sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Estudo revela aumento de zonas mortas nos mares do mundo

Áreas dos oceanos com nível muito baixo de oxigênio já ultrapassam 400, alertam cientistas.
Uso excessivo de fertilizantes leva a multiplicação de micróbios e morte de peixes.
     As zonas mortas nos oceanos do mundo, onde a ausência de oxigênio impede o desenvolvimento de vida marinha, aumentaram mais de um terço entre 1995 e 2007, revela um estudo divulgado hoje na revista americana "Science". Os principais fatores dessa catástrofe oceânica são a contaminação por fertilizantes e a queima de combustíveis fósseis, segundo cientistas do instituto de Ciências Marinhas da Universidade William and Mary, na Virgínia, e da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.
     O aumento das zonas mortas no mar transformou-se no principal agente de pressão sobre os ecossistemas marítimos, no mesmo nível da pesca excessiva, perda de habitat e outros problemas ambientais. Segundo os cientistas, seu aumento se deve também a certos nutrientes, especialmente o nitrogênio e o fósforo, os quais, ao entrarem em excesso nas águas litorâneas, causam a morte de algas.
     Ao morrer, essas plantas microscópicas afundam e se transformam em alimento de bactérias que, durante a decomposição, consomem o oxigênio a sua volta. Na linguagem científica, esse processo da diminuição progressiva de oxigênio se chama "hipóxia".
 

Foto: Nasa

O mar Negro, na Europa Oriental, é uma das regiões mais afetadas pelas zonas mortas (Foto: Nasa)

 
     Mais de 400
     Segundo Robert Diaz, professor do Instituto de Ciências Marinhas, e Rutger Rosenberg, cientista da Universidade de Gotemburgo, atualmente existem 405 zonas mortas em águas próximas às costas em todo o mundo, o que representa uma superfície de mais de 26.500 quilômetros quadrados.
     Diaz, que começou a estudar as zonas mortas em meados da década de 1980, após advertir sobre o problema nas águas da Baía de Chesapeake (costa atlântica dos Estados Unidos), afirma que, em 1995, já havia 305 zonas mortas no mundo todo. De acordo com o cientista, no início do século passado só havia quatro zonas mortas, número que passou para 49 em meados de década de 1960, 87 na de 1970 e para 162 na de 1980.
     "Não existe outra variável de tanta importância para os ecossistemas marítimos litorâneos que tenha mudado tão drasticamente e em um lapso tão curto", afirmam Diaz e Rosenberg no estudo. Segundo Diaz, as provas geológicas demonstram que as zonas mortas não eram "um fenômeno natural" na Baía de Chesapeake e outros estuários. "As zonas mortas eram raras. Agora são comuns. Cada vez há mais em mais lugares", diz o cientista.
     Diaz e Rosenberg afirmam que, em muitas ocasiões, só se dá importância à hipóxia quando esta começa a dizimar os organismos que, em última instância, servem de alimento à população. Como exemplo, eles citam o desaparecimento de algumas espécies de peixes e os surtos crônicos de epidemias bacterianas em outras.
 

Expansão das "Zonas Mortas" no Golfo do México (fonte).

 
     Menos comida
     Por outro lado, ao impedir o desenvolvimento de alguns habitantes dos fundos marítimos, como os mariscos e alguns vermes, a hipóxia elimina uma importante fonte de nutrição para outros predadores, assinala o estudo.
     Segundo os cientistas, a chave para frear o aumento de zonas mortas é manter os adubos em terra e impedir que cheguem ao mar.
     "É necessário que cientistas e agricultores trabalhem em conjunto para desenvolver métodos agrícolas que reduzam a transferência de nutrientes da terra para o mar", diz Diaz.
 

Processo de como se forma as `Zonas Mortas'

 
Fonte: EFE - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Veneno eletrônico em Gana

     O mais recente lugar onde o Greenpeace descobriu altos níveis tóxicos em produtos tecnológicos é Gana, África. A ONG analisou amostrar retiradas de dois depósitos de lixo eletrônico em Gana que revelaram grave contaminação com perigosos produtos químicos como chumbo, mercúrio e bromo.
 

 
     Situações de e-waste já foram flagradas pelo Greenpeace na China, Índia e Nigéria. Trata-se de um problema ambiental muito grave, já que a tecnologia, que muda a cada dia, gera uma quantidade de lixo muito grande. Os fabricantes, ao invés de criarem meios de reciclar esse produtos sem colocar em risco a saúde humana, acabam por exportar ilegalmente esses produtos para lixões de países subdesenvolvidos.
     Nesses locais, produtos eletrônicos que contêm substâncias tóxicas colocam em risco a vida dos que ali trabalham, inclusive crianças. Há ainda a ameça de contaminação do lençol freático, que extende esse risco à toda a população local.
 

 
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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Oceano de plástico

     Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.
 

Foto do vórtex

 
     No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.
 

 
     Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.
 

Ocean Plastic

 
     O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.
 

Tartaruga deformada por aro plástico

 
     A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. 'Como foi possível fazermos isso?' - 'Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo'.
     Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.
 

Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave

 
     Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.
 

Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico

 
     E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.
 
Contribuição: Deivid Vincent Rezer Alves
Postado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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Transgênicos podem levar a 'desastre', diz príncipe Charles

     O desenvolvimento de cultivos geneticamente modificados pode criar o maior desastre ambiental "de todos os tempos", advertiu o princípe Charles, herdeiro da Coroa Britânica, em entrevista ao jornal The Daily Telegraph.
     Segundo o príncipe, alimentos transgênicos estão danificando o solo da Terra e enormes corporações multinacionais envolvidas no desenvolvimento de alimentos geneticamente modificados estão conduzindo "uma gigantesca experiência com a natureza e toda a humanidade que deu seriamente errado".
 

"Segurança de alimentos e não produção de alimentos", disse o príncipe no Daily Telegraph

 
     Apoiar-se em "gigantescas corporações" por alimentos pode acabar em "absoluto desastre", afirmou. "Isto seria a destruição absoluta de tudo e a forma clássica de garantir que não há alimentos no futuro." O que deveríamos estar debatendo é "segurança de alimentos e não produção de alimentos", disse o príncipe no Daily Telegraph.
Segundo ele, ao invés de experimentar com tais culturas, o país deveria oferecer mais apoio a agricultores locais.
     O governo britânico disse que todas as vozes são bem-vindas no debate sobre culturas transgênicas.
     Mas o correspondente da BBC, Nicholas Witchell, disse que os comentários "robustos" do príncipe provavelmente vão irritar o governo, que deu sinal verde a 54 plantações experimentais de transgênicos na Grã-Bretanha desde 2000.
 

