quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mucajaí (RR) lidera lista do desmatamento da Amazônia em maio


Município teve 16,7 km² de florestas destruídas no mês.
Das dez cidades que mais desmataram, cinco estão em MT.

     O município de Mucajaí, em Roraima, é o local onde foi detectada a maior área de desmatamento em maio. Segundo dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que mede a degradação florestal na Amazônia, foram identificados 16,7 km² de destruição no município. A área equivale a cerca de dez vezes o Parque do Ibirapuera, em São Paulo.


Imagem de satélite obtida em maio mostra a região de Mucajaí (RR). O município está na transição entre a floresta amazônica e o cerrado, que pode ser visto em cima, ao lado direito. (Foto: Inpe/Divulgação)

     Segundo a secretária de Meio Ambiente de Mucajaí, Luzinete Mesquita dos Anjos, o município sofre desmatamento desde a sua criação, mas a degradação mais recente tem sido causada principalmente pela abertura de novos pastos para o gado.
     "Temos quatro projetos de assentamentos. Para esses projetos não existem políticas, planejamento. Um incentivo que esses agricultores recebem é o crédito de apoio ao produtor. Com isso eles compram ferramentas, arame e capim. É um incentivo à pecuária. Não existe um plano, uma política pública para o agricultor", critica a secretária.
     Para tentar reverter a devastação, a prefeitura tem planos de diversificar a produção agrícola. "Vamos incentivar sistemas agroflorestais [mistura de agricultura com florestas], piscicultura, cultura de pequenos animais e extração do inajá [espécie de palmeira], para produção do biodiesel. A proposta é que, nos próximos quatro anos, possamos chegar ao desmatamento zero em Mucajaí", espera Luzinete.
     Confira abaixo a lista dos dez municípios amazônicos com maior índice de desmatamento detectado em maio. O cruzamento dos dados foi feito pelo Globo Amazônia utilizando os pontos de desmatamento identificados pelos satélites do Inpe.

Municípios líderes do desmatamento em maio de 2009

Município

UF

Área desmatada (km²)

Mucajaí

RR

16,7

Itanhangá

MT

9,8

Santa Carmem

MT

6,7

Nova Bandeirantes

MT

6,5

Itinga do Maranhão

MA

6,5

Grajaú

MA

5,7

Pimenta Bueno

RO

5,1

São José do Xingu

MT

4,8

Novo Progresso

PA

4,7

Ipiranga do Norte

MT

3,6


     O Inpe ressalta que nem todo o desmatamento identificado nesse período pode ter sido realizado durante esses três meses, pois a cobertura de nuvens muitas vezes impede que os satélites detectem áreas devastadas. Por isso, derrubadas ocorridas em meses anteriores podem ter aparecido só agora, assim como desmatamentos realizados entre fevereiro e abril podem aparecer nas próximas medições.

Autor: Iberê Thenório do Globo Amazônia - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 23 de junho de 2009

ONU pede "revolução energética" contra mudança climática


     Mais de 1,6 bilhão de pessoas não têm acesso à eletricidade e o planeta enfrenta uma mudança climática por causa do uso excessivo dos combustíveis fósseis, uma dupla realidade que a ONU pediu nesta segunda-feira que seja enfrentada através de uma "revolução energética" para abrir o mundo às energias limpas. Criar uma agenda mundial que permita essa transformação é o objetivo dos 500 especialistas que se reúnem até quarta-feira em Viena para tentar desenhar um futuro com menos emissões poluentes e com mais "justiça energética".



     O pedido foi feito por Kandeh Yumkella, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi), na abertura do encontro. Ao falar sobre as medidas adotadas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, o diplomata leonês citou o Brasil como um exemplo de aplicação das atuais tecnologias para reduzir o problema.
     Por outro lado, ele destacou o "vínculo entre baixa renda e pobreza energética" e assegurou que o acesso à energia é o "objetivo perdido" dentro dos Objetivos do Milênio da ONU, com os quais a organização quer combater a pobreza e o subdesenvolvimento antes de 2015. Yumkella afirmou que "acesso à energia e mudança climática são duas faces de uma mesma moeda".
     Notícia completa AQUI.

Wilson Junior Weschenfelder
Biólogo/Bacharel em Ecologia
Especialista em Licenciamento Ambiental
Doutorando em Desenvolvimento Regional
http://biowilson.blogspot.com/


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Cientistas criam plantas que crescem mais rapidamente


     Usando uma combinação de três mutações genéticas, pesquisadores especialistas em plantas conseguiram perturbar o processo de recombinação genética durante a formação de células reprodutivas - o pólen masculino e os óvulos femininos. As plantas com tripla mutação produzem pólen e óvulos geneticamente idênticos aos da planta mãe, por meio de simples divisão celular mitótica.


