sexta-feira, 24 de julho de 2009

Greenpeace registra degelo na Groenlândia


Grupo ativista ambiental fez expedição para documentar estado do Ártico

     Uma expedição organizada pelo grupo ativista ambiental Greenpeace está documentando há um mês o degelo de um dos maiores glaciares da Groenlândia, para denunciar os efeitos do aquecimento global na região do Ártico. A bordo do quebra-gelo Arctic Sunrise, a equipe científica formada pelos especialistas em camadas de gelo, Jason Box, glaciologia, Alun Hubbard, e geofísica, Richard Bates, foi até o glaciar de Petermann, a geleira maior e mais ao norte da Groenlândia.


Situação é crítica no Ártico (Foto: Greenpeace/Nick Cobbing)

     As observações do grupo parecem reforçar a tese de que o degelo naquela região está ocorrendo muito aceleradamente. Para chegar até o glaciar, o navio ambientalista atravessou o Estreito de Nares com facilidade, uma rota que não costumava ser navegável até agosto.
     O grupo do Greenpeace instalou diversas câmaras de vídeo e localizadores por satélite (GPS) em pontos do glaciar de Petermann, para monitorar a provável quebra da geleira. Segundo imagens de satélite, uma porção maior do que a ilha de Manhattan pode se destacar neste verão no Hemisfério Norte.

Fonte: BBC - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

Nova gripe já matou 800 pessoas e está em 160 países, diz agência da ONU


OMS voltou a alertar para o risco de mutação do vírus H1N1.
Por enquanto, só há expansão geográfica da doença entre os países.

     O vírus da nova gripe espalhou-se para cerca de 160 países e já matou cerca de 800 pessoas, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (24) pela Organização Mundial da Saúde.
     O balanço anterior, de três dias atrás, mostrava cerca de 700 mortos.


Americanas que poderiam estar com a nova gripe deixam quarentena em hotel de Pequim, na China, nesta terça-feira (21). (Foto: AP)

     Tire suas dúvidas sobre a doença
     A agência da ONU disse que o vírus H1N1 precisa ser "acompanhado cuidadosamente" caso ele sofra mutação e se torne mais severo no inverno.
     "Por enquanto, nós não vimos nenhuma mudança no comportamento do vírus. O que ainda estamos vendo é uma expansão geográfica pelos países, disse o porta-voz da agência, Gregory Hartl, em entrevista em Genebra.
     A OMS, agência da ONU, declarou em 11 de junho que o mundo vive uma pandemia de gripe. Na semana passada, a agência anunciou que se trata da pandemia com a mais rápida expansão já vista, e que se tornou inútil contabilizar cada caso.


Casal usando máscaras espera para receber tratamento no Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (23). (Foto: AFP)

     O porta-voz lembrou que, até agora, a maioria dos contaminados está tendo sintomas leves e se recuperando em uma semana.
     Em certos países, segundo o porta-voz, também preocupa a propagação do vírus entre grupos específicos.
     A organização recomendou que os países parem de fazer exames de laboratório em todos os suspeitos de ter contraído o vírus, em vista das proporções da propagação da doença, e que concentrem seus recursos na contenção da pandemia e no tratamento dos doentes com sintomas graves.
     Além disso, os países devem continuar informando sobre cada morte devida ao vírus confirmada em laboratório.
     Hartl disse que, "infelizmente, é normal que quanto mais casos, mais mortes ocorram", mas descartou os temores de que o vírus tenha sofrido mutação.
     Ele afirmou também que a veloz propagação registrada no hemisfério sul se deve a que o vírus circula melhor em baixas temperaturas.

Fonte: G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ausência de manchas solares intriga cientistas


     Os cientistas estão intrigados com a ausência de manchas solares durante os primeiros quatro meses do ano. No ano passado, o Sol passou 266 dias com apenas um sinal de imperfeição.



     O aumento da atividade solar acompanha um ciclo de 11 anos de erupções, quando há uma troca de energia do pólo Sul para o pólo Norte e as manchas aparecem, indicando o início de um novo ciclo.
     A tranquilidade solar implica, por exemplo, na menor ocorrência de tormentas solares - partículas energéticas que chegam à Terra e podem afetar negativamente os satélites de comunicações, entre outros equipamentos.
     Os cientistas estão aproveitando este "silêncio" para avançar os estudos sobre outros fenômenos produzidos pelo Sol, como os modos de vibração e as ejeções de massa coronal. Segundo os pesquisadores, uma compreensão completa das forças que impulsionam a dinâmica solar estão muitas vezes fora de alcance.



Fonte: Terra Peru
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

Japão prevê perdas milionárias com invasão de águas-vivas gigantes


Criaturas de dois metros e 200 quilos podem derrubar 80% da produção pesqueira do país.

