Fonte: MSN Postado por Wilson Junior Weschenfelder |
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Inpe indica desmatamento de 754 km² entre novembro e janeiro. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve queda de 70%. Dados divulgados pelo Instituto nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) nesta terça-feira (3) indicam que a floresta amazônica perdeu 754,3 quilômetros quadrados de florestas entre novembro de 2008 e janeiro de 2009. A área equivale a metade do município de São Paulo. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve uma queda de 70% no ritmo de devastação. Entre novembro de 2007 e janeiro de 2008, a degradação florestal detectada pelo Inpe na Amazônia foi de 2.529,2 km². Quando comparado aos três meses anteriores (agosto a outubro de 2008), o índice apresenta queda de 60%. Nesse período, a degradação acumulada da floresta foi de 1.884 km².
Focos de desmatamento mostram a devastação concentrada nos arredores da rodovia Transamazônica, no Pará, e no oeste do Maranhão. (Fonte: Inpe) A medição faz parte do sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), que identifica apenas focos de devastação com área maior que 2.500 m². Apesar da queda significativa, o desmatamento na virada de 2008 para 2009 pode ter sido maior, já que as nuvens atrapalharam a visão dos satélites, encobrindo entre 63% e 86% da Amazônia. Estados como o Acre, Amazonas, Amapá e Roraima praticamente não foram monitorados, pois permaneceram encobertos. Os estados onde mais houve degradação florestal, segundo o Inpe, foram o Pará (319 km²), Mato Grosso (272 km²) e Maranhão (88 km²) e Rondônia (58 km²). Nos outros estados da Amazônia Legal, o desmatamento medido pelos satélites não passou de 6 km². Em breve, os focos de desmatamento detectados pelo Inpe poderão ser vistos de forma simples e amigável no mapa interativo do Globo Amazônia, que mostra os pontos de destruição da floresta e possibilita aos internautas protestar contra queimadas e desmatamentos. Fonte: Globo Amazônia - G1 Postado por Wilson Junior Weschenfelder |
Um caranguejo mutante com uma pinça de três extremidades em uma das garras foi adotado por um aquário em East Sussex, na Grã-Bretanha. O crustáceo, chamado de Ali, foi apanhado durante o fim-de-semana por um pescador, que o doou ao aquário Blue Reef após notar a característica incomum. O membro complementar, na garra esquerda de Ali, mede cerca de 15 centímetros. O curador do aquário, Daniel Davies, disse que caranguejos são capazes de regenerar membros e pinças machucados, mas que, no caso de Ali, um ferimento acabou provocando o surgimento de uma extremidade adicional na pinça.
Ali tem três pinças em vez de duas em sua garra esquerda. "Não sabemos se Ali consegue usar a pinça extra da garra, mas como sabemos o quão poderosas as garras de caranguejos podem ser, não queremos descobrir da forma dolorosa", disse Davies. Ali, um caranguejo comestível, ganhou um lugar especial no aquário. "Foi muita sorte o pescador ter percebido o quão incomum Ali era porque, caso contrário, acredito que ele teria terminado em uma panela", afirmou Davies. Fonte: BBC Postado por Wilson Junior Weschenfelder |
Baleias-piloto estão sendo resgatadas, mas dezenas já morreram. Causa do fenômeno ainda não é bem conhecida. Especialistas tentam salvar dezenas de baleias-piloto nesta segunda-feira (2), depois de quase 200 delas encalharem na noite anterior em uma ilha perto do estado da Tasmânia (sul da Austrália). As equipes de resgate dizem que apenas 54 das 194 baleias encalhadas na ilha King (entre a ilha da Tasmânia e a ilha principal da Austrália) continuam vivas, mas as autoridades acreditam que poderão salvá-las. Sete golfinhos também encalharam.
