A verdadeira razão pela qual os aterros sanitários não estão cheios de plástico é que eles vão parar em outro lugar: no mar. Eles são levados pelas correntes marítmas e acabam se acumulando em alguns pontos específicos dos oceanos. São as regiões onde as correntes formam uma lenta espiral que vai capturando todos os dejetos flutuantes, como grandes ralos do mar. Elas estão no mapa abaixo. Essas áreas, de calmaria, chamadas giros subtropicais, são evitadas pelos navegantes. O lixo fica ali rodando lentamente, no meio dos oceanos, para sempre.


O papel do plástico no lixo
Ao contrário da crença popular, o plástico contribui com menos de 20% do volume de lixo encontrado nos aterros. É o que conta Alan Weisman em seu livro "O mundo sem nós". Segundo o arqueólogo americano William Rathje, da Universidade de Stanford, que pesquisa há décadas os aterros sanitários, o plástico ocupa pouco espaço no lixo porque pode ser mais comprimido que outros tipos de refugo. O grosso do que está nos aterros, diz Rathje, são detritos de construções e produtos de papel. Os jornais não se decompõem facilmente quando enterrados longe do ar e da água, ao contrário do que também pensa a crença popular.

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Disonível em: http://blogdoplaneta.globolog.com.br/
Leia também o texto original do capitão Charles Moore:
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