 
     Mesmo para um príncipe que há muito defende agricultores orgânicos e critica cultivos transgêncos, estes comentários são considerados radicais, disse Witchell.
      Esta não é a primeira vez que o príncipe Charles se une ao debate sobre transgênicos. Em 1998, ele advertiu que engenharia genética estava levando o homem a uma esfera que pertence "a Deus e só a Deus".
     O príncipe possui uma fazenda que produz alimentos orgânicos em Gloucestershire, no interior da Inglaterra.
 
Fonte: BBC Brasil - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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Peixe-leão causa maior 'invasão marinha da história' no Caribe, dizem cientistas

Espécie escapou de um aquário nos Estados Unidos e está infestando a América Central. Animal de cara feia e espinhos venenosos engole peixes e crustáceos inteiros de uma vez.
 
     Uma espécie de peixe venenosa está causando uma devastação entre a fauna nativa do Caribe depois de ter escapado de um tanque nos Estados Unidos, alertam cientistas que trabalham na área. O peixe-leão vermelho está aparecendo por toda a região, até mesmo nas áreas mais intocadas, engolindo exemplares de animais locais e atacando mergulhadores.
     O animal é nativo dos oceanos Pacífico e Índico e não tem predadores no Caribe. É capaz de cercar peixes e crustáceos de até metade do seu tamanho e engolir de uma vez só. Os pesquisadores observaram apenas um peixe-leão comendo até 20 outros peixes em menos de 30 minutos.
 

Foto: AP

Espécie está causando devastação nos mares caribenhos (Foto: AP)

 
     "Essa pode muito bem se tornar a mais devastadora invasão marinha da história", afirmou Mark Hixon, da Universidade Estadual do Oregon. Para ele, o que o peixe-leão está fazendo nos mares caribenhos é comparável ao estrago de uma praga de gafanhotos.
     Embora seja chamado de "vermelho", a cor predominante da espécie é o branco, com listras vermelhas e marrons. Seus espinhos venenosos dão uma cara meio alienígena ao bicho. O veneno não é fatal para humanos, embora seja muito dolororido.
     Para a União Mundial de Conservação, o peixe-leão vermelho é uma das piores espécies invasoras do mundo. E como ele nada muito fundo para ser pego por redes -- a forma mais comum de lidar com espécies invasoras animais na água --, os cientistas estão procurando descobrir o que pode servir como seu predador: tubarões, enguias e até humanos. Embora algumas pessoas garantam que o gosto do peixe não é ruim, os tubarões, em geral, se recusam a comer a espécie.
 
Fonte: G1
Postado po Wilson Junior Weschenfelder
 


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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Para refletir...

 
Autor: Dário Velasco - Na Capa
Postado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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Justiça aceita Ação Civil Pública contra presidente da Fepam

     O juiz Eugênio Couto Terra, da 1.ª Vara de Fazenda Pública, aceitou a Ação Civil Pública contra a presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam/RS), Ana Maria Pellini, por Improbidade Administrativa. O juiz não só considerou cabível, como declarou a legitimidade ativa das ONGs gaúchas Sociedade Amigos das Águas Limpas e do Verde (Saalve), Agapan, Igré, Instituto Biofilia e Mira-Serra para propor a ação, garantindo o exame de mérito da questão.
     Segundo as ONGs, desde que assumiu o cargo, em maio de 2007, Pellini passou a instaurar o que denominaram "clima de terror" na Fundação. Entre outras medidas, apontam a pressão incessante sobre os técnicos e a priorização de uma forma de crescimento econômico em detrimento das mínimas cautelas com o meio ambiente no Rio Grande do Sul.
     Na ação, as ONGs fazem menção ao processo de Zoneamento Ambiental para a Silvicultura, ao licenciamento da quadruplicação da fábrica de celulose da Aracruz Celulose e à subversão do licenciamento e dos estudos prévios de impacto ambiental das barragens mistas do arroio Jaguari e do arroio Taquarembó.
     As ONGs requereram que a presidente seja afastada da função por uma liminar. Mas o juiz decidiu aguardar que a Pellini apresente sua contestação. Só então ele vai definir sobre a liminar, dar andamento à instrução da demanda e analisar o mérito, ou seja, se a presidente da Fepam cometeu ou não a improbidade administrativa.
     A assessoria de imprensa da Fepam informou que Pellini só vai se pronunciar sobre o processo depois de ser notificada oficialmente.
 
Por Clarinha Glock, jornalista (Movimento Integridade) - Ecoagência
Postado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Entidades ambientais entram com ação civil pública contra presidente da Fepam

     Representantes de entidades ambientalistas do Rio Grande do Sul (foto) ingressaram hoje, terça-feira, 05/08, com uma Ação Civil Pública contra a presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Ana Maria Pellini. A presidente da Fepam é acusada na ACP de subverter processos de licenciamento ambiental e impedir restrições ambientais a empreendimentos causadores de grande impacto ao ambiente. Além disso, aponta registros de assédio moral denunciados por técnicos da Fundação.
     Esta é a primeira Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa no Rio Grande do Sul movida por ONGs: Saalve, Agapan, Igré, Instituto Biofilia e Miraserra. "A que ponto tivemos que chegar", exclama o advogado Christiano Ribeiro, autor da ação, juntamente com a advogada Bettina Maciel, com pedido de liminar protocolado no Fórum de Porto Alegre sob o número 10802083262.
     À tarde, o grupo entregou uma cópia do documento na Promotoria do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual, "para tomarem conhecimento e começarem a acompanhar os trâmites dessa ação", explica a ambientalista Káthia Vasconcellos, do Movimento Integridade.
     De acordo com a Assessoria de Imprensa da Fepam, a presidente Ana Maria Pelini vai se pronunciar após tomar conhecimento da Ação. O Departamento Jurídico da Fundação está buscando informações sobre o conteúdo da ACP. A declaração da presidente deve ocorrer na quarta-feira, 6.
     A ação civil pública tem por finalidade impor sanções civis a quem pratica corrupção administrativa, causando prejuízos ao erário, explica o advogado. Sobre Ana Pellini "há documentos que comprovam a prática de uma série de ilegalidades que lesam o sistema de gestão ambiental e causam prejuízo a recursos de Unidades de Conservação", denunciam os ambientalistas na ACP.
     "Na condição de presidente da Fepam, Ana Pellini emitiu ordens que desordenam processos de licenciamento ambiental, amenizando ou impedindo as restrições ambientais que deveriam ser impostas aos empreendimentos que causam impacto ao ambiente", explica Carlos Marcchiori, da ONG Saalve (Sociedade Amigos da Água Limpa e do Verde).