Voluntários se dedicam a resgatar os animais (Foto: Reuters/Naracoopa Holiday Units) "É incrível, algumas morrem logo de cara, outras sobrevivem durante dias. Esses são animais bastante robustos, baleias-piloto, já passamos por isso antes", disse Chris Arthur, funcionário do Serviço de Parques e Vida Selvagem da Tasmânia, a uma rádio local. "Enquanto elas estiverem vivas ainda há uma chance." Nos últimos três meses, mais de 400 baleias já encalharam na costa noroeste da Tasmânia. Em janeiro, 48 cachalotes morreram em circunstâncias semelhantes. Baleias encalham periodicamente na Austrália e na Nova Zelândia, por razões ainda não totalmente compreendidas. Uma teoria diz que o ruído de atividades humanas no mar estaria perturbando a ecolocalização das baleias (uma espécie de sonar). Arthur disse que mais de 150 moradores da ilha estão ajudando as autoridades na tentativa de devolver as baleias ao mar. O encalhe aconteceu num trecho de areia plana na praia de Naracoopa. Várias baleias já estão espremidas em um cercado dentro do mar. "Famílias, crianças, papais e mamães, avós - todos estão ajudando, fazendo sua parte sob a orientação dos guardas florestais locais", disse o administrador da ilha, Andrew Wardlaw, à rádio local. Os meteorologistas dizem que há previsão de ventos fortes na ilha King, e que isso pode deixar o mar agitado, complicando o resgate. As baleias-piloto estão entre as menores baleias. Costumam medir até 5 metros de comprimento. São pretas e têm a barriga cinzenta. Fonte: Reuters - G1 Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder |
Secretário-geral da ONU sobrevoou monte mais alto da África e disse que o aquecimento global está fazendo desaparecer, aos poucos, a calota da geleira. O Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou, na quinta-feira, dia 26, que o mundo precisa agir rapidamente para combater os efeitos das mudanças climáticas. Ele fez a declaração após sobrevoar o Monte Kilimanjaro, na Tanzânia, e ver de perto o degelo da montanha mais alta da África. Ban Ki-moon Escassez de Água Segundo Ban, caso nada seja feito, em poucos anos, não deverá ser possível avistar a calota da geleira que foi reduzida, de forma impressionante, nas últimas décadas, por causa do aquecimento global. Num discurso a jornalistas, em Dar es Salam, Ban lembrou a situação dos pequenos agricultores nos arredores do Kilimanjaro e da escassez de água na região. Segundo ele, os moradores de alguns vilarejos passaram a sofrer de malária, um problema que não ocorria antes. Ban afirmou que a situação é alarmante e que o mundo precisa dar uma resposta rápida e coordenada ao desafio do aquecimento global. Da Tanzânia, ele embarca para a República Democrática do Congo e logo após para o Egito, onde encerra sua visita oficial à África. Autora: Mônica Villela Grayley - Rádio ONU - Ecoagência Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder |
Graças ao aquecimento global, a Groenlândia está perdendo todo ano gelo suficiente para cobrir a Alemanha inteira com uma camada de um metro de água. As imensas geleiras derretem de forma dramática. Primeiro, a água forma grandes rachaduras e lagos na superfície da plataforma de gelo, que muitas vezes tem quilômetros de altura.