Uma combinação de genes ou mutações específicas será necessária para gerar uma safra agrícola que se reproduza por apomixia

     O estudo, publicado pela revista PLoS Biology, pode ajudar os criadores de plantas a se aproximar da geração de safras agrícolas capazes de produzir sementes de maneira completamente assexuada, um processo conhecido como apomixia.
     Esse tipo de planta vem sendo procurado há muito tempo porque o uso da apomixia permitiria acelerar muito o crescimento de plantas. Os descendentes híbridos de cruzamentos entre duas versões diferentes de uma planta tendem a produzir rendimento mais alto.
     Notícia completa AQUI.

Fonte: Nature - Terra
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Estudo mostra que 12% do gelo dos Alpes suíços derreteu


'Neves eternas' da cadeia de montanhas devem sumir ainda mais.
Enchentes, falta de energia elétrica e prejuízo ao turismo podem vir.

     Cientistas da Universidade de Zurique anunciaram ontem o resultado de pesquisa de uma década mostrando que as "neves eternas" dos Alpes desaparecem rapidamente. Em dez anos, 12% do gelo nas montanhas suíças derreteu. O fenômeno é registrado em várias regiões. Há dois anos, no Monte Kilimanjaro (Tanzânia), a neve desapareceu no verão pela primeira vez em 11 mil anos. Mas até agora não se sabia que o fenômeno era tão intenso, também na Europa.


Monte Kilimanjaro

     O que se conhece popularmente como neves eternas são os glaciais, estruturas de gelo que não derretem - ou não derretiam - o suficiente no verão a ponto de desaparecer. Dois fatores pesariam nesse fenômeno: a elevação média da temperatura no verão e a queda de neve mais suave no inverno. A universidade alerta que nunca o ritmo de derretimento do gelo dos Alpes foi tão rápido. "A última década foi a pior desde que começamos a registrar os dados, há 150 anos", disse Daniel Farinotti, um dos pesquisadores.
     Segundo ele, há dez anos a Suíça contava com uma cobertura de gelo de 1.063 quilômetros quadrados. Desde 1999, os glaciais suíços perderam 9 quilômetros cúbicos de gelo. A maior queda ocorreu em 2003, quando a redução foi de 3,5% em 12 meses. Até 2050, os pesquisadores estimam que os invernos nos Alpes serão 1,8°C mais quentes; os verões terão temperatura 2,7°C superior. O derretimento das neves eternas pode causar, na Suíça, mais avalanches e deslizamentos de terra, além de prejudicar o abastecimento de energia, pois as hidrelétricas são abastecidas pelo derretimento sazonal dos glaciais. O turismo também sofreria perdas. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".


Sinais do derretimento da geleira de Morterat, perto de Pontresina, no estado dos Grisões - Suíça (fonte) (foto: Wikipedia)

Fonte: Agência Estado - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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sábado, 20 de junho de 2009

Terra tem maior nível de CO2 em 2,1 milhões de anos


     Os níveis de dióxido de carbono (CO2) no mundo são os mais altos dos últimos 2,1 milhões de anos, indicou um estudo divulgado nesta quarta-feira pela revista Science. A pesquisa que, segundo seus autores, fornece novos dados sobre os ciclos de temperaturas na terra, descarta a teoria que afirmava que a queda nos níveis de CO2 na atmosfera tinha causado as eras glaciais.


     O estudo confirma, no entanto, que esses maiores níveis do gás coincidiram com intervalos de temperaturas mais altas no planeta. Segundo os cientistas do Observatório Terrestre Lamont-Doherty, da Universidade de Columbia, em Nova York, os níveis de CO2 estiveram em uma média de somente 280 partes por milhão.
     Atualmente esses níveis são de 385 partes por milhão, ou seja, 38% mais alto. A equipe liderada por Bärbel Hönisch, geoquímica do observatório, reconstruiu os níveis de CO2 através da análise de plánctons do fundo do Oceano Atlântico, da costa da África. Com a medição da proporção de isótopos, os cientistas puderam calcular quanto CO2 havia no ar quando o pláncton ainda estava vivo.



