gravações completas ou perfeitas sobre todos os oceanos do mundo, e carecemos de informações precisas sobre o que aconteceu antes da era do satélite", explicou.

     A comunidade científica segue muito dividida. "O problema é que os dados que temos sobre os 30 últimos anos não são confiáveis o suficiente para que possamos deduzir uma tendência local", concordou Adam Lea, do Benfield University College de Londres. "Continua sendo muito difícil prever o futuro", afirmou.

 

Fonte: AFP - Terra Notícias

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



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Brasileiros fazem primeiro grande mapa para conservação dos sapos

 
Pererecas, sapos e rãs são o grupo de animais mais ameaçado do mundo.
Mata Atlântica, Amazônia e sul do país são prioritários para proteção dessas espécies.
 
     O mundo está à beira de uma extinção veloz e catastrófica, e poucos estão prestando atenção: a extinção dos sapos. Pelo menos 35% das espécies de sapos, pererecas e rãs estão correndo perigo, o que torna esses anfíbios o grupo de animais mais ameaçado do planeta. Para ajudar a salvá-lo, pesquisadores brasileiros fizeram o primeiro mapa de áreas essenciais para conservação de sapos e rãs do mundo. O objetivo é orientar as políticas ambientais para que protejam de fato esses animais.
     Os "anuros" -- grupo que envolve sapos, rãs e pererecas -- são especialmente vulneráveis exatamente por serem anfíbios e dependerem tanto de água quanto de terra para sobreviver. Logo, não adianta nada estarem em uma mata preservada se os cursos de água estiverem interrompidos ou poluídos. Da mesma maneira, um rio limpo de nada serve se estiver cercado de urbanidade.
 
Foto: Célio F. B. Haddad
A perereca Bokermannohyla izecksohni é típica do Brasil e uma das que está ameaçada de extinção (Foto: Célio F. B. Haddad)
 
     "Vamos supor que uma espécie de sapo viva na mata e se reproduza em riachos. Imaginemos também que depois de um desmatamento, uma parte da mata que sobrou fique separada desse riacho. Agora essa espécie tem que migrar do fragmento de mata ao qual ela ficou restrita até o rio para se reproduzir. Nesse caminho, pode ser predada por algum inimigo natural, pode sofrer desidratação, ou uma série de outras ameaças", explicou ao G1 o pesquisador Rafael Loyola, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), que participou da elaboração do mapa. "Como esse tipo de situação é bastante comum devido à fragmentação de habitats, muitas espécies que têm girinos morrem por não alcançarem mais seus locais de reprodução", afirma.
     Além disso, as espécies do grupo também são mais sensíveis às mudanças de temperatura e à poluição. E como se não fosse suficiente, uma nova ameaça surgiu: um fungo que está devastando os sapos do mundo. "Aparentemente esse fungo aparece em regiões mais quentes e associado a corpos d'água - o que reforça estratégias de conservação diferenciadas para espécies que possuem girinos", diz o cientista.
     Para conservar os anuros são necessários cuidados especiais, portanto. É preciso levar em conta tanto os ambientes que eles precisam, como também as características biológicas diferentes de cada espécie. É essa combinação que o mapa da equipe brasileira traz de inovação.
 
Foto: Célio F. B. Haddad
A perereca-de-Alcatrazes (Scinax alcatraz) como o próprio nome diz é típica da ilha de Alcatrazes, no litoral norte de São Paulo (Foto: Célio F. B. Haddad)
 
     O estudo feito por Loyola e seus colegas da Unicamp, da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da Unisinos (Universidade do Vale dos Sinos) apresenta 66 áreas prioritárias para conservação dos sapos em toda a América Latina. Segundo ele, a Mata Atlântica, os campos no sul do Brasil e as terras altas no norte da Amazônia precisam ser protegidas se o Brasil não quiser perder mais espécies. No resto do continente, a região tropical dos Andes, o sul da Argentina, a América Central e o México também precisam estar no foco das ações de conservação.
     Todas essas regiões estão sob perigo constante. "As áreas prioritárias que apontamos e que estão localizadas no Brasil sofrem primariamente com o desmatamento para uso de terras em agricultura e pecuária - especialmente ao longo de grandes rios - assim como a introdução de espécies exóticas de plantas e animais. No México e América Central, a maior ameaça que essas áreas enfrentam é a expansão agropecuária", explica Loyola.
     As áreas para conservação são divididas naquelas essenciais para a preservação dos sapos que passam pela fase de girino e daqueles que já nascem direto com a forma que terão na vida adulta.
     O trabalho da equipe brasileira foi apresentado em uma das principais revistas científicas, a PloS ONE, nesta semana.
 
Autora: Marília Juste - G1, São Paulo
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Aquecimento global ameaça matar coalas de fome

 

Alto nível de dióxido de carbono retira nutrientes das folhas de eucalipto.