A água desses lagos, então, escorre por fendas profundas até a base rochosa da Groenlândia. Ou fogem para outro lago, mais abaixo. O líquido acaba sendo despejado no mar. O processo todo envolve grandes volumes de água. E é assustadoramente rápido. Um grupo liderado pelo glaciologista Jason Box filmou um lago esvaziando em questão de horas. Em apenas um dia, ele perdeu 42 milhões de litros de água. Box acredita que existem centenas ou milhares de lagos como esses, despejando água do gelo fundido para o mar. A taxa deste derretimento de gelo da Groenlândia está diretamente ligada à elevação do nível dos mares. Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta Postado por Wilson Junior Weschenfelder |
O aquecimento na Antártida está muito maior do que se pensava e o gelo da Groenlândia derrete cada vez mais rápido, diz o maior estudo internacional dos últimos 50 anos nas regiões polares, autênticos barômetros da mudança climática. Durante dois anos cerca de 10 mil cientistas de mais de 60 países realizaram um programa de pesquisas intensivas no Ártico e na Antártida denominado Ano Polar Internacional (API). Derretimento acelerado na Groelândia. Patrocinada pelo Conselho Internacional para a Ciência (CIUC) e a Organização Mundial de Meteorologia (OMM), a campanha conseguiu novos conhecimentos sobre a função que desempenham as regiões polares no funcionamento do sistema terrestre. O relatório afirma que "durante o API 2007-08 nosso planeta estava mudando com uma rapidez sem precedentes na história da humanidade, especialmente nas regiões polares". Neste período voltaram a acontecer avaliações do estado da camada de gelo da Groenlândia e da Antártida, usando novas técnicas como as medições de satélites das mudanças de altitude e os campos gravitacionais das camadas de gelo. "Parece certo que tanto o manto de gelo da Groenlândia como o da Antártida estão perdendo massa e, em consequência, aumentando o nível do mar, e que o gelo da Groenlândia está se perdendo cada vez mais rápido", disse o relatório. E "as novas informações confirmam que o aquecimento da Antártida está muito mais ampliado do que se pensava antes do Ano Polar", declarou. Durante as travessias internacionais da Antártida, os cientistas realizaram estudos em regiões onde nenhum homem tinha colocado o pé há 50 anos. Groenlândia: em 2006 descobertas preliminares indicam que a geleira Kangerdlugssuaq na costa leste está se movendo a uma velocidade de quase 14 km por ano (Foto: Divulgação/Tara Expeditions) No período das investigações "a extensão do gelo marinho perene no Ártico no verão diminuiu em aproximadamente um milhão de quilômetros quadrados, até alcançar sua dimensão mais reduzida desde que começaram os registros de satélite". Além disso, pela primeira vez desde o início das observações se constatou que na região do Pólo Norte o manto de gelo de um ano de antiguidade era relativamente fino em meados de inverno. Foram obtidas provas conclusivas de que "estão acontecendo mudanças no sistema gelo-oceano-atmosfera do Ártico". Vários projetos do API apresentaram novas informações sobre a velocidade com o que está acontecendo o aquecimento terrestre. Desta forma, se constatou que o oceano Austral aqueceu mais rápido que o oceano mundial, e que as águas densas profundas que se formaram perto da Antártida perderam salinidade em alguns locais e se aqueceram em outros. Todas estas mudanças são indícios de que o aquecimento da Terra está afetando a Antártida de formas nunca antes imaginadas. Fendas de água começam a aparecer na Groenlândia Fonte: EFE - Terra Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder |
Sem os felinos, população de coelhos devastou vegetação do lugar. Caso é lição para pesquisadores que tentam deter espécies exóticas. Com seus duros e verdes penhascos e céus repletos de névoa, a Ilha Macquarie – na metade do caminho entre Austrália e Antártida – se parece com a Meca de um amante da natureza. No entanto, a ilha recentemente se tornou uma sóbria ilustração do que pode acontecer quando os esforços para eliminar uma espécie invasora acabam causando danos colaterais imprevistos.
