sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

CPI das áreas contaminadas convoca primeiras empresas

     Requerida e presidida pelo deputado Rodolfo Costa e Silva (PSDB), a CPI das Áreas Contaminadas decidiu, nesta quarta-feira, 11/2, convocar representantes das empresas Tonolli do Brasil Indústria e Comércio Ltda e Gillette do Brasil Ltda, que deverão prestar esclarecimentos sobre contaminações ambientais no solo do município de Jacareí e na represa de Jurubatuba, respectivamente.
     Junto a essas empresas convocadas estará a Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb), convidada para dar sua avaliação sobre os casos abordados. "A cada empresa que convocarmos, convidaremos a Cetesb para falar sobre o assunto", informou Rodolfo.
 

 
     Na próxima quarta-feira, 18/2, a empresa Tonolli do Brasil será questionada a respeito de lixo tóxico, além de 120 mil toneladas de chumbo, depositadas no solo do município de Jacareí. Já a empresa Gillette do Brasil, deverá esclarecer a situação da represa de Jurubatuba, contaminada por solventes derivados de poços artesianos.
     A CPI também decidiu encaminhar ofício à Cetesb e ao Ministério Público, com o objetivo de avaliar se os casos já apurados pela comissão estão sendo tratados com a devida atenção pelas empresas, citando a Shell Brasil S/A e a SQG Empreendimentos e Construções Ltda. "Se as empresas não estiverem cumprindo o compromisso que assumiram, serão reconvocadas a comparecerem", alertou o presidente da comissão, que ainda adiantou que pretende criar uma estratégia específica para tratar ocorrências referentes a postos de gasolina. "Grande parte das contaminações de solo e águas subterrâneas provém de infiltrações em postos de gasolina e não há como convocar um a um", afirmou.
     O Estado de São Paulo totaliza, hoje, 2.300 áreas contaminadas. Em 2002 esse número era bem menor, abrangendo 255 áreas. De acordo com Rodolfo Costa e Silva, não será possível fiscalizar todos os pontos de contaminação, porém a CPI deverá ouvir diversas empresas durante os próximos 60 dias de seu funcionamento. Estiveram presentes à reunião da CPI os deputados Roberto Massafera (PSDB), Rui Falcão (PT), José Bittencourt (PTD), Jorge Caruso (PMDB) e Milton Leite (DEM) e José Cândido ( PT).
 
Autor: Marcelo Romano - Portal do Meio Ambiente
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Satélite russo que colidiu com aparelho norte-americano era militar

     O chefe do Estado-Maior das Forças Espaciais da Rússia, general Aleksandr Yakushin, informou hoje que o satélite russo que bateu contra um satélite particular norte-americano era militar.
     "Em 10 de fevereiro, às 19h56 de Moscou (14h56 de Brasília) ocorreu um choque entre o aparelho espacial Iridium-33 e o aparato militar russo Cosmos-2251 a uma altura de cerca de 800 quilômetros [da Sibéria]", disse.
     Em consequência da colisão, os fragmentos dos aparelhos espaciais se dispersaram a uma altura de entre 500 e 1.300 quilômetros, acrescentou Yakushin.
 

 
     O chefe militar não precisou o número exato de fragmentos, mas disse que o sistema de controle russo do espaço faz um acompanhamento constante dos destroços de aparelhos espaciais.
     O satélite Cosmos-2251 foi lançado ao espaço em 1993 e, após dois anos, foi dado como baixa da frota orbital russa, enquanto o aparelho americano Iridium-33 foi colocado em órbita em 1997.
     A Roscosmos, agência espacial russa, declarou que os destroços dos dois satélites não representam um perigo para a ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês) nem para sua tripulação.
     A Nasa (agência espacial americana) informou ontem à noite que o choque produziu uma nuvem de escombros e advertiu que a mesma representa risco para a ISS, que se encontra em uma órbita de cerca de 400 quilômetros de altura.
     Segundo a Nasa, é a primeira vez que acontece um incidente deste tipo entre dois satélites.
 

Simulação em computador produzida pela Agência Espacial Européia mostra os mais de 12 mil objetos que giram ao redor da Terra atualmente. Na terça-feira, um satélite norte-americano colidiu com um satélite militar russo, segundo a Nasa (imagem: AFP/ESA)

 
Fonte: EFE - UOL
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Imagem da Semana - Incêndio

© AP

09/02 – Menina de 5 anos reencontra o pai em Whittlesea, Austrália. Há suspeitas de que o pior incêndio florestal da história do país seja criminoso. Mais de 130 pessoas morreram e cidades inteiras foram incineradas (foto: AP)

 
Fonte: MSN
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Greenpeace critica previsão do governo de aumento do uso de termelétricas no país

De acordo com entidade, opção demonstra desinteresse do governo com a geração de energias limpas
 
     A intenção do governo de diminuir a participação das hidrelétricas na matriz energética brasileira e aumentar a quantidade de energia gerada por termelétricas, prevista no Plano Decenal 2008/2017, apresentado hoje (5), não agradou a organização não-governamental Greenpeace, defensora do meio ambiente.
     Para o  coordenador de campanhas da entidade, Sérgio Leitão, isso mostra o desinteresse do governo com a geração de energias limpas. "O Brasil está indo na contramão do esforço que está sendo feito para diminuir a emissão de CO2, de apoiar a implementação de energias limpas e renováveis", afirmou.
 