     Uma quantidade incalculável de águas-vivas gigantes, vindas do Mar Amarelo, na China, deve chegar nos próximos meses ao Mar do Japão e causar prejuízos que podem passar dos US$ 320 milhões, segundo estimativas da indústria pesqueira. Pesquisadores já alertarem que este ano o fenômeno, que acontece desde 2002, vai ter um efeito devastador para os pescadores. Em muitas regiões, a expectativa é de uma queda de 80% na produção.
     No país onde a pesca é uma das principais atividades econômicas, o resultado poderá realmente ser desastroso. As criaturas marinhas, chamadas de Echizen Kurage em japonês ou Nomura, chegam a medir quase 2 metros de diâmetro e pesam mais de 200 quilos.


Foto de uma água-viva gigante tirada na Província de Shimane (Foto: Universidade de Hiroshima/Divulgação)

     "Desde o mês passado estamos observando o comportamento de um grupo muito grande que se encaminha para o litoral japonês", contou à BBC Brasil o biólogo oceanógrafo Shinichi Ue, da Universidade de Hiroshima, que também faz parte de um grupo criado pelo governo para sugerir meios de combater a invasão e diminuir os danos. "Então, podemos afirmar que a chegada desses animais é inevitável e o Japão será atingido este ano por um 'tufão' gigantesco de águas-vivas", alertou.
     Além de estragar as redes de pesca, o animal marinho pode ferir humanos e matar peixes com seu veneno. No passado, uma estação nuclear chegou a parar de funcionar porque a tubulação usada para resfriar os reatores ficou entupida de águas-vivas.

    Mudanças radicais
    Segundo Ue, o primeiro registro da chegada de grandes quantidades de águas-vivas gigantes ao Mar do Japão foi em 1920. Depois, o fenômeno voltou a acontecer em 1958 e em 1995.
     "O ciclo era de aproximadamente 40 anos, mas desde 2002, o país sofre anualmente com a invasão maciça de águas-vivas", lembra o pesquisador. Em 2005 houve o recorde histórico desses animais nas águas japonesas. "Mas estranhamente, apenas no ano passado elas não vieram", conta. Segundo o professor, uma série de causas vem sendo estudada para entender o porquê desse fenômeno.


Águas-vivas capturadas por redes de pescadores na província de Iwate (Foto: Universidade de Hiroshima/Divulgação)

     "Podemos afirmar, por enquanto, que houve uma mudança radical na fauna marinha do mar da China, além da modificação da costa pelo homem, poluição e elevação da temperatura da água do mar", enumera. "Mas a principal causa talvez seja a pesca indiscriminada, pois sem concorrência, as águas-vivas têm mais plânctons para se alimentar e, por isso, esses animais se desenvolveram rapidamente."
     Empresas locais têm procurado medidas para conter os prejuízos. Pescadores usam agora redes mais resistentes e cortantes, e cientistas desenvolvem métodos para extrair colágeno dos animais para ser usado em cosméticos e até em comida. Em 2005, a indústria pesqueira japonesa registrou mais de 100 mil casos de danos causados por águas-vivas gigantes. No pico da invasão naquele ano, cerca de 300 milhões a 500 milhões de animais passaram diariamente pelo Estreito de Tsushima em direção ao Mar do Japão.

Fonte: BBC - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

Nuvem de poeira 'faz volta ao mundo em 13 dias'


Cientistas estudam tempestade de areia suspensa a 12 km da superfície e transportada por um ciclo inteiro ao redor do planeta.

     Uma tempestade de poeira que se formou no deserto de Taklimakan, no oeste da China, em maio de 2007 foi levada por ventos por uma volta e meia no planeta em apenas 13 dias, afirmaram cientistas japoneses. Eles observaram que a imensa nuvem de poeira foi suspensa a quase 12 km da superfície terrestre, na camada atmosférica conhecida como troposfera, e transportada por um ciclo inteiro ao redor da Terra, atingindo duas vezes a região do Pacífico.


Nuvem sobre o deserto chinês (Foto: Nasa Earth Observatory)

     Após dar a volta no planeta, parte da poeira ainda conseguiu alcançar pela segunda vez a América do Norte, disseram os cientistas. Outra parte foi depositada no oceano. Em um artigo a ser publicado na revista científica "Nature Geoscience", a equipe de pesquisadores liderada pelo professor Itsushi Uno, do Instituto de Mecânica Aplicada da Universidade de Kyushu, indica que as conclusões demonstram a influência que nuvens de poeira formadas na Ásia exercem sobre processos naturais no planeta.
     "Além do impacto radioativo direto através da difusão e absorção da radiação solar, a poeira asiática pode também afetar o clima global indiretamente, através da interação com nuvens de gelo, regulação das atividades biológicas marinhas que estão estreitamente relacionadas com os ciclos globais de carbono e produção de aerossol marinho (maresia), e influência em processos meteorológicos que podem afetar a ocorrência e magnitude de tempestades que gerarão episódios futuros de poeira na Ásia", afirmou a equipe.


