sábado, 18 de julho de 2009

Estudo documenta contaminação transgênica no milho do México


     Um recente estudo [Dispersal of Transgenes through Maize Seed Systems in Mexico], publicado na PLos ONE , documentou os resultados de um extenso levantamento da contaminação transgênica no milho do México. O estudo, utilizou testes de proteína recombinante Cry1Ab (Bt) e EPSPS (Roundup). O estudo constatou contaminação transgênica em 3,1% e 1,8% das amostras, respectivamente, a partir de amostras colhidas em 2001, 2002 e 2004.


Imagem: Greenpeace

     Leia o resto deste post AQUI.

Autor: Por Henrique Cortez, do EcoDebate
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Quase 500 mil toneladas de pneus


     Encerrada a "guerra dos pneus" com a decisão do Supremo Tribunal Federal de vetar a importação desses resíduos, vale um balanço sobre a entrada de lixo no país. O Brasil abriu as portas a pelo menos 466.608 toneladas de pneus usados entre 1997 e 2008, conforme o Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior via Internet (Alice-Web), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Ano

Toneladas

1997

10.621,15

1998

6.040,32

1999

10.027,32

2000

14.765,01

2001

21.366,63

2002

23.301,58

2003

39.070,36

2004

70.848,99

2005

92.383,13

2006

71.106,57

2007

71.931,44

2008

35.145,51




Fonte: Alice-Web / O Eco

     Mais da metade do material cruzou a fronteira sem qualquer possibilidade de reúso, lixo puro, ou foi importada para comercialização direta, estima o Ibama. Isso contraria as liminares antes concedidas a importadoras, pois as medidas autorizavam importações de pneus usados para uso exclusivo em reformas, e também a Convenção de Basiléia, da qual o país é signatário desde 1992.
     Só em 2005, mais de dez milhões de pneus velhos entraram no Brasil. Mas a contagem, conforme o Ibama, era mais fiel com base no peso das cargas. Até três pneus eram inseridos um dentro do outro para tentar driblar a fiscalização.



Fonte: O Eco
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Gripe suína avança a velocidade sem precedentes, diz OMS


     A gripe suína se propaga a uma velocidade sem precedentes, em relação a outras epidemias, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que informou que, em apenas seis semanas, se espalhou tanto quanto a gripe sazonal em seis meses durante as últimas pandemias.
     Nesse sentido, afirmou que, em muitos países com transmissão sustentada do vírus, está sendo "extremamente difícil, se não impossível", confirmar cada caso mediante exames de laboratório.



     Desta perspectiva, a OMS considera que contabilizar os casos individuais não é mais necessário para que os países com grande quantidade de infectados possam avaliar o nível de risco do novo vírus e determinar as medidas apropriadas.
     Por essa razão, a organização afirmou que não divulgará mais relatórios sobre o número global de casos confirmados de gripe suína por países, mas informará regularmente quando novos países forem atingidos.
     A organização continuará pedindo que esses países informem sobre os primeiros casos que forem verificados e que, na medida do possível, forneçam dados semanais e uma descrição epidemiológica dos pacientes.
     Embora os especialistas da OMS tenham insistido que a pandemia se caracteriza, até agora, por sintomas leves na grande maioria de casos, destacaram que é preciso manter sob vigilância os grupos nos quais apareçam casos mais graves ou fatais. Do mesmo modo, aconselhou que se continue observando qualquer mudança no modo de contágio.



     Espanha
     Apesar da previsão de que o vírus da gripe A pode aumentar sua virulência no outono (no hemisfério norte) e causar mais vítimas fatais, a ministra da Saúde espanhola, Trinidad Jiménez, se recusou a fazer uma previsão sobre um possível número de mortos, porém admitiu que pode ser "alto", similar às vítimas da gripe comum, que anualmente chegam a 8 mil pessoas.
     Jiménez anunciou também que vai informar à OMS o caso da nigeriana morta em Baleares, por se tratar se uma situação excepcional, em que a gripe matou uma pessoa saudável, depois de evoluir muito rapidamente.
     "Não temos conhecimento de nenhum caso de evolução tão rápida em mortes por gripe A, nem da mesma gravidade. Há outras pessoas internadas na UTI em estado grave, mas em nenhuma o quadro clínico evoluiu de forma tão agressiva e rápida", disse Jiménez, de acordo com o jornal El País.
     A ministra explicou ainda que a preocupação é maior porque, até agora, os casos mais graves da doença tinham sido registrados em pessoas que sofriam de outros problemas de saúde e que, ao que tudo indica, a vítima nigeriana era uma mulher jovem e saudável.



Fonte: EFE - Redação Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Devemos parar de construir casas e prédios no litoral?


