sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Brasil cai de 34º para 62º em ranking ambiental dos EUA


     Hoje na Folha O Brasil caiu para o 62º lugar em um índice de performance ambiental elaborado pelas universidades americanas Yale e Columbia, informa Janaína Lage, de Nova York, em matéria publicada hoje na Folha.
     O resultado coloca o Brasil atrás dos EUA, que ocupam o 61º lugar, com bom resultado em indicadores como qualidade de água potável, mas desempenho ruim na emissão de gases-estufa e poluentes.
     Na última edição, há dois anos, o Brasil ocupava o 34º lugar.
     Ainda assim, países com crescimento econômico acelerado, como China e Índia, estão muito atrás no ranking, e ocupam respectivamente o 121º e o 123º lugares.

Fonte: Folha Online


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Estudo aponta efeito cascata no aquecimento global


     A mudança climática provocada pela ação humana vai liberar na atmosfera mais gases do efeito estufa, agravando ainda mais o aquecimento global, segundo um novo estudo. Mas o efeito cascata do dióxido de carbono adicional - armazenado no solo, nas plantas e nos oceanos -, junto às emissões industriais desse gás, será menos grave do que sugeriam alguns estudos recentes, de acordo com os pesquisadores.
     "Estamos confirmando que a retroalimentação existe e é positiva (em termos de volume). Essa é a má notícia", disse David Frank, do Instituto Federal Suíço de Pesquisas WSL, principal autor do estudo publicado na edição de quinta-feira da revista Nature. "Mas, se compararmos nossos resultados com algumas estimativas recentes, é uma boa notícia", acrescentou Frank, cidadão norte-americano, em declarações.

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     Os dados, baseados em oscilações naturais das temperaturas entre os anos 1050 e 1800, indicam que uma elevação de 1°C na temperatura aumenta a concentração atmosférica de dióxido de carbono em 7,7 partes por milhão. Isso está bem abaixo das estimativas recentes de 40 partes por milhão, o que causaria efeitos climáticos ainda mais dramáticos - como secas, incêndios florestais, inundações e elevação do nível dos mares.
     A concentração atmosférica de CO2 já passou de 280 partes por milhão antes da Revolução Industrial para 390 partes por milhão. O último grande relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima, em 2007, incluía poucas avaliações sobre o ciclo de retroalimentação do carbono. Frank disse que o novo estudo, feito por cientistas da Suíça e Alemanha, representa um avanço por quantificar a retroalimentação do carbono nos últimos mil anos, e vai ajudar a refinar os modelos informatizados para a previsão das temperaturas.
     "Num clima mais quente, não devemos esperar surpresas agradáveis na forma de uma captura mais eficiente de carbono pelos oceanos e a terra", escreveu Hughes Goose, da Universidade Católica de Louvain (Bélgica), num comentário na Nature. Os especialistas fizeram 220 mil comparações dos níveis de dióxido de carbono - aprisionado em minúsculas bolhas nas camadas anuais de gelo antártico - em relação às temperaturas inferidas a partir de fontes naturais, como os anéis das árvores ou os sedimentos lacustres acumulados ao longo dos anos entre 1050 e 1800.

Fonte: Terra



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Estas raras araucárias gigantes agora estão protegidas


     O casal Elza e Germano Woehl, do instituto Ra-Bugio, vem juntando dinheiro nos últimos anos para preservar o que consegue das últimas formações intactas de florestas com araucárias do país. A aquisição mais recente da dupla é uma área com árvores gigantes, uma raridade na região devastada há séculos pelas madeireiras.

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     Na foto, Elza está ao lado de uma das 72 araucárias gigantes, que mede 4,10 metro de circunferência. "Se nós plantarmos uma muda de araucárias hoje, teríamos que esperar mais de 500 anos para ela chegar naquele tamanho. Além de ter que cuidar da competição com outras espécies (que sufocam as araucárias jovens), predação etc", diz Germano. "Não é mais racional investir os esforços para salvar as que já estão aí?"
     A mata protegida fica no município catarinense de Itaiópolis, um dos campeões nacionais de desmatamento da Mata Atlântica. Fica no entorno de outras áreas (comprada aos poucos) já transformadas em reservas particulares (RPPN), totalizando 500 hectares.

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta



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Frio extremo nos EUA é indício de mudança climática, diz estudo


Algumas partes do país terão nevascas mais intensas.
Instabilidade do clima traz prejuízos à economia.

     O frio extremo no norte dos Estados Unidos mostra que a mudança climática pode ter efeitos graves, mesmo quando não causa aquecimento, disse um relatório divulgado na quinta-feira (28).
     Em geral, a mudança climática deve trazer invernos mais curtos e brandos, mas algumas áreas dos EUA terão nevascas mais intensas, com mais transtornos a atividades como esqui e pesca no gelo, que dependem de condições previsíveis, disse o relatório da Federação Nacional da Vida Selvagem.

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Mulheres caminham durante nevasca nos EUA na manhã desta quinta (28). Relatório mostra que, em alguns locais, mudanças climáticas trazem mais gelo.(Foto: Gary Hershorn/Reuters)

     "Um clima de inverno mais esquisito é uma péssima notícia para os esquiadores", disse Chip Knight, dirigente da federação e ex-esquiador olímpico dos EUA.
     Os esportes de montanha na neve que exigem condições confiáveis geram cerca de 66 bilhões de dólares para a economia; sem eles, comunidades locais ficam vulneráveis, disse Knight.
     Ele citou a dificuldade dos organizadores da Olimpíada de Inverno de Vancouver para colocar neve nas instalações de competição como "um assustador exemplo do que está em jogo".