Uso de termelétricas movidas a óleo combustível deve passar de 0,9% para 5,7%

 
     O Plano Decenal prevê que a participação das hidrelétricas na matriz energética brasileira vai cair dos atuais 85,9% para 75,9%. Por outro lado, o uso de termelétricas movidas a óleo combustível deve passar de 0,9% para 5,7% e a energia gerada por térmicas a carvão vai passar de 1,4% para 2,1%.
     Durante a apresentação do Plano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, justificou que as termelétricas são fundamentais para a segurança energética do país. "O ideal seria mantermos os mesmos percentuais de energia gerada a partir das hidrelétricas, mas todos sabem o quanto é difícil aproveitar melhor o potencial hidrelétrico do país", disse.
     O diretor do Greenpeace afirmou que há uma contradição entre o Plano Decenal e a posição do governo brasileiro ao apresentar, durante a Conferência das Partes sobre o Clima, na Polônia, um plano nacional de mudanças climáticas, no qual apostava na redução dos gases de efeito estufa.
 

Termelétrica em Uruguaiana - RS

 
     "O governo tem vários representantes e não sabemos exatamente qual é a sua posição. Na prática, o que a gente vê é o Brasil sujando sua matriz energética, abraçando de novo energias sujas, antigas, e que são contrárias a qualquer esforço de uma redução das emissões de gases de efeito estufa", afirmou.
     Para Leitão,  as energias renováveis são viáveis do ponto de vista ambiental, econômico e social. "O que precisa é que o governo tenha um compromisso sério com a energia de matriz limpa", diz. Para ele, faltam políticas industriais do governo brasileiro para incentivar energias renováveis.
     Leitão defende a expansão da matriz hídrica no país, por ser considerada limpa e barata. No entanto, ele alerta para a necessidade de um planejamento e da consulta às populações atingidas pela construção de novas hidrelétricas.
     "Se esse setor for planejado a partir do interesse das empreiteiras, como foi na década de 70, nós vamos continuar assistindo a desastres ambientais como foi a Usina de Tucuruí (Pará) e Samuel (Rondônia)", lembrou.
 

Termelétricas a carvão continuam reinando absolutas, segundo Henrique Cortez (fonte)

 
     De acordo com o Plano Decenal, a previsão do governo é que a geração de energia nas termelétricas aumente de 1,9 mil megawatts para 10,4 mil megawatts até 2017. No caso das térmicas a carvão, a geração deve passar de 1,4 mil megawatts para 3,1 mil megawatts.
     Em contrapartida, a geração de energia nas hidrelétricas deve passar de 84,3 mil megawatts em 2008 para 117,5 mil megawatts em 2017, e a geração de energia por meio de usinas movidas a biomassa e usinas eólicas deve passar de 1,2 mil megawatts para 6,2 mil megawatts.
 
Autora: Sabrina Craide, Agência Brasil - EcoAgência
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Nem os koalas aguentam o calor da Austrália

     Quem ferve nos dias mais quentes do verão brasileiro não pode reclamar muito. Na Austrália está pior. O país está enfrentando a pior onda de calor da história. Provocou o maior incêndio florestal já registrado. Está afetando a agricultura também. Agora nem os koalas, nativos da região sul do país, a mais castigada pelo calor, estão agüentando.
 

koalal.jpg

 
     Há dois dias, uma família da cidade de Maude foi supreendida por um koala, que invadiu a casa em busca de água. É ume evento bastante raro porque o bicho é muito arredio. A família encheu uma tina com água e o koala tomou um banho, como se fosse um animal doméstico, segundo o Climate Progress.
     Segundo as autoridades, é uma das conseqüências do aquecimento global. "Onze dos anos mais quentes da história ocorreram nas últimas duas décadas. Além disso, estamos tendo menos chuvas, principalmente no sul do país", desse Penny Wong, ministro de Mudanças Climáticas. "Tudo isso é consistente com as mudanças climáticas. Tudo isso é consistente com o que os cientistas previram".
 
Fonte: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Natureza em crise

Exposição em São Paulo apresenta as principais ameaças ao ambiente e sugere soluções
 
     Com certeza, você conhece diversas espécies de animais que correm risco de extinção. Também já deve ter ouvido falar que a temperatura da Terra está aumentando. Sabe ainda que o lixo é um problema em todo o mundo. Sem falar em muitas outras ameaças à natureza que são apresentadas diariamente no rádio, nas revistas ou na TV. Mas o que é possível fazer para mudar essa situação? Uma exposição no Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo traz a resposta. Misturando arte e ciência, a mostra expõe a crise ambiental pela qual a Terra passa e sugere algumas soluções, como a mudança de comportamento da população.
 