Tempestades de areia que atravessam oceanos podem trazer até fungos e bactérias (fonte)

     Localizado na bacia de Tarim, entre as Montanhas Celestiais de Tien Shan, ao norte, e a cordilheira de Kunlun, ao sul, o deserto de Taklimakan é o maior, mais frio e mais seco deserto da China. Por causa de sua aridez e volume de areia, que chega a se acumular em dunas de até 200 metros de altura, o ecossistema gera algumas das maiores tempestades de areia da Ásia.
     Os pesquisadores analisaram a formação deste fenômeno entre os dias 8 e 9 de maio de 2007, através de dados colhidos pelo satélite Calipso, da Nasa.

Fonte: BBC - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

terça-feira, 21 de julho de 2009

Poluição afeta inteligência humana desde o útero materno


     A exposição à poluição durante a gravidez afeta o coeficiente intelectual das crianças, segundo um estudo americano que será publicado no jornal Pediatrics de agosto.
     O estudo realizado durante cinco anos com 249 crianças que viviam nos bairros de Harlem e Bronx, em Nova York, mostra que os HAP, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, diminuem o coeficiente intelectual das crianças desde a gestação. Os HAP são poluentes tóxicos produtos da combustão do carvão, do diesel, da gasolina ou do gás.



     O estudo foi realizado pelo Columbia Center for Children's Environmental Health (CCCEH) e financiado pelo Instituto Nacional para a Saúde dos Estados Unidos (NIH). As crianças expostas a altos níveis de HAP (2,26 nanogramas/m3) mostraram que possuem um coeficiente intelectual inferior em 4,31 a 4,67 pontos, ao das crianças não expostas.
     "Estas conclusões são preocupantes pois estes desempenhos em termos de coeficiente intelectual podem ter consequências no desempenho na escola", disse Frederica Perera, professora de saúde ambiental e diretora do CCCEH. Ela observou que os efeitos desta contaminação sobre o coeficiente destas crianças é similar aos diagnosticados em crianças expostas a níveis baixos de chumbo, nocivo para o sistema nervoso.
     "As conclusões do estudo são uma fonte de preocupação porque o coeficiente intelectual é um determinante importante do futuro sucesso escolar e os HPA são muito usados nos centros urbanos em todo o mundo", acrescentou Perera.



Fonte: AFP - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

Impactos das sacolas de plástico na Natureza


      Para quem ainda não se convenceu,  aqui estão mais informações para deixar a preguiça de lado e dizer não as sacolinhas de plástico.



1 – Você não recicla as sacolinhas ao usá-las na lixeira! Esse é o grande mito que faz com que pessoas esclarecidas continuem usando essas sacolinhas de plástico. A principal razão é que apesar do reaproveitamento em casa, essas sacolinhas não podem ser feitas de plástico reciclável. Como elas são destinadas para embalar alimentos, é obrigatório que elas sejam fabricadas com um plástico novo. E pior, a reciclagem não dá conta desse aumento de plástico no planeta. Ela só consegue eliminar 20% do plástico que é produzido todos os anos. O restante vai para bueiros, rios e mares, onde pode causar enchente e matar peixes, tartarugas, bouvinos e outros animais engasgados. Uma sacolinha plástica demora 400 anos para se decompor.



2 - Outra coisa aterrorizante é que muitas dessas sacolinhas vão parar no mar de plástico que flutua no oceano. Ele representa uma camada de 100 quilômetros de extensão que vai da costa da Califórnia até o meio do caminho para o Japão. Isso tudo com uma profundidade de 10 metros.

3 – Elas são as principais vilãs dos alagamentos urbanos, pois entopem os bueiros. Para quem mora em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, frequentemente assoladas por esse tipo de catástrofe, este já seria um bom argumento para não carregar as compras  em sacolas plásticas.



4 - As sacolinhas de plástico oxibiodegradável, que vem sendo adotadas por muitas redes de supermercados, não são biodegradáveis. Elas se decompõem em pedaços em 18 meses, mas AINDA não há prova que elas desapareçam da natureza. E pior, na forma de micro-bolinhas esse plástico pode entrar na cadeia alimentar de peixes e…causar um grande problema ambiental.

5 – Quanto menos pessoas usarem sacolinhas de plástico, mais as redes de supermercado vão SE TOCAR que nem todo mundo quer viver consumindo 93 sacolinhas por ano. Quem sabe assim não surjam outras opções menos poluentes.



Fonte: Blog do Planeta
Postado e adaptado por  Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

sábado, 18 de julho de 2009

Pesquisa associa os ftalatos aos nascimentos prematuros


     Um novo estudo [Urinary phthalate metabolites in relation to preterm birth in Mexico City] sugere que mulheres grávidas, expostas a um grupo de contaminantes ambientais comuns chamados ftalatos, estão mais propensas aos partos prematuros, o que pode ser um dos fatores do aumento de casos nos EUA. Os ftalatos estão presentes em muitos produtos industriais e produtos de consumo quotidiano, incluindo itens de cuidados pessoais.