Encosta destruída por coelhos depois da erradicação de gatos na ilha (Foto: Arko Lucieer/Universidade da Tasmânia/NYT) Em 1985, cientistas australianos iniciaram um ambicioso plano: dizimar os gatos não-nativos que viviam nas colinas da ilha desde o início do século XIX. O programa começou por uma aparente necessidade – os gatos estavam caçando pássaros nativos. Vinte e quatro anos depois, uma equipe de cientistas da Divisão Antártica Australiana e a Universidade da Tasmânia relatam que a remoção dos gatos inesperadamente causou uma destruição no ecossistema da ilha. Sem os gatos, os coelhos da ilha (também não-nativos) começaram a procriar descontroladamente, destruindo plantas nativas e enviando efeitos por todo o ecossistema. As descobertas foram publicadas online na revista científica "Journal of Applied Ecology", em janeiro. "Nossas descobertas mostram que é importante que os cientistas estudem todo o ecossistema antes de realizar programas de erradicação", diz Arko Lucieer, perito em sensoriamento remoto da Universidade da Tasmânia e co-autor do estudo. "Não houve muitos programas que levaram todo o sistema em consideração. Você precisa entrar em modo cenário: 'Se matarmos este animal, que outras consequências poderemos observar?'" Leia a notícia completa AQUI. Autora: Elizabeth Svoboda / New York Times - G1 Postado por Wilson Junior Weschenfelder |
Após 40 anos, mata secundária só tem 35% das espécies originais. Expectativa de vida desse tipo de vegetação, porém, é bem menor. A constatação de que 20% das áreas desmatadas da Amazônia têm florestas em regeneração coloca o Brasil no centro de uma discussão internacional sobre o valor ecológico das florestas secundárias. Estudos de longo prazo realizados no nordeste do Pará por cientistas do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) mostram que, mesmo após 40 anos em repouso, as florestas secundárias da região só recuperaram 35% das espécies arbóreas com mais de 10 centímetros de diâmetro que tinham originalmente. Segundo cálculos do pesquisador Cláudio Almeida, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), cerca de 132 mil dos 680 mil quilômetros quadrados de florestas derrubadas na Amazônia estavam em processo de regeneração até 2006. E, segundo especialistas, essas florestas podem até se transformar em florestas maduras, mas dificilmente recuperam a diversidade de espécies que tinham originalmente. Uma área de florestas secundárias (ou capoeiras) equivalente a tudo que foi desmatado na Amazônia nos últimos sete anos (de 2002 a 2008), suficiente para cobrir de mata os Estados de Pernambuco e Alagoas. À primeira vista, pode parecer que sete anos de desmatamento foram "desfeitos". Mas a simplicidade dos números esconde uma teia de fatores ecológicos altamente complexos. Além da regeneração, o tempo para regeneração é insuficiente. Segundo Almeida, a expectativa média de vida de uma floresta secundária na Amazônia brasileira é de apenas cinco anos, até ser cortada e queimada novamente. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo". Fonte: Agência Estado - G1 Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder |
A velocidade com que o nível do mar está subindo agora é quase o dobro daquela verificada no século 20. Já se sabia que o fenômeno -alimentado pelo aquecimento global- era grave, mas os dados mais recentes, coletados desde 1993, mostram que a elevação da linha d'água até 2100 será de 1,80 metro, mais do que o dobro da prevista pelo painel do clima da ONU. "Entre 1993 e 2008, a taxa média global registrada foi de 3,4 mm por ano", disse à Folha a pesquisadora francesa Anny Cazenave, do Centro Nacional de Estudos Espaciais de Toulouse (França). Esse número, obtido por medições de satélite que geraram uma série histórica inédita, ganha um ar de gravidade quando comparado a outro: entre 1950 e 2000, a elevação média do mar era de 1,8 mm por ano, diz a cientista. "Mas a maior surpresa não é essa", diz Cazenave, que apresentou suas recentes medições -processadas até dezembro- na reunião da AAAS (Sociedade Americana para o Avanço da Ciência), encerrada na semana passada em Chicago. "As causas dessa aceleração do nível do mar também mudaram", diz. Entre 2003 e 2008, o derretimento das geleiras e dos mantos de gelo (Groelândia e Antártida) contribuiu com 80% da elevação. A expansão térmica -o aumento de volume da água pelo aquecimento- ajudou com cerca de 20%. Na virada do século, porém, o cenário ainda era diferente. Entre 