     Esse método permitiu melhores registros que os conseguidos através da análise das camadas de gelo polar, de somente 800 mil anos, segundo o estudo. O planeta sofreu mudanças cíclicas de temperaturas durante milhões de anos, mas, há 850 mil anos, os ciclos de glaciação foram mais prolongados e intensos, uma mudança que muitos cientistas atribuíam à queda nos níveis de CO2.
     No entanto, os cientistas de Lamont-Doherty indicaram que os níveis de CO2 durante essa transição foram semelhantes e é pouco provável que tenham ocasionado a mudança. "Este estudo indica que o CO2 não foi o principal desencadeante, embora nossos dados sugiram que os gases estufa e o clima global estejam vinculados", de acordo com o relatório.

Fonte: EFE - Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Veículo especial colidirá com a Terra para simular asteroide


     Um veículo espacial de 510 kg "colidirá" com o nosso planeta em junho de 2010, para simular um choque com asteroide, informaram cientistas japoneses. A espaçonave Hayabusa está no caminho de retorno à Terra depois de uma missão bem sucedida na qual ela aterrissou em Itokawa, um grande asteroide, do qual conseguiu recolher amostras. As potenciais amostras estarão a bordo de uma cápsula resistente ao calor que deve se separar da Hayabusa pouco depois da reentrada na atmosfera terrestre, para que possam ser recuperadas.


A espaçonave Hayabusa está no caminho de retorno à Terra depois de uma missão bem sucedida na qual ela aterrissou em Itokawa, um grande asteroide, do qual conseguiu recolher amostras

     Mas os especialistas afirmam que a porção principal do corpo da espaçonave provavelmente se desintegrará ao passar pela atmosfera terrestre.
     Ainda que a ideia da colisão não fosse parte do plano original da missão espacial Hayabusa, cientistas da Agência Japonesa de Exploração Espacial (Jaxa) decidiram aproveitar ao máximo o retorno da espaçonave condenada, a fim de obter dados adicionais.
     "Ainda que a Hayabusa não seja efetivamente um asteroide, estará percorrendo uma rota que a levará a colidir com a Terra da mesma maneira que um asteroide faria", disse Akinori Hashimoto, porta-voz da Jaxa. "Nós monitoraremos os seus movimentos, e os dados permitirão que predigamos com precisão as rotas futuras de asteroides em seus cursos de aproximação para a Terra".
     Notícia completa AQUI.

Autor: Julian Ryall - National Geographic - Terra
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Alga resistente que sufoca rios se espalha por riachos de Nova York


Conhecida como Dydimo, ela 'viaja' em botas de pescadores.
Preocupação é com peixes e suprimento de água.

     O Esopus Creek, um lendário riacho de pesca aérea das Catskill Mountains, parte integral do vasto sistema de água potável de Nova York, é um dos mais novos infectados pela Didymosphenia geminata, uma alga unicelular de rápida disseminação, mais conhecida entre pescadores e biólogos como muco de pedra.


A temida alga (Foto: Reprodução)

     Embora funcionários do governo estejam alertas contra a disseminação da Didymo, como também é chamada, desde a confirmação de sua presença em Nova York, há dois anos, eles não a encontraram no Esopus, quando limparam a área, no último outono. Um pescador disse a biólogos do Estado que achava ter visto os ramos cinza da Didymo pendurados em pedras no fundo do Esopus. Posteriormente, investigadores confirmaram que a Didymo havia se espalhado por vários quilômetros, de Shandaken à Reserva Ashokan. Biólogos acreditam que a alga está sendo transportada por pescadores esportivos.
     A Didymo possui uma tendência natural de crescer corrente acima em rios e riachos velozes, mas ela pode se disseminar pendurando-se em equipamentos de pesca, especialmente nas botas com sola de feltro, utilizadas pelos pescadores para não escorregar no fundo dos rios. A Didymo é considerada nativa em partes da América do Norte, onde foi encontrada em elevações mais altas com águas frias e pobres de nutrientes. Porém, nos últimos 20 anos, a diatomácea unicelular parece ter se transformado numa espécie invasora mais agressiva, espalhando-se da Colúmbia Britânica a Nova York.
     Ao contrário de outras algas, que flutuam na superfície, a Didymo se pendura nas rochas do fundo dos rios, córregos e lagos. Às vezes ela cresce furiosamente, em florescências capazes de cobrir o fundo de um rio de lado a lado, sufocando os mosquitos, minhocas e outros organismos que servem de alimento para trutas e outros peixes de pesca esportiva. A Didymo não é considerada maléfica à saúde humana, mas pode crescer em redes tão densas que elas podem obstruir as entradas de água. Ela não é chamada de muco de pedra sem motivo. Ela cresce em longas tiras grudentas, massas cinzentas e marrons que lembram papel de banheiro molhado ou lodo. Apesar de sua aparência repugnante, ela não é viscosa ao toque. Em vez disso, parece algodão úmido e não se parte com facilidade.
     Notícia completa AQUI.