[Fotoacao2008.jpg]

Foto: Clarinha Glock

     Assédio moral
     Para o advogado Christiano Ribeiro, "não é nada pessoal", mas por meio de assédio moral ela impede que os técnicos exerçam suas funções com isenção e zelo: "É grave a sucessão de fatos que vêm ocorrendo", afirma. Ele citou a existência de relatos já registrados na Justiça sobre ameaças verbais, troca de funções injustificada e substituição de funcionários em Câmaras Técnicas. "O resultado disso é o aniquilamento da principal entidade responsável pela gestão ambiental do Estado, transformando-a num elemento burocrático e que não exerce o imprescindível controle das atividades que impactam o meio ambiente".
     Isso, segundo ele, "caracteriza infração objetiva aos princípios da legalidade e da moralidade na Administração Pública, lesão ao meio ambiente e improbidade administrativa". Para os ambientalistas, o Poder Judiciário deve tutelar o meio ambiente e os princípios da Administração, "deixando bem claro que o Estado Democrático de Direito e a sociedade não admitem improbidade administrativa na gestão ambiental. E que ninguém, seja de que Governo for, assuma a chefia da Fepam com o objetivo de transformá-la numa fundação ineficaz".
     "Nunca teve ninguém tão ruim na gestão ambiental do Estado, nem um problema foi de tão grande magnitude", afirma a ambientalista Káthia Vasconcellos. Para Felipe Amaral, do Instituto Biofilia, o governo do Estado estabeleceu "uma relação promíscua com os setores privados e hoje toda a infra-estrutura pública está direcionada para beneficiar empresas e produtos que não vão acarretar ganhos para o Rio Grande do Sul", observa. "A indústria da celulose, por exemplo, é um equívoco, pois floresta plantada não é a solução para a lavoura", completa.
     Penalidades previstas
     De acordo com o advogado, integrante do Movimento Integridade, entre as penalidades previstas na ação estão o afastamento temporário da ré de suas funções, sem prejuízo da remuneração, pagamento de multa civil de até 100 (cem) vezes o valor da remuneração percebida pelo agente, proibição de contratar com o Poder Público, receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios e ainda o pagamento pela ré dos honorários da causa.
     Os fatos que baseiam a ação civil pública estão relacionados com a elaboração e votação do Zoneamento Ambiental da Silvicultura no RS, com o processo de licenciamento de barragens e a quadruplicação da fábrica de celulose da Aracruz. São citados documentos e testemunhas para afirmar que Ana Pellini teria coagido funcionários a não exercerem suas funções, perseguindo técnicos e deslocando-os para postos incompatíveis com sua formação.
     Conforme a ACP, ela ainda permitiu ilegalidades em processos de licenciamento; substituiu técnicos em câmaras técnicas por outros sem formação na área para, segundo os autores, liberalizar as restrições ambientais, quando deveria garantir a sustentabilidade do crescimento econômico. "A presidência da Fepam é um cargo político, mas não deve interferir no trabalho dos técnicos como vem fazendo", afirmam.
Autora: Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para a EcoAgência
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Primatas correm risco de extinção, diz estudo

     Quase 50% dos primatas, a espécie mais próxima do ser humano, corre risco de extinção, apesar do sucesso brasileiro com os micos-leões dourado e preto, segundo um estudo a ser apresentado no 22º Congresso da Sociedade Internacional de Primatologia (IPS) na cidade escocesa de Edimburgo.
     De acordo com o estudo, financiado por diversas organizações de conservação natural, quase a metade das 634 classes de primatas registradas no mundo corre perigo, com base nos critérios da chamada "Lista vermelha de espécies em perigo" da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
     Esta avaliação do estado dos primatas, como símios ou macacos, foi elaborada com a colaboração de cientistas e organizações de vários países e é o mais exaustivo realizado em cinco anos.

Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) que em 2003 estava em "perigo crítico", agora passou para a categoria "em perigo"

     Segundo o estudo, que contribuirá para o debate no congresso de primatologia mais importante do mundo, mais de 70% dos primatas na Ásia foram classificados como vulneráveis, em perigo ou em perigo crítico (que poderiam desaparecer para sempre em um futuro próximo).
     Segundo os especialistas, as maiores ameaças para os primatas são a destruição do habitat, sobretudo a queima e derrubada das florestas tropicais, a caça de primatas com fins alimentícios e o comércio ilegal de espécies selvagens.
     Durante anos, a IUCN alertou sobre o desaparecimento de primatas, mas agora há "dados sólidos que mostram que a situação é muito mais crítica" do que era imaginado, diz na nota Russell Mittermeier, presidente do programa Conservação Internacional (CI), que co-financiou o estudo.
     De acordo com o exame dos primatas, uma espécie que compartilha quase todo seu DNA com os seres humanos, no Vietnã e Camboja quase 90% das espécies se encontra em risco de extinção.

Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) também passou para a categoria "em perigo"

     Apesar do panorama em geral desalentador, certas espécies puderam se recuperar com sucesso.
     No Brasil, o Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) que em 2003 estava em "perigo crítico", agora passou para a categoria "em perigo", da mesma forma que o Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), após três décadas de esforços de uma série de organizações. O encontro ocorre até 8 de agosto na capital escocesa.
Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

ONGs gaúchas contestam Estudo de Impacto Ambiental das barragens Jaguari e Taquarembó

     Cerca de 7 mil hectares de áreas com grande biodiversidade podem ser "afogados" por duas barragens previstas para a bacia do rio Santa Maria, a Jaguari e a Taquarembó. ONGs ambientais gaúchas reforçaram o alerta sobre os danos ambientais decorrentes da construção dos reservatórios e no início de junho entregaram à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) uma representação relacionada aos Estudos de Impacto Ambiental (Eia/Rimas) das barragens. "É uma última tentativa de impedir esse descalabro ambiental que terá conseqüências negativas significativas para o Pampa", diz Antonio Eduardo Lanna, professor, consultor da OEA e doutor (PhD) em Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos.
     Desde as audiências públicas, realizadas dias 10 e 11 de junho em Dom Pedrito e Rosário do Sul, a Fepam analisa os documentos recebidos. "Estamos avaliando os impactos da proposta", afirma Iara Velasquez, arquiteta e coordenadora da Equipe Técnica que avalia os Eia/Rima na Fepam. "Os motivos pelos quais foram construídos os estudos é de responsabilidade e demanda do proponente, no caso, as Secretarias Estaduais de Obras e de Irrigação", cita. "A Fepam não interfere na elaboração do projeto, mas avalia a proposta em relação aos impactos que vão causar".
     "Além dessas, outras 11 barragens na mesma bacia do Santa Maria, estão com projetos avançados, e com o interesse de forças políticas e econômicas de peso", destaca Lanna. Ele denuncia "a instalação de uma papeleira no município de Rosário do Sul, intensificando a implantação da monosilvicultura do eucalipto em campos naturais de grande valor ecológico". Lanna diz que o projeto visa a irrigação dos eucaliptos, recentemente apontado como uma das prioridades da Secretaria Extraordinária de Irrigação e Usos Múltiplos da Água.
     Os ambientalistas das ONGs, por sua vez, dizem não ter dúvidas de que essas obras visam também a irrigação de grandes áreas privadas de lavouras de arroz, não considerando os impactos sociais e ambientais sobre Áreas de Preservação Permanente (APPs), envolvendo o Pampa.
     "Essa região já apresenta déficits hídricos naturais - por isto não desenvolveu florestas - e vai ser agredida duplamente com a implantação dos eucaliptos, que aumentarão esses déficits hídricos, e que ainda usarão as águas restantes para serem irrigados", lamenta Lanna, citando os "desertos verdes" do norte do Espírito Santo e do sul da Bahia como parâmetros "do que vai virar o Pampa".
     Violação da lei
     Outro motivo da representação junto ao Ministério Público teria sido o descumprimento dos prazos de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) por parte dos empreendedores. Eles ainda teriam violado o artigo 76 do Código Estadual do Meio Ambiente, que proíbe a vinculação entre empreendedor e equipe técnica do Estudo de Impacto Ambiental, explica o advogado Christiano Ribeiro, integrante do Movimento Integridade, uma das ONGs envolvidas no questionamento das barragens.
     "Os empreendedores violam o Código Estadual do Meio Ambiente, que proíbe a ligação ou vinculação da equipe técnica do Eia/Rima com o executor do empreendimento. Essa ligação está comprovada pelos levantamentos do professor Lanna, o que pode anular o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima), pois há regras legais que impedem essa vinculação", salienta Ribeiro. Ele cita ainda a precariedade técnica dos laudos, que não consideraram a biodiversidade do local e a presença de espécies endêmicas.
     Anulação do projeto
     Para Ribeiro, todo o projeto das barragens pode ser anulado. "Se a justiça acatar o pedido de litis consorti ativo, movido pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e Igré (ONGs), o processo deverá ser mantido e enriquecido pelas informações e questionamentos apresentados pelas entidades". Outro aspecto que pode invalidar o projeto é que o executor não apresentou uma alternativa de local para a instalação das barragens, num local menor e que cause menos impactos ambientais. "Pelos aspectos técnicos e formais, não tem como dar credibilidade a esse estudo". "Vale a pena usar dinheiro público na construção de barragens que beneficiem produtores privados e não à maioria da sociedade?", questiona o professor Antonio Eduardo Lanna. "Será que a obra é realmente necessária e seus usos socialmente justificáveis?", prossegue, destacando o investimento de cerca de R$ 80 milhões, numa parceria entre Ministério da Integração Nacional e Secretaria de Obras do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
     Na obra do Arroio Jaguari, serão R$ 61.991.816,00, dos quais R$ 21.501.436,00 cabem ao governo do RS. No Taquarembó, R$ 61.405.945,00, sendo R$ 22.112.325,00 a contrapartida do Estado.
     Para Lanna, os governos falam que são obras de usos múltiplos, para abastecer Rosário do Sul e Dom Pedrito, "mas não conseguem esconder o real propósito: irrigar, principalmente o arroz. Falam em 80mil hectares, mas não falam que na bacia do Santa Maria já existe excesso de uso de água exatamente por conta da irrigação do arroz e que grande parte da água disponibilizada pelas barragens irá cobrir o déficit sem aumentar a área irrigada. Já sobre impactos ambientais, nada", lamanta Lanna.
     Supressão de florestas
     A barragem Jaguari, no município de Rosário do Sul, tem previsão de alagar 2.752 hectares. Já a Taquarembó, em Dom Pedrito, vai ocasionar um alagamento de 1.350 hectares. "E ainda: serão mais de 1.132 hectares de florestas de galeria que deverão ser suprimidas ou sucumbirão com essas duas obras. Uma fauna raríssima e ameaçada, assim como as florestas mais contínuas (matas em galeria) da região do Pampa", lamenta o consultor.
     Segundo dados do próprio Eia/Rima, na área prevista para o alagamento das duas barragens, a quantidade de árvores que deverão ser suprimidas é de 1 milhão 579 mil 106 árvores nativas, "a grande maioria de espécies que não existem em nenhum viveiro do Estado", apontam as ONGs. Segundo elas, os estudos não fazem menção a espécies ameaçadas de extinção que têm seu habitat apenas naquela região, as chamadas endêmicas.
      Lanna já havia denunciado, em março de 2007, a presença de um Rima com diversas falhas técnicas e a ausência de EIA correspondente e atualizado, havendo apenas um estudo (EIA) do ano de 2001, elaborado pela Beck de Souza Engenharia. "Há mais de um ano tenho lutado contra essas barragens e conseguido vitórias transitórias, como a retirada de um Eia/Rima fajuto da Fepam, em maio/2007, e uma liminar contra Licença Prévia igualmente irregular, em agosto/2007", cita.
     "Temo agora que possa estar se prenunciando uma derrota definitiva com a aprovação dos Eia/Rimas, em que pese as denúncias que encaminhei aos Ministérios Públicos Estadual e Federal e à Fepam", diz, ao lamentar a falta de visibilidade política dessa luta. "Tenho a impressão que apenas umas cinco pessoas desimportantes como eu têm se movimentado. Isso pode fazer com que o governo do Estado nos patrole, como tem nos patrolado em oportunidades em que a visibilidade política é maior, como no caso das licenças para silvicultura e para a quadruplicação da Aracruz".
     Processo reiniciado
     Iara Velasquez, arquiteta e coordenadora da Equipe Técnica que avalia os Eia/Rima na Fepam, reconhece que o Eia/Rima apresentado não estava completo. "A agora o processo foi reiniciado e anda normalmente dentro da lei de licenciamento ambiental". "Foi feito todo um novo processo", diz.
     "Desde 2001, os objetivos foram se adaptando às demandas sociais e aos benefícios futuros das obras. Quando, ainda no governo Rigotto, em 2006, esse projeto foi declarado como de interesse social, passou a valer a lei que orienta para a determinação dos usos múltiplos da água, a Resolução do Conama número 369, garantindo assim o repasse de recursos do PAC para obras consideradas estrategicamente interessantes pelo governo federal, em sintonia com o estadual", analisa Iara.
     Segundo a técnica, a Licença Prévia das barragens "está juridicamente esclarecida. O cronograma do plano de trabalho elaborado pelo governo está sendo cumprido", defende Iara, ao citar que "a responsabilidade pela emissão de licença prévia sem Eia/Rima foi assumida pela Fepam perante o juiz de Lavras do Sul e hoje essa fase já foi superada, senão não seria possível realizar as audiências". Ela acrescenta que "a Fepam liberou Licença Prévia para garantir os recursos para a construção das barragens, mas não interferimos na elaboração do projeto".
     A Equipe Técnica de Eia/Rima da Fepam está avaliando os documentos resultantes das audiências públicas, que são degravados e os questionamentos, respondidos. Um geólogo que integra a equipe que elaborou o projeto via Beck Engenharia diz que a licença prévia para a construção das barragens na Fepam "tá pra sair". Já a coordenadora de Eia/Rima da Fepam afirma não ter previsão: "Nosso interesse é fazer o estudo o mais rápido possível, dentro das informações e da qualidade da licença".
Por Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para a EcoAgência.
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Costa do Mediterrâneo em Risco

