sexta-feira, 23 de maio de 2008

Taxa de extinção é mil vezes maior que a natural

     No Dia Mundial da Biodiversidade, celebrado hoje, as estatísticas mostram que há pouco para comemorar. A cada hora, quatro espécies são perdidas no mundo. A cada ano, 13 milhões de hectares de florestas, onde vivem cerca de 2/3 de todas as espécies terrestres, são destruídas - o equivalente a um terço do tamanho da Alemanha. No último século, 3/4 da diversidade genética de plantações foram perdidas. Atualmente, um em cada oito pássaros estão em risco de extinção. Segundo o ministro de Meio Ambiente da Alemanha, Sigmar Gabriel, onde é realizada a 9ª Convenção da Diversidade Biológica (CBD), a taxa de extinção hoje é de 100 a 1 mil vezes maior que a natural.

Exemplar do golfinho Baiji, espécie encontrada no rio Yang Tsé é declarada funcionalmente extinta.

     "É uma tarefa de Hércules colocar a comunidade internacional e cada país no caminho certo da sustentabilidade", disse o ministro do meio ambiente da Alemanha, Sigmar Gabriel, que foi enfático ao afirmar que se este caminho não for seguido, o mundo irá falhar em alcançar a meta.

     Em Bonn, na Alemanha, mais de 5 mil delegados e chefes de Estado tentarão chegar a um acordo sobre como resolver a difícil equação de salvar espécies de plantas e animais das mudanças climáticas e poluição.

     A prioridade da 9ª Convenção da Diversidade Biológica (CBD) é criar regras obrigatórias de acesso a recursos genéticos e divisão dos benefícios, um dos seus três objetivos, mas que desde a sua criação, há 15 anos, nunca ganhou um regime internacional. A COP9 iniciou na segunda-feira e segue até o dia 30.

A Arara-azul e outros animais estão sob ameaça de extinção, de acordo com levantamento do Ibama, e o Mapa de Fauna Ameaçada de Extinção do IBGE.

 

     Mudança na mentalidade
     O fundador do conselho ético World Future Council, Jakob von Uexküll, pediu aos Governos para fazer "uma mudança radical" em relação à proteção da natureza. O artífice do Nobel Alternativo afirmou que a crise alimentícia mundial é um "apelo de alerta" à comunidade internacional, ao fim do segundo congresso do conselho, que engloba cientistas, políticos e acadêmicos de todo o mundo.

     Fundado há um ano, o World Future Council, com sede em Hamburgo (noroeste da Alemanha), é formado por especialistas internacionais e seu trabalho inclui buscar respostas à mudança climática e ao desenvolvimento sustentável das cidades e a agricultura.

Foto

Ameaçados de extinção, um tigre branco e um antílope são as principais atrações do zôo de Nova Deli, na Índia. (Foto: Manan Vatsyayana/AFP)

     "Não podemos continuar vivendo como se não houvesse amanhã. Sem uma mudança de perspectiva, não poderão se alimentar as gerações futuras. Devemos assumir nossa responsabilidade", afirmou. Jakob von Uexküll afirmou que as leis ambientais "não são de esquerda nem de direitas" e pediu à 9ª Conferência das Partes (COP9) da Convenção de Diversidade Biológica da ONU, realizada em Bonn até o dia 30, a "fundar novas alianças".

     A Conferência das Partes é o órgão máximo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), primeiro acordo mundial que aborda integralmente todos os aspectos da biodiversidade, desde recursos genéticos até espécies e ecossistemas.

     A biodiversidade, no entanto, está em tudo que é produzido no mundo e, por não ter que pagar nada para retirar da natureza tantos produtos e serviços, muitas vezes o homem não enxerga o verdadeiro valor deste bem.

Fonte: O Dia - Terra Notícias

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

11 espécies de tubarão e arraia estão 'vulneráveis', diz estudo

Relatório apresentado na Alemanha culpa pesca e retirada de barbatanas.

     Onze espécies de tubarão e arraia estão 'em risco' ou são 'vulneráveis' ao risco de extinção, de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza, rede internacional que reúne ONGs, organismos governamentais e agências da ONU.

     A IUCN (sigla em inglês) estudou dados estatísticos referentes a 21 espécies dos dois animais.

     Segundo a organização, com sede na Suíça, a arraia gigante pode ser considerada "em risco"; e outras dez espécies, "vulneráveis".

     Cinco espécies foram classificadas como "próximas da ameaça", o que significa que os sinais de declínio da população não são sérios o suficiente para a inclusão na lista de espécies ameaçadas.

 

     Pesca

     As classificações são baseadas em uma série de critérios que têm como base dados históricos ou projeção do declinio da população dos animais.

     Uma espécie cuja população encolhe 50% em dez anos, por exemplo, é classificado como ameaçada.

     Os cientistas da organização estão pedindo limites globais para a captura de tubarões, o fim da prática de remoção das barbatanas e medidas para minimizar as capturas acidentais por pescadores.

     "Tubarões costumavam ser capturados por engano, por barcos em busca de atum e de peixe-espada", disse Sonja Fordham, vice-diretora do Grupo de Especialistas em Tubarões da IUCN.

     "Mas agora, no momento em que essas espécies estão em declínio, nós estamos vendo mais pescadores procurando tubarões."

     Umas das razões para o crescimento da pesca de tubarões e arraias seria o crescimento das economias asiáticas, onde barbatanas de tubarão, por exemplo, são consideradas uma iguaria.

     O estudo foi apresentado na reunião Convenção sobre Biodiversidade, que começou no dia 19 de maio na cidade alemã de Bonn, e será publicado na revista Aquatic Conservation: Marine and Freshwater Ecosystems.

Fonte: BBC - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Demônio-da-tasmânia entra para a lista de animais ameaçados na Austrália

Populações do animal estão sendo dizimadas por um misterioso tumor que afeta a face.

Ainda não há cura para a enfermidade, que pode ser transmitida por mordidas.

     O governo australiano colocou pela primeira vez o demônio-da-tasmânia (Sarcophilus harrisii) na lista de animais ameaçados de extinção do país. Desta vez, porém, a ameaça maior não é de origem humana. A população da espécie está sendo dizimada por um bizarro tumor facial que é transmitido de bicho para bicho por meio de mordidas. Ainda não há cura para a doença.