Didymosphenia geminata (Lyngbye) M. Schmidt  (foto: Mark Webber - fonte)

Autor: Anthony DePalma do 'New York Times' - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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quinta-feira, 18 de junho de 2009

ONG diz que golfinho do Mekong corre risco de extinção


     A contaminação do rio Mekong, no sudeste asiático, está levando o golfinho do Mekong à extinção, denunciou nesta quinta-feira o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, siglas em inglês).
     O golfinho do rio Mekong integra a lista das espécies em perigo de extinção da WWF desde 2004.


Golfinho-de-Irrawaddy em vias de extinção no rio Mekong

     A organização afirma que o alto nível de pesticida registrado a partir de 2003 nas águas do Mekong reduziu a população dos golfinhos de 76 para 64 indivíduos no rio.
     A WWF disse que investiga como os pesticidas chegaram ao Mekong, rio que atravessa Camboja, Laos, Myanmar, Tailândia, Vietnã e a província chinesa de Yunnan.

Fonte: AFP - Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Índios do PA querem receber valor da madeira roubada de suas terras


Tembés foram saqueados por madeireiros em Paragominas.
Governo irá leiloar 4 mil m³ de madeira apreendida em reserva.

     Os índios tembé, do Pará, entregaram ao governo estadual uma proposta inovadora. Suas terras foram saqueadas por madeireiros, e agora eles querem receber o valor dos 4 mil metros cúbicos de madeira apreendidos, que serão leiloados. As informações são do Ministério Público Federal do Pará.


Trator usado por madeireiros para abrir estradas na terra dos índios tembé. (Foto: Ibama/Divulgação)

     A ideia dos índios é usar os cerca de R$ 1 milhão possivelmente arrecadados com a madeira para investir em projetos de geração de renda em suas aldeias, localizadas na Terra Indígena (TI) do Alto Rio Guamá. Eles já têm um estudo, elaborado em parceria com a Universidade Federal do Pará, para trabalhar com açaí, mel, artesanato e criação de animais, tudo realizado a partir dos conhecimentos tradicionais indígenas.

     Reação violenta
     Em novembro de 2008, o governo federal fez uma megaoperação em Paragominas, fechando várias serrarias e apreendendo o equivalente a centenas de caminhões de madeira. Em protesto, os madeireiros atacaram a sede local do Ibama e atearam fogo em carros do órgão ambiental. Operações anteriores já haviam flagrado desmatamento ilegal, inclusive nas terras dos tembés.

Fonte: Globo Amazônia, em São Paulo
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 16 de junho de 2009

Degelo da Groelândia é o maior contribuinte para a subida do nível do mar


     O manto de gelo da Groelândia está se derretendo mais rápido do que o esperado, segundo um novo estudo [Greenland Ice Sheet surface mass-balance modelling and freshwater flux for 2007, and in a 1995-2007 perspective] conduzido por um pesquisador da Universidade do Alasca Fairbanks e publicado na edição online da revista Hydrological Processes.


Derretimento uma geleira na Groelândia atinge o oceano (foto por Sebastian Mernild)

     Os resultados do estudo indicam que o derretimento do manto de gelo da Groelândia pode ser responsável por quase 25 por cento de aumento global do mar nos últimos 13 anos. O estudo também mostra que mares já estão subindo, em média, mais de 3 milímetros por ano, mais de 50% mais rápido do que a média no século 20.
     Notícia completa AQUI.

Autor: Por Henrique Cortez, do EcoDebate
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Ativistas se vestem de aliens para protestar contra mudanças climáticas


Protestos ocorreram em Manila, nas Filipinas.
Manifestantes ficaram em frente ao Banco Asiático de Desenvolvimento.


Manifestantes vestidos de aliens protestam em frente ao Banco Asiático de Desenvolvimento, em Manila (Foto: Jay Directo/AFP)


Local sediava conferência sobre mudanças climáticas. Os ativistas do Greenpeace e do grupo britânico Oxfam acusam o Banco de abandonar o apoio ao uso de carvão (Foto: Jay Directo/AFP )

Fonte: France Presse - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Reservas são suficientes para evitar destruição total da Amazônia, diz estudo


Mesmo perdendo 63% da floresta, região não ficaria totalmente savanizada.
'Ponto sem retorno' é conceito comum nos estudos sobre a Amazônia.

