quarta-feira, 13 de maio de 2009

EUA proíbem o uso do agrotóxico Carboruran em culturas alimentares

veneno


     A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) emitiu, nesta segunda-feira 11/5, uma regulamentação proibindo o uso do inseticida/acaricida Carbofuran na produção de alimentos, em razão de risco inaceitável para a saúde, especialmente para as crianças.

     Leia mais AQUI


Fonte: Henrique Cortez, do EcoDebate
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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ScienceBlogs Brasil ‘Chi vó, non pó’: O alto impacto das atividades humanas na Costa Oeste dos EUA


Mudanças climáticas, pesca e navegação comercial encabeçam a lista de ameaças ao oceano ao largo da Costa Oeste dos EUA.

     Ben Halpern, um ecologista marinho no Centro Nacional para Análise e Síntese Ecológicas (National Center for Ecological Analysis and Synthesis  = NCEAS) na Universidade da Califórnia em Santa Barbara, declarou:   "Cada ponto do oce­ano ao longo da Costa Oeste é afetado por entre 10 a 15 atividades humanas diferentes, anual­mente".


Os cientistas criaram um mapa que mostra as áreas oceânicas da Costa Oeste mais afetadas pelas atividades humanas…

     Em um estudo de dois anos para documentar as maneiras com que os humanos estão afetando o oceano nessa região, Halpern e seus colegas sobrepuseram dados sobre as localizações e a intensidade de 25 fontes de estresse ecológico, geradas por atividades humanas, que incluiam mudanças climáticas, navegação comercial e pesca recreativa, fontes de poluição com base em terra e atividades comerciais com base no oceano.
     Com as informações, eles produziram um mapa composto dos ecossistemas marinhos da Costa Oeste.
     O trabalho foi publicado online hoje na revista Conservation Letters e foi realizado no NCEAS. O NCEAS é financiado principalmente pela Divisão de Biologia Ambiental da NSF.
     Phillip Taylor, chefe de seção na Divisão de Ciências Oceânicas da NSF, disse: "Essa importante análise da geografia e da magnitude dos estressantes com base em terra deve auxiliar a focalizar a atenção nos pontos críticos onde são necessários um gerenciamento coordenado das terras e das atividades oceâ­nicas".
     Os principais cientistas deste estudo conduziram uma análise similar em escala global, cujos resultados foram publicados no ano passado na Science.
     Refinando os métodos usados no estudo global e os aplicando em escala regio­nal, os cientistas puderam avaliar quão bem os resultados previam a saúde do oceano em nível regional.


Mapa de satelite da costa da Califórnia, uma das áreas da Costa Oeste mais afetadas pelas atividades humanas

     "Descobrimos dois resultados notáveis e inesperados nesta pesquisa", disse Halpern.
     "O gerenciamento do oceano precisa deixar de ser um gerenciamento de um único setor e passar a ser um gerenciamento compreensivo com base em ecossistemas, se queremos que ele seja eficaz na proteção e manu­tenção da saúde do oceano".
     "Igualmente, os resultados globais para essa região fica­ram altamente correlacionados com os resultados regio­nais, o que sugere que os resultados globais podem for­necer um guia valioso para os esforços regionais por todo o mundo".
     Os resultados do estudo mostram que os pontos críticos de impacto cumulativo ficam nas áreas costeiras próximas a centros urbanos e bacias de drenagem altamente poluídas.
     A pesquisa foi um processo com quatro etapas.
     Na primeira, os cientistas recolheram informações para quantificar e comparar como as diferentes atividades humanas afetavam cada ecossistema marinho. Por exemplo, constatou-se que eflúvios de fertilizantes tinham um grande efeito sobre manguezais salgados, mas tinham um impacto muito menor sobre recifes rochosos.
     Então, os pesquisadores recolheram e processaram dados sobre ecossistemas marinhos e as influências humanas.
     A seguir, eles combinaram os dados dos dois primeiros passos para estabelecer "escores de impacto humano" para cada ponto ao longo da Costa Oeste.
     Finalmente, eles compararam os resultados regionais com os resultados globais para as mesmas áreas, tirados das análises anteriores.


As populações de peixes da Costa Oeste dos EUA sofrem um grande impacto causado pelas atividades humanas.

     O biólogo e co-autor do artigo, Kim Selkoe, também do NCEAS, disse: "Comparar a versão global do mapa às versões em escala regional nos permite verificar onde eles se saem melhor".
     "A alta correlação é uma boa notícia para os gestores ambientais marinhos nas áreas do mundo que podem necessitar de mapas de impacto humano, mas não têm os recursos para realizar suas próprias análises".
     O estudo fornece informações críticas para a avaliação de onde certas atividades podem prosseguir com pouco efeito sobre o oceano e onde outras atividades podem ter que cessar ou serem deslocadas para áreas menos sensí­veis, segundo Taylor.
     Na medida em que o gerenciamento e a consevação dos oceanos se volta na direção da criação de áreas marítimas de proteção ambiental, o gerenciamento com base em ecossistemas e o zoneamento oceânico para contrabalançar as influências das atividades humanas, tais informações podem se provar inestimáveis para os gestores e os responsáveis pelas políticas, afirma Halpern.
    "Os resultados são um toque de alerta", disse ele. "Nós estamos afetando significativamente os oceanos".

Fonte: Artigo originalmente publicado no ScienceBlogs Brasil 'Chi vó, non pó' - EcoDebate
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Novo estudo documenta tristes consequências do estupro na África


Estudo foi feito com 1.244 garotas e mulheres da Suazilândia.

Lá, 26% da população adulta está infectada com o HIV.

     O estupro e o ato sexual coagido com jovens meninas e adolescentes estão associados a uma série de problemas no decorrer da vida, de acordo com um novo estudo, realizado na Suazilândia (pequeno país da África) pela UNICEF e pelo Centro Americano de Controle e Prevenção de Doenças.
     O estudo, baseado em entrevistas com 1.244 garotas e mulheres do pequeno reino, localizado na fronteira da África do Sul com Moçambique, foi publicado na semana passada no "The Lancet".



     A Suazilândia é um dos países mais atingidos pela Aids: 26% da população adulta está infectada. O mito, persistente na África, de que um homem pode ser "purificado" da Aids ao ter relação sexual com uma virgem coloca as garotas em risco, disseram os autores do artigo que acompanha o estudo.
     As vítimas desse tipo de violência tiveram riscos de sofrer com doenças venéreas, complicações na gravidez e depressão, mais tarde na vida. Cerca de 5% das entrevistadas disseram que foram forçadas ao ato sexual antes dos 18 anos. Um terço delas contou que os homens tentaram estuprá-las ou pressioná-las a fazer sexo, sem seu consentimento.
     Os vilões mais comuns não eram desconhecidos, mas homens ou garotos da própria vizinhança. Dezessete por cento eram parentes homens ou amigos da família, quase 3% eram professores ou diretores da escola.



