sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Temperaturas no Ártico atingem nível recorde, diz relatório

Segundo estudo, temperatura está 5º C acima do normal, e gelo derrete a taxa acelerada.
 
     A região do Ártico está neste ano registrando temperaturas de outono recordes e a segunda maior perda de gelo oceânico da história, segundo o relatório anual da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.
     O Annual Arctic Report Card, compilado por 46 cientistas de dez países, ressalta ainda que o Oceano Ártico está mais quente e menos salgado à medida que o gelo derrete, e que as populações de rena parecem estar em declínio.
     "As temperaturas de outono estão 5º C acima do normal, um recorde, em conseqüência da grande perda de gelo oceânico nos anos recentes, que permite maior aquecimento do oceano", atesta o relatório.
 

Foto originalmente pertencente à Universidade do Illinois. Animação em flash mostra esse derretimento nos últimos 4 anos do NO NY Times (fonte)

 
     Segundo o estudo, o ano de 2007 foi o mais quente já registrado no Ártico. Neste ano, as temperaturas de inverno e primavera "permanecem relativamente altas" em toda a região, "em contraste com as do século 20 e em consistência com uma influência emergente do aquecimento global".
     Imagens obtidas por satélite indicam que, após um verão em derretimento, a extensão mínima do gelo ártico atingiu 4,7 milhões de quilômetros quadrados.
     É apenas "um pouco" melhor do que o recorde mínimo de 4,3 milhões de quilômetros quadrados registrado há apenas um ano, em setembro de 2007, quando a cobertura de gelo do oceano ficou 39% abaixo da média de 1979-2000, e 50% abaixo da média 1950-70.
     "A extensão mínima (do gelo) no verão de 2008 reforça ainda mais as fortes tendências negativas em relação ao derretimento da cobertura observado nos verões dos últimos 30 anos", diz o estudo.
 

O jornalista Alun Anderson, da revista Nature, respondeu literalmente à altura (em inglês), mostrando in loco - nas colinas da Groenlândia - como o gelo está sumindo (foto acima). "A mudança de clima chegou", diz ele (fonte)

 
     Conseqüências
     Como conseqüência do derretimento, o Oceano Ártico continua a se aquecer e se tornar mais doce. Outro efeito é que a taxa de elevação das águas chegou a quase 0,1 polegada (25 milímetros) por ano, uma taxa considerada "sem precedentes".
     "As mudanças no Ártico mostram mais claramente do que em outras regiões um efeito dominó em decorrência de múltiplas causas", disse o oceanógrafo James Overland, do Laboratório Ambiental Marinho do Pacífico da Noaa.
     "É um sistema sensível e normalmente reflete mudanças de modo relativamente rápido e dramático."
     As mudanças têm efeito sobre o ecossistema da região. Manadas de renas, que vinham aumentando desde os anos 1970, agora mostram sinais de estabilidade ou declínio, de acordo com o estudo.
     Além disso, populações de ganso estão aumentando e tomando outras regiões dentro do ecossistema do Ártico.
 

Urso polar se alimenta em região costeira do Alasca (fonte)

 
 
Fonte: BBC - G1
Postado a adaptado por Wilson Junior Weschenfelder

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Assista ao derretimento das geleiras ao vivo. E não durma

     O site dinamarquês Sermitsiaq teve uma idéia ousada para registrar o aquecimento global. Eles instalaram uma câmera no glaciar Ilulissat, na Groenlândia. Você pode assistir ao vivo pela internet o processo de derretimento das geleiras de lá. Em tempo real. Não é emocionante? Bom, na verdade é chato. Mas não deixa de ser uma idéia brilhante.
 

groenlandiarrent.jpg

 
     A geleira se move 22 metros por dia. Cada uma das fraturas da geleira pode ter uma parede de gelo com mil metros de altura. Se todas as geleiras como essa continuarem derretendo, o nível do mar pode subir 7 metros.
     Não vai acontecer do dia para a noite, como se pode ver na câmera do site. Além de servir como conscientização para o problema do aquecimento global, a transmissão ao vivo da geleira também é um bom remédio para noites de insônia.
 

 
Fonte: Gizmodo - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Suíça encontra alta concentração de melamina em biscoito da Tailândia

     Autoridades sanitárias da Suíça afirmaram ontem ter encontrado altas concentrações de melamina em biscoitos produzidos na Tailândia e Sri Lanka e alertaram outros países europeus a retirar os produtos de seus mercados.
     Em comunicado oficial, as autoridades suíças afirmaram que os distribuidores dos biscoitos contaminados na Europa já foram identificados. Ainda segundo o comunicado, testes de uma dúzia de produtos lácteos para bebês não revelaram qualquer tipo de contaminação.
 