     Estudo da Michigan State University, nos EUA, aponta que a política brasileira de proteger as florestas com reservas é capaz de proteger a floresta das mudanças climáticas e evitar sua destruição total.
     No meio científico é corrente a ideia de que, se a Amazônia atingir um certo grau de desmatamento, terá alcançado um "ponto sem retorno" em que se transformará numa paisagem similar ao cerrado. O autor deste novo estudo, Robert Walker, no entanto, defende que, ao ter certas áreas protegidas, como já vem ocorrendo no Brasil, este ponto sem volta jamais seria alcançado.


Chuva sobre área desmatada da Amazônia. Atingido o 'ponto sem retorno' de desmatamento, o regime pluvial será alterado de forma irreversível. A questão é quanto de devastação a floresta suporta até atingir este ponto. (Foto: Expedição Rios Voadores / Divulgação)

     A Amazônia brasileira tem cerca de 37% de sua área incluída em reservas. Para o estudo, Walker trabalhou com o pior cenário: o de que toda a floresta fora destas áreas protegidas seria destruída. Ainda assim, ele chegou a resultados que apontam que o índice de chuvas dentro das áreas protegidas não cairia a ponto de modificar a vegetação das reservas. Assim, segundo o pesquisador, o limite de desmatamento "sem volta" da floresta pode estar por volta de 63%, e não 40% como é comum ver em estudos a respeito.
     A pesquisa foi publicada na última edição da revista americana 'Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)' e tem como co-autores Nathan Moore, Cynthia Simmons e Dante Vergara, da Michigan State, além de cientistas da University of Florida, Kansas State University, Hobart College, William Smith College e Universidade Federal Fluminense.

Fonte: Globo Amazônia - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Brasil tem mais de 100 mil casos de intoxicação em um ano


     Dados divulgados na semana passada pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que 104.181 casos de intoxicação humana e cerca de 500 óbitos foram registrados em 2007 pelos Centros de Informação e Assistência Toxicológica em todo o País.
     Medicamentos (30,7%), animais peçonhentos (20,1%) e produtos de limpeza domiciliar (11,4%) foram os principais agentes que causaram intoxicações em humanos naquele ano. Com cerca de 25% do total de casos, as crianças menores de 5 anos se mantiveram como a faixa etária mais atingida.


Produtos de limpeza domiciliar são respónsáveis por 11,4% das intoxicações

     O Sinitox tem o objetivo de coordenar o processo de coleta, compilação, análise e divulgação dos casos de intoxicação e envenenamento no Brasil. Os casos são registrados pela Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Renaciat), por meio de 35 centros de informação e assistência toxicológica localizados em 18 estados brasileiros e no Distrito Federal.
     A região Sudeste registrou cerca de 46% dos casos de intoxicação humana, seguido da região Sul com cerca de 30%. De acordo com o Sinitox, as três maiores letalidades por agente tóxico foram observadas para os agrotóxicos de uso agrícola, drogas de abuso e raticidas.
     Por outro lado, a principal circunstância das intoxicações são os acidentes individuais, coletivos e ambientais, que são responsáveis por cerca de 55% do total de casos registrados, seguido da tentativa de suicídio e da atividade de ocupação.


Medicamentos são responsáveis por 30,7% das intoxicações

     Os dados do Sinitox alertam ainda que o sexo masculino apresenta o maior número de mortes por acidente com agrotóxicos de uso agrícola, com 112 registros em 2007, seguido pelas drogas de abuso (58), raticidas (26) e medicamentos (24).
     Para o sexo feminino, destacam-se os medicamentos, com 53 óbitos, agrotóxicos de uso agrícola (50) e raticidas (20). Dentre os quase 21 mil envenenamentos por animais peçonhentos registrados em 2007, os escorpiões contribuíram com quase 6 mil dos casos, seguidos por serpentes e aranhas.
     Os dados divulgados pelo Sinitox podem ser acessados no site do sistema e estão disponíveis em nível nacional ou por região.

Fonte: Agência Fapesp - JB Online  - Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Congresso dos EUA coloca tabaco sob controle de agência reguladora


FDA vai estabelecer padrões para a composição química dos cigarros.
Legislação semelhante já está em funcionamento no Brasil.

     Depois de dez anos de embates políticos, o Congresso americano aprovou uma lei que coloca os produtos derivados do tabaco sob controle da FDA (agência que regula fármacos e alimentos nos EUA). Um dos propositores originais da lei, desde o início de sua tramitação, foi o senador John McCain, candidato a presidente derrotado nas últimas eleições.