Sertão em chamas ao amanhecer. Esta é uma das 30 imagens que fazem parte da mostra Crise da biodiversidade: a natureza ameaçada (foto: André Pessoa)

 
     Sua família recicla o lixo que produz? Na sua escola, os problemas que afetam o ambiente, como o aquecimento global, são discutidos? Você compra somente o que precisa? Se respondeu "sim" a alguma dessas questões, saiba que já deu o primeiro passo para ser considerado um bom defensor do planeta Terra. Afinal, é com essas e outras perguntas que começa a exposição Crise da biodiversidade: a natureza ameaçada.
     A mostra, que tem o objetivo de contribuir para a preservação ambiental, incentiva o público a fazer a sua parte para conservar a natureza, além de também convidá-lo a conhecer a biodiversidade: a grande variedade de espécies que existe na Terra.
 
     Conhecer para mudar
     "Precisamos entender o meio ambiente para protegê-lo. O grande desafio que temos é conhecer a diversidade de seres vivos que existe no nosso planeta. A partir disso, será possível descobrir como podemos proteger o ambiente e diminuir o impacto causado por inúmeros fatores", conta o biólogo Hussam El Dine Zaher, coordenador de difusão cultural do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, responsável pela exposição.
 

O lagarto Hoplocercus spinosus vive no Cerrado brasileiro e corre risco de desaparecer da natureza (foto: André Pessoa)

 
     Para atingir esses objetivos, a mostra Crise da biodiversidade: a natureza ameaçada foi dividida em módulos, que misturam arte e ciência. Para você ter uma ideia, o visitante pode apreciar uma galeria com cerca de 30 fotografias feitas por um especialista em capturar imagens ambientais: o fotógrafo André Pessoa. Além disso, encontra gráficos que mostram os hábitos de consumo da população que podem causar danos à natureza, assim como diversos filmes, com temas variados, mas sempre ligados à questão ambiental, que convidam à reflexão. Um deles, por exemplo, nos leva para dentro das matas, onde podemos observar o comportamento de vários bichos, e nos lembra das diversas ameaças a esses animais, muitas delas decorrentes do crescimento da população ao longo do tempo (clique na tela abaixo e assista).

 
     Mundo desconhecido
     A exposição Crise da biodiversidade: a natureza ameaçada também apresenta cerca de 500 peças da coleção científica do Museu de Zoologia exibidas ao público pela primeira vez. São espécies de insetos, peixes e mamíferos, coletadas por cientistas no final do século 19 e começo do século 20, que já estão extintas ou ameaçadas de desaparecer da natureza.
     Esse tesouro é apenas uma amostra do há para se descobrir no planeta – e do que já foi perdido. "A comunidade científica já descreveu mais de um bilhão de espécies. Mas cerca de 10 milhões a 100 milhões permanecem desconhecidas", conta Hussam Zaher. A exposição Crise da biodiversidade: a natureza ameaçada mostra somente uma pequena parte das diversas espécies que existem no mundo.
 

O sapo Paratelmatobius gaigeae era considerado extinto, mas foi reencontrado em 2000 em São Paulo. É uma das espécies apresentadas na exposição Crise da biodiversidade: a natureza ameaçada (foto cedida por Hussam Zaher)

 
Autora: Cathia Abreu - Ciência Hoje
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Instituto Sea Shepherd pressiona e MPF pede a prisão dos autores do massacre de golfinhos no Amapá

Ministério Público Federal remeteu denúncia à Justiça contra sete envolvidos na morte de 83 golfinhos, decorrente de pesca predatória na costa do Amapá.
 
     No último dia 29 de janeiro, o Ministério Público Federal do Amapá remeteu denúncia à Justiça contra sete envolvidos na morte de 83 golfinhos, decorrente de pesca predatória na costa do Estado. A rede utilizada tinha quase seis quilômetros de comprimento, mais que o dobro do permitido. Cenas dos golfinhos sendo mutilados para serem usados como iscas na pesca do tubarão, e tendo olhos e dentes arrancados para a fabricação de bijuterias, foram veiculadas no Jornal Nacional da Rede Globo.
     O Instituto Sea Shepherd Brasil, em julho de 2007, deu início a uma verdadeira batalha judicial para obter os nomes dos proprietários das embarcações envolvidas na chacina dos golfinhos - a lei exige que o Ibama forneça as informações ao público. Perante o silêncio, o Instituto Sea Shepherd processou o Ibama/AP.
 
 
 
 
     Graças à pressão da Sea Shepherd, a Polícia Federal de Belém, Pará, forneceu por telefone no dia 18 de outubro de 2007 o nome do proprietário da embarcação 'Graça de Deus'. Com isso, a entidade ingressou com ação judicial, sofrendo então com a morosidade da Justiça. É incrível, a Lei Ambiental existe no Brasil, mas só funciona quando a sociedade civil pressiona. Os órgãos ambientais são obrigados a dar qualquer informação a qualquer cidadão, lamenta Cristiano Pacheco, Diretor Jurídico Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil.
     Agora, vem a notícia de que os envolvidos têm pedido de prisão recomendado pelo MPF, dois anos após os atos criminosos praticados no Cabo Norte da costa do Amapá, em mar territorial que é de propriedade da União Federal. Eles utilizaram as embarcações 'Graças a Deus IV' e 'Damasco III', que se encontram apreendidos. As mortes foram filmadas no dia 11 de Fevereiro de 2007 por agentes do Ibama.
     Exercemos nossos direitos como cidadãos de fazer cumprir as leis e a constituição brasileira, assim como temos direito a um meio ambiente saudável, os golfinhos e outros animais marinhos são protegidos por lei e também têm pela lei direito à vida, comenta Daniel Vairo, Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil.
 
