terça-feira, 4 de março de 2008

Nuvem tóxica obriga coreanos a usar máscar a?=

     Uma gigantesca nuvem de poeira engoliu a maior parte da Coréia do Sul e obrigou escolas a serem fechadas na segunda-feira. A nuvem é formada por areia e poeira tóxica carregada da China.
As tempestades de areia que se abatem sobre o país nesta época do ano são formadas no deserto de Góbi, na China, e atingem algumas partes do Japão, além da península coreana.
 
 Na Coreia do Sul, as crianças e os idosos foram aconselhados a permanecer em casa para evitar problemas respiratórios (fonte da imagem)
 
     Todo o ano, o fenômeno provoca bilhões de dólares em prejuízo, e o governo sul-coreano calcula que a nuvem amarela mata 165 pessoas por ano.
Entre março e maio, muitos coreanos só andam nas ruas com o rosto coberto por máscaras de algodão, e lentes de contato passam a ser evitadas.
     Nos últimos anos, a freqüência e a toxicidade da nuvem vêm se acentuando, o que aumenta as tensões entre a China e seus vizinhos. A poeira fica tóxica depois de passar por regiões industriais chinesas.
 
Fonte: BBC Brasil - Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Você respiraria o ar de Pequim?

     As Olimpíadas de 2008 na cidade chinesa que Pequim estão causando dores de cabeça aos treinadores. Eles não querem expor os pulmões de seus atletas em Beijing (Pequim), considerada uma das cidades mais poluídas do mundo. Para resolver parte do problema, mais de 35 países planejam treinar os seus competidores no Japão e na Coréia do Sul.
 
Espessa camada de fumaça cobre o céu de Pequim na manhã de 19 de dezembro (Foto: NYT)
 
     O governo chinês diz que gastou bilhões para diminuir as emissões de gás carbônico durante os Jogos, mas o resultado parece não ser o esperado. Além de tirar os atletas da cidade, alguns países como os EUA e a Alemanha estão enviando cientistas para fazer testes independentes de monóxido de carbono por não acreditarem nas estatisticas oficiais da China sobre a poluição.
 
 
Autora: Paula Protazio, de Nova York - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 3 de março de 2008

A terra como você nunca viu

     Um planeta em transformação foi revelado essa semana. Fotos inéditas da Terra foram divulgadas no site PopSci. O ensaio mostrou a formação de continentes, glaciares em degelo na Patagônia, vulcões em erupção e desertos na Austrália. As imagens foram captadas por satélites.
 
     A idéia era mostrar um planeta visto apenas por poucos aventureiros e privilegiados, como o astronauta russo Yuri Gagarin que proferiu a famosa frase: "A Terra é azul." As fotos revelam que o planeta é azul, verde, vermelho e de muitas outras cores imagináveis. Ver o planeta por outros ângulos também pode ser uma forma de conscientizar as pessoas sobre a fragilidade do equilíbrio do clima e da vida.
 
Fonte: Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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A maldita transposição avança

Enquanto cai uma chuva abençoada...
 
     O trabalho do Exército, em "parceria" com as empresas privadas e suas "máquinas"  caminhões, tratores, carregadeiras e operários,  fazem avançar as obras da maldita Transposição do rio São Francisco, é o que confirma fotos recentes. A região de Cabrobó, onde inicia o Eixo Norte, e de Itaparica, onde inicia o Eixo Leste , estão cheias de placas alertando e intimidando: ÁREA MILITAR. NÃO ENTRE! SE ENTRAR INCORRERÁ NAS PENALIDADES DO ART. 9O, III, a), b) do CPM. Será que o povo simples da região sabe do que trata  tal  artigo 9º? E que significa Código Penal Militar? 
     Há tanques de guerra, soldados de infantaria e barricadas feitas pelo exército para impedir a entrada de pessoas civis, onde as obras estão evoluindo. É preciso cercar e impedir que o povo veja, pois "coisa feia precisa ficar escondida". Por que não se faz isso sob a luz do sol? Há placas na margem das estradas dizendo: INTEGRAÇÃO DE BACIAS, CANAL DE APROXIMAÇÃO A 2 Km. Por que não dizem transposição? Com um eufemismo evitam usar a palavra certa: TRANSPOSIÇÃO, insana, faraônica e maldita.
     Famílias estão sendo despejadas de suas casas e alojadas  em cubículos na periferia de cidades. Um senhor, já de idade, após ser colocado em um casebre na periferia de Cabrobó, permaneceu sentado em um toco durante mais de 8 horas, de cabeça baixa. Tomado por uma profunda desolação, ficou sem saber o que fazer. Quedou paralisado. É muito difícil para qualquer ser humano perder a sua identidade.  Podemos imaginar a tristeza desse senhor, arrancado de sua casinha, onde nasceu e viu seus filhos nascerem, agora  jogado na margem da cidade, como uma bananeira deixada no asfalto.
     Uma área muito grande já foi desmatada. As crateras para a construção de lagoas artificiais e canais estão cada dia maiores. Isso acontece sobre terras indígenas e quilombolas, protegidas pela Constituição de 1988. A riqueza da biodiversidade da caatinga está sendo dizimada. Montanhas de lenha vão virar carvão!
     CATTERPILLAR, TOYAMA, GENERATOR, CÔNSUL, ROSSETTE e RECOLAST são algumas das empresas que já estão lucrando com a transposição, ao lado das empreiteiras e latifundiários que têm suas terras valorizadas. O nome destas empresas aparece nas fotografias de janeiro de 2008.
     Entre os dias 25 e 27 de fevereiro de 2008, representantes de  93 movimentos populares e organizações sociais, e mais 213 participantes , realizaram em Sobradinho (BA), a Conferência dos Povos do São Francisco e do Semi-árido. Nesse encontro tornaram públicas as discussões e as decisões de continuidade das  lutas pela vida do Rio São Francisco e do Semi-árido brasileiro, contra o Projeto de Transposição, ao mesmo tempo em que conclamam a adesão e a solidariedade de todos e todas. Cf. CARTA DE SOBRADINHO em www.cptmg.org.br e em www.gilvander.org.
     A barragem de Sobradinho está apenas com 22% de sua capacidade. Em fevereiro/2007 estava com 96%. Mais de 9 meses de seca no Norte e Noroeste de Minas e na Bahia, o avanço da monocultura do eucalipto, a dizimação do cerrado, o agronegócio irrigado, o assoreamento, entre outras causas, estão matando o Velho Chico. O Jornal Nacional da TV Lobo mostrou, outro dia, um motoqueiro atravessando o rio São Francisco, em Propriá/SE, de moto.
     É hora de reforçarmos a luta contra a maldita transposição, em defesa de uma revitalização autêntica e em prol de um projeto de Convivência com o Semi-árido.
 
