terça-feira, 19 de janeiro de 2010

ONG afirma que consumismo não é compatível com a preservação do planeta


     Um relatório divulgado pela Worldwatch Institute afirma que o meio ambiente não agüentará o excesso de consumo da humanidade. Segundo o relatório, a população mundial consome hoje 28% a mais do que consumia há 10 anos, aumentando significantemente a exploração de matérias primas e a produção de energia.

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     Ainda segundo o relatório, as 500 milhões de pessoas mais ricas do mundo são as responsáveis por metade da emissão de CO² no ar, enquanto os três bilhões mais pobres ficam com apenas 6% desse número.

Fonte: UOL Notícias (imagem inserida)



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Entrada para carros em casas pode ser cancerígena, diz estudo


     Se você está pensando em reformar a sua entrada para carros e aplicar uma nova camada de vedação preta, considere o seguinte: algumas residências que optaram por entradas para automóveis pretas apresentam doses surpreendentemente elevadas de carcinogênicos na poeira domiciliar. Parte dos materiais de vedação adesivos e pretos usados para revestir o asfalto são feitos de piche de carvão, que contém hidrocarbonos poliaromáticos (PAH), alguns dos quais são conhecidos como carcinogênicos ou suspeitos de o serem.

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Uso de vedação com piche de carvão nas entradas residenciais para automóveis aumenta presença de hidrocarbonos poliaromáticos (PAH) na poeira domiciliar (Foto: Nature)

     Barbara Mahler, do Serviço de Levantamento Geológico dos Estados Unidos (USGS), em Austin, Texas, e seus colegas vêm rastreando o vínculo entre a presença forte desses compostos no meio ambiente e os materiais de vedação utilizados para revestir entradas para automóveis. "Os cientistas que trabalham com esses compostos ficam de queixo caído quando veem os números que temos", diz Mahler.
     O trabalho da equipe levou à proibição do uso de material de vedação contendo piche de carvão em certas cidades dos Estados Unidos, incluindo Austin, a cidade da equipe, e, em 2009, na capital, Washington. Agora, eles conseguiram demonstrar que o uso de vedação com piche de carvão nas entradas residenciais para automóveis faz grande diferença no que tange à presença de PAH na poeira domiciliar.
     Notícia completa AQUI.

Autor: Nicola Jones (Tradução: Paulo Migliacci ME)
Fonte: Terra Notícias


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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

‘Quem corre perigo são os homens, não a Terra’. Entrevista com James Lovelock


     A Terra vai sobreviver. Já o destino dos homens é mais incerto. O cientista inglês James Lovelock, de 90 anos, diz que a gravidade das mudanças climáticas é ainda maior que a indicada pelo painel do clima das Nações Unidas (IPCC). Em seu livro mais recente, Gaia: Alerta Final (ed. Intrínseca, 264 págs., R$ 29,90), ele volta a defender o uso da energia nuclear no combate ao aquecimento global. Mas, em entrevista por telefone ao Estado diz que o Brasil ainda não precisa aderir a ela.

http://www.rollingstone.com.br/imagens/1245/20080717120000_1245_medium_james-lovelock-sempre-provocador-acredita-que-a-raca-humana-esta-em-perigo-real-e-imediato-sera-uma-epoca-sombria-mas-emocionante.jpg
O cientista inglês James Lovelock, de 90 anos, diz que a gravidade das mudanças climáticas é ainda maior que a indicada pelo painel do clima das Nações Unidas (IPCC).

     Lovelock também sugere medidas como a redução da população e soluções de geoengenharia – enterrar dióxido de carbono (CO2) principal gás de efeito estufa – e rechaça ideias verdes convencionais, como o plantio de árvores, que para ele não têm o efeito necessário.
     O autor da Teoria de Gaia, que diz que a Terra se comporta como um único organismo, mostra estar ainda muito ativo. Planeja lançar outro livro em 2013 e, neste ano, deve integrar o voo espacial que inaugurará a companhia Virgin Galactic. Apesar dos tempos difíceis que antevê para a humanidade em sua obra, ele mantém algum otimismo: "Somos como o aprendiz de feiticeiro, incapazes de desfazer a maldição industrial que lançamos. Entretanto, no devido tempo, expostos às ferozes pressões seletivas que em breve virão, nós, como espécie, podemos crescer e nos tornarmos capazes." Entrevista de Afra Balazina, no O Estado de S.Paulo.

Qual era sua expectativa para a reunião do clima de Copenhague e como avalia o resultado obtido?
Minhas expectativas eram pequenas. Acho que a tarefa que os participantes se deram era praticamente impossível. É um pouco tolo os políticos se reunirem pra planejar ações para 40 ou 50 anos no futuro se não sabemos exatamente o que acontece com o clima de hoje ou de daqui 10 a 20 anos.

É perda de tempo, então, fazer esse tipo de encontro?
É bom para os negócios. Um dos objetivos disso é construir uma indústria verde, construir turbinas eólicas, produzir biocombustíveis. Se há uma redução na pobreza pelo mundo, eu não sei, mas uma conferência como essa estimula a política e os negócios.

Os negociadores usam informações do IPCC como base. O senhor considera que o IPCC subestima a gravidade do aquecimento global?
Parece que o IPCC subestima. Na questão do aumento do nível do mar, por exemplo, que é um termômetro quase perfeito do aquecimento global, os dados são, em geral, a metade do que está acontecendo.