     Esse padrão, de que a maioria dos estupradores são conhecidos ou parentes das vítimas, "é comum em muitas culturas", escreveram os autores.
     Estudos anteriores se concentraram no abuso sexual na escola, e matérias de jornais sobre garotas pressionadas por seus professores a fazer sexo são comuns na África. Porém, o estudo descobriu que a maioria dos incidentes ocorreu em casa, na casa dos parentes ou amigos, ou em áreas públicas, incluindo pastos ao redor de vilas rurais.
     Mais de 99% das garotas afirmou não ter bebido ou usado drogas quando a violência aconteceu. Em mais de um terço dos casos, elas suspeitaram que o estuprador estivesse bêbado.



Autor: Donald G. McNeil Jr. - 'New York Times' - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 12 de maio de 2009

Se lixando para a ética e o meio ambiente


     O deputado federal Sérgio Moraes, do PTB gaúcho, tornou-se esta semana uma celebridade nacional por conta de uma frase em que expressa de forma arrogante um desprezo pelo eleitor que infelizmente tem sido corrente na política brasileira. Moraes é o relator no Conselho de Ética da Câmara do processo por quebra de decoro contra Edmar Moreira, o deputado do castelo de R$ 25 milhões em Minas Gerais.
     "Estou me lixando para a opinião pública", ele disse ao ser questionado sobre a repercussão da sua fala no começo dos trabalhos do Conselho, quando afirmou que não encontrou indício que aponte para a quebra de decoro por parte do colega.
     Em seguida, o deputado partiu para o ataque à postura crítica da imprensa em relação aos desvios éticos na política brasileira e fez a conhecida relativização da moral e da ética com a justificativa de que não haveria a proibição para que parlamentares usassem verba indenizatória para pagar despesas com empresas de sua propriedade.


O deputado federal Sérgio Moraes, do PTB

     Como se dependesse de uma norma explícita a compreensão sobre a imoralidade que é o uso do dinheiro público em proveito próprio.
     O caso do deputado que se lixa para a opinião pública ? que afinal é constituída dos contribuintes que pagam seu salário e benefícios ? poderia ser tomado como mais um dentre os tantos episódios pitorescos gerados em nosso Congresso Nacional, não fosse o fato de ter se tornado comum esta oportunista relação dos políticos com regulamentos de qualquer espécie.
     Claro que, pelo teor oportunista, esta é uma atitude de duas mãos. O que vale é extrair vantagens e lucro rápido. Desse modo, quando a legislação é de menos, perdoa-se o criminoso. Porém, se esta fecha o cerco sobre os crimes, então é uma legislação que atrapalha.
     O meio ambiente tem sofrido bastante com este raciocínio que se instala entre os políticos. Assim como se lixam para a ética, muitos dos nossos políticos tampouco respeitam o meio ambiente.
     No Congresso Nacional, sempre com uma boa empurradinha do Governo Federal, se operam graves mudanças em nossa legislação ambiental, muitas vezes buscando alterar para pior leis com dezenas de anos, agravando mais os impactos ambientais em nosso país.



     Há menos de um mês, por exemplo, os deputados aprovaram uma emenda vinda do Palácio do Planalto que dispensa de licença ambiental prévia as obras em rodovias brasileiras. Neste caso, não havia dúvida alguma: a legislação defendia com clareza a natureza. No entanto, Executivo e Legislativo se juntaram para desmanchar o que estava feito.
     E a exemplo do que aconteceu agora com o caso do deputado que se lixa para a opinião pública, também na questão do meio ambiente tentam impor um debate dominado pela arrogância, o deboche e o desprezo aos que se opõem ao desmanche da legislação.
     E este desrespeito às leis e a comportamentos morais básicos está presente tanto no campo da ética quanto do meio ambiente, sempre movido pela ganância e a desconsideração com o bem comum.
     O caso do próprio deputado que achincalha a preocupação com a ética no Congresso é um exemplo disso. Pesquisando a carreira do deputado Sérgio Moraes, descobrimos uma página sua na internet do tempo em que ele ainda era deputado estadual no Rio Grande do Sul.
     Na página pessoal, Moraes gaba-se de ser o autor do "projeto de lei que permite ao pequeno produtor promover a roçada de capoeiras em sua propriedade, sem ter que passar por toda a burocracia do Ibama".
     É desse modo que querem as coisas. Sempre levando vantagem. No caso do colega pego em falta de decoro, ele estaria inocente em razão de não existir uma lei específica. Já no caso do meio ambiente a lei é desqualificada com a acusação de não passar de mera burocracia.

Fonte: Colaboração do Movimento Água da Nossa Gente - EcoDebate
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 8 de maio de 2009

ONU alerta para ameaça de redes fantasmas à vida marinha


     Um relatório da ONU divulgado nesta semana afirma que redes e equipamentos de pesca abandonados ou perdidos estão ameaçando a população de peixes e outros animais marinhos. O relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) afirma que o equipamento abandonado ou perdido constitui cerca de 10% (640 mil t) dos resíduos marinhos.
     O transporte comercial marítimo é o principal responsável pelo abandono, perda ou descarte destes materiais em mar aberto. Nas áreas costeiras, os principais responsáveis estão localizados em terra.



     O estudo feito pelas duas organizações da ONU afirma que o problema está piorando devido ao aumento na escala de operações de pesca no mundo e devido à introdução de equipamentos que alta durabilidade, fabricados com materiais sintéticos.
     O relatório afirma que entre os maiores impactos deste problema estão a captura contínua de peixes, conhecida como "pesca fantasma", e outros animais como tartarugas, aves e mamíferos marinhos, que ficam presos e morrem nas redes.
     Além disso, estes equipamentos também podem causar alterações do ambiente e do solo marinho e o aumento dos riscos para navegação, com acidentes ou danos a embarcações.
     "A quantidade de equipamento de pesca que vai para o ambiente marinho vai continuar se acumulando e os impactos nos ecossistemas marinhos vão piorar se a comunidade internacional não tomar medidas eficazes para resolver o problema (...). As estratégias para enfrentar o problema devem abordar várias frentes, incluindo prevenção, diminuição e medidas curativas", afirmou Ichiro Nomura, subdiretor geral de Pesca e Agricultura da Fao.



