terça-feira, 11 de novembro de 2008

Decreto autoriza destruição de cavernas

     O governo federal autorizou a destruição de cavernas no país. Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado ontem no "Diário Oficial da União" permite, a partir de agora, que milhares de grutas sofram "impactos negativos irreversíveis".
     São cerca de 7.300 grutas identificadas no país. Antes, todas eram protegidas por lei. Com as mudanças na legislação, cavernas naturais passam a ser classificadas por quatro critérios de relevância: máximo, alto, médio e baixo.
     Apenas as formações de "máxima relevância" deverão ser preservadas. As demais poderão ser eliminadas desde que haja autorização por parte de órgãos ambientais.
     Pelos novos critérios, grutas com "alta relevância" poderão ser destruídas desde que o empreendedor se comprometa a preservar duas similares.
     Para impactar formações com "média relevância", o empreendedor deverá adotar medidas e financiar ações que contribuam para a conservação e o uso adequado do "patrimônio espeleológico brasileiro".
     Já cavernas com "baixo grau de relevância" poderão ser impactadas sem contrapartidas.
     Criticada por ambientalistas, que prevêem a possibilidade de destruição de até 70% das formações brasileiras, a nova norma é resultado de quase dois anos de pressão de empresas, principalmente mineradoras e hidrelétricas --que vêem nas grutas um "empecilho" à expansão de empreendimentos.
     Para o secretário-executivo da SBE (Sociedade Brasileira de Espeleologia), Marcelo Rasteiro, a nova lei é "absurda, horrível, lamentável".
 

Caverna Água Suja usada para o Excoturismo no Petar, em São Paulo, possivelmente ficará preservada

 
     Tempo recorde
     A minuta, enviada há menos de um mês para a Casa Civil, gerou mobilização entre especialistas do setor. Em 15 dias, mais de 2.500 pessoas colocaram o nome em um abaixo-assinado e 164 entidades aderiram a um manifesto feito pela SBE para tentar barrar o projeto.
     A Federação Espeleológica da América Latina e Caribe e associações de Colômbia, Argentina, Paraguai, México e Itália se pronunciaram contra o novo decreto no Brasil.
     "O [ministro] Carlos Minc estava sabendo. Foi enviada também uma carta à Casa Civil e aos ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia pedindo que fosse aberto um canal de comunicação. Tudo isso foi ignorado. O governo não está ligando para o que pensa a sociedade", afirma Rasteiro.
 

Caverna Santana, em Iporanga

 
     O presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Mello, afirma que houve discussões suficientes, mas que as entidades têm o direito de não concordarem com a versão final da proposta, já que nem todas as idéias discutidas poderiam ser contempladas no decreto.
     Segundo ele, o decreto representa avanço porque, da forma como era antes, a lei "em tese, protegia tudo e, na prática, não protegia nada".
     "Vamos ter algumas dificuldades para definir critérios, mas agora haverá mecanismos sobre compensações e ações de proteção das unidades", diz.
     O ministério terá 60 dias para elaborar a metodologia para a classificação do grau de relevância das cavernas. Os estudos para definição da relevância serão pagos pelo empreendedor.
     "Há anos que se discute como fazer a classificação de uma caverna e jamais se chegou a uma conclusão. O ministério vai ter 60 dias para fazer isso. É impossível. Nem os melhores técnicos serão capazes de fazer algo decente", diz Rasteiro.
     Segundo ele, pontos importantes listados pelo Cecav (Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas) foram retirados do projeto final, como o que previa uma avaliação da importância do empreendimento. "A nova lei parte do princípio de que qualquer obra é mais relevante que qualquer caverna. Não há preocupação com o ambiente."
 

Terra Ronca, na divisa de Goiás com a Bahia, abriga um dos lugares mais desconhecidos do  Brasil: um conjunto de 200 cavernas esculpidas durante séculos sob o solo do cerrado.

 
Autores: Thiago Reis & Matheus Pichomelli - Agência Folha
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Proteção para rios da Fronteira do RS

Duas novas redes ambientais serão lançadas pelo Ministério Público nesta terça-feira. Preservação dos recursos hídricos faz parte da gestão estratégica da Instituição
 
     O Ministério Público lança, nesta terça-feira, 11, mais duas redes ambientais, a partir das 13h30min, na Promotoria de Justiça de Santana do Livramento. Desta vez, será a vez das Bacias Hidrográficas do Ibicuí-Quaraí e Santa Maria-Negro. A Rede Ambiental reúne os Promotores que atuam em defesa do meio ambiente e tem como objetivo identificar as prioridades específicas de ação institucional do Ministério Público nas comarcas que pertencem a cada bacia hidrográfica.
 


Rio Santa Maria em Rosário do Sul (foto: proriouruguai.rs.gov.br)

 
     A Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria possui uma superfície aproximada de 15,7 mil quilômetros quadrados, englobando as Promotorias de Justiça de Bagé, Cacequi, Dom Pedrito, Lavras do Sul, Rosário do Sul, Santana do Livramento e São Gabriel. Entre os problemas a serem enfrentados, nesta Bacia, estão o despejo de efluentes industriais e domésticos provenientes das áreas urbanas de Rosário do Sul. Já a Bacia Hidrográfica do Rio Negro tem uma superfície de 2,9 mil quilômetros quadrados, abrangendo a Promotoria de Bagé e os municípios de Aceguá, Bagé, Candiota, Dom Pedrito e Hulha Negra.
     A Bacia do Rio Ibicuí abrange os municípios de Alegrete, Barra do Quaraí, Cacequi, Capão do Cipó, Dilermando de Aguiar, Itaara, Itaquí, Jaguari, Jari, Jóia, Júlio de Castilhos, Maçambará, Manoel Viana, Mata, Nova Esperança do Sul, Quaraí, Quevedos, Rosário do Sul, Santa Maria, Santana do Livramento, Santiago, São Borja, São Francisco de Assis, São Martinho da Serra, São Pedro do Sul, São Vicente do Sul, Toropi, Tupanciretã, Unistalda e Uruguaiana. A Bacia do Rio Quaraí Barra do Quaraí, Quaraí, Santana do Livramento e Uruguaiana.
 

