segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sem uma reforma hídrica a Ásia enfrentará falta de alimentos até 2050


     Especialistas advertem que a região deve criar ou melhorar a gestão das terras atualmente irrigadas, ou poderá, até 2050, depender da importação de cereais caros de outras regiões

http://www.ecodebate.com.br/foto/seca4.jpg

     Um novo e detalhado estudo adverte que, sem grandes reformas e inovações na forma como a água é utilizada na agricultura, muitas nações em desenvolvimento enfrentam a perspectiva politicamente arriscada de ter de importar mais de um quarto de arroz, trigo e milho, para atender às necessidades de alimentação da população até 2050.
     Notícia completa AQUI.

Autor: Por Henrique Cortez, do EcoDebate
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Pesquisa revela que os peixes dos EUA estão contaminados com mercúrio


     Pesquisadores confirmaram a contaminação por mercúrio em todos os peixes recolhidos em 291 córregos em todo o país, segundo um estudo do U.S. Geological Survey.

http://water.usgs.gov/nawqa/mercury/images/studies_map.jpg
Áreas avaliadas sobre a contaminação por mercúrio

     Cerca de 1/4 desses peixes estavam contaminados com níveis de mercúrio acima dos limites estabelecidos como seguros para pessoas que se alimentam com quantidades de peixes acima da média, de acordo com dados da EPA, U.S. Environmental Protection Agency. Mais de 2/3 dos peixes estavam contaminados com níveis acima do considerado seguro para a alimentação animal.
     De acordo com os pesquisadores, este estudo [Mercury in Fish, Bed Sediment, and Water from Streams Across the United States, 1998–2005] mostra o quanto a poluição por mercúrio tornou-se generalizada no ar, nas bacias hidrográficas e, por consequência, nos peixes.
    Notícia completa AQUI.

Autor: Por Henrique Cortez, do EcoDebate
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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domingo, 23 de agosto de 2009

“Fui preso por defender minha reserva de mata atlântica”


     O baiano Norberto Hess foi preso ao tentar defender sua reserva ambiental particular dos tratores da companhia elétrica do Estado. Isso aconteceu na semana passada, no município de Maraú. Hess, ex-secretário do Meio Ambiente da cidade, foi parar na delegacia ao tentar impedir que a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) derrubasse irregularmente parte da floresta que compõe sua reserva particular.

http://colunas.epoca.globo.com/files/437/2009/08/preso11.jpg

     Na foto acima, Hess está algemado na entrada de sua propriedade, onde fica a reserva particular de patrimônio natural (RPPN) que ele tentava defender. Abaixo, a imagem de um dos tratores da Coelba derrubando a floresta dentro da reserva.
     Desde 2006, a Coelba e Hess vêm negociando a área que, segundo a companhia elétrica, precisa ser derrubada para a passagem de uma linha de transmissão de energia na região. Essa linha visa à expansão do sistema elétrico da região de Itacaré e da Península de Maraú. Para a Coelba, a obra é importante por se tratar de uma área de grande apelo turístico e que, segundo ela, já teria sido declarada pela Agência Nacional de Energia Elétrica como linha de utilidade pública.
     Só que para levar a energia a essa região, parte da Reserva Particular do Patrimônio Natural Jureana, na qual Hess protege o que sobrou da mata atlântica baiana, precisaria ser desmatada. Hess tentou, mas a Coelba disse que um desvio na rota de 3 ou 4 quilômetros seria economicamente inviável. E, segundo Hess, a companhia não estaria disposta a negociar alternativas.
     A Coelba alega que um estudo ambiental da área foi submetido ao Ibama e à Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia e que nenhuma irregularidade foi notificada. A partir disso, foi determinado que uma faixa de 15 metros seria desmatada na reserva de Hess. O proprietário, no entanto, afirma que no processo não há nenhum documento que confirme a licença ambiental do Ibama ou outro órgão. Ainda assim, Hess teria autorizado a intervenção nos 15 metros. Segundo ele, os funcionários da Coelba também passaram desse limite delimitado. A Coelba, em resposta a ÉPOCA, nega.

http://colunas.epoca.globo.com/files/437/2009/08/preso2-jpg.jpg

     "Meu advogado afirmou que meu direito e dever legal era defender a reserva", disse Hess. "Em alguns pontos, os 15 metros não foram respeitados, caracterizando invasão à minha propriedade. Parei as máquinas me colocando à frente delas, para negociar uma faixa sem a necessidade de derrubar a vegetação nativa. A Coelba não quis conversa e sentindo-se amparada pela decisão judicial, acionou a polícia que me algemou e me levou à delegacia de Maraú, como se eu fosse um criminoso."
     Biólogos estiveram na reserva e confirmaram a presença de macuquinhos baianos, uma ave rara e ameaçada de extinção. A ONG BirdLife estima que existam de 50 a 250 indivíduos no país. Segundo Hess, já foram confirmadas cinco dessas aves em sua fazenda. Mais seis outras espécies de aves com algum nível de ameaça também foram identificadas lá pelos pesquisadores. Além de outras espécies ameaçadas, como o preguiça-de-coleira, macaco-prego-do-peito-amarelo e o bugio.