O número de crianças chinesas vítimas do leite contaminado com melamina aumentou, anunciou o Ministério da Saúde chinês
 
     Na China quatro crianças morreram e mais de 54 mil ficaram doentes na China por causa da melamina. Funcionários do setor de laticínios são acusados de misturar água ao leite para aumentar seus ganhos. Para fraudar testes de proteínas, adicionavam a melamina à mistura.
     A melamina é usada no setor de plásticos e na fabricação de fertilizantes. Em grandes quantidades, o produto pode formar pedras nos rins e até levar à morte por falência renal.
 
Fonte: O Estado de S.Paulo - AE-AP - Uol
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Relatório: concentrações de ozônio continuam subindo

As concentrações de ozônio ao nível do solo continuam a subir a despeito das regulamentações cujo objetivo é controlar o nível desse gás, de acordo com a Royal Society, a academia britânica de ciências.
 
     O impacto dos poluentes sobre a saúde humana e o rendimento das safras também é pior do que se imaginava anteriormente, alerta o estudo.
     Os níveis de ozônio subjacente subiram em cerca de duas partes por bilhão (ppb) a cada década, depois dos anos 80, e chegaram a 35/40 ppb, um patamar prejudicial, na maioria dos países industrializados do mundo.
     "No passado visto como questão de escala local ou regional, o ozônio ao nível do solo emergiu como poluente mundial", afirma o relatório. Um acordo mundial para controlar o crescimento do ozônio ao nível do solo se tornou necessário a fim de evitar potenciais ameaças à segurança alimentar mundial e um crescente número de mortes, conclui o estudo.
 

De acordo com a academia britânica de ciências, as concentrações de ozônio ao nível do solo continuam subindo

De acordo com a academia britânica de ciências, as concentrações de ozônio ao nível do solo continuam subindo (imagem: Nature)

 
     Amigo e inimigo
     O ozônio é um elemento natural da atmosfera. Na estratosfera, ela serve como filtro solar protetor que protege a Terra contra os níveis elevados de radiação ultravioleta vinda do sol.
     Mas o ozônio em nível do solo é formado por reações químicas propelidas pela radiação solar entre compostos orgânicos voláteis, como os hidrocarbonetos combustíveis, e óxidos de nitrogênio que são emitidos em larga medida pelos escapamentos de veículos.
     A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu que o ozônio em concentração superior a 50 ppb tem efeito sobre a saúde humana. Mas o estudo da Royal Society diz que concentração de 35 ppb já gera impactos, e de acordo com a Agência Ambiental Européia mais de 21 mil mortes prematuras a cada ano estão associadas com o ozônio na União Européia.
     O impacto sobre a vegetação começa em concentração de 40 ppb. Na União Européia, em 2000, estima-se que 6,7 bilhões de euros (US$ 9 bilhões) em produção agrícola tenham sido perdidos por conta do ozônio, segundo o estudo.
 

Gás existente em geladeiras, se liberados, acabam atacando a camada de ozônio (Ilustração: Arte/G1)

 
     Choque para as safras
     O estudo revisou os mais recentes dados disponíveis e executou novos trabalhos de modelagem, para avaliar possíveis mudanças nos níveis de ozônio entre 2000 e 2050.
     Se todos os regulamentos existentes forem obedecidos, as concentrações de ozônio cairiam em até 15 ppb nos países desenvolvidos, até 2050. Mas nos países em desenvolvimento, onde existem poucos controles legislativos em vigor, os níveis de ozônio podem crescer em ate 3 ppb no mesmo período.
     Peter Cox, cientista do clima na Universidade de Exeter, no Reino Unido, e um dos autores do estudo, diz que "constatamos que o ozônio terá impacto significativo sobre a saúde humana e das safras, o que vai se tornar especialmente importante à medida que tentamos descobrir como manter o mundo alimentado".
     Stephen Long, especialista em safras agrícolas na Universidade do Illinois em Urbana-Champaign, recebeu positivamente o relatório. "Em termos gerais, ele pode ser considerado excelente. Destaca, com mais clareza do que em estudos precedentes, o ozônio pode causar grandes problemas", diz. "Sabíamos que ele era capaz de afetar a saúde, mas o relatório ressalta os efeitos sobre a vegetação e as safras agrícolas".
 