imagem2095.jpg
 
Por Frei Gilvander Moreira (inclusive fotos -
E-mail:  gilvander@igrejadocarmo.com.br 
Fonte: Bendia - Editor Jornal dos Amigos - Portal do Meio Ambiente
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Sumatra: desmatamento ameça espécies, diz ON G?=

     A destruição das selvas de Sumatra produz por ano mais emissões de dióxido de carbono que contribuem com a mudança climática do que toda a Holanda e atinge espécies em perigo de extinção como o elefante e o tigre, denunciou o Fundo Mundial da Natureza (WWF, sigla em inglês).
     "Caso o Governo da Indonésia cumpra seus compromissos, não apenas as espécies ameaçadas serão salvas, mas a mudança climática será desacelerada", declarou o diretor do programa florestal do WWF-Indonésia, Ian Kosasih.
 
A Indonésia possui a terceira maior biodiversidade do planeta e exemplares exóticos como a Rafflesia arnoldii... (fonte da imagem)
 
... e a Nepenthes rafflesiana (fonte da imagem)
 
     A entidade denunciou o desaparecimento de 4,2 milhões de hectares de selvas na província de Riau (Sumatra) nos últimos 25 anos, o que representa um total de emissões de carbono equivalente a 122% do total anual da Holanda.
     Os especialistas do WWF acreditam que as emissões de carbono em Sumatra continuarão crescendo no futuro, tanto pelos incêndios provocados para ganhar terreno cultiváveis e pelo fato de as árvores cortadas liberarem o carbono que acumulam.
 
Por lá também habita o leopardo-nebuloso (fonte da imagem) 
 
     "Liderados pelas gigantes APP e April, as indústrias do papel e do óleo de palma estão condenando os tigres e elefantes na província de Riau à extinção em poucos anos", afirmou o WWF em seu relatório.
     A população de paquidermes diminuiu 84% em Sumatra e chegou a apenas 210 exemplares, enquanto o número de tigres caiu para 192, disse o WWF.
 
Orangotango de Sumatra (fonte da imagem)
 
     "Descobrimos em Riau que os elefantes e os tigres estão desaparecendo, inclusive mais rapidamente que as selvas", declarou a diretora do Programa Internacional de Espécies do WWF, Susan Lieberman.
     "Um esforço comum para salvar estas florestas contribuirá significativamente para reduzir a mudança climática e proporcionará a tigres, elefantes e à população local uma oportunidade real de ter um futuro em Sumatra", declarou Lieberman.
 
Destruição da floresta em Bornéu (fonte da imagem)
 
     A 13ª Conferência da ONU sobre a Mudança Climática realizada em dezembro na Indonésia decidiu, pela primeira vez, conceder ajudas às nações em desenvolvimento por conservarem e protegerem suas áreas florestais.
     A reunião, que teve a participação de países, também reconheceu a "necessidade urgente" de atuar para diminuir as emissões de carbono provenientes do desmatamento e que são responsáveis por 20% dos gases que provocam o efeito estufa, segundo informações da ONU.
 
Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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As lixeiras do mar

     Boa parte das embalagens plásticas que você joga fora vão parar em rios que deságuam no mar. E se acumulam em grandes zonas de calmaria no meio dos oceanos. Essas regiões acumulam quase todo o plástico jogado nos oceanos desde que o material foi inventado. Pela última estimativa, a sopa de lixo flutuante no meio do Oceano Pacífico já é duas vezes maior do que os Estados Unidos.
 
     O plástico constitui 90 do lixo nos oceanos. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, cada milha quadrada de oceano tem o equivalente a 46 mil pedaços de plástico boiando. Mas a concentração nessas zonas de calmaria é maior. As correntes marinhas levam o lixo para esses lugares. E os sacos plásticos, garrafas, tampas e fragmentos de cordas sintéticas ficam lá, girando lenta e eternamente. O material não pode ser visto por satélites. Mas os navegantes que atravessam essas zonas observam as toneladas de lixo flutuando logo abaixo da superfície. O material se acumula na proa dos barcos.
     Essas lixeiras oceânicas, embora distantes, também nos afetam. Os pedaços de plástico acumulam substâncias tóxicas, como pesticidas. Os pequenos fragmentos são ingeridos pelos animais marinhos e entram na cadeia alimentar. Acabam comprometendo a qualidade dos peixes que nós consumimos.
 
Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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África do Sul decide sacrificar elefantes devido excesso de animais no país

Superpopulação da espécie, mal vista no país, ameaça sobrevivência de ecossistemas.
Bichos são capazes de derrubar uma árvore para conseguir um galho apetitoso.

     Após vários anos de consultas, o Governo da África do Sul anunciou nesta terça-feira (26) que a partir de 1º de maio retomará o sacrifício seletivo de elefantes para controlar o excesso desses animais, tão mal vistos neste país.
     O ministro do Meio Ambiente, Marthinus Van Schalkwyk, anunciou que as autoridades tinham decidido terminar com a moratória que existia no sacrifício de elefantes desde 1995, uma decisão que estava sendo debatida há vários anos.
     "Vamos permitir o sacrifício em algumas partes do país, mas não há intenção que se transforme em um massacre de grande escala", afirmou o alto funcionário. O sacrifício seletivo, acrescentou, será a última opção para controlar o número de elefantes neste país.
 
Manada de elefantes africanos tomando água (fonte da imagem)
 
     Os parques nacionais da África do Sul sofrem de uma superpopulação de elefantes que pôs em risco os ecossistemas pela voracidade dos mamíferos terrestres mais pesados, que não costumam pensar duas vezes para escolher seu bocado.
     Embora os elefantes figurem em quase todas as estampas da África Subsaaariana, na África do Sul os animais não são bem-vistos porque arrasam com a vegetação da área na qual vivem e são capazes de derrubar uma árvore para conseguir um galho apetitoso.
     Na África do Sul há muito mais elefantes do que seu ecossistema pode permitir. Calcula-se que há cerca de 20.000 elefantes, dos quais 14.000 estão no Parque Nacional Kruger, no noroeste do país e que faz fronteira com o Zimbábue e Moçambique.
     Esse parque tem uma extensão de 1,96 milhões de hectares (uma extensão parecida ao território de El Salvador), mas, segundo os especialistas, a área só tem capacidade para 7.500 animais, a metade dos que existem lá agora.
 
Quando estão com fome derrubam uma árvore para comer um ramo (fonte da imagem)
 
     As autoridades do parque haviam projetado que, caso não se encontrasse uma solução para a superpopulação destes animais e se mantivesse a atual taxa de crescimento, em 2020 haveria 34.000 deles só no Kruger.
     Como estão amontoados, eles estão terminando com as reservas de vegetação do parque Kruger e põem em perigo outras espécies que compartilham o território com o maior mamífero terrestre, com um peso médio de seis toneladas.
     Desde 1967 e até o último ano de sacrifício seletivo de elefantes na África do Sul, em 1994, se mataram 14.562 animais e outros 2.175 foram transferidos a outros lugares, segundo dados oficiais.
 
Caça como esporte já ocorre na África (fonte da imagem)
 
     Enquanto isso, as autoridades tentavam acabar com o problema com outras medidas, como a esterilização destes animais ou sua mudança para outros lugares, mas essa política não é mais o suficiente, e o Governo de Pretória anunciou que serão necessários passos maiores.
     O ministro anunciou que no próximo dia 29 de fevereiro serão publicadas em detalhe as medidas que permitirão o sacrifício seletivo de elefantes que, em todo caso, só será aplicado "sob estritas condições".
     O sacrifício de elefantes não poderá ocorrer com o único objetivo de obter benefícios econômicos. Serão usados rifles que possam utilizar balas com um calibre mínimo de 0,375 polegadas e nos parques nacionais só o ministro poderá autorizar.
 
Também ocorre a caça somente por diversão (fonte da imagem)
 
     "O sacrifício seletivo não visará lucro, por isso não se permitirá a caça desses animais com esse propósito", advertiu o ministro do Meio Ambiente.
     Além disso, para compensar, as autoridades fixaram também uma série de normas para controlar a caça de elefantes em recintos privados, assim como sua criação para ser domesticados ou ser empregados por safáris ou circos.
     São muitos os parques privados na África do Sul abertos a caçadores profissionais ou amadores, em uma atividade que tem pouca regulação legal, apesar dos contínuos protestos das organizações defensoras dos animais.
     "As práticas cruéis e não éticas serão exterminadas", afirmou o ministro Van Schalkwyk.
Fonte EFE - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Alerta para os ursos polares

     O derretimento dos gelos marinhos, devido à mudança climática e à falta de ação governamental, colocará em risco a sobrevivência dos ursos polares do Canadá nos próximos 50 anos, alertaram grupos ambientalistas. Rachel Plotkin, analista de políticas de biodiversidade da Fundação David Suzuki, disse à IPS que "a principal ameaça é o derretimento do gelo marinho, que afeta os hábitos de caça e acasalamento dos ursos polares. Isto ocorre muito mais rápido do que o esperado. A viabilidade da espécie é incerta no longo prazo", disse. Dois terços dos ursos polares do mundo estão no Canadá, acrescentou a especialista.
 
     "Também sofrem com o bioacúmulo de toxinas. O Canadá deve reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa. Mas, há ameaças maiores no horizonte, como o impacto do aumento da navegação que o derretimento do gelo torna possível", alertou Plotkin. "Haverá uma pressão adicional pela exploração de petróleo e gás. O Canadá não reconhece que os ursos polares são uma espécie em perigo. Se o fizer, o governo terá de definir um plano de ação", ressaltou.
     Os ursos polares utilizam o gelo marinho como plataforma para a caça de focas. Um atraso no congelamento provoca perdas vitais de reservas de gordura para os períodos de jejum. Isto, por sua vez, afeta a reprodução e a capacidade de gerar leite para os filhotes. A taxa de natalidade já caiu 15%. O governamental Comitê sobre o Status da Vida Silvestre em  Perigo declarou que os ursos polares são uma espécie que desperta "especial preocupação". O órgão vai preparar um informe que servirá para determinar o grau de perigo em que se encontram os ursos, com base nas tendências, ameaças e projeções. Mas Plotkin alertou que essa avaliação governamental pode adiar até 2010 a implementação de um plano de proteção.
 
