quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Imagem da semana: O que restou


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26/08 - Árvores danificadas pelo fogo em Rodopoli, ao norte de Atenas, são algumas das atingidas pelos incêndios florestais da região. Bombeiros combatem o fogo no local desde o fim da semana passada, e restam apenas pequenos focos do fogo que devastou cerca de 60 casas e danificou outras 150 na Grécia.

Fonte: MSN
Postado por Wilson Junior Weschenfelder

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Índios pedem apoio da Frente para impedir retrocesso na legislação


Índios pediram, ainda, o apoio da Frente Parlamentar Ambientalista para a aprovação do Estatuto dos Povos Indígenas.

     Líderes indígenas pediram, nesta terça-feira (25/08), o apoio da Frente Parlamentar Ambientalista para impedir a aprovação de iniciativas em discussão no Congresso Nacional consideradas pelos índios como um retrocesso na legislação, como a redução de reservas indígenas. O presidente da Coiab- Amazonas, Marcos Apurinã, entregou documento ao coordenador da Frente, deputado Sarney Filho (PV-MA). "É importante rejeitar iniciativas que buscam reduzir nossos direitos conquistados ao longo dos anos e com muito sacrifício de nossas lideranças", afirmam os índios.

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Marcos Apurinã, presidente da Coiab-Amazonas

     Sarney Filho defendeu a preservação das áreas indígenas lembrando que elas asseguram a proteção da biodiversidade e também da cultura indígena. "Os índios utilizam a terra de acordo com as bases de uma nova economia que valoriza os serviços ambientais prestados pela floresta ao meio ambiente", afirmou o coordenador. Os índios pediram, ainda, o apoio da Frente para a aprovação do Estatuto dos Povos Indígenas. "Queremos que a Frente acompanhe os trabalhos da Comissão Especial que irá discutir o Estatuto para que os trabalhos não fiquem nas mãos dos adversários da causa indígena", assinala o documento.
     O deputado Ricardo Trípoli, coordenador do GT Fauna, da Frente, reforçou a preocupação com iniciativas no Congresso que ameaçam as áreas indígenas. "Projetos na área do agronegócio estão avançando cada vez mais sobre as áreas indígenas", afirmou o deputado, ao condenou a política desenvolvimentista "que não considera os direitos dos indígenas e o meio ambiente".

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Deputado Edigar Mão Branca

     O deputado Mão Branca (PV-BA), lamentou a falta de sensibilidade de alguns parlamentares para a questão ambiental, citando o exemplo de seu estado. "No Sul da Baía, aumentam as plantações de eucalipto que destroem a Mata Atlântica e ameaçam o equilíbrio das áreas que são habitadas por indígenas, no entanto, muitos colegas meus são comprometidos apenas com o lado do agronegócio", criticou Mão Branca. Já o coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas, Eduardo Valverde (PT-RO) informou que estão em discussão na Câmara e no Senado 80 projetos que podem restringir os direitos das comunidades indígenas.

Fonte: Assessoria de imprensa do deputado Sarney Filho - EcoAgência
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder

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Raposa-voadora pode ser extinta na Malásia, diz estudo


     Cientistas estão pedindo ao governo da Malásia para proibir a caça de um dos maiores morcegos do mundo, o Pteropus vampyrus, conhecido como raposa-voadora. Os pesquisadores dizem que a espécie vai desaparecer da península malaia se o atual nível de caça continuar. Segundo eles, cerca de 22 mil animais são caçados legalmente a cada ano e muitos outros são mortos na clandestinidade.

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O Pteropus vampyrus pode ter asas com até 1,5 metro de envergadura e são cruciais para os ecossistemas da floresta tropical nessa parte da Ásia

     Em artigo na publicação científica Journal of Applied Ecology, Jonathan Epstein, da organização ambientalista internacional Wildlife Trust, e seus colegas dizem que a espécie pode estar extinta na região já em 2015.
     "Eles comem frutas e néctar e, ao fazer isso, derrubam sementes no solo e polinizam as árvores. Então eles são cruciais para a propagação das plantas da floresta tropical", disse Epstein.
     As estimativas mais otimistas indicam que a população de morcegos da espécie Pteropus vampyrus na península malaia gira em torno de 500 mil animais.