     O hotel Azata del Sol na Praia de Algarrobico, Espanha, é um símbolo do desenvolvimento urbano descontrolado e da (in)conseqüente destruição da Costa Marítma Mediterrânea. O dono do hotel continou a construção, apesar de uma ordem da côrte local para que ela fosse interrompida.

     São colocados em risco espécies locais de animais marítmos e terrestres, além de dificultar a sobrevivência das comunidades locais que necessitam de uma costa limpa para manterem-se sustentavelmente.
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Contra o desmatamento da Amazônia

     Olá Wilson Junior Weschenfelder
     Comunicamos que o Projeto Amazônia para Sempre alcançou em maio último o seu primeiro objetivo, um milhão de adesões ao seu manifesto, e gostaríamos de agradecer e comemorar com você este sucesso.
     Como primeira ação efetiva, estamos finalizando o documento para encaminhar estas assinaturas ao Presidente Lula exigindo providências no sentido de que se cumpra a Constituição. Para o futuro, uniremos esforços com instituições ambientais para que novas ações sejam promovidas em benefício da região. Se você desejar receber boletins informativos sobre estas ações, por favor clique no link abaixo e verifique a confirmação da autorização.
     Juntos, nós podemos mudar a situação!
     Muito obrigado,
     Equipe Amazônia para Sempre


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quinta-feira, 31 de julho de 2008

Desastres ambientais se agravam com a falta de planejamento

     O Rio Grande do Sul está entre os Estados com maior probabilidade de ocorrência de desastres ambientais. Apesar de serem previsíveis, muitos governos continuam construindo em áreas em que o risco desses acidentes é iminente. Este foi um dos assuntos abordados ontem (30/07), na Fundação Getúlio Vargas, em Porto Alegre, no Ciclo de debates "Repensando o Desenvolvimento frente às Fragilidades Ambientais". O evento é uma promoção da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária Ambiental – Seção Rio Grande do Sul (ABES-RS).
     Até a década de 70, acreditava-se que os desastres ambientais eram castigos divinos, mas essa mentalidade começou a mudar com um terremoto ocorrido em 1976 na Guatemala. Depois disso, governos e sociedade começaram a estudar para estarem preparados para enfrentar esses fenômenos. Atualmente, já é possível saber quais os locais mais vulneráveis a esses eventos, pois o risco é igual ao perigo mais a vulnerabilidade. "Hoje se pode atuar na redução de riscos", informa Dulce Fátima Cerutti, consultora técnica da Secretaria de Vigilância de Saúde do Ministério da Saúde, na área da Vigilância em Saúde Ambiental dos Riscos Decorrentes dos Desastres Naturais.
     Ela lembra que nem todas as áreas são apropriadas à construção civil. Conta que no Peru, um hospital foi destruído 14 vezes antes mesmo de ser inaugurado, pois ficava em uma área de risco. Apesar disso, serviços básicos continuam sendo construídos em locais suscetíveis. Para se ter uma idéia, 50% dos hospitais na América Latina ficam em áreas de risco. Em uma enchente em Pernambuco, em 2005, 103 unidades de saúde foram danificadas, sendo que quatro delas foram totalmente destruídas. Em Santa Catarina, no Carnaval deste ano, o grande volume de chuvas provocou estragos em oito unidades de saúde e destruiu três estações de tratamento de água.
     Dulce salienta que os desastres ambientais trazem seqüelas por muito tempo: 20% das pessoas que têm esse tipo de experiência ficam com problemas psicossociais temporários e 5% delas com problemas permanentes. O resultado de tudo isso é um grande impacto social: mais pobreza, desemprego e aumento das dívidas externa e interna.
     Além disso, nem sempre os municípios notificam os acontecimentos como desastres, sendo que, muitas vezes, a própria prefeitura é responsável por eles: "Vi um bairro de rico sendo construído em área de mangue onde o próprio prefeito estava gerando o risco", comenta Dulce, que é especialista em Vigilância em Saúde pela Universidade de Brasília.
     Passivos e acidentes
     A engenheira química Carmen Níquel falou sobre os vários tipos de passivos ambientais do Rio Grande do Sul. São muitos: depósitos irregulares de resíduos industriais, lixões, poluição de águas subterrâneas, solos contaminados por vazamentos, entre outros. Entretanto o Rio Grande do Sul não tem um mapeamento de suas áreas contaminadas, como São Paulo, que levou dez anos para realizar esse levantamento.
     "As áreas contaminadas são bombas-relógios químicas", aponta a técnica da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). A engenheira alerta que muitos bancos estão atentos para não receberem propriedades contaminadas como pagamentos de dívidas ou garantias de financiamento. E salientou: "É muito mais barato prevenir, fazendo uma gestão adequada de resíduos e de efluentes, do que remediar a situação".
     O mediador do debate, Márcio Freitas, ex-diretor do Departamento de Qualidade Ambiental do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), funcionário da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e representante da ABES, promotora do evento, lembrou que tanto os desastres como os passivos, muitas vezes acontecem simultaneamente, como no caso da enchente do Rio dos Sinos e do rompimento de uma barragem de efluentes em Minas Gerais em 2003.
     Ele lembra que muitos passivos são de massas falidas que estão comprometidos com questões trabalhistas: "As questões ambientais, nesses casos, não são cobertas pela legislação. A lei de falências não trata sobre esse assunto".
Autora: Sílvia Franz Marcuzzo - EcoAgência
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Greenpeace exige que as exportações de carvão na Austrália acabem