Fonte: Sea Shepherd/EcoAgência
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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A capital do lixo eletrônico

     A revista Time publica um ensaio fotográfico sobre a cidade de Guiyu, na China, que virou o maior centro mundial para reciclagem de produtos eletrônicos. Computadores, celulares e outros aparelhos são desmontados. Alguns componentes, como metais pesados, são derretidos e revendidos.
 

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     A operação segue compromete o ambiente e a saúde das pessoas. Os resíduos tóxicos são despejados nos rios, contaminando as fontes de água. As condições de trabalho não são das mais salubres. A cidade tem um dos índices mais altos de câncer provocado por um tipo de substância tóxica, as dioxinas. As mulheres de lá também tem uma taxa elevada de problemas na gravidez.
 
Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Governo americano diz que aquecimento pode secar a Califórnia

     Depois de oito anos negando as evidências da gravidade da crise ambiental, a nova administração federal dos Estados Unidos começa a assumir publicamente os riscos. E de forma bem enfática. Em entrevista ao jornal Los Angeles Times, Stephen Chu, Secretário de Energia e prêmio Nobel, disse que a agricultura na Califórnia corre perigo.
Segundo Chu, no pior cenário de aquecimento global, 90% das geleiras da Sierra Nevada secariam. É de lá que nascem os principais rios do estado. "Eu não acredito que o público americano realmente entendeu que isso pode acontecer", afirmou.
 

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     O pior cenário não é uma ficção. Apenas considera a manutenção dos modos de produção atuais, com algum crescimento econômico. Hoje, estamos caminhando para o pior cenário, segundo as avaliações dos cientistas.
     A Califórnia é o estado que mais produz alimentos nos EUA. Metade das frutas e vegetais do país são colhidos lá. Também é um dos maiores exportadores mundiais de frutas, amêndoas e laticínios. Preservar essa riqueza é um bom motivo para o país acelerar sua transição para uma economia com menos emissão de carbono.
 
Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Entidades criam movimento por código ambiental em SC

Movimento por um Código Ambiental Legal contesta projeto de lei que tramita na Assembléia Legislativa e tem votação marcada para 31 de março.
 
     Organizações ambientalistas de Santa Catarina estão reunidas no Movimento por um Código Ambiental Legal (Movical), buscando uma discussão democrática do Projeto de Lei 0238/2008, que institui o Código Estadual do Meio Ambiente. São elas a Fundação Praia Vermelha de Conservação da Natureza (Pra Ver Natureza), de Penha; Observatório do Litoral de Santa Catarina, de Itajaí; Grupo de Estudos Urbanos, de Blumenau; União Florianopolitana de Entidades Comunitárias (Ufeco), de Florianópolis; Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), de Rio do Sul; e a Associação de Recuperação da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú, de Balneario Camboriú.
 

Equipe de resgate retira corpo soterrado em Florianópolis (fonte)

 
     O Movical começou nas audiências públicas, promovidas em todo o Estado em novembro de 2008, quando, sob vaias, diferentes grupos e entidades se manifestaram sobre diferentes conteúdos do PL apresentado pelo governo estadual. Houve um grande clamor por parte de técnicos, pesquisadores e ambientalistas. Segundo eles, se esta lei fosse aprovada, apesar do nome Código Ambiental, aumentaria ainda mais o quadro de degradação e vulnerabilidade socioambiental.
     Poucos dias depois da última audiência, Santa Catarina foi vítima de uma grande catástrofe sócio-ambiental, com enchentes, deslizamentos e mortes. Ainda assim, o plano da Assembléia Legislativa, que fez o questionado Projeto de Lei tramitar em regime de urgência, era votar o Código Ambiental em 18 de dezembro. Os setores e grupos interessados na alteração de determinados pontos do projeto passaram a se articular no sentido de prorrogar o prazo de votação do PL.
     A discussão ganhou novo fôlego no início de dezembro, quando as comissões parlamentares decidiram ampliar o prazo para a apresentação de emendas até 27 de fevereiro de 2009, e marcar a votação para 31 de março. Parte desta vitória pode-se creditar à publicação de um artigo no Diário Catarinense no dia 29 de novembro, subscrito por professores da UFSC, UNIVALI, FURB e UNESC e representantes de organizações como a Associação Brasileira de Recursos Hídricos, CREA/CONSEMA e do Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular – NESSOP, da UFSC. Neste artigo, os signatários pediam a construção democrática do código ambiental.
     A subscrição do artigo foi reforçada por um abaixo-assinado virtual, que em apenas quatro dias colheu mais de 2.500 assinaturas, que foi entregue aos parlamentares com um ofício assinado pela presidente do Comitê do Itajaí, Maria Izabel Sandri. Os três documentos constituíram-se num manifesto que proporcionou novas discussões e levou à consolidação do Movical.
 