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     Caçada
     As raposas-voadoras são caçadas no país para alimentação, remédios e esporte. Os caçadores começam a busca pelos animais ao anoitecer, enquanto os morcegos saem para sua própria caçada noturna. Os pesquisadores fizeram cálculos e chegaram à conclusão que, se as atuais taxas de caçada continuarem inalteradas, serão necessários entre seis e 81 anos para que os morcegos sejam caçados até a extinção.
     Os cientistas pesquisaram e coletaram informações do governo da Malásia a respeito das licenças de caça e usaram um programa de computador para prever o destino dos animais de acordo com as variações das taxas de morte e uma série de estimativas da população atual.
     Esta foi a primeira vez que a técnica de monitoramento por satélite foi usada para rastrear morcegos na Ásia. O método é geralmente usado para rastrear aves - seu uso para estudar mamíferos é mais raro.
     Os pesquisadores capturaram morcegos e colocaram colares em seus pescoços antes de libertá-los. Cada colar enviava um sinal de satélite que permitia que os cientistas rastreassem o animal com ajuda de computadores. A equipe descobriu que os animais viajavam até 60 km por noite em busca de alimentos.

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     Revisão da lei
     As raposas-voadoras são protegidas na Tailândia, país vizinho da Malásia, e partes da Indonésia. "Acreditamos que isto mostra a necessidade de um gerenciamento coordenado para a proteção nos países onde estes morcegos vivem. Está claro agora que eles não são apenas morcegos malaios, eles passam parte do tempo na ilha de Sumatra (Indonésia), na Tailândia e na Malásia", afirmou Epstein.
     Os departamentos de proteção à vida selvagem da Malásia foram parceiros do estudo e estão analisando uma revisão nas leis de caça devido aos resultados mostrados pelos cientistas.
     Epstein e sua equipe recomendaram a implantação de pelo menos uma proibição temporária à caça para permitir que a população de morcegos se recupere e dê aos cientistas mais tempo para uma análise mais ampla das ameaças à sobrevivência dos animais na península malaia.

http://www.mindanao.com/blog/wp-content/uploads/2008/03/maitums-giant-bats-2.jpg

Fonte: BBC Brasil - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Greenpeace coloca cartaz gigante sobre geleira suíça


     Cerca de 40 militantes da organização ambientalista Greenpeace colocaram nesta terça-feira um cartaz gigante sobre a geleira suíça de Gorner com a inscrição "Nosso clima - sua decisão" para pedir aos governantes do mundo que assumam suas responsabilidades sobre o fenômeno da mudança climática.

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Cartaz de protesto ambiental mede 130m de largura por 40m de altura

     A inscrição, de 130 metros por 40 metros, é, pelo tamanho, a maior reivindicação de todos os tempos sobre a necessidade de lutar contra a mudança climática, e os ativistas do Greenpeace precisaram de dois dias para conseguir colocá-la.
     "Os conhecimentos científicos mais recentes mostram que o aquecimento climático é muito mais rápido e dramático do que se acreditava. Como país alpino, a Suíça é especialmente afetada e o derretimento das geleiras é uma testemunha impressionante disso", afirmou nesta terça a organização.
     O Greenpeace lembra que o Governo suíço anunciará amanhã sua decisão sobre a revisão da lei de CO2, o que indicará a posição que assumirá durante a Conferência do Clima da ONU que será realizada em dezembro, em Copenhague.
     Por isso, pede que a Suíça, como país industrializado, reduza em 40% suas emissões de CO2 dentro de suas fronteiras até 2020, e que entregue todos os anos 1,3 milhão de francos (840 mil euros) a um fundo mundial para o clima.

http://odia.terra.com.br/portal/mundo/fotos/09/08/25_greenpeace_575x300.jpg

Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Cigarro causou 1 bilhão de mortes no século 20


Em 2010, fumo custará 500 bilhões ao mundo.
"Atlas do Tabaco" aponta para dados alarmantes.

    Um bilhão de mortos, muito mais do que todas as guerras no século 20. Segundo John Seffrin, da American Câncer Society, esse é o número de vítimas do tabagismo até hoje. Um terço da população mundial é fumante, a maioria em países em desenvolvimento. O uso do tabaco vai matar 6 milhões de pessoas em 2010 e custará 500 bilhões ao mundo.