Rio Ibicuí - Confluência do Cacequi com o Santa Maria, ambos com pouca água (foto Margi Moss)

 
     O Ministério Público gaúcho elegeu o meio ambiente equilibrado como algo a ser trabalhado por Promotores de Justiça em seu planejamento estratégico. A atuação em rede é uma forma moderna de proteger o meio ambiente, onde a resolução dos problemas ambientais são discutidos não apenas por determinada comunidade, mas por toda a bacia hidrográfica. Diversas redes, como a do Litoral, Sinos e Litoral já estão trabalhando e investigando problemas por meio de inquéritos civis regionais. Durante o lançamento das duas novas redes devem ser escolhidos os Promotores de Justiça que serão os coordenadores dos trabalhos.
 
Autor: Jorn. Celio Romais - Agência de Notícias do MP
Posdtado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Cientistas discutem censo da vida marinha

     Cientistas de todo o mundo reúnem-se nesta terça-feira na cidade espanhola de Valência para discutir o Censo da Vida Marinha, um projeto de 10 anos que estuda os seres que vivem nos oceanos. O primeiro Censo da Vida Marinha deve ficar pronto em 2010, em um trabalho que envolve mais de 2 mil cientistas de 82 países diferentes.
     Na véspera do encontro, os pesquisadores do projeto divulgaram novas imagens de espécies que foram fotografadas e estudadas neste ano. Os cientistas passaram os últimos oito anos pesquisando diferentes aspectos da vida marinha, inclusive descobrindo novas espécies e revelando as origens de alguns animais.
 

A água viva <i> Aequorea macrodactyla</i> viaja nas águas quentes do oceano Pacífico, em uma área de alta diversidade biológica

A água viva 'Aequorea macrodactyla' viaja nas águas quentes do oceano Pacífico, em uma área de alta diversidade biológica (foto: Larry Madin, Woods Hole Oceanographic Institution /BBC Brasil)

 
     Origem de polvos
     Segundo os pesquisadores, o objetivo do Censo é avançar nas tecnologias que permitem as descobertas no mar, organizar e tornar acessível o conhecimento sobre vida marinha, medir o efeito que as atividades humanas têm no oceano e fornecer dados científicos para políticas ambientais.
     O principal foco dos últimos dois anos do projeto será sintetizar todos os dados já coletados, afirma o coordenador do Censo da Vida Marinha Antártica (CAML, na sigla em inglês), Don O'Dor. O CAML é um dos projetos que integra o Censo da Vida Marinha.
Uma das pesquisas que está no censo - e que deve ser apresentada em Valência esta semana - afirma que muitos dos polvos que vivem em grandes profundidades evoluíram de uma espécie que ainda existe nas águas frias próximas da Antártida.
 

A pesquisa da bióloga Jan Strugnell, do British Antarctic Survey (BAS) concluiu que muitas características dos polvos têm a mesma origem

 

      Os pesquisadores acreditam que as criaturas evoluíram depois de serem levadas por correntes para outros oceanos há 30 milhões de anos.
      "Muitos dos polvos foram coletados de altas profundidades em projetos diferentes do Censo da Vida Marinha", disse O'Dor à BBC. Os dados foram repassados para a bióloga Jan Strugnell, do British Antarctic Survey (BAS), um centro de pesquisas de Cambridge, na Grã-Bretanha, que realizou análises de DNA dos polvos.
      A pesquisa de Strugnell concluiu que muitas características dos polvos têm a mesma origem - a espécie Megaleledone setebos que existe há 30 milhões de anos nas águas da Antártida. A cientista também analisou diferentes correntes que difundiram os polvos para outros oceanos.
      O estudo sobre a origem dos polvos é apenas um dos projetos que integra o Censo da Vida Marinha. "Muitos dos nossos projetos já foram concluídos, e nós temos muitos dados", afirma O'Don.
 

O primeiro Censo da Vida Marinha deve ficar pronto em 2010, em um trabalho que envolve mais de 2 mil cientistas de 82 países diferentes

 
     "O que nós estamos fazendo agora é reunir toda essa informação em uma forma que ela possa ser compreendida pelas pessoas, para que elas vejam o quanto nós aprendemos sobre o oceano e os seres que o habitam".
     Segundo Patrícia Miloslavich, outra coordenadora do Censo, com as pessoas cada vez mais preocupadas com aquecimento global, o trabalho dos cientistas pode ajudar a determinar o impacto que a atividade humana terá nos oceanos nos próximos anos.
     O conselho que coordena os trabalhos internacionais dos cientistas também vai discutir esta semana o segundo Censo da Vida Marinha, que será elaborado entre 2010 e 2020.
 
Fonte: BBC Brasil - Terra Notícias
Pstado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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ONG bloqueia passagem de navios durante protesto

     O Greenpeace impediu hoje que três navios carregados com óleo de palma zarpassem de um porto da ilha de Sumatra, no oeste da Indonésia, para denunciar o desmatamento causado pela rápida extensão das plantações desse cultivo.
 

A ONG acusa a indústria do óleo de palma de ser "irresponsável" e quer que se una à campanha para frear o desmatamento (foto: Reuters)

 
     Entre os cargueiros retidos em Dumai se destaca um da Wilmar International, maior empresa de óleo de palma do mundo, e que transporta uma carga de 27 mil t do produto a Holanda, informou o Greenpeace em comunicado.
     Os outros navios são da empresa indonésia Musim Mas, da companhia Sarana Tempa Perkasa, subsidiária do gigante alimentício indonésio Indofood, ambas embarcações que tinham como destino a China.
 

O Greenpeace impediu que navios carregados com óleo de palma zarpassem de um porto da ilha de Sumatra, na Indonésia (foto: AFP)

 
     Não é a primeira ocasião em que o Greenpeace recorre a este tipo de ação para chamar a atenção internacional sobre o desmatamento gerado pela extensão dos cultivos de óleo de palma, um componente dos biocombustíveis de que a Indonésia é o primeiro exportador do mundo.
     O Greenpeace acusa a indústria do óleo de palma de ser "irresponsável" e quer que se una à campanha para frear o desmatamento, um dos principais agravantes da mudança climática.
 

O protesto denuncia o desmatamento causado pela rápida extensão das plantações do cultivo do olho de palma (foto: Reuters)

 
Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Aumento do nível do mar leva Maldivas a procurar território

A área do arquipélago encolhe a cada ano.
Presidente quer investir para o povo não se tornar refugiado ambiental.
 