Fonte: Reuters - G1



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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

“O agrotóxico é criminoso”, afirma coordenador do MST


Em entrevista exclusiva à EcoAgência, João Pedro Stédile afirmou que o Brasil se transformou no maior consumidor de veneno. Segundo ele, estão colocando 700 milhões de litros por ano em 60 milhões de hectares, o que dá 10 litros por hectare ou 4 litros por pessoa.

     No auditório lotado do Semapi, onde está acontecendo a Oficina sobre "O avanço das lavouras transgênicas no Brasil, situação, riscos e perspectivas para 2010", uma atividade ligada ao Fórum Social Mundial, está o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, João Pedro Stédile. No intervalo dos debates, ele afirmou à EcoAgência, que considera como o maior problema a ser enfrentado a curto prazo, o uso de agrotóxicos.

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Segundo Stédile, o efeito cumulativo do uso de agrotóxicos somente será possível ser constatado dentro de cinco ou dez anos, tornando a pessoa mais suscetível a doenças como câncer (foto: Eliége Fante/EcoAgência)

     Conforme explicou, devido a hegemonia das empresas transnacionais, o Brasil se transformou no maior consumidor de veneno. "Estão colocando 700 milhões de litros por ano em 60 milhões de hectares, o que dá 10 litros por hectare ou 4 litros por pessoa. São venenos que não são biodegradáveis, destroem tudo," disse.
     Ele acredita que o efeito cumulativo do uso de agrotóxicos na produção de alimentos para a saúde humana somente será possível ser constatado dentro de cinco ou dez anos, tornando a pessoa mais suscetível ao surgimento de doenças como o câncer. "O agronegócio como grande propriedade, não consegue produzir sem veneno, porque a alternativa ao veneno é a biodiversidade, a convivência entre os seres vivos, onde um equilibra o outro, então, como eles querem impor o monocultivo, se obrigam a botar veneno," disse. E adiantou sobre uma campanha de esclarecimento à sociedade que a Via Campesina está motivada a fazer, a de que "o agrotóxico é criminoso", já que destrói vidas não só vegetais e animais mas, no futuro, de seres humanos.
     Notícia completa AQUI.

Autora: Eliége Fante, especial para EcoAgência de Notícias



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Alemão é preso ao tentar contrabandear 44 lagartixas na cueca


Turista passará 14 semanas na prisão por tentar sair da Nova Zelândia com animais escondidos.

     Um turista alemão acusado de tentar contrabandear répteis na cueca foi preso e será deportado depois de cumprir pena de 3 meses e meio da Nova Zelândia.
     Hans Kurt Kubus, de 58 anos, foi pego com 44 lagartixas e pequenos lagartos em risco de extinção pela alfândega neozelandesa no aeroporto de Christchurch.
     Kubus, que tinha na cueca uma pochete com oito bolsos feita sob medida para trazer os répteis, admitiu que tinha intenção de contrabandeá-los para sua coleção pessoal quando veio para a Nova Zelândia.

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Foto de uma das espécies de lagartixas encontradas na cueca do turista. (Foto: NZ Departament of Conservation)

     Os agentes da imigração desconfiaram do nervosismo de Kubus ao passar pela alfândega e resolveram verificar as bagagens do turista e revistá-lo.
     Entre as espécies apreendidas, algumas podem chegar a US$ 1,4 mil (cerca de R$ 2,5 mil) cada no mercado negro.
     "Isso nos lembra de que haverá pessoas que tentarão se aproveitar disso", disse o inspetor alfandegário Mark Day à televisão local.
     Segundo o departamento de Conservação do país, esse foi o caso mais sério do tipo detectado na Nova Zelândia nos últimos dez anos.
     Kubus recebeu uma multa de US$ 3,5 mil (aproximadamente R$ 6,4 mil) e vai passar três meses e meio na prisão neozelandesa antes de ser deportado.

Fonte: G1



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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

MPF denuncia prefeito e prefeitura de Florianópolis (SC) por crime ambiental


Obras de aterro hidráulico para construção da Beira-Mar Continental foram realizadas sem licença dos órgãos competentes

     O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o prefeito e a prefeitura de Florianópolis (SC) ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região por crime ambiental. Para construir a rodovia Beira-Mar Continental, em 2006, a administração municipal da capital catarinense teria praticado atos que ferem a legislação ambiental. A prefeitura já havia assinado em 2004 um termo de ajustamento de conduta com a Procuradoria da República em Santa Catarina, homologado pela Justiça no mesmo ano, mas os termos do acordo não foram respeitados.
     Ainda em 2005, a Fundação do Meio Ambiente em Santa Catarina (Fatma), órgão ambiental de Santa Catarina, emitiu licença ambiental para que a prefeitura realizasse aterro hidráulico ao longo da zona costeira, no trecho compreendido entre a ponte Hercílio Luz e a Ponta do Leal, no bairro Balneário de Estreito. Sobre o aterro, seria construída a rodovia.