Autora: Thaís Ferreira - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

OMS adverte que pior da pandemia ainda pode chegar


     A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, advertiu nesta sexta-feira que o pior da pandemia da nova gripe pode estar por chegar, e disse que a comunidade internacional deve estar preparada para enfrentá-lo.
     "Não podemos dizer se o pior passou ou se o pior ainda está por chegar", disse Chan, em mensagem de vídeo divulgada hoje em um simpósio sobre a nova gripe realizado em Pequim.

http://arrozcomfeijaozinho.files.wordpress.com/2009/06/epidemia.jpg

     "Devemos nos preparar para uma segunda, ou inclusive uma terceira, onda do vírus, como ocorreu em pandemias passadas", advertiu a responsável da OMS.
     Segundo a OMS, cerca de 1,8 mil pessoas morreram no mundo desde a explosão da doença, em abril, e, embora Chan tenha ressaltado hoje que "o quadro clínico (dos casos) é majoritariamente tranquilizador (por serem leves)", existem grupos de risco nos quais a doença é mais grave.
     "Devemos tratar o assunto da vacina pandêmica, e devemos recolher informação sobre quais são os grupos prioritários que devem ser protegidos", disse Chan.

http://rreloj.files.wordpress.com/2009/05/017n1pol-2.jpg

    A responsável da OMS afirmou que "esta é uma das decisões mais difíceis que os Governos terão que adotar, especialmente sabendo que o fornecimento será extremamente limitado durante alguns meses".
     Entre os grupos de maior risco, citou as mulheres grávidas, que "enfrentam um risco maior de complicações, sem dúvida nenhuma". Também disse que "um quadro clínico mais severo é observado em pessoas com doenças como asma e outros males respiratórios, assim como doenças cardiovasculares, diabetes, desordens auto-imunes e obesidade".
     Mas acrescentou que, "basicamente, qualquer pessoa é suscetível de ser infectada". E advertiu que, "mesmo que o vírus não sofra mutação", pode torna-se mais grave se "a epidemiologia mudar para um grupo de idade mais elevado, onde as complicações são mais frequentes", disse, após lembrar que, até agora, a nova gripe afeta mais grupos jovens.

http://www.vooz.com.br/userfiles/image/gripe_suina_populacao_002%5B1%5D.jpg

Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Um gás perigoso vem do fundo do mar Ártico


     Um dos maiores temores dos pesquisadores que acompanham as mudanças climáticas está no fundo congelado do oceano Ártico. Sob o leito do mar estão os maiores depósitos de metano, um gás várias vezes mais poderoso do que o carbônico para aumentar a temperatura da Terra e destruir o clima que conhecemos desde os primórdios da civilização. Agora, um estudo publicado pelo Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido, em Southampton, mostra evidências que essa bomba de gás sob o mar pode estar perto de explodir.

http://colunas.epoca.globo.com/files/437/2009/08/metano.JPG

     Segundo o levantamento, o aquecimento das correntes marinhas no Ártico nos últimos 30 anos já está provocando a liberação de metano. A equipe de pesquisadores, da Alemanha e do Reino Unido, descobriu mais de 250 colunas de bolhas de metano subindo do fundo do mar em uma plataforma continental de West Spitsbergen, uma ilha da Noruega. As colunas partem do fundo a algo entre 150 e 140 metros de profundidade.
     A intensidade do fenômeno surpreendeu os próprios cientistas. "Nossa pesquisa foi projetada para descobrir quanto metano poderia ser liberado pelo futuro aquecimento do oceano", disse Tim Minshull, do centro britânico. "Não esperávamos encontrar evidências tão fortes que o processo já começou".
     É a primeira vez que a liberação de metano do fundo do mar é identificada na história recente da Terra. Embora a maior parte do metano se dissolva na água, parte dele chega a atmosfera e incrementa o processo de aquecimento global. Acredita-se que o metano contribuiu para os grandes períodos de aquecimento rápido da história da Terra, quando houve também grandes extinções de espécies. O detalhe é que esses grandes aumentos de temperatura do planeta, provocados por fenômenos naturais, levaram milhares de anos para ocorrer, enquanto a mudança climática atual, provocada por emissões poluentes humanas, é medida em décadas.

http://www.alaska.edu/uaf/cem/ine/walter/lightoneup_MG-07-2133-17.jpg

     Outro problema causado pelo metano é que, enquanto ele se dissolve na água do mar, aumenta a acidez do oceano. O mar já está absorvendo parte do excesso de gás carbônico que jogamos na atmosfera e ficando ácido por isso. Teme-se que a acidez progressiva possa afetar a base da vida marinha, compromentendo a sobrevivência de peixes e crustáceos.
     Essas evidências sugerem que o tempo é curto para tomar medidas que reduzam a velocidade das mudanças climáticas.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEio255LwTdjQEhsH4UqvULWuXjzvweig_lasHu8RshWvw8ehQo5UFajZw98iEo63taJ2HyHJrtdenvwp4nYtAoAIUhF994M0AqxLXj_mlMdI8tMGhxugHexauI-l4EjntGHqfxr8A/s320/page.jpg

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Em que planeta estamos vivendo?


