sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Banco Mundial é um dos responsáveis pela devastação da Amazônia, diz ONG

     Brasília, DF
     Por meio do financiamento de projetos de pecuária na região da Amazônia Legal, o Banco Mundial pode estar colaborando com o desmatamento neste local. A afirmação é da Organização Não - Governamental (ONG) Amigos da Terra e está em um relatório elaborado pela ONG. O documento aponta que isto ocorre pela incapacidade de instituições ligadas ao Banco Mundial, de avaliar os prejuízos sociais e ambientais desses projetos.
 
imagem1752.jpg
Financiamento de projetos de pecuária na região da Amazônia Legal seria responsável pelo desmatamento da Amazônia Legal.
 
     A conclusão é de que a área desmatada na Amazônia em 2007 representa 18% de toda a floresta amazônica brasileira. A Amigos da Terra, mostra um crescimento da pecuária na região nos últimos cinco anos, porém, as dimensões dos danos causados por esta produção em grande escala ainda são ignoradas por órgãos do poder público e instituições financeiras. Entre os projetos utilizados para intensificar esta atividade está a construção de abatedouros para o gado.
     O relatório aponta que o alto valor de recursos disponibilizado para grupos exportadores de carne bovina permitiu a construção de mais de 200 abatedouros na Amazônia, porém, apenas 87 deles atuam com legalidade, observando os padrões de preservação da floresta. A explosão da pecuária foi responsável pela emissão de até 12 bilhões de toneladas de Co2, gás causador do efeito estufa.
 
Autor: Gisele Barbieri - Eco Agência /  Radioagência NP - Portal do Meio Ambiente


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Os bois que pastam árvores

     A estatística é assustadora: um em cada três bifes consumidos no país veio da região Norte. Para os carnívoros natos é dificil aceitar. Mas, pesquisadores afirmam que o preço cobrado pelo aumento do consumo nacional de carne tem sido a derrubada da Amazônia. Para constatar essa realidade basta dar uma volta pelas grandes rodovias que cortam a floresta, onde as árvores sumiram e restou um horizonte infinito de pastos. O assunto foi discutida no ano passado pela revista Época, e voltou a ser foco de debates nessa semana.
 
    O relatório O Reino do Gado, produzido pela ong Amigos da Terra, já causou polêmica em todo o mundo. A questão principal são os empréstimos de bancos nacionais que estariam "patrocinando" o aumento descontrolado do gado, e conseqüentemente mais desmatamento. A falta de critérios para recuperação dos 70 milhões de hectares de pastos abandonados também é outro ponto levantado pela ong. Enquanto a polêmica segue, fica a pergunta que não quer calar. Quem está disposto a reduzir o seu consumo de carne para salvar a Amazônia?
 
Autora: Juliana Arini - Blog do Planeta


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E em chuva para o Rio Grande do Sul

Imagem INPE/CPTEC do dia 18 de janeiro de 2008.


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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Estudo: desmatamento na Amazônia pode aumentar

     O desmatamento da Amazônia aumentará nos próximos anos a menos que os Governos cujos territórios abranjam a floresta ofereçam incentivos econômicos para a preservação do meio ambiente e reformulem seus projetos de integração regional, alertou hoje um relatório do cientista Tim Killeen.
     O trabalho de 109 páginas, elaborado pelo pesquisador do Centro para Ciência de Biodiversidade Aplicada (CABS), ocorre em um momento em que o Governo brasileiro trabalha com novas idéias para o desenvolvimento sustentável da região.
 
Desmatamento também causa a morte de peixes.
Fonte da Imagem aqui
 
     "O desmatamento da Amazônia está ocorrendo não porque haja gente ruim que quer prejudicar o meio ambiente, mas porque o desmatamento gera riqueza. As pessoas desmatam porque querem gerar renda e para muitos é a única maneira de obter dinheiro, mas isso tem que mudar", afirmou Killeen. O pesquisador indicou que é possível "criar incentivos para que as pessoas mudem sua forma de agir e como interagem com os mercados.
     Tem que haver uma mudança no paradigma de desenvolvimento, e podemos começar por aí". "É preciso premiar os esforços de preservação através de incentivos, como créditos tributários e acesso ao crédito", disse. Segundo ele, os Governos também devem promover melhoras em sua forma de lidar com a floresta, projetos de piscicultura e "novos sistemas de produção que não estejam ligados ao desmatamento".
 