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Beira-Mar Continental no Google

     Para o MPF, a obra, potencialmente poluidora, teria impacto ambiental direto em área de propriedade da União; nesse caso, a licença deveria ser emitida por um órgão federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Além disso, a Fatma não havia exigido a autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

     Irregularidades
     Em 2006, mesmo após ter firmado com o MPF um termo de ajustamento de conduta para regularizar a licença ambiental junto ao Ibama, a prefeitura iniciou as obras de construção da rodovia sem que o órgão federal tivesse emitido a licença. Além disso, extraiu areia do fundo da baía, sem autorização do DNPM, e armazenou o material extraído no canteiro de obras, em vez de utilizá-lo imediatamente, como manda a legislação ambiental.
     Laudo de perícia da Polícia Federal emitido em 2009 constatou alterações na fauna da baía exatamente no trecho em que foi feita a extração e alerta para a possibilidade de sobrecarga na rede de esgotos pluviais, com risco de alagamento na região.

     Prerrogativa de foro
     A responsabilidade administrativa por irregularidades cometidas pela administração municipal recai sobre o prefeito. Ao lado de outras autoridades, ele tem a prerrogativa de ser julgado por crime comum em tribunais. No caso das obras de aterro em zona costeira, o crime é praticado contra patrimônio da União; isso exige que o processo e o julgamento ocorram na esfera federal.
     Por essa razão, o MPF denunciou o prefeito, na última sexta-feira, dia 22 de janeiro, por meio da Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR-4), onde procuradores do Núcleo de Ações Originárias investigam e denunciam crimes supostamente praticados por autoridades com prerrogativa de foro no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
     O tribunal dará prosseguimento ao caso, notificando os acusados, para defesa prévia, e as testemunhas. Após essa fase, a 4ª Seção do TRF-4 decidirá se recebe ou não a denúncia. Se o tribunal decidir pelo recebimento, será aberto processo criminal.

     Processos relacionados:
Inquérito policial nº 2009.04.00.033060-0 (TRF)
Ação Civil Pública n.º 2005.72.00.006639-8

Fonte: PRR-4/EcoAgência



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Tigres estão perto da extinção, afirma WWF


     A população mundial de tigres caiu até 3.200 exemplares, o que aproxima a espécie de um ponto de "não retorno" em direção à extinção, segundo relatório divulgado nesta terça-feira pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, pela sigla em inglês).
     O estudo afirma que o tráfico ilegal e a fragmentação dos habitats causou um descenso nas populações dos felinos, cuja população mundial estava em 20 mil exemplares nos anos 80 e em 100 mil há um século.
     O WWF publicou estudo um dia antes de uma reunião entre delegados de 13 países asiáticos que têm populações de tigres na cidade tailandesa de Hua Hin, para definir medidas visando à proteção da espécie.

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Menino observa a apresentação de um tigre no zoológico de Sriracha, província de Chonburi, na Tailândia (Foto: Reuters)

     "É preciso atuar imediatamente para que esta espécie emblemática não alcance um ponto de não retorno", indicou Nick Cox, coordenador do Programa Tigre do Grande Mekong da WWF, que advertiu que os tigres do Vietnã, Laos e Camboja podem se extinguir em 2022 caso não sejam tomadas medidas de proteção.
     O WWF considera que ainda é possível salvar o animal, já que o Grande Mekong conta com numerosas zonas protegidas para tigres, uma área acumulada de 540 mil quilômetros quadrados, superior ao tamanho da França.
     "Esta região tem um potencial enorme para aumentar o número de tigres, mas isso só vai acontecer se houver uma coordenação de esforços entre os países, algo que não foi feito até agora, para proteger os tigres e seu habitat", destacou Cox.
     Além da primeira Conferência Ministerial da Ásia para a Conservação do Tigre, acontece em setembro próximo uma reunião sobre o animal, presidida pelo primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, curiosamente um adepto da caça do felino na Sibéria.

Fonte: EFE - Terra



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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Só estagnação econômica pode reduzir aquecimento, diz estudo


     Um estudo de uma entidade britânica, divulgado nesta segunda-feira, defende que a única forma de controlar o aquecimento global é que os países ricos interrompam seu crescimento econômico. A tese defendida pela Fundação Nova Economia (NEF, na sigla em inglês) é de que, mesmo com expansão econômica reduzida, não será possível atingir a meta de aquecimento global abaixo dos 2ºC, como almejado pela comunidade internacional.

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     No relatório "Crescimento não é possível: porque as nações ricas precisam de uma nova direção econômica", Andrew Simms, diretor da NEF, explica que "o crescimento econômico incessante está consumindo a biosfera do planeta além de seus limites". Em sua visão, o custo dessa expansão aparece no "comprometimento da segurança alimentar global, nas mudanças drásticas do clima, na instabilidade econômica e nas ameaças ao bem-estar social".
     Por isso, o mundo precisa de uma nova economia que respeite o orçamento ambiental, diz o estudo. "Não há um banco central global do meio ambiente para nos salvar se formos à falência ecológica", conclui.
     Notícia completa AQUI.

Fonte: Terra



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65% criticam demora de governos e empresas para salvar ambiente


Reuters e Ipsos entrevistaram 24 mil pessoas em 23 países.
Levantamento foi feito antes, durante e após Conferência do Clima.

     Pesquisa internacional realizada pela agência Reuters e pela empresa Ipsos verificou que, na média, cerca de dois terços dos entrevistados acreditam que seus governos e líderes empresariais não estão tomando as medidas corretas ou no ritmo acertado para evitar a mudança climática global.