Esquema mostrando a quantidade de radiação ultravioleta (setas vermelhas) que chega à superfície terrestre: à esquerda, com a camada de ozônio preservada; à direita, com ela destruída (Adaptado de Raven, P.H; Berg, L.R; Johnson, George B. 1998. Envinroment - 2nd edition . Pg. 471 - fonte)

 
Autora: Natasha Gilbert - Nature
Tradução: Paulo Migliacci - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Especialistas: governos devem fracassar com biodiversidade

Os governos não conseguirão cumprir a meta de reduzir a perda de biodiversidade até 2010, afirmam especialistas ouvidos pela BBC News.
 
     O acordo da Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas (CBD, na sigla em inglês) foi fechado durante a Eco-92, mas assinado apenas em 2002.
     Segundo o documento, firmado por cerca de 200 países, a meta é "atingir até 2010 uma redução significativa no atual índice de perda de biodiversidade a nível global, regional e nacional, como uma contribuição para a redução da pobreza e para o benefício de toda a vida na Terra".
     No entanto, dez especialistas presentes no Congresso Mundial de Preservação são unânimes em afirmar que a meta não será cumprida. Eles dizem que os indicadores de progresso globais não indicam melhorias e poucos governos adaptaram a meta às suas legislações nacionais.
     Nem todos os especialistas questionados pela BBC quiseram tornar públicas suas opiniões e alguns dizem que há certa relutância em "envergonhar" os governos sobre seus fracassos nessa questão. Outros sugerem ainda que a meta já não era "atingível" quando o documento foi assinado, há seis anos.
 

Situação da Mata Atlântica

 
     Indícios
     Ahmed Djoghlaf, secretário-executivo da CBD, disse à BBC que a meta para 2010 só seria cumprida através de ações de urgência dos governos, o que "segundo todos os indicadores, seria pouco viável".
     Na semana passada foi divulgada a Lista Vermelha das Espécies em Extinção, que revela que cerca de 25% dos mamíferos no planeta estão ameaçados de extinção.
     Também na semana passada, uma revisão da ONU sobre a economia da perda de biodiversidade mostrou que a degradação das florestas ao redor do mundo custa mais à economia global todos os anos do que a atual crise no sistema bancário.
     Georgina Mace, diretora do Centro para Biologia da População do Imperial College, em Londres, acredita que não há chances de atingir a meta prevista em 2002.
     Ela cita algumas formas usadas para medir a biodiversidade e afirma que "virtualmente todas as tendências que causam a perda das espécies e ecossistemas continuam em nível global".
     O diretor de políticas globais Congresso Mundial de Preservação, Gordon Shepard, ressalta ainda que a convenção não trata de assuntos multilaterais como a construção de estradas, a mudança climática, a poluição e a expansão agrícola.
     "Na realidade, as pessoas com poder de decisão nessas áreas, sejam os governos ou empresas, têm muito mais poder que os ministros de Meio Ambiente, que não possuem as ferramentas para combater o abuso dos recursos naturais ou do consumo", disse.
 

A diversidade biológica sustenta a vida humana

 
     Progresso
     Para Thomas Lovejoy, presidente do centro de estudos Heinz Center, em Washington DC, nos Estados Unidos, há sinais de progresso no cumprimento da meta em diferentes lugares do mundo, como Costa Rica e Butão.
     "Em 43 anos nós passamos de apenas uma floresta protegida, a Amazônia, para 40% de áreas que estão de alguma forma protegidas", afirmou.
     "Não é o suficiente para manter a integridade do ecossistema, mas é uma grande conquista", disse Lovejoy.
     A Europa foi o continente que demonstrou o maior progresso para atingir a meta. De acordo com um estudo recente, os países europeus estão trabalhando para conter a perda de biodiversidade - mas até 2050, e não 2010.
     Segundo Djoghlaf, a meta de 2010 serviu pelo menos para colocar a questão da diminuição da biodiversidade em destaque nos âmbitos público e político.
     "As pessoas estão mais alertas, prontas para se envolver na questão, o comportamento nas empresas está mudando e a biodiversidade está se tornando um assunto de negócios porque os empresários sabem que o mercado futuro é verde e eles têm que se adaptar", disse.
     No entanto, Lovejoy afirma que, apesar das iniciativas, os ecossistemas e diversas espécies já foram irremediavelmente ameaçados.
     "Não é mais uma questão sobre a possibilidade de uma sexta grande extinção na história da Terra. Ela já está acontecendo e a questão é quão grande vamos deixar que ela se torne", disse.
 