     Em certos momentos, no Brasil, tem-se a impressão de viver em outro mundo, desligado das realidades globais e até locais que nos cercam. É o caso neste momento.
     Para ficar só no noticiário das últimas semanas, soubemos, todos, que o Vale do Itajaí - castigado pelos terríveis desastres climáticos no fim do ano passado - recebeu agora, em 24 horas, um volume de chuvas equivalente ao total que costuma cair no mês de julho, já com novos deslizamentos de encostas e topos de morros (Estado, 2/8). A Região Metropolitana de São Paulo teve em julho o maior volume de chuvas em 66 anos, com prejuízos também em outras áreas do Estado, para as culturas de café, cana, laranja e outras. Em Goiânia a temperatura média em julho foi a maior desde 1937, 3 graus acima da média normal, segundo o Inmetro. E o Painel Internacional de Especialistas em Megacidades, Vulnerabilidades e Mudança Climática Global advertiu que esses aglomerados urbanos já estão sofrendo muito com a intensificação das mudanças, principalmente porque formam "ilhas de calor" que atraem eventos extremos (Agência Fapesp, 24/7) e favorecem inundações, deslizamentos, congestionamentos, disseminação de doenças, veranicos e secas mais intensos, reflexos no abastecimento de água, maior demanda de serviços de saúde por idosos, aumento do número de mortos em consequência da poluição do ar. Chamou-se a atenção até para o fato de a temperatura da cidade de São Paulo ficar cerca de 3 graus acima da observada em seu entorno com mais vegetação.
     Fora do Brasil, a Índia teve de novo dezenas de milhares de desabrigados por chuvas intensas e desmoronamento de barragem, as Filipinas enfrentaram problema semelhante, o Vietnã e a China passaram recentemente por dramas da mesma natureza, até a República Checa. O jornal The New York Times chegou a publicar capa informando que os índios camaiurás, do Xingu, estão sofrendo com mudanças climáticas, que tornam escassa sua alimentação.
     Nada disso, entretanto, parece influenciar a posição brasileira nas negociações em busca de um acordo para reduzir as emissões de gases poluentes que intensificam as mudanças do clima. No II Encontro de Jornalismo, Política e Clima, promovido em Brasília pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância e pela Embaixada da Dinamarca, o representante do Itamaraty reiterou que nosso país não aceitará em Copenhague, nas negociações de dezembro, compromissos obrigatórios para reduzir suas emissões, embora já esteja entre os cinco maiores emissores. E os argumentos são os que vêm sendo repetidos há mais de uma década: o compromisso primeiro e maior é dos países industrializados, que emitem mais e há muito mais tempo (o que é verdade); aceitar compromissos de redução significaria para os "emergentes" (como o Brasil) o risco de afetar o desenvolvimento econômico (depende do tipo de desenvolvimento). Além do mais, esses compromissos não estariam incluídos no "mandato combinado" para as discussões na Dinamarca. Os países desenvolvidos, sim, precisariam aceitar compromisso de reduzir suas emissões em pelo menos 20% até 2020 e 80% até 2050.
     Mas acontece que, nestas próximas décadas, os "emergentes" já estarão emitindo mais que os industrializados, embora estes continuem com taxas de emissão per capita maiores que as dos emergentes. E embora permaneçam perguntas complicadas, como a que faz a China: onde devem ocorrer as restrições ou taxações, no país que produz (e aí emite) ou no que consome (os EUA consomem 35% das exportações chinesas)?
     De qualquer forma, parece inevitável que, com a gravidade crescente dos problemas, os emergentes acabem aceitando metas proporcionais. E aí cabe lembrar que o Brasil apresentou em 1997 (quando foi aprovado o Protocolo de Kyoto) proposta de calcular a porcentagem que cabe a cada país na concentração de gases que já estão na atmosfera; e, em seguida, atribuir a cada país uma taxa de redução proporcional a essa contribuição. Isso é justo, possível e ficou de ser mais estudado.
     A representante do Ministério do Meio Ambiente no encontro, embora também mencionasse a tese de que compromissos de redução de emissões podem afetar nosso desenvolvimento econômico, admitiu que é preciso definir caminhos para evitar que a temperatura do planeta suba além de 2 graus (a Agência Internacional de Energia acha impossível não chegar a 3 graus). E considera indispensável que o País defina uma estratégia que inclua um desenvolvimento baseado em nova matriz tecnológica e energética, que reduza emissões (estudo da Unicamp/WWF, já citado aqui, mostra que o Brasil pode ganhar 50% em sua matriz energética com eficiência e conservação, repotenciação de usinas antigas e redução nas perdas nas linhas de transmissão).
     É preciso repensar tudo com rapidez. Nossas emissões dobraram em relação ao que eram em 1994, diz sir Nicholas Stern, ex-economista-chefe do Banco Mundial e consultor do governo britânico. Há um novo inventário brasileiro com base em 2004 em preparação. Que dirá? "O Plano Nacional do Clima não avançou" (editorial da Folha de S.Paulo, 28/7). Os produtores de etanol já dizem que a produção diminuirá na próxima safra (Agência Estado, 1º/8).
     Na próxima semana começa em Bonn mais uma reunião preparatória para a de dezembro (haverá outras em Bangcoc e Barcelona). O governo dos EUA, antes refratário a discussões, admite (Reuters, 31/7) que estão sendo e serão "cada vez mais devastadores" os impactos do clima na agricultura e em outros setores. Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, lembra que sem a China não é possível chegar a acordo em Copenhague, mas o primeiro-ministro chinês não aceita compromissos. E o subsecretário-geral de Comunicação e Informação Pública da ONU, Kiyo Akasaka, adverte: o tempo para um acordo é cada vez mais curto (O Globo, 29/7). É preciso destapar os ouvidos.