     Proibição
     As redes de arrastão mal operadas eram as principais responsáveis pelos danos da pesca fantasma, segundo as organizações da ONU, mas uma proibição do seu uso em 1992 reduziu seu impacto negativo.
     Atualmente as redes mais problemáticas são as que ficam ancoradas no solo marinho e presas a flutuadores que ficam na superfície. Elas formam uma parede vertical que pode medir entre 600 e 10 mil m de largura.
     Se este tipo de rede é perdido ou abandonado, poderá continuar pescando sem supervisão durante meses, às vezes anos, matando indiscriminadamente peixes e outras espécies de animais.
     As armadilhas também são responsáveis por parte da pesca fantasma, pois muitas se perdem devido a furacões. Estima-se que, em um total de 500 mil armadilhas para caranguejos instaladas na baía de Chesapeake, Estados Unidos, 150 mil são perdidas por ano, por exemplo.
     "Existem muitos 'fantasmas no mecanismo do ambiente marinho' desde sobrepesca e acidificação (...) ao aumento de 'zonas mortas', sem oxigênio (...). O equipamento de pesca abandonado e perdido é parte deste conjunto de problemas que devem ser enfrentados com urgência e em conjunto se quisermos manter a produtividade de nossos oceanos e mares para este e para as futuras gerações", afirmou Achim Steiner, subsecretário da ONU e diretor executivo da Pnuma.



     Soluções
     O relatório da FAO/Pnuma também faz uma série de recomendações para enfrentar o  problema dos equipamentos perdidos ou descartados, como incentivos financeiros para estimular pescadores a relatar perda de equipamentos ou trazer equipamentos velhos ou danificados de volta à terra.
     As organizações também propõem o uso de rótulos de identificação nos equipamentos e o uso de novas tecnologias para pesca como uso de imagens do fundo do mar para ajudar na pesca, ao invés do uso de redes verticais.
     Também é possível melhorar os sistemas de coleta, descarte e reciclagem dos equipamentos de pesca e melhorar o sistema de notificação de equipamentos perdidos nos oceanos.
     Segundo o estudo das organizações da ONU o total de resíduos lançados nos oceanos, por ano, foi estimado em cerca de 6,4 milhões de toneladas - desse montante, 5,6 milhões (ou 88%) vêm de barcos mercantes.
     Estima-se também que cerca de 8 milhões de itens de lixo são jogados nos ocanos e mares todos os dias, dos quais 5 milhões (63%) são resíduos sólidos jogados ou perdidos por barcos.
     Atualmente as estimativas afirmam que mais de 13 mil objetos de lixo plástico estão flutuando em cada quilômetros quadrado de oceano.



Fonte: BBC Brasil - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Compostos de plantas elevam poluição de incêndios florestais


     Não é preciso ser um gênio para saber que a fumaça de uma floresta não é muito saudável. Mas um novo estudo ajuda a quantificar o problema. Entre outras coisas, as pequenas partículas da fumaça de incêndios florestais contêm vários compostos orgânicos de nitrogênio.
     Pesquisadores do Laboratório Nacional do Noroeste Pacífico em Richland, Washington, reportam no periódico Environmental Science and Technology que uma "fração substancial" desses compostos de nitrogênio são alcalóides de plantas, que podem ser tóxicos.



     Alexander Laskin, Jeffrey S. Smith e Julian Laskin usaram uma técnica de espectrometria de massa de alta resolução para identificar os compostos da fumaça a partir de cinco amostras que foram queimadas no laboratório de Missoula, Montana. Os alcalóides foram mais abundantes em amostras do pinheiro ponderosa. Queimas sem chama de folhas de pinheiro e outros materiais podem produzir mais alcalóides do que incêndios florestais de grande escala, sugeriram os pesquisadores, porque os compostos não se quebram tanto em fogo de baixa temperatura.
     Não é surpreendente que os pesquisadores tenham encontrado alcalóides na fumaça - eles são naturalmente produzidos pelas plantas e outros seres vivos, e muitas vezes são úteis como defesa (eles podem fazer a planta ter um gosto ruim para um animal, por exemplo). Mas os alcalóides também podem causar mutações genéticas em animais e humanos. Mais uma razão para ficar longe de uma área de incêndio florestal e evitar a inalação de fumaça.
     Os pesquisadores dizem que como esses compostos acabam voltando para o solo e a água, os incêndios de florestas podem ser uma fonte significativa de nitrogênio biologicamente útil. E como os compostos são alcalinos, eles podem afetar a formação de nuvens e os padrões de precipitação.



Autor: Henry Fountain - The New York Times - Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Invasão de tarântulas assusta cidades australianas


     Uma súbita invasão de tarântulas está assustando os moradores das cidades de Bowen e Townsville, em Queensland, na Austrália. Os aracnídeos, considerados a maior espécie de aranhas na Austrália e conhecidos também como pela capacidade de caçar e comer pássaros, costumam viver ao ar livre, mas estão entrando em casas e se instalando principalmente nos banheiros.
     Brendan Stent, da Associação de Tarântulas da Austrália, disse em entrevista ao jornal Townsville Bulletin que o número fora do comum dos animais nessas cidades se deve a uma combinação das chuvas fora de época com a temporada de acasalamento das aranhas.


Os aracnídeos são considerados a maior espécie de aranhas na Austrália (Amalgamated Pest Controller Ltd/BBC Brasil)

     Macho segue a fêmea
     "As fêmeas se abrigam dentro das casas primeiro, e logo os machos também vão. Não é comum ver tantas assim mas, devido às chuvas, elas não sabem o que fazer, então entram para procurar abrigo e comida", disse a controladora de pestes de Bowen, Debra Geiszler, à BBC Brasil. No entanto, Geiszler disse que as aranhas não permanecem nas casas, pois estão sempre em movimento.
     Apesar de não ser letal em humanos, o veneno da picada de tarântula pode ameaçar a vida de cães e gatos. "As aranhas mais maduras podem atacar (humanos) e, como resultado, causar vômito por algumas horas", disse ela. Mesmo sendo comum em algumas cidades de Queensland, Geiszler disse que as pessoas costumam se assustar ao vê-las devido à aparência agressiva. "Nessa temporada, temos recebido bastante telefonemas para retirá-las das casas."
     Não apenas as tarântulas, mas todos os tipos de aranhas são consideradas pestes na região. "Se alguém telefona, nós imediatamente vamos remover as aranhas mas, infelizmente, as pessoas as matam antes, porque ficam com medo".
     "Nós sugerimos que as pessoas que trabalham em jardins usem luvas, roupas e sapatos apropriados para prevenir qualquer mordida dos aracnídeos", acrescentou.

Fonte: BBC Brasil - Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Sete refrigerantes têm substância cancerígena, diz pesquisa


     Quem toma refrigerante com regularidade está consumindo calorias sem nutrientes e benzeno. Além disso, a criançada pode estar ingerindo corantes que podem provocar alergia e hiperatividade. Finalmente, uma das bebidas tem substâncias que sequer aparecem no rótulo.