     O presidente eleito da República das Maldivas, Mohamed Nasheed, anunciou planos para comprar um novo território para o seu povo.
     Ele está tão preocupado com o aumento do nível do mar causado pelo aquecimento global que acredita que os habitantes das ilhas que formam o país podem acabar tendo que se estabelecer em outros países.
     Com suas praias de areias brancas, palmeiras e mais de mil ilhas e atóis de coral banhados pelas águas do Oceano Índico, as Maldivas, um ex-protetorado britânico, parecem um paraíso.
 

 
     Mas seu território está encolhendo a cada ano. No último século, o nível do mar em partes do arquipélago subiu quase 20 centímetros.
     As Maldivas são a nação com a costa mais próxima ao nível do mar no mundo - seu relevo mais alto fica dois metros acima do nível do mar.
     A Organização das Nações Unidas (ONU) estimam que o nível do mar pode subir globalmente até quase 60 centímetros este século.
     Nasheed teme que até uma elevação pequena possa levar à inundação de algumas ilhas. "Nós não podemos fazer nada para impedir as mudanças climáticas sozinhos, então temos que comprar terra em outro lugar. É uma apólice de seguros para o pior quadro possível", afirmou.
 

 
     O turismo traz milhões de dólares para o país anualmente. O plano do presidente eleito é criar o que ele qualifica como um "fundo soberano" -- aplicação de parte das reservas internacionais em investimentos de maior risco e retorno -- gerado pela "importação de turistas" da forma como os países árabes fizeram com a exportação de petróleo. "O Kuwait investiu em empresas, nós vamos investir em terras", afirmou.
      Nasheed procura um lugar próximo com cultura, culinária e clima semelhantes -- possivelmente na Índia ou Sri Lanka. Mas a Austrália também está sendo levada em conta por causa das dimensões de territórios não ocupados. Ele teme que, se não tomar medidas prevendo o futuro, os descendentes dos 300 mil habitantes das ilhas Maldivas podem se tornar refugiados ambientais.
      "Nós não queremos deixar as Maldivas, mas não queremos ser refugiados vivendo em tendas por décadas", concluiu Nasheed.
 

 
Fonte: BBC - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Vendedores terão de oferecer postos para coleta de pilhas e baterias usadas

     Pontos de venda terão dois anos para se adequarem a resolução do Conama
Entrou em vigor na última quarta-feira a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) sobre pilhas e baterias. A partir de agora, todos os pontos de venda do país terão dois anos para oferecer aos consumidores postos de coleta para receber os produtos descartados. Além disso, caberá ao comércio varejista encaminhar o material recolhido aos fabricantes e importadores que, por sua vez, serão responsáveis pela reciclagem, ou, quando não for possível, pelo descarte definitivo em aterros sanitários licenciados.
 

 
     A resolução nº 401 estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado. A norma prevê ainda que nos materiais publicitários e nas embalagens de pilhas e baterias, fabricadas no país ou importadas, deverão constar de forma clara, visível e em língua portuguesa, a simbologia indicativa da destinação adequada, as advertências sobre os riscos à saúde humana e ao meio ambiente, bem como a necessidade de, após seu uso, serem encaminhadas aos revendedores ou à rede de assistência técnica autorizada.
     Os fabricantes e importadores de produtos que incorporem pilhas e baterias também deverão informar aos consumidores sobre como proceder quanto à remoção destas pilhas e baterias após a sua utilização, possibilitando sua destinação separadamente dos aparelhos. Para as pilhas e baterias não contempladas na nova norma, fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e poder público deverão implementar programas de coleta seletiva também no prazo de dois anos previsto na resolução.
 

 
Fonte: Click RBS
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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domingo, 9 de novembro de 2008

Mudanças na Lei de Crimes Ambientais devem sair em duas semanas

     O infrator que receber multa por crime ambiental e quiser recorrer da penalidade terá que depositar 70% do valor. A nova regra estará entre as mudanças na Lei de Crimes Ambientais, que serão anunciadas em duas semanas, de acordo com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
      Outras alterações, já anunciadas por Minc, serão a redução de quatro anos para quatro meses do prazo para recursos das infrações e a possibilidade de leilão dos bens apreendidos em fiscalizações ambientais.
 

 
      "O decreto terá mais de 100 artigos. Já conversei com o presidente Lula e estão sendo feitos os últimos acertos. A minha expectativa é de duas semanas para a assinatura", comentou Minc na quarta-feira (18), antes de participar de lançamento de livro do Fórum Brasileira de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Fboms).
      "Hoje em dia é uma vergonha: mais de 90% das multas não são pagas. Isso desmoraliza os órgãos ambientais. A razão do decreto é fazer com que esse percentual aumente. Nosso objetivo é combater a impunidade ambiental de maneira decisiva", disse.
      A conversão da multa em "serviço ambiental imediato" também será outra possibilidade a ser oferecida aos infratores para garantir o cumprimento da penalidade e a compensação do dano ambiental, segundo Minc.
 
Fonte: Luana Lourenço/Agência Brasil - Ambiente Brasil
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Representantes da Apedema-RS entregam documento sobre Pai Querê à secretária Executiva do MMA

     Na tarde de quarta-feira, 05/11, representantes da Assembléia Permanente de Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul (Apedema) entregaram um documento à Secretária Executiva do Ministério do Meio Ambiente (MMA), sobre a hidrelétrica de Pai Querê, prevista no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal.
     A reunião da secretária com o biólogo da Ufrgs Paulo Brack, representando o Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (Ingá) e Jarbas Cruz, da Associação Amigos do Meio Ambiente de Guaíba (AMA), durou cerca de 1hora e 30 minutos e contou com a presença também de Maria Cecília Wey de Brito, secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, e do presidente do CONAMA, Nilo Sérgio de Melo Diniz.
 

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     Araucárias e peixes
     Conforme relato de Brack, um dos principais assuntos tratados foi a questão das fragilidades ambientais da área prevista para a hidrelétrica, em licenciamento pelo Ibama, em especial a quantidade exorbitante de araucárias (181 mil araucárias) que seriam suprimidas, além dos 4 mil hectares de florestas dos remanescentes mais contínuos da Zona Núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.
     Também teve destaque no encontro, a questão da grande chance de extinção de espécies de peixes endêmicos da região e que são restritos a corredeiras. Em menos de dez anos, mais de 15 espécies novas foram descritas para o rio Pelotas, onde está prevista a obra.
 