Autor: Washington Novaes é jornalista - E-mail: wlrnovaes@uol.com.br
Fonte: REBIA Nacional / Estadão Online
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Estudo: nanopartículas podem causar doenças pulmonares


     Sete mulheres chinesas sofreram danos pulmonares permanentes e duas delas acabaram morrendo depois de trabalharem por meses sem proteção adequada em uma fábrica de tintas que utiliza nanopartículas, disseram pesquisadores da China. A nanotecnologia, ou ciência do minúsculo, é uma indústria importante. Um nanômetro é um bilionésimo de um metro e as nanopartículas medem entre 1 e 100 nanômetros.



     Além do uso na medicina, a nanotecnologia é empregada em produtos como artigos esportivos, pneus e eletrônicos. Seu mercado anual é projetado em cerca de 1 trilhão de dólares até 2015.
     A nanotecnologia também é empregada em protetores solares, cosméticos, embalagens de alimentos, roupas, desinfetantes, utensílios domésticos, revestimento de superfícies, tintas e vernizes.
     Esta é a primeira vez que se registram perigos da nanotecnologia para os seres humanos, embora estudos em animais tenham mostrado que essas partículas resultaram em danos a pulmões de ratos.
     "Estes casos levantam a preocupação de que a exposição por longo tempo a nanopartículas sem medidas de proteção pode estar relacionada a graves danos a pulmões de humanos", escreveram os pesquisadores.
     "Seu minúsculo diâmetro significa que elas podem penetrar as barreiras naturais do corpo, especialmente através de contato com peles com problemas ou pela inalação ou ingestão", acrescentaram.


Tinta com bactericida

     Em artigo publicando no European Respiratory Journal, eles disseram que as sete mulheres tinham trabalhado entre cinco e 13 meses em uma fábrica, espalhando tinta com spray em placas de poliestireno, até que se sentiram mal, com dificuldades respiratórias e erupções no rosto e braços.
     As mulheres respiraram fumaça e vapores que continham nanopartículas quando trabalhavam na fábrica, disseram os cientistas. Duas das mulheres morreram dois anos depois de trabalharem na fábrica. A condição das outras cinco não melhorou, mesmo não estando mais manuseando aqueles materiais.

Fonte: JB Online - Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 18 de agosto de 2009

O mundo está de olho


     Para a Rede WWF, a rodada de negociações climáticas encerrada em Bonn, na sexta-feira, 14 de agosto, perdeu a oportunidade de acelerar as discussões necessárias para se obter um acordo global de clima justo e eficiente em Copenhagen (Dinamarca).



     Agora, aumenta a expectativa para a Assembléia Geral da ONU, em setembro, quando os líderes globais terão que oferecer o suporte político necessário para o sucesso da negociação.
     Notícia completa AQUI.

Fonte: WWF
Postado por Wilson Junior Weschenfelder

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Liberação de metano pelo aquecimento do oceano pode acelerar o aquecimento global


     O aquecimento de uma corrente no Ártico, nos últimos 30 anos, provocou a libertação de metano, um potente gás com efeito de estufa, a partir de hidratos de metano armazenadas no sedimento do solo marinho.


Hidrato de metano: "gelo combustível". Chama obtida pela queima do gás liberado (Créditos: The Speculist, in LQES/Unicamp)

     O estudo [Escape of methane gas from the seabed along the West Spitsbergen continental margin] foi realizado por pesquisadores do National Oceanography Centre Southampton trabalhando em colaboração com pesquisadores da Universidade de Birmingham, Royal Holloway London e IFM-Geomar na Alemanha, constataram que mais de 250 fontes de bolhas de metano estão aumentando a liberação do gás, a partir do leito marinho, na margem continental no Ártico, em um intervalo de profundidade de 150 a 400 metros.
     Notícia completa AQUI.

Autor: Henrique Cortez, do EcoDebate
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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domingo, 16 de agosto de 2009

As glórias do IPCC, que já ganhou um Nobel, derretem rapidamente


Países ainda não adotaram políticas práticas de redução de emissões.
Desafio é traduzir ciência complexa para causar reações significativas.