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     Esses são alguns dos dados do Atlas do Tabaco, apresentado pela American Câncer Society em Dublin, durante a Conferência Global de Câncer. O documento traz avaliações epidemiológicas e econômicas do impacto do uso do tabaco através do mundo.
     No momento em que estamos tentando implantar legislações sobre o uso do tabaco nas principais cidades do Brasil alguns dados podem colocar as coisas em perspectiva.
     Um quarto dos fumantes vai morrer prematuramente, ou seja, antes do 60 anos. A morte durante os anos mais produtivos de suas vidas, altera o curso da vida de suas famílias e diminui a produtividade do país.
     A plantação de tabaco ocupa cerca de 4 milhões de hectares, área equivalente a todas plantações de laranja e banana existentes no mundo. Toda essa terra produtiva poderia estar sendo cultivada para produção de alimentos.Dentre as vítimas do cigarro, 72% serão habitantes de países pobres ou em desenvolvimento.

http://www.estadao.com.br/fotos/9(1).jpg

Autor: Luis Fernando Correia - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O impacto ambiental da corrupção


No comentário ambiental da semana, o ecólogo Felipe Amaral fala do impacto ambiental da corrupção no Rio Grande do Sul e no Brasil. Edições anteriores do Programa Leguero podem ser conferidas no link "Comentário Ambiental" do site.

     Porto Alegre (RS) - Esta semana tem muita coisa para falar e escrever. Uma reviravolta política acelerou o processo de queda e declínio da atual gestão pública no Rio Grande do Sul. O MPF denunciou a alta cúpula do governo Yeda por improbidade administrativa, fraude em licitações, corrupção e formação de quadrilha. Foi, na realidade, a maior ofensiva aos cofres públicos que se têm notícias nestes pampas. Um "jeito novo de roubar".

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Governadora Yeda Crusius em visita à fábrica da Aracruz em Guaíba (RS), há um ano ano. (Crédito: Jefferson Bernardes/ Palácio Piratini)

     Na esteira dos acontecimentos e fatos, a blindagem na Assembléia Legislativa começou a ser construída, numa tentativa dos governistas ficarem com a relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e conduzir os trabalhos de forma branda, minimizando acontecimentos e dando um tom de "denuncismo". Uma estratégia velha.
     Já havia me manifestado aqui sobre o impacto ambiental da corrupção, quando publiquei as denúncias feitas na época pelo professor Eduardo Lanna, que alertavam para irregularidades nos processos de licenciamento de barragens para irrigação na região central do estado. Bom, na verdade não era somente o licenciamento que estava irregular, prejuízo para o meio ambiente. Mas as licitações também estavam com irregularidades e vícios, com informação privilegiada para as empresas que ganharam a licitação. Prejuízo para os cofres públicos.
     Mas é importante destacar que a corrupção não está somente aqui no RS; ela é a propulsora da devastação ambiental em todos os cantos do país. Com o selo do PAC, empreiteiros e construtoras deitam e rolam. Numa conjuntura de "newesquerdismoliberal", o Executivo federal faz vistas grossas para tudo e todos que podem de alguma forma atrapalhar os planos políticos de Lulla e Dilma "Rumsfeld", fazendo uma analogia ao senhor da guerra e Secretário de Defesa norte-americano no governo George Bush - Thomas Rumsfeld.

http://www.liderancaptpr.com.br/principal/pub/Image/20080320160305lula.jpg

     Algumas semanas atrás, Lula fez um eufórico discurso para empresários da construção pesada, infra-estrutura. Em meio a piadas e ditos populares, o ex-metarlúrgico ressaltou seu comprometimento em garantir as obras necessárias, e que o Tribunal de Contas da União e a legislação ambiental, dentre outros instrumentos de controle, são um mal quem deve ser resolvidos. Não poderíamos esperar outra fala; Lula está em campanha de arrecadação de fundos para campanha eleitoral de Dilma "Rumsfeld". E empreiteiros devem ser estimulados e incentivados a colaborar, tendo alguma segurança, algumas garantias.
     Aqui no RS, mais um secretário do Meio Ambiente sai do cargo; é um total descontrole e desgoverno. Explicita a forma como o atual governo trata as questões ambientais: "um lobo cuidando de galinhas". O senhor Berfran Rosado voltou para a Assembléia Legislativa, onde era o líder da Bancada da Celulose. Agora não sabemos se ele é um rato, aquele que é o primeiro a deixar o barco quando começa a afundar, ou se é somente mais um mais tucano PPS, que vai exercer uma blindagem e obstruir a CPI. Ambos os casos não nos servem, é o tipo de político que deveria ser banido do poder pelas urnas.