     A lei foi aprovada com ampla maioria nas duas casas, Senado e Câmara, em dois dias de votação, e agora espera a sanção do presidente Barack Obama, ele próprio um fumante que assume lutar contra o vício há muito tempo. A agência reguladora de medicamentos e outros produtos deverá receber das indústrias fumageiras a composição química das misturas de fumo comercializadas naquele país.
     Pelas leis do país, o FDA poderá estabelecer padrões de composição química, inclusive proibindo a adição de substâncias consideradas perigosas para a saúde do público. Um primeiro efeito deverá ser o banimento da classificação dos cigarros em light, baixos teores e outras denominações, que somente visam a desorientar o consumidor.
     Apesar do avanço indiscutível na aprovação da lei, alguns aspectos chamam a atenção. O uso do mentol como flavorizador do cigarro está mantido. O "New York Times" chamou atenção para o fato de que as marcas mentoladas são as preferidas pela população afro-americana, a mesma que apresenta os maiores índices de câncer de pulmão naquele pais. A avaliação dos efeitos do mentol sobre a saúde humana só será feita em 2012, após novas pesquisas coordenadas pelo FDA.



     No Brasil já temos uma legislação semelhante regulamentada desde 2002. As companhias que beneficiam as folhas do tabaco devem estar cadastradas na Anvisa e são obrigadas a informar a composição química de seus produtos. A própria Anvisa reconhece que estão presentes no cigarro e na fumaça gerada por sua queima mais de 4 mil substâncias diferentes com reconhecido potencial cangerígeno. Todas essas medidas podem ajudar a diminuir a conta de 5 milhões de mortes por câncer de pulmão a cada ano.

Autor: Luis Fernando Correia Especial para o G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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domingo, 14 de junho de 2009

Estudo relaciona dioxinas na cadeia alimentar a problemas na amamentação

 
     A exposição a dioxinas durante a gravidez prejudica as células em rápida mutação do tecido mamário, o que pode explicar por que algumas mulheres têm dificuldade para amamentar ou não produzem leite suficiente, de acordo com estudo [Activation of the aryl hydrocarbon receptor (AhR) during different critical windows in pregnancy alters mammary epithelial cell proliferation and differentiation] do University of Rochester Medical Center.
 

Leia mais em "Dioxinas: Estão a mentir-vos"

 
     Pesquisadores acreditam os seus resultados, embora até o momento apenas testados em ratos, é uma primeira abordagem de uma área da saúde, com impactos em milhões de mulheres, mas que tem recebido pouca atenção dos pesquisadores.
     De acordo com os autores, as estimativas são de que três a seis milhões de mães no mundo inteiro são incapazes de dar início ao aleitamento materno ou são incapazes de produzir leite suficiente para alimentar seus bebês, mas a causa deste problema não é clara, embora tenha sido sugerido que contaminantes ambientais possam desempenhar um papel significativo.
    Notícia completa AQUI.
 
Autor: Henrique Cortez, do EcoDebate
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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ONG diz que BM rompeu contrato com frigorífico por devastar Amazônia

 
     A ONG Amigos da Terra comemorou hoje a suposta decisão do Banco Mundial (BM) de rescindir um contrato de empréstimo para a expansão na Amazônia do frigorífico Bertin, acusado de comprar gado de produtores ilegais, que criam os animais em terras indígenas e em áreas devastadas sem permissão.
 

 
     A organização de defesa do meio ambiente afirmou em comunicado que, diante das denúncias, o BM decidiu cancelar o contrato de financiamento, que incluía um empréstimo de US$ 90 milhões concedido pela Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), o braço financeiro do Banco.
     O Banco Mundial até agora não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
     A ONG assegura que, desde 2006, junto com grupos brasileiros de defesa da Amazônia, vem alertando ao IFC sobre a falta de estudos em torno dos impactos ambientais provocados pela expansão do Bertin em três estados que contêm partes da floresta.
     A Amigos da Terra afirma ainda que espera que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) siga o exemplo do BM e suspenda os créditos que concede a produtores e exportadores de carne acusados de incentivar o desmatamento da Amazônia.
 

 
Fonte: EFE - Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Antibióticos, antimicrobianos e antifúngicos contaminam os recursos hídricos


     Antibióticos, antimicrobianos e antifúngicos contaminam os recursos hídricos da América do Norte, Europa e Ásia, de acordo com um novo estudo [Review of the Occurrence of Anti-infectives in Contaminated Wastewaters and Natural and Drinking Waters], publicado na edição online da Environmental Health Perspectives (EHP). Realizado por pesquisadores da Université de Montréal e do Environment Canada o estudo indica que fármacos anti-infecciosos, utilizados em seres humanos, animais e na agricultura, estão contaminando o meio ambiente e atingindo os reservatórios de água potável.