Corte ilegal de madeira muitas vezes tem apoio público
Fonte da imagem aqui
 
     Killeen também acredita que o setor privado pode ter um papel importante na preservação da Amazônia, "porque, por exemplo, há uma tremenda oportunidade de gerar renda através do armazenamento de carbono". No relatório "Uma tempestade perfeita na Amazônia: Desenvolvimento e conservação no contexto da Iniciativa para a Integração da Infra-estrutura Regional Sul-Americana (IIRSA)", apresentado hoje em Washington, Killeen analisa o impacto deste projeto na biodiversidade e nas comunidades da região.
     O objetivo do projeto, que reúne os países da América do Sul, é conseguir a integração do continente através da construção de 300 estradas, pontes, hidroelétricas, gasodutos e outras obras de infra-estrutura, ou com projetos como o Gasoduto do Sul, que liga Venezuela à Argentina. "Se não for previsto o impacto total dos investimentos da IIRSA, será desencadeada uma combinação de forças que gerarão uma tempestade perfeita de destruição ambiental", advertiu o relatório.
 
Desmatamento consome a floresta
Fonte da imagem aqui
 
     De acordo com Killeen, a IIRSA foi idealizada sem prestar a devida atenção a seus possíveis impactos ambientais e sociais na Amazônia. Ele alertou que, sem as mudanças necessárias, a iniciativa pode intensificar os fatores de risco para a sobrevivência da Amazônia, entre eles a mudança climática, a exploração madeireira e a poda de florestas para o cultivo da terra.
 
Fonte: EFE - Terra Notícias


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Madagascar: descoberta palmeira gigante "suicida"

Botânicos anunciaram a descoberta em Madagascar de uma espécie de palmeira gigante "suicida", que se autodestrói. A planta é tão grande que pode ser vista em fotos tiradas por satélite.
     A palmeira, que só existe em uma área remota no noroeste da ilha, não se assemelha a nada encontrado antes em Madagascar, que fica na costa sudeste da África.
     Embora moradores de vilarejos conheçam a planta há vários anos, eles nunca a tinham visto produzir flores. Quando isso aconteceu no ano passado, os botânicos descobriram que a árvore gastou tanta energia na criação de flores que morreu.
 
A árvore gastou tanta energia na criação de flores que acabou morrendo (Foto: AP)
 
     Espetacular
     Com 20 m de altura e folhas com 5 m de comprimento, esta é a árvore mais alta do tipo no país. Durante a maior parte de sua vida - estimada em cem anos - a planta não tem uma característica muito distinta, além de seu tamanho.
     Só quando botânicos do Kew Gardens, de Londres, foram informados de seu padrão extraordinário de produzir flores é que começaram a se interessar pela vegetação.
     "É espetacular", disse Mijoro Rakotoarinivo, que trabalha em Kew Gardens e viu a planta.
     "Primeiro há apenas um longo caule como um aspargo no topo da árvore e, então, poucas semanas depois, este caule incomum começa a apodrecer", conta. "No final deste processo, você pode ver algo como uma árvore de Natal."
 
A planta é tão grande que pode ser vista em fotos tiradas por satélite (Foto: AP)
 
     Lugar 'intrigante'
     Os galhos então ficam cobertos de centenas de flores minúsculas, que contêm pólem e se transformam em frutas.
     Mas a árvore gasta tanta energia ao produzir flores que acaba morrendo. John Dransfield, que anunciou a nova descoberta, está intrigado em saber como a árvore cresceu em Madagascar.
     A planta da ilha na costa africana tem alguma semelhança com uma palmeira encontrada na Ásia, a uma distância de 6 mil km.
     É possível que a palmeira, da qual existem menos de cem exemplares, tenha passado por uma notável evolução desde que Madagascar se separou da Índia, há cerca de 80 milhões de anos.
     Espera-se agora que a planta seja conservada e que a venda de suas sementes possa produzir renda para o povo que vive nas suas proximidades.
 