"O resultado da conferência em Copenhague reforça a visão de que grande parte da coragem necessária está em falta"

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Correndo atrás do prejuízo: o ministro do Meio Ambiente da Índia, Jairam Ramesh; o chefe da área de mudanças climáticas da China, Xie Zhenhua; a ministra de Meio Ambiente da África do Sul, Buyelwa Sonjica, e seu colega do Brasil, Carlos Minc. Reunião ontem cobrou dinheiro prometido por nações ricas no final melancólico da COP 15 (Foto: Mustafa Quraishi/AP 24-01-2010)

     Foram ouvidas 24 mil pessoas em 23 países, antes, durante e depois da conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas em Copenhague, dezembro passado. Para 65% dos entrevistados, as medidas tomadas até então eram insuficientes para conservar o meio ambiente.

"86% dos chineses apóiam medidas do governo na área ambiental"

     Apenas em três países - China, Índia e Turquia - a opinião pública dá uma nota satisfatória para as ações ambientais adotadas.

"No Brasil, 43% dizem que governo e empresas estão adotando medidas corretas em um ritmo adequado; 57% avaliam que não"

     "Está claro que os cidadãos globais não estão nada impressionados com a liderança demonstrada por seus próprios governos e líderes empresariais para lidarem com aquilo que eles percebem como uma séria ameaça ao mundo e a si mesmos", disse John Wright, vice-presidente-sênior de assuntos públicos da Ipsos, empresa de pesquisa de mercado. "O resultado da conferência em Copenhague reforça a visão de que grande parte da determinação e da coragem necessárias nesta questão está em falta."
     A pesquisa foi feita pela internet, refletindo o equilíbrio demográfico de cada país.
     Veja abaixo os resultados da pesquisa:

Você concorda que seu governo e seus líderes empresariais estão adotando os passos e o ritmo corretos para evitar a mudança climática global?

País

Concordam (%)

Discordam (%)

Argentina

16

84

México

17

83

França

19

81

Bélgica

20

80

Hungria

23

77

Alemanha

24

76

Polônia

24

76

Itália

26

74

República Checa

26

74

Holanda

26

74

Suécia

29

71

Grã-Bretanha

33

67

Canadá

34

66

Rússia

35

65

Espanha

35

65

EUA

38

62

Brasil

43

57

Coreia do Sul

43

57

Japão

45

55

Austrália

48

52

Turquia

54

46

Índia

60

40

China

86

14


Fonte: G1, com informações da Reuters



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O colapso ambiental e a miséria do Haiti estão interligados?


     O Haiti é um reflexo de "quase" todas as mazelas humanas. Ainda quando era Hispaniola e não tinha fronteiras políticas com a República Dominicana a sua população indígena foi dizimada de 500 para 11 mil índios. E depois, retomada pelas vias tortas da escravidão de africanos. Em menos de trezentos anos o país foi explorado como colônia européia, sofreu na mão de ditadores sanguinários, foi ocupado por tropas americanas e sacudido por catástrofes naturais, como o terremoto que destruiu o país na terça-feira (12). Mas existe uma explicação para grande parte dos problemas sociais do país que é pouca debatida: a destruição ambiental. É nesse ponto que a história do Haiti, separa-se da de seu vizinho, a República Dominicana.

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O Haiti é o país do Caribe que mais devastou sua floresta (esquerda) e a  República Dominicana decidiu restringir a exploração madeireira na ilha (direita)

     O Haiti é o país do Caribe que mais devastou sua floresta, e não por coincidência é o mais pobre das Américas. A cana-de-açúcar plantada pelos colonizadores franceses foi o primeiro elemento de destruição No século XVIII, o açúcar produzido lá, era responsável por mais da metade da riqueza da corte francesa. Com a revolução promovida pelos escravos, o Haiti conquistou a liberdade, mas o preço foi alto. Cerca de 20 bilhões de dólares, grande parte destes pagos com mais devastação. Em 1950, restavam apenas 40% das árvores do país.
     A República Dominicana parecia seguir o mesmo caminho. Até que, as árvores foram poupadas por um fator inesperado: o ditador o Rafael Trugillo, que decidiu restringir a exploração madeireira na ilha. A salvação das florestas foi firmada pelo sucessor de Trugillo, Joaquim Balaguer, um homem que amava as árvores mais do que as pessoas. Ele criou reservas florestais e promoveu uma guinada ambiental na República Dominicana. Uma ação que fez do país um modelos de exploração sustentável de madeira.
     Notícia completa AQUI.

Fonte: Blog do Planeta



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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

ONG afirma que consumismo não é compatível com a preservação do planeta


     Um relatório divulgado pela Worldwatch Institute afirma que o meio ambiente não agüentará o excesso de consumo da humanidade. Segundo o relatório, a população mundial consome hoje 28% a mais do que consumia há 10 anos, aumentando significantemente a exploração de matérias primas e a produção de energia.

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     Ainda segundo o relatório, as 500 milhões de pessoas mais ricas do mundo são as responsáveis por metade da emissão de CO² no ar, enquanto os três bilhões mais pobres ficam com apenas 6% desse número.