Foto: Torsten Blackwood

Demônio-da-tasmânia no Zoológico Nacional em Canberra, na Austrália (Foto: Torsten Blackwood)

Fonte: France Presse - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

Tubarões estão sob ameaça na Austrália

     Um relatório da organização ambiental WWF diz que as populações de tubarões no Mar de Coral, na Austrália, podem ser extintas se a região não for protegida.

     Um relatório da organização ambiental WWF diz que as populações de tubarões no Mar de Coral, na Austrália, podem ser extintas se a região não for protegida.

     O documento da organização diz ainda que os tubarões cinzas e os de ponta branca, que vivem no Mar de Coral, foram dizimados em outros lugares do mundo e precisam ser protegidos na região.

     "Não existe nenhuma área protegida em qualquer parte da região, então o primeiro passo é determinar que todo o Mar de Coral se torne uma área marinha protegida", afirma o integrante do WWF Richard Leck.

     A população de tubarões da área corre risco principalmente porque se alimenta nas águas rasas dos recifes de corais, o que os torna altamente suscetíveis ao impacto humano.

Fonte: BBC - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Qual ministro desmatou mais

     A ex-ministra Marina Silva saiu com o crédito de ter reduzido os índices de desmatamento na Amazônia. Isso é citado à exaustão como evidência do sucesso da política ambiental do país. Há vários analistas que associam a queda no desmatamento à falta de interesse dos fazendeiros em aumentar a área plantada, por causa da baixa no preço dos produtos agrícolas nos últimos anos.

     Mas existem outras formas de se avaliar o desempenho de um ministro de meio ambienta. Algumas contas simples revelam qual foi a taxa média anual de desmatamento de cada gestão. Fizemos a conta dos últimos dez ministros, desde 1990. Na lista dos que tiveram o maior desmatamento, Marina Silva ficou em terceiro lugar. Afinal, nos primeiros anos de seu mandato, a devastação esteve em altos patamares.

     Aí vai a lista, com a média anual de desmatamento em quilômetros quadrados:

1 - José Carlos Carvalho
Gestão: março de 2002 a dezembro de 2002
Desmatamento: 23.931

2 - Henrique B. Cavalcanti
Gestão: abril de 1994 a dezembro de 1994
Desmatamento: 21.977

3 - Marina Silva
Gestão: janeiro de 2003 a maio de2008
Desmatamento: 21.010

4 - José Sarney Filho
Gestão: janeiro de 1999 a março de 2002
Desmatamento: 18.884

5 - Gustavo Krause
Gestão: janeiro de 1995 a dezembro de 1998
Desmatamento: 17.732

6 - Rubens Ricupero
Gestão: dezembro de 1993 a abril de 1994
Desmatamento: 14.896

7 - Flávio M. Perri
Gestão: julho de 1992 a setembro de 1992
Desmatamento: 14.341

8 - José Goldemberg
Gestão: março de1992 a julho de 1992
Desmatamento: 13.789

9 - José Antônio Lutzemberger
Gestão: de março de 1990 a março de1992
Desmatamento: 12.470

10 - Fernando C. Jorge
Gestão: outubro de 1992 a dezembro de 1993
Desmatamento: 14.896

 

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Lula nega a Minc liberação de R$ 1 bi para Ambiente

     O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pediu, mas não conseguiu arrancar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a liberação de cerca de R$ 1 bilhão do setor ambiental que está contingenciado nem o uso do Exército nas reservas da Amazônia. Lula disse que pensará em como liberar o dinheiro progressivamente e, para o lugar das Forças Armadas, sugeriu a Minc que seja pensada a criação de uma Guarda Nacional Ambiental, semelhante à Força Nacional de Segurança, que já existe.

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pediu, mas não conseguiu arrancar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a liberação de cerca de R$ 1 bilhão do setor ambiental que está contingenciado nem o uso do Exército nas reservas da Amazônia. Lula disse que pensará em como liberar o dinheiro progressivamente e, para o lugar das Forças Armadas, sugeriu  a Minc que seja pensada a criação de uma Guarda Nacional Ambiental, semelhante à Força Nacional de Segurança, que já existe.

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pediu, mas não conseguiu arrancar do presidente... (Foto: Agência Estado)

     O dinheiro reivindicado por Minc é proveniente dos royalties do uso da água por hidrelétricas e empresas de saneamento, além do setor do petróleo. Normalmente, cerca de R$ 100 milhões são destinados ao ministério e os outros R$ 900 milhões ajudam a cumprir a meta de superávit primário do governo. "Não sei quando e quanto sairá. Mas o presidente disse que o dinheiro sairá", afirmou ele.

     A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, também participou da reunião com Lula e Minc. Ficou acertado que a posse será no dia 27. Sobre a proposta de um Plano Decenal de Saneamento, para elevar dos atuais 35% para 75% as residências atendidas por saneamento básico, Minc disse que o presidente e, "principalmente, a ministra Dilma gostaram muito da idéia".

Fonte: O Estado de S. Paulo - Yahoo

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

Expansão dos biocombustíveis na Espanha

     Os bosques de Kalimantan, Espanha, estão sendo destrído pela rápida expansão da industria de azeite de palma, eles são queimados por esas plantações. Além disso, este azeite é utilizado na alimentação, cosméticos e recentemente, no boom dos biocombustíveis.

Fonte: Greenpeace

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

Islândia retoma caça a baleia, diz ministério

     O governo da Islândia anunciou na segunda-feira que vai autorizar a caça de 40 baleias minke, para desgosto dos ambientalistas.

     Uma fonte do Ministério da Pesca disse à Reuters que o titular da pasta, Einar Guoffinsson, baixou portaria nesse sentido. O presidente da associação baleeira local confirmou que três barcos baleeiros preparam-se para zarpar na terça-feira.

     Mas a chanceler Solrun Gisladottir se distanciou da decisão, assim como outros membros social-democratas do governo.

    "O ministro da Pesca tem a competência constitucional para emitir tais regulamentos e não tem de consultar o governo como tal", disse ela em nota.

     "Como ministra de Relações Exteriores, acredito que isso é sacrificar interesses de longo prazo em prol de ganhos de curto prazo, apesar de a quota ser menor do que em anos anteriores."

