sexta-feira, 21 de agosto de 2009

OMS adverte que pior da pandemia ainda pode chegar


     A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, advertiu nesta sexta-feira que o pior da pandemia da nova gripe pode estar por chegar, e disse que a comunidade internacional deve estar preparada para enfrentá-lo.
     "Não podemos dizer se o pior passou ou se o pior ainda está por chegar", disse Chan, em mensagem de vídeo divulgada hoje em um simpósio sobre a nova gripe realizado em Pequim.

http://arrozcomfeijaozinho.files.wordpress.com/2009/06/epidemia.jpg

     "Devemos nos preparar para uma segunda, ou inclusive uma terceira, onda do vírus, como ocorreu em pandemias passadas", advertiu a responsável da OMS.
     Segundo a OMS, cerca de 1,8 mil pessoas morreram no mundo desde a explosão da doença, em abril, e, embora Chan tenha ressaltado hoje que "o quadro clínico (dos casos) é majoritariamente tranquilizador (por serem leves)", existem grupos de risco nos quais a doença é mais grave.
     "Devemos tratar o assunto da vacina pandêmica, e devemos recolher informação sobre quais são os grupos prioritários que devem ser protegidos", disse Chan.

http://rreloj.files.wordpress.com/2009/05/017n1pol-2.jpg

    A responsável da OMS afirmou que "esta é uma das decisões mais difíceis que os Governos terão que adotar, especialmente sabendo que o fornecimento será extremamente limitado durante alguns meses".
     Entre os grupos de maior risco, citou as mulheres grávidas, que "enfrentam um risco maior de complicações, sem dúvida nenhuma". Também disse que "um quadro clínico mais severo é observado em pessoas com doenças como asma e outros males respiratórios, assim como doenças cardiovasculares, diabetes, desordens auto-imunes e obesidade".
     Mas acrescentou que, "basicamente, qualquer pessoa é suscetível de ser infectada". E advertiu que, "mesmo que o vírus não sofra mutação", pode torna-se mais grave se "a epidemiologia mudar para um grupo de idade mais elevado, onde as complicações são mais frequentes", disse, após lembrar que, até agora, a nova gripe afeta mais grupos jovens.

http://www.vooz.com.br/userfiles/image/gripe_suina_populacao_002%5B1%5D.jpg

Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Um gás perigoso vem do fundo do mar Ártico


     Um dos maiores temores dos pesquisadores que acompanham as mudanças climáticas está no fundo congelado do oceano Ártico. Sob o leito do mar estão os maiores depósitos de metano, um gás várias vezes mais poderoso do que o carbônico para aumentar a temperatura da Terra e destruir o clima que conhecemos desde os primórdios da civilização. Agora, um estudo publicado pelo Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido, em Southampton, mostra evidências que essa bomba de gás sob o mar pode estar perto de explodir.

http://colunas.epoca.globo.com/files/437/2009/08/metano.JPG

     Segundo o levantamento, o aquecimento das correntes marinhas no Ártico nos últimos 30 anos já está provocando a liberação de metano. A equipe de pesquisadores, da Alemanha e do Reino Unido, descobriu mais de 250 colunas de bolhas de metano subindo do fundo do mar em uma plataforma continental de West Spitsbergen, uma ilha da Noruega. As colunas partem do fundo a algo entre 150 e 140 metros de profundidade.
     A intensidade do fenômeno surpreendeu os próprios cientistas. "Nossa pesquisa foi projetada para descobrir quanto metano poderia ser liberado pelo futuro aquecimento do oceano", disse Tim Minshull, do centro britânico. "Não esperávamos encontrar evidências tão fortes que o processo já começou".
     É a primeira vez que a liberação de metano do fundo do mar é identificada na história recente da Terra. Embora a maior parte do metano se dissolva na água, parte dele chega a atmosfera e incrementa o processo de aquecimento global. Acredita-se que o metano contribuiu para os grandes períodos de aquecimento rápido da história da Terra, quando houve também grandes extinções de espécies. O detalhe é que esses grandes aumentos de temperatura do planeta, provocados por fenômenos naturais, levaram milhares de anos para ocorrer, enquanto a mudança climática atual, provocada por emissões poluentes humanas, é medida em décadas.

http://www.alaska.edu/uaf/cem/ine/walter/lightoneup_MG-07-2133-17.jpg

     Outro problema causado pelo metano é que, enquanto ele se dissolve na água do mar, aumenta a acidez do oceano. O mar já está absorvendo parte do excesso de gás carbônico que jogamos na atmosfera e ficando ácido por isso. Teme-se que a acidez progressiva possa afetar a base da vida marinha, compromentendo a sobrevivência de peixes e crustáceos.
     Essas evidências sugerem que o tempo é curto para tomar medidas que reduzam a velocidade das mudanças climáticas.