Fonte: UOL Notícias (imagem inserida)



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Entrada para carros em casas pode ser cancerígena, diz estudo


     Se você está pensando em reformar a sua entrada para carros e aplicar uma nova camada de vedação preta, considere o seguinte: algumas residências que optaram por entradas para automóveis pretas apresentam doses surpreendentemente elevadas de carcinogênicos na poeira domiciliar. Parte dos materiais de vedação adesivos e pretos usados para revestir o asfalto são feitos de piche de carvão, que contém hidrocarbonos poliaromáticos (PAH), alguns dos quais são conhecidos como carcinogênicos ou suspeitos de o serem.

http://p1.trrsf.com.br/image/get?o=cf&w=619&h=464&src=http://img.terra.com.br/i/2010/01/18/1421027-8436-atm14.jpg
Uso de vedação com piche de carvão nas entradas residenciais para automóveis aumenta presença de hidrocarbonos poliaromáticos (PAH) na poeira domiciliar (Foto: Nature)

     Barbara Mahler, do Serviço de Levantamento Geológico dos Estados Unidos (USGS), em Austin, Texas, e seus colegas vêm rastreando o vínculo entre a presença forte desses compostos no meio ambiente e os materiais de vedação utilizados para revestir entradas para automóveis. "Os cientistas que trabalham com esses compostos ficam de queixo caído quando veem os números que temos", diz Mahler.
     O trabalho da equipe levou à proibição do uso de material de vedação contendo piche de carvão em certas cidades dos Estados Unidos, incluindo Austin, a cidade da equipe, e, em 2009, na capital, Washington. Agora, eles conseguiram demonstrar que o uso de vedação com piche de carvão nas entradas residenciais para automóveis faz grande diferença no que tange à presença de PAH na poeira domiciliar.
     Notícia completa AQUI.

Autor: Nicola Jones (Tradução: Paulo Migliacci ME)
Fonte: Terra Notícias


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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

‘Quem corre perigo são os homens, não a Terra’. Entrevista com James Lovelock


     A Terra vai sobreviver. Já o destino dos homens é mais incerto. O cientista inglês James Lovelock, de 90 anos, diz que a gravidade das mudanças climáticas é ainda maior que a indicada pelo painel do clima das Nações Unidas (IPCC). Em seu livro mais recente, Gaia: Alerta Final (ed. Intrínseca, 264 págs., R$ 29,90), ele volta a defender o uso da energia nuclear no combate ao aquecimento global. Mas, em entrevista por telefone ao Estado diz que o Brasil ainda não precisa aderir a ela.

http://www.rollingstone.com.br/imagens/1245/20080717120000_1245_medium_james-lovelock-sempre-provocador-acredita-que-a-raca-humana-esta-em-perigo-real-e-imediato-sera-uma-epoca-sombria-mas-emocionante.jpg
O cientista inglês James Lovelock, de 90 anos, diz que a gravidade das mudanças climáticas é ainda maior que a indicada pelo painel do clima das Nações Unidas (IPCC).

     Lovelock também sugere medidas como a redução da população e soluções de geoengenharia – enterrar dióxido de carbono (CO2) principal gás de efeito estufa – e rechaça ideias verdes convencionais, como o plantio de árvores, que para ele não têm o efeito necessário.
     O autor da Teoria de Gaia, que diz que a Terra se comporta como um único organismo, mostra estar ainda muito ativo. Planeja lançar outro livro em 2013 e, neste ano, deve integrar o voo espacial que inaugurará a companhia Virgin Galactic. Apesar dos tempos difíceis que antevê para a humanidade em sua obra, ele mantém algum otimismo: "Somos como o aprendiz de feiticeiro, incapazes de desfazer a maldição industrial que lançamos. Entretanto, no devido tempo, expostos às ferozes pressões seletivas que em breve virão, nós, como espécie, podemos crescer e nos tornarmos capazes." Entrevista de Afra Balazina, no O Estado de S.Paulo.

Qual era sua expectativa para a reunião do clima de Copenhague e como avalia o resultado obtido?
Minhas expectativas eram pequenas. Acho que a tarefa que os participantes se deram era praticamente impossível. É um pouco tolo os políticos se reunirem pra planejar ações para 40 ou 50 anos no futuro se não sabemos exatamente o que acontece com o clima de hoje ou de daqui 10 a 20 anos.

É perda de tempo, então, fazer esse tipo de encontro?
É bom para os negócios. Um dos objetivos disso é construir uma indústria verde, construir turbinas eólicas, produzir biocombustíveis. Se há uma redução na pobreza pelo mundo, eu não sei, mas uma conferência como essa estimula a política e os negócios.

Os negociadores usam informações do IPCC como base. O senhor considera que o IPCC subestima a gravidade do aquecimento global?
Parece que o IPCC subestima. Na questão do aumento do nível do mar, por exemplo, que é um termômetro quase perfeito do aquecimento global, os dados são, em geral, a metade do que está acontecendo.

Os cientistas não estão fazendo um bom trabalho?
Há dois grupos importantes de pesquisadores na área. Um deles reúne cientistas como Stefan Rahmstorf (do Instituto de Pesquisa de Impactos Climáticos de Potsdam, na Alemanha), que fazem medições muito sólidas e confiáveis. E, no outro grupo, dos que fazem modelagem, há alguns cientistas muito bons, tão bons quanto se pode esperar. Mas a limitação é que eles têm de produzir os resultados que seus mestres políticos querem. É a pura verdade. Eu li o livro de um deles e ele dizia que, em uma reunião que teve a presença de representantes de países importantes, os dados apresentados tiveram de ser ajustados para agradar a todos.

O senhor fala sobre biocombustíveis em sua obra. Considera um erro o governo brasileiro encorajar o uso do etanol produzido da cana-de-açúcar?
Não. Os biocombustíveis, como todas as coisas, podem ser usados de forma sábia e sensata ou de maneira boba e negativa. Mas, para o Brasil, o biocombustível parece se encaixar, é bom economicamente, faz sentido. Então, por que não?