     A Islândia suspendeu a caça de baleias durante 20 anos, até 2006. Quotas de caça foram então liberadas até agosto de 2007. Quando elas se esgotaram, o governo anunciou que não iria emitir novas autorizações até que comprovadamente houvesse demanda por carne de baleia.

Autora: Kristin Arna Bragadottir - Reuters - Terra Notícias

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

sábado, 17 de maio de 2008

Destruição da natureza custa R$ 5 trilhões por ano

 

     A destruição da natureza acarreta ao mundo danos no valor de aproximadamente 2 trilhões de euros ao ano, cerca de R$ 5 trilhões, segundo um estudo da ONU. Os resultados provisórios deste estudo sobre os custos globais da perda de espécies e espaço vital serão apresentados na conferência da ONU sobre Biodiversidade que começa nesta segunda-feira, na Alemanha.

     Segundo o estudo, ao qual teve acesso o semanário alemão Spiegel, a perda da biodiversidade custa por ano 2 trilhões de euros.

 

(fonte da imagem)

 

     "Os pobres no mundo são os que pagam a maior parte" destas perdas, assinala Pavan Sukhdev, diretor do estudo. Segundo o analista, isto acontece porque são precisamente os países mais pobres que mais sofrem com a perda de biodiversidade, como o desaparecimento de riquezas naturais cujo valor chega à metade da riqueza econômica dessas nações.

 

Fonte: EFE  - Terra Notícias

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

“Amigos, amigos. Meio ambiente à parte”

 

     Uma das mais influentes vozes críticas à política ambiental do governo é a de Paulo Adário, diretor da campanha Amazônia da ONG Greenpeace. Ironicamente, Adário é amigo de Minc desde a juventude. Adário diz que tentou ligar para o celular de Minc e pedir que rejeitasse o ministério. Mas, quando falou com Minc, em Paris, o amigo já tinha aceitado. "Eu disse a ele parabéns e meus pêsames", afirma Adário. Os dois desenvolveram juntos a militância ambiental no Rio, nas décadas de 80 e 90. Agora, talvez fiquem em campos opostos. "Amigos, amigos. Meio ambiente à parte", diz Adário.

 

 

     No ministério, Minc vai enfrentar três grandes desafios imediatos. O primeiro é preencher o vácuo deixado por Marina Silva. A ministra deixou o ministério maior do que entrou. As ONGs, os governos e a imprensa internacional reagiram mal a sua saída. "Minc terá que mostrar envergadura política e compensar sua falta de experiência e de articulações fora do Rio", diz Maria Tereza Pádua, ex-presidente do Ibama.

     Para complicar, em seus 100 primeiros dias de gestão, Minc terá que aplacar o maior incêndio da década. O período de maio a junho, de seca na Amazônia, é o auge das queimadas e desmatamento. Agora, depois de três anos de folga no desmatamento por causa dos preços deprimidos de produtos agrícolas, os pecuaristas e sojicultures devem voltar a expandir sua área plantada. As primeiras análises de satélite indicam que teremos novos recordes de devastação ilegal nos índices que o Inpe divulga em outubro. A taxa de desmatamento é decisiva para avaliar o desempenho do ministro. Um dos maiores problemas globais hoje são as mudanças climáticas. O Brasil é o quarto pais mais responsável pelo aquecimento do planeta, justamente por causa do desmatamento. "Isso vai explodir no colo do Minc", diz Adário.

 

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Estudo revela que superprodução de nitrogênio ameaça clima e biodiversidade

 

Efeitos incluem chuva ácida, mortandade de peixes e redução da camada de ozônio.

Uso excessivo do elemento químico como fertilizante é principal raiz do problema.

 

     Compostos de nitrogênio lançados no ambiente pela atividade humana causam poluição, estimulam o efeito estufa e ameaçam a biodiversidade, afirmam dois artigos publicados hoje na revista especializada "Science". O planeta tem um ciclo natural do nitrogênio, que é essencial para a vida na Terra, mas o ciclo artificial, alimentado principalmente pelo uso de fertilizantes e pela queima de combustíveis fósseis, provoca desequilíbrios perigosos, dizem os cientistas.

     "Um átomo de nitrogênio pode causar diversos efeitos em cascata, como smog (neblina poluente), chuva ácida, mortandade de peixes, efeito estufa e redução da camada de ozônio, tudo em seqüência", explica o principal autor do artigo que trata do impacto global do nitrogênio, James Galloway, da Universidade da Virgínia, nos EUA. "Essa combinação do nitrogênio reativo se acumulando no ambiente e tendo um efeito em cascata torna muito difícil administrar os efeitos."

 

Foto

Derramamentos de nitrogênio líquido na natureza aumenta os riscos da poluição (fonte da imagem)

 

     Galloway explica que o chamado "nitrogênio biologicamente reativo" é essencial para a produção de alimentos. Ao fabricar fertilizantes, a humanidade transforma o nitrogênio inerte do ar nessas formas reativas necessárias. "Mas, na produção de alimentos, muito se perde para o ambiente, porque a eficiência de pôr o nitrogênio na carne ou nos cereais é muito baixa." Além disso, "é claro que a maior parte do nitrogênio que entra na boca humana também acaba no ambiente". As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Fonte: Agência Estado - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

Urso Polar Ameaçado

 

     Urso polar tenta sobreviver no mar de escasso gelo do Alaska. Sinais do Aquecimento Global explícitos no sofrimento desses animais.

 

(fonte da imagem)

 

(fonte da imagem)

 

Autora: Martina Cavalcanti

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

Escândalo: tripulação do Nisshin Maru contrabandeia carne de baleia

 

     Denúncia feita pelo Greenpeace após 4 meses de investigação revela que autoridades japonesas fazem 'vista grossa' à irregularidade.

     Uma caixa da carne de baleia ilegalmente retirada pela tripulação do Nisshin Maru, navio-fábrica da frota baleeira japonesa que participou da caça às baleias no início deste ano na Antártica, foi mostrada nesta quinta-feira por ativistas do Greenpeace em Tóquio como evidência de que o governo japonês tem acobertado uma falsa pesquisa científica no Oceano Antártico.

 

Foto: Greenpeace


     Será que isso era novidade para alguém???
     Pois é o Greenpeace fez uma investigação, se infiltrou, comprovou e registrou que funcionários tanto da empresa baleeira, quanto do Insituto de Pesquisa japonês estavam roubando carne de baleia, em caixas de papelão.
     A caixas diziam que eram cheias de papelão, mas quando abertas.... kilos das melhores carnes de baleias.