1993 e 2003, o aquecimento da água do mar explicava 50% do fenômeno, enquanto as massas de gelo respondiam por 40%. (Ainda não existem dados para explicar os 10% que fechariam a conta.) Para os cientistas, não há dúvida: as atenções devem ser voltadas agora para regiões como o Ártico, a Antártida e as demais geleiras continentais. Entre essas áreas, o norte da Terra é o mais rico em gelo. Um metro a mais "Hoje, tanto os mantos de gelo quanto as geleiras continentais [na Antártida, na Groelândia, nos Andes ou no Himalaia] têm igual relevância, mas tudo indica que os primeiros serão cada vez mais importantes daqui para a frente", disse Stefan Rahmstorf, pesquisador da Universidade de Potsdam (Alemanha), que apresentou suas pesquisas no evento da AAAS, às margens do rio Chicago. As contas do pesquisador alemão sobre o futuro do nível médio do mar indicam que os modelos apresentados até hoje estão otimistas demais. "Em 2100, posso dizer agora, o nível dos oceanos deverá estar aproximadamente um metro acima do que estava previsto pelo modelo [mais pessimista] do IPCC", o painel do clima das Nações Unidas que contou com a participação de Rahmstorf. Acreditava-se que nível do mar não deveria subir mais do que 60 cm até 2100 (comparado com 1980-1999). Agora, porém, estima-se a marca de 1,80 metro. "E o nível do mar não vai parar de subir em 2100. Ele poderá chegar até 3,5 metros em 2200 e bater os 5 metros em 2300", disse Rahmstorf. No passado, mostrou o pesquisador, o nível do mar atingiu o pico há 40 milhões de anos. As águas estavam mais de 70 metros acima do que estão hoje. Apesar de um nível do mar elevado não ser novidade para o planeta, a espécie humana, que surgiu há apenas 200 mil anos, nunca viu algo assim. De acordo com Cazenave, as medições já feitas nestes últimos 16 anos mostram três regiões onde a subida do nível do mar já é realidade. "As áreas mais afetadas são o oeste do oceano Pacífico, o litoral da Austrália e também a Groelândia", diz a cientista. Como as previsões não são uniformes, e levam em conta valores médios, uma pergunta de interesse pessoal foi feita por um espectador da palestra em Chicago. "Sou da Flórida. Quero saber o que vai ocorrer lá", disse. "Vocês [cientistas] é que têm de dizer onde o mar subirá nos próximos anos." Mas os cientistas silenciaram, e a questão também continua aberta para quem vive na Califórnia, no Taiti ou no Recife. Diante da dúvida, o melhor que cidades costeiras têm a fazer é se prepararem para o pior. Autor: Eduardo Geraque - Folha de S.Paulo Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder |
Algumas formas de poluição, relativamente fáceis de evitar, causam grandes estragos. Uma das menos visadas pelos ecologistas em geral é o cigarro. Estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde na cidade de São Paulo revelou que 36% dos não fumantes que convivem com fumaça de cigarro têm tanto monóxido de carbono no organismo quanto os próprios fumantes. O estudo confirma a necessidade de ambientes separados para os fumantes. No estudo, foram 1.310 pessoas avaliadas. São pessoas que convivem com cigarro em ambientes públicos, como restaurantes, lojas ou no trabalho. Do total de participantes, 18,32% tiveram resultado compatível com a de fumantes leves (que consomem menos de um maço de cigarros por dia). Já 15,27% dos testes apontaram que essas pessoas tinham nível de contaminação equivalentes a fumantes (que consomem menos de dois maços de cigarros diários). E 2,29% dos analisados tinham níveis compatíveis com a de fumantes pesados (que consomem mais de dois maços por dia). Ainda segundo o estudo, 70,23% dos entrevistados, todos não usuários de tabaco, convivem com fumantes no ambiente de trabalho. Já 24,43% respiram a fumaça alheia na própria residência, 4,58% em bares, boates e restaurantes, outros 4,58% em escolas e 20,61% em outros locais com amigos. Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder |
O único urso da América do Sul pode ser extinto. O simpático urso-de-óculos, como é conhecido o Tremarctos ornatus, está ameaçado pelo desmatamento na Amazônia. Cientistas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgaram na quarta-feira, no Quênia, um estudo que denuncia a extinção de 26 espécies de animais e plantas até 2006. Dez delas na parte brasileira da Amazônia. Outras 644 espécies teriam entrado na lista de animais e plantas ameaçadas de extinção pelo avanço das derrubadas, entre elas o urso que vive na porção andina da floresta.