O degelo pela ação das alterações climática ameaçam os ursos-polares (fonte da imagem)
 
     O Canadá conta com 13 das 19 populações mundiais de ursos polares em Nunavut, Manitoba, Ontário, Quebec, Labrador e Yukón. Também podem ser encontrados no Alasca, na Dinamarca, Groenlândia, Noruega e Rússia. Em 1973, foi assinado o Acordo Internacional para a Conservação dos Ursos Polares, como conseqüência do aumento da caça nas décadas de 60 e 70. Canadá e Dinamarca permitem a caça de ursos aos turistas que buscam esse troféu, e todos os países, menos a Noruega, contemplam a caça tradicional por parte dos inuit. Cientistas norte-americanos prevêem que a população de ursos polares cairá em dois terços em meados deste século, devido ao impacto do derretimento do gelo marinho. Atualmente existem entre 20 mil e 25 mil animais.
 
A caça, pela ganância da pele, também coloca em risco a vida dos ursos polares (fonte da imagem)
 
     Especialistas alertam que a população na ocidental baía de Hudson, no Canadá, diminuiu 22% em relação aos níveis do inicio da década de 80. os ursos polares passam a metade de sua vida em blocos de gelo e podem nadar até cem quilômetros mar adentro. O ambientalista do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) mencionou o aquecimento global, a contaminação das fontes de alimentos, os vazamentos de petróleo no mar, as alterações do habitat e o excesso de caça como as principais ameaças à sobrevivência dos ursos polares.
 
Salvem os ursos-polares (fonte da imagem)
 
     O diretor de conservação de espécies do WWF no Canadá, Peter Ewins, disse à IPS que embora a avaliação e as recomendações governamentais sobre os ursos polares só serão conhecidas em abril, o Canadá já fixou a data de 2 de junho para vender direitos de exploração de gás e petróleo em áreas que os afetarão diretamente. "Já houve uma venda no valor de US$ 600 milhões para as multinacionais Exxon e Móbil Oil em agosto de 2007. A próxima será da ordem de US$ 2 bilhões. Não há um plano de longo prazo e o governo continua aplicando os modelos da época colonial, de desenvolvimento da fronteira, sem pensar nas conseqüências", disse Ewins. O WWF se opõe as exploração de gás e petróleo porque a tecnologia para limpar os vazamentos ainda não estão bem desenvolvidas. Os ursos e as morsas estarão em pergio, advertiu.

Autor: Am Johal, da IPS - Envolverde
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Urso polar é preso em Washington

     E se você fosse um urso polar? Seu gelo está derretendo, os políticos não fazem nada sobre isso e o próprio governo americano não te reconhece como espécie em extinção... o que fazer? Que tal ir para Washington?
 
© Greenpeace / Tazz
 
     Fantasiado de urso polar, Tom Wetterer, ativista do Greenpeace, foi preso durante um protesto pacífico (a "Vigília Flutuante") em frente ao Departamento do Interior -- um dos departamentos da Administração Federal norte-americana:
 
 
'BARCOS FLUTUAM. URSOS NÃO!'
 
 
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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"Cofre do fim do mundo" vai proteger sementes

     Um cofre que visa abrigar sementes de todas as variedades conhecidas no mundo de plantas com valor alimentício está sendo inaugurado na Noruega, já no Círculo Ártico.
     Apelidada de o "cofre do fim do mundo", a Caixa Forte Internacional de Sementes, uma joint-venture da Noruega e da ONU, foi construída em uma ilha remota, Svalbard, em uma parceria entre o governo norueguês e a Organização das Nações Unidas (ONU).
 
O cofre visa abrigar todas as variedades conhecidas no mundo de plantas com valor alimentício (foto: AFP)
 
     A caixa forte, que começou a ser construída em março de 2007, fica a uma profundidade de 120 m dentro da montanha de Spitsbergen, uma das quatro ilhas que compõem Svalbard.
     O diretor do projeto, Kerry Fowler, afirmou que a iniciativa visa salvaguardar a agricultura mundial no caso de catástrofes futuras, como guerras nucleares, queda de asteróides e mudanças climáticas.
     "Este é o plano B, a rede de segurança, a política de seguro. E sabemos que grande parte da diversidade está sendo perdida mesmo em bons bancos genéticos", disse.
 
O "cofre" foi construído na ilha remota de Svalbard  (foto: AFP)
 
     Bilhões
     Ao construir uma caixa forte dentro da montanha, o solo permanentemente gelado continuaria a fornecer refrigeração natural em caso de falha do sistema mecânico, explicou Fowler.
     A Caixa Forte Internacional de Sementes é composta por três câmaras com a capacidade de guardar 4,5 bilhões amostras de sementes.
     O professor Tore Skroppa, diretor do Instituto de Florestas e Paisagens da Noruega, que também participa do projeto, afirma que a mudança climática é um dos motivos da criação do banco de sementes, mas não é o único.
 
