quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Raposa-voadora pode ser extinta na Malásia, diz estudo


     Cientistas estão pedindo ao governo da Malásia para proibir a caça de um dos maiores morcegos do mundo, o Pteropus vampyrus, conhecido como raposa-voadora. Os pesquisadores dizem que a espécie vai desaparecer da península malaia se o atual nível de caça continuar. Segundo eles, cerca de 22 mil animais são caçados legalmente a cada ano e muitos outros são mortos na clandestinidade.

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O Pteropus vampyrus pode ter asas com até 1,5 metro de envergadura e são cruciais para os ecossistemas da floresta tropical nessa parte da Ásia

     Em artigo na publicação científica Journal of Applied Ecology, Jonathan Epstein, da organização ambientalista internacional Wildlife Trust, e seus colegas dizem que a espécie pode estar extinta na região já em 2015.
     "Eles comem frutas e néctar e, ao fazer isso, derrubam sementes no solo e polinizam as árvores. Então eles são cruciais para a propagação das plantas da floresta tropical", disse Epstein.
     As estimativas mais otimistas indicam que a população de morcegos da espécie Pteropus vampyrus na península malaia gira em torno de 500 mil animais.

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     Caçada
     As raposas-voadoras são caçadas no país para alimentação, remédios e esporte. Os caçadores começam a busca pelos animais ao anoitecer, enquanto os morcegos saem para sua própria caçada noturna. Os pesquisadores fizeram cálculos e chegaram à conclusão que, se as atuais taxas de caçada continuarem inalteradas, serão necessários entre seis e 81 anos para que os morcegos sejam caçados até a extinção.
     Os cientistas pesquisaram e coletaram informações do governo da Malásia a respeito das licenças de caça e usaram um programa de computador para prever o destino dos animais de acordo com as variações das taxas de morte e uma série de estimativas da população atual.
     Esta foi a primeira vez que a técnica de monitoramento por satélite foi usada para rastrear morcegos na Ásia. O método é geralmente usado para rastrear aves - seu uso para estudar mamíferos é mais raro.
     Os pesquisadores capturaram morcegos e colocaram colares em seus pescoços antes de libertá-los. Cada colar enviava um sinal de satélite que permitia que os cientistas rastreassem o animal com ajuda de computadores. A equipe descobriu que os animais viajavam até 60 km por noite em busca de alimentos.

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     Revisão da lei
     As raposas-voadoras são protegidas na Tailândia, país vizinho da Malásia, e partes da Indonésia. "Acreditamos que isto mostra a necessidade de um gerenciamento coordenado para a proteção nos países onde estes morcegos vivem. Está claro agora que eles não são apenas morcegos malaios, eles passam parte do tempo na ilha de Sumatra (Indonésia), na Tailândia e na Malásia", afirmou Epstein.
     Os departamentos de proteção à vida selvagem da Malásia foram parceiros do estudo e estão analisando uma revisão nas leis de caça devido aos resultados mostrados pelos cientistas.
     Epstein e sua equipe recomendaram a implantação de pelo menos uma proibição temporária à caça para permitir que a população de morcegos se recupere e dê aos cientistas mais tempo para uma análise mais ampla das ameaças à sobrevivência dos animais na península malaia.

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Fonte: BBC Brasil - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Um comentário:

ivana lobos disse...

Tenho muita curiosidade sobre as raposas voadoras.
Como pode esse animal ter cabeça e tronco de raposa e a outra parte morcego, se espécies distintas não podem cruzar? qual é a explicação da (linda) aparência desse animal?