Os cientistas não estão fazendo um bom trabalho?
Há dois grupos importantes de pesquisadores na área. Um deles reúne cientistas como Stefan Rahmstorf (do Instituto de Pesquisa de Impactos Climáticos de Potsdam, na Alemanha), que fazem medições muito sólidas e confiáveis. E, no outro grupo, dos que fazem modelagem, há alguns cientistas muito bons, tão bons quanto se pode esperar. Mas a limitação é que eles têm de produzir os resultados que seus mestres políticos querem. É a pura verdade. Eu li o livro de um deles e ele dizia que, em uma reunião que teve a presença de representantes de países importantes, os dados apresentados tiveram de ser ajustados para agradar a todos.

O senhor fala sobre biocombustíveis em sua obra. Considera um erro o governo brasileiro encorajar o uso do etanol produzido da cana-de-açúcar?
Não. Os biocombustíveis, como todas as coisas, podem ser usados de forma sábia e sensata ou de maneira boba e negativa. Mas, para o Brasil, o biocombustível parece se encaixar, é bom economicamente, faz sentido. Então, por que não?

O senhor manifesta perplexidade com o fato de os Estados Unidos serem líderes na área científica e terem sido o último país a acreditar no aquecimento global…
Eu estou vivendo nos EUA neste momento e é muito interessante, conheço bem o país porque a família da minha mulher é em parte americana. E as pessoas não pensam a respeito do aquecimento global. E os políticos, por sua vez, optam por temas nos quais as pessoas pensam. Os americanos são preocupados com o tempo do dia, mas não pensam nisso em termos de tempo do mundo.

No Reino Unido há diferença?
Sim, enormemente. A Inglaterra é um país muito pequeno e depende bastante do clima mundial, da economia mundial. Mas em países grandes como os EUA e Brasil há mais do que suficientes problemas internos para resolver e não se olha tanto para fora.

As pessoas aceitam mais o uso da energia nuclear, como o senhor sempre defende?
Esse ainda é um assunto controverso. Atualmente, não acho que a energia nuclear é urgentemente necessária no Brasil. Mas é necessária urgentemente em países densamente populosos, como o Reino Unido, onde não há muitas fontes de energia e as que existem estão todas parando. O vento é tão pouco confiável.

Mas a previsão é que o Reino Unido tenha um dos maiores parques eólicos do mundo nos próximos anos.
É, eles estão loucos. É um modo caro de produzir energia. Eu acho que a principal razão para isso é dar emprego a alemães e dinamarqueses, que têm indústrias no setor.

Qual é o cenário que imagina para o futuro da Terra?
Acho que não há dúvida de que a Terra em si vai continuar a existir por muitos milhões ou até bilhões de anos, podemos ter confiança nisso. Mas são os humanos que estão em perigo e podem ser reduzidos vastamente.

Que conselho Gaia (deusa da Terra) pode dar aos homens?
Se eu pudesse falar por Gaia, acho que diria algo assim: "Cuidem de si mesmos e sobrevivam. Vocês são meu organismo mais importante."

Fonte: EcoDebate, 18/01/2010



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Reação em cadeia virá do Ártico


     A Universidade de Helsinki, na Finlândia, analisou o que aconteceu nas terras geladas do norte há 5 mil anos para conseguir entender os possíveis desdobramentos do aquecimento global no Ártico. O professor Atte Korhola analisou a idade da camada mais profunda de turfa, material formado pela decomposição parcial de plantas, árvores e microorganismos. E chegou à conclusão de que as áreas com turfa no planeta se expandiram há 5 mil anos, quando a temperatura da Terra aumentou. O clima se tornou mais úmido e o nível do oceano subiu, favorecendo a expansão das áreas com esse tipo de material. Conseqüentemente, a quantidade de metano, um poderoso causador do efeito estufa, também aumentou na atmosfera porque é emitido pela turfa.

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     Os cientistas finlandeses acreditam que, se nas próximas décadas a precipitação aumentar na região ártica como está previsto, haverá uma liberação massiva de metano – como a que ocorreu há 5 mil anos. Mais uma das reações em cadeia causadas pelo aquecimento global (e pelas atividades humanas) que promete transformar o clima do planeta.

Autora: Marcela Buscato
Fonte: Blog do Planeta


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domingo, 17 de janeiro de 2010

Rompendo os Limites do Planeta


Desafios do controle populacional e da produção de alimentos precisam ser vencidos de forma conjunta

    Estamos nos expulsando de nos so próprio planeta. Recentemente, na edição de setembro de 2009 da revista Nature, Johan Rockström e colegas propuseram os dez "limites planetários", para definir os níveis seguros da atividade humana (a Scientific American faz parte do Nature Publishing Group). Nesses limites se incluem emissões críticas de gases causadores do efeito estufa; perda de biodiversidade; troca, em todo o mundo, da vegetação natural por plantação; e outros grandes impactos sobre os ecossistemas terrestres. A humanidade já ultrapassou vários desses marcos e caminha para extrapolar a maior parte dos restantes. E a demanda crescente por alimento contribui ainda mais para essas transgressões.
     A revolução verde, responsável pelo aumento da produtividade dos grãos, deu à humanidade um certo tempo para respirar, mas o crescimento populacional contínuo e a demanda maior por carne abreviam essa fase. O pai dessa revolução, Norman Borlaug, morto em setembro do ano passado, aos 95 anos, ressaltou em 1970 exatamente essa ideia, ao aceitar o Prêmio Nobel da Paz: "Não haverá progresso duradouro na batalha contra a fome se as agências que lutam pelo aumento da produção alimentar e aquelas pró-controle populacional não unirem forças".