Pesquisador acredita que espécie vai se reproduzir menos com menos comida.

 

     Os coalas do mundo podem morrer de fome com o aquecimento global. Isso porque o alto nível de dióxido de carbono na atmosfera retira nutrientes das folhas de eucaliptos que são o alimento dessa espécie. O alerta foi feito pelo biólogo Ian Hume, da Universidade de Sydney, na Austrália, nesta semana.

     O valor nutricional das folhas de eucalipto já é bastante baixo e a preservação dos coalas já está muito ameaçada. Sob condições excelentes, os coalas têm um filhote por ano. Se tiverem menos nutrientes disponíveis, Hume acredita que eles devem passar a ter um filhote a apenas cada três ou quatro anos.

 

Foto: AP

Nessa foto de arquivo, o filhote de oito meses se agarra à mãe enquanto ela se pendura em uma árvore em busca de folhas de eucalipto (Foto: AP)

 

Fonte: G1, com informações da AP

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Jornalista expõe o impacto dos desertos verdes: riachos estão secando no Uruguai

 

     O jornalista Lúcio Vaz, do Correio Braziliense, publicou mais uma matéria sobre o impacto das papeleiras. Ele foi ao Uruguai e constatou: a subsistência dos agricultores está ameaçada pelas plantações de eucaliptos. A matéria relata:

     "A invasão dos pampas pelos maciços de eucaliptos começou pelo Uruguai, onde atuam as multinacionais Botnia (finlandesa) e Ence (espanhola). O país conta com pelo menos 700 mil hectares ocupados com florestas de eucaliptos. A Ence ainda está implantando sua base florestal, mas a fábrica de celulose da Botnia, em Fray Bentos, na fronteira com a Argentina, já está em operação. Com investimentos de US$ 1,1 bilhão, vai produzir 1 milhão de toneladas de celulose por ano. Os espanhóis vão produzir a metade disso. O governo e os empresários locais saúdam a nova frente econômica, como acontece no Rio Grande do Sul, mas os efeitos dos "desertos verdes" de eucaliptos já são sentidos por agricultores na região de Mercedes, no departamento de Durazno".


 

Foto: Carlos Vieira/CB/D.A.Press

 

     "O Movimento de Agricultores Rurais de Mercedes, que reúne cerca de 150 produtores, já negocia com o governo uma paut! a de reivindicações, onde exigem que nenhum eucalipto mais seja plantado, a desativação da fábrica de celulose, a solução dos problemas de água nas terras dos vizinhos das florestas e a revisão da legislação ambiental, que não impõem limites nem restrições à atuação das multinacionais do setor.

     O Correio esteve em contato com agricultores e pecuaristas no distrito de Cerro Alegre na semana passada. As florestas locais são mais adensadas do que no Brasil, com maciços bem mais extensos. Encontramos pilhas de toras de eucaliptos que se entendiam por até um quilômetro. A região sofre com a falta de água. Mesmo proprietários rurais que arrendaram terras para as multinacionais pressionam o governo para resolver o problema, mas não falam abertamente sobre o assunto". Clique AQUI para ler mais.

 

Fonte: Correio Braziliense

Postado por Wilon Junior Weschenfelder

 

terça-feira, 6 de maio de 2008

A Tecnologia de Captura e Seqüestro de Carbono não será suficiente para salvar o clima

 

     Enquanto a sétima edição anual da Conferência Captura e Seqüestro de Carbono (CCS) acontece na Pensilvânia, o Greenpeace lança 'False Hope' (Falsa Esperança), uma reposrtagem que examina criticamente o status e a promessa da tecnologia de captura e armazenamento de carbono. Essa promessa vem incentivando perigosas construções de novas usinas alimentadas pelo carvão ao redor do mundo, o que, obviamente, tende a aumentar ainda mais as já elevadas taxas de emissão de CO2.

 

 

     A conclusão é que, apesar das atitudes ecologicamente corretas que devem ser tomadas quanto às indústrias de carvão e energia, a CCS não irá prevenir mais do uma ínfima parte do iminente perigo do aquecimento global.

     A eficiência dessa tecnologia não foi comprovada, sendo um risco e um caro investimento que mina o caminho ideal da solução por meio da energia limpa e renovável, esta sim, disponível agora.  Leia a reportagem 'False Hope' e esteja consciente desta situação que afeta as pessoas e o mundo, impedindo o avanço da Revolução Energética.

 

Fonte: Greenpeace

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Ciclone em Mianmar mata mais de 22 mil

 

     O violento ciclone no delta do Irrawaddy, em Mianmar, provocou uma gigantesca onda que deixou as pessoas sem ter para onde fugir, matando pelo menos 22,5 mil e deixando 41 mil desaparecidos, disseram autoridades na terça-feira.