     Permanece um mistério que, diante das evidências do aquecimento global e da inevitável elevação do nível do mar, o mercado imobiliário continue valorizando lançamentos bem na beira do mar. No início do mês, a revista científica britânica New Scientist, uma das mais respeitadas do mundo, fez um apelo para que não se construa mais nada na região costeira. No texto editorial de abertura da revista, os editores dizem que é hora suspender todos os projetos de imóveis e infra-estrutura no litoral que não levem em conta o potencial de elevação do nível dos mares.



     Três fatos chave sobre a elevação do nível dos mares precisam ficar mais claros, segundo os editores da revista: "o aumento do nível do mar é inevitável, vai acontecer mais rápido do que a maioria de nós imagina e vai durar muito tempo". Mesmo que as emissões de gases poluentes seja interrompida hoje, os oceanos continuarão se expandindo e ganhando água das geleiras derretidas por pelo menos dois séculos, graças ao efeito do que já foi lançado na atmosfera. O consenso entre os cientistas é que as previsões do IPCC, o painel da ONU, estão ultrapassadas. O mar deve subir de 1 a 2 metros até 2100. Há o risco (pequeno) de que seja até mais. E não vai parar por aí. Nos séculos seguintes, o mar continuará subindo, até chegar a algo como 10 a 25 metros acima de hoje.


Praia de Boa Viagem em Recife, Pernanbuco

     Para algumas ilhas e regiões baixas, como a Holanda, Flórida e Bangladesh, mesmo um pequeno aumento do mar, de menos de um metro, já é catastrófico. Outros países terão problemas com as cidades litorâneas. Grandes obras de engenharia serão necessárias para reduzir os danos em cidades como Londres, Nova York, Sydney, Tóquio, Rio de Janeiro Salvador. Não dá mais para mudar essas cidades do lugar. Mas, se queremos construir uma herança duradoura para nossos descendentes, precisamos construir nos terrenos que não estão ameaçados pelo mar, escreve a revista.
     Se os editores da New Scientist (e alguns dos principais centros de pesquisa do mundo) estiverem certos, pode ser melhor você repensar aquele projeto de comprar uma casa na praia. Inclusive porque, bem antes de as ressacas começarem a chegar nos imóveis à beira mar, as belas faixas de areia de algumas praias famosas e valorizadas hoje já terão desaparecido.


Praia de Tramandaí no Rio Grande do Sul (foto: Sonia Brusius)

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado e adaptado Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Lavoura seca – A face oculta da celulose


     As empresas de celulose chegaram ao Rio Grande do Sul no início da década como a solução para a pobreza da Região Sul do estado. Com promessas de geração de emprego, desenvolvimento, enriquecimento para todos e apoio governamental irrestrito, as lavouras de madeira cresceram com a mesma rapidez e irresponsabilidade das licenças ambientais.



     Patrocinando quantidade de meios de comunicação, as empresas de celulose blindaram pautas positivas. A estratégia estava bem armada até serem surpreendidas pela quebra do jogo econômico no qual se sustentavam.
     As experiências do vizinho Uruguai não serviram de exemplo. A paisagem do pampa e as práticas econômicas mudaram. Produtores rurais trocaram rebanhos e lavouras de alimento pelas fileiras de árvores exóticas. O arrependimento atinge boa parte dessa população. As perdas pós-crise comprometem metas de produção e preços da matéria-prima para celulose. A biodiversidade já está ameaçada. Em alguns lugares do estado, areais se multiplicam. A desertificação do pampa já está em processo. O que fazer com hectares de tocos de eucalipto em terras secas? A retomada das tradicionais produções não receberá os subsídios e incentivos que teve o plantio de eucaliptos.



     Com exceção das mulheres da Via Campesina, que nos últimos três anos, no Dia da Mulher, passam cercas e promovem derrubadas para chamar a atenção da sociedade, pouco se fala das consequências desta cultura. A intensidade da afiada seca pode não ser só resultado da falta de chuvas. A proliferação de tantas gripes e febres pode não ser só culpa do porco.



Autor: Eduardo Seidl - é fotógrafo do Correio do Povo e faz um trabalho de documentário dos movimentos sociais
Fonte: MST - Portal do Meio Ambiente
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Empresa britânica nega ter enviado lixo ao Brasil


UTI World Wide se disse surpresa com exportação de 1.098 toneladas de resíduos domésticos ao país

     A empresa apontada como sendo a exportadora de 1.098 toneladas de lixo para os portos de Rio Grande e Santos (SP), a UTI World Wide, estabelecida na Inglaterra, disse ontem que desconhece o episódio. Os resíduos foram enviados em 64 contêineres, entre fevereiro e maio, como se fossem polímeros de etileno (aparas plásticas) para reciclagem.
     Zero Hora entrevistou o diretor de cargas marítimas da UTI World Wide, David Hughes, do escritório central da empresa na Grã-Bretanha, com sede na cidade de Reading. Mostrando-se surpreso, Hughes disse que não lembrava de ter fechado negócio com a indústria gaúcha Alfatech, de Bento Gonçalves. Observou que teria de pesquisar na contabilidade da empresa, devido ao grande volume de transações pelo mundo. Mas assegurou que a UTI World Wide não embarca lixo doméstico.
     – Nunca ouvi falar disso. É comum o transporte marítimo de metal, papel e plástico, mas não lixo doméstico – afirmou.
     A UTI World Wide é uma empresa de logística, com escritórios em diversos países, inclusive no Brasil. Oferece serviços de importação, exportação e transporte de cargas, por via aérea, marítima e terrestre.