http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/img/semaforo.jpg
Matt Collins

     Porém, essa união de forças é, na melhor das hipóteses, inconsistente e, por vezes, inexistente. Desde 1970, a população saltou de 3,7 bilhões para 6,9 bilhões e continua a crescer a uma taxa anual de 80 milhões de pessoas. A produção de alimentos por habitante do planeta diminuiu em algumas grandes regiões, especialmente na África subsaariana. Na Índia, a duplicação populacional absorveu quase totalmente o aumento da produtividade dos grãos.
     A produção alimentar é responsável por um terço de toda a emissão de gases do efeito estufa; isso inclui os poluentes gerados pelos combustíveis fósseis utilizados na preparação e transporte dos alimentos, o dióxido de carbono liberado pela aragem da terra para a agricultura e pastagem, o metano produzido pelos arrozais e rebanhos de ruminantes, bem como o óxido nitroso proveniente do uso de fertilizantes.
     Por devastar as matas, a produção de alimentos também responde por muito da perda de biodiversidade. Os fertilizantes químicos formam grandes depósitos de nitrogênio e fósforo, que agora destroem esteiros – trecho de rio ou mar que adentra na terra – de centenas de sistemas fluviais e ameaçando a química oceânica. Cerca de 70% do consumo mundial de água é destinado à produção alimentar, causando o esgotamento dos lençóis freáticos e uso ecologicamente predatório de água doce, desde a Califórnia até a planície indo-gangética, passando pela Ásia central e norte da China.
     A revolução verde, em suma, não neutralizou os perigosos efeitos colaterais de um boom populacional humano, que se potencializarão ainda mais quando a população ultrapassar os 7 bilhões em 2012 e não parar de crescer, prevendo-se chegar aos 9 bilhões, em 2046. O consumo per capita de carne também aumenta. A carne bovina é uma das maiores ameaças, pois o gado precisa consumir até 16 kg de grãos para produzir 1 kg de carne e emite grandes quantidades de metano. Além disso, o fertilizante utilizado nas plantações destinadas à alimentação desses animais contribui em muito para a produção de óxido nitroso.
     Não basta somente produzir mais alimentos; devemos, ao mesmo tempo, estabilizar a população mundial e reduzir as consequências ecológicas da produção alimentar – um desafio triplo. Uma queda brusca e voluntária nas taxas de fertilidade de países subdesenvolvidos e em desenvolvimento - proporcionada por um maior acesso ao planejamento familiar, diminuição do índice de mortalidade infantil e educação de meninas – poderiam, em 2050, firmar a população em cerca de 8 bilhões de pessoas.
     Incentivos financeiros a comunidades carentes, a fim de impedir o desmatamento, poderiam salvar hábitats de espécies. Sistemas de plantio direto e outros métodos preservariam não só o solo, mas também a biodiversidade. O uso de fertilizantes mais eficientes reduziria o transporte excessivo de nitrogênio e fósforo. Aperfeiçoamentos na irrigação e nas variedades de sementes poupariam água e reduziriam outras premências ecológicas. E uma dieta pobre em carne bovina conservaria os ecossistemas ao mesmo tempo em que melhoraria a saúde humana.
     Essas mudanças exigirão um grande empenho (ainda a ser instigado) não só do setor público como do privado. Ao rememorarmos as grandes conquistas de Borlaug, devemos também redobrar nossos esforços para solucionar suas premonições. Está passando a oportunidade de alcançarmos um desenvolvimento sustentável.

Autor: Jeffrey Sachs é diretor do Earth Institute da Universidade de Columbia (www.earth.columbia.edu).
Fonte: Scientific American - edição 92 - Janeiro 2010



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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Cientistas fazem primeiro estudo global da “sopa de plástico” no mar


A poluição marinha por plásticos é um problema global crescente. As partículas de plástico no mar agem como magnéticos para químicos tais como DDT, PCB, retardadores de chama e outros poluentes

    
Os oceanos do mundo estão repletos de poluição por plásticos? Cientistas marinhos iniciaram em 8 de janeiro de 2010 o lançamento transatlântico do primeiro estudo de poluição marinha por plásticos que é largamente conhecido como prevalecente somente no Oceano Pacífico Norte, a Grande Marca de Lixo no Pacífico.

http://www.mbari.org/seminars/2009/Spring_09/RainbowRunner_plastic.jpg
Partículas de plásticos retiradas do estômago de peixes (Fotos de Eriksen e Cummins)

     A viagem inaugural do estudo, de St. Thomas, Ilhas Virgens, Estados Unidos, até o Mar de Sargaço, é parte do Projeto 5 Gyres (giros), o qual realizará uma segunda travessia no Atlântico Sul em agosto próximo. Participando no e diretamente do projeto estão os pesquisadores Dr. Marcus Eriksen e Anna Cummins, que têm trabalhado com o Capitão Charles Moore, fundador da Fundação de Pesquisa Marinha Algalita (AMRF), documentando a acumulação crescente de poluição por plástico no Giro do Pacífico Norte.
     "Este é um problema global, temos visto evidências de poluição por plásticos por todos os lugares do mundo e isto está piorando," diz Moore, que em janeiro foi enfocado em O Relatório Colbert (The Colbert Report, apregoado pelo New York Times como o melhor show de TV do ano) para discutir o problema que ele mesmo colocou no mapa pela primeira vez.
     Notícia completa AQUI.