     De acordo com os pesquisadores, os resíduos dos fármacos anti-infecciosos acabam atingindo os recursos hídricos nas regiões urbanas ou nas áreas agrícolas, o que aumenta o risco do desenvolvimento de bactérias resistentes, além de eventuais impactos na biota aquática.
     O estudo avaliou três classes de antibióticos (macrolídeos, quinolonas e sulfonamidas) e o composto trimethoprim, em termos de presença na água na América do Norte, Europa e Ásia, identificando altas concentrações destes fármacos em águas residuais brutas, em comparação com águas residuais tratadas.
     Os pesquisadores identificaram a contaminação de rios, lagos, estuários, bacias e até nas águas costeiras, o que pode ser um indicativo da crescente resistência microbiana aos antibióticos, antimicrobianos e antifúngicos.
     Também identificaram uma crescente contaminação das águas residuais em decorrência da utilização agropecuária destes medicamentos.



     Isto pode ser especialmente perigoso nos países em desenvolvimento, com sistemas de coleta e tratamento de esgotos precários e sem sistemas eficientes e seguros para tratamento de água para consumo humano e animal, efetivamente preparados para eliminar a presença de fármacos e outros contaminantes. Neste último caso, em especial, mesmo nos EUA e na Europa os sistemas de tratamento de água, em geral, não foram concebidos para eliminar medicamentos e hormônios.
     O estudo "Review of the Occurrence of Anti-infectives in Contaminated Wastewaters and Natural and Drinking Waters," publicado na Environmental Health Perspectives, foi realizado pelos pesquisadores Pedro A. Segura, Matthieu François ae Sébastien Sauvé da Université de Montréal e Christian Gagnon da Environment Canada Aquatic Ecosystem Protection Research Division.
     O artigo, publicado na Environmental Health Perspectives, Volume 117, Number 5, May 2009, está disponível para acesso integral no formato HTML. Para acessar o artigo clique aqui.

Nota do EcoDebate: sobre a contaminação das águas por medicamentos sugerimos que leiam, também, as matérias "Água dos EUA está contaminada com remédios" e "Água consumida por 41 milhões de norte-americanos está contaminada com medicamentos" .

Em relação à contaminação das águas no Brasil leiam "Estudo aponta contaminação em 70% das águas superficiais do Brasil. Apenas 25% do esgoto coletado no país é tratado" .


Fonte: Por Henrique Cortez, do EcoDebate
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Ligue para o Lula e diga não à MP 458


     Está circulando via email, mais uma proposta de Cyberativismo ambiental. Sinceramente não sei quem está "puxando", mas reproduzo aqui o que foi publicado no blog "Vi o mundo".
     Na quarta-feira, dia 02/06, o senado brasileiro aprovou a MP 458. Esta medida presenteia todos aqueles que fizeram grilagem na Amazônia com a regularização de terras ocupadas ilegalmente.



     A decisão de vetar a MP 458 está nas mãos do Presidente Lula. Se ela for aprovada, 67 milhões de hectares de terras públicas da Amazônia serão privatizados. Um patrimônio estimado em 70 bilhões de reais irá parar nas mãos dos grileiros.
     Precisamos verberar nossa voz. Só temos até dia 25/06!  O Gabinete de Lula está recebendo milhares de ligações pedindo para que a MP 458 não seja aprovada. Faça sua parte, ligue e espalhe os números e o e-mail do presidente Lula para seus amigos. Peça para que eles digam NÃO A MP 458.

Telefone do Gabinete do Lula:
(61) 3411.1200 ou (61) 3411.1201
Ou envie um e-mail clicando AQUI ou  AQUI

Fonte: Greenpeace - OngCea
Wilson Junior Weschenfelder
Biólogo/Bacharel em Ecologia
Especialista em Licenciamento Ambiental
Doutorando em Desenvolvimento Regional
http://biowilson.blogspot.com/


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Capa da Science: desmatar não traz riqueza


     No momento em que o governo brasileiro discute se flexibiliza ou não a aplicação de medidas ambientais na Amazônia, a revista "Science" confirma os efeitos negativos do desmatamento para a economia da região e seus moradores. Uma pesquisa, que ganhou a capa de uma das principais publicações científicas do mundo, revela que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das cidades que devastaram sua mata para abrir pastagens e campos para agricultura é tão baixo quanto o dos municípios que preservaram a floresta.