     Essas foram as principais conclusões de uma nova avaliação de refrigerantes realizada pela Pro Teste. Foram analisados 24 produtos nas versões tradicionais, light e zero. Em comum, todas têm pouquíssimo valor nutricional e muito sódio o que favorece a ocorrência de hipertensão.
     Os casos mais preocupantes foram o da Sukita Zero, que tinha 20 microgramas, e o da Fanta Light, com 7,5 microgramas. Os outros cinco produtos estavam abaixo desse limite. São eles: Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita.



     A Coca-Cola, responsável pela Fanta, afirmou, em nota, que cumpre a lei e que os corantes de bebidas são descritos no rótulo. Afirma, ainda, que o benzeno está presente em alimentos e bebidas em níveis muito baixos, de acordo com o jornal Folha de São Paulo.

Fonte: O Dia - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Fóssil indica que nível do mar pode subir rapidamente


     Evidências encontradas em fósseis de recifes de corais no México ressaltam a possibilidade de uma rápida elevação do nível do mar devido ao aquecimento global, reportam cientistas em um novo estudo.
     O estudo, publicado no periódico Nature, sugere que uma rápida elevação de 2 a 3 metros ocorreu num período de 50 a 100 anos há cerca de 121 mil anos, no final do último intervalo quente entre eras glaciais.



     "A possibilidade de uma rápida e constante perda de gelo e uma catastrófica elevação do nível do mar num futuro próximo está confirmada por nossa descoberta sobre a instabilidade do nível" naquele período, escreveram os pesquisadores.
     No entanto, outros especialistas em coral e clima criticam o trabalho, afirmando que as grandes questões sobre os perigos no litoral em um mundo em aquecimento permanecem sem resposta.
     Uma das questões mais graves e persistentes envolvendo o aquecimento global provocado pelo homem é quanto os mares podem subir e com qual rapidez.
     Estudos sobre mudanças climática do passado, particularmente do aquecimento que terminava eras glaciais, mostram que a erosão rápida de lençóis de gelo pode ter sido a causa do aumento de vários metros dos níveis dos mares no mundo ao longo de um século.
     Notícia completa AQUI.



Autor: Andrew C. Revkin - The New York Times (Tradução: Amy Traduções)
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Uma virada (momentânea) de jogo


     A manhã começou cinzenta nesta quarta-feira na capital federal. Prelúdio de uma audiência pública arquitetada por ruralistas na tentativa de estimular alterações no Código Florestal Brasileiro que, no geral, possibilitam mais desmatamento, abrindo novas áreas à produção agropecuária. Os resultados do debate, ao menos por enquanto, equilibraram o jogo de forças no Congresso, desacreditando estudo de pesquisador da Embrapa e forçando um posicionamento da liderança do governo no Senado.
     Revelando flexibilidades na Ciência, o pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite, Evaristo de Miranda, comentou hoje que por volta de 30% do país ainda está liberado para agropecuária, excluindo-se unidades de conservação, terras indígenas e outras áreas protegidas em lei. Esse percentual, todavia, era estimado em apenas 7% por Miranda desde o ano passado, quando iniciou a divulgação de seus dados tão estimados pelo setor ruralista.


Plenário do Senado durante a audiência pública de hoje. (Foto: José Cruz / Agência Senado)

     Seus novos números são semelhantes aos apresentados hoje por Tasso de Azevedo, ex-diretor do Serviço Florestal Brasileiro e hoje consultor do Ministério do Meio Ambiente em questões florestais e climáticas. Ele apontou 35% do território brasileiro, ou cerca de 300 milhões de hectares, disponível para "uso intensivo", desmatamento e agropecuária. Isso coloca o Brasil na quarta posição entre os países com maior área agricultável no planeta, atrás dos Estados Unidos, China e Austrália.
     Outro estudo apresentado na audiência veio do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). Conforme os cálculos da entidade não-governamental, até 583 mil quilômetros quadrados (tamanho de Minas Gerais) já desmatados na Amazônia podem ser regularizados para agropecuária, com a legislação florestal em vigor e zoneamentos estaduais, que podem reduzir de 80% para 50% as reservas legais em determinadas regiões. Fora da Amazônia, entre 36% e 43% do território está disponível para agropecuária, ou entre 3 e 3,6 milhões de quilômetros quadrados.
     Líder ruralista no Congresso e presidente da Confederação Nacional da Agricultura, a senadora Kátia Abreu (DEM/TO) repetiu o discurso do ministro Reinhold Stephanes (Agricultura), de que não é necessário mais desmatamento. A realidade em campo é outra: Stephanes percorre o país pregando mudanças na legislação ambiental enquanto as florestas brasileiras encolhem a cada safra, no olho-vivo ou pelas lentes dos satélites.
     Levantamentos da Universidade Federal do Paraná e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da USP apontam que há cerca de 150 milhões de hectares (tamanho do estado do Amazonas) em pastagens nos mais variados níveis de degradação no país, principalmente na Amazônia e no Cerrado. Conforme o Cepea, seriam necessários R$ 700 em média para reformar cada hectare. Isso poderia elevar em 30% a produção agropecuária, sem desmatamento. Até agora, no entanto, o governo está devendo um grande plano de investimentos para recuperação de pastagens e qualificação da produção.
     O consultor Azevedo também lembrou que metade dos estoques de carbono do planeta estão abrigados nas florestas tropicais, ou seja, elas guardam gases que, se liberados com queimadas na atmosfera, prejudicarão ainda mais o clima global. No fim do ano, em reunião das Nações Unidas, podem ser definidas novas metas para cortes na emissão de poluentes para todos os países. Conforme ele, só com a conservação e recuperação de florestas será possível reduzir a tendência de aumento de emissões por países em desenvolvimento e frear o aquecimento planetário. Contas que dificilmente fecharão com menos proteção ambiental e mais desmatamento. "A regulação do clima não pode se adaptar com a perda de florestas. Esse ano é decisivo", ressaltou.