http://www.centralsuldejornais.com.br/Dados/Noticias/Not_031889.jpg

     Em Brasília, segue a ofensiva contra a legislação ambiental através da edição de medidas provisórias e projetos de lei, sempre acompanhados de uma série de emendas parlamentares. Recente reportagem publicada pelo sítio Congresso em Foco revela que as forças contrárias aos ambientalistas têm somado vitórias importantes. A pesquisa aponta os quatro setores responsáveis pelas mudanças mais agressivas contra a legislação: o agronegócio, a mineração, o setor de infra-estrutura e energia elétrica.
     A classe política nacional é despreparada e míope às demandas sociais e necessidades do século XXI. A mentalidade colonial, retrógrada e conservadora de grande parte dos políticos coloca em risco as futuras gerações. O entendimento de que a questão ambiental é a pauta principal da geopolítica mundial, e que países como o Brasil podem fazer a diferença no paradigma da sustentabilidade global, é demasiado novo e complexo para aqueles que somente buscam votos e a manutenção do poder.

Autor: Felipe Amaral é ecólogo e integrante do Instituto Biofilia - Agência Chasque
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Dez mil peixes morrem em rio de Xangai em 5 minutos


     Cerca de 10 mil peixes morreram em apenas cinco minutos em um dos rios de Xangai por causas desconhecidas, informou nesta segunda-feira o jornal oficial Shanghai Daily.
     Mais de 100 moradores do município de Sanlin, na zona econômica especial de Pudong, começaram a pegar os peixes que flutuavam ao longo de cerca de 1,5 mil m do rio para comê-los, mas desistiram, alarmados com a grande quantidade de animais que emergiam à superfície.

http://www.nematome.info/ChinaBlogPics/Bund_Pudong.jpg
Baía de Pudong

     As primeiras investigações indicam que a causa da morte em massa foi devido à falta de oxigênio, mas os responsáveis ambientais da cidade ainda não sabem o que pode ter provocado o fenômeno, indicou o jornal oficial. Entre as possibilidades, está a baixa pressão ou o efeito de uma estação de bombeamento de água construída há pouco tempo na parte alta do rio.
     A China conta com alguns dos rios mais poluídos do planeta, como é o caso do Yang Tsé em sua desembocadura em Xangai e de seus afluentes na área.

Fonte: EFE - terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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"O que se faz hoje no RS está longe de ser uma política ambiental"


O ambientalista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Paulo Brack, avalia os 10 anos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e a falta de política ambiental que contribua com o desenvolvimento do Estado.

     Porto Alegre (RS) - A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) completa 10 anos de criação neste ano de 2009. A data já foi lembrada pelo governo estadual com algumas atividades, sem muita pompa e com pouquíssimos festejos. O ambientalista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Paulo Brack, avalia que não há muito o que comemorar.
     Na entrevista a seguir, Brack comenta o desmonte da secretaria e a falta de uma política ambiental para o Rio Grande do Sul que preserve a biodiversidade e estimule o desenvolvimento local. Temas que deveriam ser tratados justamente pela Sema.

http://www.ecoagencia.com.br/fotos_noticias/1250878645_g.jpg
Brack em reunião do Consema

Completados dez anos da Sema, há o que comemorar? A comemoração seria o surgimento da secretaria em 1999. No início, ela até teve uma proposta e uma estabilidade porque nos três primeiros anos teve um só secretário. A partir daí, as mudanças foram praticamente anuais. Temos entre 10 e 11 secretários desde o seu surgimento. Mas eu diria que a secretaria não foi implementada da maneira que deveria acontecer. Primeiro que quando ela surgiu, deveria ter tido uma estrutura de concursos para várias áreas, até mesmo para preencher lacunas que tivemos com o PDV entre 1996/1997 durante o governo de Antônio Britto. Naquela época ainda não havia secretaria, mas a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) sim, e dela muitos técnicos foram estimulados a sair. E muitos ainda continuam saindo da secretaria. Houve alguns concursos, mas o salário é muito baixo. O Departamento Estadual de Florestas e Áreas Protegidas (Defap), que é uma área estratégica para a biodiversidade, também não teve o devido concurso e agora esta área está desfalcada. E é uma área muito estratégica para a conservação da biodiversidade, fiscalização e controle do desmatamento, para as licenças. E hoje a Fepam está sob a direção da Ana Pellini, que já demonstrou que entrou como uma interventora nomeada pela governadora para substituir outros diretores que tinham uma certa trajetória [no órgão]. Ana Pellini não tinha nenhuma trajetória, ela veio da Secretaria de Segurança Pública.