Curicaca

 
     Alguns destes peixes são conhecidos popularmente por cascudos, porém de menor tamanho e distintos dos demais encontrados em outras regiões do Estado. É grande a chance de serem descobertas e descritas, para este rio, outras espécies novas para a Ciência.
     Diante dos argumentos dos ambientalistas, conta Brack, a secretária Isabella, que trabalha em licenciamentos ambientais do órgão ambiental há mais de vinte anos, admitiu que as licenças só são concedidas se, tecnicamente, os empreendimentos se mostram viáveis do ponto de vista ambiental.
     Ressaltou que a parte técnica é essencial, e este aspecto também é prioridade do Ministro Minc e será considerado fundamental na licença da UHE Pai Querê.
 

Paisagem do rio Pelotas, ameaçada de inundação pela UHE Pai Querê (foto: Adriano Becker/Setembro 2006)

 
     Refúgio da Vida Silvestre do Rio Pelotas e Áreas Livres de Barramento
     Um dos temas discutidos se refere à questão de que a obra está incluída no Programa de Aceleração do Crescimento, com sinal de alerta, por parte da Casa Civil, por não ter sido ainda concedida a licença ambiental, desde o lançamento do PAC.
     Os ambientalistas destacaram o documento do III Fórum sobre Impacto das Hidrelétricas: o caso da UHE Pai Querê e questionaram a inclusão de obras em programas governamentais, sem mesmo possuírem qualquer licença ambiental.
     Também houve discussão sobre as resistências ao Refúgio da Vida Silvestre do Rio Pelotas por parte do governador de SC e pela Casa Civil.
 

Imagens da região que afetará a hidrelétrica de Pai Querê

 
     Este aspecto esteve destacado na página eletrônica do PAC, por parte do Ministério do Planejamento, onde Pai Querê constava com problemas pois ?possível criação de unidade de Conservação? poderia ?comprometer? o projeto da hidrelétrica.
     Os ambientalistas argumentaram pela necessidade de que os estudos prévios de zoneamentos ou de avaliações integradas das bacias dos rios considerem a necessidade de segmentos de rios, ou rios inteiros, onde os impactos sejam de grande monta, possam ser considerados como Áreas Livres de Barramento.
     Esta lógica, afirmaram, foi incorporada no planejamento da implantação de empreendimentos hidrelétricos na bacia do rio Taquari-Antas, no Rio Grande do Sul, em 2001, por meio de estudos da Fepam, na época.
     Descreveram que eram 54 projetos, sendo permitida duas terças partes e outras 17 destas hidrelétricas foram consideradas inviáveis de serem construídas.
 

 
     Camisetas da campanha contra a hidrelétrica presenteadas ao MMA
     Além do documento, os ambientalistas do Rio Grande do Sul entregaram duas camisetas da campanha "Hidrelétrica de Pai Querê? Não, Obrigado" à Secretária e também para entrega ao ministro. Solicitaram maior debate com a sociedade sobre este tema de interesse de todos.
     No final do encontro, os representantes do MMA afirmaram que os aspectos técnicos serão prioridade na decisão sobre o tema.Agora, basta saber se este procedimento não receberá o tradicional atropelo da Casa Civil e do Ministério de Minas e Energia.
 
Fonte: EcoAgência
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder
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Governo quer impedir eleição de diretor técnico da Fepam/RS

     No encerramento do debate dos candidatos a diretor-técnico da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam/RS), na manhã desta quarta-feira, a coordenadora da mesa deu a notícia: o Palácio Piratini recomendou à direção da Fepam a suspensão da eleição para escolher o novo diretor-técnico da entidade.
     Porém, a direção do Sindicato da categoria (Semapi) e da Associação dos Funcionários (Asfepam) e a Comissão Eleitoral garantiram que a eleição irá ocorrer normalmente na segunda-feira, dia 10.
     O chefe da Casa Civil do governo Yeda Crusius, José Alberto Wenzel, encaminhou, nesta terça-feira (04/11), mensagem ao secretário do Meio Ambiente, Francisco Simões Pires, e à diretora da Fepam, Ana Maria Pellini, pedindo a suspensão do processo eleitoral.
     A mensagem afirma: "Recomendo ao Senhor Secretário de Estado do Meio Ambiente, Dr. Francisco Simões Pires, orientar à presidência da Fepam no sentido de que o processo eleitoral da Diretoria Técnica atualmente em curso seja suspenso, até definitiva manifestação jurídica desta Casa Civil a respeito da sua estrita legalidade, uma vez que o ato de nomeação para o cargo objeto do processo é de competência privativa do governo do Estado e, qualquer ilegalidade ou irregularidade que eventualmente se apresente no processo eleitoral poderá vir a frustrar o atendimento da vontade dos funcionários daquela instituição".
     "A notícia foi veiculada na intranet da Fepam para todos os servidores foi uma clara tentativa de desmobilizar os trabalhadores e impedir o quórum mínimo de 2/3", salientou o presidente da Asfepam e diretor do Semapi Antenor Pacheco, após o encerramento do debate.
     Segundo ele, o governo está tentando dar um golpe. "Nós não podemos perder esse momento histórico. Após quase dois anos de atraso, conseguimos garantir o nosso direito constitucional (artigo 25 da Constituição estadual) de eleger um diretor e não vamos permitir que esse governo fora da lei intervenha no processo. Temos que nos preparar para defender a democracia no Rio Grande do Sul, ameaçada pelos desmandos do governo Yeda", concluiu Pacheco.
     A eleição está marcada para ocorrer em dois turnos, nos dias 10 de novembro e 1º de dezembro. Depois desta etapa, há ainda o processo político para garantir a nomeação do eleito.
 