Embalagens produzidas com ftalatos

     Leia o resto deste post AQUI.

Autor: Henrique Cortez, do EcoDebate
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

Estudo documenta contaminação transgênica no milho do México


     Um recente estudo [Dispersal of Transgenes through Maize Seed Systems in Mexico], publicado na PLos ONE , documentou os resultados de um extenso levantamento da contaminação transgênica no milho do México. O estudo, utilizou testes de proteína recombinante Cry1Ab (Bt) e EPSPS (Roundup). O estudo constatou contaminação transgênica em 3,1% e 1,8% das amostras, respectivamente, a partir de amostras colhidas em 2001, 2002 e 2004.


Imagem: Greenpeace

     Leia o resto deste post AQUI.

Autor: Por Henrique Cortez, do EcoDebate
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

Quase 500 mil toneladas de pneus


     Encerrada a "guerra dos pneus" com a decisão do Supremo Tribunal Federal de vetar a importação desses resíduos, vale um balanço sobre a entrada de lixo no país. O Brasil abriu as portas a pelo menos 466.608 toneladas de pneus usados entre 1997 e 2008, conforme o Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior via Internet (Alice-Web), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Ano

Toneladas

1997

10.621,15

1998

6.040,32

1999

10.027,32

2000

14.765,01

2001

21.366,63

2002

23.301,58

2003

39.070,36

2004

70.848,99

2005

92.383,13

2006

71.106,57

2007

71.931,44

2008

35.145,51




Fonte: Alice-Web / O Eco

     Mais da metade do material cruzou a fronteira sem qualquer possibilidade de reúso, lixo puro, ou foi importada para comercialização direta, estima o Ibama. Isso contraria as liminares antes concedidas a importadoras, pois as medidas autorizavam importações de pneus usados para uso exclusivo em reformas, e também a Convenção de Basiléia, da qual o país é signatário desde 1992.
     Só em 2005, mais de dez milhões de pneus velhos entraram no Brasil. Mas a contagem, conforme o Ibama, era mais fiel com base no peso das cargas. Até três pneus eram inseridos um dentro do outro para tentar driblar a fiscalização.



Fonte: O Eco
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

Gripe suína avança a velocidade sem precedentes, diz OMS


     A gripe suína se propaga a uma velocidade sem precedentes, em relação a outras epidemias, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que informou que, em apenas seis semanas, se espalhou tanto quanto a gripe sazonal em seis meses durante as últimas pandemias.
     Nesse sentido, afirmou que, em muitos países com transmissão sustentada do vírus, está sendo "extremamente difícil, se não impossível", confirmar cada caso mediante exames de laboratório.



     Desta perspectiva, a OMS considera que contabilizar os casos individuais não é mais necessário para que os países com grande quantidade de infectados possam avaliar o nível de risco do novo vírus e determinar as medidas apropriadas.
     Por essa razão, a organização afirmou que não divulgará mais relatórios sobre o número global de casos confirmados de gripe suína por países, mas informará regularmente quando novos países forem atingidos.
     A organização continuará pedindo que esses países informem sobre os primeiros casos que forem verificados e que, na medida do possível, forneçam dados semanais e uma descrição epidemiológica dos pacientes.
     Embora os especialistas da OMS tenham insistido que a pandemia se caracteriza, até agora, por sintomas leves na grande maioria de casos, destacaram que é preciso manter sob vigilância os grupos nos quais apareçam casos mais graves ou fatais. Do mesmo modo, aconselhou que se continue observando qualquer mudança no modo de contágio.



     Espanha
     Apesar da previsão de que o vírus da gripe A pode aumentar sua virulência no outono (no hemisfério norte) e causar mais vítimas fatais, a ministra da Saúde espanhola, Trinidad Jiménez, se recusou a fazer uma previsão sobre um possível número de mortos, porém admitiu que pode ser "alto", similar às vítimas da gripe comum, que anualmente chegam a 8 mil pessoas.
     Jiménez anunciou também que vai informar à OMS o caso da nigeriana morta em Baleares, por se tratar se uma situação excepcional, em que a gripe matou uma pessoa saudável, depois de evoluir muito rapidamente.
     "Não temos conhecimento de nenhum caso de evolução tão rápida em mortes por gripe A, nem da mesma gravidade. Há outras pessoas internadas na UTI em estado grave, mas em nenhuma o quadro clínico evoluiu de forma tão agressiva e rápida", disse Jiménez, de acordo com o jornal El País.
     A ministra explicou ainda que a preocupação é maior porque, até agora, os casos mais graves da doença tinham sido registrados em pessoas que sofriam de outros problemas de saúde e que, ao que tudo indica, a vítima nigeriana era uma mulher jovem e saudável.