     "Mais mortes foram causadas pelo maremoto do que pela tempestade propriamente dita", disse o ministro de Auxílio e Recolocação, Maung Maung Swe, em entrevista coletiva na devastada Yangon, antiga capital do país, onde já começa a faltar água e comida.

 

O violento ciclone no delta do Irrawaddy, em Mianmar, provocou uma gigantesca onda que deixou as pessoas sem ter para onde fugir, matando pelo menos 22,5 mil e deixando 41 mil desaparecidos, disseram autoridades na terça-feira.

O violento ciclone no delta do Irrawaddy, em Mianmar, provocou uma gigantesca onda que deixou as pessoas sem ter para onde fugir, matando pelo menos 22,5 mil e deixando 41 mil desaparecidos, disseram autoridades na terça-feira

 

     "A onda tinha até 3,5 metros de altura e inundou metade das casas em aldeias baixas", disse ele, oferecendo a primeira descrição detalhada do ciclone do fim de semana. "(Os moradores) não tinham para onde fugir."

     Foi o pior ciclone na Ásia desde 1991, quando 143 mil pessoas morreram em Bangladesh.

     O ministro da Informação, Kyew Hsan, afirmou que as Forças Armadas estão "fazendo o seu melhor", mas analistas viram na tragédia um golpe para o regime militar da antiga Birmânia, que se orgulha da sua capacidade de lidar com qualquer problema.

     "O mito que eles projetaram de serem bem preparados foi totalmente varrido", disse o analista político Aung Naing Oo, que fugiu para a Tailândia depois da brutal repressão a uma rebelião em 1988. "Isso pode ter um tremendo impacto político em longo prazo."

 

(fonte da imagem)

 

     Por causa do desastre, a Junta Militar decidiu adiar para 24 de maio um referendo constitucional nas áreas mais atingidas de Yangon e do vasto delta do Irrawady. De acordo com a TV estatal, no resto do país o referendo está mantido para o dia 10.

     O objetivo é aprovar um "mapa para a democracia", muito criticado nos países ocidentais, especialmente depois da sangrenta repressão a uma rebelião liderada por monges budistas em setembro passado.

 

     ARROZ

     O governo de Mianmar, que há 50 anos era o maior exportador mundial de arroz, disse ter estoques suficientes do cereal para alimentar a população, apesar dos estragos nos armazéns do delta.

     O chanceler da Tailândia, Noppadol Pattama, reuniu-se em Bangcoc com o embaixador birmanês, que lhe disse haver 30 mil desaparecidos por causa do ciclone Nargis.

     "Os prejuízos foram muitos maiores do que esperávamos", disse o chanceler. O embaixador Ye Win não quis falar a jornalistas.

 

(fonte da imagem)

 

     Fontes da ONU dizem que centenas de milhares de pessoas ficaram desabrigadas por causa dos ventos de até 190 quilômetros por hora e do maremoto subseqüente.

     Habitualmente recluso, o regime militar desta vez aceitou a ajuda internacional, ao contrário do que fez depois do tsunami de 2004 no oceano Índico.

     Bernard Delpuech, funcionário humanitário da União Européia em Yangon, disse que a Junta Militar enviou três navios com comida à região do delta. Quase metade dos 53 milhões de birmaneses vive nos cinco Estados atingidos pela tragédia.

     A mídia, controlada pelo regime, não se cansa de mostrar soldados em atividades heróicas e simpáticas, mas, numa população ainda marcada pela repressão de setembro, há uma inevitável sensação de revolta.

 

(fonte da imagem)

 

     "O regime perdeu uma oportunidade de ouro para enviar os soldados assim que a tempestade parou, para conquistar o coração e a alma das pessoas", disse à Reuters um funcionário público aposentado. "Mas cadê os soldados e a polícia? Foram muito rápidos e agressivos quando houve protestos nas ruas no ano passado."

     A ONG humanitária World Vision disse na Austrália ter recebido vistos especiais para enviar pessoal para ajudar os seus cerca de 600 funcionários em Mianmar.

     "Isso mostra como na cabeça do governo birmanês isso é grave", disse Tim Costello, diretor da organização.

     Uma lista de mortos e desaparecidos em cada cidade, lida pelo general-ministro Nyan Win, cita 14.859 vítimas fatais no delta do Irrawady e 59 na Grande Yangon, a maior cidade do país, com 5 milhões de habitantes. Quatro dias depois do ciclone, a antiga Rangum continua sem eletricidade, e os moradores fazem fila para comprar água engarrafada

Os preços dos alimentos, dos combustíveis e dos materiais de construção dispararam. Velas e pilhas se esgotaram na maioria das lojas. Um ovo custa três vezes mais do que custava na sexta-feira.