[Debate_fepam_5_11_prin.gif]

 
     Candidatos apresentam propostas
     Os dois candidatos inscritos para concorrer ao cargo de diretor-técnico, Flávio Wiegand e Roberto Claro, apresentaram suas propostas no debate desta manhã, no Auditório da Fepam (foto).
     Flávio Wiegand foi um dos funcionários afastados pela direção da Fepam, no caso da duplicação da Aracruz, por não ter concordado em assinar parecer a favor da Licença Prévia no caso.
     Esse fato foi um dos motivadores do processo judicial de improbidade administrativa contra a atual diretora Ana Pellini. O candidato apresentou um Plano de atuação caso seja eleito e se comprometeu com a valorização do corpo técnico e buscar uma coalizão para enfrentar os problemas no exercício do trabalho.
     O candidato Roberto Claro faz uma retrospectiva de sua atuação na Fepam, onde já ocupou o cargo de diretor-técnico. Segundo ele, seu principal erro na direção foi ter sido governo demais e ter deixado de ser o que todo diretor deve ser, ou seja, técnico.
     Na sua avaliação, a única maneira que existe de sair ileso da pressão externa é obedecer a legislação. Roberto também colocou sua indignação com o regulamento eleitoral que, na sua opinião, alijou pessoas do processo. E afirmou que essa foi sua principal motivação para concorrer ao cargo para mudar essa situação.
     Ele finalizou afirmando que essa eleição pode ser um divisor de águas na Fepam. Antenor Pacheco explicou que o candidato Roberto Claro secretariou as duas Assembléias Gerais presididas por ele. O regulamento foi discutido e aprovado por ampla maioria dos trabalhadores presentes. O Semapi e a Asfepam reafirmaram que o processo eleitoral será mantido.
     Por Katia Marko, da assessoria de imprensa do Semapi. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.
 
Fonte: Ecoagência
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Buraco da camada de ozônio atinge 5ª maior extensão

     O buraco da camada de ozônio gerado anualmente sobre a Antártida alcançou este ano um tamanho máximo de 27 milhões de km², o que representa a quinta maior extensão atingida na história, segundo cálculos da Nasa, a agência espacial americana.
     A máxima extensão foi alcançada este ano em 12 de setembro, de acordo com os dados coletados pelo satélite "Aura" da Nasa, e, apesar de ser a quinta maior da história, o cientista Paul Newman disse em comunicado que se trata de um tamanho "moderadamente grande".
 

 
     Newman destacou ainda que a quantidade de substâncias que destroem o ozônio diminuiu 3,8% desde seus níveis máximos alcançados em 2000.
     O maior buraco de ozônio registrado na estratosfera que se encontra sobre a Antártida até agora foi em 2006, quando alcançou os 29,5 milhões de km², com uma perda de ozônio de 40 milhões de toneladas.
     Geralmente, esse "buraco" (diminuição na quantidade de ozônio em uma faixa da atmosfera) começa a ser criado por volta de agosto e costuma alcançar seu máximo no final de setembro ou início de outubro, para depois diminuir de novo.
     A camada de ozônio começou a ser destruída pelo uso de produtos químicos que emitem gases nocivos à atmosfera, como os clorofluorcarbonetos (CFC), capazes de destruir essa camada e, portanto, de facilitar a entrada dos raios ultravioleta responsáveis pelo câncer de pele, entre outros males.
 
Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Baleia Jubarte morta encalha em praia no ES

    Uma baleia da espécie Jubarte com mais de 10 m de comprimento e cerca de 40 t foi encontrada morta na madrugada desta terça-feira, na praia de Nova Almeida, município de Serra, região metropolitana de Vitória (ES). Moradores da região informaram que o animal já estava morto quando foi levado pelas correntes até a beira da praia.
 

A baleia jubarte já estava morta quando foi levada pela correnteza até a praia de Nova Almeida, em Serra, região metropolitana de Vitória (Foto: Alex cavalcanti/Especial para Terra)

 
     Durante a manhã, técnicos da prefeitura estiveram no local para estudar a melhor forma de remover os restos da baleia, que já se encontra em estado de decomposição. O presidente do Instituto Orca, Lupércio Barbosa, esteve no local e explicou que a remoção será complicada. "Além de muita pesada, parte da baleia está dentro d'água. Vai ser bem difícil removê-la", explicou Barbosa.
     A secretaria de Obras da Prefeitura da Serra enviou equipamentos e tratores ao local para efetuar a remoção da carcaça. Segundo o presidente do Instituto Orca, como o animal está estágio avançado de decomposição, talvez seja difícil determinar a causa da morte.
 

Técnicos da prefeitura estiveram no local para estudar a melhor forma de remover a carcaça, que já se encontra em estado avançado de decomposição (Foto: Alex cavalcanti/Especial para Terra)

 
Autora: Alex Cavalcanti - Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Herbicidas podem estar por trás de mortandade de sapos, diz estudo

Substância faz parasita proliferar e ataca sistema imune de anfíbios.
Segundo pesquisador, é possível substituir defensivo que causa problema.
 
     A mortandade generalizada de sapos, rãs e outros anfíbios mundo afora, que constitui uma das maiores crises ambientais ds últimos anos, ganhou um novo e letal vilão. Estamos falando da atrazina, um herbicida amplamente usado na agricultura cuja ação devastadora contra esses bichos está sendo elucidada por pesquisadores americanos. A atrazina faz com que, ao mesmo tempo, os principais parasitas dos anfíbios se multipliquem e o sistema de defesa do organismo deles fique debilitado. O resultado? Uma hecatombe.
 

Esta rã norte-americana é uma das vítimas do
                herbicida (Foto: Neal Halstead/Universidade do Sul da Flórida)

Esta rã norte-americana é uma das vítimas do herbicida (Foto: Neal Halstead/Universidade do Sul da Flórida)

 
     É muito difícil interpretar de outro jeito os dados de campo e experimentais que estão na edição desta semana da revista científica "Nature". A equipe capitaneada por Jason R. Rohr, do Departamento de Biologia da Universidade do Sul da Flórida, estudou anfíbios do interior dos Estados Unidos, mas é bastante provável que suas conclusões se apliquem a outras áreas do mundo. "Levando em conta a falta de regulação efetiva do uso de herbicidas em muitos países tropicais, é bastante provável que até os anfíbios de áreas aparentemente virgens estejam sofrendo", declarou Rohr ao G1.
     Lei a reportagem na íntegra AQUI.

Autor: Reinaldo José Lopes - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Pesquisa: níveis de metano aumentaram em 2007

O metano, um dos principais gases do efeito estufa que causam a mudança climática, registrou aumento brusco no ano passado, após uma década de níveis estáveis, revelou um estudo divulgado pela revista Geophysical Review Letters.
 
     Os níveis na atmosfera desse gás formado por átomos de carbono e hidrogênio (CH4) dobraram nos dois últimos séculos. No entanto, há até pouco tempo acreditava-se que a emissão gerada pelas indústrias era neutralizada pelo grau de destruição do gás na atmosfera.
     Mas esse equilíbrio se alterou desde o começo de 2007, o que somou milhões de toneladas métricas de metano na atmosfera, segundo Matthew Rigby e Ronald Prinn, cientistas do Instituto Tecnológico de Massachusetts e autores do trabalho.
 