     Dois anos atrás, uma cúpula científica internacional atraiu atenção mundial ao reportar que a atividade humana estava aquecendo o planeta de formas que poderiam afetar seriamente os seres humanos. O trabalho do grupo, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 2007 com o vice-presidente americano Al Gore. Após duas décadas entregando relatórios ao mundo sem fanfarra, ele subitamente conquistou ampla audiência.



     Contudo, enquanto o painel se prepara para seu próximo relatório, muitos especialistas em ciência e política do clima, tanto dentro quanto fora da rede, avisam que ele pode rapidamente perder relevância – a menos que ajuste o método e o foco.
     Embora o painel, fundado em 1988 e operando sob proteção da Organização das Nações Unidas, tenha colecionado prêmios e aclamações, há poucas evidências de que os países estejam fazendo algo prático em reação a seus avisos. As emissões de gases aumentaram. Conversas sobre o novo tratado do clima permanecem basicamente travadas.
     "Como a mesma dificuldade de se agarrar a cauda de um tigre, o IPCC conseguiu a atenção mundial, mas agora o desafio é fazer o tigre seguir na direção correta", disse Michael MacCracken, antigo colaborador dos relatórios do painel e cientista-chefe do Climate Institute, um grupo sem fins lucrativos. "Para o IPCC, isso significa oferecer diretrizes que vão minimizar os impactos climáticos e maximizar os investimentos num futuro próspero e sustentável."


As emissões de gás estão aumentando.

     Ambientalistas afirmam que os relatórios do painel são atrapalhados pela exigência de que os governos patrocinadores aprovem seus resumos linha por linha. Ao mesmo tempo, cientistas que questionam a probabilidade de uma interferência calamitosa no clima da Terra acusam o painel de escolher a dedo os estudos e subestimar os níveis de incerteza acerca da severidade do aquecimento global.
     Rajendra Pachauri, diretor do IPCC, rejeitou a acusação de preconceito, apontando que os relatórios produzidos pelo organismo são revistas de forma transparente por pares. Mas ele reconheceu os desafios que o grupo enfrenta ao traduzir ciência complexa de uma forma que produza reações significativas.



Autor: Andrew Revkin Do 'New York Times'
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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sábado, 15 de agosto de 2009

Pesquisa associa a gordura na carne ao aumento do risco de câncer de pâncreas


     Câncer do pâncreas, geralmente se espalha rapidamente e é geralmente fatal. Os sintomas muitas vezes são vagos, o que dificulta o diagnostico precoce, fator que dificulta um tratamento mais eficaz, antes de que ocorra malignização avançada



     É a quinta causa de morte por câncer nos USA e o National Cancer Institute (NCI) prevê que cerca de 42.500 mil americanos serão diagnosticados com câncer pancreático em 2009 e que a grande maioria dessas pessoas, cerca de 35.250 morrerão em conseqüência da doença.
     Notícia completa AQUI.

Autor: Henrique Cortez, do EcoDebate
Postado por Wilson Junior Weschenfelder

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Atlântico tem maior número de furacões em mil anos, diz estudo


Uma pesquisa da Universidade Penn State, dos Estados Unidos, sugere que os furacões são mais frequentes atualmente no Oceano Atlântico do que em qualquer outra época dos últimos mil anos.

     No estudo, publicado na revista Nature, os pesquisadores examinaram camadas de sedimento criadas por furacões que cruzaram a costa na América do Norte e Caribe.
     O registro sugere que a atividade dos furacões atualmente é incomum, mas pode ter sido ainda mais alta mil anos atrás.


Pesquisa se baseou em análise de sedimentos levados por furacões

     A possível influência da mudança climática do planeta na ocorrência de furacões tem sido um assunto polêmico nos últimos anos.
     Para o líder do estudo, Michael Mann, apesar de a pesquisa não esclarecer isso, acrescenta mais uma peça muito útil ao quebra-cabeças.
     "(A ocorrência de furacões) tem sido debatida acaloradamente e várias equipes já usaram modelos diferentes, criados por computador, e apresentaram respostas diferentes", disse o cientista à BBC. "Eu diria que este estudo apresenta alguns dados paleoclimáticos úteis."

     Lagoas
     Furacões atingem o continente com ventos de cerca de 300 km/h, fortes o bastante para recolher areia e terra da costa e levar para o continente.
     Em locais onde há uma lagoa próxima da praia, isto faz com que o material da praia seja depositado na lagoa, onde forma uma camada no sedimento.
     Os pesquisadores estudaram oito lagoas perto de praias onde os furacões do Atlântico passam, sete delas nos Estados Unidos e uma em Porto Rico.


Furacões podem ter ventos de cerca de 300 km/h

     A equipe de cientistas acredita que, com o tempo, o número de furacões que passa por estes locais é semelhante ao total de furacões que se forma. Por isso, a análise destas regiões forneceria um registro de como a frequência dos furacões mudou durante os séculos.
     Os níveis atuais da frequência de furacões são iguais ou superados apenas pelos registrados durante uma anomalia ocorrida na Idade Média, também conhecida como Período Medieval Quente, há mil anos.