A caixa forte começou a ser construída em março de 2007 (foto: AFP)
 
     O professor disse à correspondente da BBC em Svalbard, Sarah Mukherjee, que mais de 40 países tiveram parte ou a totalidade de seus bancos de sementes destruídos nos últimos anos.
Seja devido à guerra, como no Afeganistão e Iraque, ou devido a inundações ou outros desastres naturais, como nas Filipinas.
     Embora a caixa forte norueguesa tenha sido projetada para proteger espécies de acontecimentos catastróficos, ela pode ser usada também como fonte de realimentação de bancos de sementes nacionais.
 
Ela fica a uma profundidade de 120 m dentro da montanha de Spitsbergen (foto: AFP)
 
Fonte: BBC Brasil - Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Cientistas: vida marinha corre risco de extinção

     A vida marinha poderá sofrer extinção em massa em poucas décadas se a pesca intensiva, as mudanças climáticas, a acidificação da água, a poluição e o desenvolvimento litorâneo não forem combatidos, segundo um relatório apresentado hoje pela ONU.
     O relatório "In Dead Water" ("Em Águas Mortas"), elaborado por uma equipe de cientistas por incumbência do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), cujo 10ª conselho especial termina hoje, em Mônaco, traça um panorama tenebroso.
     "Há 65 milhões de anos, quando desapareceram os dinossauros, o mar estava saturado de dióxido de carbono (CO2). Em poucas décadas, a partir de agora, a água do mar será ainda mais ácida do que naquela época". A afirmação pessimista é de Ken Caldeira, da Universidade de Stanford, que, junto com outros cientistas e o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, apresentou o relatório à imprensa.
 
Pesca de arrasto (Fonte da imagem)
 
     Steiner resumiu as ameaças que assolam os oceanos: a pesca intensiva e as más práticas pesqueiras, como o arrasto e a pesca em profundidade, as mudanças climáticas e a poluição litorânea. Segundo o diretor-executivo do Pnuma, "seria uma irresponsabilidade culpar uma só delas, mas, em coro, farão com que em 30 ou 40 anos desapareça a indústria pesqueira e aconteça o colapso biológico dos mares".
     O relatório indica que a metade das capturas pesqueiras do mundo acontece em menos de 10% do oceano. É nesta área que se produz a maior parte da atividade biológica de espécies consideradas chave na cadeia alimentar. Devido às mudanças climáticas, "com o aumento de 3 graus na temperatura das águas superficiais, mais de 80% dos corais - fundamentais na ecologia marinha - podem morrer em décadas, entre 80% e 100% em 2080", segundo o relatório.
 
Poluição litorânea (Fonte da imagem)
 
     A acidificação do mar, devido à dissolução de CO2 provocada pelo uso de combustíveis fósseis, em poucas décadas danificará também os corais e outras espécies que metabolizam conchas calcárias. Ainda segundo o relatório, o desenvolvimento litorâneo "aumenta rapidamente" e há a previsão de que "atinja negativamente 91% de todas as costas desabitadas até 2050, contribuindo majoritariamente para a poluição do mar".
     As mudanças climáticas afetam negativamente "a circulação termoalina - grandes correntes - e o fenômeno de fluxo e refluxo de água continental, crucial para 75% das pescas". Em conjunto, a poluição litorânea e as mudanças climáticas "acelerarão o desenvolvimento de zonas mortas, muitas delas próximas a plataformas pesqueiras".
     O número de zonas mortas - regiões com hipóxia (falta de oxigênio) - aumentou de 149 em 2003 para 200 em 2006, afirma o relatório apresentado.  "A pesca intensiva e o arrasto de fundo estão degradando o habitat e ameaçando a produtividade e a diversidade biológica. As áreas danificadas pelos arrastos levarão vários séculos para se recuperar", advertem os cientistas.
 
Mudança climática (Fonte da imagem)
 
     "Já existem projeções que indicam o colapso da indústria pesqueira como resultado da superexploração, e é muito provável que esse colapso se antecipe, como resultado de múltiplos fatores que atuam de forma combinada", afirmaram os cientistas em Mônaco. Os fenômenos prejudiciais aos mares também incluem os efeitos causados pelas mudanças climáticas na atmosfera, o degelo e o conseqüente aumento do nível do mar, segundo os oceanógrafos.
 
Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Onça é capturada após caçar em fazenda de MG

Uma onça sussuarana adulta foi capturada, nesta sexta-feira, perto de uma fazenda que fica a 20 km de Uberaba, no Triângulo Mineiro.

     O fazendeiro disse aos policiais que há alguns dias notou que o felino estava rondando a propriedade. "Vários animais, como carneiros, galinhas, bezerros e até bois estavam desaparecendo na fazenda. O problema maior é que esta onça passou a se aproximar muito da sede, o que começou a representar risco para as pessoas. Uma criança do caseiro chegou a ver esta onça", explicou a Cabo Andreína, da Polícia de Meio Ambiente.
     Nesta sexta, foi montada uma armadilha e o animal, que pesa mais de 100 kg, capturado. Ao ser presa, a onça tentou fugir e começou a se debater dentro da jaula: "Com isso ela ficou ferida no rosto," completou a policial.
     Depois de examinada por veterinários, o animal foi solto em uma reserva ambiental da região.
 