Fonte: Global Garbage/EcoAgência


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Aumento de metano pode elevar temperatura no Ártico em 10°C


     Cientistas da Universidade de Edimburgo registraram um aumento de um terço na quantidade de gás metano da camada subterrânea de gelo permanente do Ártico nos últimos cinco anos, o que pode levar a um aumento de 10°C na temperatura média da região até 2100. A descoberta foi publicada na revista Science e é fruto de várias pesquisas realizadas nos últimos anos no Ártico, segundo as quais o gelo permanente estava derretendo e liberava metano em grandes quantidades.

http://oglobo.globo.com/fotos/2008/04/24/24_MHG_ursoartico_efe.jpg
Cientistas descrevem o derretimento do gelo permanente do Ártico como uma "bomba-relógio"

     A camada de gelo ainda não derretida contém trilhões de toneladas de metano, um gás causador do efeito estufa muito mais danoso do que o gás carbônico (CO2), o que levou muitos cientistas a descrever o derretimento do gelo permanente do Ártico como uma "bomba-relógio" que poderia acabar com os esforços para conter a mudança climática. O receio é de que o aquecimento causado pelo aumento das emissões de metano liberará no futuro ainda mais metano e submeterá à região a um ciclo de autodestruição que aumentará as temperaturas mais rapidamente do que o previsto.
     Segundo o cientista Paul Palmer, a mudança climática no Ártico, que vive este processo numa velocidade duas vezes maior que o resto do mundo, é explicada pelo recente aumento contínuo dos níveis de metano globais na atmosfera desde 2007, após uma década de emissões estáveis deste gás. As emissões de metano no Ártico cresceram 31% entre 2003 e 2007, o que equivale a cerca de um milhão de toneladas de metano a mais a cada ano.

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Arrozais da China

     O estudo também revela que a metade das emissões mundiais de metano vem dos trópicos, com 20 milhões de toneladas liberadas pela floresta amazônica a cada ano e 26 milhões de t geradas pela bacia do rio Congo.
     Os arrozais da China e do Sudeste Asiático produziram um terço das emissões mundiais de metano, 33 milhões de toneladas. Apenas 2% delas vêm das regiões árticas, embora seja ali onde os maiores aumentos são registrados.

Fonte: Terra Notícias


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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Asteroide "ex-lixo espacial" passa perto da Terra nesta manhã


     Um asteroide descoberto neste domingo (10) passa perto da Terra nesta quarta-feira (13), às 10h46 do horário de Brasília.
     O objeto foi identificado pelos Laboratórios Lincoln do MIT (Massachussets Institute of Technology), e vai passar a cerca de 122.300 quilômetros do planeta.
     Em razão de a sua órbita ser bem parecida com a da Terra no período de um ano, alguns cientistas haviam sugerido antes que o objeto seria um estágio de foguete em órbita ao redor do Sol, ou seja, um lixo espacial.

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Asteroide passa a 122.300 km da Terra (Earth), na direção do Sol (Sun); distância é menor que até a Lua (Moon) (imagem: Nasa)

     Chamado 2010 AL30, o asteroide não representaria riscos mesmo que se chocasse com a Terra.
     Ele possui entre 10 e 15 metros de diâmetro, e espera-se que objetos abaixo de 25 metros como esse apenas se queimem na atmosfera do planeta.

Fonte: Folha Online


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PGR questiona norma mineira que ameaça áreas de preservação permanente


Para Sandra Cureau, falhou o legislador estadual em seu dever constitucional de proteção ao meio ambiente ao possibilitar a supressão de vegetação em áreas de preservação permanente e a exploração de atividades agrícolas nesses locais

     A procuradora-geral da República em exercício, Sandra Cureau, ajuizou ação direta de inconstitucionalidade (ADI 4368) no Supremo Tribunal Federal contra a Lei 18.023, de 9 de janeiro de 2009, de Minas Gerais, por conter regras prejudiciais ao meio ambiente quando comparadas à norma mais benéfica existente no plano nacional. De acordo com ela, a lei ameaça áreas de preservação permanente ao redor de bacias artificiais e viola os artigos 23, VI e VII; 24, VI e parágrafo 1º; e 225 da Constituição Federal.
     Segundo Sandra Cureau, a norma mineira contraria o art. 3º da Resolução nº 302/2002 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que trata de área de preservação permanente (APP), ao reduzir de forma genérica os limites previstos. "A legislação estadual afasta o limite de 100 metros para as APPs em áreas rurais, inclusive para áreas destinadas à exploração de atividade agrícolas", diz. E acrescenta que a lei tenta criar espécie de direito adquirido em face dos 30 metros de área de preservação, por meio da expressão "usos consolidados", em dissonância com o comando federal.