Kátia Abreu entre Evaristo de Miranda e Gustavo Curcio. (Foto: J. Freitas / Agência Senado)

     Para Kátia Abreu, a legislação brasileira vem trazendo mais restrições ao agronegócio desde os anos 1930, quando foi publicada a primeira versão do Código Florestal Brasileiro. Por isso precisaria de ajustes para não penalizar a produção, principalmente entre os pequenos agricultores. Já os ambientalistas vêem a legislação atendendo cada vez mais às necessidades de modelos de produção mais sustentáveis e de um planeta ameaçado pelo aquecimento global.
     Mas, fosse a lei tão restritiva, seria o Brasil líder mundial na produção e exportação de itens agropecuários? Há poucos dias, o ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) comentou que "A sorte é que não se aplica a lei". Será esse o motivo?
     Com tantas opiniões divergentes, os aplausos percorriam uma ou outra porção do plenário. Ambientalistas mais à direita, 27 membros de federações agrícolas à esquerda, parlamentares no meio-de-campo. Os discursos ganharam em calor com a pesquisa Datafolha divulgada hoje. Encomendada pela ong Amigos da Terra Amazônia, mostrou que 94% dos brasileiros ouvidos na cidade e no campo querem menos desmatamento, mesmo com redução na produção (veja abaixo).
     Raros especialistas colheram salvas unânimes. Entre eles, o ministro Herman Benjamin, do Supremo Tribunal de Justiça. Depois de lembrar sobre outra pesquisa encabeçada por Miranda (Embrapa), onde aquele descobriu que queimar cana-de-açúcar não poluía tanto assim o ar que se respira, apontou que a alteração de áreas de preservação permanente (APP) avança para além do setor agropecuário. "Queremos reduzir APPs para consolidar ocupações imobiliárias irregulares? Não podemos contaminar o debate", disse.
     O magistrado recomendou também um tratamento diferenciado aos pequenos produtores em áreas com ocupação consolidada, como o Vale do Rio Paraíba do Sul, e a redução de custos para legalização das propriedades. Em vários pontos do Brasil, áreas protegidas por lei foram ocupadas para produção de café, uva, frutas, arroz e outros itens. "Nessas áreas há uma realidade a ser considerada, mas a lógica é verificar o que precisa ser conservado ou recuperado, até para se manter a produção. O que não pode ocorrer é a ocupação irregular e o poder econômico pautarem modificações na lei", ressaltou Adriana Ramos, do Instituto Socioambiental.
     Depois de prolongado silêncio governista frente à movimentação ruralista no Congresso, o líder do governo na casa, senador Aloizio Mercadante (PT/SP), tentou colocar um pouco de ordem no enredo. Lembrou que o "Código Ambiental" de Santa Catarina foi julgado como inconstitucional pela Justiça e apontou que o Brasil tem hoje grande peso na conservação das florestas e do clima global "porque outros desmataram de forma absolutamente irracional".
     "Se alguém imagina que vai passar o rolo compressor em um tema como esse (alterações no Código Florestal), esqueça porque não vai. A sociedade brasileira vai reagir, vamos debater e não vai ocorrer nenhum atropelo. O mundo inteiro está ouvindo o barulho da motosserra. Entre os discursos e as ações ainda há uma grande diferença. O Brasil vai ter que responder a esta agenda (de conservação)", ressaltou.
     Ruralistas podem ter sido surpreendidos hoje pelo ataque de (poucos) parlamentares, ambientalistas e pesquisadores a suas propostas de mudanças no Código Florestal. Mas, como têm maioria em comissões parlamentares, no Congresso e no governo, novos rounds são previstos para os próximos dias. A corrida é contra o tempo, antes que chegue o período eleitoral, e um dos caminhos é passar mais responsabilidades ambientais aos estados, para que possam legislar sobre suas florestas, como vem tentando Santa Catarina.

Autor: Aldem Bourscheit - O Eco
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Nota da Aliança Camponesa Ambienta lista sobre a Legislação Ambiental


Legislação ambiental brasileira é compatível com a agricultura familiar camponesa.
Desmonte do Código Ambiental é manobra do agronegócio para destruir o meio ambiente.

    
Ao longo de várias décadas construiu-se na sociedade brasileira o falso antagonismo entre produção de alimentos e preservação ambiental. Falso, porque a produção de alimentos no Brasil está fortemente alicerçada sobre os agricultores camponeses e familiares, quilombolas, comunidades tradicionais, extrativistas e assentados da reforma agrária. E justamente sob o manejo destes povos do campo e da floresta que estão as principais áreas conservadas da biodiversidade florestal brasileira.
     Esse antagonismo interessa apenas ao agronegócio. São os projetos dos latifundiários e grileiros que se confrontam ao meio ambiente nacional, sendo baseados no uso extensivo das áreas, com alto consumo de fertilizantes químico-indústrias e agrotóxicos e, fundamentalmente, na expansão ilegal da propriedade. É a produção para exportação de commodities rurais que necessita da devastação dos biomas, do desmonte das leis ambientais e da institucionalização do grilo, por meio de medidas provisórias - e não a produção que abastece a mesa do brasileiro.
     É a partir deste esclarecimento que a Aliança Camponesa e Ambientalista em Defesa da Reforma Agrária e do Meio Ambiente vem afirmar que a posição dos verdadeiros produtores de alimentos deste país é a de manutenção do código florestal atual.  Entendemos que a atual legislação, da qual os camponeses só conhecem as multas e repressões equivocadamente realizadas pelos órgãos ambientais estaduais, é moderna e permite uma série de adaptações necessárias para a reprodução social da família camponesa. É importante ressaltar alguns pontos:
  • É permitida a utilização da APP para fins não-madereiros, tais como plantios de frutíferas nativas e extrativismo;
  • É função da Reserva Legal promover a utilização racional do recurso florestal. Portanto, para o camponês a reserva legal, se manejada com assistência técnica e recursos financeiros apropriados, pode ser o salto qualitativo para a transição agroecológica;
  • Os pequenos produtores podem ter em sua área de Reserva Legal computada a APP;
  • É tarefa do Estado prover à pequena propriedade assistência técnica para os processos de recuperação ambiental e de manejo florestal.
     No entanto, para alcançarmos uma realidade de desenvolvimento rural sustentável no Brasil, se faz necessário optar-se pelo modelo de agricultura nacional baseado na agricultura camponesa familiar. E, para viabilizar a sustentabilidade da agricultura familiar e camponesa deve-se implementar uma série de medidas que vão de encontro ao fortalecimento do Código Florestal e sua definitiva aplicação:
  • Construção de uma resolução que oriente o manejo florestal e agrosilvopastoril em reserva legal;
  • Construção conjunta com os movimentos sociais do Macrozoneamento Ecológico e Econômico e dos ZEEs estaduais;
  • Criação do Programa Nacional de Adaptação das Unidades Produtivas Camponesas a Legislação Ambiental:
          - o Assistência técnica para os camponeses e povos da floresta de forma continuada e eficiente, com qualificação apurada sobre manejo agroflorestal e florestal;
          - o Fomento para a recuperação do passivo ambiental das unidades produtivas, visando à recomposição por meio de sistemas produtivos sucessionais;
          - o Política robusta de comercialização da produção diversificada:
               § Fortalecimento do PAA com incorporação efetiva dos produtos da sociobiodiversidade;
               § Estabelecimento de preço mínimo para os produtos oriundos do agroextrativismo;
               § Estruturação logística de canais de comercialização populares;
          - o Instituição de uma política de Pagamento de Serviços aos camponeses que preservam as áreas florestadas, de forma que a agricultura convencional não exerça pressão sobre a área preservada.
     Portanto, a compreensão construída coletivamente pelos diversos movimentos sociais e entidades ambientalistas é de que a alteração do Código Florestal que está neste Congresso beneficia apenas aos interesses dos grandes produtores e que, além disto, o Código Florestal é uma arma para o agricultor e sua terra e não ao contrário.
     E, para além disto, refutamos toda e qualquer iniciativa que confronte um estado contra a nação brasileira, tal qual o Código Ambiental recém aprovado em Santa Catarina. Porque os ruralistas não defendem então o Zoneamento Ecológico Econômico, o qual ordena as especificidades de cada estado e região, adequando o Código Florestal as milhares de realidades brasileiras.
     A solução para o equilíbrio entre campo e meio ambiente está na opção clara e definitiva por um modelo popular de desenvolvimento do campo, construído conjuntamente entre os movimentos do campo e ambientalistas. Está nas transformações infra-legais e no reconhecimento do Estado de sua dívida histórica com os agricultores: que ao invés de polícias e multas, sejam enviados às unidades camponesas técnicos e propostas de construção de uma agricultura sustentável e popular.