Foto: Reuters

Cientistas argentinos estão colocando em prática um novo método para estudar o aquecimento global Tanques plásticos foram instalados nas costas das vacas para coletar os arrotos dos animais. Segundo os pesquisadores, a lentidão do sistema digestivo das vacas faz destes animais produtores de metano, um potente gás que causa o efeito estufa, e que recebe menos atenção pública do que o dióxido de carbono nas ações de combate ao aquecimento global. (Foto: Reuters) (fonte)

 
     O metano é produzido por pântanos, arrozais, pelo gado, pelo gás e pelo carbono emitido pelas indústrias. É destruído na atmosfera pela reação com radicais livres.
     "Este aumento do metano é preocupante, pois a recente estabilidade tinha ajudado a compensar o aumento inesperadamente rápido das emissões de dióxido de carbono", disse Drew Shindell, do Instituto Goddard de Estudos do Espaço na Nasa, a agência espacial americana.
     O estudo determinou que o aumento dos níveis de metano ocorreu de forma simultânea em todo o planeta, apesar de a maior parte das emissões ter acontecido no hemisfério norte.
     Segundo os pesquisadores, isto se deveria a um aumento das temperaturas na Sibéria durante todo o ano de 2007, o que provocou uma maior emissão bacteriana nos pântanos dessa região.
     Outra explicação, segundo os cientistas, poderia ser, pelo menos parcialmente, uma queda das concentrações de radicais livres na atmosfera.
 
Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Cavalo é castigado na Ilha Grande dos Marinheiros

     Um cavalo foi severamente castigado ontem à tarde por ter parado ao não mais suportar o esforço ao qual foi submetido. A punição foi aplicada por três jovens que conduziam a carroça que serve para carregar material reciclável na Ilha Grande dos Marinheiros, na Capital.
 

Imagem: WESLEY SANTOS / ESPECIAL / CP

 
     O fato ocorreu diante do olhar de dezenas de pessoas que vivem na rua de chão batido da ilha. O animal sofreu uma série de agressões de relho e chicote. Como não suportou a dor e os ferimentos, acabou desabando, ainda atrelado à carroça. Passou-se algum tempo até que o cavalo pudesse se levantar e, com os agressores, desaparecer sem que alguém pudesse tomar alguma medida contra os maus-tratos.
 
Fonte: Correio do Povo
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Estilo de vida do homem extrapola capacidade do planeta

A Terra perdeu, em pouco mais de um quarto de século, quase um terço de sua riqueza biológica e recursos, e no atual ritmo, a humanidade necessitará de dois planetas em 2030 para manter seu estilo de vida, advertiu nesta terça o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, por sua sigla em inglês).
 
     A demanda da população excede em cerca de 30% a capacidade regeneradora da Terra, segundo o Relatório Planeta Vivo 2008, divulgado por esta organização ambientalista a cada dois anos sobre a situação ambiental dos ecossistemas.
     "O mundo está lutando atualmente com as conseqüências de ter supervalorizado seus ativos financeiros. Mas uma crise muito mais grave ainda virá: um desastre ecológico causado pela não valorização de nossos recursos ambientais, que são a base de toda a vida e da prosperidade", disse o diretor-geral da WWF, James Leape.
 

Maior o desenvolimento maior é o destre ecológico proporcionado

 
     O estudo mostra que mais de 75% da população mundial vive atualmente em países que são "devedores ecológicos", onde o consumo nacional superou sua capacidade biológica de regeneração.
     "A maioria de nós segue alimentando nosso estilo de vida e nosso crescimento econômico extraindo cada vez mais o capital ecológico de outras partes do mundo", afirmou Leape.
     "Se as demandas em nosso planeta continuarem crescendo no mesmo ritmo, em meados dos anos 30 necessitaremos do equivalente a dois planetas para manter nosso estilo de vida", acrescentou.
     O relatório, elaborado desde 1998, revela que o Índice Planeta Vivo (IPV) caiu quase 30% desde 1970. Isto significa que se reduziram nessa proporção aproximadamente 5 mil povoações naturais de cerca de 1.686 espécies, uma taxa superior a de 25% do relatório de 2006.
     Estas perdas se devem a fatores como desmatamento, poluição, pesca proibida, impacto de diques e mudança climática.
 

Relação entre o IDH e a Pegada Ecológica

 
     "Estamos atuando ecologicamente (...) buscando a gratificação imediata sem olhar as conseqüências", lamentou Jonathan Loh, co-diretor da Sociedade Zoológica de Londres.
Segundo o estudo, que mediu a "pegada ecológica da humanidade", ou a deterioração que as atividades humanas produzem nos sistemas naturais, estas utilizaram uma média de 2,7 hectares globais por pessoa, enquanto a capacidade dos sistemas de absorver o impacto só chega a 2,1 hectares em média por pessoa.
     Os Estados Unidos e a China contam com as maiores pegadas ecológicas nacionais. Cada um conta com 21% da capacidade global de absorver o impacto, no entanto os dois países "consomem" uma parte muito maior dos recursos.
     Assim, cada cidadão dos EUA requer uma média de 9,4 hectares globais, enquanto que os chineses usam uma média de 2,1 hectares.
     Além disso, oito nações - EUA, Brasil, Rússia, China, Índia, Canadá, Argentina e Austrália - contêm mais da metade dessa capacidade global.
     No entanto, EUA, China e Índia, devido a suas povoações e hábitos de consumo, são "devedores ecológicos", com pegadas ecológicas superiores às suas capacidades, pois a excedem, respectivamente, 1,8 vezes, 2,3 vezes, e 2,2 vezes.
     Estes dados contrastam com os do Congo, com uma capacidade de absorver o impacto de quase 14 hectares globais por pessoa e que só utiliza 0,5 por habitante, mas que enfrenta um futuro de degradação ambiental pelo desmatamento e pelas crescentes demandas de uma população em crescimento e por pressões para exportar seus produtos.
 
Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Quantidade de gelo no Ártico 'despencou', diz estudo

Queda chegou a 49 centímetros em algumas áreas, segundo cientistas.
 
     A espessura do gelo no Oceano Ártico "despencou" no último inverno, segundo uma pesquisa do University College de Londres. Os cientistas britânicos afirmam que a espessura do gelo no mar Ártico diminuiu até 49 centímetros em algumas regiões, segundo informações enviadas por satélite. De acordo com os pesquisadores, esses resultados fornecem a primeira prova definitiva de que o volume total do gelo no Ártico está diminuindo.
      O gelo no mar do Ártico bateu o recorde negativo ao chegar ao se menor tamanho em 2007, quando sua área atingiu apenas 4,13 milhões de quilômetros quadrados. O recorde anterior era de 5,32 quilômetros quadrados, medidos em 2005. "A espessura do gelo estava constante nos últimos cinco invernos antes deste, mas despencou no inverno depois do mínimo (registrado) em 2007", afirmou uma das autoras da pesquisa, Katherine Giles, à BBC.
     De acordo com dados coletados pelo Centro de Observação Polar do University College de Londres - parte do Centro Nacional da Grã-Bretanha para Observação da Terra - no último inverno o gelo tinha diminuído de espessura em uma média de 26 centímetros abaixo da média de invernos entre 2002 e 2008. As descobertas foram publicadas na revista especializada "Geophysical Research Letters".
 

Evolução do degelo no àrtico segundo a NASA (fonte)

 
     Causas
     Seymour Laxon, outro autor da pesquisa, afirmou que ainda não foram explicadas todas as causas deste problema. "A extensão pode mudar, pois o gelo pode ser redistribuído, aumentando a quantidade de água exposta. Mas isso não reduz a quantidade total de gelo", disse o cientista à BBC.
    "Para determinar se a redução do gelo no mar é o resultado do gelo se acumulando contra a costa ou se é o resultado do derretimento, é preciso medir a espessura."
     "Acredito que esta seja a primeira vez que podemos dizer, definitivamente, que o principal do volume total de gelo diminuiu. Então isto significa derretimento; não significa que o gelo tenha apenas sido empurrado para a costa", acrescentou.
 

Projeção climática para o Ártico em 2090 pela Arctic Climate Impact Assessment (ACIA) (fonte)

 
     Projeções
     A pesquisadora Katherine Giles afirmou que, devido às condições climáticas difíceis no Ártico, outras formas de medir o gelo, como submarinos ou aeronaves, são limitadas.
     "Estamos usando dados de satélite, o que significa uma cobertura em todo o Oceano Ártico (exceto no centro), e temos estes dados de forma contínua, portanto conseguimos boa cobertura em termos de tempo e área", afirmou.
     Seymour Laxon acrescentou que as descobertas do projeto estão sendo usadas para ajudar a refinar as informações em projeções climáticas para o futuro. "A época em que o Oceano Ártico vai desaparecer é uma informação aberta ao debate. Cerca de cinco anos atrás a projeção média para o desaparecimento era por volta de 2080", afirmou.
     "Mas os índices mínimos de gelo e esta prova de derretimento sugerem que devemos apoiar os modelos que sugerem que o gelo do mar vai desaparecer entre 2030 e 2040, mas ainda existe muita incerteza", acrescentou.

Fonte: BBC - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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domingo, 26 de outubro de 2008

Greenpeace demarca rota de material radioativo em Salvador

Cerca de 5 km do trajeto percorrido todos os anos por caminhões carregados de concentrado de urânio foram pintados com símbolos nucleares
 
     Para expor os perigos do ciclo do combustível nuclear no Brasil, 20 ativistas do Greenpeace demarcaram, nesta madrugada (23/10), trecho da rota do transporte de yellow cake (concentrado de urânio) que atravessa Salvador, na Bahia. A demarcação foi feita ao longo de cerca de cinco quilômetros da Avenida Bonoco, principal via de acesso à capital baiana. Sinais amarelos simbolizando radiação, com 2 metros de diâmetro, foram pintados em seqüência no asfalto até a entrada do Porto de Salvador. Placas foram afixadas no acostamento, alertando motoristas e passageiros sobre o transporte de material radioativo pelo local.
 

Greenpeace demarca rota de material radioativo em Salvador

Greenpeace demarca rota de material radioativo em Salvador

 
     O yellow cake que passa por Salvador é resultado do processamento do urânio retirado da mina de Caetité (BA) pela INB (Indústrias Nucleares Brasileiras). Uma vez beneficiado, o urânio segue em comboios de caminhões até Salvador, percorrendo mais de 700 quilômetros de estradas federais e estaduais e atravessando 40 municípios e povoados.
"Estamos chamando a atenção da sociedade brasileira para os perigos do extenso e complexo ciclo da energia nuclear no Brasil. Quem mora aqui em Salvador deve saber que vive na rota de transporte de material radioativo", disse Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de Energia do Greenpeace, que participou do protesto.
     Historicamente, têm ocorrido um ou dois transportes de yellow cake na Bahia por ano. No último carregamento conhecido, realizado em maio de 2008, houve falta de coordenação entre o transporte terrestre e a chegada do navio que levaria as 175 toneladas de material nuclear até o Canadá. A carga ficou estocada ao ar livre e em condições precárias por três dias em armazém próximo ao Porto de Salvador. De
acordo com informações obtidas pelo Greenpeace junto a fontes de Caetité, um novo transporte estaria programado até o final desse ano.
 

Carga de Urânio é armazenada sem seguir normas de segurança (fonte)

 
     Em oito anos de operação da INB em Caetité, já ocorreram vários episódios de multas e infrações envolvendo o transporte de yellow cake. Em 2004, a empresa foi multada em R$ 1 milhão pelo Ibama da Bahia por fazer uma "operação casada" no transporte de urânio pela Baía de Todos os Santos, em Salvador. O navio transportava urânio enriquecido para Resende (RJ) e parou na capital baiana para pegar 250 toneladas de yellow cake de Caetité. De acordo com o Ministério de Ciência e Tecnologia, a INB só precisa de licença do Ibama e da CNEN para o transporte de yellow cake quando o volume total da carga for de 375 toneladas (ou 25 carretas) por comboio.
     Do porto, o yellow cake segue de navio para o Canadá, onde é convertido para gás. De lá, viaja para a Holanda, aonde é enriquecido. Retorna ao Brasil pelo Porto do Rio de Janeiro e na Fábrica de Combustível Nuclear da INB em Resende (RJ), é transformado em pastilhas usadas como combustível nos reatores de Angra dos Reis (RJ).
     Além de Angra 3, o governo federal  prevê a construção de mais 4 a 8 usinas nucleares no país, sendo duas no Nordeste. Segundo informações veiculadas pela imprensa em setembro de 2008, o Estado da Bahia teria se candidatado para hospedar as primeiras plantas nucleares da região nordeste.
 