Fonte: Jonny Hogg - BBC Brasil - Terra Notícias


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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Radiação UV para 15 de janeiro de 2008

 
Fonte: CPTEC - INPE


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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Inpe: 2008 estará entre os anos mais quentes

     O cenário das chuvas, principalmente para o Sudeste do Brasil, preocupa. Esta é a análise dos meteorologistas do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), órgão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que estima 2008 como um dos anos mais quentes. A anomalia climática La Niña, indicada por um resfriamento nas águas equatoriais do Oceano Pacífico, atingiu o ápice em dezembro e deverá entrar em declínio nos próximos meses, amenizando a estiagem no Sul do País.
     O meteorologista do Cptec, Lincoln Muniz, tem acompanhado diariamente os baixos índices pluviométricos sobre boa parte do território nacional. As chuvas que deveriam começar a partir de outubro aconteceram abaixo da média histórica e para agravar ainda mais o quadro, a estiagem tem tomado conta do clima desde novembro até o momento. Esse padrão só foi rompido no último fim-de-semana, quando uma frente fria subiu da região Sul e chegou até o Sudeste trazendo chuva e nebulosidade.
     "O Sudeste é uma região muito difícil de fazer previsões, esse baixo índice de chuvas ocorreu também em fevereiro do ano passado", analisa. "A componente climatológica do La Niña não influencia essa parte do Brasil, ela é mais presente no Sul e no Nordeste. O índice pluviométrico está bem fora da curva dos padrões históricos. O quadro é preocupante."
 
 
     Mesmo com a chegada do ponto máximo de atividade do La Niña, que esfriou nos últimos dias de menos -0,5ºC até -3ºC a Temperatura da Superfície do Mar (TSM), a anomalia continuará a bloquear a entrada de frentes frias carregadas com ar úmido vindas da região polar em direção ao continente.
 
     Efeito tampão
     O La Niña provoca o efeito tampão, criando uma imensa massa de ar seco estacionada sobre a área que envolve parte da Argentina, Uruguai e Rio Grande Sul. A conseqüência é o desvio para o oceano dos sistemas capazes de provocar chuvas.
     No Sudeste brasileiro houve durante novembro e dezembro um bloqueio continental, formado por um bolsão de ar quente e seco, que ganhou força com o passar dos dias. Esse sistema, denominado centro de alta pressão, além de evitar a formação de nuvens de chuvas impediu a passagem de frentes frias em direção ao Nordeste, também causando a estiagem a essa porção do país, contrariando uma tendência do La Niña de levar chuva ao semi-árido.
     "O prognóstico é termos chuvas abaixo da média para o Sul e Sudeste, com um agravamento na estiagem no norte de Minas Gerais e sul da Bahia entre fevereiro e março, mas as previsões para o Sudeste são muito difíceis de serem feitas", ressaltou o cientista.
 
Fonte: Júlio Ottoboni  - JB Online - Terra Notícias


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Governo chinês investirá contra poluição das águas

     O governo chinês decidiu realizar um grande investimento a longo prazo para o estudo e desenvolvimento de tecnologias que permitam o tratamento das águas poluídas do país, informou hoje a agência estatal Xinhua.
     Segundo Zhao Yingmin, alto cargo da Administração Estatal para a Proteção Ambiental, o Conselho de Estado (Executivo) aprovou três programas de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias que durarão até 2020, embora não tenha informado o custo dos programas.
 
Corrigir a degradação ambiental, como a poluição do ar e da água, é uma das principais prioridades do Governo chinês antes dos Jogos Olímpicos de 2008. A poluição ambiental é apontada como o primeiro obstáculo à estabilidade económica e social do país. Estima-se que em 2020 a quantidade de lixo acumulada pela China atinja os 400 milhões de toneladas, o equivalente ao volume produzido em todo o mundo em 1997 (Fonte: Lusa / Sol)
 
     A administração anunciou no ano passado que 26% das águas chinesas são "totalmente inúteis", que 62% não são apropriadas para a fauna aquática e que 90% dos rios que atravessam cidades na China estão poluídos.
     As sete grandes redes hídricas do país, incluindo as dos dois rios mais longos, o Yang Tsé e o Amarelo, continuam poluídas, sem registros de que a qualidade de suas águas esteja melhorando.
 