Críticos dizem que PL aumenta riscos de desastres ambientais

 
     Os opositores ao texto do PL. 0238/08 sustentam, desde o início, que se o código catarinense for aprovado do jeito que está vai erradicar anos de construção de políticas públicas ambientais. Para eles, o projeto atende a interesses de grupos econômicos e políticos e permitirá ainda mais a ocupação de áreas vulneráveis (encostas, margens, nascentes, restingas, mangues), contribuindo para aumentar riscos de desastres, além de confundir os órgãos ambientais.
     O abaixo-assinado continua acessível na internet, fazendo um convite à mobilização social para a construção democrática do Código Estadual do Meio Ambiente. Agora o pleito das entidades é no sentido de que o código atenda os parâmetros legais estipulados pela Constituição Federal de 1988: manutenção de um ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida.
 
Fonte: Apremavi/EcoAgência (com informações da Apremavi/SC)
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Salvem os ecologistas!

     A crise mundial chegou nas organizações ambientalistas. A Conservação Internacional, uma das maiores ONGs do mundo, decidiu descontinuar suas atividades na Venezuela. A filial da organização na Venezuela enviou um email de 4 linhas a seus parceiros no país para notificar que, a partir de 30 de março próximo, seus escritórios deixarão de existir em Caracas.
 

A maior queda d´água do mundo é a Salto Angel, localizada na montanha Auyan Tepui, na Venezuela. Conhecida localmente como Churun-Meru, ela encanta turistas com seus 979 m, dentre eles, 807 m de queda livre (fonte)

 
     A Venezuela tem mais riqueza natural do que o petróleo que sustenta sua economia ou o Salto Angel, a maior queda d'água do mundo. Ela é apontada como um dos 17 países com megadiversidade, que reúnem dois terços das espécies da Terra.
     A decisão de fechar a sucursal da Conservação foi tomada pela matriz americana, sediada em Arlington, Virginia, considerando a crise financeira mundial e que "poucos recursos" chegam à instituição como doação. Segundo o comunicado, os raros recursos serão dirigidos aos países que tiveram mais sucesso nos seus projetos, tanto trabalhando com os governos como com as comunidades. A filial brasileira sobreviveu aos cortes.
 
Autora: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Imagem da Semana - Refugiados

 

© AP

30/01 – Criança olha através de pano enquanto paquistanesas cobertas por burkas esperam para se inscreverem no campo de refugiados Jalozai, próximo a Peshwar, Paquistão. Mais de 200 mil pessoas fugiram do conflito em Bajur (foto: AP)

 
Fonte: UOL Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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sábado, 31 de janeiro de 2009

Amazônia sofreu destruição de 17% em cinco anos, diz ONU

Programa da ONU para o Meio Ambiente responsabiliza Brasil e outros sete países da região.
 
     Um relatório prestes a ser divulgado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta que 17% da Floresta Amazônica foram destruídos em um período de cinco anos, entre 2000 e 2005.
    A informação foi noticiada pelo jornal francês Le Monde na quinta-feira, e foi confirmada à BBC Brasil pelo Pnuma.
     Segundo o jornal, durante este período foram queimados ou destruídos 857 mil km² de árvores - o equivalente ao território da Venezuela.
     A maior parte do desmatamento ocorreu no Brasil, mas os outros sete países que também abrigam a floresta estão sendo responsabilizados pela Pnuma, com exceção da Venezuela e do Peru.
 

Amazônia ilegal: a floresta vai virar uma fazenda?

 
     'Irreversível'
     "A progressão das frentes pioneiras na Amazônia e as transformações que elas introduziram são tantas que o movimento de ocupação dessa última fronteira do planeta parece irreversível", disse o órgão da ONU ao Le Monde.
     Além do desmatamento, a grande corrida pela apropriação das gigantescas reservas de terra e das matérias-primas da região também tem um papel importante na deterioração da Amazônia, segundo o jornal.
     "O modelo de produção dominante não leva em conta critério algum de desenvolvimento sustentável, conduz à fragmentação dos ecossistemas e à erosão da biodiversidade", afirmou o Pnuma.
     A entidade também condenou a situação das populações que habitam a floresta, que "vivem uma situação de grande pobreza". "A riqueza retirada da exploração dos recursos naturais não é reinvestida na região", disse.
     O Le Monde conclui o artigo citando que o Pnuma pede um maior envolvimento internacional para ajudar financeiramente os países que abrigam a floresta, e cita como possível caminho o Fundo Amazônia, que prevê o investimento de fontes estrangeiras para desenvolver projetos que combatem o desmatamento.
     O Pnuma prevê que o relatório final, com mais dados ainda sigilosos, seja divulgado durante o encontro anual de seu conselho administrativo, marcado entre 16 e 20 de fevereiro em Nairóbi, no Quênia.
 