     Pois é, mais uma evidência de que a caça científica não deixa de ser carne comercial pobremente disfarçada de ciência.

     Acesse o site do Greenpeace e acompanhe as novidades.

 

Autora: Lendra Gonçalves - Greenpeace

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Para ambientalistas, Minc é 'ecochato' que virou liberal

 

     O ex-guerrilheiro Carlos Minc Baumfeld, antes de chegar à Secretaria do Ambiente do governo Sérgio Cabral Filho (PMDB), em janeiro de 2007, se preparava para iniciar o sexto mandato consecutivo na Assembléia Legislativa fluminense, para a qual foi eleito pela primeira vez em 1986. Como parlamentar, sempre se destacou por performances com assessores fantasiados, alegorias espalhafatosas e muita imprensa, para denunciar danos à natureza. No poder, manteve o estilo, mas mudou o conteúdo. De "ecochato", passou a ser classificado de "liberal demais" por alguns ambientalistas.

     Em passado não tão distante, no figurino de ativista ecológico, Minc chegou a martelar batatas, como rolhas, em canos de descarga de ônibus que poluíam a capital fluminense. Quando, nos anos 90, se juntou a homossexuais para incentivar o uso de camisinha, colocou um megapreservativo no obelisco, monumento de 18 metros no fim da Avenida Rio Branco, no centro do Rio.

     Em 19 anos na Assembléia, foi autor de pelo menos 150 leis, uma das quais pune estabelecimentos que discriminem gays, lésbicas e travestis. Também lutou contra o uso de amianto no Estado e em 2004 conseguiu aprovar uma lei responsabilizando as empresas pelo tratamento de funcionários contaminados pela substância.

     Como secretário de Ambiente, porém, foi criticado por autorizar o plantio de eucalipto, pela Aracruz Celulose, o que antes condenava. A compensação com reflorestamento caiu de 30 hectares para 10 hectares de mata nativa para cada cem de eucaliptos. Atitudes como essa, contudo, também lhe rendem elogios. Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na solenidade de lançamento do Arco Metropolitano do Rio, em Itaguaí, saudou sua atuação.

 

Fonte: O Estado de S. Paulo - Yahoo Notícias

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

Carlos Minc e a agilidade para carimbar licenças ambientais

 

     A rapidez para desembaraçar o processo de aprovação ambiental de grandes e polêmicos projetos é uma das marcas de gestão do novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Militante histórico da esquerda, o professor de geografia foi até aqui secretário de Meio Ambiente do governo Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro. "Durante sua passagem de pouco mais de um ano pelo cargo, ele enfrentou fortes incêndios nas florestas do estado, o que levou sua gestão a criar uma guarda florestal bem equipada", contam Aldem Bourscheit e Felipe Lobo, da agência de notícias verde O Eco. "Outra realização de Minc, bem ao contrário do que fez sua antecessora Marina Silva no ministério, foi a unificação dos órgãos ambientais cariocas, que deu origem ao Inea (Instituto Estadual do Ambiente)".

     Muitos acreditam que o novo órgão foi feito sob medida para atender aos desejos de empreendedores do Rio de acelerarem a emissão de licenças ambientais. Vale lembrar que Minc vinha recebendo elogios constantes de Lula durante o lançamento de obras do PAC no Rio de Janeiro, por sua agilidade no licenciamento de uma série de empreendimentos. A experiência de Minc no Rio de Janeiro revela um ágil carimbador de licenças, muito elogiado por parcelas do movimento ambiental. Inclusive em seu partido, o PT.

 

Carlos Minc (fonte da imagem)

 

     O valor dessas habilidades de Minc será testado agora diante dos grandes interesses em jogo no Plano de Aceleração de Crescimento, que prevê obras de impacto decisivo na Amazônia. São projetos como hidrelétricas, rodovias e linhas de transmissão elétrica. Feitos com cuidado e diálogo, podem estimular atividades sustentáveis e aumentar a presença das forças do Estado, hoje ausentes em grande parte da Amazônia. Mal conduzidos, têm potencial para repetir em larga escala os desastres como a Transamazônica e a hidrelétrica de Balbina. Acelerarão o desmatamento, destruirão uma floresta que poderia produzir madeira para sempre, estimularão o roubo de terra pública e a multiplicação de pobreza e violência na região. Esse é o cenário - ou campo de batalha - que espera o ministro Minc.

 

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

EUA classificam urso polar como espécie ameaçada

 

     Os Estados Unidos classificaram o urso polar do Alasca como uma espécie que corre perigo de extinção e que requer uma proteção especial, anunciou o secretário para os assuntos internos encarregado dos parques nacionais, Dirk Kempthorne.

 

(fonte da imagem)

 

     "Hoje, classifico o urso polar como uma espécie ameaçada, em virtude da lei sobre as espécies ameaçadas", declarou Kempthorne durante uma entrevista coletiva.

     Esta decisão se baseia principalmente "no importante desaparecimento, nas últimas décadas, do gelo polar, crucial para a sobrevivência deste animal", explicou.

Além disso, modelos informáticos indicam que "o gelo ártico vai provavelmente continuar derretendo no futuro", acrescentou.

 

A caça também é um fator importante para o extermínio dos ursos polares (fonte da imagem)

 

Fonte: AFP - Terra Notícias

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

Desertos de Eucaliptos

 

     Excelente série de reportagens do Correio Braziliense revela ao Brasil tudo aquilo que a blogosfera gaúcha há um bom tempo já havia descoberto, mas que continua sendo completamente ignorado pela Zero Hora:

 

(i) que as papeleiras que atualmente expandem seus negócios no estado "destinaram R$ 2 milhões a candidatos em 2006, dos quais R$ 500 mil foram para a campanha de Yeda Crusius",

 

(ii) que uma empresa estrangeira, especificamente a sueco-finlandesa Stora Enso, "estaria comprando terras na faixa de fronteira do Brasil" por intermédio de uma empresa-laranja, o que é ilegal, e isso tanto para a Polícia Federal quanto para a Procuradoria da República,

 

