sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Herbicidas podem estar por trás de mortandade de sapos, diz estudo

Substância faz parasita proliferar e ataca sistema imune de anfíbios.
Segundo pesquisador, é possível substituir defensivo que causa problema.
 
     A mortandade generalizada de sapos, rãs e outros anfíbios mundo afora, que constitui uma das maiores crises ambientais ds últimos anos, ganhou um novo e letal vilão. Estamos falando da atrazina, um herbicida amplamente usado na agricultura cuja ação devastadora contra esses bichos está sendo elucidada por pesquisadores americanos. A atrazina faz com que, ao mesmo tempo, os principais parasitas dos anfíbios se multipliquem e o sistema de defesa do organismo deles fique debilitado. O resultado? Uma hecatombe.
 

Esta rã norte-americana é uma das vítimas do
                herbicida (Foto: Neal Halstead/Universidade do Sul da Flórida)

Esta rã norte-americana é uma das vítimas do herbicida (Foto: Neal Halstead/Universidade do Sul da Flórida)

 
     É muito difícil interpretar de outro jeito os dados de campo e experimentais que estão na edição desta semana da revista científica "Nature". A equipe capitaneada por Jason R. Rohr, do Departamento de Biologia da Universidade do Sul da Flórida, estudou anfíbios do interior dos Estados Unidos, mas é bastante provável que suas conclusões se apliquem a outras áreas do mundo. "Levando em conta a falta de regulação efetiva do uso de herbicidas em muitos países tropicais, é bastante provável que até os anfíbios de áreas aparentemente virgens estejam sofrendo", declarou Rohr ao G1.
     Lei a reportagem na íntegra AQUI.

Autor: Reinaldo José Lopes - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Pesquisa: níveis de metano aumentaram em 2007

O metano, um dos principais gases do efeito estufa que causam a mudança climática, registrou aumento brusco no ano passado, após uma década de níveis estáveis, revelou um estudo divulgado pela revista Geophysical Review Letters.
 
     Os níveis na atmosfera desse gás formado por átomos de carbono e hidrogênio (CH4) dobraram nos dois últimos séculos. No entanto, há até pouco tempo acreditava-se que a emissão gerada pelas indústrias era neutralizada pelo grau de destruição do gás na atmosfera.
     Mas esse equilíbrio se alterou desde o começo de 2007, o que somou milhões de toneladas métricas de metano na atmosfera, segundo Matthew Rigby e Ronald Prinn, cientistas do Instituto Tecnológico de Massachusetts e autores do trabalho.
 

Foto: Reuters

Cientistas argentinos estão colocando em prática um novo método para estudar o aquecimento global Tanques plásticos foram instalados nas costas das vacas para coletar os arrotos dos animais. Segundo os pesquisadores, a lentidão do sistema digestivo das vacas faz destes animais produtores de metano, um potente gás que causa o efeito estufa, e que recebe menos atenção pública do que o dióxido de carbono nas ações de combate ao aquecimento global. (Foto: Reuters) (fonte)

 
     O metano é produzido por pântanos, arrozais, pelo gado, pelo gás e pelo carbono emitido pelas indústrias. É destruído na atmosfera pela reação com radicais livres.
     "Este aumento do metano é preocupante, pois a recente estabilidade tinha ajudado a compensar o aumento inesperadamente rápido das emissões de dióxido de carbono", disse Drew Shindell, do Instituto Goddard de Estudos do Espaço na Nasa, a agência espacial americana.
     O estudo determinou que o aumento dos níveis de metano ocorreu de forma simultânea em todo o planeta, apesar de a maior parte das emissões ter acontecido no hemisfério norte.
     Segundo os pesquisadores, isto se deveria a um aumento das temperaturas na Sibéria durante todo o ano de 2007, o que provocou uma maior emissão bacteriana nos pântanos dessa região.
     Outra explicação, segundo os cientistas, poderia ser, pelo menos parcialmente, uma queda das concentrações de radicais livres na atmosfera.
 
Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Cavalo é castigado na Ilha Grande dos Marinheiros

     Um cavalo foi severamente castigado ontem à tarde por ter parado ao não mais suportar o esforço ao qual foi submetido. A punição foi aplicada por três jovens que conduziam a carroça que serve para carregar material reciclável na Ilha Grande dos Marinheiros, na Capital.
 