O perigo que vem da Europa. 750 toneladas de lixo doméstico estão retidas no Porto do Rio Grande (fonte)

     Procuradoria em Caxias também abre investigação
     A Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul estão tentando desvendar o mistério, que poderia configurar fraude e crime ambiental. Pelos documentos de exportação, a Alfatech teria comprado 1.098 toneladas de aparas de plástico, para reciclá-las na fabricação de telhas, aglomerados, tubos e outros materiais. A operação foi viabilizada pela Stefenon Estratégias e Marketing, também de Bento Gonçalves.
     Advogada da Alfatech e da Stefenon, Silvana Giacomini Werner assegura que suas clientes foram lesadas. As empresas informam que a carga de aparas de plástico foi comprada por R$ 200 mil, da UTI World Wide, da Inglaterra. A Polícia Federal (PF) de Rio Grande, que abriu inquérito na quarta-feira, confirma o nome da exportadora. No entanto, a empresa britânica nega que tenha remetido lixo – foi encontrado até tampa de banheiro químico – no lugar da mercadoria combinada.
     Enviada em diferentes navios, a carga se dividiu. No porto de Santos, foram localizados 16 contêineres. Em Rio Grande, foram desembarcados 48. Ontem, em Caxias do Sul, a procuradora do Ministério Público Federal, Luciana Guarnieri, enviou documento à Câmara de Meio Ambiente da Procuradoria da República, em Brasília, solicitando apoio. Ofício semelhante já fora encaminhado pela procuradora federal de Rio Grande, Anelise Becker. A ideia é tentar que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil cobre providências do governo da Inglaterra.
     A investigação criminal está a cargo do chefe da PF em Rio Grande, delegado João Manoel Vieira Filho, que pretende começar a ouvir os implicados na próxima semana. Um dos desafios é apurar se a Alfatech integra uma operação internacional para transformar o Estado em lixeira dos europeus.
     – Este caso é inédito para a PF de Rio Grande – diz.

Autor: Nilson Mariano - ZERO HORA / REBIA Nacional
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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EUA evitam apoiar proposta de fim do uso dos HFCs


Governo Obama reconhece o risco das substâncias, mas prefere reservar negociação para mais tarde

     NAÇÕES UNIDAS - O governo dos Estados Unidos referiu-se aos hidrofluorcarbonos, largamente utilizados em refrigeradores e condicionadores de ar, como uma ameaça "muito significativa" à estabilidade do clima, e expressou preferência por reduzir drasticamente o uso desses gases, conhecidos como HFCs, e cuja utilização é promovida por um acordo da ONU para a preservação da camada de ozônio.
     Mas uma alta figura do Departamento de Estado não chegou a apoiar uma proposta feita pelas nações insulares de Micronésia e Maurício, que pretendiam alterar o acordo de proteção do ozônio, o chamado Protocolo de Montreal, para prever um corte de 90% no uso de HFCs até 2030.


O efeito estufa é um fenômeno natural do planeta, causado pela presença de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera, entre os quais se incluem o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), oxido nitroso (N2O), hidrofluorcarbonos (HCFCs), perfluorcarbonos (PFCs), hexafluoreto de enxofre (SF6) (fonte)

     O tratado promove o uso dos HFCs, que são potentes causadores do efeito estufa, mas que não agridem a camada de ozônio, que protege a Terra dos raios ultravioleta do Sol. Os HFCs foram adotados em substituição aos CFCs, que atacam o ozônio da atmosfera e cujo uso já foi praticamente erradicado.
     Micronésia e Maurício queriam incluir o fim do uso dos HFCs na revisão do acordo de Montreal, prevista para novembro.
     Autoridades no Departamento de Estado, na Agência de Proteção Ambiental e no Departamento de Defesa haviam apoiado uma redução dos HFCs, mas a ideia encontrou resistência na Casa Branca, onde o governo procura reunir forças para negociar o tratado que sucederá o Protocolo  de Kyoto, contra a mudança climática.
     Os EUA ficaram sem tempo "para completar a análise necessária para compreender os impactos potenciais de tal abordagem ou considerar como uma emenda ao Protocolo de Montreal para tratar dos HFCs iria afetar as negociações... para o período pós-2012", quando vence o Protocolo de Kyoto.