Autor: Aliança Camponesa e Ambientalista em Defesa da Reforma Agrária e do Meio Ambiente - FBOMS - Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento
Fonte: Rebia
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Aquecimento ultrapassará 2 graus Celsius sem cortes radicais de emissões


Pesquisas na revista 'Nature' estimam futuro de concentração de carbono.
Manter regime atual de queima de combustíveis pode significar desastre.

     Ninguém sabe que nível de aquecimento global pode ser tolerado pelo planeta sem repercussões sérias para a humanidade e os ecossistemas da Terra, mas a maioria dos governos estabeleceu como limite "seguro" uma elevação de 2 graus Celsius na temperatura global no fim deste século. A má notícia, dizem dois estudos na revista científica "Nature" desta semana, é que sem cortes radicais nas emissões de gás carbônico -- em torno de 80% até 2050 --, é grande a chance de que o aquecimento global ultrapasse esse limite.


Icebergs se desfazendo perto do cabo York, na Groenlândia (Foto: Reprodução)

     A conclusão foi alcançada independentemente pelas equipes de Myles Allen, da Universidade de Oxford (Reino Unido), e Malte Meinshausen, da Universidade de Potsdam (Alemanha). Usando metodologias diferentes, que levam em conta projeções da queima de combustíveis fósseis e simulações da reação do clima global à entrada de carbono na atmosfera, eles calcularam que tipo de intervenção seria necessária para tentar impedir que seja ultrapassada a barreira dos 2 graus Celsius de aquecimento.
     O trabalho de Meinshausen e colegas mostra, por exemplo, que se 1.400 gigatoneladas de gás carbônico forem produzidas entre o ano 2000 e o ano 2050, teremos uma probabilidade de 50% de que o aquecimento passe o limite de 2 graus Celsius. Como quase 250 gigatoneladas do gás foram produzidas só nos primeiros sete anos do século 21, a emissão total de dióxido de carbono ficaria em torno de 1.750 gigatoneladas até a metade do século.
     O governo Obama já fala em reduções na casa de 80% das emissões. Só o cumprimento dessa mata tem chances consideráveis de evitar o aquecimento catastrófico.



Fonte: G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Degelo de ponte pode separar plataforma gigante da Antártida


     O aquecimento global continua causando sérios prejuízos à plataforma de gelo Wilkins, na Antártida, segundo noticiou nesta terça-feira a ESA, agência espacial européia. Novos pedaços se desprenderam, inclusive uma área de grande importância para o equilíbrio da plataforma, espalhando novos icebergs pela região e derretendo o equivalente em superfície a 700 km² - quase o tamanho de Nova York. As informações são do jornal espanhol El Mundo.


A plataforma Wilkins, situada no oeste da península antártica, perdeu cerca de 700 km² - quase o tamanho de Nova York (ESA/Divulgação)

     De acordo com Angelika Humbert, especialista em geleiras da Universidade de Münster, as perdas no local poderiam chegar a 3,7 mil km² com a ruptura da ponte, que mantinha uma importante função estabilizadora entre a plataforma e o continente antártico. Destes 700 km², cerca de 370 km² se separaram diretamente da Wilkins nos últimos dias, enquanto o restante corresponde ao desmoronamento da barreira de ligação.
     Para alguns cientistas, a importância da ponte era tanta que o rompimento pode indicar que o bloco Wilkins flutuará livremente entre as ilhas de Charcot e Latady. Angelika Humbert, que há anos estuda as placas de gelo da Antártida, advertiu que a fragmentação é uma conseqüência da debilidade da plataforma e das mudanças climáticas.
     A plataforma Wilkins, que fica no oeste da península antártica, sofreu uma redução de quase metade dos seus 16 mil km² desde que o degelo começou a ser registrado em 1990. Os pesquisadores acreditam que seriam necessários vários séculos para que a baixa espessura atual do gelo na região se recupere.


A ponte de gelo antes do derretimento e desabamento

Fonte: Redação Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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EUA divulgam imagem microscópica do vírus da gripe suína


     O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, sediado em Atlanta, divulgou nesta terça-feira uma imagem microscópica do H1N1, conhecido como vírus da gripe suína. De acordo com o centro, a amostra que possibilitou identificar a morfologia estrutural do vírus foi retirada de um paciente atingido pela doença na Califórnia.
     A foto foi divulgada em um momento em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou de três para quatro a fase de alerta pandêmico por gripe suína, o que significa que o vírus H1N1 pode ser facilmente transmitido de pessoa a pessoa.


Imagem microscópica do vírus H1N1, responsável pela gripe suína

     Segundo cientistas da Universidade de Leicester e de hospitais universitários do Reino Unido, a criação de uma vacina contra qualquer pandemia de gripe, incluindo a suína, demoraria seis meses para demonstrar efetividade, conforme estudo divulgado esta segunda-feira pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences. No entato, ao longo deste período é provável que a primeira onda da pandemia tenha passado, acrescentaram os pesquisadores.

     Gripe Suína
     A gripe suína já teria matado 152 pessoas no México, país mais afetado pelo surto, onde cerca de 2 mil pessoas estão infectadas. Nos EUA, até o momento foram confirmados 64 casos de pessoas com gripe suína - não há registro de mortes.
     No Brasil, 11 pessoas com sintomas da doença estão sendo monitoradas pelo Ministério da Saúde.

Fonte: Reuters - com informações das agências AP e EFE - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 28 de abril de 2009

Terça Ecológica debate os efeitos nocivos do glifosato


Palestrante será o engenheiro agrônomo Sebastião Pinheiro, que em suas pesquisas constatou a contaminação das águas do Guaíba com essa substância.


     De olho na discussão que está fervilhando na Argentina, o Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS) realiza seu evento mensal com foco no glifosato - princípio ativo do herbicida Roundup, da Monsanto, usado nas lavouras transgênicas Roundup Ready. A discussão acontece dia 5 de maio, às 19h, no Plenarinho da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O convidado da noite é o engenheiro agrônomo Sebastião Pinheiro, que em suas pesquisas constatou a contaminação das águas do Guaíba com essa substância.


No Brasil o tema é silenciado, mas o glifosato é o principal causador de intoxicação

     O NEJ/RS quer esclarecer e discutir as conseqüências do abuso de agrotóxicos. Na Argentina, uma pesquisa recente revelou que doses mínimas de glifosato causaram defeitos no cérebro, intestino e coração de fetos de várias espécies de anfíbios - um modelo tradicional de estudo para avaliação de efeitos fisiológicos em vertebrados, cujos resultados podem ser comparáveis ao que aconteceria com embriões humanos.

     O 'inofensivo' glifosato
     Vale lembrar que a Monsanto, que possuiu o monopólio da substância por 30 anos e ainda hoje é líder no mercado dos agrotóxicos, sempre "garantiu" que o glifosato é um produto inofensivo para a natureza, os animais e os seres humanos, possuindo nos rótulos do Roundup a informação de que era "biodegradável". Esse produto começou a ser comercializado em 1973 e apenas em 1997 a empresa foi culpada por propaganda enganosa, sendo obrigada a retirar a inscrição.
     Além disso, o fato do uso de agrotóxicos na soja ser baseada em uma decisão política-comercial e não em um estudo científico-sanitário, denuncia o papel complacente de parte do mundo científico. Os interesses econômicos acabam por suplantar a ética de alguns cientistas.



     O agrônomo Edilson Paiva, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, doutor em biologia molecular e membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), manifestou-se favorável ao uso do glifosato: "A vantagem na segurança alimentar é que os humanos poderiam até beber e não morrer porque não temos a via metabólica das plantas. Além disso, ele é biodegradável no solo" (Valor Econômico, 23/04/2007). Paiva atualmente é o vice-presidente da CTNBio, o órgão que avalia a segurança dos transgênicos e tem autorizado diversos produtos de maneira irresponsável.
     A CTNBio está tomando decisões sem que os produtos transgênicos em votação passem pela comissão setorial de saúde do próprio órgão. A urgência com que o processo é realizado gera esquecimentos, como o da cobrança às empresas dos planos de monitoramento pós-liberação comercial.

     Os efeitos comprovados no mundo
     O estudo argentino, realizado pela Universidade de Buenos Aires, não é o primeiro a comprovar efeitos maléficos do glifosato para a saúde. Em 2005, o pesquisador francês Gilles-Eric Seralini, da Universidade de Caen (França) publicou na revista científica Chemical Research in Toxicology um estudo constatando que doses muito baixas de Roundup provocam morte em células humanas em poucas horas.
     Em 2002, outro pesquisador francês, Robert Belle, diretor da Estação Biológica do Centro Nacional de Pesquisa Social de Roscoff (França) provou através de experimentos que o Roundup altera a etapa de divisão celular, levando-a a um grau de instabilidade que é próprio das primeiras etapas do câncer.
     No Canadá, detectou-se que o uso de glifosato pelos pais acarreta aumento no número de abortos e nascimentos prematuros nas famílias rurais. Estudos laboratoriais também demonstraram inúmeros efeitos do glifosato sobre a reprodução: redução dos espermatozóides em ratos; maior freqüência de espermatozóides anormais e redução do peso fetal em coelhos.



     As conseqüências
     Após a divulgação da pesquisa, a Associação de Advogados Ambientalistas da Argentina entrou na Justiça pedindo a proibição da comercialização do produto, carro chefe de vendas da Monsanto. A ministra da Defesa da Argentina proibiu as Forças Armadas de cultivar soja transgênica em campos do exército situados em zonas urbanas e suburbanas, assim como em adjacências de bairros e instalações residenciais militares.
     Na Alemanha, a ministra da Agricultura proibiu o plantio e venda do milho da Monsanto MON810 (liberado no Brasil), seguindo outros cinco países do bloco europeu. De acordo com a ministra, os dados em que ela baseou sua decisão apontam impactos ambientais negativos. Ainda nesse país, segue a polêmica iniciada por um apicultor amador que teve que destruir toda sua produção de mel após ter descoberto que ela estava contaminada por pólen de milho transgênico de uma estação experimental próxima a seu apiário.
     No Brasil o tema é silenciado, mas o glifosato é o principal causador de intoxicação, apresentando 11,2% das ocorrências entre 1996 e 2002. Segundo o Centro de Informações Toxicológicas do Rio Grande do Sul, o número oficial de atendimentos de pessoas intoxicadas pelo herbicida vem aumentando nos últimos anos: em 1999 foram registrados 31 casos e em 2002 as ocorrências já aumentaram para 119.



Autora: Eloisa Beling Loose - Especial para EcoAgência
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Vírus de gripe suína não pode mais ser contido, diz OMS


O vírus da gripe suína detectado pela primeira vez no México não pode mais ser contido e os governos agora devem se focar em medidas para mitigar seus efeitos, disse um representante de alto escalão da Organização Mundial de Saúde (OMS).

     A declaração foi feita pelo diretor-geral-assistente da OMS, Keiji Fukuda, no momento em que organização anunciou que estava aumentando seu nível de alerta para 4 - dois níveis abaixo do referente a uma pandemia.


Turista conversa com médico no aeroporto internacional da Cidade do México, nesta segunda-feira (AFP)

     "Com a disseminação do vírus...fechar fronteiras ou restringir viagens tem muito pouco efeito na contenção desse vírus", disse Fukuda.
      Segundo ele, o aumento no nível de alerta representa "um passo significativo em direção a uma pandemia de gripe", mas ele ressaltou "que uma pandemia não é considerada inevitável".
     Nesta terça-feira pela manhã, a OMS confirmou que 73 casos foram diagnosticados no mundo.
     Inspetores das Nações Unidas foram para o México examinar relatos de que fazendas industriais de criação de suínos teriam sido a fonte do surto. O número de mortes provavelmente causadas pela doença no país aumentou para 152.


Metrô da Cidade do México, que transporta 4,5 milhões de pessoas diariamente, está distribuindo máscaras para evitar o contágio entre os passageiros (Foto: France Press) (fonte)

     Nesta terça-feira, a Nova Zelândia confirmou ao menos três casos, e Israel, um. EUA, Canadá, Espanha e Reino Unido também confirmaram casos, mas não houve mortes registradas fora do México. No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou que está acompanhando os casos de 11 pessoas com alguns sintomas da doença. Todas elas tinham feito viagens a áreas afetadas pela gripe suína.
     Notícia completa AQUI.

Fonte: BBC
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 27 de abril de 2009

As manchas solares sumiram! O que está acontecendo com o Sol?


     Não está havendo muita atividade no sol ultimamente, especialmente no que é relativo às manchas solares. Segundo o Físico Dean Pesnell da NASA, "estamos passando por um mínimo solar muito profundo".


Imagem de 31 de março de 2009 (Credit: SOHO, NASA/ESA)

     Em 2008, nenhuma mancha sola foi observada em 266 dos 366 dias do ano. E a contagem de manchas solares está caindo ainda mais em 2009. Até 31 de março manchas foram avistadas apenas em 12 dos 90 dias do ano.
     Quem acompanha o astro afirma que é a calmaria mais aprofundada do sol nos ultimos cem anos. Então, o que tudo isso pode significar?

Fonte: O Cientista
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Filtro solar destrói microrganismos benéficos


Nova pesquisa mostra que nanopartículas encontradas em filtros solares, entre outros produtos, podem afetar ecossistemas

     Nanopartículas presentes em protetor solar, cosméticos e centenas de outros produtos podem oferecer riscos ao meio ambiente, ao danificar microrganismos benéficos, segundo relatos de cientistas.
     Em um estudo realizado pela Universidade de Toledo, na Espanha, pesquisadores descobriram que o nanodióxido de titânio utilizado em produtos de higiene pessoal reduz funções biológicas de bactérias após menos de uma hora de exposição. As descobertas sugerem que essas partículas ─ que acabam sendo levadas pela água do banho para estações de tratamento de água e esgoto − podem matar microrganismos que exercem funções vitais aos ecossistemas e ajudam a tratar o esgoto.


Proteção contra radiação solar: o filtro solar e suas nanopartículas podem não ser tão benéficos quanto se pensava (ISTOCKPHOTO/INKASTUDIO)

     O nanodióxido de titânio é usado em muitos filtros solares e cosméticos pela sua capacidade de bloquear a luz ultravioleta, provável responsável pelo câncer de pele. No entanto, as pesquisas sugerem que esse comportamento benéfico vem acompanhado de um custo ambiental.
     Em artigo apresentado na conferência anual da sociedade americana de química, em Salt Lake City, no mês passado, as pesquisadoras Cyndee Gruden e Olga Mileyeva-Biebesheimer adicionaram quantidades variáveis de nanopartículas em água contendo bactérias. As bactérias foram cultivadas em laboratórios e marcadas com verde fluorescente.
     Notícia completa AQUI.

Autor: Matthew Cimitile - Scientific American
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Estudo demonstra que ação humana afeta ciclo do carbono no Xingu


Bióloga registrou altos índices de carbono orgânico em chuva.
Queimadas e desmatamento alteram ciclo natural da floresta.

     Medições feitas durante um ano numa bacia afluente do Rio Xingu, no município de Canarana (MT) comprovam que a ação humana, como queimadas, desmatamento e agricultura interferem no fluxo de carbono na floresta. A região é de mata de transição entre o cerrado e a floresta tropical, e está sob pressão do avanço da fronteira agrícola.
     "Esse ecossistema está sumindo do mapa quase sem estudo", afirma a bióloga Vania Neu, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP).


A bióloga Vania Neu (esquerda) verifica índices de dióxido de carbono em computador acoplado a câmara flutuante em rio. (Foto: Vania Neu/Arquivo Pessoal)

     Ela instalou equipamentos que medem a quantidade de carbono nos rios, no solo e na chuva, com o objetivo de avaliar se a floresta contribui para reduzir a quantidade de gases causadores de efeito estufa na atmosfera.
     "Pudemos observar que na água da chuva entra grande quantidade de carbono orgânico, que vem da agricultura, das queimadas e do desmatamento", explica a cientista.
     Na água pluvial, ela mediu a presença de 8200 kg de carbono por quilômetro quadrado ao ano. O índice é aproximadamente o dobro do registrado em zonas da floresta ainda distantes dos desmatamentos, como a maior parte do estado do Amazonas.
     A bióloga conta que a área pesquisada é próxima ao Parque Indígena do Xingu. "As comunidades indígenas dali dependem do rio e da floresta para sobreviver. Fiz várias visitas para ver como estava a água e qual era o impacto do desmatamento e das queimadas na aldeia", conta.
     "Conversando com os índios soube que algumas atividades deles estão sendo prejudicadas. Com o revolvimento da terra para agricultura a água dos rios fica turva e há mais assoreamento. Eles me contaram que antes pescavam com arco e flecha pois viam os peixes. Agora a água é turva e não conseguem mais vê-los", relata.


Situada na fronteira agrícola, a área estudada pela bióloga já tem plantações muito próximas. (Foto: Vania Neu/Arquivo Pessoal)

     Segundo Vania, o revolvimento da terra com máquinas nas plantações, além de afetar os rios, contribui para a liberação de carbono para a atmosfera. "Quando a terra é revirada pelas máquinas, ocorre maior oxidação do solo", explica.
     Uma alternativa, aponta, é o chamado plantio direto, em que a terra não é revirada para a semeadura. Com esse método, a palha e os demais restos vegetais são mantidos na superfície da lavoura, servindo de cobertura e proteção contra processos prejudiciais como a erosão.
     O solo só é manipulado no momento do plantio, quando são abertos sulcos para a deposição de sementes e fertilizantes. A técnica, explica a bióloga, é comum no Sul brasileiro.

Autor: Dennis Barbosa - Globo Amazônia - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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sábado, 25 de abril de 2009

UE terá carcaças ao ar livre para alimentar abutres

     Fazendeiros de parte da Europa vão poder deixar seus animais mortos apodrecerem nos campos para alimentar abutres. A medida foi aprovada pelo Parlamento Europeu nesta sexta-feira.
     Os abutres europeus, especialmente os espanhóis, vêm sofrendo com leis adotadas em 2002 que determinavam que os fazendeiros recolhessem os animais mortos imediatamente para evitar o avanço da doença da vaca louca. Como resultado, muitos abutres morreram de fome ou foram obrigados a realizar longas viagens, alguns da Espanha à Bélgica, em busca de comida.



     Higiene
     A medida foi elogiada pela organização ambientalista de defesa das aves, Birdlife International. "Isso é bastante útil também para os fazendeiros, porque limpar as carcaças em longas extensões na Espanha é muito caro e trabalhoso", disse Konstantin Kreiser, chefe da organização na Europa.
     "Os abutres, em qualquer parte do mundo, desempenham um papel importante em termos de higiene." Várias espécies de abutres espanhóis correm risco de extinção. Os fazendeiros vão agora poder adotar a medida desde que fique comprovado que ela não representa riscos para a saúde pública.



Fonte: BBC Brasil - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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