 
Fonte: EFE - Terra Notícias
 


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Radiação solar para 14 de janeiro de 2008


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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Ligado no mundo


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Falta convencer os cientistas

     Ainda é muito cedo para considerar a fertilização dos oceanos como uma medida eficaz para combater o aquecimento global. O alerta é de um grupo de pesquisadores de vários países, publicado em um artigo na última edição da revista "Science".
 
    Os defensores da técnica acreditam que o ferro estimularia a proliferação do fitoplâncton no oceano, microorganismos que capturam gâs carbônico para produzir oxigênio. Desse modo, eles ajudariam a diminuir a quantidade na atmosfera do principal causador do efeito estufa.
     A fertilização do oceano com partículas de ferro tem atraído a atenção de várias empresas interessadas em gerar créditos de carbono com a técnica. Empresas de "ecorestauração", como as americanas Climos e Planktos (navio de pesquisa da empresa na foto ao lado), já tem planos para colocar a idéia em prática. Mas têm enfrentado grande oposição da opinião pública.
 
 
     No artigo da "Science", os pesquisadores defendem mais estudos sobre a eficácia e os impactos da técnica antes que se autorize a comercialização de créditos obtidos a partir dela. Segundo os cientistas, ainda não há estudos suficientes para comprovar que jogar ferro no oceano realmente aumentaria a captura de gás carbônico. E ainda não se sabe quais seriam os efeitos desse metal quando em excesso no oceano. A adição de ferro no oceano poderia mudar todo o ecossistema. Se há mais fitoplâncton, mais desses microorganismos morrerão, aumentando a decomposição na água e diminuindo o oxigênio. Nessas circunstâncias, a ação de bactérias poderia até aumentar a emissão de potentes gases causadores do efeito estufa, como o metano e o óxido nitroso.
 
Autora: Marcela Buscato - Blog do Planeta


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Aquecimento global nas praias do Brasil

     Centenas de turistas com queimaduras causadas por caravelas foram a cena mais triste do verão. Os animais infestaram as praias do país, e fizeram vítimas do Nordeste até o litoral Sul. As caravelas eram raras nas praias brasileiras e geralmente são confundidas com as já conhecidas águas vivas.
 
     A diferente entre os dois animais é que as caravelas possuem formato e cor diferente, seus tentáculos também são maiores e com mais potencial venenoso. Por isso, ao esbarrar em uma caravela, a vítima sente mais dor e a queimadura demora para cicatrizar. Ou seja, se encontrar com uma água viva era ruim, topar com uma caravela é muito pior.
Pesquisadores já apontam que a razão da vinda das caravelas ao nosso litoral pode ser o aquecimento global. Como a temperatura do oceano está mais elevada, correntes marítimas de água quente trouxeram esses animais para a costa brasileira. Imaginem como será o verão de 2030, quando a temperatura global atingir dois graus de elevação. Será que teremos tubarões brancos atacando banhistas em Ipanema??
 
Autora: Juliana Arini - Blog do Planeta


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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Terra está vivendo nova era geológica, diz cientista

     A Terra está vivendo uma nova era geológica, a antropocênica. O neologismo foi proposto por Paul Crutzen, químico holandês premiado com o Nobel de sua disciplina em 1995, para descrever o impacto cada vez mais intenso da humanidade sobre a biosfera.
 
Prof. Paul Crutzen at Tel Aviv University (photography: Gil Cohen)

     De acordo com ele, essa era se iniciou por volta de 1800, com a chegada da sociedade industrial, caracterizada pela utilização maciça de hidrocarbonetos. Desde então, não pára de crescer a concentração de dióxido de carbono na atmosfera, causada pela combustão desses produtos. A acumulação dos gases do efeito-estufa contribui para o aquecimento global.
     Na edição de dezembro da revista Ambio, Crutzen detalha os marcos que caracterizam a chegada da era antropocênica. Com Will Steffen, especialista em meio ambiente da Universidade Nacional australiana, em Canberra, e John McNeill, professor de história na Escola de Serviço Diplomático de Washington, ele publicou um artigo intitulado: ¿Era Antropocênica: será que os seres humanos submergirão as grandes forças da natureza?"
 