Fonte: EFE - Redação Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

Devemos parar de construir casas e prédios no litoral?


     Permanece um mistério que, diante das evidências do aquecimento global e da inevitável elevação do nível do mar, o mercado imobiliário continue valorizando lançamentos bem na beira do mar. No início do mês, a revista científica britânica New Scientist, uma das mais respeitadas do mundo, fez um apelo para que não se construa mais nada na região costeira. No texto editorial de abertura da revista, os editores dizem que é hora suspender todos os projetos de imóveis e infra-estrutura no litoral que não levem em conta o potencial de elevação do nível dos mares.



     Três fatos chave sobre a elevação do nível dos mares precisam ficar mais claros, segundo os editores da revista: "o aumento do nível do mar é inevitável, vai acontecer mais rápido do que a maioria de nós imagina e vai durar muito tempo". Mesmo que as emissões de gases poluentes seja interrompida hoje, os oceanos continuarão se expandindo e ganhando água das geleiras derretidas por pelo menos dois séculos, graças ao efeito do que já foi lançado na atmosfera. O consenso entre os cientistas é que as previsões do IPCC, o painel da ONU, estão ultrapassadas. O mar deve subir de 1 a 2 metros até 2100. Há o risco (pequeno) de que seja até mais. E não vai parar por aí. Nos séculos seguintes, o mar continuará subindo, até chegar a algo como 10 a 25 metros acima de hoje.


Praia de Boa Viagem em Recife, Pernanbuco

     Para algumas ilhas e regiões baixas, como a Holanda, Flórida e Bangladesh, mesmo um pequeno aumento do mar, de menos de um metro, já é catastrófico. Outros países terão problemas com as cidades litorâneas. Grandes obras de engenharia serão necessárias para reduzir os danos em cidades como Londres, Nova York, Sydney, Tóquio, Rio de Janeiro Salvador. Não dá mais para mudar essas cidades do lugar. Mas, se queremos construir uma herança duradoura para nossos descendentes, precisamos construir nos terrenos que não estão ameaçados pelo mar, escreve a revista.
     Se os editores da New Scientist (e alguns dos principais centros de pesquisa do mundo) estiverem certos, pode ser melhor você repensar aquele projeto de comprar uma casa na praia. Inclusive porque, bem antes de as ressacas começarem a chegar nos imóveis à beira mar, as belas faixas de areia de algumas praias famosas e valorizadas hoje já terão desaparecido.


Praia de Tramandaí no Rio Grande do Sul (foto: Sonia Brusius)

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado e adaptado Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Lavoura seca – A face oculta da celulose


     As empresas de celulose chegaram ao Rio Grande do Sul no início da década como a solução para a pobreza da Região Sul do estado. Com promessas de geração de emprego, desenvolvimento, enriquecimento para todos e apoio governamental irrestrito, as lavouras de madeira cresceram com a mesma rapidez e irresponsabilidade das licenças ambientais.



     Patrocinando quantidade de meios de comunicação, as empresas de celulose blindaram pautas positivas. A estratégia estava bem armada até serem surpreendidas pela quebra do jogo econômico no qual se sustentavam.
     As experiências do vizinho Uruguai não serviram de exemplo. A paisagem do pampa e as práticas econômicas mudaram. Produtores rurais trocaram rebanhos e lavouras de alimento pelas fileiras de árvores exóticas. O arrependimento atinge boa parte dessa população. As perdas pós-crise comprometem metas de produção e preços da matéria-prima para celulose. A biodiversidade já está ameaçada. Em alguns lugares do estado, areais se multiplicam. A desertificação do pampa já está em processo. O que fazer com hectares de tocos de eucalipto em terras secas? A retomada das tradicionais produções não receberá os subsídios e incentivos que teve o plantio de eucaliptos.



     Com exceção das mulheres da Via Campesina, que nos últimos três anos, no Dia da Mulher, passam cercas e promovem derrubadas para chamar a atenção da sociedade, pouco se fala das consequências desta cultura. A intensidade da afiada seca pode não ser só resultado da falta de chuvas. A proliferação de tantas gripes e febres pode não ser só culpa do porco.



Autor: Eduardo Seidl - é fotógrafo do Correio do Povo e faz um trabalho de documentário dos movimentos sociais
Fonte: MST - Portal do Meio Ambiente
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

Empresa britânica nega ter enviado lixo ao Brasil


UTI World Wide se disse surpresa com exportação de 1.098 toneladas de resíduos domésticos ao país