Animal foi capturado em uma fazenda que fica a 20 km de Uberaba, no Triângulo Mineiro (Foto: PM Meio Ambiente/Divulgação)
 
O animal de 100 kg foi capturado após cair em uma armadilha  (Foto: PM Meio Ambiente/Divulgação)
 
Ao ser presa, a onça tentou fugir, começou a se debater e acabou se ferindo na cabeça dentro da jaula (Foto: PM Meio Ambiente/Divulgação)
 
Onça é capturada após caçar em fazenda de MG  (Foto: PM Meio Ambiente/Divulgação)
 
Autor: Ney Rubens - Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

EUA: gato nasce com duas cabeças no Texas

Um filhote de gato com duas cabeças nasceu na cidade de Amarillo, no Estado americano do Texas, informa a agência AP nesta terça-feira.
     A proprietária, Renee Cook, disse ter ficado muito surpresa ao entrar na cozinha de sua casa e se deparar com o pequeno filhote, que não sai de perto da mãe.
     A gata persa Amber teve uma ninhada durante a noite de ontem na cozinha da residência.
 
Renee Cook segura o pequeno filhote de gato com duas cabeças
 
Fonte: Redação Terra
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Notícias do Portal do Meio Ambiente

 
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Danos a esperma podem ser passados para filhos, diz estudo

Toxinas que alteram o sêmem podem ser passadas a até quatro gerações.
 
     Defeitos no sêmem causados pela exposição a toxinas presentes no meio ambiente podem ser passados para futuras gerações, segundo um estudo da Universidade de Idaho, apresentado nesta semana no encontro da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência, em Boston, nos Estados Unidos.
     Segundo os cientistas, os pais que bebem e fumam devem estar cientes de que eles estão, potencialmentem, não apenas prejudicando a si mesmos, mas também seus filhos.
 
O esperma pode carregar defeitos de toxinas por quatro gerações (Fonte da imagem)
 
     De acordo com Matthew Anway, que liderou o estudo, a pesquisa demonstra que defeitos causados pelas toxinas nos genes permanecem na linha reprodutiva da família, afetando até quatro gerações.
     O estudo sugere que a saúde do pai tem papel mais importante sobre a saúde das futuras gerações do que se pensava.
 
     Pesticida
     Para realizar a pesquisa, os cientistas injetaram um pesticida chamado vinclozolin -- conhecido por prejudicar os hormônios -- em embriões de ratos.
     A substância química provocou alterações genéticas no esperma dos machos, inclusive uma série de mudanças associadas à forma humana de câncer de próstata.
     Os ratos expostos à substância apresentaram sinais de danos e crescimento exagerado da próstata, infertilidade e problemas de rim. Os efeitos perduraram por até quatro gerações seguidas.
 
Exposing Men: The Science and Politics of Male Reproduction. (Cortesia da Oxford University Press) (Fonte da imagem)
 
     Anway ressalta que a quantidade de pesticida usado no estudo foi maior do que qualquer humano poderia ser exposto. No entanto, de acordo com ele, a importância da pesquisa é demonstrar que um filho homem pode herdar os problemas dos genes do pai já que os genes alterados permanecem na linha reprodutiva.
     A especialista em reprodução humana Cynthia Daniels, da Universidade Rutgers, em Nova Jérsei, afirmou que é preciso que os homens tomem cuidado.
     Segundo ela, homens que bebem muito álcool apresentam taxas mais altas de defeitos no sêmem e a nicotina do tabaco também chega até o esperma, além do sangue.
 
Autora Cynthia R. Daniels (Foto: Katherine Daniels) (Fonte da imagem)
 
     "As substâncias que têm um impacto na reprodução normalmente também são cancerígenas. Se eu fosse homem, não beberia e nem fumaria se estivesse tentando ter um filho", afirmou Daniels.
     Daniels afirma ainda que, historicamente, mulher sempre foi indicada como responsável pela saúde dos filhos.
Fonte: BBC - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Projeto de Lei ameaça licenciamento ambiental

    Está para ser votado no plenário do Congresso Nacional um projeto que representa um grande retrocesso na legislação ambiental. É o Projeto de Lei N° 3057, conhecido como PL do Parcelamento do Solo. A proposta _ já aprovada pela Comissão Especial em dezembro de 2007 _ possibilita a perda da independência dos órgãos ambientais municipais na avaliação e na decisão sobre os processos de parcelamento do solo e regularização fundiária.
     O alerta foi feito por palestrantes dos painéis: "Regularização Urbana como Ferramenta para o Desenvolvimento das Cidades" e "Zoneamento e Licença Ambiental – Instrumentos Garantidores do Desenvolvimento Sustentável nas Cidades" do Congresso Mundial para Desenvolvimento das Cidades, que encerrou nesse sábado, dia 16 de fevereiro em Porto Alegre.
 