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Segundo Sandra Cureau, a norma mineira contraria Resolução do Conama que trata de área de preservação permanente (APP)

     Conforme explica, eventual necessidade de supressão da vegetação em APP, em caráter estritamente excepcional, terá de ser autorizada por lei específica para cada hipótese, "vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção". Para a procuradora-geral, a Lei nº 18.023/09, ao assegurar o uso já consolidado, inclusive para fins de exploração de atividades agrícolas, além dos atos praticados até a data de publicação do plano diretor, não observou os critérios de utilidade pública ou interesse social, estipulados no Código Florestal, nem a necessidade de autorização legal.
     Para a procuradora-geral em exercício, falhou o legislador estadual em seu dever constitucional de proteção ao meio ambiente ao possibilitar a supressão de vegetação em áreas de preservação permanente e a exploração de atividades agrícolas nesses locais até a publicação do referido plano diretor. "Em se tratando de competência legislativa concorrente e por se cuidar de tema de proteção ambiental, parece claro que não podem os Estados-membros, o Distrito Federal e os municípios, no que lhes cabe suplementar a legislação federal, estabelecer, em contrariedade ao estipulado pela União, áreas menos extensas de preservação ambiental", assegura.
     Ela conclui que a Lei estadual nº 18.023/09, ao afrontar a legislação federal em vez de suplementá-la no âmbito regional, viola a competência legislativa da União, a quem cabe editar normas gerais em matéria ambiental. E pede a concessão de medida liminar diante do princípio da prevenção, e tendo em vista que áreas de preservação permanente ao redor de bacias artificiais estão ameaçadas.

Fonte: PGR/EcoAgência


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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Estudo: resfriamento na América do Norte mascara aquecimento


     As temperaturas médias na América do Norte caíram em 2008 - o que parece contradizer a teoria do aquecimento global. Mas não é o caso, cientistas dizem. O resfriamento, causado por mudanças naturais na circulação global do ar, temporariamente mascarou os efeitos do aquecimento global, que está se agravando, afirma um novo estudo.
     Novas simulações de computador sugerem que a queda na temperatura do continente foi decorrente de um resfriamento atipicamente longo do oceano Pacífico, induzido pelo fenômeno La Niña.

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Novas simulações de computador sugerem que a queda na temperatura do continente foi decorrente de um resfriamento atipicamente longo do oceano Pacífico, induzido pelo fenômeno La Niña (Foto: National Geographic)

     Durante o fenômeno, a temperatura da superfície do mar no leste tropical do oceano Pacífico cai, às vezes até 4 oC abaixo do normal. A La Niña é formada por condições que acontecem de anos em anos e costuma durar cerca de um ano. A que começou em 2007, no entanto, durou cerca de dois anos, disse a líder do estudo Judith Perlwitz, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA na sigla em inglês).
     A La Niña de dois anos afetou os padrões das correntes de ar e dos chamados rastros de tempestade na América do Norte. "Se temos temperaturas de superfície do mar mais frias no Pacífico tropical, elas geram padrões de circulação na atmosfera que fazem com que o ar frio vá para a América do Norte", Perlwitz disse.
     David Easterling, climatologista da NOAA que não esteve envolvido no novo trabalho, acrescentou que embora as temperaturas de 2008 na América do Norte tenham sido mais frias que a média, globalmente 2008 ainda foi um dos anos mais quentes já registrados. "As pessoas muitas vezes consideram apenas o clima em sua localidade e não o panorama global", Easterling disse.
     Notícia completa AQUI.

Fonte: http://img.terra.com.br/i/national-geographic-fontetv.gif - Terra Notícias

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Estudo: oceanos continuam liberando pesticida na atmosfera


     Uma simulação em computador quanto ao destino ambiental do DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano) mostrou que quantidades substanciais do pesticida continuam a ser liberadas na atmosfera pelos oceanos do planeta, a despeito da adoção de restrições generalizadas ao seu uso já nos anos 70. Os cálculos demonstram que, embora o uso remanescente de DDT ocorra hoje principalmente no hemisfério sul, os índices de concentração do produto estão em crescimento no hemisfério norte, enquanto o pesticida se move entre os oceanos e a atmosfera do planeta.

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Uso do DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano) está em crescimento no hemisfério norte enquanto o pesticida se move entre os oceanos e a atmosfera do planeta (Foto: The New York Times)

     Dos anos 40 aos 70, um total estimado em 1,5 milhão de toneladas de DDT foi usado em todo mundo, tanto em sua condição de inseticida agrícola quanto para o controle de insetos portadores de doenças, a exemplo dos mosquitos - entre outras coisas, o DDT foi uma das principais armas na guerra contra a malária. Mas seus efeitos são tóxicos para uma ampla gama de espécies de fauna marinha, e os efeitos de debilitação das cascas de ovos que o produto acarreta tiveram impacto drástico sobre muitas espécies de pássaros. As preocupações quanto à toxicidade ambiental do DDT levaram uma série de países a proibir seu uso na agricultura, ao longo da década de 70.
     De lá para cá, o declínio no uso do DDT foi drástico, mas o legado do produto continua a nos afetar, de acordo com Irene Stemmler e Gerhard Lammel, do Instituto Max Planck de Química, em Mainz, Alemanha. O DDT reentra continuamente na atmosfera, vindo do oceano, antes de voltar a ser dissolvido em um ciclo recorrente. "O DDT está simplesmente parado lá, à espera do próximo ciclo", diz Lammel.
     Notícia completa AQUI.

