Apesar da choradeira, os números recentes do desmatamento não vão ser revistos. Permanece a versão oficial de 7 mil quilômetros quadrados de floresta destruídos entre os meses de agosto e dezembro de 2007. Mato Grosso e Pará também continuam como os líderes na volta do desmatamento. As afirmações são do climatologista do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), Carlos Nobre.
A polêmica sobre a credibilidade dos dados do Inpe começou quando a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, acusou o agronegócio de ser o responsável pela volta nas derrubadas que estavam há três anos sob controle. O aumento das commodities agrícolas e a alta no preço da carne seriam a explicação para a abertura de novas áreas de floresta. O governador do Mato Grosso, e maior produtor de soja do mundo, Blairo Maggi partiu em defesa do setor. Ele liderou um movimento que pediu uma revisão nos números divulgados por Marina Silva. Um erro na contagem do desmatamento de julho foi o pivô das desconfianças. Nobre reafirmou hoje em entrevista à Agência Brasil que o equívoco nos dados do período foi corrigido. "Os números do Inpe são seguros e não serão revistos", disse. O pesquisador também alertou sobre uma mudança no padrão das derrubadas. "Fizemos um sobrevôo em algumas áreas. Foi encontrado lá um padrão de desmatamento com muitas árvores ainda de pé, a maioria delas mortas, uma ou outra com vegetação, mas embaixo já semeado e com boi. Aquela área não desempenha mais o papel biológico de floresta, não armazena carbono, não mantém biodiversidade. É pastagem com troncos mortos e calcinados em pé", descreveu.Autora: Juliana Arini - Blog do Planeta
Postado por: Wilson Junior Weschenfelder
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O Brasil também está no mapa. A destruição da Amazônica pelo desmatamento e as mudanças climáticas é o nosso maior problema. Os pesquisadores alertam que em menos de 50 anos a floresta pode ser destruída. O futuro da Amazônia seria a transformação das matas em uma grande savana. Se os pesquisadores da PNAS estiverem certos, as chuvas no Brasil estão comprometidas. As regiões Sul e Sudeste, onde vive mais de 50% dos brasileiros, pode enfrentar sérios problemas de abastecimento de água e uma crise na agricultura. Mais de 70% das chuvas dessas regiões vem da Floresta Amazônica. Será que já estamos em um ponto sem volta de um futuro com mudanças climáticas imprevisíveis e irreversíveis? 
A prefeitura quer controlar quem está usando detectores de radiação e de substâncias químicas e por quê. O objetivo seria fiscalizar melhor as muitas empresas que aproveitaram o temor contra os ataques terroristas e se aventuraram no comércio desse tipo de detector. A lei garantiria a qualidade dos equipamentos e evitaria alarmes falsos, como informa uma matéria publicada na revista "Nature".










O Estado é o berço do agronegócio. Mas, todas as associações representativas do setor contestam as acusações do MMA. Eles alegam que o agronegócio vive uma grande crise econômica e não poderia investir na abertura de novas áreas. Agora, exigem explicações do governo sobre: por que, quem e onde a floresta foi derrubada no Mato Grosso. Uma lista com os 36 municípios campeões de devastação na Amazônia foi divulgada na quinta-feira. Mais da metade da lista são de cidades mato-grossenses. Pode ser uma pista sobre o ser invisível que dizimou a floresta.
Às vezes viajam por centenas de quilômetros. Em Nova Aripuanã, cidade do Amazonas localizada a 220 quilômetros de Manaus, formigas carnívoras, chamadas de lava-pés, destruíram lavouras e espantaram animais da região. Elas existem naturalmente na região. Mas com a chegada de novos formigueiros passaram a existir em um número acima do normal. Insetos desapareceram e muitos mamíferos também se tornaram raros na região. Vinte e duas cidades registraram o alarme. Ambientalistas dizem que é culpa do desmatamento. Os formigueiros migrariam hoje com mais freqüência devido ao grande número de árvores desmatadas que caem nos rios.





A viagem rendeu polêmicas durante todos os dias. De um lado ambientalistas e pesquisadores enfurecidos com as "propostas" do ministro. Do outro, políticos tentando sugerir diplomaticamente que tudo não passou de "um debate". O ministro queria fazer o país perder o medo de idéias.....