Dr. Paul Crutzen propõe reverter o aquecimento global por espalhando partículas minúsculas na atmosfera superior para reflectir os raios do sol. Esse efeito já foi mostrado para trabalhar na natureza: sulfato de partículas finas, chamados aerossóis, ejetados por grandes erupções vulcânicas como o de Monte Pinatubo, em 1991, ter produzido períodos de arrefecimento global. E sulfato de poluição da indústria teve consequências semelhantes, ajudando a equilibrar o aquecimento efeitos do dióxido de carbono até a década de 1990, quando a poluição controlos em muitas regiões tiveram o efeito perverso de aumentar o aquecimento.
 
     Depois de ter modificado seu ambiente de maneira jamais vista no passado, ao longo dos últimos 50, de perturbar a maquinaria do clima e prejudicar o equilíbrio da biosfera, a espécie humana se tornou "uma força geofísica de alcance planetário", e é preciso agir com grande rapidez para evitar que os desgastes que ela causa continuem. Mas seremos capazes de superar esse desafio? É essa a questão proposta pelos três pesquisadores.
     De acordo com eles, vivemos hoje a fase 2 da era antropocênica (1945-2015), que eles designam como "grande aceleração", porque os efeitos das atividades humanas exageradas sobre a natureza passaram por aceleração considerável no período. "A grande aceleração se encontra em estado crítico", eles escrevem, porque 60% dos serviços fornecidos pelos ecossistemas terrestres já enfrentam degradação. "Um ponto positivo é que, entre 1980 e 2000, os seres humanos tomaram progressivamente consciência sobre os perigos que sua atividade cada vez ais intensa gerava para o 'sistema Terra'".
     A humanidade terá três escolhas, para a terceira fase da era antropocênica (que se inicia em 2015): A primeira consiste em manter as mesmas atitudes e esperar que a economia de mercado e o espírito humano de adaptação cuidem dos problemas ambientais. A escolha oferece "riscos consideráveis", segundo os autores, porque quando forem decididas medidas adequadas de combate aos problemas pode ser "tarde demais".
 
Em 2001, Paul Crutzen atmosférica químico teorizou que partículas suspensas na atmosfera (poeira e fuligem) estavam bloqueando até 15 por cento da luz solar significou para atingir o solo em muitas partes da Ásia. Naquela época, este foi considerado uma coisa má, mas hoje, aerossóis são saudados como uma potencial folha para o aquecimento global. O mapa acima, é um NASA imagem gerada por duas das suas imagens de satélites Terra, Terra e Aqua. A laranja escuro representam áreas elevadas concentrações de partículas atmosféricas, enquanto que as áreas claras mostram clara atmosfera. As áreas cinzentas não foram mapeados.
 
     A segunda opção, a de atenuação, tem por objetivo reduzir consideravelmente a influência humana sobre o planeta, por meio de uma melhor gestão ambiental, com novas tecnologias, uso mais sábio de recursos e restauração de áreas degradadas, mas requereria "importantes mudanças no comportamento dos indivíduos e nos valores sociais".
     Caso isso não se prove possível, resta sempre a terceira opção: o uso de geo-engenharia para alterar o clima e combater o aquecimento global. A opção envolveria manipulações bastante poderosas do meio ambiente em escala mundial, com o objetivo de contrabalançar as atividades humanas. Por exemplo, já existem planos para reter o gás carbônico em reservatórios subterrâneos, ou espalhar na atmosfera partículas que reflitam a luz solar, refrigerando a temperaturas. Mas isso exigiria cuidado para não criar uma nova era glacial, a qual teria de ser combatida por meio da promoção de novas medidas de aquecimento global. Conclusão: "O remédio pode ser pior que a doença".
 