O senhor manifesta perplexidade com o fato de os Estados Unidos serem líderes na área científica e terem sido o último país a acreditar no aquecimento global…
Eu estou vivendo nos EUA neste momento e é muito interessante, conheço bem o país porque a família da minha mulher é em parte americana. E as pessoas não pensam a respeito do aquecimento global. E os políticos, por sua vez, optam por temas nos quais as pessoas pensam. Os americanos são preocupados com o tempo do dia, mas não pensam nisso em termos de tempo do mundo.

No Reino Unido há diferença?
Sim, enormemente. A Inglaterra é um país muito pequeno e depende bastante do clima mundial, da economia mundial. Mas em países grandes como os EUA e Brasil há mais do que suficientes problemas internos para resolver e não se olha tanto para fora.

As pessoas aceitam mais o uso da energia nuclear, como o senhor sempre defende?
Esse ainda é um assunto controverso. Atualmente, não acho que a energia nuclear é urgentemente necessária no Brasil. Mas é necessária urgentemente em países densamente populosos, como o Reino Unido, onde não há muitas fontes de energia e as que existem estão todas parando. O vento é tão pouco confiável.

Mas a previsão é que o Reino Unido tenha um dos maiores parques eólicos do mundo nos próximos anos.
É, eles estão loucos. É um modo caro de produzir energia. Eu acho que a principal razão para isso é dar emprego a alemães e dinamarqueses, que têm indústrias no setor.

Qual é o cenário que imagina para o futuro da Terra?
Acho que não há dúvida de que a Terra em si vai continuar a existir por muitos milhões ou até bilhões de anos, podemos ter confiança nisso. Mas são os humanos que estão em perigo e podem ser reduzidos vastamente.

Que conselho Gaia (deusa da Terra) pode dar aos homens?
Se eu pudesse falar por Gaia, acho que diria algo assim: "Cuidem de si mesmos e sobrevivam. Vocês são meu organismo mais importante."

Fonte: EcoDebate, 18/01/2010



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Reação em cadeia virá do Ártico


     A Universidade de Helsinki, na Finlândia, analisou o que aconteceu nas terras geladas do norte há 5 mil anos para conseguir entender os possíveis desdobramentos do aquecimento global no Ártico. O professor Atte Korhola analisou a idade da camada mais profunda de turfa, material formado pela decomposição parcial de plantas, árvores e microorganismos. E chegou à conclusão de que as áreas com turfa no planeta se expandiram há 5 mil anos, quando a temperatura da Terra aumentou. O clima se tornou mais úmido e o nível do oceano subiu, favorecendo a expansão das áreas com esse tipo de material. Conseqüentemente, a quantidade de metano, um poderoso causador do efeito estufa, também aumentou na atmosfera porque é emitido pela turfa.

http://colunas.epoca.globo.com/files/437/2010/01/land.jpg

     Os cientistas finlandeses acreditam que, se nas próximas décadas a precipitação aumentar na região ártica como está previsto, haverá uma liberação massiva de metano – como a que ocorreu há 5 mil anos. Mais uma das reações em cadeia causadas pelo aquecimento global (e pelas atividades humanas) que promete transformar o clima do planeta.

Autora: Marcela Buscato
Fonte: Blog do Planeta


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domingo, 17 de janeiro de 2010

Rompendo os Limites do Planeta


Desafios do controle populacional e da produção de alimentos precisam ser vencidos de forma conjunta

    Estamos nos expulsando de nos so próprio planeta. Recentemente, na edição de setembro de 2009 da revista Nature, Johan Rockström e colegas propuseram os dez "limites planetários", para definir os níveis seguros da atividade humana (a Scientific American faz parte do Nature Publishing Group). Nesses limites se incluem emissões críticas de gases causadores do efeito estufa; perda de biodiversidade; troca, em todo o mundo, da vegetação natural por plantação; e outros grandes impactos sobre os ecossistemas terrestres. A humanidade já ultrapassou vários desses marcos e caminha para extrapolar a maior parte dos restantes. E a demanda crescente por alimento contribui ainda mais para essas transgressões.
     A revolução verde, responsável pelo aumento da produtividade dos grãos, deu à humanidade um certo tempo para respirar, mas o crescimento populacional contínuo e a demanda maior por carne abreviam essa fase. O pai dessa revolução, Norman Borlaug, morto em setembro do ano passado, aos 95 anos, ressaltou em 1970 exatamente essa ideia, ao aceitar o Prêmio Nobel da Paz: "Não haverá progresso duradouro na batalha contra a fome se as agências que lutam pelo aumento da produção alimentar e aquelas pró-controle populacional não unirem forças".

http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/img/semaforo.jpg
Matt Collins