     O estudo indica que as cidades que desmatam passam por um período inicial próspero, seguido de um declínio. Esse ciclo, chamado de "boom colapso", já havia sido constatado em uma pesquisa publicada em primeira mão pela revista ÉPOCA em agosto de 2005 (Leia a matéria na íntegra). Naquela ocasião, pesquisadores do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) estudaram 407 municípios da Amazônia. Desta vez, o levantamento abrange 286 municípios. Os resultados continuam os mesmos: a devastação não traz riqueza. A moral da história também: a floresta vale muito mais de pé.

Autora: Marcela Buscato - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 9 de junho de 2009

Vamos dar 12% da Amazônia a preço de banana?


     Essa semana o presidente Lula vai tomar uma decisão sem precedentes na história da Amazônia. Ele pode aprovar uma legislação que vai legalizar uma das piores ameaças à floresta: o roubo de terras públicas. A Medida Provisória n.° 458, ou MP da Amazônia, foi aprovada na quarta-feira, no Congresso Nacional. Ela facilita a venda, e até a possível doação, de 67,4 milhões de hectares, o equivalente a 12% da Amazônia. As regras da MP assustam de tão permissivas, pois permite que qualquer pessoa, ou empresa, possa comprar até 1.500 hectares na região sem licitação, ou, comprovação de residência. A revenda da área pode ser feita depois de três anos. Apenas os pequenos produtores precisam permanecer na terra por dez anos para poder vendê-la. A MP está na mesa do presidente Lula para apreciação. Será que ele vai assinar tamanha barbaridade?


foto Wagner Santos

     Se Lula aprovar essa legislação sem nenhuma restrição, ele vai estar colaborando indiretamente para a destruição da Amazônia. A ocupação desordenada é uma das principais causas do desmatamento ilegal. O ciclo começa com a entrada dos ladrões de terra (grileiros) que criam estradas ilegais, vendem a madeira e abrem pastagens para comprovar a posse irregular. Depois, com a ajuda de cartórios corruptos e decisões judiciais duvidosas, esses grileiros conseguem regularizar a invasão. Esse processo de destruição da floresta consome 10 mil quilômetros quadrados de matas todos os anos. "A MP pode legitimar essa grilagem na Amazônia e jogar por terra 15 anos de intenso trabalho do Ministério Público na luta contra o roubo de terras públicas", diz o procurador federal do Pará, Felício Pontes.
     A MP também estipula um preço questionável para a destruição da Amazônia. Vamos perder 12% da floresta ao valor simbólico de um real, ou seja menos do que a dúzia da banana em uma feira. A área que pode ser negociada corresponde a tudo o que já foi convertido de matas em pastagens durante a última década (70 milhões de hectares). A senadora Marina Silva (PT-AC) também questiona a aprovação da MP. "Essa lei vai beneficiar aqueles que cometeram o crime de apropriação de terras públicas, e vai fazer com que essas pessoas sejam anistiadas e confundidas com posseiros de boa fé", afirmou durante um discurso inflamado no Senado Federal.



     A MP pode beneficiar empresários como o banqueiro Daniel Dantas, indiciado por formação de quadrilha, sonegação fiscal e evasão de divisas. Uma de suas propriedades na Amazônia (na Agropecuária Santa Bárbara) está em uma aérea irregular da União. As fazendas chegaram a serem invadidas por integrantes do movimento dos sem terras, que acusaram Dantas de "grilar" áreas na floresta. Caso a MP seja aprovada, o banqueiro pode conseguir regularizar essas terras. E pagando muito pouco por isso, ou até recebendo a área como uma doação da União em benefício de uma duvidosa regularização fundiária na Amazônia.
     Outro problema da MP é incentivar o crescimento irregular da pecuária sobre áreas de floresta. Isso pode estimular um aumento vertiginoso no desmatamento e criar problemas ao Brasil no cenário internacional. A destruição das florestas corresponde a 75% das emissões brasileiras de gases que provocam o aquecimento global. Esse número coloca o país em quinto lugar no ranking dos grandes poluidores mundiais.



     A gravidade das consequências da MP desencadeou uma inusitada união entre velhos rivais. O PSDB tomou partido dos argumentos da Senadora Marina Silva e do ministro do meio ambiente, Carlos Minc. Agora os tucanos também integram o coro a favor do veto presidencial à MP. Um dos pedidos desse grupo é que ao menos os artigos 2º , o 7º e o 13º sejam vetados por Lula. Isso pode impedir que pessoas que não ocupam diretamente as terras e pessoas jurídicas sejam beneficiadas. Caso Lula aprove a MP sem restrições o país vai presenciar uma distribuição de terras públicas nunca vista antes na história da república brasileira. Estaremos regredindo aos velhos tempos das capitanias hereditárias.



Autor: Juliana Arini - blog do Planeta
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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