O urso de óculos é a segunda espécie de ursídeos mais vulnerável do mundo. Ele só perde em vulnerabilidade para o panda gigante da China, por isso é considerado o panda da Amazônia. Agora, ele pode ter se tornado tão raro quanto os famosos parentes orientais. Além de ameaçado pelas ações humanas, o urso-de-óculos guarda outras semelhanças com o primo chinês. Ele também se alimenta de brotos de bambu e bromélias. A sua pelagem tem um padrão de cores inversa a do panda. Ele tem grandes manchas brancas sobre os seus olhos, que contrastam com o negro de seu corpo. Esses animais são encontrados livres na natureza em raras regiões da Amazônia, como o Parque Nacional do Manu, a Reserva Nacional Tambopata e o Parque Nacional Bahuaja-Sonene, no Peru. Um dos problemas da espécie é que além de viver em uma região de risco, esses animais são muito dóceis ao contato com os homens. Fato que facilita a ação de caçadores em frentes de derrubadas. No Brasil, o zoológico de São Carlos conseguiu fazer a reprodução do urso-de-óculos em cativeiro. Caso a destruição da Amazônia não seja controlada, essa pode ser a única esperança de sobrevivência da espécie. Autora: Juliana Arini - Blog do Planeta Postado por Wilson Junior Weschenfelder |
17/02 – Cristãos paquistaneses andam pela rua carregando doações para refugiados de Swat Valley em Islamabad, Paquistão. Nos últimos meses, o local tem sido atacado por militantes que atacam opositores, queimaram escolas para meninas e baniram muitas formas de entretenimento. Troca de tiros entre militantes e forças de segurança matou centenas de pessoas enquanto um terço da população local fugiu para campos de refugiados (foto: AP) Fonte: MSN Postado por Wilson Junior Weschenfelder |
Fonte: Blog do Planeta Postado por Wilson Junior Weschenfelder |
Conforme antecipamos em uma reportagem de Época desta semana, a plataforma de gelo de Wilkins, do tamanho de metade do estado do Rio de Janeiro, está se fragmentando na Antártica.
Hoje, segundo pesquisadores espanhóis, um bloco com as dimensões do Havaí se desprendeu da plataforma, formando icebergs gigantes (como na foto acima). A informação é do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), da Espanha, que tem um navio de pesquisas agora na região. Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta Postado por Wilson Junior Weschenfelder |
Anfíbios enfrentam crise de potenciais extinções em massa. Cientistas confirmam que a salamandra está no grupo de risco. Não é fácil ser um anfíbio nos dias de hoje. Estima-se que cerca de um terço das espécies de anfíbios esteja ameaçada ou em extinção. Entre elas, muitas espécies de sapos que sofreram graves declínios nos últimos anos, vítimas de uma doença de fungo, a quitridiomicose. Menos atenção foi dedicada à situação das salamandras, mas um relato no periódico científico "The Proceedings of the National Academy of Sciences" sugere que elas também fazem parte do que tem sido chamado de crise anfíbia global.
Salamandras estão ameaçadas de desaparecer (Foto: Sean Rovito/NYT) David B. Wake e Sean M. Rovito da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e colegas pesquisaram populações de salamandras na Guatemala e no México, e compararam os resultados a pesquisas passadas. Os locais incluíam uma região do oeste da Guatemala que Wake e outros haviam pesquisado na década de 1970. Desta vez, os pesquisadores descobriram muito poucos espécimes de algumas espécies, principalmente da Pseudoeurycea brunnata e da P. goebeli, que estavam entre as mais abundantes três décadas atrás. No geral, espécies com as elevações mais altas mostraram os maiores declínios. Os pesquisadores não descobriram nenhuma evidência direta de que o fungo da quitridiomicose estivesse envolvido, embora afirmassem que ele pode ter desempenhado algum papel. O desmatamento e a mudança climática também podem ser fatores importantes, disseram eles, por reduzirem a umidade nas altitudes mais elevadas. Autor: Henry Fountain - 'New York Times' / G1 Postado por Wilson Junior Weschenfelder |
Aviões de reconhecimento da Aeronáutica mediram devastação. Em 450 horas de voo eles sobrevoaram área de dois Paraguais. As Forças Armadas têm ajudado o governo brasileiro a descobrir quais são as áreas de maior desmatamento no Brasil. Na última quinta-feira (12), o Serviço de Proteção da Amazônia (Sipam), entregou mapas digitais do desmatamento aos prefeitos de 36 municípios mais devastados da Amazônia. O levantamento foi feito por profissionais da Aeronáutica utilizando aviões de reconhecimento do Sipam, que também são usados em operações militares.