 
Fonte: BBC - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Estudo indica que poluição causa infertilidade masculina

     A infertilidade masculina pode entrar para o inventário de problemas de saúde provocados pela poluição, mostram resultados preliminares de um estudo ainda inédito. A pesquisa é coordenada pelo médico Jorge Hallak, especialista do Hospital das Clínicas, e alerta que está prejudicada a qualidade do sêmen de vários profissionais que trabalham constantemente expostos aos poluentes. "O que é muito grave, porque é um indicativo de que a poluição está afetando a evolução da espécie humana", alerta ele.
     Foram 60 homens já avaliados, todos com idades semelhantes e que diariamente inalam os gases tóxicos de São Paulo. Todos eles, tiveram algum problema em decorrência da poluição. Os espermatozoides dos participantes foram avaliados em laboratório e comparados com um grupo que não convive tão exposto com a emissão. "Já concluímos que a poluição interfere no sistema reprodutivo. Transforma o hormônio masculino em hormônio feminino, compromete a barreira de sangue que envolve o testículo e promove lesões crônicas no DNA", diz Hallak.
 

Arquivo Folha Imagem

Foram 60 homens já avaliados, todos com idades semelhantes e que diariamente inalam os gases tóxicos de São Paulo. Todos eles, tiveram algum problema em decorrência da poluição, segundo o médico

 
     A pesquisa ainda não foi concluída. Mais 60 homens serão avaliados e a publicação internacional está prevista para os próximos meses. Será um dos primeiros estudos conduzidos pelo recém-criado Instituto de Poluição da Universidade de São Paulo (USP), que tem a missão de colocar na ponta do lápis os custos financeiros da poluição, conforme informou reportagem do Jornal da Tarde na última semana. O diretor do novo órgão, Paulo Saldiva, diz que os números vão endossar o coro por políticas públicas de redução de poluentes.
     A infertilidade será somada aos já altos US$ 208 milhões desembolsados anualmente no Brasil, apenas para sanar as 47 mil mortes prematuras, 20 mil hospitalizações, 50 mil casos de bronquite crônica, entre outros, como estimam os pesquisadores. A suspeita de que a infertilidade masculina é correlacionada à poluição surgiu quando os índices do problema começaram a subir em países desenvolvidos, conta Hallak.
 

"O que é muito grave, porque é um indicativo de que a poluição está afetando a evolução da espécie humana", alerta Jorge Hallak, especialista do Hospital das Clínicas

 
     Desequilíbrio
     Há 30 anos, os inférteis somavam 5%. Hoje já são 10%, informa a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida. Recente estudo da USP já havia constatado impactos na reprodução: em área mais poluída, foi revelado que nasceram 1.180 meninos a menos do que meninas, um desequilíbrio de 1%. Artur Dizik, diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, ressalta que os camundongos já evidenciaram que o sistema reprodutivo é comprometido pela poluição. "Não é exagero colocar a infertilidade como mais um item na lista de problemas dos poluentes", diz. "A cautela é que a infertilidade é causada por múltiplos fatores. Além da poluição, álcool, genética, fumo, alimentação."
Autora: Fernanda Aranda - UOL Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Estudo revela que os herbicidas também prejudicam a reprodução das plantas

Investigação foi feita por várias instituições norte-americanas e a Universidade de Oregón
 
Pulverização de herbicida em lavoura
 
     Poucos livros sobre meio ambiente tiveram tanto impacto na sociedade como Primavera silenciosa, de Rachel Carson. Em 1962, a bióloga norte-americana denunciou em seu livro o uso indiscriminado do inseticida sintético DDT (Dicloro-difenil-tricloroetano) sobre os campos de cultivo dos Estados Unidos. Segundo sua então revolucionária tese, esses compostos químicos se acumulavam progressivamente sobre os seres vivos, especialmente nas aves, e terminavam por causar-lhes a morte. Se se continuasse espalhando o DDT pelos campos norte-americanos, chegaría o día em que os pássaros deixariam de cantar. Chegaria a primavera silenciosa. Dez anos depois, o voverno dos Estados Unidos proibiu o pesticida.
 

A pesquisa mostrou que o agrotóxico é aplicado de forma danosa à saúde (Foto: Fiocruz Pernambuco - fonte)

 
     A regulação sobre inseticidas, herbicidas e fungicidas de uso agrícola mudou muito desde então de forma a reduzir o impacto sobre o meio ambiente e, sobretudo, sobre a saúde humana. No entanto, um novo estudo adverte que os controles atuais para avaliar o impacto dos pesticidas sobre as plantas não são suficientes, uma vez que deixam fora os possíveis danos no vegetal ao nível reprodutivo.
     A investigação, levada a cabo por várias instituições norte-americanas e a Universidade de Oregón, e publicada no Journal of Environmental Quality, mostra como a reprodução da batata se vê afetada inclusive por doses muito baixas de herbicidas. Concretamente, quanto mais jovem é a planta, mais suscetível é aos pesticidas sintéticos. O momento em que se aplica o herbicida também pode ser crucial, pois o dano era maior quando a planta entrava em contato con os compostos químicos a duas semanas de brotar.
     As alterações reprodutivas da batata podem ter consequências desastrosas para a economía, con uma baixa produtividade de tubérculos. Mas os efeitos são incontroláveis quando afetam aos ecossistemas inteiros através da cadeia alimentar. "Os rendimentos reprodutivos das plantas têm grandes efeitos sobre as cadeias alimentares. Os produtos reprodutivos das plantas dão suporte a populações de vertebrados e invertebrados e são um dos principais fatores reguladores do êxito das populações animais", escrevem Thomas Pfleeger, Milton Plocher e colegas.
 