     Esta ação pacífica no maior porto de carvão de Queensland, Austrália, realça os planos do goiverno Rudd de expandir a exportação de carvão rapidamente, quando o que o planeta necessita é reduzir as emissões globais de gases estufa. A exportação de carvão trará impactos desatrosos à Austrália, de seca à perda da Grande Barreira de Recife de Coral.

     Vinte dos navios que carregam a matéria-prima tiveram impressas algumas mensagens dos manifestantes do Greenpeace, entre elas: "Premier Blight Exportando CO2", "Carvão está matando o recife" e "Pare a expansão de Carvão".

Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 29 de julho de 2008

Espécie brasileira de bambu ameaçada de extinção

     A espécie brasileira de bambu, Glaziophyton mirabile, sofre grande risco de extinção, segundo o biólogoLuiz Sergio P. Sarahyba, integrante da American Bamboo Society, entidade que pesquisa espécies de bambu de todo mundo, e ex-membro da Comissão de Sobrevivência de Espécies, da IUCN.

     O biólogo conta que esteve pessoalmente no ambiente natural de Glaziophyton mirabile com o Dr Ruy Valka Alves e Dra. Andréa Costa, do Museu Nacional de Itatiaia, e Dra Lynn Gail Clark (IOWA). "Para nós, foi um grandioso momento. Caminhamos muito para chegar até ela e, de fato, constatamos a situação frágil da pequena população da espécie", lembra.

     Ele descreve a planta como uma espécie distinta, de estratégia de sobrevivência especial. "Inicialmente descrita como uma espécie sem folhas, em decorrência da ausência de regiões nodais no colmo (espécie de caule) externo, verificamos que não se tratava de uma espécie áfila (sem folhas), na realidade, a emissão de folhas acontece exatamente no ápice do colmo, cumprindo assim a função de realização da fotossíntese da lâmina foliar", explica.

     De acordo com o biólogo, caso as queimadas locais não a tenham transferido da lista de espécies endêmicas e ameaçadas para a lista das espécies extintas, os poucos exemplares ainda existentes da espécie estão localizados no ápice do Morro da Cuca na Área de Proteção Ambiental de Petrópolis. "Seria uma ação de conservação "in situ" de grande relevância criar um cinturão de proteção a esta espécie tão especial da flora de bambus brasileiros, já que não vejo nenhuma chance de sobrevivência desta espécie fora de seu ambiente natural", propõe.

Fonte: AMDA / Fórum de ONGs – Rede Mata Atlântica - Portal do Meio Ambiente

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Médico sugere menos filhos para salvar planeta

Especialista em contracepção assina editorial em renomada publicação britânica.

     Um editorial publicado na edição desta sexta-feira da revista científica britânica British Medical Journal afirma que ter menos filhos é uma forma de contribuir para o combate ao aquecimento global.

     O artigo, assinado pelo professor de planejamento familiar do University College, de Londres, John Guillebaund, afirma que ''a população mundial atualmente excede 6,7 bilhões e o consumo de combustíveis fósseis, água potável, colheitas, peixes e florestas excedem a demanda''.

     Segundo o especialista, ''estes fatos estão relacionados'', uma vez que cada pessoa que nasce contribui para a emissão de gases poluentes e é impossível escapar da pobreza sem que haja um aumento dessas emissões.

     Guillebaund conclui que ''aplicar contracepção ajuda, portanto, a combater as mudanças climáticas, ainda que não seja um substituto direto para a redução das emissões per capita de elevados emissores''.

     Mitos

     O autor destaca que o senso comum econômico diz que casais pobres muitas vezes preferem ter vários filhos para compensar a alta mortalidade infantil, fornecer mão de obra para aumento da renda familiar e cuidar dos pais quando eles estão mais velhos, fatores que, endossados por agumentos religiosos e culturais, reforçam a aceitação de grandes famílias.

     Mas ele afirma que ''os economistas tendem a ignorar o fato de que relações sexuais no período fértil são mais freqüentes do que o mínimo necessário para ter concepções intencionais. Portanto, ter uma família maior em vez de uma menor é menos uma decisão planejada do que um resultado automático da sexualidade humana''.

     Para Guillebaund, ''algo precisa ser feito para separar o sexo da concepção - ou seja, a contracepção''. Mas ele acrescenta que o acesso à contracepção é muitas vezes difícil, devido a abusos por parte de maridos, parentes, autoridades religiosas ou até ''lamentavelmente'' fornecedores de anticocepcionais.

     O editorial afirma que a demanda por anticoncepcionais aumenta quando eles se tornam acessíveis e quando as barreiras à sua obtenção são derrubadas, acompanhadas de informações apropriadas relativas à sua segurança e uso.

     O autor procura derrubar algumas crenças e reforçar outras que haviam sido desacreditadas. Ele lembra que no século 18, Malthus previu que com o aumento significativo da população, a escassez de alimentos seria inevitável.

     E que a chamada ''revolução verde'', idealizada pelo agrônomo americano Norman Borlaug, aparentemente provou que Malthus estava errado, mas que o significativo aumento populacional vem levando a uma escassez de alimentos sem precendentes, à escalada de preços e a protestos violentos.

     Guillebauns enfatiza ainda que das inovações da ''revolução verde'', como o amplo uso de fertilizantes, pesticidas, tratores e transporte, hoje também contribuem para o aquecimento global, uma vez que dependem de combustíveis fósseis.

Fonte: BBC - G1

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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Pacto pela Madeira Legal e Sustentável: uma chance à floresta e ao planeta

     Os números assustam: 63% a 80% da madeira extraída na Amazônia é ilegal. O desmatamento irregular e abusivo não apenas afeta a vida das comunidades locais, como também contribui para o Aquecimento Global. Apenas no Brasil, o desmatamento – em especial o amazônico- é responsável por 75% das emissões de CO2 na atmosfera.

     Para situações drásticas, medidas urgentes precisam ser tomadas. Uma delas é o Pacto pela Madeira Legal e Sustentável assinado pelo governo e a indústria do Pará. Ele pretende tornar a extração sustentável a partir de medidas rígidas de controle.

     Para o Greenpeace, o Pacto é crucial na redução do desmatamento e amenização dos efeitos nocivos do Aquecimento Global, através da governabilidade do setor madeireiro. A ONG fiscalizará de perto se a excepcional medida será aplicada na prática.

Fonte: Greenpeace

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Pesquisas ecológicas sofrem sérios danos com turismo

Quando Michael Soule pesquisava borboletas no montanhoso vale de Gothic, Colorado, no começo dos anos 60, a cidade de Crested Butte era pouco mais que um povoado carvoeiro quase abandonado. "Não havia nem onde comprar uma camiseta ou caneca", diz Soule, que hoje trabalha como biólogo especialista em conservação.

     Crested Butte, renascida como uma meca do montanhismo e das mountain bikes, hoje apresenta fileiras de butiques e acesso fácil às montanhas. No Laboratório Biólogico das Montanhas Rochosas, onde Soule e gerações de outros pesquisadores estudaram sobre habitats alpinos remotos, o crescimento está mudando tanto a paisagem quanto os dados que eles coligem. O laboratório, como muitos outros locais tradicionais de pesquisa ecológica, está tentando decidir se estuda as mudanças ou se deveria combatê-las.

     Fundado em 1928, no local de uma antigo povoado cuja atividade era a mineração de prata, o laboratório independente atrai estudantes e cientistas de todo o mundo.

     Trabalhando ao lado de um pico de 3.848 metros que se assemelha a uma catedral gótica, os pesquisadores durantes décadas reuniram dados sobre insetos, salamandras, marmotas e os cronogramas de florescimento das plantas de montanha.

Estudos sobre comportamento de animais em seus habitats alpinos são perdidos com a alteração do ambiente causada por turistas

Estudos sobre comportamento de animais em seus habitats alpinos são perdidos com a alteração do ambiente causada por turistas (foto: New York Times)

     "Todo o laboratório trabalha basicamente em experiências de longo prazo", disse Paul Ehrlich, da Universidade Stanford, que estuda as populações de borboleta na área do laboratório e regiões vizinhas desde 1960.

     O aquecimento global atraiu mais interesse científico quanto a esses conjuntos de dados de prazo muito longo, que revelam mudanças induzidas pelo clima que não podem ser vistas em estudos mais curtos.

     À medida que o turismo crescia em Crested Butte, visitantes começaram a invadir o vale de paredes íngremes que abriga o laboratório. A estrada de terra estreita entre a área de esqui e o laboratório, conduz a trilhas de bicicleta e locais de acampamento, e é comum vê-la lotada de carros, bicicletas e veículos fora de estrada.

     O tráfego diário pelo laboratório pode exceder os 750 veículos, ridiculamente baixo para os padrões urbanos, mas uma alteração pronunciada para esse vale que passou tanto tempo isolado e onde as filas de automóveis levantam nuvens persistentes de poeira.

     Os pesquisadores descobriram que a agitação perto da estrada torna mais provável que os pardais de coroa branca comuns à região abandonem seus ninhos.

     As multidões cada vez mais numerosas também podem prejudicar as pesquisas; a despeito dos avisos, turistas muitas vezes removem as estacas e bandeiras que marcam pontos de pesquisa, e cachorros fora da coleira invadem áreas em que experiências estão em curso.

"Local do Laboratório Biológico The Rocky Mountain. Fundado em 1928. Acesso apenas com permissão". Apesar dos avisos, turistas ultrapassam os limites (foto: New York Times)

     A poeira da estrada é tão densa, ocasionalmente, que torna difícil observar de longe a fauna, e o tráfego em alta velocidade mata pássaros e mamíferos que são objeto de estudos de longa duração.

     "Embora as marmotas possam ter se desenvolvido de maneira singularmente elegante para enfrentar predadores, não evoluíram para enfrentar carros", disse Daniel Blumstein, biólogo da Universidade da Califórnia em Los Angeles.

     Em uma manhã de dia de semana, no começo de julho, a equipe de Blumstein recolheu uma marmota que acabara de ser atropelada e morta; a etiqueta que ela trazia na orelha a identificava como parte de um estudo sobre o comportamento da marmota que o laboratório iniciou 46 anos atrás. Por estes roedores viverem por até 15 anos, um único animal pode representar um tesouro em termos de dados científicos. "Cada fêmea que tenha filhotes é um bem inestimável", disse ele.

     Não muito tempo atrás, uma marmota marcada com etiqueta subiu em um carro perto do laboratório e foi parar em um posto de gasolina em Aurora, um subúrbio de Denver a 400 quilômetros de distância - exemplo extremo do que ele define como "dispersão por automóvel" das marmotas que vivem no terreno do laboratório.