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Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Em que planeta estamos vivendo?


     Em certos momentos, no Brasil, tem-se a impressão de viver em outro mundo, desligado das realidades globais e até locais que nos cercam. É o caso neste momento.
     Para ficar só no noticiário das últimas semanas, soubemos, todos, que o Vale do Itajaí - castigado pelos terríveis desastres climáticos no fim do ano passado - recebeu agora, em 24 horas, um volume de chuvas equivalente ao total que costuma cair no mês de julho, já com novos deslizamentos de encostas e topos de morros (Estado, 2/8). A Região Metropolitana de São Paulo teve em julho o maior volume de chuvas em 66 anos, com prejuízos também em outras áreas do Estado, para as culturas de café, cana, laranja e outras. Em Goiânia a temperatura média em julho foi a maior desde 1937, 3 graus acima da média normal, segundo o Inmetro. E o Painel Internacional de Especialistas em Megacidades, Vulnerabilidades e Mudança Climática Global advertiu que esses aglomerados urbanos já estão sofrendo muito com a intensificação das mudanças, principalmente porque formam "ilhas de calor" que atraem eventos extremos (Agência Fapesp, 24/7) e favorecem inundações, deslizamentos, congestionamentos, disseminação de doenças, veranicos e secas mais intensos, reflexos no abastecimento de água, maior demanda de serviços de saúde por idosos, aumento do número de mortos em consequência da poluição do ar. Chamou-se a atenção até para o fato de a temperatura da cidade de São Paulo ficar cerca de 3 graus acima da observada em seu entorno com mais vegetação.
     Fora do Brasil, a Índia teve de novo dezenas de milhares de desabrigados por chuvas intensas e desmoronamento de barragem, as Filipinas enfrentaram problema semelhante, o Vietnã e a China passaram recentemente por dramas da mesma natureza, até a República Checa. O jornal The New York Times chegou a publicar capa informando que os índios camaiurás, do Xingu, estão sofrendo com mudanças climáticas, que tornam escassa sua alimentação.
     Nada disso, entretanto, parece influenciar a posição brasileira nas negociações em busca de um acordo para reduzir as emissões de gases poluentes que intensificam as mudanças do clima. No II Encontro de Jornalismo, Política e Clima, promovido em Brasília pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância e pela Embaixada da Dinamarca, o representante do Itamaraty reiterou que nosso país não aceitará em Copenhague, nas negociações de dezembro, compromissos obrigatórios para reduzir suas emissões, embora já esteja entre os cinco maiores emissores. E os argumentos são os que vêm sendo repetidos há mais de uma década: o compromisso primeiro e maior é dos países industrializados, que emitem mais e há muito mais tempo (o que é verdade); aceitar compromissos de redução significaria para os "emergentes" (como o Brasil) o risco de afetar o desenvolvimento econômico (depende do tipo de desenvolvimento). Além do mais, esses compromissos não estariam incluídos no "mandato combinado" para as discussões na Dinamarca. Os países desenvolvidos, sim, precisariam aceitar compromisso de reduzir suas emissões em pelo menos 20% até 2020 e 80% até 2050.
     Mas acontece que, nestas próximas décadas, os "emergentes" já estarão emitindo mais que os industrializados, embora estes continuem com taxas de emissão per capita maiores que as dos emergentes. E embora permaneçam perguntas complicadas, como a que faz a China: onde devem ocorrer as restrições ou taxações, no país que produz (e aí emite) ou no que consome (os EUA consomem 35% das exportações chinesas)?
     De qualquer forma, parece inevitável que, com a gravidade crescente dos problemas, os emergentes acabem aceitando metas proporcionais. E aí cabe lembrar que o Brasil apresentou em 1997 (quando foi aprovado o Protocolo de Kyoto) proposta de calcular a porcentagem que cabe a cada país na concentração de gases que já estão na atmosfera; e, em seguida, atribuir a cada país uma taxa de redução proporcional a essa contribuição. Isso é justo, possível e ficou de ser mais estudado.
     A representante do Ministério do Meio Ambiente no encontro, embora também mencionasse a tese de que compromissos de redução de emissões podem afetar nosso desenvolvimento econômico, admitiu que é preciso definir caminhos para evitar que a temperatura do planeta suba além de 2 graus (a Agência Internacional de Energia acha impossível não chegar a 3 graus). E considera indispensável que o País defina uma estratégia que inclua um desenvolvimento baseado em nova matriz tecnológica e energética, que reduza emissões (estudo da Unicamp/WWF, já citado aqui, mostra que o Brasil pode ganhar 50% em sua matriz energética com eficiência e conservação, repotenciação de usinas antigas e redução nas perdas nas linhas de transmissão).
     É preciso repensar tudo com rapidez. Nossas emissões dobraram em relação ao que eram em 1994, diz sir Nicholas Stern, ex-economista-chefe do Banco Mundial e consultor do governo britânico. Há um novo inventário brasileiro com base em 2004 em preparação. Que dirá? "O Plano Nacional do Clima não avançou" (editorial da Folha de S.Paulo, 28/7). Os produtores de etanol já dizem que a produção diminuirá na próxima safra (Agência Estado, 1º/8).
     Na próxima semana começa em Bonn mais uma reunião preparatória para a de dezembro (haverá outras em Bangcoc e Barcelona). O governo dos EUA, antes refratário a discussões, admite (Reuters, 31/7) que estão sendo e serão "cada vez mais devastadores" os impactos do clima na agricultura e em outros setores. Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, lembra que sem a China não é possível chegar a acordo em Copenhague, mas o primeiro-ministro chinês não aceita compromissos. E o subsecretário-geral de Comunicação e Informação Pública da ONU, Kiyo Akasaka, adverte: o tempo para um acordo é cada vez mais curto (O Globo, 29/7). É preciso destapar os ouvidos.