(iii) que, a fim de regularizar a situação de tais aquisições, "a regulamentação da faixa de fronteira deverá ser mudada por uma emenda constitucional", emenda essa (PEC 49/2006) de autoria do senador Sérgio Zambiasi (PTB), que afirma ter apresentado a referida proposta "porque a legislação está obsoleta e compromete o desenvolvimento da região", e que, finalmente,

 

(iv) uma série de ações, encampadas desde o início do novo jeito de governar - entre elas a nomeação, para chefias de órgãos ambientais estaduais, em substituição ao pessoal técnico capacitado, de pessoas de confiança da governadora Yeda Crusius, que através da concessão de "autorização provisórias" para a atividade de silvicultura atropelaram os estudos necessários à concessão de licenças ambientais definitivas, bem como a transferência, para uma secretaria de estado politicamente domesticada, de atribuições antes exclusivamente técnicas -, culminaram com a vergonhosa alteração da proposta original de Zoneamento Ambiental para a Atividade de Silvicultura no RS organizada pelos técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), tudo isso a fim de acomodar os interesses das papeleiras.

     O jornal do Grupo RBS, entretanto, mesmo com todos esses fatos ululando a suas portas, prefere continuar apostando nas teses de seus patrocinadores - as papeleiras e o novo jeito de governar -, segundo as quais (i) é a metade sul do RS ambientalmente apropriada para a atividade de silvicultura em nosso estado, e (ii) são as papeleiras o tipo de investimento mais adequado para, se não resolver, ao menos apaziguar os problemas econômicos da região, berço do latifúndio baseado na monocultura e na pecuária extensiva, altamente concentradores de renda.

     La Vieja apresentou argumentos contra essa segunda tese, ferrenhamente abraçada pela Zero Hora, quando afirmou, em contraponto à ufanista reportagem veiculada pelo referido jornal, ser "inevitável que cidades que recebam investimentos prioritários de papeleiras, bem como indústrias ligadas ao setor, tenham relativos incrementos em sua economia", ressalvando que o porta-voz oficial das papeleiras, em nenhum momento de sua intransigente defesa desses investimentos, fez questão tanto de abordar "o problema da manutenção do modelo produtivo da região, baseado no latifúndio e na monocultura, responsável pelo pífio impacto econômico no total da riqueza produzida no estado (...), o que mantém a concentração de renda", quanto de "oferecer esclarecimento sobre o modelo de mão-de-obra a ser incrementado por tais investimentos, aparentemente em tudo semelhante ao atualmente existente", algo que também em nada alteraria a distribuição de renda na metade sul.

     Hoje, La Vieja irá demonstrar que a primeira tese acima referida também é falsa e que ZH utiliza determinados estudos da Fepam, enquanto ignora outros, a fim de corroborá-la.

     ZH tem apresentado, em todas suas reportagens posteriores ao triunfo dos interesses das papeleiras no RS, uma série de gráficos, supostamente amparados nas recentes alterações introduzidas na proposta original de zoneamento ambiental apresentada pela Fepam, em estudos de impacto ambiental e em informações da Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor), que comprovariam a tese de que a metade sul do estado é ambientalmente adequada para a atividade de silvicultura.

     Tais gráficos, essencialmente, apresentam os limites à atividade de silvicultura no RS supostamente tomando como referência (i) as recentes alterações na proposta original de zoneamento e (ii) os "níveis de risco" ambientais oferecidos por essa atividade a partir de um estudo que classifica os solos do estado quanto às suas resistências a impactos ambientais.

     Posto isso, passemos aos gráficos.

     O primeiro deles, que apareceu em edição impressa de ZH, apresentou o novo perfil ambiental do RS supostamente a partir das recentes alterações na proposta original de zoneamento para a atividade de silvicultura elaborada pela Fepam, alterações essas que, nunca é demais frisar, como denunciado por ambientalistas, foram introduzidas à toque de caixa pelo novo jeito de governar a fim de se obter não o perfil ambiental adequado à preservação da fauna e da flora do Bioma Pampa, mas sim o mais adequado aos interesses dos financiadores de sua campanha. La Vieja tratou dessa denúncia ao escrever sobre o triunfo dos interesses das papeleiras no RS, acusação essa que revelou manobras políticas sórdidas, atropelos à legislação e arbitrariedades do governo Yeda Crusius.

     Conforme ZH, segundo as alterações recentemente introduzidas na proposta original de zoneamento - que extinguiram os percentuais máximos que, de acordo com a proposta original, limitavam o plantio de exóticas em uma determinada área, o que, conforme ambientalistas, é uma porta aberta para o florestamento industrial em grandes extensões, o que seria prejudicial à fauna e à flora do Pampa por alterar as características do ecossistema -, os limites à atividade de silvicultura no RS ficaram distribuídos por áreas.

     Em vermelho e identificado como "alta" - sem que, no entanto, se diga a que tal termo se refere - estão as áreas menos recomendadas para o plantio. Donde, pelo menos em tese, a necessidade de imposição de limites mais rigorosos à atividade de silvicultura nessas regiões. Em amarelo, identificado como "média", por sua vez, estão as áreas intermediárias, que provavelmente impõem limites medianos à tal atividade. Por fim, em verde e identificado como "baixa" - mais uma vez sem que se diga a que tal termo se refere - estão as áreas mais recomendadas para o plantio, que parecem exigir limites menos rigorosos à atividade de silvicultura. Eis o confuso gráfico:

 
     Depois, ZH passou a apresentar, em seu sítio, todas as vezes em que produziu reportagens acerca dos interesses das papeleiras ou dos interesses ambientalistas, uma série de cinco gráficos: três supostamente baseados em estudo técnico de 2005 intitulado "classificação dos solos do Estado quanto à resistência a impactos ambientais" e um em informações da Ageflor. Nenhuma notícia é dada, entretanto, em relação aos três primeiros, acerca da fonte de tais informações gráficas e nem acerca da paternidade do referido estudo de classificação.
     O primeiro dessa série de cinco gráficos é uma apresentação geral dos quatro posteriores acima referidos. Nele podemos ver, na barra superior direita, (i) em "restrições", a indicação das áreas onde há restrições ao plantio florestal no RS de acordo com os níveis de risco ambientais "alto", "médio" e "baixo" determinados pelo estudo da classificação dos solos quanto à resistência a impactos ambientais, (ii) e em "áreas existentes", a indicação das áreas onde já há plantio de exóticas, segundo informações da Ageflor:
 