     Água aquecida
     A equipe de Michael Mann usou também um modelo por computador para análise de formação de furacões, já existente, para estimar este tipo de atividade durante 1,5 mil anos.
     O modelo inclui fatores que se sabe que são importantes na formação de furacões, como a temperatura da superfície da água na área tropical do Atlântico e o ciclo dos fenômenos El Niño/La Niña no leste do Oceano Pacífico.
     De acordo com Mann, esta análise sugere que a atividade de furacões chegou ao máximo há mil anos e os atuais níveis altos não são produzidos por circunstâncias idênticas.



     Mil anos atrás, segundo o pesquisador, um período extenso do fenômeno La Niña no Pacífico, que ajuda na formação de furacões, coincidiu com um período de águas relativamente quentes no Atlântico.
     Atualmente, o alto número de furacões se deve simplesmente ao aquecimento das águas no Atlântico, algo que deve aumentar nas próximas décadas.
    "Mesmo com os níveis de atividade parecidos (entre mil anos atrás e agora), os fatores que levaram a isto são diferentes", disse Mann.
    "A implicação é que se tudo mais é equivalente, e não sabemos a respeito do El Niño, então o aquecimento na área tropical do Atlântico deve levar ao aumento dos níveis de atividade de ciclone nesta área", afirmou.

Autor: Richard Black - Especialista de meio ambiente da BBC News
Postado por Wilson Junior Weschenfelder

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Geleira da Antártida derrete quatro vezes mais rápido que há dez anos, diz estudo


Pesquisa britânica calcula que desde 1994 a geleira Pine Island baixou em 90 metros.

     Uma das maiores geleiras da Antártida está perdendo espessura quatro vezes mais rápido do que há dez anos, de acordo com uma pesquisa liderada pela University College de Londres (UCL).



     Um estudo das medidas tomadas por satélite da geleira Pine Island, no oeste da Antártida, revelou que a superfície do gelo está baixando 16 metros por ano. Desde 1994, a geleira baixou em até 90 metros, o que traz graves implicações para o aumento do nível do mar.
     Cálculos feitos com base na taxa de derretimento registrada há 15 anos sugeriram que a geleira poderia durar 600 anos. Mas, de acordo com as novas informações, a geleira poderá durar "apenas" mais 100 anos.



     A taxa de perda de gelo é mais rápida no centro da Pine Island e os pesquisadores temem que, se o processo continuar, a geleira poderá se quebrar e começar a afetar a camada de gelo do continente.
     A pesquisa foi liderada pelo professor Duncan Wingham, do University College de Londres e publicada na revista científica "Geophysical Research Letters".

Fonte: BBC - G1 - Eosnap
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Nasa não tem verba para monitorar asteroides mortais


     A Nasa, agência espacial americana, é encarregada de monitorar a maioria dos asteroides que representam alguma ameaça para a Terra, mas não tem dinheiro para isso, anuncia um relatório da Academia Nacional de Ciências divulgado nesta quarta-feira. Embora a missão tenha sido atribuída à Nasa há quatro anos, o Congresso dos Estados Unidos nunca aprovou o financiamento para a construção dos telescópios que fariam o serviço de alerta. As informações são da agência AP.


Concepção artística mostra asteroide se desintegrando ao passar próximo a uma estrela (imagem: NASA/JPL-Caltech/Divulgação)

     A responsabilidade da agência é de, até 2020, localizar 90% das rochas espaciais com potencial de provocar uma catástrofe ao colidir com o planeta. No entanto, a Nasa informou que é capaz de completar apenas um terço da missão com os atuais equipamentos disponíveis.
     A agência estima que cerca de 20 mil asteroides e cometas no Sistema Solar sejam ameaças potenciais por terem mais de 460 m de diâmetro. Atualmente, os cientistas sabem onde estão cerca de 6 mil desses objetos. "Rochas com um tamanho entre 460 m e 3,2 mil m de diâmetro são consideradas mortíferas e podem devastar uma região inteira", disse Lindley Johnson, gerente do departamento da Nasa que monitora objetos próximos à Terra.



     No mês passado, os astrônomos foram surpreendidos quando um objeto de tamanho e origem desconhecidos se chocou contra Júpiter, tumultuando a superfície do planeta. Júpiter é atingido com mais frequência do que a Terra por causa da sua enorme gravidade, grande dimensão e localização.
     A Nasa calculou que providenciar um serviço de monitoração de asteroides como a lei determina significaria gastar cerca de US$ 800 milhões até 2020, com o desenvolvimento de um telescópio em terra ou no espaço. A verba de US$ 300 milhões já ajudaria a agência a encontrar a maior parte dos asteroides com mais de 305 m de diâmetro, mas o dinheiro ainda não chegou.