Autor: Washington Novaes é jornalista - E-mail: wlrnovaes@uol.com.br
Fonte: REBIA Nacional / Estadão Online
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Estudo: nanopartículas podem causar doenças pulmonares


     Sete mulheres chinesas sofreram danos pulmonares permanentes e duas delas acabaram morrendo depois de trabalharem por meses sem proteção adequada em uma fábrica de tintas que utiliza nanopartículas, disseram pesquisadores da China. A nanotecnologia, ou ciência do minúsculo, é uma indústria importante. Um nanômetro é um bilionésimo de um metro e as nanopartículas medem entre 1 e 100 nanômetros.



     Além do uso na medicina, a nanotecnologia é empregada em produtos como artigos esportivos, pneus e eletrônicos. Seu mercado anual é projetado em cerca de 1 trilhão de dólares até 2015.
     A nanotecnologia também é empregada em protetores solares, cosméticos, embalagens de alimentos, roupas, desinfetantes, utensílios domésticos, revestimento de superfícies, tintas e vernizes.
     Esta é a primeira vez que se registram perigos da nanotecnologia para os seres humanos, embora estudos em animais tenham mostrado que essas partículas resultaram em danos a pulmões de ratos.
     "Estes casos levantam a preocupação de que a exposição por longo tempo a nanopartículas sem medidas de proteção pode estar relacionada a graves danos a pulmões de humanos", escreveram os pesquisadores.
     "Seu minúsculo diâmetro significa que elas podem penetrar as barreiras naturais do corpo, especialmente através de contato com peles com problemas ou pela inalação ou ingestão", acrescentaram.


Tinta com bactericida

     Em artigo publicando no European Respiratory Journal, eles disseram que as sete mulheres tinham trabalhado entre cinco e 13 meses em uma fábrica, espalhando tinta com spray em placas de poliestireno, até que se sentiram mal, com dificuldades respiratórias e erupções no rosto e braços.
     As mulheres respiraram fumaça e vapores que continham nanopartículas quando trabalhavam na fábrica, disseram os cientistas. Duas das mulheres morreram dois anos depois de trabalharem na fábrica. A condição das outras cinco não melhorou, mesmo não estando mais manuseando aqueles materiais.