     A empresa apontada como sendo a exportadora de 1.098 toneladas de lixo para os portos de Rio Grande e Santos (SP), a UTI World Wide, estabelecida na Inglaterra, disse ontem que desconhece o episódio. Os resíduos foram enviados em 64 contêineres, entre fevereiro e maio, como se fossem polímeros de etileno (aparas plásticas) para reciclagem.
     Zero Hora entrevistou o diretor de cargas marítimas da UTI World Wide, David Hughes, do escritório central da empresa na Grã-Bretanha, com sede na cidade de Reading. Mostrando-se surpreso, Hughes disse que não lembrava de ter fechado negócio com a indústria gaúcha Alfatech, de Bento Gonçalves. Observou que teria de pesquisar na contabilidade da empresa, devido ao grande volume de transações pelo mundo. Mas assegurou que a UTI World Wide não embarca lixo doméstico.
     – Nunca ouvi falar disso. É comum o transporte marítimo de metal, papel e plástico, mas não lixo doméstico – afirmou.
     A UTI World Wide é uma empresa de logística, com escritórios em diversos países, inclusive no Brasil. Oferece serviços de importação, exportação e transporte de cargas, por via aérea, marítima e terrestre.


O perigo que vem da Europa. 750 toneladas de lixo doméstico estão retidas no Porto do Rio Grande (fonte)

     Procuradoria em Caxias também abre investigação
     A Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul estão tentando desvendar o mistério, que poderia configurar fraude e crime ambiental. Pelos documentos de exportação, a Alfatech teria comprado 1.098 toneladas de aparas de plástico, para reciclá-las na fabricação de telhas, aglomerados, tubos e outros materiais. A operação foi viabilizada pela Stefenon Estratégias e Marketing, também de Bento Gonçalves.
     Advogada da Alfatech e da Stefenon, Silvana Giacomini Werner assegura que suas clientes foram lesadas. As empresas informam que a carga de aparas de plástico foi comprada por R$ 200 mil, da UTI World Wide, da Inglaterra. A Polícia Federal (PF) de Rio Grande, que abriu inquérito na quarta-feira, confirma o nome da exportadora. No entanto, a empresa britânica nega que tenha remetido lixo – foi encontrado até tampa de banheiro químico – no lugar da mercadoria combinada.
     Enviada em diferentes navios, a carga se dividiu. No porto de Santos, foram localizados 16 contêineres. Em Rio Grande, foram desembarcados 48. Ontem, em Caxias do Sul, a procuradora do Ministério Público Federal, Luciana Guarnieri, enviou documento à Câmara de Meio Ambiente da Procuradoria da República, em Brasília, solicitando apoio. Ofício semelhante já fora encaminhado pela procuradora federal de Rio Grande, Anelise Becker. A ideia é tentar que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil cobre providências do governo da Inglaterra.
     A investigação criminal está a cargo do chefe da PF em Rio Grande, delegado João Manoel Vieira Filho, que pretende começar a ouvir os implicados na próxima semana. Um dos desafios é apurar se a Alfatech integra uma operação internacional para transformar o Estado em lixeira dos europeus.
     – Este caso é inédito para a PF de Rio Grande – diz.

Autor: Nilson Mariano - ZERO HORA / REBIA Nacional
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

EUA evitam apoiar proposta de fim do uso dos HFCs


Governo Obama reconhece o risco das substâncias, mas prefere reservar negociação para mais tarde

     NAÇÕES UNIDAS - O governo dos Estados Unidos referiu-se aos hidrofluorcarbonos, largamente utilizados em refrigeradores e condicionadores de ar, como uma ameaça "muito significativa" à estabilidade do clima, e expressou preferência por reduzir drasticamente o uso desses gases, conhecidos como HFCs, e cuja utilização é promovida por um acordo da ONU para a preservação da camada de ozônio.
     Mas uma alta figura do Departamento de Estado não chegou a apoiar uma proposta feita pelas nações insulares de Micronésia e Maurício, que pretendiam alterar o acordo de proteção do ozônio, o chamado Protocolo de Montreal, para prever um corte de 90% no uso de HFCs até 2030.


O efeito estufa é um fenômeno natural do planeta, causado pela presença de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera, entre os quais se incluem o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), oxido nitroso (N2O), hidrofluorcarbonos (HCFCs), perfluorcarbonos (PFCs), hexafluoreto de enxofre (SF6) (fonte)

     O tratado promove o uso dos HFCs, que são potentes causadores do efeito estufa, mas que não agridem a camada de ozônio, que protege a Terra dos raios ultravioleta do Sol. Os HFCs foram adotados em substituição aos CFCs, que atacam o ozônio da atmosfera e cujo uso já foi praticamente erradicado.
     Micronésia e Maurício queriam incluir o fim do uso dos HFCs na revisão do acordo de Montreal, prevista para novembro.
     Autoridades no Departamento de Estado, na Agência de Proteção Ambiental e no Departamento de Defesa haviam apoiado uma redução dos HFCs, mas a ideia encontrou resistência na Casa Branca, onde o governo procura reunir forças para negociar o tratado que sucederá o Protocolo  de Kyoto, contra a mudança climática.
     Os EUA ficaram sem tempo "para completar a análise necessária para compreender os impactos potenciais de tal abordagem ou considerar como uma emenda ao Protocolo de Montreal para tratar dos HFCs iria afetar as negociações... para o período pós-2012", quando vence o Protocolo de Kyoto.