Fonte: Redação Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Bianca Jagger quer poluição como crime contra gerações futuras


     Bianca Jagger, ex-esposa do vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger, e conhecida ativista em defesa dos direitos humanos, pediu o estabelecimento de um novo tipo de crime, "o contra as gerações futuras". Segundo informou nesta quinta a agência austríaca APA, a ativista nicaraguense de 59 anos exigiu, na quarta-feira, em discurso na universidade de Salzburgo, na Áustria, que o novo crime fique sob a jurisdição do Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia.



     "No Equador, um consórcio petroleiro internacional poluiu extensos territórios com substâncias venenosas. Vi como crianças se banhavam em águas infectadas", disse Bianca, que é presidente executiva do Conselho para o Futuro do Mundo (WFC, na sigla em inglês).
     Diante de juristas de vários países que participam de um seminário, exigiu que todas as atividades econômicas, militares, científicas ou culturais que danifiquem o meio ambiente ou prejudiquem a segurança e a saúde dos seres humanos ou do ecossistema sejam declaradas crimes.

Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

ONU vai limpar um dos locais mais poluídos nos EUA


Projeto das Nações Unidas irá despoluir o estaleiro Hunters Point em São Francisco, na Califórnia, que caiu em abandono se transformando em local contaminado por metais pesados e radiação.

     Um programa coordenado pelo Pacto Global das Nações Unidas e a agência de proteção ambiental americana irá transformar um do locais mais poluídos nos Estados Unidos em um complexo de tecnologia verde. O estaleiro Hunters Point em São Francisco, na Califórnia, que serviu como centro para pesquisa nuclear da marinha americana, caiu em abandono se transformando em local contaminado por metais pesados e radiação.


Contaminação por radiação

     O programa da ONU e governo americano irão investir US$ 500 milhões, cerca de R$ 900 milhões, na limpeza e criação de um centro de tecnologia verde com inauguração projetada para 2012. O vice-diretor do Pacto Global, Gavin Power, disse que a Califórnia, e em especial São Francisco, tem estado a frente na busca da sustentabilidade ambiental e agora existem os ingredientes para a realização do projeto. Power lembrou que a iniciativa tem significado importante, pois foi em São Francisco, em 1946, que nasceram as Nações Unidas.

Autor: Marco Alfaro - Rádio ONU - EcoAgência
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Quase metade dos medicamentos é usada irracionalmente em todo o mundo


Hoje há mais de 20 mil remédios disponíveis no mercado.
Fenômeno é uma das 6 principais causas de morte nos EUA.

     Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, a agência de saúde pública das Nações Unidas), quase metade dos medicamentos consumidos no mundo está sendo utilizada de maneira irracional. Essa é a conclusão a que chegaram os especialistas da entidade após coleta e análise de dados sobre a utilização e a disponibilidade dos remédios globalmente.


Foto: Tony Cenicola/The New York Times

     Os exemplos de utilização inadequada são vários: "supertratamento" de doenças simples, mau uso dos antibióticos, automedicação, tratamentos incompletos ou tratamento incorreto de doenças sérias. Importante lembrar que esses fatos ocorrem em todos os países e não só nos menos desenvolvidos.
     Atualmente existem mais de 20 mil medicamentos diferentes disponíveis e com apenas 316 a humanidade poderia tratar as doenças mais importantes, entre as quais as enfermidades crônicas.
     Os dados são impressionantes:
-  Em torno de 50% dos antibióticos utilizados no mundo são subutilizados ou utilizados sem indicação.
-  Nos Estados Unidos os efeitos adversos decorrentes do uso inadequado de medicamentos é uma das seis causas mais importantes de morte.
     A utilização errada dos antibióticos está levando à criação de bactérias resistentes e já tornou, por exemplo, o protozoário causador da malária resistente a cloroquina (medicamento padrão de tratamento) em 80 países. A penicilina não é mais capaz de curar a gonorréia em 98% dos casos.



     Nos dias de hoje a discussão sobre o surgimento de formas resistentes do vírus influenza A (H1N1) aponta para o uso irracional do antiviral como a causa dos primeiros casos de resistência já identificados.
     A tuberculose é outra doença que, depois de ressurgir há pouco mais de 2 décadas com a epidemia de HIV/Aids, vem mostrando formas resistentes que desafiam a medicina, frutos da utilização incompleta do tratamento.
     O tema por si só é importante, porém quando lembramos que estão em jogo o sofrimento de pessoas e o uso de recursos financeiros escassos para a saúde, o uso irracional de remédios torna-se problema de saúde pública e deveria ser amplamente discutido pela sociedade.

Autor: Luis Fernando Correia Especial para o G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder

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Gripe A chega a índios da Amazônia, alerta ONG inglesa


Sete pessoas de tribo peruana estariam infectadas.
No Brasil, nenhum caso foi registrado nas aldeias amazônicas.

     A gripe A (H1N1) chegou a índios da Amazônia peruana, informou nesta quarta-feira (12) a ONG inglesa Survival International. De acordo com a organização, sete membros da tribo Matsigenka estariam infectados pelo vírus, segundo informações do departamento de saúde em Cusco.