Usina de Beneficiamento de Urânio - Caetité (fonte)

 
     A atividade do Greenpeace reforça a divulgação do relatório "Ciclo do Perigo – Impactos da produção de combustível nuclear no Brasil", que na semana passada denunciou a contaminação da água por urânio na área de influência direta da INB em Caetité. O documento foi encaminhado ao Ministério Público Federal e órgãos públicos exigindo uma investigação urgente, ampla e independente para determinar a fonte exata e a extensão da contaminação.
     O Ministério Público Federal marcou para o dia 6 de novembro uma audiência pública em Caetité para ouvir a população local. Uma equipe com técnicos do Instituto de Meio Ambiente (IMA), Instituto de Gestão das Águas e da Secretaria de Saúde do governo da Bahia já está no município coletando amostras e analisando a situação de saúde das pessoas que vivem no entorno da INB. O MPF baiano anunciou também que vai reabrir um inquérito de 2000 para enfim conduzir uma investigação independente sobre os impactos da mineração de urânio de Caetité.
      "Quanto mais usinas nucleares, maior a demanda por combustível nuclear e maiores os impactos da mineração do urânio e a freqüência de transportes de materiais radioativos no país", diz Rebeca Lerer. "Por mais que o governo Lula se esforce para vender a tecnologia atômica como uma solução, a verdade é que o ciclo da energia nuclear traz problemas como a contaminação da água em Caetité e a geração de lixo radioativo pelas usinas, envolvendo graves riscos de acidentes e altos custos financeiros. A energia nuclear é um erro do início ao fim", conclui.
 
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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sábado, 25 de outubro de 2008

Barroso: luta contra aquecimento deve ser mantida

     O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, fez um apelo neste sábado em Pequim para que o mundo não se esqueça dos compromissos assumidos para combater as mudanças climáticas, apesar da crise financeira.
 

Somente na Ásia a mudança climática poderá causar o deslocamento de 100 milhões (fonte)

 

     "A crise financeira não é razão e não deve servir de pretexto para adiar nossos compromissos na luta contra o aquecimento global", declarou Barroso em uma entrevista coletiva após o encerramento da cúpula Ásia-Europa, realizada entre sexta-feira e sábado na capital chinesa, da qual participaram dirigentes de mais de 40 países.
     "Não é porque existe uma crise financeira que a ameaça das mudanças climáticas vai desaparecer", acrescentou.
 
Fonte: AFP - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Custo global do desmatamento pode chegar a US$ 1 trilhão ao ano até 2100

      Relatório independente propõe cooperação internacional para solucionar o problema
Um relatório independente realizado pelo empresário Johan Eliasch, diretor da organização Cool Earth, apresenta uma análise sobre financiamento internacional para reduzir o desmatamento e seus impactos sobre a mudança climática. Segundo o estudo, os acordos internacionais devem centrar suas ações em medidas para controlar a perda de florestas globais e beneficiar países em desenvolvimento, além de apoiar a redução da pobreza e ajudar a preservar a biodiversidade. Caso medidas não sejam adotadas, seria adicionado aos impactos das emissões industriais, aproximadamente US$ 1 trilhão ao ano até 2100 no custo econômico global dos impactos da mudança climática.
 

A Skyonic espera capturar o dióxido de carbono das emissões industriais e transformá-lo em bicarbonato de sódio (fonte) (imagem: Digital Vision/Getty Images)

 
      As propostas do relatório visam reduzir pela metade as emissões causadas pelo desmatamento até 2020 e neutralizar as emissões de carbono do setor florestal até 2030, por meio da compensação das florestas perdidas com novas. Mas, segundo aponta o relatório, essa compensação só seria realizada a partir da cooperação internacional e incentivos de países produtores, que deveriam dar preferência às compras de produtos sustentáveis.
      Outra proposta seria incluir o setor florestal nos mercados globais de carbono, para estabilizar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. No cálculo realizado pelo estudo, seria possível reduzir as taxas de desmatamento em até 75% em 2030, se aliadas ao manejo sustentável e atividades de reflorestamento.
     As medidas, para Eliasch, precisam se apoiar em quatro alicerces: metas eficazes, monitoramento e relatórios sólidos, mecanismos para vincular o abatimento de emissões florestais aos mercados de carbono e financiamento adicional dos setores público, privado e governança para a distribuição dos fundos, que poderá ser dirigida aos âmbitos nacionais e regionais.
 

Emissões industriais aumentam o efeito estufa e contribuem para o aquecimento global (fonte)

 
     Segundo sugere o documento, os acordos internacionais precisam ser tomados dentro do Plano de Ação de Bali, além de mudanças significativas na utilização da terra para a produção.
     – Uma mudança à produção sustentável será complexa e desafiadora, mas não impossível, se a comunidade internacional agir de maneira conjunta e eficaz – conclui o documento.
     O relatório Eliasch foi construído de maneira independente e baseado em pesquisas já realizadas, respostas a exercícios de consultas com partes interessadas e visitas a vários países, como América Latina, África e sudeste da Ásia.
 
Fonte: Amazônia.org.br - ClicRBS
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Esgoto também é fonte de energia

     Cientistas israelenses descobriram uma forma de aproveitar um dos materiais mais inúteis e nojentos que a cidade produz: o esgoto. Eytan Levy e Ronen Shechter desenvolveram uma célula combustível que é alimentada pelo trabalho metabólico de bactérias presentes no esgoto e gera energia elétrica.
 

[esgoto.jpg]

 
     A célula, uma espécie de bateria, tem o tamanho de uma garrafa PET e não precisa ser recarregada. O fluxo constante de água de esgoto bombeada para dentro da célula alimenta as bactérias. Conforme as bactérias digerem a matéria orgânica do esgoto, elas liberam elétrons, que ativam o circuito elétrico. Essas bactérias são encontradas naturalmente na água do esgoto.
     A técnica de utilizar bactérias em baterias elétricas já é conhecida há mais de cem anos. Porém, a energia produzida na decomposição é pequena e os cientistas estão trabalhando agoar em uma forma de otimizar essa produção. "Se combinarmos alguns processos, poderemos obter até 1 kilowatt/hora para cada quilo de dejeto tratado", disse Levy. Em escala industrial, isso significa obter megawatts a partir dos resíduos que todos os habitantes das cidades produzem diariamente.
 
Autora: Thaís Ferreira - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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