Imagem: WESLEY SANTOS / ESPECIAL / CP

 
     O fato ocorreu diante do olhar de dezenas de pessoas que vivem na rua de chão batido da ilha. O animal sofreu uma série de agressões de relho e chicote. Como não suportou a dor e os ferimentos, acabou desabando, ainda atrelado à carroça. Passou-se algum tempo até que o cavalo pudesse se levantar e, com os agressores, desaparecer sem que alguém pudesse tomar alguma medida contra os maus-tratos.
 
Fonte: Correio do Povo
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Estilo de vida do homem extrapola capacidade do planeta

A Terra perdeu, em pouco mais de um quarto de século, quase um terço de sua riqueza biológica e recursos, e no atual ritmo, a humanidade necessitará de dois planetas em 2030 para manter seu estilo de vida, advertiu nesta terça o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, por sua sigla em inglês).
 
     A demanda da população excede em cerca de 30% a capacidade regeneradora da Terra, segundo o Relatório Planeta Vivo 2008, divulgado por esta organização ambientalista a cada dois anos sobre a situação ambiental dos ecossistemas.
     "O mundo está lutando atualmente com as conseqüências de ter supervalorizado seus ativos financeiros. Mas uma crise muito mais grave ainda virá: um desastre ecológico causado pela não valorização de nossos recursos ambientais, que são a base de toda a vida e da prosperidade", disse o diretor-geral da WWF, James Leape.
 

Maior o desenvolimento maior é o destre ecológico proporcionado

 
     O estudo mostra que mais de 75% da população mundial vive atualmente em países que são "devedores ecológicos", onde o consumo nacional superou sua capacidade biológica de regeneração.
     "A maioria de nós segue alimentando nosso estilo de vida e nosso crescimento econômico extraindo cada vez mais o capital ecológico de outras partes do mundo", afirmou Leape.
     "Se as demandas em nosso planeta continuarem crescendo no mesmo ritmo, em meados dos anos 30 necessitaremos do equivalente a dois planetas para manter nosso estilo de vida", acrescentou.
     O relatório, elaborado desde 1998, revela que o Índice Planeta Vivo (IPV) caiu quase 30% desde 1970. Isto significa que se reduziram nessa proporção aproximadamente 5 mil povoações naturais de cerca de 1.686 espécies, uma taxa superior a de 25% do relatório de 2006.
     Estas perdas se devem a fatores como desmatamento, poluição, pesca proibida, impacto de diques e mudança climática.
 

Relação entre o IDH e a Pegada Ecológica

 
     "Estamos atuando ecologicamente (...) buscando a gratificação imediata sem olhar as conseqüências", lamentou Jonathan Loh, co-diretor da Sociedade Zoológica de Londres.
Segundo o estudo, que mediu a "pegada ecológica da humanidade", ou a deterioração que as atividades humanas produzem nos sistemas naturais, estas utilizaram uma média de 2,7 hectares globais por pessoa, enquanto a capacidade dos sistemas de absorver o impacto só chega a 2,1 hectares em média por pessoa.
     Os Estados Unidos e a China contam com as maiores pegadas ecológicas nacionais. Cada um conta com 21% da capacidade global de absorver o impacto, no entanto os dois países "consomem" uma parte muito maior dos recursos.
     Assim, cada cidadão dos EUA requer uma média de 9,4 hectares globais, enquanto que os chineses usam uma média de 2,1 hectares.
     Além disso, oito nações - EUA, Brasil, Rússia, China, Índia, Canadá, Argentina e Austrália - contêm mais da metade dessa capacidade global.
     No entanto, EUA, China e Índia, devido a suas povoações e hábitos de consumo, são "devedores ecológicos", com pegadas ecológicas superiores às suas capacidades, pois a excedem, respectivamente, 1,8 vezes, 2,3 vezes, e 2,2 vezes.
     Estes dados contrastam com os do Congo, com uma capacidade de absorver o impacto de quase 14 hectares globais por pessoa e que só utiliza 0,5 por habitante, mas que enfrenta um futuro de degradação ambiental pelo desmatamento e pelas crescentes demandas de uma população em crescimento e por pressões para exportar seus produtos.
 
Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Quantidade de gelo no Ártico 'despencou', diz estudo

Queda chegou a 49 centímetros em algumas áreas, segundo cientistas.
 
     A espessura do gelo no Oceano Ártico "despencou" no último inverno, segundo uma pesquisa do University College de Londres. Os cientistas britânicos afirmam que a espessura do gelo no mar Ártico diminuiu até 49 centímetros em algumas regiões, segundo informações enviadas por satélite. De acordo com os pesquisadores, esses resultados fornecem a primeira prova definitiva de que o volume total do gelo no Ártico está diminuindo.
      O gelo no mar do Ártico bateu o recorde negativo ao chegar ao se menor tamanho em 2007, quando sua área atingiu apenas 4,13 milhões de quilômetros quadrados. O recorde anterior era de 5,32 quilômetros quadrados, medidos em 2005. "A espessura do gelo estava constante nos últimos cinco invernos antes deste, mas despencou no inverno depois do mínimo (registrado) em 2007", afirmou uma das autoras da pesquisa, Katherine Giles, à BBC.
     De acordo com dados coletados pelo Centro de Observação Polar do University College de Londres - parte do Centro Nacional da Grã-Bretanha para Observação da Terra - no último inverno o gelo tinha diminuído de espessura em uma média de 26 centímetros abaixo da média de invernos entre 2002 e 2008. As descobertas foram publicadas na revista especializada "Geophysical Research Letters".
 

Evolução do degelo no àrtico segundo a NASA (fonte)

 
     Causas
     Seymour Laxon, outro autor da pesquisa, afirmou que ainda não foram explicadas todas as causas deste problema. "A extensão pode mudar, pois o gelo pode ser redistribuído, aumentando a quantidade de água exposta. Mas isso não reduz a quantidade total de gelo", disse o cientista à BBC.
    "Para determinar se a redução do gelo no mar é o resultado do gelo se acumulando contra a costa ou se é o resultado do derretimento, é preciso medir a espessura."
     "Acredito que esta seja a primeira vez que podemos dizer, definitivamente, que o principal do volume total de gelo diminuiu. Então isto significa derretimento; não significa que o gelo tenha apenas sido empurrado para a costa", acrescentou.
 

Projeção climática para o Ártico em 2090 pela Arctic Climate Impact Assessment (ACIA) (fonte)

 
     Projeções
     A pesquisadora Katherine Giles afirmou que, devido às condições climáticas difíceis no Ártico, outras formas de medir o gelo, como submarinos ou aeronaves, são limitadas.
     "Estamos usando dados de satélite, o que significa uma cobertura em todo o Oceano Ártico (exceto no centro), e temos estes dados de forma contínua, portanto conseguimos boa cobertura em termos de tempo e área", afirmou.
     Seymour Laxon acrescentou que as descobertas do projeto estão sendo usadas para ajudar a refinar as informações em projeções climáticas para o futuro. "A época em que o Oceano Ártico vai desaparecer é uma informação aberta ao debate. Cerca de cinco anos atrás a projeção média para o desaparecimento era por volta de 2080", afirmou.
     "Mas os índices mínimos de gelo e esta prova de derretimento sugerem que devemos apoiar os modelos que sugerem que o gelo do mar vai desaparecer entre 2030 e 2040, mas ainda existe muita incerteza", acrescentou.

Fonte: BBC - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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domingo, 26 de outubro de 2008

Greenpeace demarca rota de material radioativo em Salvador

Cerca de 5 km do trajeto percorrido todos os anos por caminhões carregados de concentrado de urânio foram pintados com símbolos nucleares
 
     Para expor os perigos do ciclo do combustível nuclear no Brasil, 20 ativistas do Greenpeace demarcaram, nesta madrugada (23/10), trecho da rota do transporte de yellow cake (concentrado de urânio) que atravessa Salvador, na Bahia. A demarcação foi feita ao longo de cerca de cinco quilômetros da Avenida Bonoco, principal via de acesso à capital baiana. Sinais amarelos simbolizando radiação, com 2 metros de diâmetro, foram pintados em seqüência no asfalto até a entrada do Porto de Salvador. Placas foram afixadas no acostamento, alertando motoristas e passageiros sobre o transporte de material radioativo pelo local.
 