Tribo Matsigenka, que tem sete membros infectados, fica próxima ao rio Urubamba, na porção amazônica do Peru. (Foto: J Mazower - Survival International/Divulgação)

     No Brasil, a nova gripe ainda não chegou aos índios amazônicos. Segundo a Funasa (Fundação Nacional de Saúde), organização responsável pela saúde indígena no Brasil, atualmente há 80 casos sob suspeita em todo o país, mas nenhum foi confirmado ainda como gripe A. Houve um caso de óbito no Sul, mas depois disso nenhuma outra infecção foi registrada.
     A grande preocupação, tanto para a Funasa quanto para a Survival, é que os índios costumam ser mais vulneráveis às doenças respiratórias. No caso do Peru, há um agravante: a tribo dos índios infectados fica próxima a grupos de índios isolados, que podem não ter anticorpos nem para a gripe comum.
     Segundo a ONG, no mundo todo os povos tribais são mais frágeis à gripe A, pois são mais pobres do que a média da população, têm menos imunidade e sofrem de doenças crônicas, como diabetes e doenças cardíacas.

Fonte: Globo Amazônia
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Puberdade deve chegar ainda mais cedo que hoje, diz especialista


     A idade da primeira menstruação, conhecida por menarca, está caindo. Nos anos 70, meninas iniciavam o ciclo menstrual entre 13 e 15 anos. Hoje, dificilmente passam dos 12 anos. "A tendência é a de que diminua mais ainda", avisa o médico José Maria Soares Júnior, coordenador do Ambulatório de Ginecologia da Criança e Adolescente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Essa antecipação do ciclo menstrual decorre de uma puberdade precoce, com o aparecimento de características sexuais secundárias antes dos 8 anos.



     Levando-se em consideração que a menarca ocorre geralmente dois anos após o início da puberdade precoce, uma menina pode menstruar aos 10 anos. Especialistas alertam para o aumento desses casos nas últimas décadas. "Apesar da prevalência na população brasileira não estar bem definida, em países desenvolvidos se calcula que a incidência passou de 0,5 a 0,8 para 2,0 a 2,3 em mil meninas na faixa etária abaixo dos 8 anos de idade", diz José Maria.
     Segundo estimativas, a puberdade precoce é de 2 a 5 vezes mais comum em meninas do que em meninos. E quando os pais se deparam com as mudanças físicas prematuras da filha, assustam-se. "O principal problema é que, ao menstruar, a maturação dos ossos é acelerada e, consequentemente, a menina cresce menos", explica a ginecologista Felisbela Soares de Holanda, que fez desse tema sua tese de mestrado e, hoje, cuida de casos relacionados à puberdade precoce no ambulatório da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).



     Após a menarca, o crescimento da criança é, em média, de 6 centímetros, dependendo dos fatores genéticos. Mas poderia ser mais, se a menstruação tivesse chegado no momento certo. Segundo os médicos Felisbela e José Maria, não existe uma causa única para a puberdade precoce, mas sim um conjunto de fatores: genética, alimentação inadequada, sedentarismo e o excesso de peso e de estímulos da vida urbana - como internet, programas de TV que estimulam a sexualidade, menos horas de sono, maior cobrança da escola e da família.

Fonte: AE - UOL Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Degelo do Ártico pode bater novo recorde este ano


     O degelo do Pólo Norte está perto de bater um novo recorde este ano. A temporada de derretimento, que segue até setembro, está bem acentuada, repetindo a tendência dos últimos anos. Graças ao aquecimento global. Segundo o NSIDC, centro de monitoramento de gelo e neve dos Estados Unidos, o volume de gelo no Ártico pode ser o menor de todos os tempos este ano.



     A extensão de gelo durante o mês de julho passado foi a terceira menor da história. Atrás apenas do que se viu em 2007 e 2006. E a taxa de derretimento durante o mês de julho foi praticamente a mesma de julho de 2007, a mais acelerada da história. Apesar disso, o NSIDC não acredita que a superfície congelada este ano fique menor do que esteve no final do verão de 2007, para bater um novo recorde. Veja o gráfico abaixo.



     O que os pesquisadores do NSIDC não afastam é a possibilidade que o volume de gelo no final desta temporada de derretimento seja a menor de todas. Por enquanto, o recorde de menor volume ocorreu no ano passado. Pelo ritmo atual, o derretimento deste ano pode ter a mesma proporção ou ser ainda maior.
     Isso não é um problema apenas para os ursos polares e esquimós. O derretimento do Ártico reduz a superfície branca que reflete a luz do sol. Isso aumenta a absorção de calor do oceano, acelerando o aquecimento da região e da Terra como um todo. O derretimento gelo flutuante do Ártico não tem impacto direto no nível do mar. Porém, as águas mais aquecidas na região podem apressar a desestabilização dos blocos de gelo da Groenlândia, que estão ancorados na rocha. Se essas imensas geleiras se desprenderem e passarem a flutuar no mar, o nível dos oceanos pode subir até alguns metros.

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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