Três aviões de reconhecimento R-99B, produzidos pela Embraer, usaram radares para mapear municípios mais desmatados. (Foto: FAB/Divulgação) Nas comunidades sobre a Amazônia na rede social Orkut, o uso das forças armadas para proteger a floresta é o assunto mais discutido pelos internautas. A maior parte das pessoas defende que o governo brasileiro deveria usar o Exército, a Marinha e a Aeronáutica a serviço da preservação ambiental. "As Forças Armadas ajudariam muito a frear o desmatamento na Amazônia, até porque eles já fazem treinamentos lá", defende o internauta Renato Monteiro em debate no Orkut. Já para Nei Duclós, somente usar o poderio militar não ajudaria o meio ambiente: "Forças Armadas não podem ser o foco da defesa. O que nos defenderia na Amazônia seriam políticas públicas focadas na população que existe marginalizada lá."
Mapa mostra rio em Vila Rica (MT). Além de servir para conter desmatamento, levantamento realizado pelo Sipam pode ajudar prefeitos a conhecerem melhor suas cidades. (Foto: Sipam/Divulgação) A geração de mapas dos municípios utilizando pilotos e tecnologia da Aeronáutica atende aos anseios dos dois internautas. Além de servir para mostrar as áreas de floresta mais ameaçadas, os mapas também ajudarão os prefeitos a planejar ações para melhorar a infraestrutura dos municípios, como a construção de estradas. Área de dois Paraguais Não foi tarefa das mais simples obter os dados dos municípios mais ameaçados. A área total mapeada foi de cerca de 800 mil quilômetros quadrados, o equivalente a duas vezes o Paraguai. "Nunca havíamos feito uma missão em alta definição em uma área tão extensa", relata Wougran Soares Galvão, diretor de Produtos do Censipam, órgão que gerencia o Sipam.
Pilotos da Aeronáutica passaram 450 horas no ar para rastrear municípios. (Foto: FAB/Divulgação) Toda a região foi sobrevoada com aeronaves R-99B, fabricada pela Embraer e especializada em missões de reconhecimento e vigilância. Pilotos da Força Aérea Brasileira completaram 450 horas de voo para cobrir toda a região. "O custo do projeto, só calculando o gasto das aeronaves e coleta de dados, foi de R$ 3,7 milhões", conta Galvão. O sinal dos radares foi armazenado em fitas, que foram enviadas para um centro do Sipam em Manaus. Lá, um software desenvolvido pela Aeronáutica processou os dados, que foram transformados em mapas de alta resolução, que mostram em detalhes todas as características dos municípios, como estradas, plantações, rios e florestas. Autor: Iberê Thenório - Globo Amazônia Postado por Wilson Junior Weschenfelder |
O aquecimento global no decorrer deste século será mais grave do que se acreditava até agora, segundo Chris Field, membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês). O especialista afirmou ainda que as temperaturas futuras "vão passar de qualquer valor que tenha sido previsto". Field fez o alerta no sábado, durante o encontro anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), em Chicago. Ele foi um dos autores do relatório divulgado pelo IPCC em 2007, que estimava que as temperaturas iriam subir entre 1,1ºC e 6,4ºC até o fim deste século. Para cientista, temperaturas podem subir mais que o previsto Novos dados O cientista, no entanto, diz que o relatório subestimou seriamente a escala do problema. Ele apresentou dados novos que mostram que as emissões dos chamados gases do efeito estufa aumentaram muito mais rapidamente que o esperado entre 2000 e 2007. Segundo Field, este aumento foi provocado principalmente pela queima de carvão para obter energia elétrica na China e na Índia. "Estamos basicamente olhando agora para um futuro climático que está muito além de qualquer coisa que tenhamos considerado nas políticas climáticas", afirmou. Ele disse ainda que o impacto nas