Greenpeace demarca rota de material radioativo em Salvador

Greenpeace demarca rota de material radioativo em Salvador

 
     O yellow cake que passa por Salvador é resultado do processamento do urânio retirado da mina de Caetité (BA) pela INB (Indústrias Nucleares Brasileiras). Uma vez beneficiado, o urânio segue em comboios de caminhões até Salvador, percorrendo mais de 700 quilômetros de estradas federais e estaduais e atravessando 40 municípios e povoados.
"Estamos chamando a atenção da sociedade brasileira para os perigos do extenso e complexo ciclo da energia nuclear no Brasil. Quem mora aqui em Salvador deve saber que vive na rota de transporte de material radioativo", disse Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de Energia do Greenpeace, que participou do protesto.
     Historicamente, têm ocorrido um ou dois transportes de yellow cake na Bahia por ano. No último carregamento conhecido, realizado em maio de 2008, houve falta de coordenação entre o transporte terrestre e a chegada do navio que levaria as 175 toneladas de material nuclear até o Canadá. A carga ficou estocada ao ar livre e em condições precárias por três dias em armazém próximo ao Porto de Salvador. De
acordo com informações obtidas pelo Greenpeace junto a fontes de Caetité, um novo transporte estaria programado até o final desse ano.
 

Carga de Urânio é armazenada sem seguir normas de segurança (fonte)

 
     Em oito anos de operação da INB em Caetité, já ocorreram vários episódios de multas e infrações envolvendo o transporte de yellow cake. Em 2004, a empresa foi multada em R$ 1 milhão pelo Ibama da Bahia por fazer uma "operação casada" no transporte de urânio pela Baía de Todos os Santos, em Salvador. O navio transportava urânio enriquecido para Resende (RJ) e parou na capital baiana para pegar 250 toneladas de yellow cake de Caetité. De acordo com o Ministério de Ciência e Tecnologia, a INB só precisa de licença do Ibama e da CNEN para o transporte de yellow cake quando o volume total da carga for de 375 toneladas (ou 25 carretas) por comboio.
     Do porto, o yellow cake segue de navio para o Canadá, onde é convertido para gás. De lá, viaja para a Holanda, aonde é enriquecido. Retorna ao Brasil pelo Porto do Rio de Janeiro e na Fábrica de Combustível Nuclear da INB em Resende (RJ), é transformado em pastilhas usadas como combustível nos reatores de Angra dos Reis (RJ).
     Além de Angra 3, o governo federal  prevê a construção de mais 4 a 8 usinas nucleares no país, sendo duas no Nordeste. Segundo informações veiculadas pela imprensa em setembro de 2008, o Estado da Bahia teria se candidatado para hospedar as primeiras plantas nucleares da região nordeste.
 

Usina de Beneficiamento de Urânio - Caetité (fonte)

 
     A atividade do Greenpeace reforça a divulgação do relatório "Ciclo do Perigo – Impactos da produção de combustível nuclear no Brasil", que na semana passada denunciou a contaminação da água por urânio na área de influência direta da INB em Caetité. O documento foi encaminhado ao Ministério Público Federal e órgãos públicos exigindo uma investigação urgente, ampla e independente para determinar a fonte exata e a extensão da contaminação.
     O Ministério Público Federal marcou para o dia 6 de novembro uma audiência pública em Caetité para ouvir a população local. Uma equipe com técnicos do Instituto de Meio Ambiente (IMA), Instituto de Gestão das Águas e da Secretaria de Saúde do governo da Bahia já está no município coletando amostras e analisando a situação de saúde das pessoas que vivem no entorno da INB. O MPF baiano anunciou também que vai reabrir um inquérito de 2000 para enfim conduzir uma investigação independente sobre os impactos da mineração de urânio de Caetité.
      "Quanto mais usinas nucleares, maior a demanda por combustível nuclear e maiores os impactos da mineração do urânio e a freqüência de transportes de materiais radioativos no país", diz Rebeca Lerer. "Por mais que o governo Lula se esforce para vender a tecnologia atômica como uma solução, a verdade é que o ciclo da energia nuclear traz problemas como a contaminação da água em Caetité e a geração de lixo radioativo pelas usinas, envolvendo graves riscos de acidentes e altos custos financeiros. A energia nuclear é um erro do início ao fim", conclui.
 
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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