Fonte: Associated Press - Portal do Meio Ambiente
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 13 de julho de 2009

MP processa presidente do Ibama


     Juntos, os ministérios públicos Federal e de Rondônia moveram uma ação civil pública contra o presidente do Ibama, Roberto Messias Franco. As entidades o acusam de improbidade administrativa por ter emitido a licença para início das obras da usina hidrelétrica de Jirau sem o cumprimento de todas as 32 condicionantes exigidas pela equipe técnica. A medida bateria de frente com as legislações ambiental e de licitações, porque o cumprimento das condicionantes foi empurrado para frente. Elas deveriam ter sido cumpridas antes da emissão da nova licença, diz o ministério público.


O presidente do Ibama, Roberto Messias Franco (foto: Valter Campanato/ABr)

     "Com base nisto, os MPs argumentam que Roberto Messias incorreu em ato de improbidade administrativa e beneficiou de forma indevida o consórcio Energia Sustentável do Brasil, causando prejuízos irreparáveis ao meio ambiente", dizem em nota os MPs.
     Se for condenado, Franco pode perder a função pública e pagar multa de cem vezes o valor de seu salário. Mais informações aqui.
     Há poucos dias, o coordenador-substituto de Energia Hidrelétrica do Ibama Adriano Rafael Arrepia de Queiroz foi denunciado pelo Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) por questões envolvendo o licenciamento da Usina de Belo Monte.
     Das duas uma: alguns dirigentes da área ambiental estão mesmo cometendo deslizes administrativos ou o setor se consolidou como "boi de piranha" do desenvolvimento econômico nacional.


Hidrelétrica de Jirau

Fonte: O Eco
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Vista grossa em crimes contra a fauna


     Alguns dos pontos turísiticos mais famosos da Europa têm, além das multidões, outra coisa em comum. São palco de comercialização de animais silvestres de origem dividosa, alguns dos quais com identificação como provenientes do Brasil, como a borboleta ao lado encontrada no mercado do Covent Garden, no centro de Londres, no final de junho. Ela estava sendo vendida a 20 libras, o equivalente a cerca de 70 reais.


Mercado popular em Covent Garden, no centro de Londres

     O responsável pelo local se esquivou de dar detalhes sobre a origem dos animais e saiu do quadro quando viu que seria fotografado. Nas Ramblas, a avenida mais conhecida de Barcelona, na Espanha, as calçadas são espaço de lojinhas de souvenirs, artistas de rua, mesas de restaurantes e dezenas de bancas que vendem pássaros, quelônios, camaleões, e diversos outros animais. Ninguém tinha como provar aos turistas a origem legal dos bichos. Não é só aqui que as autoridades fazem vista grossa para os crimes contra a fauna.

Fonte: O Eco
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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sábado, 11 de julho de 2009

Satélites da Nasa exibem redução da camada de gelo no Ártico


     As últimas imagens obtidas pelos satélites da Nasa, a agência espacial americana, mostraram que a camada de gelo que cobre a região ártica diminuiu de forma considerável entre os invernos de 2005 e 2008 e foi substituída por gelo temporário muito mais fino.
     "Esta é mais uma prova da rápida transformação que está ocorrendo na camada de gelo que cobre o Ártico", diz o comunicado do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa. Segundo estudos científicos, essa transformação foi causada pelo aumento das temperaturas atmosféricas no mundo todo e cujos resultados são evidentes também nas geleiras da Groenlândia e da Antártida.


Satélite mostra redução no gelo entre 2005 (à esquerda) e 2008. A área em branco representa camadas de gelo de 4 a 5 m de espessura, enquanto o azul ... (foto: Nasa/Divulgação)

     Em um relatório divulgado pela revista Journal of Geophysical Research: Oceans, cientistas da Nasa e da Universidade de Seattle disseram ter usado dados dos satélites para calcular o volume e a grossura do gelo ártico. De acordo com essas medições, a camada de gelo diminuiu cerca de 17 centímetros por ano, o que somou um total de 68 centímetros nos quatro invernos.
     Por outra parte, a superfície total coberta pelo chamado "gelo eterno" ou que sobreviveu por vários verões caiu 42%. Geralmente, o gelo formado apenas no inverno chega a uma altura de dois metros. O que sobrevive vários anos tem uma média de três metros.
    Segundo os últimos estudos, o gelo do inverno não foi suficiente para compensar a perda natural que ocorre no verão. Essa situação leva a um maior aquecimento dos oceanos e a um conseguinte degelo polar, o que agrava a situação.
     De acordo com o comunicado do JPL, entre 2004 e 2008, a cobertura de gelo ártico diminuiu em 1,54 milhão de km quadrados, uma área equivalente ao estado americano do Alasca.
     Segundo Ron Kwok, cientista do JPL, a restituição virtualmente nula do gelo durante vários anos, junto com o desprendimento de grandes volumes após os verões de 2005 e 2007, teve uma grande influência na perda do volume do gelo ártico. "Nossos dados vão ajudar os cientistas a compreender a rapidez com que o volume do gelo ártico está diminuindo e em quanto tempo poderemos ver um verão quase sem gelo", acrescentou.