 
     Na aba "restrições", na referida barra superior direita, cliques sobre os botões "alto", em vermelho, "médio", em verde, e "baixo", em cor de laranja, nos levam aos três gráficos baseados no referido estudo técnico. Convém ter em mente, a partir de agora, que a "classificação dos solos do Estado quanto à resistência a impactos ambientais", tal como apresentada por ZH, apresenta três "níveis de risco": o "alto", o "médio" e o "baixo". A um alto nível de risco parece corresponder - já que ZH não oferece nenhum apoio para que os dados de seus gráficos sejam interpretados - baixa resistência do solo a impactos ambientais, enquanto a um baixo nível de risco, por sua vez, parece corresponder uma alta resistência do solo a tais impactos. Parece tratar-se de uma relação inversamente proporcional: quanto maior o "nível de risco", menor a resistência do solo a impactos ambientais, e quanto menor aquele nível, maior essa resistência. Ao primeiro caso - alto nível de risco em função de uma menor resistência do solo a impactos ambientais - parecem corresponder mais restrições à atividade de silvicultura, e ao segundo - baixo nível de risco em função de uma maior resistência do solo a impactos ambientais - parecem corresponder menos restrições à tal atividade.
     O primeiro desses três gráficos, que corresponde ao botão "alto", em vermelho, revela que a atividade de silvicultura nessas áreas representa alto nível de risco ambiental em função da baixa resistência do solo a impactos ambientais. Por conseguinte, há, ou ao menos deveria haver, alta restrição à silvicultura nessas regiões:
 
 
     O segundo deles, que corresponde ao botão "médio", em verde, revela que a atividade de silvicultura nessas áreas representa nível médio de risco ambiental em função da média resistência do solo a impactos ambientais. Por conseguinte, há, ou ao menos deveria haver, média restrição à silvicultura nessas regiões:
 
 
     O terceiro deles, finalmente, que corresponde ao botão "baixo", em cor de laranja, revela que a atividade de silvicultura nessas áreas representa baixo nível de risco ambiental em função da alta resistência do solo a impactos ambientais. Por conseguinte, há, ou ao menos deveria haver, baixa restrição à silvicultura nessas regiões:
 
 
     Finalmente, ainda na barra superior direita, um clique sobre "áreas existentes" nos leva ao quinto dessa referida série de cinco gráficos, supostamente elaborado a partir das informações da Ageflor sobre as áreas onde atualmente há plantio de exóticas no RS:
 
 
     Recentemente, a essa série de cinco gráficos acresceu ZH um sexto, também tomando como fonte a Ageflor. Nele estão listadas as cidades gaúchas da metade sul do RS onde há previsão de plantio de eucaliptos. Em função do acréscimo desse sexto gráfico, a barra superior direita daquela anterior série de cinco passou a ter uma nova configuração. Ao lado das abas "restrições" e "áreas existentes" há agora a aba "previsão de plantio", o que deixou a série gráfica de ZH com a seguinte configuração:
 
 
     La Vieja pede agora que seus leitores descartem, momentaneamente, os gráficos apresentados por ZH montados a partir de informações da Ageflor, que são os dois últimos acima. Na série gráfica de ZH eles estão nas abas "previsão de plantio" e "áreas existentes" da barra superior direita, lembrando. Como por ora eles não nos interessam, vamos nos deter sobre os três gráficos baseados no estudo técnico "classificação dos solos do Estado quanto à resistência a impactos ambientais", que na referida série gráfica estão na aba "restrições".
     De onde ZH tirou tais gráficos?
     ZH não diz, mas os retirou da proposta original de Zoneamento Ambiental para a Atividade de Silvicultura no RS elaborada pela Fepam em três volumes: "Estrutura, Metodologia e Bases Técnicas", "Unidade de Paisagem Natural - Restrições e Potencialidade" e "Bases dos Estudos de Fauna, Flora e Recursos Hídricos". O referido gráfico está na página 22 do volume Estrutura, Metodologia e Bases Técnicas, mas La Vieja, que é bem legal, o reproduz abaixo de grátis:
 
 
     Quer dizer, então, que ZH não consultou o estudo "classificação dos solos do Estado quanto à resistência a impactos ambientais", citado sempre nas legendas desses três gráficos, a fim de elaborá-los?
     Não, não consultou. Simplesmente copiou o gráfico acima, intitulado "Mapeamento dos solos quanto a restrições para a atividade de silvicultura - RS", presente na proposta original de zoneamento ambiental apresentada pela Fepam, e mudou os títulos na legenda. Substituiu "alta restrição" à atividade de silvicultura por "alto nível de risco", "média restrição" por "médio nível de risco" e "baixa restrição" por "baixo nível de risco", tudo isso sem citar a proposta de zoneamento da Fepam como fonte de seus estudos gráficos e transmitindo a impressão que consultava um estudo de classificação dos solos gaúchos quanto às suas resistências a impactos ambientais.
     Porém, como La Vieja pode afirmar que ZH não consultou diretamente, a fim de montar seus gráficos, o estudo "Classificação dos solos do Estado quanto à resistência a impactos ambientais", de 2005, uma vez que tal estudo é citado inclusive na legenda do gráfico acima, apresentado na proposta original de zoneamento ambiental elaborada pela Fepam, que La Vieja afirmou ter sido copiado por ZH?
     Por uma razão muito simples. Por duas, aliás.
     A primeira delas é que não há, pelo menos no sítio da Fepam, nenhum estudo datado de 2005 intitulado "Classificação dos solos do Estado quanto à resistência a impactos ambientais". Essa também não deixa de ser, aliás, uma boa pergunta a ser respondida pela fundação, que cita em sua proposta de zoneamento um estudo que aparentemente não existe.
     O único estudo que há, no sítio da Fepam, intitulado "Classificação dos solos do Estado quanto à resistência a impactos ambientais", é de 2001, e não de 2005, e foi realizado "por meio da consultoria do Prof. Dr. Nestor Kämpf, contratada pela FEPAM, em 2001, através da FAURGS/UFRGS". Seu relatório final, datado de novembro de 2001, apresenta o "Mapa de Classificação dos solos do Estado do Rio Grande do Sul quanto à resistência a impactos ambientais". La Vieja acredita que ele seja o único que exista porque um outro estudo da Fepam, datado de dezembro de 2005 e intitulado "Licenciamento ambiental de novos empreendimento destinados à bovinocultura", o tomou como Documento de Referência, fato que pode ser comprovado já na primeira página desse referido estudo de licenciamento. Caso em 2005 houvesse sido produzido um outro estudo de "Classificação dos solos do Estado quanto à resistência a impactos ambientais", La Vieja acredita que, em função de sua atualidade em relação ao seu antecessor, ele é que deveria ter sido incluído entre os Documentos de Referência do estudo de licenciamento acima referido, e não o de 2001. Porém, não o foi. Logo, é provável que não exista nenhum estudo intitulado "Classificação dos solos do Estado quanto à resistência a impactos ambientais" datado de 2005.
     A segunda delas é que, se tal estudo de 2001 houvesse sido consultado por ZH, e aparentemente até pela Fepam, o jornaleco da Azenha descobriria que não são três, mas sim quatro as "classes de resistência" dos solos gaúchos aos "impactos ambientais": "alta", "média", "baixa" e "muito baixa", como podemos comprovar abaixo:
 