Qual é a sua opinião sobre a política atual da secretaria? Hoje nós estamos vendo um retrocesso imenso na Secretaria do Meio Ambiente. A inconstância política significa que a não-existência de uma política ambiental seja uma política. Ela corresponde a uma concepção que simplesmente a Sema tem que servir para liberar tudo que é tipo de obra. Quando se trata de obras do governo eles dão um jeito de dar licença e isso demonstra que temos pessoas com o intuito principal de licenciar obras custe o que custar - inclusive desrespeitando a lei, como a emissão de licenças-prévias sem estudo de impacto ambiental. Isso aconteceu em várias obras, inclusive nas barragens Jaguari e Taquarembó, no Rio Santa Maria, as grandes barragens do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] na Metade Sul. E que depois inclusive se descobriu irregularidades com empreiteiras e com o secretário de Irrigação, Rogério Porto. Essa pressa em dar licença algumas vezes ela também está ligada a fatos de irregularidades e de tráfico de influência. Infelizmente acontece isso. A questão das papeleiras aqui no Estado também foi emblemática. Elas [empresas] conseguiram desconstituir o zoneamento da silvicultura, que foi um estudo muito importante. Esse trabalho, por força das empresas de celulose, que queriam plantar mais de um milhão de hectares, não foi implementado como deveria. Infelizmente, a visão na Sema é uma visão imediatista, que despreza a conservação ambiental, não tem nenhuma visão estratégica que inclua a biodiversidade como elemento fundamental hoje para o Brasil. Nós somos um país megadiverso campeão da biodiversidade no mundo. E estamos destruindo tudo isso. Talvez o RS seja um dos estados que mais desrespeita a biodiversidade.

A municipalização das licenças ambientais é um avanço? A municipalização e a descentralização da área ambiental sem ter marco regulatório e com a estrutura mínima das prefeituras - e hoje a gente sabe que os municípios não têm condições – não é a saída. Eles estão terceirizando o trabalho de licenciamento. Nós estamos vendo que o meio ambiente é utilizado como moeda de troca para os municípios. Como o Estado, muitas vezes, não tem condições de dar recurso para as cidades ele permite, facilita essa habilitação para o licenciamento ambiental local. Como por exemplo os loteamentos. Mas na verdade, tanto o Estado não tem condições devido à falta de profissionais, como o município. O que verificamos é que os municípios estão terceirizando através de empresas que fazem o estudo de impacto local e depois a licença é dada.

O que deveria ser prioridade da Sema a fim de montar uma política ambiental para o RS? Para ter uma gestão qualificada, os técnicos têm que serem valorizados. Inclusive aqueles que têm muitos anos de carreira. Conheço alguns destes técnicos que hoje estão na "geladeira" por fazerem um bom trabalho. Fazer um bom trabalho dentro desta lógica imediatista não serve. Teria que fazer concurso para as áreas desfalcadas, atuar com o Ministério Público e fazer um planejamento a médio e longo prazo que incorpore a biodiversidade como elemento estratégico para o desenvolvimento. Na Metade Sul, por exemplo, a pecuária aliada com o turismo rural e árvores frutíferas poderia ajudar no desenvolvimento, desde que tivéssemos discussão com o povo local. A estratégia é reforçar a Sema e seus órgãos, com concurso público e melhoria salarial, ao mesmo tempo em que se discute desenvolvimento. O que se faz hoje no estado está muito longe disso.

Autora: Raquel Casiraghi, Agência Chasque - EcoAgência
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Sem uma reforma hídrica a Ásia enfrentará falta de alimentos até 2050


     Especialistas advertem que a região deve criar ou melhorar a gestão das terras atualmente irrigadas, ou poderá, até 2050, depender da importação de cereais caros de outras regiões

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     Um novo e detalhado estudo adverte que, sem grandes reformas e inovações na forma como a água é utilizada na agricultura, muitas nações em desenvolvimento enfrentam a perspectiva politicamente arriscada de ter de importar mais de um quarto de arroz, trigo e milho, para atender às necessidades de alimentação da população até 2050.
     Notícia completa AQUI.