Fonte: EFE - Nasa - Redação Terra
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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ESA registra desaparecimento da parte sul do Mar de Aral


     Imagens captadas pelo satélite Envisat, da ESA, agência espacial europeia, registraram o processo de desaparecimento de parte do Mar de Aral - situado na Ásia Central, entre o Cazaquistão e o Uzbequistão -, que já foi um dos quatro maiores mares da Terra. Cientistas estimam que a capacidade da parte sul do Aral tenha sumido por completo até 2020. As informações são do jornal espanhol El Mundo.


Imagens captadas pelo satélite Envisat mostram a diminuição sofrida pelo Mar de Aral entre 2006 e 2009 (foto: ESA/Reprodução)

     Há três anos, o Aral já havia sofrido uma grande diminuição em seu tamanho, mas de 2006 para cá, ele se tornou pouco mais do que alguns lagos dispersos. O clima também sofre com o desaparecimento gradativo devido à função reguladora que os mares possuem. A temperatura na região tem sido mais fria no inverno e mais quente no verão.
     Uma das possíveis causas do desastre foi a utilização da água dos rios que desembocam no mar para irrigação de cultivos. O sumiço da água deu lugar a um deserto de 40 mil km² que passou a ser chamado de Aral Karakum.


Cientistas estimam que a capacidade da parte sul do Aral tenha sumido por completo até 2020

     No final dos anos 1980, o Mar de Aral já havia se dividido em dois: o Aral Pequeno ao norte, no Cazaquistão, e o Aral Grande ao sul, com forma de ferradura e compartilhado por Cazaquistão e Uzbequistão. Até 2000, foi a vez do Aral Grande se dividir em duas partes: a oeste e a leste, esta última registrou perda de 80% da capacidade de água.
     O governo do Cazaquistão e o Banco Mundial mobilizaram esforços para salvar a parte norte, construindo um dique na região sul que ajudou o nível de água a recuperar 4 m.


O mar que está virando deserto

Fonte: Redação Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Mal-estar do Tabaco Verde (Green Tobacco Sickness)


     O Mal-estar do Tabaco Verde é uma reação do corpo provocada pela absorção da nicotina diluída na umidade sobre as folhas do tabaco verde e absorvida pela pele quando colhido molhado sem a devida proteção.
     Este tema tem sido estudado há vários anos, principalmente nos EUA, onde há inúmeros trabalhos publicados e onde é conhecido por GTS (do inglês, Green Tobacco Sickness). No Brasil foi desenvolvida e recomenda-se o uso de uma vestimenta para a colheita do tabaco o que impede a sua ocorrência. Há anos os produtores de tabaco, por meio da assistência técnica das empresas, têm sido constantemente orientados a só colher o tabaco usando este equipamento de proteção. Além disso, o assunto tem sido divulgado em revistas e publicações destinadas aos produtores.
     Os sintomas característicos da ocorrência do Mal-estar do Tabaco Verde são: náusea, vômito, fraqueza, tonturas, dores abdominais, suor excessivo, dores de cabeça e alteração de pressão sanguínea e de batimentos cardíacos. Estes sintomas são passageiros e variam em intensidade e persistência de acordo com cada indivíduo e seu grau de exposição. Vale dizer que estes sintomas são também característicos em casos de estresse por calor e também por exposição a alguns agrotóxicos. Daí haver em vários casos o erro de diagnóstico no atendimento em centros de saúde.
     O setor de tabaco no Brasil vem reduzindo drasticamente o uso de agrotóxicos na cultura ao longo dos anos, sendo hoje uma das culturas comerciais que menos os utiliza, cujos níveis atuais são equivalentes a aproximadamente 1 kg de ingrediente ativo por hectare. Para se ter uma idéia, segundo pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (RS), para produzir 1 hectare de morangos, utiliza-se 47 vezes mais.
     Há vários anos, o setor vem atuando fortemente na prevenção, para preservar a saúde e segurança dos produtores de tabaco, orientando quanto ao manuseio e guarda dos produtos, bem como incentivando a aquisição e utilização de EPIs.
     O cuidado com as condições de trabalho e saúde dos produtores de tabaco tem sido uma preocupação permanente do SindiTabaco e das empresas associadas, as quais investem em campanhas educativas, no incentivo de práticas que preservem a saúde e no contínuo melhoramento de suas condições de trabalho.

Fonte:

Cabeçalho

Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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As melhores propagandas ambientais


A seleção foi feita pelo jornal britânico "The Guardian" (Você pode ver a lista na íntegra AQUI). Elas são auto-explicativas. E chocantes.



Para o meio ambiente, o 11 de setembro acontece todo dianineelevn.jpg


Autora: Marcela Buscato
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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A cobertura de gelo no mar da Groenlândia é a menor em 800 anos


     A cobertura de gelo no mar localizado entre a Groenlândia e a Noruega é a menor desde o século XIII, segundo estudo do pesquisador Marc Macias Fauria e equipe publicado na revista científica Climate Dynamics. Mas, se naquela época não existiam imagens tiradas por satélites e nem instrumentos digitais para medir o gelo, como os pesquisadores chegaram a essa conclusão?