Autora: Christiane Galus (Tradução: Paulo Migliacci) - Le Monde - Terra Notícias


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Aquecimento global sobre rodas

     Cerca de 15% do gás carbônico à solta na atmosfera hoje veio do setor de transportes, segundo estudo publicado no período científico PNAS desta semana. Um grupo de pesquisadores noruegueses se aventurou a contabilizar todas as emissões de gás carbônico liberadas por carros, caminhões, ônibus, navios, trens e aviões desde 1850.
 
     O transporte terrestre foi o campeão da poluição: emitiu sozinho cerca de 10% do gás carbônico. Em segundo lugar ficou a navegação. O objetivo do estudo era dar a noção exata do impacto na atmosfera causado por nossas andanças pelo mundo. Hoje, o setor de tranporte é responsável por 23% das emissões atuais e pode chegar até a 50% em 2050.
 
Autora: Marcela Buscato - Blog do Planeta


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Brasileira que luta por baleias na Antártida tem encontro raro com jubartes

Cerca de 50 baleias se aproximaram do navio Esperanza, do Greenpeace.
Pesquisadores aproveitaram para fazer estudos da espécie.

     Imagine ser um biólogo navegando pelos mares do sul lutando pela preservação das baleias. Agora, imagine acordar de manhã, se preparar para o café e receber o "bom dia" de um grupo de 50 baleias das mais raras do mundo, as jubartes. Pois foi exatamente isso que aconteceu com a brasileira Leandra Gonçalves, a bordo do navio Esperanza, do Greenpeace, no mar Antártico.

Foto
Jubarte vista pelo navio do Greenpeace (Foto: Greenpeace/Rezac 2008) 

     A oportunidade única permitiu que os pesquisadores gravassem o som das jubartes, um registro raro. Leandra comemorou o feito. "Há pouquíssima informação sobre o comportamento de baleias no Oceano Sul e esses dados, somados àqueles já obtidos durante A Trilha das Grandes Baleias, são essenciais para uma maior compreensão das jubartes.", afirmou ela.
 
Divulgação / Divulgação
 
    Leandra tem uma missão a bordo do Esperanza: enquanto o navio segue em busca da frota baleeira japonesa, ela quer provar que é possível estudar baleias de modo pacífico. "O governo japonês usa a desculpa da pesquisa científica para justificar um programa de caça às baleias que tem obviamente fins comerciais", afirmou ela ao G1. "Nós vamos mostrar ao mundo que a gente consegue fazer ciência de qualidade sem matar", disse ela.
     Depois da pressão internacional, os japoneses desistiram de caçar jubartes neste ano, mas ainda pretendem sacrificar cerca de mil baleias de outras espécies -– algumas, como a fin, ameaçadas de extinção.
 
Autora: Marília Juste do G1, em São Paulo - Terra Notícias
 
Lei mais em:
  • Confira as fotos das baleias jubarte vistas pelo Esperanza
  • Brasileira 'caça' caçadores de baleia japoneses do outro lado do mundo
  • Navio atropela e mata tubarão-baleia de 7,5 metros nas Filipinas
  • Austrália e 30 países dizem que Japão precisa parar totalmente caça de baleias

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    terça-feira, 8 de janeiro de 2008

    Gripe aviária: mecanismo tornaria vírus pandemia

         Uma equipe de cientistas do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) identificou um mecanismo-chave da gripe aviária que pode fazer a doença passar de um mal raro e fatal para uma pandemia que pode matar milhões de pessoas, informou a revista Nature Biotechnology.
         Em artigo publicado pela revista, os pesquisadores indicaram que o formato de certas estruturas do vírus pode ser o elemento crucial para a transmissão da doença a seres humanos. A forma de tais estruturas nas aves se equipara ao formato de moléculas de açúcares presentes nas vias respiratórias dos animais, permitindo que a infecção se propague.
     