 

Autor: Aung Hla Tun - Reuters - Yahoo Notícias

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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O dilema de Galápagos

Arquipélago que inspirou a Teoria da Evolução de Darwim sofre com acúmulo de lixo

 

     Há quase 175 anos, Charles Darwin desembarcava em Galápagos a bordo do navio Beagle, na famosa viagem que inspirou sua teoria da evolução.

 

 

     Hoje, é o famoso arquipélago no Pacífico que se vê numa encruzilhada no caminho do próprio crescimento. O PIB local vem crescendo 10% ao ano desde 1999, graças quase exclusivamente ao turismo. Mas esse enriquecimento também aumentou a população das 19 ilhas principais (há outras 100 ilhotas) em 60% no período, por causa da migração. Em 1960, apenas 2 000 pessoas viviam ali.

     Atualmente, são mais de 30 000 sobrecarregando o sistema de tratamento de água, esgoto e criando cada vez mais lixo. Fatores que, segundo a Unesco, ameaçam a conservação de Galápagos, um patrimônio da humanidade.

 

Ilha de São Bartolomeu - Galápagos (fonte da imagem)

 

Autor: Tiago Maranhão - Revista Exame - Planeta Sustentável

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Aquecimento global ameaça insetos tropicais de extinção, diz estudo

Espécies dos trópicos são mais sensíveis a mudanças de temperatura, diz pesquisa.

 

     Muitos insetos tropicais correm risco de ser extintos até o final deste século caso não consigam se adaptar ao aumento previsto nas temperaturas globais, indica um estudo realizado por pesquisadores americanos.

     A pesquisa, coordenada pela Universidade de Washington, sugere que os insetos das regiões tropicais são mais sensíveis às mudanças de temperatura do que aqueles originários de outras partes do planeta.

     Segundo os cientistas, em latitudes mais altas pode ocorrer o inverso, com uma explosão na população de insetos.

     Os pesquisadores afirmam que essas mudanças no número de insetos em determinadas regiões podem ter efeitos secundários na polinização das plantas e nos estoques de alimentos.

 

(fonte da imagem)

 

     Mudanças de temperatura

     No estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores americanos analisaram como as mudanças de temperatura entre 1950 e 2000 afetaram 38 espécies de insetos.

      Segundo os cientistas, os organismos de sangue frio não conseguem regular a temperatura corporal como os animais de sangue quente.

     Suas táticas estão limitadas a buscar abrigo na sombra quando está quente ou ficar ao sol quando está frio.

     Os cientistas prevêem que essas espécies terão de lutar para sobreviver com o aumento de 5,4 C na temperatura previsto até 2100.

     Os pesquisadores afirmam que, mesmo que algumas espécies sejam capazes de migrar para latitudes mais altas ou evoluir para se adaptar ao clima mais quente, é provável que outras desapareçam.

 

Se há risco de extinção dos insetos, poderá haver a extinção dos demais seres da pirâmide ecológica (fonte da imagem)

 

Fonte: BBC - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Partículas de poluição podem levar bebês a nascer com peso abaixo do normal

Estudo americano encontrou correlação entre particulados e estado de saúde de crianças.

Outros tipos de poluentes parecem não ter peso; trabalho deve guiar políticas públicas.

 

     Pesquisadores da Califórnia alertam que os efeitos causados pela poluição atmosférica atingem os bebês ainda no útero de suas mães.

     Os principais componentes da poluição são o material particulado e os gases tóxicos. O material particulado não tem um componente específico, sendo constituído, como o nome diz, por partículas muito pequenas, provenientes de indústrias, construção civil, queima de combustíveis e mesmo poeira em suspensão no ar. As partículas menores podem ser inaladas e atingir as regiões mais internas dos pulmões, levando a irritação e doenças.

     São vários os chamados gases tóxicos, sendo que o monóxido de carbono (CO) tem papel importante na relação entre poluição e saúde.

 

Bebê com 630 gramas (fonte da imagem)

 

     Diâmetro

     Segundo os médicos americanos, as partículas em suspensão com diâmetro menor do que 2,5 mm são capazes de influenciar as gestações em áreas afetadas por poluição atmosférica.

      Após estudarem os registros de nascimentos no estado da Califórnia durante o ano de 2005 e cruzarem esses dados com os registros de poluição, ficou evidente que a poluição por material particulado aumenta os riscos de nascimento de bebês com baixo peso e diminuição de crescimento em relação à idade da gestação. Já os níveis de monóxido de carbono não mostraram relação com alterações do desenvolvimento dos fetos.

     Como os países desenvolvidos e principalmente os países em desenvolvimento enfrentam níveis crescentes de poluição, resultados como os apresentados nesse trabalho devem servir de alerta para políticas de controle de poluição ambiental.

 

Autor: Luis Fernando Correia - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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