     Os cientistas checaram os diários de navios antigos e os registros dos portos, analisaram as árvores mais velhas - os troncos "guardam" informações sobre o clima - e o próprio gelo. Eles combinaram os dados atuais com os obtidos na pesquisa. Assim, conseguiram descrever a quantidade de gelo que cobriu o mar ao longo desses anos.
     Curiosidades: entre os séculos estudados pelos pesquisadores, o XIII foi um dos mais quentes; nos séculos VIII e XIX, o mar foi mais coberto por gelo; apenas em dez anos, entre 1910 e 1920, a cobertura de gelo na região diminuiu 300 mil km² o que equivale, aproximadamente, ao tamanho do estado do Rio Grande do Sul.

Autor: Isis Nóbile Diniz
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Gases de refrigeração podem acelerar aquecimento, diz estudo


     Os modernos gases utilizados em refrigeradores, que foram desenvolvidos com o objetivo de proteger a camada de ozônio, devem se tornar um fator importante para a aceleração do aquecimento global devido ao futuro crescimento explosivo que devem registrar nos países em desenvolvimento, avaliam cientistas.
     Os gases conhecidos como hidrofluorcarbono, ou HFC, foram desenvolvidos para substituir os gases anteriormente utilizados em refrigeradores, porque estes exerciam efeito destrutivo sobre a camada de ozônio. A substituição foi uma das principais realizações do Protocolo de Montreal para o combate à destruição da camada de ozônio.


Os modernos gases desenvolvidos para proteger a camada de ozônio poderão ter efeitos prejudiciais ao ambiente

     Mas esses gases podem ser centenas ou milhares de vezes mais poderosos do que o dióxido de carbono em termos de potencial de aprisionamento de calor. O HFC é utilizado tanto em refrigeradores quanto em aparelhos de ar condicionado e as projeções são de que seu uso se amplie vigorosamente ao longo das próximas décadas.
     No novo estudo, uma equipe dirigida por Guus Velders, da Agência de Avaliação Ambiental da Holanda, em Bilthoven, analisou as mais recentes tendências do setor de refrigeração e depois modelou a produção de HFC no ano de 2050. Os resultados dos cálculos da equipe sugerem que as emissões mundiais de HFC podem atingir o equivalente a entre 5,5 bilhões e oito bilhões de t de dióxido de carbono ao ano, por volta de 2010 - o equivalente, a grosso modo, de cerca de 19% das emissões projetadas de dióxido de carbono naquele ano, caso a expansão nos gases causadores do efeito-estufa continue a acontecer sem controle.
   Notícia completa AQUI.

Autor: Jeff Tollefson, da Nature  - The New York Times - Terra
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Floresta amazônica tem 157 km² devastados em maio, aponta Imazon


Área equivale a cem vezes o Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Cobertura de nuvens impossibilita monitoramento em 43% da região.

     Relatório divulgado nesta sexta-feira (3) pela ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) aponta que a Amazônia perdeu 157 quilômetros quadrados de floresta em maio. A área equivale a cerca de cem vezes a área do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Isso representa uma queda de 47% em relação a maio de 2008, quando o desmatamento detectado foi de 294 quilômetros quadrados.
     O desmatamento acumulado de agosto de 2008 a maio de 2009 é de 1.084 quilômetros quadrados. Em relação ao desmatamento ocorrido no mesmo período do ano anterior (4.143 quilômetros quadrados) houve uma redução de 74%.


Balsa apreendida em maio pelo Ibama com toras cortadas ilegalmente  no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)

     O Imazon ressalva que devido à cobertura de nuvens, não foi possível monitorar 43% da Amazônia Legal. A região não mapeada corresponde à quase totalidade do Amapá, 68% do Pará, 48% do Amazonas, 41% do Acre, 38% de Roraima e 35% de Rondônia. Por outro lado, apenas 5% do território do Tocantins e de Mato Grosso estavam cobertos. Além disso, parte do Maranhão que integra a Amazônia Legal não foi analisada.
     Segundo o relatório da organização, em maior de 2009 o desmatamento foi maior no Pará (37%), seguido de Mato Grosso (27%), Roraima (20%) e, menor em Rondônia (8%), Amazonas (5%), Tocantins (2%) e Acre (1%).
     O Imazon monitora também as florestas degradadas (que estão sendo exploradas pelo homem, mas ainda não foram totalmente derrubadas). Elas somaram em maio de 2009 215 quilômetros quadrados. Desse total, 81% ocorreram no Mato Grosso, 13% no Pará, 4% em Rondônia e 2% no Amazonas.
     O instituto observa que Roraima permanece a maior parte do ano coberto por nuvens, dificultando o monitoramento do desmatamento. No entanto, em maio de 2009, houve uma redução da cobertura, possibilitando o monitoramento em 62% do seu território. Por isso, parte do desmatamento detectado nesse período pode ter ocorrido em meses anteriores.
     Do ponto de vista fundiário, a maioria do desmatamento (67%) ocorreu em propriedades privadas ou em diferentes estágios de posse, e terras devolutas. O restante aconteceu em assentamentos da reforma agrária (15%), unidades de conservação (17%) e terras indígenas (1%).