     Porém, essa união de forças é, na melhor das hipóteses, inconsistente e, por vezes, inexistente. Desde 1970, a população saltou de 3,7 bilhões para 6,9 bilhões e continua a crescer a uma taxa anual de 80 milhões de pessoas. A produção de alimentos por habitante do planeta diminuiu em algumas grandes regiões, especialmente na África subsaariana. Na Índia, a duplicação populacional absorveu quase totalmente o aumento da produtividade dos grãos.
     A produção alimentar é responsável por um terço de toda a emissão de gases do efeito estufa; isso inclui os poluentes gerados pelos combustíveis fósseis utilizados na preparação e transporte dos alimentos, o dióxido de carbono liberado pela aragem da terra para a agricultura e pastagem, o metano produzido pelos arrozais e rebanhos de ruminantes, bem como o óxido nitroso proveniente do uso de fertilizantes.
     Por devastar as matas, a produção de alimentos também responde por muito da perda de biodiversidade. Os fertilizantes químicos formam grandes depósitos de nitrogênio e fósforo, que agora destroem esteiros – trecho de rio ou mar que adentra na terra – de centenas de sistemas fluviais e ameaçando a química oceânica. Cerca de 70% do consumo mundial de água é destinado à produção alimentar, causando o esgotamento dos lençóis freáticos e uso ecologicamente predatório de água doce, desde a Califórnia até a planície indo-gangética, passando pela Ásia central e norte da China.
     A revolução verde, em suma, não neutralizou os perigosos efeitos colaterais de um boom populacional humano, que se potencializarão ainda mais quando a população ultrapassar os 7 bilhões em 2012 e não parar de crescer, prevendo-se chegar aos 9 bilhões, em 2046. O consumo per capita de carne também aumenta. A carne bovina é uma das maiores ameaças, pois o gado precisa consumir até 16 kg de grãos para produzir 1 kg de carne e emite grandes quantidades de metano. Além disso, o fertilizante utilizado nas plantações destinadas à alimentação desses animais contribui em muito para a produção de óxido nitroso.
     Não basta somente produzir mais alimentos; devemos, ao mesmo tempo, estabilizar a população mundial e reduzir as consequências ecológicas da produção alimentar – um desafio triplo. Uma queda brusca e voluntária nas taxas de fertilidade de países subdesenvolvidos e em desenvolvimento - proporcionada por um maior acesso ao planejamento familiar, diminuição do índice de mortalidade infantil e educação de meninas – poderiam, em 2050, firmar a população em cerca de 8 bilhões de pessoas.
     Incentivos financeiros a comunidades carentes, a fim de impedir o desmatamento, poderiam salvar hábitats de espécies. Sistemas de plantio direto e outros métodos preservariam não só o solo, mas também a biodiversidade. O uso de fertilizantes mais eficientes reduziria o transporte excessivo de nitrogênio e fósforo. Aperfeiçoamentos na irrigação e nas variedades de sementes poupariam água e reduziriam outras premências ecológicas. E uma dieta pobre em carne bovina conservaria os ecossistemas ao mesmo tempo em que melhoraria a saúde humana.
     Essas mudanças exigirão um grande empenho (ainda a ser instigado) não só do setor público como do privado. Ao rememorarmos as grandes conquistas de Borlaug, devemos também redobrar nossos esforços para solucionar suas premonições. Está passando a oportunidade de alcançarmos um desenvolvimento sustentável.

Autor: Jeffrey Sachs é diretor do Earth Institute da Universidade de Columbia (www.earth.columbia.edu).
Fonte: Scientific American - edição 92 - Janeiro 2010



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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Cientistas fazem primeiro estudo global da “sopa de plástico” no mar


A poluição marinha por plásticos é um problema global crescente. As partículas de plástico no mar agem como magnéticos para químicos tais como DDT, PCB, retardadores de chama e outros poluentes

    
Os oceanos do mundo estão repletos de poluição por plásticos? Cientistas marinhos iniciaram em 8 de janeiro de 2010 o lançamento transatlântico do primeiro estudo de poluição marinha por plásticos que é largamente conhecido como prevalecente somente no Oceano Pacífico Norte, a Grande Marca de Lixo no Pacífico.

http://www.mbari.org/seminars/2009/Spring_09/RainbowRunner_plastic.jpg
Partículas de plásticos retiradas do estômago de peixes (Fotos de Eriksen e Cummins)

     A viagem inaugural do estudo, de St. Thomas, Ilhas Virgens, Estados Unidos, até o Mar de Sargaço, é parte do Projeto 5 Gyres (giros), o qual realizará uma segunda travessia no Atlântico Sul em agosto próximo. Participando no e diretamente do projeto estão os pesquisadores Dr. Marcus Eriksen e Anna Cummins, que têm trabalhado com o Capitão Charles Moore, fundador da Fundação de Pesquisa Marinha Algalita (AMRF), documentando a acumulação crescente de poluição por plástico no Giro do Pacífico Norte.
     "Este é um problema global, temos visto evidências de poluição por plásticos por todos os lugares do mundo e isto está piorando," diz Moore, que em janeiro foi enfocado em O Relatório Colbert (The Colbert Report, apregoado pelo New York Times como o melhor show de TV do ano) para discutir o problema que ele mesmo colocou no mapa pela primeira vez.
     Notícia completa AQUI.

Fonte: Global Garbage/EcoAgência


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Aumento de metano pode elevar temperatura no Ártico em 10°C


     Cientistas da Universidade de Edimburgo registraram um aumento de um terço na quantidade de gás metano da camada subterrânea de gelo permanente do Ártico nos últimos cinco anos, o que pode levar a um aumento de 10°C na temperatura média da região até 2100. A descoberta foi publicada na revista Science e é fruto de várias pesquisas realizadas nos últimos anos no Ártico, segundo as quais o gelo permanente estava derretendo e liberava metano em grandes quantidades.

http://oglobo.globo.com/fotos/2008/04/24/24_MHG_ursoartico_efe.jpg
Cientistas descrevem o derretimento do gelo permanente do Ártico como uma "bomba-relógio"

     A camada de gelo ainda não derretida contém trilhões de toneladas de metano, um gás causador do efeito estufa muito mais danoso do que o gás carbônico (CO2), o que levou muitos cientistas a descrever o derretimento do gelo permanente do Ártico como uma "bomba-relógio" que poderia acabar com os esforços para conter a mudança climática. O receio é de que o aquecimento causado pelo aumento das emissões de metano liberará no futuro ainda mais metano e submeterá à região a um ciclo de autodestruição que aumentará as temperaturas mais rapidamente do que o previsto.
     Segundo o cientista Paul Palmer, a mudança climática no Ártico, que vive este processo numa velocidade duas vezes maior que o resto do mundo, é explicada pelo recente aumento contínuo dos níveis de metano globais na atmosfera desde 2007, após uma década de emissões estáveis deste gás. As emissões de metano no Ártico cresceram 31% entre 2003 e 2007, o que equivale a cerca de um milhão de toneladas de metano a mais a cada ano.

