Cavalarianos marcam as areias do litoral com o sangue do cavalo Mais uma vez nos cabe denunciar os abusos da exploração animal em relação aos cavalos deste Rio Grande do Sul. Neste momento, centenas de animais estão sendo obrigados a trajeto cansativo, sob forte calor, submetidos a cavaleiros despreparados, em uma marcha insana e despropositada, a chamada cavalgada do mar. Tais cavaleiros não sabem ou fingem ignorar a fragilidade dos cavalos? Não bastam os carroceiros que exploram, sugam e matam seus animais... também os "tradicionalistas" de forma insensível e exibicionista não se importam de expor seus "amigos" a um estresse desnecessário e fatal (fontes "extra oficiais" informam que não dois, mas seis cavalos já morreram... e, pela declaração do veterinário que acompanha a cavalgada, ontem havia mais dez animais em tratamento... ) O dito companheiro do gaúcho, um dos símbolos do pago, está sendo vilipendiado não apenas por carroceiros pobres, movidos pela necessidade de sustento (mas não menos exploradores) agora também por tradicionalistas de fim de semana que exploram até a morte seus animais. ![]() A única finalidade parece ser ocupar espaços na mídia e servir de palco para promoções pessoais e de candidatos a cargos eleitorais. As leis de proteção aos animais não devem ser utilizadas apenas para os carroceiros. É preciso que essa cavalgada tenha fim imediatamente, poupando os cavalos de mais sofrimento e morte. É preciso que denunciemos ao país tamanha crueldade e também que se diga ao Brasil que nem todo o rio-grandense comunga destas ideias tradicionalistas estapafúrdias. Ser gaúcho é tão somente ter nascido dentro das fronteiras deste estado, e isso não faz de ninguém melhor ou pior do que qualquer outro ser humano. Esses fatos lamentáveis demonstram a superficialidade do discurso ufanista de gaúcho, pampa, cavalo, pilcha, negrinho do pastoreio, chimarrão, churrasco, prenda e peão. Discurso vazio, ufanismo barato, bairrismo apequenado, desrespeito e falta de ética. Não assistiremos calados à morte e sofrimento dos animais. Enquanto o coordenador da cavalgada exibe-se na mídia dizendo que "vai marcar a beira da praia com a pata do cavalo", nós não deixaremos que siga marcando o chão deste Estado com o sangue dos cavalos.
Fonte: EcoAgência Leia mais:
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