Evolução do desmatamento por estado

Estado

agosto de 2007

a maio de 2008

agosto de 2008

a maio de 2009

Variação

(%)

Acre

17

24

+39

Amazonas

92

75

-19

Mato Grosso

2.001

357

-82

Pará

1.552

460

-70

Rondônia

383

79

-79

Roraima

66

77

+16

Tocantins

29

12

-58

Amapá

3

-

-

Total

4.143

1.072

-74

* Dados do Imazon. O Maranhão não foi monitorado.

Fonte: Globo Amazônia - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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domingo, 28 de junho de 2009

Ministério da Saúde investiga e confirma 33 casos da Doença do Tabaco Verde no Rio Grande do Sul


     A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) realizou no município Candelária (RS), nos meses de novembro e dezembro de 2008, uma investigação de surto de doenças na época da colheita nas lavouras de tabaco e o resultado aponta para a ocorrência da Doença do Tabaco Verde entre os trabalhadores também no Brasil.
     A equipe de investigadores permaneceu 50 dias no município de Candelária(RS), onde quatro mil famílias que se dedicam ao cultivo do tabaco. Nesse período foram detectados 46 casos suspeitos, com sintomas de encefaléia, náuseas, vômitos, fadiga muscular, zonzeira e alterações repentinas de pressão arterial.


Plantação de tabaco

     Após a identificação dos casos suspeitos foram coletadas informações dos pacientes e amostras de urina para exames de resíduos de cotinina (identifica absorção dérmica de nicotina). Para cada caso suspeito foram coletadas informações e exames de vizinhos para comparações. Dos 46 casos investigados 33 tem a confirmação de Doença do Tabaco Verde.
     Os resultados foram apresentados no último dia 19 de junho na Associação Comercial e Industrial de Candelária para representantes da comunidade e ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul na capital gaúcha. Nos próximos dias o Ministério da Saúde emitará um comunicado a toda rede de saúde alertando para a ocorrência da doença nas regiões fumicultoras, fazendo com que médicos e equipes de saúde fiquem atentos aos sintomas e solicitando a notificação de ocorrência de casos suspeitos. O Ministério também deve expedir uma orientação aos trabalhadores na cadeia produtiva do tabaco.
     Para a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf-Sul), a identificação dos casos em Candelária aponta para a necessidade de uma investigação mais aprofundada para medir a prevalência entre os trabalhadores. Estudo realizado na Índia aponta para 54% de prevalência entre os trabalhadores, os sintomas são mais agudos em períodos chuvosos, quentes e a absorção dérmica amplia em caso de suor.
     Para o Secretário Geral da Fetraf-Sul, Marcos Rochinski, esse resultado não surpreende. "Esse resultado é um indicativo de um grande mal que assola os fumicultores e talvez esse seja um indicativo de porque 72% dos fumicultores afirmam que não gostam de plantar fumo"



     "Uma informação como essa pode acelerar a decisão de diversificar a produção, levando os agricultores a buscar outras fontes de renda e evitar assim a dependência de uma única fonte de renda. É necessário ampliar o Programa de Diversificação das Áreas Cultivadas com Fumo", comenta técnico agrícola da Fetraf-Sul, Albino Gewehr.
     O coordenador Geral da Fetraf-Sul, Altemir Tortelli pretende discutir o tema com a Casa Civil da Presidência da República e Ministério da Saúde nos próximos dias. "Com saúde não se brinca. O lucro das fumageiras vem do suor dos agricultores e este suor é porta de entrada dessa grave doença. Providências urgentes devem ser tomadas com urgência", diz Tortelli.

     Dados técnicos:
Índices padrões de cotinina:
   - Não fumantes – menos de 10 ng/ml (nanogramas por milímetro)
   - Fumantes – mais de 50 ng/ml ( nanogramas por milímetro).
Índices encontrados:
   - Não fumantes trabalhadores na colheita do fumo – de 68 a 380 ng/ml
   - Fumantes trabalhadores na colheita do fumo – índices alarmantes de 180 até 800 ng/ml.

Autora: Luciane Bosenbecker, da Fetraf-Sul, enviado por Albino Gewehr, Técnico Agrícola, Assessor Técnico da Fetraf-Brasil e publicada pelo EcoDebate, 27/06/2009
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelde


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ONU adota tom pessimista em relação a acordo climático


     O secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, disse nesta quinta-feira, em tom pessimista, que o andamento das negociações preparatórias para a cúpula de Copenhague (Dinamarca) não permitem "dizer que esta geração será capaz de evitar a mudança climática". Numa sessão da Comissão Mista para a Mudança Climática do Parlamento espanhol, De Boer afirmou que é uma questão de sobrevivência para a humanidade combater o fenômeno.