 
     Assim, se ZH tivesse consultado tal estudo, ao invés de, em suas séries gráficas, falar de "alto", "médio" e "baixo" nível de risco a partir de uma genérica e nunca explicitada "Classificação dos solos do Estado quanto à resistência a impactos ambientais", necessariamente seria obrigada a revelar que as atividades de silvicultura no RS representam "muito alto", "alto", "médio" e "baixo" níveis de risco ambiental em função, respectivamente, das "muito baixa", "baixa", "média" e "alta" classes de resistência do solo a impactos ambientais. Por conseguinte, ao menos deveria haver, além das "alta", "média" e "baixa" restrições à atividade de silvicultura, uma "muito alta" restrição à tal atividade em determinada região gaúcha, uma vez que há, no estado, ao menos uma região - e segundo o gráfico acima ela não é nem um pouco desprezível - com "muito baixa" resistência a impactos ambientais.
     A região do estado classificada como de "muita baixa" resistência a impactos ambientais pelo estudo de classificação dos solos gaúchos de 2001, no entanto, é uma ausência ilustre tanto na proposta de zoneamento ambiental da Fepam quanto nos três gráficos de ZH que supostamente tomam como referência essa classificação. Não há, no gráfico apresentado na proposta de zoneamento da Fepam, nenhuma área do RS que apresente uma "muito alta" restrição à atividade de silvicultura, e, de modo semelhante, não há, na série gráfica apresentada por ZH, nenhuma área no estado na qual tal atividade represente um "muito alto" nível de risco ambiental, não obstante a "Classificação dos solos do Estado quanto à resistência a impactos ambientais", de 2001, seja clara ao classificar determinadas áreas do estado como de "muito baixa" resistência a impactos ambientais.
     Por quê?
     La Vieja, antes de apresentar sua conclusão, gostaria que duas perguntas fossem respondidas:
 
i) Por que a Fepam, em sua proposta original de zoneamento ambiental, ao apresentar seu gráfico "Mapeamento dos solos quanto a restrições para a atividade de silvicultura - RS", afirmou que sua fonte foi uma "Classificação dos solos do Estado quanto à resistência a impactos ambientais" datada de 2005, se não há nenhum estudo assim intitulado e dessa data em seu sítio, mas só um estudo de 2001? Trata-se de um simples erro de digitação? Se sim, então por que o gráfico que aparece em tal proposta de zoneamento não tomou como base o gráfico originalmente existente no estudo de 2001, que apresenta não três, mas sim quatro classes de resistência do solo a impactos ambientais, o que implicaria não três, mas sim quatro níveis de restrição à atividade de silvicultura no RS? Trata-se de uma questão técnica? Se sim, então quais são as razões para, aparentemente, duas classes de resistência do solo a impactos ambientais terem sido unificadas, ou uma delas ter sido excluída, e justo a de "muito baixa" resistência, exatamente aquela que apresentaria maiores restrições à atividade de silvicultura?
 
ii) Por que ZH, em nenhum momento, afirma que montou sua série de gráficos a partir do gráfico presente na proposta original de zoneamento ambiental apresentada pela Fepam, transmitindo a falsa idéia de que consultava uma "Classificação dos solos do Estado quanto à resistência a impactos ambientais" datada de 2005, um estudo que, na verdade, parece sequer existir? E por que ZH não checou sua fonte?
 