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Arrozais da China

     O estudo também revela que a metade das emissões mundiais de metano vem dos trópicos, com 20 milhões de toneladas liberadas pela floresta amazônica a cada ano e 26 milhões de t geradas pela bacia do rio Congo.
     Os arrozais da China e do Sudeste Asiático produziram um terço das emissões mundiais de metano, 33 milhões de toneladas. Apenas 2% delas vêm das regiões árticas, embora seja ali onde os maiores aumentos são registrados.

Fonte: Terra Notícias


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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Asteroide "ex-lixo espacial" passa perto da Terra nesta manhã


     Um asteroide descoberto neste domingo (10) passa perto da Terra nesta quarta-feira (13), às 10h46 do horário de Brasília.
     O objeto foi identificado pelos Laboratórios Lincoln do MIT (Massachussets Institute of Technology), e vai passar a cerca de 122.300 quilômetros do planeta.
     Em razão de a sua órbita ser bem parecida com a da Terra no período de um ano, alguns cientistas haviam sugerido antes que o objeto seria um estágio de foguete em órbita ao redor do Sol, ou seja, um lixo espacial.

http://f.i.uol.com.br/folha/ciencia/images/1001394.gif
Asteroide passa a 122.300 km da Terra (Earth), na direção do Sol (Sun); distância é menor que até a Lua (Moon) (imagem: Nasa)

     Chamado 2010 AL30, o asteroide não representaria riscos mesmo que se chocasse com a Terra.
     Ele possui entre 10 e 15 metros de diâmetro, e espera-se que objetos abaixo de 25 metros como esse apenas se queimem na atmosfera do planeta.

Fonte: Folha Online


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PGR questiona norma mineira que ameaça áreas de preservação permanente


Para Sandra Cureau, falhou o legislador estadual em seu dever constitucional de proteção ao meio ambiente ao possibilitar a supressão de vegetação em áreas de preservação permanente e a exploração de atividades agrícolas nesses locais

     A procuradora-geral da República em exercício, Sandra Cureau, ajuizou ação direta de inconstitucionalidade (ADI 4368) no Supremo Tribunal Federal contra a Lei 18.023, de 9 de janeiro de 2009, de Minas Gerais, por conter regras prejudiciais ao meio ambiente quando comparadas à norma mais benéfica existente no plano nacional. De acordo com ela, a lei ameaça áreas de preservação permanente ao redor de bacias artificiais e viola os artigos 23, VI e VII; 24, VI e parágrafo 1º; e 225 da Constituição Federal.
     Segundo Sandra Cureau, a norma mineira contraria o art. 3º da Resolução nº 302/2002 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que trata de área de preservação permanente (APP), ao reduzir de forma genérica os limites previstos. "A legislação estadual afasta o limite de 100 metros para as APPs em áreas rurais, inclusive para áreas destinadas à exploração de atividade agrícolas", diz. E acrescenta que a lei tenta criar espécie de direito adquirido em face dos 30 metros de área de preservação, por meio da expressão "usos consolidados", em dissonância com o comando federal.

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Segundo Sandra Cureau, a norma mineira contraria Resolução do Conama que trata de área de preservação permanente (APP)

     Conforme explica, eventual necessidade de supressão da vegetação em APP, em caráter estritamente excepcional, terá de ser autorizada por lei específica para cada hipótese, "vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção". Para a procuradora-geral, a Lei nº 18.023/09, ao assegurar o uso já consolidado, inclusive para fins de exploração de atividades agrícolas, além dos atos praticados até a data de publicação do plano diretor, não observou os critérios de utilidade pública ou interesse social, estipulados no Código Florestal, nem a necessidade de autorização legal.
     Para a procuradora-geral em exercício, falhou o legislador estadual em seu dever constitucional de proteção ao meio ambiente ao possibilitar a supressão de vegetação em áreas de preservação permanente e a exploração de atividades agrícolas nesses locais até a publicação do referido plano diretor. "Em se tratando de competência legislativa concorrente e por se cuidar de tema de proteção ambiental, parece claro que não podem os Estados-membros, o Distrito Federal e os municípios, no que lhes cabe suplementar a legislação federal, estabelecer, em contrariedade ao estipulado pela União, áreas menos extensas de preservação ambiental", assegura.
     Ela conclui que a Lei estadual nº 18.023/09, ao afrontar a legislação federal em vez de suplementá-la no âmbito regional, viola a competência legislativa da União, a quem cabe editar normas gerais em matéria ambiental. E pede a concessão de medida liminar diante do princípio da prevenção, e tendo em vista que áreas de preservação permanente ao redor de bacias artificiais estão ameaçadas.

Fonte: PGR/EcoAgência


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