Autor: Tana Oshima - Reporter Ambiental/EcoAgência
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Pecuária é imcompatível com Amazônia, afirma Greenpeace

 
Para o ativista André Mugiatti, pecuária e conservação ambiental não podem coexistir
 
     A pecuária é uma atividade incompatível com a conservação do meio ambiente, afirmou o ativista da organização não-governamental Greenpeace, André Muggiati, ao anunciar os impactos causados pela criação de gado na Amazônia. "A pecuária e a conservação ambiental não coexistem. Na Amazônia não existe nenhuma forma de pecuária sustentável", criticou o ambientalista, referindo-se à maneira como ela é praticada atualmente, exigindo grandes extensões de terra.
     A média para criação de gado é de um boi por hectare na região amazônica, onde se estima que existam mais de 70 milhões de cabeças de gado. "O que estamos pedindo é que se interrompa esse ciclo de expansão da pecuária sobre a floresta", disse Muggiati, destacando que cerca de 17% da área de cobertura original da floresta já foi destruída.
     Segundo ele, praticamente 80% das áreas desflorestadas na Amazônia são ocupadas pelo gado. O ambientalista adiantou à Agência Lusa o que será tornado público em 29 de Janeiro, durante o Fórum Social Mundial, que inicia nesta semana em Belém, no Pará.
 

 
     Estudo
     Muggiati é coordenador de campanha da Amazônia do Greenpeace e irá anunciar o estudo O rastro da pecuária na Amazónia feito pela organização por meio de imagens de satélite, tiradas principalmente em Mato Grosso. Para Muggiati, a partir do levantamento é possível comprovar a tese de que "a maior parte das áreas já desmatadas da Amazônia está hoje ocupada por gado". O Mato Grosso é o maior criador de gado do país, assim como o maior produtor de soja. Este Estado tem "o maior desmatamento acumulado na região amazônica".
     A estratégia de lançar o estudo no FSM é aproveitar a grande concentração de pessoas para "maximizar o impacto" na tentativa de que sejam implantadas políticas públicas que contenham a expansão desta atividade de forma predatória. A 8ª edição do Fórum terá como principal foco as discussões sobre as crises financeira, climática e de governabilidade global. O evento deverá reunir cerca de 120 mil pessoas de 130 países diferentes a partir de terça-feira, dia 27.
 

Parar o desmatamento não salva Amazônia, dizem cientistas (fonte: Folha Online)

 
Fonte: Agência Lusa/EcoAgência
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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O ano mais fresco dos últimos 8 tem temperaturas até 3,5 graus mais altas

 

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     O Instituto Goddard de Estudos Espaciais, da Nasa, a agência espacial americana, divulgou as médias das temperaturas no planeta durante 2008. O ano passado foi o menos quente desde 2000. A causa seria um fenômeno chamado La Niña. Ainda sim, os cientistas estimam que 2008 seja o sétimo ou oitavo ano mais quente desde que as medições começaram a ser feitas, em 1880. Todos os anos mais quentes da história foram registrados desde 1997.
     As maiores variações de temperatura aconteceram no Ártico. Regiões do extremo norte da Europa e da Rússia tiveram temperaturas até 3,5 graus acima da média. O mesmo aconteceu no oeste da Antártica (veja imagem acima).
O gráfico abaixo mostra o aumento das temperaturas médias desde 1880. A linha só sobe. Até onde será que ela chega?
 

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Autora: Marcela Buscato - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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sábado, 24 de janeiro de 2009

Desaparece geleira no Peru

 
Aquecimento global faz estragos
 
     Localizada a 5.250m de altitude na região de Puno, no Peru, a geleira Quilca derreteu completamente por causa do aquecimento global, informou o Instituto Nacional de Recursos Naturais (Inrena) peruano. "O desaparecimento da geleira Quilca foi gradual, e é consequência das mudanças climáticas e do aquecimento que acontecem em todo o mundo", explicou Marco Zapata, diretor da Unidade de Glaciologia do Inrena. "O aquecimento global repercute de maneira especial nas geleiras do Peru, que estão entre as mais afetadas". A geleira fica localizada no distrito de Palca, da província de Lampa, próxima à fronteira com a Bolívia.
 