Autor: Richard Lovett
Fonte: Terra Notícias


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Com fome, gaivotas atacam baleias francas na Patagônia


     Cobiçadas por sua gordura, as baleias francas austrais, que vivem no sul da Argentina, sempre foram alvo de caçadores. Agora, enfrentam um novo tipo de predador: as gaivotas.
     A proporção de cetáceos que aparecem feridos e até mortos tem aumentado. Pesquisas científicas mostram que, 35 anos atrás, os ataques afetavam 1% desses animais. Hoje, afetam 78%.

http://p1.trrsf.com.br/image/get?o=cf&w=619&h=464&src=http://img.terra.com.br/i/2010/01/12/1406301-0001-atm14.jpg
Superpopulação de aves fez com que ataques, muitas vezes mortais, passassem de 1% para 78% das baleias em 35 anos (Foto: BBC Brasil)

     O biólogo Marcello Bertelotti, do Centro Nacional da Patagônia, explica que a origem deste fenômeno está ligada aos lixões. Nos anos 1990, um efeito colateral da indústria pesqueira local foi o acúmulo de restos de peixe em terrenos baldios a céu aberto.
     O alimento fácil fez com que muitas gaivotas que normalmente morreriam nos primeiros meses de vida sobrevivessem. A consequência foi o aumento da população de gaivotas.

Fonte: Terra Notícias


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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Alimento nosso de cada dia


http://centrodeestudosambientais.files.wordpress.com/2010/01/agrotoxicos1.jpg?w=490&h=534

Fonte: OngCea



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sábado, 9 de janeiro de 2010

Nova edição da REVISTA DO MEIO AMBIENTE


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Edição 27 - Dezembro de 2009

     Clique na capa para ler a nova edição da REVISTA DO MEIO AMBIENTE em seu computador, bastando um clique de mouser para virar a página. E se preferir, clique aqui e baixe o arquivo inteiro em PDF para o seu computador.

Fonte: Portal do Meio Ambiente


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PGR ajuíza ação contra lei que desobriga proprietários rurais de manter reserva florestal


De acordo com a procuradora-geral da República em exercício, a desobrigação ofender a Constituição Federal

    A procuradora-geral da República em exercício, Sandra Cureau, enviou hoje, 8 de janeiro, ao Supremo Tribunal Federal (STF), ação direta de inconstitucionalidade (ADI 4367) na qual requer a inconstitucionalidade, com pedido de concessão de medida liminar, do parágrafo 6º do artigo 44 da Lei 4.771/65, com a redação dada pela Lei 11.428/2006. A nova redação permite aos proprietários rurais que não sejam obrigados a manter em sua propriedade reservas florestais legais, mediante doação de área de terra localizada no interior de unidade de conservação, pendente de regularização fundiária.

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Segundo a CF, cabe ao Poder Público e à coletividade o dever de garantir a efetividade do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado

     De acordo com a procuradora-geral da República em exercício, a desoneração do dever de manter uma reserva florestal legal no interior de cada propriedade contraria os incisos I, II, III e VII do artigo 225, parágrafo 1º, da Constituição Federal. Os incisos determinam ao Poder Público e à coletividade o dever de garantir a efetividade do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, prescrevendo como obrigações positivas preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do país e definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção.
     Texto completo AQUI.

Autora: Assessoria de Comunicação Social/PGR
Fonte: EcoAgência


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Yeda mostra desconhecer leis ambientais, diz Moesch


Segundo o vereador, a governadora criticou a atual legislação sobre a reserva legal para as pequenas propriedades  "Todavia, ela deveria saber que o tema está tutelado por lei federal, e não estadual", diz

     O vereador Beto Moesch (PP) declarou que a governandora Yeda Crusius demonstra profundo desconhecimento das leis ambientais. O comentário foi proferido após entrevista da chefe de Estado, na quarta-feira (6/1), ao jornalista André Machado, no programa Atualidade, da Rádio Gaúcha. "Na ocasião, Yeda teceu preocupantes comentários sobre o projeto de lei (PL) 154/2009, que tramita na Assembleia Legislativa e visa revogar e alterar importantes instrumentos para o desenvolvimento sustentável", afirma Moesch. Segundo ele, a governadora criticou a atual legislação sobre a reserva legal para as pequenas propriedades  "Todavia, ela deveria saber que o tema está tutelado por lei federal, e não estadual", diz.

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Vereador de Porto Alegre, Beto Moesch (imagem: Elson Sempé Pedroso)

     Em sua fala, Yeda também enalteceu o zoneamento florestal – ou zoneamento da silvicultura - aprovado recentemente pelo Conselho Estadual do Meio ambiente (Consema). Em relação a essa colocação, Moesch observou o seguinte: "Ora, é justamente graças à legislação ambiental em vigor que ele foi viabilizado. O PL 154, ao contrário, não exige absolutamente nada para o plantio e comercialização de qualquer cultura exótica". Ele ainda questiona o fato de a governadora haver defendido mais estudos semelhantes, enquanto os dispositivos para a realização dos mesmos estão previstos nas leis do Estado, mas não são colocados em prática.
    "Novamente evidenciando não apenas desconhecimento, mas também contradição", prosseguiu Moesch, "Yeda defendeu a mata ciliar e até mesmo sua recomposição, em virtude das diversas catástrofes que vêm afligindo o Rio Grande do Sul, assegurando que com a modificação das leis, o governo vai se comprometer com a regeneração e preservação da vegetação". No entanto, o vereador alerta que o PL 154, ao contrário, reduz drasticamente a mata ciliar ou área de preservação permanente de, no mínimo, 30 metros, para, no mínimo, 5 metros, e máximo, 50 metros. Já a legislação atual garante sua proteção.