     O presidente da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), Clarismino Luiz Pereira Júnior, acredita que o PL ameaça o licenciamento ambiental no país. "O PL 3507/2000 revogará a lei vigente de parcelamento do solo (6766/79) e traz uma exceção de licenciamento ambiental aos loteamentos". Clarismino, que é presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente de Goiânia, explica que a proposta diz que o órgão público deverá emitir uma Licença Urbanística e Ambiental Integrada, isto é, um licenciamento único: urbanístico e ambiental. "Isso arranhará todo ordenamento jurídico ambiental", opina. Além disso, o PL não define quem dará a licença, o que indica que o interesse pela execução prepondera sob a proteção ambiental e interesse público.
     "O licenciamento ambiental já é um rito processual consolidado, que avançou sob duras penas", avalia. Clarismino lembra que com a aprovação do projeto acabarão também as compensações ambientais. E informou que o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) aprovou uma moção de repúdio ao PL 3507 na reunião de 14 de janeiro desse ano, por proposição da Anamma.
     O secretário de meio ambiente de Bauru (SP), Rodrigo Agostinho, que é ambientalista, fundador do Instituto Vidágua, também está preocupado com o projeto. Pois o PL prevê a regularização de ocupações em áreas de risco, a redução de Áreas de Preservação Permanente (APPs), como margens de rios, topos de morros, mangues e dunas. Ele diz que muitos condomínios, loteamentos fechados em área de Mata Atlântica seriam beneficiados. A Explicação da Ementa do PL diz que para o registro de loteamento suburbano de pequeno valor, implantado irregularmente até 31 de dezembro de 1999 e regularizado por lei municipal, não há necessidade de aprovação da documentação, por outro órgão.
     E o pior é que o movimento ambientalista não está articulado para enfrentar o lobby de diversos segmentos. Ele acha fundamental a sociedade acompanhar o processo. Agostinho sugere que se acompanhe o andamento do projeto (http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=19039), que se envie cartas, mensagens eletrônicas etc para os deputados não aprovarem essa matéria.
     O ex-secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente e consultor da Anamma e da Associação de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), Claudio Langone, que participou do painel Zoneamento e Licença Ambiental – Instrumentos garantidores do desenvolvimento sustentável nas cidades, a aprovação da matéria também seria um retrocesso. Ele lembra que no próprio Congresso Nacional está tramitando outro projeto que contradiz o que pretende o PL de Parcelamento: a regulamentação do Artigo 23 da Constituição Federal - que determinará que a competência para licenciar os empreendimentos de impacto local, como condomínios, prédios e shoppings, é do município.
 
Autora: Silvia Franz Marcuzzo - EcoAgência - Envolverde


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sábado, 16 de fevereiro de 2008

Mapa mostra impacto de ação humana sobre oceanos

Mares do Norte, do Caribe e do Mediterrâneo estariam entre os mais afetados.
     Um mapa feito por cientistas americanos e divulgado nesta sexta-feira na revista científica Science mostra que 41% dos oceanos do mundo foram afetados, em menor ou maior grau, pela ação humana.
     Para mapear o impacto da atividade humana nos ecossistemas marítimos, os cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos Estados Unidos, fizeram uma sobreposição de 17 mapas que demonstravam o impacto de fatores diversos, como a pesca, a poluição e a mudança climática.
 
 
Foto: NCEAS/Universidade da Califórnia
Mapa mostra o estado atual dos oceanos no mundo (Foto: NCEAS/Universidade da Califórnia)
 
     Os mapas foram feitos com base em um estudo que analisou o impacto dos seres humanos em ecossistemas como os recifes de corais, as colônias de algas marinhas, plataformas continentais e os oceanos profundos.
     O mapa mostra que as áreas mais afetadas pelo impacto humano são o Mar do Norte, Mar da China Oriental e Meridional, Mar do Caribe, a costa leste da América do Norte, os mares Mediterrâneo e Vermelho,o Golfo Pérsico, o Mar de Bering e várias regiões do Pacífico Oeste.
      O estudo indica ainda que as áreas menos afetadas são aquelas próximas aos pólos.
     "Este projeto nos permite começar a ver o cenário do impacto dos humanos nos oceanos", diz Ben Halpern, que liderou o estudo.
     "Os resultados mostram que, somados, os impactos individuais revelam uma situação muito pior do que imagino que as pessoas esperavam. Certamente foi uma surpresa para mim", afirma.
 
Fonte: BBC Brasil - G1
Postado por: Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Poluição e pesca atingem a totalidade dos oceanos da Terra, diz pesquisa

Estudo na revista 'Science' mapeou áreas que sofreram mais com impacto humano.
Apenas 4% dos ecossistemas marinhos apresentam estado próximo do 'virgem'.

     Estudo publicado na revista "Science" indica que não há mais uma gota de água nos oceanos que não tenha sido afetada de alguma forma pela ação do homem. Quase metade da superfície oceânica (41%) está sob forte pressão de atividades humanas, como pesca e poluição. Só 4% permanecem relativamente livres de impacto, principalmente no Ártico e na Antártida, onde o homem tem dificuldade para chegar.
 
Antártida é um dos locais livres de impacto por causa do difícil acesso (Fonte da imagem)
 
     Segundo os cientistas, trata-se do maior e mais completo levantamento já feito sobre o impacto do homem nos oceanos. Os resultados foram apresentados ontem no primeiro dia da conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) em Boston, Massachusetts. A equipe mapeou o efeito combinado de 17 grandes atividades impactantes sobre 20 tipos de ecossistema marinho. Os efeitos mais severos na água têm relação com o aquecimento global: aumento de temperatura e da incidência de radiação ultravioleta e acidificação.
 
A pesca de arrasto é uma das atividades mais impactantes (Fonte da imagem)
 
     Os pontos mais críticos ocorrem onde esses fatores globais se sobrepõem a pressões mais localizadas, como poluição e pesca. Segundo os cientistas, 2,2 milhões de quilômetros quadrados de oceano (uma área do tamanho do Amazonas e da Bahia) já foram severamente impactados. São as áreas que incluem parte da costa no Sudeste do Brasil, o Mar do Norte e o Mar da China, onde há forte concentração de navios e atividade industrial. Já a foz do Rio Amazonas aparece como um santuário. As informações são do jornal "O
Estado de S. Paulo".
Fonte: Agência Estado - G1
Postado por: Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Notícias do Portal do Meio Ambiente

 
Financiamento da transição para uma economia ecológica é tema do Fórum Mundial de Ministros do Meio Ambiente
O maior encontro de ministros do Meio Ambiente desde o importante avanço sobre a mudança climática realizado em Bali, acontecerá este mês em Mônaco, sob o tema "Mobilização de Fundos para a Mudança Climática". Leia mais...
 