Imagens mostram o monte Quilca em 2006 (acima), ainda com neve, e no início de 2009, já com os efeitos visíveis do aquecimento (foto: Andina / Agência Agrária de San Román / Divulgação)

 
     Fotos divulgadas pela agência estatal peruana mostram que a neve que cobria a geleira Quilca derreteu por completo, deixando a montanha coberta apenas por uma camada de terra. Já é a segunda geleira que derrete no Peru desde 2005. A previsão é que150 picos nevados do país correm o risco de perder suas geleiras. Há 19 cordilheiras nevadas espalhadas pelo território peruano e no sudeste andino.
     Segundo o administrador técnico da Agência Agrária de San Román, Omar Velásquez, o retroceso da capa de neve se agudizou nos últimos dois anos, verificando-se sua completa desaparição no final de 2008. "Já não cai nada de neve. O aquecimento global foi incrementando o retroceso de neve até perdê-la, esta se derreteu completamente", disse o funcionário à agência Andina. Explicou que foi realizado um monitoramento da situação com a tomada de fotografias. "Embora não haja uma medição precisa, as imagens são contundentes", enfatizou.
     Velásquez mencionou ainda que o panorama atual em Quilca pode trazer problemas referentes à falta de água para as populações localizadas nos arredores da extinto geleira. A maior parte da água consumida pelas populações dos Andes tem origem no degelo lento destas geleiras, que formam os rios de onde é retidada a água para o abastecimento. Em maio passado, a Unidade de Glaciologia do Instituto Nacional de Recursos Naturais reportou que a geleira Broggi, pertencente à Cordilheira Blanca em Áncash, desapareceu pelo aquecimento global e o câmbio climático. Se tratava de uma geleira localizada ao este da cidade de Yungay, na cabeceira da quebrada da lagoa de Llanganuco, que tinha uma dimensão superior à geleira Pastoruri, que também vem sendo afetada.
 
Fonte: com informações da Agência Andina - EcoAgência
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Nuvem marrom de poluição sobre a Ásia é de madeira queimada e fezes

Grupo usou medição de carbono para determinar origem de poluentes.
Equipe sugere modernização energética para eliminar o problema.
 
     Uma equipe internacional de pesquisadores diz ter conseguido determinar a origem da terrível nuvem marrom de poluição que cobre vastas áreas da Ásia, em especial na Índia e na China, durante o inverno. O principal componente dessa forma de poluição -- de 50% a 90% da nuvem marrom -- é a queima de madeira e fezes animais, usada como fonte de energia pelas populações pobres da região.
 

Foto: Science/AAAS

O sol se põe em Pune, na Índia, obscurecido pela névoa marrom (Foto: Science/AAAS)

 
     O trabalho, coordenado por Örjan Gustafsson, da Universidade de Estocolmo (Suécia), está na edição desta semana da revista especializada americana "Science". Os pesquisadores usaram o carbono-14, forma do elemento químico normalmente empregada para datar matéria orgânica, como ferramenta para chegar à conclusão. É que o carbono-14 diminui progressivamente na matéria orgânica após sua formação, de forma que, 40 mil anos após a morte de um animal ou planta, por exemplo, quase não há mais proporções detectáveis dele.
     Dessa forma, é fácil comparar o carbono oriundo da queima de petróleo ou carvão mineral -- oriundo de matéria orgânica que se transformou há milhões de anos -- com o carbono vindo de madeira ou fezes. Se a fuligem na nuvem ainda tem muito carbono-14, isso significa que ela é de origem recente, e foi o que os pesquisadores verificaram.
     Os poluentes da nuvem marrom envolvem basicamente partículas de material orgânico queimado, que trazem sérios problemas respiratórios para a população asiática e ainda contribuem para o aquecimento global ao absorver luz solar. O lado bom é que a duração de seus efeitos na atmosfera é curta, o que sugere que fontes mais modernas e menos poluentes de energia, se instaladas na região, poderiam sanar o problema de forma relativamente rápida.
 

Foto: Science/AAAS

Queima de matéria orgânica é muito comum no Oriente (Foto: Science/AAAS)

 
Fonte: Reinaldo José Lopes - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Oceanos absorvem menos CO2, dizem cientistas

     Cientistas emitiram um novo alerta sobre o aquecimento global e alterações climáticas depois que descobriram uma diminuição na quantidade de emissões de carbono absorvidos pelo Mar do Japão. As informações são do The Guardian.
     Os resultados da pesquisas foram publicados na revista Geophysical Research Letters.
     Os oceanos do mundo absorvem cerca de 10t de dióxido de carbono por ano e um ligeiro enfraquecimento neste processo natural deixaria mais CO2 na atmosfera.
     Kitack Lee, professor da Universidade de Ciência e Tecnologia, na cidade de Pohang, Coréia do Sul, diz que essas condições mais quentes podem perturbar o processo conhecido como "ventilação" - a maneira que o oceano arrasta o CO2 absorvido pela superfície para as profundezas.
 

 
     O cientista adverte que o efeito provavelmente não se limita ao mar do Japão e também poderia afetar absorção de CO2 em outros oceanos.
     Lee acrescenta: "Em outras palavras, o aumento da temperatura atmosférica, devido ao aquecimento global pode influenciar profundamente na ventilação do oceano, diminuindo assim absorção de CO2."
     Lee e sua colega Geun-Ha Park utilizaram um navio russo para coletar amostras de 24 locais em todo o Mar do Japão.
     Eles compararam o CO2 dissolvido na água com amostras similares recolhidas em 1992 e 1999. Os resultados mostraram a quantidade de CO2 absorvido durante o ano de 1999 a 2007 foi menos de metade do nível registrado no período de 1992 a 1999.
 
Fonte: Redação Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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