Autor: Por Henrique Cortez, do EcoDebate
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Pesquisa revela que os peixes dos EUA estão contaminados com mercúrio


     Pesquisadores confirmaram a contaminação por mercúrio em todos os peixes recolhidos em 291 córregos em todo o país, segundo um estudo do U.S. Geological Survey.

http://water.usgs.gov/nawqa/mercury/images/studies_map.jpg
Áreas avaliadas sobre a contaminação por mercúrio

     Cerca de 1/4 desses peixes estavam contaminados com níveis de mercúrio acima dos limites estabelecidos como seguros para pessoas que se alimentam com quantidades de peixes acima da média, de acordo com dados da EPA, U.S. Environmental Protection Agency. Mais de 2/3 dos peixes estavam contaminados com níveis acima do considerado seguro para a alimentação animal.
     De acordo com os pesquisadores, este estudo [Mercury in Fish, Bed Sediment, and Water from Streams Across the United States, 1998–2005] mostra o quanto a poluição por mercúrio tornou-se generalizada no ar, nas bacias hidrográficas e, por consequência, nos peixes.
    Notícia completa AQUI.

Autor: Por Henrique Cortez, do EcoDebate
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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domingo, 23 de agosto de 2009

“Fui preso por defender minha reserva de mata atlântica”


     O baiano Norberto Hess foi preso ao tentar defender sua reserva ambiental particular dos tratores da companhia elétrica do Estado. Isso aconteceu na semana passada, no município de Maraú. Hess, ex-secretário do Meio Ambiente da cidade, foi parar na delegacia ao tentar impedir que a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) derrubasse irregularmente parte da floresta que compõe sua reserva particular.

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     Na foto acima, Hess está algemado na entrada de sua propriedade, onde fica a reserva particular de patrimônio natural (RPPN) que ele tentava defender. Abaixo, a imagem de um dos tratores da Coelba derrubando a floresta dentro da reserva.
     Desde 2006, a Coelba e Hess vêm negociando a área que, segundo a companhia elétrica, precisa ser derrubada para a passagem de uma linha de transmissão de energia na região. Essa linha visa à expansão do sistema elétrico da região de Itacaré e da Península de Maraú. Para a Coelba, a obra é importante por se tratar de uma área de grande apelo turístico e que, segundo ela, já teria sido declarada pela Agência Nacional de Energia Elétrica como linha de utilidade pública.
     Só que para levar a energia a essa região, parte da Reserva Particular do Patrimônio Natural Jureana, na qual Hess protege o que sobrou da mata atlântica baiana, precisaria ser desmatada. Hess tentou, mas a Coelba disse que um desvio na rota de 3 ou 4 quilômetros seria economicamente inviável. E, segundo Hess, a companhia não estaria disposta a negociar alternativas.
     A Coelba alega que um estudo ambiental da área foi submetido ao Ibama e à Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia e que nenhuma irregularidade foi notificada. A partir disso, foi determinado que uma faixa de 15 metros seria desmatada na reserva de Hess. O proprietário, no entanto, afirma que no processo não há nenhum documento que confirme a licença ambiental do Ibama ou outro órgão. Ainda assim, Hess teria autorizado a intervenção nos 15 metros. Segundo ele, os funcionários da Coelba também passaram desse limite delimitado. A Coelba, em resposta a ÉPOCA, nega.

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     "Meu advogado afirmou que meu direito e dever legal era defender a reserva", disse Hess. "Em alguns pontos, os 15 metros não foram respeitados, caracterizando invasão à minha propriedade. Parei as máquinas me colocando à frente delas, para negociar uma faixa sem a necessidade de derrubar a vegetação nativa. A Coelba não quis conversa e sentindo-se amparada pela decisão judicial, acionou a polícia que me algemou e me levou à delegacia de Maraú, como se eu fosse um criminoso."
     Biólogos estiveram na reserva e confirmaram a presença de macuquinhos baianos, uma ave rara e ameaçada de extinção. A ONG BirdLife estima que existam de 50 a 250 indivíduos no país. Segundo Hess, já foram confirmadas cinco dessas aves em sua fazenda. Mais seis outras espécies de aves com algum nível de ameaça também foram identificadas lá pelos pesquisadores. Além de outras espécies ameaçadas, como o preguiça-de-coleira, macaco-prego-do-peito-amarelo e o bugio.

Autora: Thaís Ferreira - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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