Devastação ambiental agrava enchentes na região serrana do Rio, diz geógrafo
A enchente que matou nove pessoas e deixou 400 famílias desabrigadas na última semana em Itaipava, distrito de Petrópolis (RJ), foi agravada pela devastação do meio ambiente que a região serrana fluminense vem enfrentando nas últimas décadas. Leia mais...

   
Liberados o plantio e a venda de duas espécies de milho transgênico  
O Conselho Nacional de Biossegurança liberou nesta terça o plantio e a venda de duas espécies de milho transgênico, ou seja, que foi geneticamente modificado. A decisão põe fim a um longo debate no governo. Leia mais...
 
 
Nacional - A ciência e a nossa sociedade (ECOBlog) 
Vivemos um momento muito interessante dessa nossa odisséia terrestre. As diversas formas de fanatismos estão cada vez mais próximas de todas as nossas relações sociais, afetivas e mecânicas. Leia mais...
 
 
Armadilha ecológica
Estudo mostra que escadas para peixes, idealizadas no hemisfério Norte para ajudar migração de peixes em regiões de barragens, são uma ameaça para cardumes da América do Sul e aumentam o risco de extinção das populações. Leia mais...

 
Artigo: Lula e o ambiente (I) - Arthur Soffiati 
Ao votar em Lula para o primeiro mandato de presidente, não esperei que ele transformasse o Brasil num país socialista. Esperei apenas que tentasse a construção, a duras penas, de uma social-democracia. Leia mais...

 
Após má repercussão, governo recua de anistia a desmatador 
Diante da repercussão negativa, o governo recuou do plano de conceder uma espécie de anistia aos fazendeiros que fizeram desmatamento superior a 20% de suas propriedades na Amazônia Legal, desde que recuperassem 50% do total. Leia mais...
 
Fonte: Portal do Meio Ambiente
Postado por: Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Obras alvo de operação da PF estão com as vendas em alta

Grandes empreendimentos turísticos de Florianópolis (SC) citados na Operação Moeda Verde, da Polícia Federal, continuam sendo construídos sem impedimentos e estão com as vendas em alta.
 
     A operação prendeu em maio do ano passado 22 políticos e empresários suspeitos de negociar licenças ambientais. O condomínio que desencadeou a investigação, o Campanario, em Jurerê Internacional, já teve metade das unidades vendidas e será entregue em março.
 
Policiais participam da operação Moeda Verde em Florianópolis em 03/05/2007 (foto Terra Notícias)
 
     O residencial Vilas do Santinho, que também foi alvo da PF, já teve compradores para todos os apartamentos de uma de suas cinco alas.
     A operação resultou no indiciamento do prefeito Dário Berger (PMDB), de três ex-secretários da Prefeitura de Florianópolis, de ex-diretores e funcionários de órgãos ambientais estaduais e municipais e de dez empresários. O mandato de dois vereadores foi cassado. Berger foi acusado de atuar a favor de uma lei que beneficiaria hotéis.
     Como um dos inquéritos envolvia o prefeito, o conjunto de denúncias foi encaminhado no fim do ano passado ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Os juízes ainda analisam o recebimento dos processos.
 
Áreas de preservação ocupadas em Florianópolis (Fonte da imagem)
 
     Enquanto a concessão de licenças é questionada na Justiça, o condomínio Campanario, de arquitetura inspirada em um balneário tradicional da Itália, vem atraindo investidores estrangeiros, que já adquiriram 25% das unidades vendidas, segundo o grupo responsável, o Habitasul. O preço médio é de R$ 575 mil.
     O Ministério Público Federal no Estado pediu na Justiça a paralisação das obras para investigar a suposta invasão a uma área de preservação permanente. A suspeita é que um córrego que passava pelo local tenha sido aterrado. Técnicos da empresa dizem que se tratava de uma vala de drenagem da água de chuva.
     Como forma de divulgar a legitimidade das obras, empreendimentos do município listam suas licenças ambientais em outdoors colocados próximos às construções.
 
Manifestação de estudantes ocorrida em maio de 2007 (Fonte da imagem)
 
     Em outra praia também prossegue a construção do conjunto Vilas do Santinho, próximo a um dos maiores resorts do país, o Costão do Santinho. O investimento é de R$ 25 milhões - são 124 unidades.
     Relatório da PF diz que o dono do empreendimento, Fernando Marcondes de Mattos, auxiliou na campanha eleitoral de um diretor do órgão ambiental do governo do Estado em 2006 como forma de derrubar restrições legais.
Segundo a PF, o então candidato a deputado estadual pelo PSDB André Luiz Dadam recebeu de Marcondes doações não declaradas no TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
 
     Shoppings
     Dois shoppings inaugurados entre o fim de 2006 e o começo de 2007, que também foram citados na operação da Polícia Federal, estão funcionando sem impedimentos.
     O Ministério Público Federal afirma que um deles, o Iguatemi, filiado à rede de mesmo nome, não vem cumprindo um termo de ajustamento de conduta firmado para liberar o empreendimento. A defesa do shopping diz que está providenciando as ações.
 
Mapa de Florianópolis (Fonte da imagem)
 
     A PF suspeita que o responsável pela construção, Paulo Cezar Maciel da Silva, comprou o licenciamento. Suspeita parecida recai sobre Carlos Amastha, construtor do outro shopping, o Florianópolis. Segundo a defesa dele, o shopping não tem pendências com a Justiça depois de ter firmado um acordo com o Ministério Público.
 
Fonte: Folha Online
Postado por: Wilson Junior Weschenfelder
Leia mais sobre o caso aqui.


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