     Enquanto os cientistas empreendem novos esforços de pesquisa em longo prazo, como a Rede Nacional de Observatórios Ecológicos, com o objetivo de documentar o efeito das alterações climáticas e outros fenômenos mundiais, muitos estudos de campo de longa duração estão enfrentando intensa pressão devido ao crescimento e ao desenvolvimento.

     "Os lugares onde trabalhos essenciais foram realizados, onde agora dispomos de uma fundação e para os quais podemos voltar e repetir alguma coisa 10 vezes por temos nova tecnologia e novos dados com que trabalhar... Muitos desses lugares agora se tornaram inacessíveis; não existem mais", disse Julio Betancourt, paleontologista do Serviço de Levantamento Geológico dos Estados Unidos. "Isso está se repetindo inúmeras vezes".

Fundado em 1928, o laboratório independente atrai estudantes e cientistas de todo o mundo (foto: New York Times)

     Betancourt passou a maior de sua carreira no Laboratório do Deserto, uma reserva de pesquisa botânica criada 105 anos atrás nas cercanias de Tucson.

     O laboratório, que antigamente ficava no meio do deserto, agora está cercada por áreas urbanizadas e se tornou local de passeio não só para adeptos das caminhadas, além de ter sido invadido por uma gramínea propensa a incêndio.

     A despeito de sua tradição de observação passiva, o laboratório teve de estabelecer horários de visita e combater a gramínea com herbicidas e com cortadores de grama.

     Alguns dos locais da Rede de Pesquisa Ecológica de Longo Prazo, um sistema de 26 áreas financiadas pela Fundação Nacional de Ciências, adotaram medidas igualmente ativas para evitar os avanços da civilização, trabalhando para preservar as terras que os cercam, administrar os visitantes e erradicar espécies invasivas. Mas a maioria deles não têm opção a não ser tornar as incursões oportunidades de pesquisa.

     Na estação Palmer, na Antártida, William Fraser, que passou mais de 30 anos estudando os efeitos do turismo sobre a demografia dos pingüins Adelie, concluiu que a regulamentação estrita do turismo serviu para proteger os pingüins que vivem na área da estação.

Fonte: The New York Times - Terra Notícias

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Mal olímpico?

     Vários atletas já reclamaram que a poluição chinesa poderá atrapalhar seu desempenho nas Olimpíadas, que começam agora em agosto. Para o pneumonologista Gokhan Mutlu, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, os espectadores também devem se preocupar.

     Segundo Mutlu, aspirar altos níveis de poluição por 24 horas já seria suficiente para causar derrame e ataque cardíaco em pessoas mais suscetíveis (aquelas com fatores de risco para doenças cardiovasculares, como pressão alta, diabetes, obesidade).

     Mutlu descobriu o mecanismo que torna a poluição do ar tão perigosa. As microscópicas partículas de poluição, quando aspiradas, fazem o sangue se torna mais denso. O sangue espesso faz com que nossos pulmões se inflamem e liberem uma substância que aumenta a coagulação do sangue. Os coágulos podem bloquear vasos sangüíneos e causar derrames e infartos.

Poluição atrapalha a vista para o Estádio Nacional de Pequim (fonte: Globo Esporte)

     "Pessoas que assistirão às Olimpíadas e depois enfrentarão vôos longos de volta para casa têm mais chances de ter algum problema", diz Mutlu. "Se um coágulo atingir os pulmões pode causar embolia pulmonar, que pode matar."

Autora: Marcela Buscato - Blog do Planeta

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Consumo de soja pode afetar fertilidade, diz estudo

Pesquisa indicou redução na contagem de espermatozóides após alto consumo de soja.

     Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, sugere que homens que consomem produtos à base de soja podem ter o número de espermatozóides reduzido pela metade.

     A pesquisa, publicada na revista científica Human Reproduction, analisou o sêmen de 99 homens com idade média de 36 anos e comparou a concentração de espermatozóides com a quantidade de soja consumida na dieta de cada um nos três meses anteriores à análise.

     Segundo os pesquisadores, a concentração considerada "normal" de espermatozóide no sêmen fica entre 80 e 120 milhões por mililitro.

     No entanto, a equipe observou que os participantes que consumiam em média uma porção de comida à base de soja em dias alternados apresentavam uma redução de 41 milhões no número de espermatozóides.

     Apesar da redução, o estudo indica que o consumo de soja não afetou a mobilidade ou morfologia do esperma, nem o volume de ejaculação.

     Hormônio

     De acordo com Jorge Chavarro, que coordenou o estudo, uma substância química chamada isoflavona, presente em alimentos à base de soja como o tofu ou o leite, podem interferir na produção de esperma.

     Ele explica que essas substâncias, também chamadas de fitoestrogênios, podem ter efeitos similares aos do estrogênio e reproduzir sua ação no organismo, o que afetaria a produção do esperma.

     Chavarro observou ainda que os homens obesos que participaram da pesquisa eram ainda mais suscetíveis estes efeitos, o que poderia indicar que um nível alto de gordura no corpo também poderia aumentar a produção de estrogênio nos homens.

     "Esses dados sugerem que um maior consumo de alimentos à base de soja e isoflavonas da soja está associado à redução na concentração de esperma", afirma o estudo.

     Fertilidade

     Apesar dos resultados, o estudo aponta que, em algumas regiões da Ásia, o consumo de soja era consideravelmente superior ao máximo consumido pelos voluntários observados na pesquisa.

     O professor de Andrologia da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, Allan Pacey, afirmou que se a soja realmente tivesse um efeito prejudicial na produção de esperma, a fertilidade em algumas regiões asiáticas também seria afetada e não há nenhuma prova de que isso esteja acontecendo.

     "Muitos homens estão obviamente preocupados sobre como sua dieta ou estilo de vida poderia afetar sua fertilidade por reduzir o número de espermas. Os compostos de estrogênio na comida ou no ambiente já são motivo de preocupação há muitos anos", disse.

     "Teremos que observer a dieta adulta com mais cautela. Apesar de que o fato de várias áreas do mundo terem a soja como uma parte essencial de suas dietas e não aparentam sofrer de nenhuma alta no índice de fertilidade em relação aos países ocidentais sugere que, se há algum efeito, é muito pequeno", afirmou Pacey.

Fonte: BBC - G1

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