Fonte: JB Online - Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 18 de agosto de 2009

O mundo está de olho


     Para a Rede WWF, a rodada de negociações climáticas encerrada em Bonn, na sexta-feira, 14 de agosto, perdeu a oportunidade de acelerar as discussões necessárias para se obter um acordo global de clima justo e eficiente em Copenhagen (Dinamarca).



     Agora, aumenta a expectativa para a Assembléia Geral da ONU, em setembro, quando os líderes globais terão que oferecer o suporte político necessário para o sucesso da negociação.
     Notícia completa AQUI.

Fonte: WWF
Postado por Wilson Junior Weschenfelder

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Liberação de metano pelo aquecimento do oceano pode acelerar o aquecimento global


     O aquecimento de uma corrente no Ártico, nos últimos 30 anos, provocou a libertação de metano, um potente gás com efeito de estufa, a partir de hidratos de metano armazenadas no sedimento do solo marinho.


Hidrato de metano: "gelo combustível". Chama obtida pela queima do gás liberado (Créditos: The Speculist, in LQES/Unicamp)

     O estudo [Escape of methane gas from the seabed along the West Spitsbergen continental margin] foi realizado por pesquisadores do National Oceanography Centre Southampton trabalhando em colaboração com pesquisadores da Universidade de Birmingham, Royal Holloway London e IFM-Geomar na Alemanha, constataram que mais de 250 fontes de bolhas de metano estão aumentando a liberação do gás, a partir do leito marinho, na margem continental no Ártico, em um intervalo de profundidade de 150 a 400 metros.
     Notícia completa AQUI.

Autor: Henrique Cortez, do EcoDebate
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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domingo, 16 de agosto de 2009

As glórias do IPCC, que já ganhou um Nobel, derretem rapidamente


Países ainda não adotaram políticas práticas de redução de emissões.
Desafio é traduzir ciência complexa para causar reações significativas.

     Dois anos atrás, uma cúpula científica internacional atraiu atenção mundial ao reportar que a atividade humana estava aquecendo o planeta de formas que poderiam afetar seriamente os seres humanos. O trabalho do grupo, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 2007 com o vice-presidente americano Al Gore. Após duas décadas entregando relatórios ao mundo sem fanfarra, ele subitamente conquistou ampla audiência.



     Contudo, enquanto o painel se prepara para seu próximo relatório, muitos especialistas em ciência e política do clima, tanto dentro quanto fora da rede, avisam que ele pode rapidamente perder relevância – a menos que ajuste o método e o foco.
     Embora o painel, fundado em 1988 e operando sob proteção da Organização das Nações Unidas, tenha colecionado prêmios e aclamações, há poucas evidências de que os países estejam fazendo algo prático em reação a seus avisos. As emissões de gases aumentaram. Conversas sobre o novo tratado do clima permanecem basicamente travadas.
     "Como a mesma dificuldade de se agarrar a cauda de um tigre, o IPCC conseguiu a atenção mundial, mas agora o desafio é fazer o tigre seguir na direção correta", disse Michael MacCracken, antigo colaborador dos relatórios do painel e cientista-chefe do Climate Institute, um grupo sem fins lucrativos. "Para o IPCC, isso significa oferecer diretrizes que vão minimizar os impactos climáticos e maximizar os investimentos num futuro próspero e sustentável."


As emissões de gás estão aumentando.

     Ambientalistas afirmam que os relatórios do painel são atrapalhados pela exigência de que os governos patrocinadores aprovem seus resumos linha por linha. Ao mesmo tempo, cientistas que questionam a probabilidade de uma interferência calamitosa no clima da Terra acusam o painel de escolher a dedo os estudos e subestimar os níveis de incerteza acerca da severidade do aquecimento global.
     Rajendra Pachauri, diretor do IPCC, rejeitou a acusação de preconceito, apontando que os relatórios produzidos pelo organismo são revistas de forma transparente por pares. Mas ele reconheceu os desafios que o grupo enfrenta ao traduzir ciência complexa de uma forma que produza reações significativas.



Autor: Andrew Revkin Do 'New York Times'
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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