Fonte: Associated Press - Portal do Meio Ambiente
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

segunda-feira, 13 de julho de 2009

MP processa presidente do Ibama


     Juntos, os ministérios públicos Federal e de Rondônia moveram uma ação civil pública contra o presidente do Ibama, Roberto Messias Franco. As entidades o acusam de improbidade administrativa por ter emitido a licença para início das obras da usina hidrelétrica de Jirau sem o cumprimento de todas as 32 condicionantes exigidas pela equipe técnica. A medida bateria de frente com as legislações ambiental e de licitações, porque o cumprimento das condicionantes foi empurrado para frente. Elas deveriam ter sido cumpridas antes da emissão da nova licença, diz o ministério público.


O presidente do Ibama, Roberto Messias Franco (foto: Valter Campanato/ABr)

     "Com base nisto, os MPs argumentam que Roberto Messias incorreu em ato de improbidade administrativa e beneficiou de forma indevida o consórcio Energia Sustentável do Brasil, causando prejuízos irreparáveis ao meio ambiente", dizem em nota os MPs.
     Se for condenado, Franco pode perder a função pública e pagar multa de cem vezes o valor de seu salário. Mais informações aqui.
     Há poucos dias, o coordenador-substituto de Energia Hidrelétrica do Ibama Adriano Rafael Arrepia de Queiroz foi denunciado pelo Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) por questões envolvendo o licenciamento da Usina de Belo Monte.
     Das duas uma: alguns dirigentes da área ambiental estão mesmo cometendo deslizes administrativos ou o setor se consolidou como "boi de piranha" do desenvolvimento econômico nacional.


Hidrelétrica de Jirau

Fonte: O Eco
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

Vista grossa em crimes contra a fauna


     Alguns dos pontos turísiticos mais famosos da Europa têm, além das multidões, outra coisa em comum. São palco de comercialização de animais silvestres de origem dividosa, alguns dos quais com identificação como provenientes do Brasil, como a borboleta ao lado encontrada no mercado do Covent Garden, no centro de Londres, no final de junho. Ela estava sendo vendida a 20 libras, o equivalente a cerca de 70 reais.


Mercado popular em Covent Garden, no centro de Londres

     O responsável pelo local se esquivou de dar detalhes sobre a origem dos animais e saiu do quadro quando viu que seria fotografado. Nas Ramblas, a avenida mais conhecida de Barcelona, na Espanha, as calçadas são espaço de lojinhas de souvenirs, artistas de rua, mesas de restaurantes e dezenas de bancas que vendem pássaros, quelônios, camaleões, e diversos outros animais. Ninguém tinha como provar aos turistas a origem legal dos bichos. Não é só aqui que as autoridades fazem vista grossa para os crimes contra a fauna.

Fonte: O Eco
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

sábado, 11 de julho de 2009

Satélites da Nasa exibem redução da camada de gelo no Ártico


     As últimas imagens obtidas pelos satélites da Nasa, a agência espacial americana, mostraram que a camada de gelo que cobre a região ártica diminuiu de forma considerável entre os invernos de 2005 e 2008 e foi substituída por gelo temporário muito mais fino.
     "Esta é mais uma prova da rápida transformação que está ocorrendo na camada de gelo que cobre o Ártico", diz o comunicado do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa. Segundo estudos científicos, essa transformação foi causada pelo aumento das temperaturas atmosféricas no mundo todo e cujos resultados são evidentes também nas geleiras da Groenlândia e da Antártida.


Satélite mostra redução no gelo entre 2005 (à esquerda) e 2008. A área em branco representa camadas de gelo de 4 a 5 m de espessura, enquanto o azul ... (foto: Nasa/Divulgação)

     Em um relatório divulgado pela revista Journal of Geophysical Research: Oceans, cientistas da Nasa e da Universidade de Seattle disseram ter usado dados dos satélites para calcular o volume e a grossura do gelo ártico. De acordo com essas medições, a camada de gelo diminuiu cerca de 17 centímetros por ano, o que somou um total de 68 centímetros nos quatro invernos.
     Por outra parte, a superfície total coberta pelo chamado "gelo eterno" ou que sobreviveu por vários verões caiu 42%. Geralmente, o gelo formado apenas no inverno chega a uma altura de dois metros. O que sobrevive vários anos tem uma média de três metros.
    Segundo os últimos estudos, o gelo do inverno não foi suficiente para compensar a perda natural que ocorre no verão. Essa situação leva a um maior aquecimento dos oceanos e a um conseguinte degelo polar, o que agrava a situação.
     De acordo com o comunicado do JPL, entre 2004 e 2008, a cobertura de gelo ártico diminuiu em 1,54 milhão de km quadrados, uma área equivalente ao estado americano do Alasca.
     Segundo Ron Kwok, cientista do JPL, a restituição virtualmente nula do gelo durante vários anos, junto com o desprendimento de grandes volumes após os verões de 2005 e 2007, teve uma grande influência na perda do volume do gelo ártico. "Nossos dados vão ajudar os cientistas a compreender a rapidez com que o volume do gelo ártico está diminuindo e em quanto tempo poderemos ver um verão quase sem gelo", acrescentou.