Autora: Por Helena Dutra - Gabinete Vereador Beto Moesch
Fonte: EcoAgência


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O problema da Terra


     A ciência nos ensina que a Terra precisou de alguns bilhões de anos até que fosse possível a existência de vida em sua superfície. Apesar de todo esse tempo, as primeiras espécies mais vegetavam que viviam. Eram mônadas, celenterados e espécies afins que serviam, ao que parece, de cobaias que testavam, para Alguém, a viabilidade da existência de vida no orbe recém-criado.

     Com o passar do tempo, o planeta se resfriou e criou as condições para o recebimento de espécies mais complexas. Vieram os grandes animais aquáticos, os anfíbios, até que o orbe se tornou habitável. Quando tudo pareceu pronto, chegou a espécie mais complexa: o homem. E põe complexidade nisso!

     Mais AQUI.

Autor: Ricardo Honório
Artigo originalmente publicado no Correio Braziliense.


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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Novos estudos sugerem que projeções climáticas subestimam o impacto do CO2


O clima pode ser de 30 a 50% mais sensível ao dióxido de carbono atmosférico a longo prazo do que o atualmente estimado. É o que sugerem novos estudos [Earth system sensitivity inferred from Pliocene modelling and data, publicado na revista Nature Geoscience e Pliocene three-dimensional global ocean temperature reconstruction, publicado na Climate of the Past].

De acordo com os estudos, as projeções sobre as condições climáticas nos próximos séculos, incluindo as temperaturas globais, precisam ser ajustadas para refletir essa maior sensibilidade.

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Temperaturas médias Plioceno Médio

"A mudança climática está afetando o abastecimento de água para cidades e fazendas, levando a ciclos mais graves de secas, aumento da força e intensidade de furacões e inundações, contribuem para os incêndios florestais mais intensos e colocam as comunidades costeiras em risco", disse o secretário do Interior dos EUA, Ken Salazar, que está em sua caminho para a conferência mundial sobre as mudanças climáticas em Copenhague. "Este estudo e o trabalho contínuo de nossos cientistas do USGS (E.U. Geological Survey) nos ajudam a construir projeções mais precisas em mais longo prazo, necessárias se preparar para os impactos das mudanças climáticas em nosso mundo."

Uma equipe de cientistas, liderada pela Universidade de Bristol, e incluindo o USGS, estudou as temperaturas globais 3.3 a 3 milhões de anos atrás, achando que as médias foram significativamente maiores do que o esperado a partir dos níveis atmosféricos de dióxido de carbono na época.

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Temperaturas médias atualmente

Os dados, aparentemente, foram subestimados porque a sensibilidade de longo prazo do sistema da Terra não foram devidamente tidos em conta. Nesses períodos anteriores, a Terra tinha mais tempo para se adaptar a alguns dos impactos mais lento das mudanças climáticas. Por exemplo, como o clima se aquece e as camadas de gelo derretem, a Terra vai absorver mais luz solar e continuar o ciclo de aquecimento no futuro, porque cada vez menos gelo estará presente para refletir o sol.

Os dados do geológicos do USGS foram utilizados para a reconstrução das condições ambientais durante esse período, conhecido como o período quente do Plioceno Médio. Esses dados permitiram aos autores testar a sensibilidade do sistema terrestre às concentrações do dióxido de carbono atmosférico.

As temperaturas médias globais durante o Plioceno Médio eram cerca de 3°C a 5,5°C maiores do que hoje e dentro do intervalo projetado para o século 21 pelo IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática. Portanto, pode ser um período a ser tratado como um dos mais análogos ao atual, no sentido de ajudar a compreender as condições atuais e futuras da Terra.

Fonte: Henrique Cortez, do EcoDebate


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Emissões de CO2 continuam a subir rapidamente


A taxa anual de aumento das emissões de dióxido de carbono, a partir de combustíveis fósseis, mais do que triplicou nesta década, em comparação com a década de 1990. Este é o quadro assustador, às vésperas da COP 15, de um estudo realizado por um consórcio internacional de cientistas.

As emissões de CO2 aumentaram a uma taxa de 3,4% por ano entre 2000 a 2008, em contraste com a taxa anual de 1% na década anterior, de acordo com cientistas que participaram do relatório do Global Carbon Project, publicado na atual edição da Nature Geoscience.

A equipe incluiu cerca de 30 pesquisadores de todo o mundo, incluindo C. Scott Doney, cientista sênior do Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI) e Richard A. Houghton, cientista sênior e diretor interino do Woods Hole Research Center (WHRC).

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Desde 2000, os cientistas documentaram um aumento global de 29% das emissões globais de CO2. Eles atribuem o crescimento ao aumento da produção e comércio de produtos manufaturados, sobretudo nas economias emergentes, a mudança gradual do petróleo ao carvão e ao declínio da capacidade do planeta de absorver CO2.

De acordo com os pesquisadores, ao longo da última década, as emissões de CO2 continuaram a subir, apesar dos esforços para controlar as emissões. As evidências preliminares sugerem que a terra e o oceano podem estar se tornando menos eficaz na remoção de CO2 da atmosfera, o que poderia acelerar a mudança do clima futuro.

"Embora as emissões de CO2 provenientes do desmatamento representem apenas cerca de 15% do total das emissões de CO2 no período 2000-2008, a redução do desmatamento é uma das atividades que poderiam contribuir significativamente para a estabilização da concentração de CO2 na atmosfera", diz Houghton. "As negociações na COP-15, em Copenhague, no próximo mês, devem abordar esta questão a sério." diz.

Fonte: Henrique Cortez, do EcoDebate



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Copenhague não salvou o mundo. E agora?


COPENHAGUE – A Conferência do Clima, em Copenhague, acabou. Não oficialmente. Mas os principais chefes de estado já estão voltando para casa, como o presidente Lula e o presidente Obama. Deixam para trás um rascunho de uma declaração política que estabelece as bases para a continuidade da negociação no ano que vem.  Não é um tratado definitivo para salvar o clima. Nem é um documento onde os países desenvolvidos assumem metas numéricas de reduções nas emissões entre 2012, quando vence o Protocolo de Quioto, e 2020, o primeiro período de revisão. Mas pode ser um mandato para as negociações seguirem no ano que vem, com os Estados Unidos dentro. Se for isso, é uma vitória. Mas o desfecho aqui ainda não está claro. O documento pode ser rejeitado na plenária (foto acima), deixando um vácuo no fim da conferência.

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O documento prevê a criação de um fundo para ajudar os países em desenvolvimentos. Ele receberia US$ 30 milhões entre 2010 e 2012, com prioridade para países mais necessitados, como os da África ou pequenas ilhas. Os participantes da COP também se comprometeriam a ajudar a levantar mais US$ 100 bilhões por ano até 2020.

O texto não estabelece metas para os países desenvolvidos. Mas assume como referência a visão científica de que é preciso limitar o aquecimento global a 2 graus celsius. Esse era um ponto que vinha sendo alvo de bastante disputa. As metas apresentadas até agora nas mesas de negociação, segundo avaliações de climatologistas, significariam um aumento maior do que os 2 graus. O que colocaria a humanidade no caminho de desastres descritos como ficção-científica. Ao assumir o limite dos 2 graus no texto, os negociadores abrem o caminho para que, a partir daí, se calculem as metas.

O maior ganho da negociação, se o documento for aceito na reunião plenária da COP, em algum momento desta madrugada, terá sido a inclusão dos Estados Unidos ao processo. Nenhum acordo tem chance de sucesso sem a adesão do país mais rico e mais poluidor do planeta. Os EUA, que não aderiram ao Protocolo de Quioto, em 1997, vinham se recusando a assumir qualquer compromisso. Na COP de 2007, em Bali, a solução foi criar um caminho de negociação paralelo, que previa um segundo acordo, para substituir o Protocolo de Quioto. Seria a Ação Cooperativa de Longo Prazo (LCA na sigla em inglês), um tratado que já nasceria com os EUA. A expectativa é que o LCA entre em vigor em 2012, substituindo Quioto.

O documento foi combinado em uma reunião fechada, que durou cinco horas, entre Lula, Obama, o premiê chinês Wen Jiabao, o primeiro-ministro indiano Manmohan Singh, o presidente sul-africano Jacob Zuma. E o ministro do meio ambiente do Brasil, Carlos Minc.

Em um entrevista coletiva para a imprensa americana, Obama classificou a COP15 como um sucesso e comemorou o acordo. "É claro que pode ser frustrante para quem esperava dois passos de uma vez em Copenhague. Mas é mais seguro andar um passo de cada vez", disse. "É ilusório achar que você joga os dados e uma economia limpa surge de repente. Isso exige muito trabalho." Perguntado sobre a ausência de metas claras, Obama afirmou que elas virão ao longo das negociações do próximo ano, e indicou que pode usar o limite de aquecimento até 2 graus para invoca-las. Isso, em parte, já está ocorrendo. A EPA, agência americana de proteção ambiental, declarou que o aquecimento global é uma ameaça à saúde. Com isso, cria base legal para o presidente baixar normas regulatórias que limitem as emissões, mesmo sem aprovação de alguma lei no congresso. "Com sorte, a ciência vai ditar o progresso das metas e dirá o que precisamos fazer", disse Obama.

Apesar do otimismo e do tom de vitória de Obama, a delegação brasileira manifestou frustração. O embaixador Sérgio Serra, normalmente contido em qualquer expressão pessoal, disse diversas vezes que se sentiu frustrado com o resultado da COP. "Não posso deixar de expressar minha decepção porque nenhum país desenvolvido colocou números na mesa", disse. "Só China, Índia, México, Coréia do Sul e nós, que declaramos medidas voluntárias." Serra afirmou que não classifica a COP15 como fracasso. "Ainda estamos seguindo em frente. Ainda teremos outros encontros para resolver o que ficou pendente", disse. Mas não estava feliz com o resultado.

Os outros países, que ficaram foram da negociação a portas fechadas, estão menos felizes ainda. E ainda não está claro se aceitarão o documento. Como tudo aqui precisa ser aprovado por consenso na plenária, eles ainda podem derrubar a única proposta em jogo para encerrar a COP15. Se isso acontecer, ninguém tem ideia das conseqüências ainda. É difícil imaginar que um evento tão esperado acabe sem documento final nenhum. Mas ainda pode acontecer.

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Na foto acima, a cadeira vazia onde deveria estar Obama, na sala de entrevistas coletivas. Marca um dos momentos mais simbólicos da COP. Um rumor de que o presidente americano daria uma entrevista atraiu para a sala milhares de jornalistas. Mas dos organizadores do congresso entrou em contato com a delegação americana e não havia nada agendado. Era só um boato. É essa a sensação, por enquanto da COP15. De que foi um alarme falso.

Fonte: Blog do Planeta


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