     A conclusão que La Vieja quer aqui apresentar, inicialmente em tom de interrogação, toma como base o estudo de "Classificação dos solos do Estado quanto à resistência a impactos ambientais", datado de 2001. Embora esse estudo, preliminar e genérico, não substitua "a exigência de uma verificação e avaliação da resistência do solo ao impacto de projetos específicos em cada local, segundo critérios apropriados", levou em consideração os fatores de solo profundidade, textura, presença de gradiente textural, drenagem natural, presença de lençol freático e presença de lençol suspenso, e os fatores do terreno risco de inundação, erodibilidade, relevo, declividade e aptidão agrícola, e isso a fim de "subsidiar o planejamento das atividades modificadoras dos solos bem como fornecer diretrizes técnicas para a gestão" de seus usos, "principalmente no que diz respeito ao instrumento de licenciamento ambiental (...)". Esses dados, que indicam a presença de áreas com "muito baixa" resistência a impactos ambientais, cruzados com aqueles constantes no volume "Estrutura, Metodologia e Bases Técnicas" da proposta de Zoneamento Ambiental para a Atividade de Silvicultura no RS, que levou em consideração nossas áreas legalmente protegidas, nossas áreas importantes para a biodiversidade, as espécies da fauna endêmicas e criticamente ameaçadas de extinção, as espécies de angiospermas endêmicas e criticamente ameaçadas de extinção, a deficiência hídrica no solo nos meses de verão, a disponibilidade hídrica superficial, a vulnerabilidade dos aqüíferos, os sítios arqueológicos e paleontológicos e as terras indígenas e quilombos, deveriam no mínimo ter sido suficientes para que um governo ambientalmente responsável e comprometido com o futuro ambiental de sua gente, ao menos em tom de alerta, tomasse inúmeros cuidados com os projetos de desenvolvimento que avaliza para a metade sul do RS.
     La Vieja quer saber, então, por que a mídia gaúcha, o novo jeito de governar e as papeleiras afirmam que a metade sul do RS é adequada à atividade de silvicultura se é exatamente nessa porção do estado que está concentrada a maioria dos solos classificados como de "muito baixa" e "baixa" resistência a impactos ambientais, o que necessariamente implica, exatamente de encontro à tese por eles abraçada, em mais altos níveis de risco ambiental e em maiores restrições à atividade de silvicultura. No entanto, mesmo diante desses fatos, surpreendentemente, só há previsão de plantio de eucaliptos na metade sul do estado, como mostra logo acima o gráfico de ZH baseado em informações da Ageflor.
     La Vieja também quer saber por que a mídia gaúcha, o novo jeito de governar e as papeleiras não concentraram suas investidas sobre a metade norte do estado, já que é lá que encontramos a maioria dos solos classificados como de "média" e "alta" resistência a impactos ambientais, o que necessariamente implica, exatamente ao encontro da tese por eles abraçada, em mais baixos níveis de risco ambiental e em menores restrições à atividade de silvicultura. Talvez porque produtores rurais da metade norte do estado jamais trocariam a certeza da produtividade e da remuneração no curto e médio prazo advindas do cultivo diversificado de grãos pela possibilidade de produtividade e remuneração a longo prazo prometida pelas papeleiras. A latifundiários da metade sul que, além da pecuária extensiva e da monocultura, praticam a especulação imobiliária, porém, tais promessas parecem interessar, e a qualquer custo.
     Enquanto os parceiros acima elencados não esclarecerem essas dúvidas, a tese de que é a metade sul do RS adequada à atividade de silvicultura não passará de balela a fim de esconder os reais interesses que motivaram essa incursão predatória e oficialmente consentida sobre essa porção de nosso território. Tecnicamente falando, como La Vieja tentou demonstrar - e almofadinhas com MBA adoram tudo o que é feito tecnicamente - absolutamente nada a justifica.
     Portanto, além de ser falsa a tese de que são as papeleiras o tipo de investimento mais adequado para, se não resolver, ao menos apaziguar os problemas econômicos da metade sul do RS, berço do latifúndio baseado na monocultura e na pecuária extensiva, altamente concentradores de renda, também é falsa a tese de que é essa metade sul ambientalmente apropriada para a atividade de silvicultura.
 
Postado por Wilson Junior Weschenfelder
 

Chega de entraves ambientais

 

     Parece que o Planalto busca alguém mais maleável para o lugar da ministra Marina Silva. Os nomes que estão em jogo indicam uma tendência para escolher alguém que não vai criar muito obstáculo para obras do PAC e outras empreitadas.

 

Carlos Minc (fonte da imagem)

 

     Basta ver o currículo recente do secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, o primeiro convidado por Lula para o ministério. Assim que assumiu no Rio, ele liberou 111 outorgas de uso de água para projetos como uma fábrica de garrafas da Ambev ou a instalação de pequenas cimenteiras. Foram mais aprovações em 17 dias do que nos últimos dez anos. Minc também aprovou o licenciamento ambiental, em 12 dias, para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, a Petrobras. Embora ninguém ainda explique de onde vai sair a água que abastecerá o maior complexo de refino do país.

     Minc aparentemente recusou o convite. Agora o nome mais cotado é o do ex-governador do Acre, Jorge Viana. Pode ser que ele confirme ou não. Mas a lista de indicados do Planalto já significa muito. Será que os cuidados ambientais são apenas entraves ao crescimento? Ou vamos repetir os velhos erros da ocupação com mão de ferro na Amazônia da década de 70?

 

Marina Silva e Jorge Viana (fonte da imagem)

 

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

Por que Marina Silva deixou o ministério do Meio Ambiente

 

     A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, entregou nesta terça-feira (13) o seu pedido de demissão. Funcionários do Ministério do Meio Ambiente ainda não sabem as razões da saída de Marina. O foco do desentendimento parece ser a presença do ministro extraordinário para Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, como coordenador do Conselho Gestor do Plano Amazônia Sustentável (PAS). Unger ficou famoso por ter proposto uma transposição de rios da Amazônia para o Nordeste. No PAS, Unger teria poder de propor medidas para a Amazônia, independentemente das opiniões do ministério do Meio Ambiente.

     Diante da entrada de Unger, Marina teria desistido de tentar implementar um programa para a Amazônia. "Ela já fez muito pela floresta", afirmou um funcionário do gabinete da ministra que preferiu não se identificar. "Conseguiu controlar o desmatamento por três anos e implantou um bom programa de terras protegidas. Mas o governo parece querer seguir outra direção para a Amazônia."

 

(fonte da imagem)

 

     A demissão de Marina foi uma surpresa até para quem pedia a sua saída. Um movimento de organizações não governamentais já havia lançado, há dois anos, a campanha: "Sai daí, Marina", solicitando que ela entregasse a pasta. As razões do pedido eram o Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC), que prevê a construção de grandes obras na Amazônia, algumas com grandes impactos ambientais, como a usina hidrelétrica do Rio Madeira, em Rondônia. O PAC era motivo de conflitos constantes entre o Ministério do Meio ambiente e a Casa Civil.

     Havia uma rivalidade formalizada entre Marina e a ministra Dilma Roussef. Quando foi divulgado o retorno do crescimento do desmatamento na Amazônia, em dezembro de 2007, Marina também se desentendeu com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Ela acusou o setor agrícola de ser responsável pela volta das derrubadas na Amazônia.

No início do ano, Marina Silva foi homenageada pelo jornal inglês The Guardian como uma das 50 personalidades que podem salvar o mundo. Agora, longe do ministério, seus poderes podem ter acabado. Nos próximos meses, o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) deve divulgar os números exatos do desmatamento anual da Amazônia. Tudo leva a crer que teremos novas surpresas negativas sobre as derrubadas na região. Até lá, o presidente Lula vai ter de resolver um segundo problema: escolher quem fica no lugar de Marina. A pergunta é simples: Lula vai tentar manter o secretário-executivo, João Paulo Capobianco, na pasta ou vai mudar a equipe do ministério por completo?

 

Autora: Juliana Arini - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!