Fonte: EFE - Nasa - Redação Terra
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

ESA registra desaparecimento da parte sul do Mar de Aral


     Imagens captadas pelo satélite Envisat, da ESA, agência espacial europeia, registraram o processo de desaparecimento de parte do Mar de Aral - situado na Ásia Central, entre o Cazaquistão e o Uzbequistão -, que já foi um dos quatro maiores mares da Terra. Cientistas estimam que a capacidade da parte sul do Aral tenha sumido por completo até 2020. As informações são do jornal espanhol El Mundo.


Imagens captadas pelo satélite Envisat mostram a diminuição sofrida pelo Mar de Aral entre 2006 e 2009 (foto: ESA/Reprodução)

     Há três anos, o Aral já havia sofrido uma grande diminuição em seu tamanho, mas de 2006 para cá, ele se tornou pouco mais do que alguns lagos dispersos. O clima também sofre com o desaparecimento gradativo devido à função reguladora que os mares possuem. A temperatura na região tem sido mais fria no inverno e mais quente no verão.
     Uma das possíveis causas do desastre foi a utilização da água dos rios que desembocam no mar para irrigação de cultivos. O sumiço da água deu lugar a um deserto de 40 mil km² que passou a ser chamado de Aral Karakum.


Cientistas estimam que a capacidade da parte sul do Aral tenha sumido por completo até 2020

     No final dos anos 1980, o Mar de Aral já havia se dividido em dois: o Aral Pequeno ao norte, no Cazaquistão, e o Aral Grande ao sul, com forma de ferradura e compartilhado por Cazaquistão e Uzbequistão. Até 2000, foi a vez do Aral Grande se dividir em duas partes: a oeste e a leste, esta última registrou perda de 80% da capacidade de água.
     O governo do Cazaquistão e o Banco Mundial mobilizaram esforços para salvar a parte norte, construindo um dique na região sul que ajudou o nível de água a recuperar 4 m.


O mar que está virando deserto

Fonte: Redação Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

Mal-estar do Tabaco Verde (Green Tobacco Sickness)


     O Mal-estar do Tabaco Verde é uma reação do corpo provocada pela absorção da nicotina diluída na umidade sobre as folhas do tabaco verde e absorvida pela pele quando colhido molhado sem a devida proteção.
     Este tema tem sido estudado há vários anos, principalmente nos EUA, onde há inúmeros trabalhos publicados e onde é conhecido por GTS (do inglês, Green Tobacco Sickness). No Brasil foi desenvolvida e recomenda-se o uso de uma vestimenta para a colheita do tabaco o que impede a sua ocorrência. Há anos os produtores de tabaco, por meio da assistência técnica das empresas, têm sido constantemente orientados a só colher o tabaco usando este equipamento de proteção. Além disso, o assunto tem sido divulgado em revistas e publicações destinadas aos produtores.
     Os sintomas característicos da ocorrência do Mal-estar do Tabaco Verde são: náusea, vômito, fraqueza, tonturas, dores abdominais, suor excessivo, dores de cabeça e alteração de pressão sanguínea e de batimentos cardíacos. Estes sintomas são passageiros e variam em intensidade e persistência de acordo com cada indivíduo e seu grau de exposição. Vale dizer que estes sintomas são também característicos em casos de estresse por calor e também por exposição a alguns agrotóxicos. Daí haver em vários casos o erro de diagnóstico no atendimento em centros de saúde.
     O setor de tabaco no Brasil vem reduzindo drasticamente o uso de agrotóxicos na cultura ao longo dos anos, sendo hoje uma das culturas comerciais que menos os utiliza, cujos níveis atuais são equivalentes a aproximadamente 1 kg de ingrediente ativo por hectare. Para se ter uma idéia, segundo pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (RS), para produzir 1 hectare de morangos, utiliza-se 47 vezes mais.
     Há vários anos, o setor vem atuando fortemente na prevenção, para preservar a saúde e segurança dos produtores de tabaco, orientando quanto ao manuseio e guarda dos produtos, bem como incentivando a aquisição e utilização de EPIs.
     O cuidado com as condições de trabalho e saúde dos produtores de tabaco tem sido uma preocupação permanente do SindiTabaco e das empresas associadas, as quais investem em campanhas educativas, no incentivo de práticas que preservem a saúde e no contínuo melhoramento de suas condições de trabalho.

Fonte:

Cabeçalho

Postado por Wilson Junior Weschenfelder


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes