sábado, 11 de julho de 2009

Mal-estar do Tabaco Verde (Green Tobacco Sickness)


     O Mal-estar do Tabaco Verde é uma reação do corpo provocada pela absorção da nicotina diluída na umidade sobre as folhas do tabaco verde e absorvida pela pele quando colhido molhado sem a devida proteção.
     Este tema tem sido estudado há vários anos, principalmente nos EUA, onde há inúmeros trabalhos publicados e onde é conhecido por GTS (do inglês, Green Tobacco Sickness). No Brasil foi desenvolvida e recomenda-se o uso de uma vestimenta para a colheita do tabaco o que impede a sua ocorrência. Há anos os produtores de tabaco, por meio da assistência técnica das empresas, têm sido constantemente orientados a só colher o tabaco usando este equipamento de proteção. Além disso, o assunto tem sido divulgado em revistas e publicações destinadas aos produtores.
     Os sintomas característicos da ocorrência do Mal-estar do Tabaco Verde são: náusea, vômito, fraqueza, tonturas, dores abdominais, suor excessivo, dores de cabeça e alteração de pressão sanguínea e de batimentos cardíacos. Estes sintomas são passageiros e variam em intensidade e persistência de acordo com cada indivíduo e seu grau de exposição. Vale dizer que estes sintomas são também característicos em casos de estresse por calor e também por exposição a alguns agrotóxicos. Daí haver em vários casos o erro de diagnóstico no atendimento em centros de saúde.
     O setor de tabaco no Brasil vem reduzindo drasticamente o uso de agrotóxicos na cultura ao longo dos anos, sendo hoje uma das culturas comerciais que menos os utiliza, cujos níveis atuais são equivalentes a aproximadamente 1 kg de ingrediente ativo por hectare. Para se ter uma idéia, segundo pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (RS), para produzir 1 hectare de morangos, utiliza-se 47 vezes mais.
     Há vários anos, o setor vem atuando fortemente na prevenção, para preservar a saúde e segurança dos produtores de tabaco, orientando quanto ao manuseio e guarda dos produtos, bem como incentivando a aquisição e utilização de EPIs.
     O cuidado com as condições de trabalho e saúde dos produtores de tabaco tem sido uma preocupação permanente do SindiTabaco e das empresas associadas, as quais investem em campanhas educativas, no incentivo de práticas que preservem a saúde e no contínuo melhoramento de suas condições de trabalho.

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Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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