     Hoje, não há dúvida que "é preciso reduzir radicalmente a emissão de gases causadores do efeito estufa para que não ultrapassemos o limite do caos climático, porque, quando o cruzarmos, não haverá lugar na Terra onde se esconder. Para ninguém", disse o especialista. Apesar das advertências, De Boer disse acreditar que ainda há tempo para evitar "o caos". Porém, será preciso utilizar este período disponível "sabiamente", já que a cúpula de Copenhague é "a oportunidade desta geração para o alcance de um pacto decisivo para o clima".
     O encontro na Dinamarca, que acontecerá em dezembro, tentará estabelecer um novo acordo global em substituição ao Protocolo de Kioto, cuja vigência termina este ano. De Boer se referiu às negociações preparatórias para a cúpula no fim do ano. Segundo ele, o processo encontra-se agora numa "fase crítica".
     Até agora, explicou, houve "progressos, propostas claras, muitas ideias interessantes" e "avanços importantes", como o compromisso demonstrado pelos Estados Unidos, que não assinaram o Protocolo de Kioto, e o estabelecimento de um "diálogo construtivo" com a China, o maior emissor mundial de gás carbônico (CO2). No entanto, ressaltou o especialista, agora é preciso "mais ação" de todos os envolvidos. Só assim será possível um acordo que alie a redução das emissões e a geração eficiente de energia.



     Para De Boer, o acordo terá que definir "com uma clareza inequívoca" em quanto os países industrializados reduzirão suas emissões. Deverá também, acrescentou, deixar "muito claro" o que os países em desenvolvimento terão que fazer. Outro ponto importante, de acordo com o especialista, é o estabelecimento de um compromisso financeiro "estável" para que os países mais pobres possam se adaptar e ajudar a minimizar os efeitos da mudança climática.
     Por fim, é preciso que o acordo dê voz e voto às nações em desenvolvimento na gestão desses recursos financeiros. Para isso, as partes terão que decidir quem administrará o dinheiro: a Convenção das Nações Unidas - como querem os países em desenvolvimento - "ou outros canais" - como pretendem os industrializados.



Fonte: EFE - Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Walabis invadem plantação de papoula e agem estranhamente


     Grupos de walabis, um tipo de marsupial semelhante aos famosos cangurus, andam aprontando peripécias em plantações de papoula na Tasmânia, uma ilha a 240 km ao sul da Austrália. Depois de comer as plantas - cultivadas legalmente por uma empresa que produz medicamentos a partir da papoula -, os animais pulam em círculos e destróem o terreno de plantio, conforme as autoridades locais. As informações são do site da BBC.


Os walabis, um tipo de marsupial semelhante aos cangurus, são um pouco menores que os primos famosos (foto: AP)

     Rick Rockliff, porta-voz da Tasmanian Alkaloids, empresa autorizada a produzir papoula na ilha, disse que as invasões não eram comuns, mas outras espécies de animais já foram vistas agindo anormalmente após o consumo das plantas. "Temos ouvido muitas histórias sobre carneiros que comeram da plantação e ficaram andando em círculos", afirmou Rockliff a BBC.
     Um agricultor também confirmou ter observado o estranho comportamento dos walabis. Segundo as autoridades locais, os pulos dos marsupiais chegam tão alto "como pipas".
     A Austrália, principalmente o Estado da Tasmânia, fornecem cerca de 50% da produção mundial de ópio (substância presente na planta da papoula) para a produção farmacêutica de morfina e outros analgésicos.

Fonte: Redação Terra
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Estação Espacial fotografa erupção de vulcão da Rússia


Nave sobrevoava remota ilha russa de Matua, no Pacífico, quando flagrou fenômeno no vulcão Sarychev.

     A câmera da Estação Espacial Internacional registrou um flagrante de uma erupção do vulcão Sarychev, em Matua, uma remota ilha russa a nordeste do Japão, observando a Terra de uma altitude de cerca de 350 quilômetros.


A imagem é de um vulcão numa remota ilha da Rússia (Foto: Nasa)

     A força da erupção, no dia 12 de junho, abriu um buraco nas nuvens, proporcionando um espetáculo para os astronautas a bordo. A última erupção do Sarychev foi em 1989.
     As imagens capturadas pela nave despertaram grande interesse entre estudiosos de vulcões porque elas registram vários fenômenos observados nos primeiros estágios de uma erupção forte. A coluna de fumaça parece ser uma combinação de cinzas de coloração marrom e vapor esbranquiçado.
     Em cima da nuvem há uma camada de nuvens brancas, quase como uma camada de neve sobre um cogumelo. Esta camada de ar condensado é consequência da elevação rápida da coluna sobre o ar frio que está sobre ela.
    A ilha de Matua é desabitada.

Fonte: BBC - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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