    H5N1
     
         Esses açúcares agem como conectores: quando uma partícula viral encontra uma célula, ela se liga à molécula de açúcar e a usa como ponto de entrada para a infecção. Uma vez que o vírus esteja dentro da célula, ele se replica e se propaga para outras células. Nos humanos, as formas são diferentes, mas se o vírus sofrer mutações, a infecção pode se transformar em uma pandemia, dizem os autores.
         Ram Sasisekharam, biólogo celular do MIT, e seus colegas estudaram duas linhagens do vírus da gripe aviária que podem ser passadas de aves para seres humanos, H3N2 e H1N1 - esta última estreitamente relacionada ao vírus que causou a epidemia da gripe espanhola em 1918. Esta doença matou cerca de 50 milhões de pessoas na época, e outros surtos em 1957 e 1968 deixaram outros três milhões de mortos. Desde a descoberta de um foco de gripe aviária em 1997 em Hong Kong, o vírus H5N1 se propagou rapidamente por todo o mundo, primeiro em aves de curral e depois em aves silvestres.
         A doença matou milhões de animais em 66 países, a maioria desde 2003, mas o vírus ainda não sofreu mutações suficientes para se transformar em uma causa de doença comum entre humanos. Apesar de o H5N1 não ser de fácil contágio entre as pessoas, ele já provou sua letalidade: dos 348 indivíduos infectados desde 2003, 216 morreram. Como todo vírus, o H5N1 evolui constantemente, e a humanidade, com uma economia global integrada e repleta de viagens intercontinentais, corre risco, segundo cientistas.
     
     
         A descoberta dos cientistas do MIT permitirá que autoridades de saúde detectem variantes do H5N1 que sejam capazes de contagiar humanos para, desta forma, desenvolverem vacinas e remédios mais específicos, antecipando-se a focos da doença. Os dois vírus estudados por Sasisekharam e seu grupo podem se ligar a configurações de açúcares encontradas exclusivamente nas vias respiratórias superiores dos humanos.
         As aves têm açúcares um pouco diferentes, aos quais o H5N1 se liga facilmente. Para que a propagação entre humanos se tornasse mais fácil, o vírus deveria sofrer modificações de acordo com os açúcares presentes nas vias respiratórias humanas.
     
    Fonte: EFE - Terra Notícias


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    O outro lado dos biocombusíveis

         Enquanto os três pesquisadores de Nebraska advogam em favor dos combustíveis renováveis (veja o post abaixo), dois cientistas do Instituto Smithsonian no Panamá publicaram um artigo na revista "Science" alertando para os impactos ambientais da produção de combustíveis verdes. Jörn Scharlemann e William Laurance analisaram 26 desses combustíveis e concluíram que 12 são mais prejudiciais ao meio ambiente do que a gasolina, inclusive o etanol brasileiro. Eles defendem a necessidade de regras mais rígidas para a produção dos biocombustíveis.
     
         O governo brasileiro já está estudando a implantação de um modelo de certificação sócio-ambiental para o etanol brasileiro. A certificação deve ser lançado em abril, segundo fontes governamentais. Um dos critérios para que os produtores recebam o selo verde é que a cana não tenha sido plantada em áreas que foram desmatadas para esse fim. Já não era sem tempo: o avanço da cultura de cana pelo centro-oeste há tempos preocupa os ambientalistas. Além de desmatar o que resta do cerrado, a cana estaria empurrando a pecurária e a plantação de soja para a Amazônia, contribuindo para a devastação da maior floresta tropical do mundo.
     
    Autora: Marcela Buscato - Blog do Planeta


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    Todo mundo está contaminado?

         Um estudo da Universidade de Granada, na Espanha, concluiu que todos os 387 voluntários da pesquisa estavam contaminados por substâncias tóxicas nocivas ao organismo. Os participantes tinham acumulado no corpo pelo menos 1% dessas substâncias, chamadas de poluentes orgânicos persistentes (POPs). Elas são produzidas na fabricação de certos tipos de plástico, de determinados herbicidas, inseticidas e fungicidas e na incineração do lixo. Sua presença cumulativa no organismo pode causar câncer e problemas neurológicos.
     
         Os pesquisadores também coletaram dados sobre o modo de vida e os hábitos alimentares dos voluntários e perceberam que a ingestão de alimentos, principalmente de origem animal e ricos em gordura, estava associada a um maior nível de poluentes no organismo. Os participantes mais velhos também apresentaram maior concentração de poluentes no corpo, o que mostra a persistência dessas substâncias na natureza e seu potencial cumulativo.
     
    Autora: Marcela Buscato - Blog do Planeta


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