sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Aquecimento global ameaça reservas de água do Himalaia

As mudanças climáticas ameaçam seriamente as reservas de água da região do Himalaia, colocando em perigo a subsistência de 1,3 bilhões de pessoas, afirmaram os especialistas reunidos em Estocolmo por ocasião da Semana Internacional da Água.
A região montanhosa do Himalaia, que abriga geleiras, e a zona de permafrost (camada de gelo permanente), as maiores do mundo depois das regiões polares, sofreram nos últimos anos um degelo progressivo e uma mudança espetacular no que diz respeito as precipitações, lamentaram os especialistas.


Himalaia visto da região do Nepal



"As geleiras do Himalaia desaparecem mais rápido do que no resto do mundo", afirma Mats Eriksson, do programa de gestão da água do Centro Internacional do Desenvolvimento Integrado das Montanhas.
Apesar das grandes altitudes, da distância e da difícil cooperação entre os países da região complicarem os estudos do fenômeno, Eriksson acha evidente que "a região está sendo especialmente afetada pela mudança climática".
"O retrocesso das geleiras é enorme, de até 70 metros ao ano", precisou. Xu Kinchu, que dirige o Centro para Estudos do Ecossistema Montanhoso na China, também assegurou que as mudanças climáticas estão devastando o Himalaia, enfatizando, por exemplo, que as temperaturas da montanha tibetana aumentam 0,3 grau por década, "o dobro da média mundial".
É difícil quantificar as repercussões nas reservas de água, mas o impacto é real na região em que as geleiras e a neve fornecem 50% da água que desce pelas montanhas e que alimenta nove dos maiores rios da Ásia.


O Himalaya, conhecido como o "Teto do Mundo", se estende através da China, Índia, Nepal, Paquistão, Mianmar, Butão e Afeganistão



O Himalaya, conhecido como o "Teto do Mundo", se estende através da China, Índia, Nepal, Paquistão, Mianmar, Butão e Afeganistão. A cordilheira montanhosa representa uma fonte importante de água para uma das regiões mais povoadas do planeta, com cerca de 1,3 bilhões de pessoas segundo censo oficial.
"A neve e o gelo se fundem proporcionando uma importante fonte de água fresca para a irrigação, energia e o consumo", explica Xu. As geleiras têm uma capacidade enorme para conservar a água. Desta maneira, se o nível de água aumenta à medida que o gelo se funde, a longo prazo, o desaparecimento das geleiras reduzirá a água disponível.
Paralelamente ao degelo, os cientistas observaram que em muitas zonas do Himalaia há mais chuva no período das monções e menos em épocas secas.
"As regiões mais secas ficam mais secas e as mais úmidas mais úmidas", resume Rakhshan Roohi, cientista do Instituto de Pesquisas de Recursos Água do Paquistão.
Além disso, com as condições climáticas incertas para as colheitas, que provocaram a migração de pessoas em busca de meios de subsistência alternativos, os agricultores enfrentam cada vez mais desastres naturais como cheias de rios e transbordamento de lagos.


Templo budista na cordilheira do himalaia em Butão



Fonte: AFP - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder




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Governo nega extinção de 80% das espécies de peixe

     O ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, rebateu nesta sexta-feira as críticas de um, divulgado em São Paulo na última terça-feira (19), que aponta que 80% das espécies de peixe exploradas economicamente no Brasil estão ameaçadas de extinção.
     "O Greenpeace fala das espécies sobre-explotadas. Ou seja, aquelas cuja exploração já está esgotada, como é o caso da lagosta. Não 80% de todas as espécies", explicou o ministro. "Para garantir a sustentabilidade, nós pretendemos focar a pesca nas espécies que ainda temos muita capacidade de exploração como é o caso da Anchuita", completou.
 

Camarão-sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri)

 
     Segundo Gregolin, a secretaria também fez trabalhos de recuperação das espécies ameaçadas como o camarão sete-barbas e a lagosta, ampliando o período de defeso em que a pesca fica proibida e intensificou a fiscalização.
     Para aumentar exploração e o cultivo para comercialização, a secretaria quer estimular que se coma mais pescados no Brasil. Para isso, vai promover, a partir do dia 25, a Semana do Peixe.
     No Brasil, a média de consumo por pessoa, a cada ano, é de apenas 7 quilos, enquanto no resto do mundo essa média é de 16 quilos. A Organização Mundial de Saúde recomenda que as pessoas consumam, pelo menos, 12 quilos de peixe por ano.
     As metas da secretaria incluem o aumento da produção de peixes das atuais 1,05 milhão de toneladas para 1,4 milhão de toneladas, até 2011 e ainda o aumento do número de pescadores cadastrados que atualmente é de 613 mil para 5 milhões, no mesmo período.
 

A lagosta também está em risco de extinção

 
Fonte: Agência Brasil - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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Paquistão, Índia, Afeganistão e Indonésia são sensíveis à mudança climática

     Índia, Paquistão, Afeganistão e Indonésia foram identificados como países extremamente sensíveis à mudança climática, por sua vulnerabilidade frente a desastres vinculados a este fenômeno, como secas extremas, inundações e ciclones, segundo um relatório científico publicado hoje em Genebra.
     O estudo, elaborado pela organização Care International e pelo Escritório de Ajuda Humanitária das Nações Unidas (Ocha), assinala que parte dos desafios políticos, sociais, demográficos, econômicos e de segurança enfrentados por esses países estão vinculados a tais perigos naturais.
 

Destruição do furacão Ivan

 
     "A mudança climática complicará muito as coisas e poderia debilitar os esforços para conduzir tais desafios", declarou Charles Ehrhart, um dos autores do relatório e representante da Care International.
     Essa situação não é exclusiva dos quatro países, observam os especialistas, mas também afeta outras nações das regiões do Sael, do Chifre da África e do sudeste da Ásia.
     Por sua parte, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes, lembrou que nos últimos meses foram vistas "terríveis imagens de pessoas afetadas por catástrofes naturais em diversos pontos do planeta".
     Ele mencionou os casos do furacão "Ivan" em Madagascar, a forte seca em zonas do sul e do leste da Ásia, e o ciclone "Nargis" em Mianmar.
     Ehrhart explicou que a probabilidade de que inundações, tempestades violentas ou secas resultem em desastres é determinada por fatores como o acesso oportuno e adequado a equipamentos e à informação, e a capacidade de exercer influência política. O relatório repete a previsão de outras avaliações científicas ao assinalar que haverá um aumento da intensidade, freqüência, duração e alcance de desastres relacionados com o clima.
     No entanto, deu esperança ao assinalar que "estes perigos não derivarão necessariamente em desastres, caso os líderes mundiais atuem agora".
 

O ciclone Nargis que assolou Mianmar e deixou 28.458 mortos (foto: APF)

 
Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

A terra é dos índios ou dos arrozeiros?

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     Índios e plantadores de arroz disputam uma área equivalente a 7,8% do território de Roraima.  É a reserva indígena Raposa Terra do Sol. No dia 27, o Supremo Tribunal Federal vai decidir se é legítima a demarcação das terras. Os arrozeiros dizem que precisam da terra para produzir e que já construíram infra-estrutura lá, de maquinário a estradas e até cidades. Já os índios (foto acima) argumentam que têm direito histórico à terra e que são uma chance de preservar melhor o ambiente da região.
     Várias entidades estão promovendo um manifesto público online de apoio à reserva indígena. A petição está aqui. O Supremo vai decidir. Mas você pode dar uma força.
 

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Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Wescehenfelder
 


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Brasil é líder em 'importação de água', diz relatório

País mais importa que exporta commodities que consomem água para serem produzidas.
 
     Um relatório da organização ambiental WWF aponta o Brasil como líder de um ranking de países importadores de água virtual agrícola - a água usada em plantações para a produção de alimentos, bebidas e roupas.
     O relatório foi apresentado nesta quarta-feira na Semana Internacional da Água, que reúne cerca de 2,5 mil representantes de 140 países na capital da Suécia, Estocolmo.
     O autor do estudo e especialista do WWF no mapeamento mundial da água, Stuart Orr, diz que o Brasil lidera o ranking por que importa mais commodities que consomem água para serem produzidas (como cereais e itens de vestuário) do que exporta.
     Segundo o relatório, o Brasil exporta 91 bilhões de m3 de água agrícola virtual por ano e importa 199 bilhões de m3 - o que representa uma importação líquida de 107 bilhões de m3 a cada ano.
     Em segundo lugar no ranking do WWF está o México (com importação líquida de 84 bilhões de m3 por ano), seguido de Japão (83 bilhões de m3), China (78 bilhões de m3), Itália (50 bilhões de m3) e Grã-Bretanha (40 bilhões de m3).
 

Maiores exportadores e importadores da 'água virtual'

 
     Impacto
     "Quando um país importa produtos de outros países, é importante ter consciência do impacto gerado sobre os recursos de água nas regiões em que estes produtos foram produzidos", disse Orr à BBC Brasil.
     "Por exemplo, uma camisa produzida com algodão cultivado no Paquistão ou no Uzbequistão requer 2,7 mil litros de água numa região que já apresenta sinais de escassez", afirmou.
     O especialista do WWF ressaltou a importância de que o Brasil, assim como os demais países, levem em consideração o impacto gerado por suas importações nos recursos de água das nações que exportam os produtos.
     "No caso do Brasil, é importante que o governo, as empresas e os consumidores tenham maior consciência deste impacto. É preciso saber onde e em que condições estes produtos são produzidos", disse Orr.
     "Se um produto é produzido em uma região ameaçada, há duas alternativas: ou discutir formas de melhorar o gerenciamento local da água, ou mudar de fornecedor. O que não podemos fazer é exportar nossos problemas para outros países e consumir água de regiões ameaçadas", afirmou.
 

Em 2020 cerca de 250 milhões de africanos poderão vir a sofrer com a falta de água.

 
     Grã-Bretanha
     O relatório de Orr se concentrou na Grã-Bretanha, que é hoje o sexto maior importador de água virtual.
     Segundo Orr, cada pessoa na Grã-Bretanha consome nas tarefas diárias uma média de 150 l de água por dia. Este total, porém, chega a 4.645 l de água per capita por dia quando se leva em conta a água "virtual" consumida na produção de alimentos, roupas e outros produtos.
     Apenas 38% do total de água consumida na Grã-Bretanha vem de seus próprios rios, lagos e reservas, conforme o WWF.
     O restante vem de recursos de vários países, utilizados para irrigar e processar alimentos e fibras que as pessoas consomem na Grã-Bretanha.
     "O que nos preocupa particularmente é que enormes quantidades destes produtos são cultivadas em regiões mais secas do mundo, onde os recursos da água ou já estão ameaçados ou muito provavelmente estarão sob ameaça no futuro próximo", diz o relatório.
     Para produzir apenas um tomate no Marrocos, segundo o estudo, são necessários 13 l de água. Levados em conta todos os ingredientes, uma xícara de café representa 140 l de água.
 

Consumo de 'água virtual'

 
     "Novo petróleo"
     Os especialistas reunidos em Estocolmo falam da água como "o novo petróleo" - um recurso limitado, que já está se esgotando em diversas áreas e que se tornará cada vez mais caro, promovendo um impacto crítico nos preços ao consumidor.
     A conferência, organizada pelo Instituto Internacional da Água de Estocolmo (SIWI), tem como tema central este ano o saneamento - "Progresso e perspectivas sobre a água: por um mundo limpo e saudável, com especial atenção ao saneamento".
     Segundo os organizadores da conferência, mais de 2,5 bilhões de pessoas ainda sofrem com a falta de acesso a condições básicas de saneamento em todo o mundo.
     A cada ano, 1,4 milhão de crianças morrem de doenças relacionadas à falta de saneamento básico.
     A ameaça imposta pelas más condições sanitárias é, segundo os organizadores, um dos maiores problemas ambientais da atualidade.
 
Fonte: BBC - G1
Postado por Wilson Junior Wescehenfelder
 
Obs: Para dados mais recentes, vá ao The Water Footprint, onde você também encontra até uma calculadora para verificar o quanto você consome de água.


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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Procuradoria Geral do Ibama/RS impõe reparos ao meio ambiente para infratores contumazes

     Até pouco tempo atrás, a Procuradoria do Ibama atuava quase sempre através de demandas administrativas ou por iniciativa do Ministério Público Federal e até do próprio Judiciário. Porém, com a vinda de cinco novos procuradores, melhora na estrutura administrativa e física da Procuradoria, além de atuar nos processos administrativos, inverteu a pauta e passou a trabalhar de forma pró-ativa, ajuizando diversas Ações Civis Públicas (ACP), obrigando os réus a reparar os danos causados ao meio ambiente, entre elas o ajuizamento de Ação Civil Pública n.º 2008.71.01.001196-4/RS, que obriga a Superintendência do Porto de Rio Grande (SUPRG) a apresentar estudos técnicos no prazo de 14 meses para a realização das instalações que receberão diversos tipo de resíduos, além de efetuar o combate à poluição, uma das condicionantes da Licença de Operação n.º 03/1997, que já foi inclusive objeto de autuação por parte do IBAMA, gerando a cominação de multa no valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão de Reais).
A liminar foi deferida, imputando a SUPRG multa diária por descumprimento da decisão judicial, no valor de mil reais.
     A liminar favorável ao Ibama/RS foi concedida em 31 de julho. Em sua argumentação a Procuradoria da SUPES/RS alega que "ano após ano, a movimentação de carga no Porto do Rio Grande registra importantes aumentos percentuais em relação ao exercício anterior.
 

DNIT investe R$ 28 milhões na ampliação dos molhes do Porto de Rio Grande/RS

 
     Por esta e outras razões, é que a ampliação do Porto de Rio Grande está entre as prioridades do PAC - Plano de Aceleração de Crescimento". Na argumentação, a Procuradoria do IBAMA/RS diz que o incremento na quantidade e tamanho dos navios a ingressarem no Porto, "implica também no aumento à exposição de riscos para acidentes e mesmo buscando o crescimento econômico, não se deve deixar de buscar a valorização do meio ambiente e ter a preocupação de observar se esse crescimento não causará impactos ambientais que afetam o próprio homem, para que se possa buscar o desenvolvimento sustentável para garantia da sobrevivência humana na Terra".
     A ACP estabelece ainda que deve ser colocada à disposição dos usuários do porto as seguintes informações: breve referência a importância fundamental da entrega correta dos resíduos gerados pelas embarcações e proveniente das cargas; situação das instalações portuárias receptoras com diagrama e mapa; lista de resíduos gerados pelas embarcações e provenientes das cargas habitualmente tratados; lista dos pontos de contato, dos operadores e os serviços oferecidos; descrição dos procedimentos de entrega; descrição do regime de tarifas; e procedimentos de notificação de supostas deficiências das instalações receptoras.
     Além desta, a Procuradoria ajuizou mais quatro ACPs durante a semana do meio ambiente deste ano. São elas:
1) Ação Civil Pública n.º 2008.71.07.002207-3 (RS) contra Nailor Luis Casagrande para erradicação exóticas dentro de Unidade de Conservação;
2) Ação Civil Pública n.º 2008.71.00.011921-3 (RS) x Colégio Registral do RGS com a finalidade de declarar a obrigatoriedade e impor o cumprimento, pelos registros de imóveis, de, em toda em qualquer transcrição/averbação de imóvel rural, exigir certidão de negativa de débitos de cada um dos entes ambientais: federal, estadual e/ou municipal. Esta ação está em compasso com a publicação do Decreto n.º 6514/2008, que revogou o Decreto n.º 3179/99, onde a obrigatoriedade de averbação da reserva legal, é considerada pelo novo decreto como sanção administrativa culminada com pena de multa, conforme art. 55;
3) Ação Civil Pública n.º 2008.71.00.011920-1(RS) x Loureni Mendes e Ernane José Mendes, que tem por objeto a reparação material e moral por pesca de arrasto dentro das três milhas;
4) Ação Civil Pública n.º 2008.71.02.002591-1(RS) x Ricardo Lang e outros que tem por objeto a indenização por dano material e moral, além de recomposição de degradação ambiental devido a realização de sobreposição de duas microbacias, na propriedade do réu.
 

Pesca de arrasto

 
Fonte: Assessoria de Comunicação Ibama/RS - CRBio
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

No dois pra lá, dois prá cá, quem dança é a floresta

     Contrariando seu discurso de posse, quando afirmou que o Presidente Lula não permitiria a redução da Reserva Legal na Amazônia, o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou acordo com o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, para possibilitar que os produtores rurais possam fazer a recuperação da reserva legal com espécies exóticas. Isso significa na prática a redução da reserva legal de 80% para 50% na Amazônia, pois monoculturas de espécies exóticas não cumprem a função ecológica prevista no Código Florestal.
     A proposta é a mesma do projeto de lei 6424/05, conhecido como Floresta Zero, de autoria do Senador Flexa Ribeiro, por permitir bacias hidrográficas sem cobertura florestal. A possibilidade de compensação de reserva legal em outra bacia hidrográfica desestimula a recuperação de áreas degradadas e mantém o cenário de desequilíbrio ambiental promovido pelos desmatamentos.
     Consideramos fundamental que qualquer discussão ou negociação em torno do Código Florestal seja feita de forma transparente e com participação da sociedade civil e da comunidade científica. Esse debate precisa levar em conta os demais biomas brasileiros, igualmente importantes.
     Aprimorar o Código Florestal, na lógica de otimizar o uso de áreas desmatadas e impedir novos desmatamentos é uma perspectiva positiva do ponto de vista socioambiental. Para tanto, é fundamental que as mudanças consolidem um entendimento comum de valorização da floresta.
 

 
     As entidades abaixo assinadas reconhecem que é indispensável para o País promover o desenvolvimento econômico sustentável e a geração de empregos. Combinar esses fatores à conservação e recuperação dos recursos naturais, garantindo a integridade dos ecossistemas é nosso desafio.
     A crise climática global e o papel dos desmatamentos na emissão de gases de efeito estufa exigem uma postura enérgica de controle dos desmatamentos e manutenção dos ativos florestais existentes no País. Recente estudo divulgado pela Embrapa sobre "Aquecimento global e a nova geografia da produção agrícola no Brasil" demonstra que o aquecimento global deve alterar profundamente a configuração da agricultura no Brasil e provocar perdas de R$ 7 bilhões.
     Infelizmente, no governo Lula, vale a máxima de Schelling: "não existe absurdo que não encontre o seu porta-voz".
 
Amigos da Terra – Amazônia Brasileira
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida - Apremavi
Conservação Internacional - CI
Fórum Matogrossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento - FORMAD
Instituto Centro de Vida - ICV
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM
Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia - IMAZON
Instituto Socioambiental - ISA
Greenpeace
Grupo de Trabalho da Amazônia – GTA
Vitae Civilis Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz
WWF Brasil
 
Fonte: Envolverde / Greenpeace
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Pesca ilegal na União Européia está descontrolada; Greenpeace faz intervenção

     Primeiro, um incidente matou centenas de peixes nos oceanos britânicos. Agora, foi necessária uma intervenção do Greenpeace da Alemanha e da Holanda para que a pesca ilegal cessasse de uma vez nos mares do norte alemão. Os ativistas posicionaram enormes pedaços de rochas nas superfícies oceânicas, esperando dificultar a ação dos pescadores ilegais.
 

 
     A pesca ilegal não apenas prejudica as águas e os peixes. Na região onde são montados os equipamentos para a ação, existem corais muito delicados, de recife, que estão sendo destruídos com tais intervenções não-naturais nos oceanos. Até agora, os resultados do Greenpeace têm sido muito positivos, mas serve como um aviso às autoridades da polícia ambiental da União Européia, que não parece estar prestando a devida atenção nos crimes que andam ocorrendo na região.
 
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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Universidade mexicana faz alerta sobre iminente "Era de gelo"

     A Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) previu hoje que o planeta Terra está perto de uma "pequena Era de gelo" que duraria entre 60 e 80 anos como conseqüência de uma diminuição da atividade solar.
     O trabalho da Unam foi apresentado pelo pesquisador do Instituto de Geofísica desse centro, Víctor Manuel Velasco Herrera, em um ato público em que foi defendido que a recente ruptura da geleira argentina Perito Moreno, incomum por ter ocorrido em pleno inverno, não foi devido à mudança climática.
     Segundo ele, se trata de um processo natural provocado pela temperatura e pela precipitação do rio.
 

Geleira Perito Moreno

 
     O especialista disse na conferência "Los derrumbes del Glaciar Perito Moreno" ("A destruição da geleira Perito Moreno", em tradução livre) que este tipo de fenômeno natural ocorre a cada dois ou quatro anos, "ainda no inverno".
     Depois, Velasco afirmou que as previsões do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPPC), onde se informa que a temperatura vai aumentar por causa da mudança climática, são errôneas.
     "São incorretos porque se baseiam apenas em modelos matemáticos e apresentam resultados em cenários que não incluem, por exemplo, a atividade solar", disse.
     Ele acrescentou que dentro da mudança climática há fatores internos como os vulcões e a atividade humana, e externos como a solar.
     "Curiosamente o astro nunca foi visto como um agente de esfriamento, mas de aquecimento, mas tem os dois papéis", apontou.
     Segundo ele, atualmente o mundo vive uma etapa de transição onde a atividade solar diminui consideravelmente, "portanto, em dois anos aproximadamente, haverá uma pequena Era de gelo que durará de 60 a 80 anos", e a conseqüência imediata disso será a seca.
     "Neste século as geleiras vão aumentar", como se pode observar na cordilheira dos Andes e em Perito Moreno.
 

Relação entre a temperatura, emissão de CO2 e atividade solar entre 1860 a 2000

 
 
Fonte: Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Estudo revela aumento de zonas mortas nos mares do mundo

Áreas dos oceanos com nível muito baixo de oxigênio já ultrapassam 400, alertam cientistas.
Uso excessivo de fertilizantes leva a multiplicação de micróbios e morte de peixes.
     As zonas mortas nos oceanos do mundo, onde a ausência de oxigênio impede o desenvolvimento de vida marinha, aumentaram mais de um terço entre 1995 e 2007, revela um estudo divulgado hoje na revista americana "Science". Os principais fatores dessa catástrofe oceânica são a contaminação por fertilizantes e a queima de combustíveis fósseis, segundo cientistas do instituto de Ciências Marinhas da Universidade William and Mary, na Virgínia, e da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.
     O aumento das zonas mortas no mar transformou-se no principal agente de pressão sobre os ecossistemas marítimos, no mesmo nível da pesca excessiva, perda de habitat e outros problemas ambientais. Segundo os cientistas, seu aumento se deve também a certos nutrientes, especialmente o nitrogênio e o fósforo, os quais, ao entrarem em excesso nas águas litorâneas, causam a morte de algas.
     Ao morrer, essas plantas microscópicas afundam e se transformam em alimento de bactérias que, durante a decomposição, consomem o oxigênio a sua volta. Na linguagem científica, esse processo da diminuição progressiva de oxigênio se chama "hipóxia".
 

Foto: Nasa

O mar Negro, na Europa Oriental, é uma das regiões mais afetadas pelas zonas mortas (Foto: Nasa)

 
     Mais de 400
     Segundo Robert Diaz, professor do Instituto de Ciências Marinhas, e Rutger Rosenberg, cientista da Universidade de Gotemburgo, atualmente existem 405 zonas mortas em águas próximas às costas em todo o mundo, o que representa uma superfície de mais de 26.500 quilômetros quadrados.
     Diaz, que começou a estudar as zonas mortas em meados da década de 1980, após advertir sobre o problema nas águas da Baía de Chesapeake (costa atlântica dos Estados Unidos), afirma que, em 1995, já havia 305 zonas mortas no mundo todo. De acordo com o cientista, no início do século passado só havia quatro zonas mortas, número que passou para 49 em meados de década de 1960, 87 na de 1970 e para 162 na de 1980.
     "Não existe outra variável de tanta importância para os ecossistemas marítimos litorâneos que tenha mudado tão drasticamente e em um lapso tão curto", afirmam Diaz e Rosenberg no estudo. Segundo Diaz, as provas geológicas demonstram que as zonas mortas não eram "um fenômeno natural" na Baía de Chesapeake e outros estuários. "As zonas mortas eram raras. Agora são comuns. Cada vez há mais em mais lugares", diz o cientista.
     Diaz e Rosenberg afirmam que, em muitas ocasiões, só se dá importância à hipóxia quando esta começa a dizimar os organismos que, em última instância, servem de alimento à população. Como exemplo, eles citam o desaparecimento de algumas espécies de peixes e os surtos crônicos de epidemias bacterianas em outras.
 

Expansão das "Zonas Mortas" no Golfo do México (fonte).

 
     Menos comida
     Por outro lado, ao impedir o desenvolvimento de alguns habitantes dos fundos marítimos, como os mariscos e alguns vermes, a hipóxia elimina uma importante fonte de nutrição para outros predadores, assinala o estudo.
     Segundo os cientistas, a chave para frear o aumento de zonas mortas é manter os adubos em terra e impedir que cheguem ao mar.
     "É necessário que cientistas e agricultores trabalhem em conjunto para desenvolver métodos agrícolas que reduzam a transferência de nutrientes da terra para o mar", diz Diaz.
 

Processo de como se forma as `Zonas Mortas'

 
Fonte: EFE - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Veneno eletrônico em Gana

     O mais recente lugar onde o Greenpeace descobriu altos níveis tóxicos em produtos tecnológicos é Gana, África. A ONG analisou amostrar retiradas de dois depósitos de lixo eletrônico em Gana que revelaram grave contaminação com perigosos produtos químicos como chumbo, mercúrio e bromo.
 

 
     Situações de e-waste já foram flagradas pelo Greenpeace na China, Índia e Nigéria. Trata-se de um problema ambiental muito grave, já que a tecnologia, que muda a cada dia, gera uma quantidade de lixo muito grande. Os fabricantes, ao invés de criarem meios de reciclar esse produtos sem colocar em risco a saúde humana, acabam por exportar ilegalmente esses produtos para lixões de países subdesenvolvidos.
     Nesses locais, produtos eletrônicos que contêm substâncias tóxicas colocam em risco a vida dos que ali trabalham, inclusive crianças. Há ainda a ameça de contaminação do lençol freático, que extende esse risco à toda a população local.
 

 
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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Oceano de plástico

     Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.
 

Foto do vórtex

 
     No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.
 

 
     Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.
 

Ocean Plastic

 
     O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.
 

Tartaruga deformada por aro plástico

 
     A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. 'Como foi possível fazermos isso?' - 'Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo'.
     Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.
 

Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave

 
     Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.
 

Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico

 
     E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.
 
Contribuição: Deivid Vincent Rezer Alves
Postado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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Transgênicos podem levar a 'desastre', diz príncipe Charles

     O desenvolvimento de cultivos geneticamente modificados pode criar o maior desastre ambiental "de todos os tempos", advertiu o princípe Charles, herdeiro da Coroa Britânica, em entrevista ao jornal The Daily Telegraph.
     Segundo o príncipe, alimentos transgênicos estão danificando o solo da Terra e enormes corporações multinacionais envolvidas no desenvolvimento de alimentos geneticamente modificados estão conduzindo "uma gigantesca experiência com a natureza e toda a humanidade que deu seriamente errado".
 

"Segurança de alimentos e não produção de alimentos", disse o príncipe no Daily Telegraph

 
     Apoiar-se em "gigantescas corporações" por alimentos pode acabar em "absoluto desastre", afirmou. "Isto seria a destruição absoluta de tudo e a forma clássica de garantir que não há alimentos no futuro." O que deveríamos estar debatendo é "segurança de alimentos e não produção de alimentos", disse o príncipe no Daily Telegraph.
Segundo ele, ao invés de experimentar com tais culturas, o país deveria oferecer mais apoio a agricultores locais.
     O governo britânico disse que todas as vozes são bem-vindas no debate sobre culturas transgênicas.
     Mas o correspondente da BBC, Nicholas Witchell, disse que os comentários "robustos" do príncipe provavelmente vão irritar o governo, que deu sinal verde a 54 plantações experimentais de transgênicos na Grã-Bretanha desde 2000.
 

 
     Mesmo para um príncipe que há muito defende agricultores orgânicos e critica cultivos transgêncos, estes comentários são considerados radicais, disse Witchell.
      Esta não é a primeira vez que o príncipe Charles se une ao debate sobre transgênicos. Em 1998, ele advertiu que engenharia genética estava levando o homem a uma esfera que pertence "a Deus e só a Deus".
     O príncipe possui uma fazenda que produz alimentos orgânicos em Gloucestershire, no interior da Inglaterra.
 
Fonte: BBC Brasil - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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Peixe-leão causa maior 'invasão marinha da história' no Caribe, dizem cientistas

Espécie escapou de um aquário nos Estados Unidos e está infestando a América Central. Animal de cara feia e espinhos venenosos engole peixes e crustáceos inteiros de uma vez.
 
     Uma espécie de peixe venenosa está causando uma devastação entre a fauna nativa do Caribe depois de ter escapado de um tanque nos Estados Unidos, alertam cientistas que trabalham na área. O peixe-leão vermelho está aparecendo por toda a região, até mesmo nas áreas mais intocadas, engolindo exemplares de animais locais e atacando mergulhadores.
     O animal é nativo dos oceanos Pacífico e Índico e não tem predadores no Caribe. É capaz de cercar peixes e crustáceos de até metade do seu tamanho e engolir de uma vez só. Os pesquisadores observaram apenas um peixe-leão comendo até 20 outros peixes em menos de 30 minutos.
 

Foto: AP

Espécie está causando devastação nos mares caribenhos (Foto: AP)

 
     "Essa pode muito bem se tornar a mais devastadora invasão marinha da história", afirmou Mark Hixon, da Universidade Estadual do Oregon. Para ele, o que o peixe-leão está fazendo nos mares caribenhos é comparável ao estrago de uma praga de gafanhotos.
     Embora seja chamado de "vermelho", a cor predominante da espécie é o branco, com listras vermelhas e marrons. Seus espinhos venenosos dão uma cara meio alienígena ao bicho. O veneno não é fatal para humanos, embora seja muito dolororido.
     Para a União Mundial de Conservação, o peixe-leão vermelho é uma das piores espécies invasoras do mundo. E como ele nada muito fundo para ser pego por redes -- a forma mais comum de lidar com espécies invasoras animais na água --, os cientistas estão procurando descobrir o que pode servir como seu predador: tubarões, enguias e até humanos. Embora algumas pessoas garantam que o gosto do peixe não é ruim, os tubarões, em geral, se recusam a comer a espécie.
 
Fonte: G1
Postado po Wilson Junior Weschenfelder
 


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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Para refletir...

 
Autor: Dário Velasco - Na Capa
Postado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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Justiça aceita Ação Civil Pública contra presidente da Fepam

     O juiz Eugênio Couto Terra, da 1.ª Vara de Fazenda Pública, aceitou a Ação Civil Pública contra a presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam/RS), Ana Maria Pellini, por Improbidade Administrativa. O juiz não só considerou cabível, como declarou a legitimidade ativa das ONGs gaúchas Sociedade Amigos das Águas Limpas e do Verde (Saalve), Agapan, Igré, Instituto Biofilia e Mira-Serra para propor a ação, garantindo o exame de mérito da questão.
     Segundo as ONGs, desde que assumiu o cargo, em maio de 2007, Pellini passou a instaurar o que denominaram "clima de terror" na Fundação. Entre outras medidas, apontam a pressão incessante sobre os técnicos e a priorização de uma forma de crescimento econômico em detrimento das mínimas cautelas com o meio ambiente no Rio Grande do Sul.
     Na ação, as ONGs fazem menção ao processo de Zoneamento Ambiental para a Silvicultura, ao licenciamento da quadruplicação da fábrica de celulose da Aracruz Celulose e à subversão do licenciamento e dos estudos prévios de impacto ambiental das barragens mistas do arroio Jaguari e do arroio Taquarembó.
     As ONGs requereram que a presidente seja afastada da função por uma liminar. Mas o juiz decidiu aguardar que a Pellini apresente sua contestação. Só então ele vai definir sobre a liminar, dar andamento à instrução da demanda e analisar o mérito, ou seja, se a presidente da Fepam cometeu ou não a improbidade administrativa.
     A assessoria de imprensa da Fepam informou que Pellini só vai se pronunciar sobre o processo depois de ser notificada oficialmente.
 
Por Clarinha Glock, jornalista (Movimento Integridade) - Ecoagência
Postado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Entidades ambientais entram com ação civil pública contra presidente da Fepam

     Representantes de entidades ambientalistas do Rio Grande do Sul (foto) ingressaram hoje, terça-feira, 05/08, com uma Ação Civil Pública contra a presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Ana Maria Pellini. A presidente da Fepam é acusada na ACP de subverter processos de licenciamento ambiental e impedir restrições ambientais a empreendimentos causadores de grande impacto ao ambiente. Além disso, aponta registros de assédio moral denunciados por técnicos da Fundação.
     Esta é a primeira Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa no Rio Grande do Sul movida por ONGs: Saalve, Agapan, Igré, Instituto Biofilia e Miraserra. "A que ponto tivemos que chegar", exclama o advogado Christiano Ribeiro, autor da ação, juntamente com a advogada Bettina Maciel, com pedido de liminar protocolado no Fórum de Porto Alegre sob o número 10802083262.
     À tarde, o grupo entregou uma cópia do documento na Promotoria do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual, "para tomarem conhecimento e começarem a acompanhar os trâmites dessa ação", explica a ambientalista Káthia Vasconcellos, do Movimento Integridade.
     De acordo com a Assessoria de Imprensa da Fepam, a presidente Ana Maria Pelini vai se pronunciar após tomar conhecimento da Ação. O Departamento Jurídico da Fundação está buscando informações sobre o conteúdo da ACP. A declaração da presidente deve ocorrer na quarta-feira, 6.
     A ação civil pública tem por finalidade impor sanções civis a quem pratica corrupção administrativa, causando prejuízos ao erário, explica o advogado. Sobre Ana Pellini "há documentos que comprovam a prática de uma série de ilegalidades que lesam o sistema de gestão ambiental e causam prejuízo a recursos de Unidades de Conservação", denunciam os ambientalistas na ACP.
     "Na condição de presidente da Fepam, Ana Pellini emitiu ordens que desordenam processos de licenciamento ambiental, amenizando ou impedindo as restrições ambientais que deveriam ser impostas aos empreendimentos que causam impacto ao ambiente", explica Carlos Marcchiori, da ONG Saalve (Sociedade Amigos da Água Limpa e do Verde).

[Fotoacao2008.jpg]

Foto: Clarinha Glock

     Assédio moral
     Para o advogado Christiano Ribeiro, "não é nada pessoal", mas por meio de assédio moral ela impede que os técnicos exerçam suas funções com isenção e zelo: "É grave a sucessão de fatos que vêm ocorrendo", afirma. Ele citou a existência de relatos já registrados na Justiça sobre ameaças verbais, troca de funções injustificada e substituição de funcionários em Câmaras Técnicas. "O resultado disso é o aniquilamento da principal entidade responsável pela gestão ambiental do Estado, transformando-a num elemento burocrático e que não exerce o imprescindível controle das atividades que impactam o meio ambiente".
     Isso, segundo ele, "caracteriza infração objetiva aos princípios da legalidade e da moralidade na Administração Pública, lesão ao meio ambiente e improbidade administrativa". Para os ambientalistas, o Poder Judiciário deve tutelar o meio ambiente e os princípios da Administração, "deixando bem claro que o Estado Democrático de Direito e a sociedade não admitem improbidade administrativa na gestão ambiental. E que ninguém, seja de que Governo for, assuma a chefia da Fepam com o objetivo de transformá-la numa fundação ineficaz".
     "Nunca teve ninguém tão ruim na gestão ambiental do Estado, nem um problema foi de tão grande magnitude", afirma a ambientalista Káthia Vasconcellos. Para Felipe Amaral, do Instituto Biofilia, o governo do Estado estabeleceu "uma relação promíscua com os setores privados e hoje toda a infra-estrutura pública está direcionada para beneficiar empresas e produtos que não vão acarretar ganhos para o Rio Grande do Sul", observa. "A indústria da celulose, por exemplo, é um equívoco, pois floresta plantada não é a solução para a lavoura", completa.
     Penalidades previstas
     De acordo com o advogado, integrante do Movimento Integridade, entre as penalidades previstas na ação estão o afastamento temporário da ré de suas funções, sem prejuízo da remuneração, pagamento de multa civil de até 100 (cem) vezes o valor da remuneração percebida pelo agente, proibição de contratar com o Poder Público, receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios e ainda o pagamento pela ré dos honorários da causa.
     Os fatos que baseiam a ação civil pública estão relacionados com a elaboração e votação do Zoneamento Ambiental da Silvicultura no RS, com o processo de licenciamento de barragens e a quadruplicação da fábrica de celulose da Aracruz. São citados documentos e testemunhas para afirmar que Ana Pellini teria coagido funcionários a não exercerem suas funções, perseguindo técnicos e deslocando-os para postos incompatíveis com sua formação.
     Conforme a ACP, ela ainda permitiu ilegalidades em processos de licenciamento; substituiu técnicos em câmaras técnicas por outros sem formação na área para, segundo os autores, liberalizar as restrições ambientais, quando deveria garantir a sustentabilidade do crescimento econômico. "A presidência da Fepam é um cargo político, mas não deve interferir no trabalho dos técnicos como vem fazendo", afirmam.
Autora: Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para a EcoAgência
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Primatas correm risco de extinção, diz estudo

     Quase 50% dos primatas, a espécie mais próxima do ser humano, corre risco de extinção, apesar do sucesso brasileiro com os micos-leões dourado e preto, segundo um estudo a ser apresentado no 22º Congresso da Sociedade Internacional de Primatologia (IPS) na cidade escocesa de Edimburgo.
     De acordo com o estudo, financiado por diversas organizações de conservação natural, quase a metade das 634 classes de primatas registradas no mundo corre perigo, com base nos critérios da chamada "Lista vermelha de espécies em perigo" da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
     Esta avaliação do estado dos primatas, como símios ou macacos, foi elaborada com a colaboração de cientistas e organizações de vários países e é o mais exaustivo realizado em cinco anos.

Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) que em 2003 estava em "perigo crítico", agora passou para a categoria "em perigo"

     Segundo o estudo, que contribuirá para o debate no congresso de primatologia mais importante do mundo, mais de 70% dos primatas na Ásia foram classificados como vulneráveis, em perigo ou em perigo crítico (que poderiam desaparecer para sempre em um futuro próximo).
     Segundo os especialistas, as maiores ameaças para os primatas são a destruição do habitat, sobretudo a queima e derrubada das florestas tropicais, a caça de primatas com fins alimentícios e o comércio ilegal de espécies selvagens.
     Durante anos, a IUCN alertou sobre o desaparecimento de primatas, mas agora há "dados sólidos que mostram que a situação é muito mais crítica" do que era imaginado, diz na nota Russell Mittermeier, presidente do programa Conservação Internacional (CI), que co-financiou o estudo.
     De acordo com o exame dos primatas, uma espécie que compartilha quase todo seu DNA com os seres humanos, no Vietnã e Camboja quase 90% das espécies se encontra em risco de extinção.

Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) também passou para a categoria "em perigo"

     Apesar do panorama em geral desalentador, certas espécies puderam se recuperar com sucesso.
     No Brasil, o Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) que em 2003 estava em "perigo crítico", agora passou para a categoria "em perigo", da mesma forma que o Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), após três décadas de esforços de uma série de organizações. O encontro ocorre até 8 de agosto na capital escocesa.
Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

ONGs gaúchas contestam Estudo de Impacto Ambiental das barragens Jaguari e Taquarembó

     Cerca de 7 mil hectares de áreas com grande biodiversidade podem ser "afogados" por duas barragens previstas para a bacia do rio Santa Maria, a Jaguari e a Taquarembó. ONGs ambientais gaúchas reforçaram o alerta sobre os danos ambientais decorrentes da construção dos reservatórios e no início de junho entregaram à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) uma representação relacionada aos Estudos de Impacto Ambiental (Eia/Rimas) das barragens. "É uma última tentativa de impedir esse descalabro ambiental que terá conseqüências negativas significativas para o Pampa", diz Antonio Eduardo Lanna, professor, consultor da OEA e doutor (PhD) em Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos.
     Desde as audiências públicas, realizadas dias 10 e 11 de junho em Dom Pedrito e Rosário do Sul, a Fepam analisa os documentos recebidos. "Estamos avaliando os impactos da proposta", afirma Iara Velasquez, arquiteta e coordenadora da Equipe Técnica que avalia os Eia/Rima na Fepam. "Os motivos pelos quais foram construídos os estudos é de responsabilidade e demanda do proponente, no caso, as Secretarias Estaduais de Obras e de Irrigação", cita. "A Fepam não interfere na elaboração do projeto, mas avalia a proposta em relação aos impactos que vão causar".
     "Além dessas, outras 11 barragens na mesma bacia do Santa Maria, estão com projetos avançados, e com o interesse de forças políticas e econômicas de peso", destaca Lanna. Ele denuncia "a instalação de uma papeleira no município de Rosário do Sul, intensificando a implantação da monosilvicultura do eucalipto em campos naturais de grande valor ecológico". Lanna diz que o projeto visa a irrigação dos eucaliptos, recentemente apontado como uma das prioridades da Secretaria Extraordinária de Irrigação e Usos Múltiplos da Água.
     Os ambientalistas das ONGs, por sua vez, dizem não ter dúvidas de que essas obras visam também a irrigação de grandes áreas privadas de lavouras de arroz, não considerando os impactos sociais e ambientais sobre Áreas de Preservação Permanente (APPs), envolvendo o Pampa.
     "Essa região já apresenta déficits hídricos naturais - por isto não desenvolveu florestas - e vai ser agredida duplamente com a implantação dos eucaliptos, que aumentarão esses déficits hídricos, e que ainda usarão as águas restantes para serem irrigados", lamenta Lanna, citando os "desertos verdes" do norte do Espírito Santo e do sul da Bahia como parâmetros "do que vai virar o Pampa".
     Violação da lei
     Outro motivo da representação junto ao Ministério Público teria sido o descumprimento dos prazos de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) por parte dos empreendedores. Eles ainda teriam violado o artigo 76 do Código Estadual do Meio Ambiente, que proíbe a vinculação entre empreendedor e equipe técnica do Estudo de Impacto Ambiental, explica o advogado Christiano Ribeiro, integrante do Movimento Integridade, uma das ONGs envolvidas no questionamento das barragens.
     "Os empreendedores violam o Código Estadual do Meio Ambiente, que proíbe a ligação ou vinculação da equipe técnica do Eia/Rima com o executor do empreendimento. Essa ligação está comprovada pelos levantamentos do professor Lanna, o que pode anular o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima), pois há regras legais que impedem essa vinculação", salienta Ribeiro. Ele cita ainda a precariedade técnica dos laudos, que não consideraram a biodiversidade do local e a presença de espécies endêmicas.
     Anulação do projeto
     Para Ribeiro, todo o projeto das barragens pode ser anulado. "Se a justiça acatar o pedido de litis consorti ativo, movido pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e Igré (ONGs), o processo deverá ser mantido e enriquecido pelas informações e questionamentos apresentados pelas entidades". Outro aspecto que pode invalidar o projeto é que o executor não apresentou uma alternativa de local para a instalação das barragens, num local menor e que cause menos impactos ambientais. "Pelos aspectos técnicos e formais, não tem como dar credibilidade a esse estudo". "Vale a pena usar dinheiro público na construção de barragens que beneficiem produtores privados e não à maioria da sociedade?", questiona o professor Antonio Eduardo Lanna. "Será que a obra é realmente necessária e seus usos socialmente justificáveis?", prossegue, destacando o investimento de cerca de R$ 80 milhões, numa parceria entre Ministério da Integração Nacional e Secretaria de Obras do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
     Na obra do Arroio Jaguari, serão R$ 61.991.816,00, dos quais R$ 21.501.436,00 cabem ao governo do RS. No Taquarembó, R$ 61.405.945,00, sendo R$ 22.112.325,00 a contrapartida do Estado.
     Para Lanna, os governos falam que são obras de usos múltiplos, para abastecer Rosário do Sul e Dom Pedrito, "mas não conseguem esconder o real propósito: irrigar, principalmente o arroz. Falam em 80mil hectares, mas não falam que na bacia do Santa Maria já existe excesso de uso de água exatamente por conta da irrigação do arroz e que grande parte da água disponibilizada pelas barragens irá cobrir o déficit sem aumentar a área irrigada. Já sobre impactos ambientais, nada", lamanta Lanna.
     Supressão de florestas
     A barragem Jaguari, no município de Rosário do Sul, tem previsão de alagar 2.752 hectares. Já a Taquarembó, em Dom Pedrito, vai ocasionar um alagamento de 1.350 hectares. "E ainda: serão mais de 1.132 hectares de florestas de galeria que deverão ser suprimidas ou sucumbirão com essas duas obras. Uma fauna raríssima e ameaçada, assim como as florestas mais contínuas (matas em galeria) da região do Pampa", lamenta o consultor.
     Segundo dados do próprio Eia/Rima, na área prevista para o alagamento das duas barragens, a quantidade de árvores que deverão ser suprimidas é de 1 milhão 579 mil 106 árvores nativas, "a grande maioria de espécies que não existem em nenhum viveiro do Estado", apontam as ONGs. Segundo elas, os estudos não fazem menção a espécies ameaçadas de extinção que têm seu habitat apenas naquela região, as chamadas endêmicas.
      Lanna já havia denunciado, em março de 2007, a presença de um Rima com diversas falhas técnicas e a ausência de EIA correspondente e atualizado, havendo apenas um estudo (EIA) do ano de 2001, elaborado pela Beck de Souza Engenharia. "Há mais de um ano tenho lutado contra essas barragens e conseguido vitórias transitórias, como a retirada de um Eia/Rima fajuto da Fepam, em maio/2007, e uma liminar contra Licença Prévia igualmente irregular, em agosto/2007", cita.
     "Temo agora que possa estar se prenunciando uma derrota definitiva com a aprovação dos Eia/Rimas, em que pese as denúncias que encaminhei aos Ministérios Públicos Estadual e Federal e à Fepam", diz, ao lamentar a falta de visibilidade política dessa luta. "Tenho a impressão que apenas umas cinco pessoas desimportantes como eu têm se movimentado. Isso pode fazer com que o governo do Estado nos patrole, como tem nos patrolado em oportunidades em que a visibilidade política é maior, como no caso das licenças para silvicultura e para a quadruplicação da Aracruz".
     Processo reiniciado
     Iara Velasquez, arquiteta e coordenadora da Equipe Técnica que avalia os Eia/Rima na Fepam, reconhece que o Eia/Rima apresentado não estava completo. "A agora o processo foi reiniciado e anda normalmente dentro da lei de licenciamento ambiental". "Foi feito todo um novo processo", diz.
     "Desde 2001, os objetivos foram se adaptando às demandas sociais e aos benefícios futuros das obras. Quando, ainda no governo Rigotto, em 2006, esse projeto foi declarado como de interesse social, passou a valer a lei que orienta para a determinação dos usos múltiplos da água, a Resolução do Conama número 369, garantindo assim o repasse de recursos do PAC para obras consideradas estrategicamente interessantes pelo governo federal, em sintonia com o estadual", analisa Iara.
     Segundo a técnica, a Licença Prévia das barragens "está juridicamente esclarecida. O cronograma do plano de trabalho elaborado pelo governo está sendo cumprido", defende Iara, ao citar que "a responsabilidade pela emissão de licença prévia sem Eia/Rima foi assumida pela Fepam perante o juiz de Lavras do Sul e hoje essa fase já foi superada, senão não seria possível realizar as audiências". Ela acrescenta que "a Fepam liberou Licença Prévia para garantir os recursos para a construção das barragens, mas não interferimos na elaboração do projeto".
     A Equipe Técnica de Eia/Rima da Fepam está avaliando os documentos resultantes das audiências públicas, que são degravados e os questionamentos, respondidos. Um geólogo que integra a equipe que elaborou o projeto via Beck Engenharia diz que a licença prévia para a construção das barragens na Fepam "tá pra sair". Já a coordenadora de Eia/Rima da Fepam afirma não ter previsão: "Nosso interesse é fazer o estudo o mais rápido possível, dentro das informações e da qualidade da licença".
Por Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para a EcoAgência.
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Costa do Mediterrâneo em Risco

     O hotel Azata del Sol na Praia de Algarrobico, Espanha, é um símbolo do desenvolvimento urbano descontrolado e da (in)conseqüente destruição da Costa Marítma Mediterrânea. O dono do hotel continou a construção, apesar de uma ordem da côrte local para que ela fosse interrompida.

     São colocados em risco espécies locais de animais marítmos e terrestres, além de dificultar a sobrevivência das comunidades locais que necessitam de uma costa limpa para manterem-se sustentavelmente.
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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