temperaturas ainda é desconhecido, mas o aquecimento tende a se acelerar em um ritmo muito mais rápido e a provocar ainda mais danos ambientais do que se previa. De acordo com o cientista, isso incluiria a seca de florestas nas áreas tropicais, tornando-as muito mais vulneráveis a queimadas. As temperaturas mais altas também poderiam acelerar o derretimento do permafrost - tipo de solo da região do Ártico -, aumentando dramaticamente a quantidade de carbono na atmosfera. "Sem uma ação efetiva, as mudanças climáticas vão ser maiores e muito mais difíceis de se lidar do que pensávamos", concluiu. Fonte: BBC Brasil - Portal do Meio Ambiente Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder |
O planeta Terra pode estar sob a ameaça de ser atingido por milhares de cometas que circulam nos arredores do sistema solar e não podem ser detectados pelos cientistas, afirma uma reportagem publicada na edição desta semana da revista britânica New Scientist A revista entrevistou dois astrônomos britânicos que afirmam que, apesar de todo trabalho de monitoramento desses corpos celestes feitos por agências espaciais, muitos deles não poderiam ser detectados por serem o que eles chamam de "cometas escuros". Segundo Bill Napier, da Universidade de Cardiff, no País de Gales, e David Asher, do Observatório de Armagh, na Irlanda do Norte, estes cometas escuros podem ser uma ameaça à Terra. O cometa Borrelly também teria partes escuras na superfície "Cometas escuros, dormentes, são uma significativa, mas muitas vezes invisível, ameaça ao planeta", disse Napier à revista. Segundo os cientistas, pelos cálculos sobre a entrada de cometas no sistema solar, é possível que haja pelo menos 3 mil desse corpos celestes próximos à região, mas apenas 25 deles são conhecidos. Napier e Asher afirmam que muitos desses cometas não podem ser vistos "simplesmente porque são muito escuros". Isto acontece quando o gelo de um cometa "ativo" - que reflete a luz do sol - se evapora, deixando para trás somente uma crosta que reflete apenas uma fração de luz. Calor Os cientistas citam como exemplo o cometa IRAS-Araki-Alcock, que passou a uma distância de 5 milhões de quilômetros da Terra em 1983 - a menor registrada em 200 anos. Segundo eles, o cometa foi detectado apenas duas semanas antes de sua aproximação. Cometa IRAS-Araki-Alcock "Ele tinha apenas 1% de suas superfície ativa", diz Napier. De acordo com os pesquisadores, quando uma sonda da Nasa pousou no cometa Borrelly, em 2001, também teria registrado várias manchas "negras" em sua superfície. Outro cientista entrevistado pela revista, no entanto, se mostrou mais cético sobre a ameaça. Segundo Clark Chapman, do Southwest Research Institute, no Colorado, Estados Unidos, "estes cometas absorveriam bem a luz do sol, então poderiam ser detectados pelo calor que emitiriam". Fonte: BBC Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder |
A concentração de dióxido de carbono na atmosfera da Terra subiu 2,28 partes por milhão no ano passado. O dado é da Divisão de Monitoramento Global da NOAA, a agência de oceanos e atmosfera dos Estados Unidos. O dióxido de carbono é o principal gás responsável pelo aquecimento global. Segundo os pesquisadores, a taxa atual é a mais alta dos últimos 650 mil anos. E provavelmente a mais alta também dos últimos 20 milhões de anos. O aumento da concentração de gás carbônico no ano passado – apesar da desaceleração econômica – aumenta o temor que possa chegar a níveis desastrosos. Segundo a maior parte dos pesquisadores, o mundo precisa retornar a concentrações abaixo de 350 ppm (onde estavam na década de 80) para evitar as piores consequências das mudanças climáticas. Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta Postado por Wilson Junior Weschenfelder |