Autor: Richard Black - BBC Brasil - Terra Notícias
Postado por adaptado Wilson Junior Weschenfelder


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domingo, 12 de outubro de 2008

Gibraltar: naufrágio de cargueiros causa maré negra

     Os dois cargueiros que naufragaram sexta-feira no sul da Espanha, perto do estreito de Gibraltar, provocaram uma pequena maré negra, com vazamento de diesel de seus tanques, denunciou neste domingo uma associação de defesa do meio ambiente.
     "O cargueiro de transporte que partiu em dois sábado depois de afundar na costa da colônia britânica de Gibraltar deixou uma mancha de petróleo que vai até o mar de Alborão", destacou em um comunicado a organização Verdemar-Ecologistas em Ação.
     O segundo cargueiro que naufragou ali perto, mas em águas espanholas, começou a jogar "hidrocarbonetos leves na Baía de Algeciras", denunciou a mesma organização, dizendo que o navio transportava 1.000 toneladas de diesel quando sofreu o acidente.
     Veja as imagens:
 

Navio encalhado começou a vazar diesel neste domingo

Navio encalhado começou a vazar diesel neste domingo (imagem: EFE)

 

Ondas gigantes se chocam contra o casco do navio (imagem: EFE)

 

Ondas se chocam contra navio que encalhou na Baía de Algeciras, no Estreito de Gibraltar (imagem: EFE)

 

O navio se partiu em dois neste sábado (imagem: EFE)

 

O navio cargueiro de bandeira liberiana Fedra estava com 31 pessoas a bordo (imagem: EFE)

 
Fonte: AFP - Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Ar da Terra é dividido por "equador químico"

Uma "barreira" climática mundial capaz de impedir que a poluição do ar viaje para o sul foi descoberta, de acordo com um novo estudo. Conhecida como "equador químico", a fronteira de 50 quilômetros de largura separa o ar poluído do Hemisfério Norte do ar menos poluído do Hemisfério Sul.
     O monóxido de carbono, um gás tóxico gerado por incêndios em florestas e motores de combustão interna, cresce de 40 partes por bilhão ao sul da barreira para 160 partes por bilhão ao norte dela, os cientistas constataram. As partículas de aerossol, produzidas pela queima de combustíveis fósseis, também aumentam dramaticamente.
     A constatação foi reportada em estudo publicado pelo Journal of Geophysical Research - Atmospheres.
 

Conhecida como

Conhecida como "equador químico", a fronteira separa o ar poluído do hemisfério norte do ar menos poluído do hemisfério sul (imagem: The New York Times)

 
     Descoberta acidental
     O equador químico era uma suposição científica já antiga. Mas os cientistas esperavam localizá-lo na Zona de Convergência Intertropical, uma faixa marcada por tempestades e nuvens que circulam o globo perto da linha real do Equador terrestre. Mas ela na verdade foi localizada em céus claros mil quilômetros ao norte da zona, demonstrando que a divisão química e meteorológica entre os hemisférios difere.
     "Seria de esperar certa dose de isolamento químico, mas não a esse ponto, e mais próxima da zona", disse Peter May, cientista atmosférico do Centro Australiano de Pesquisa do Clima e Meteorologia, em Melbourne, Austrália. Ele auxiliou a pesquisa pelo lado logístico mas não esteve envolvido no estudo em si.
     O grupo de climatologistas que localizou o equador químico não tinha esse objetivo em mente ao iniciar o trabalho. Na verdade, a equipe estava estudando de que maneira tempestades transportavam produtos químicos de Darwin, na costa norte da Austrália, quando o céu de repente ficou límpido, e um vento forte começou a soprar.
     "Não era o clima certo para o nosso estudo, de modo que decidimos realizar um vôo de pesquisa rumo ao norte para descobrir o que estava acontecendo", explicou Jacqueline Hamilton, da Universidade de York, na Inglaterra, a diretora científica do estudo. "Foi então que descobrimos o equador químico", ela conta.
      Enquanto o avião dos cientistas, equipado com detectores químicos, viajava rumo ao norte, seus sensores detectavam uma tremenda diferença em níveis de poluentes.
 
     Não impermeável
     Mas nem todos os produtos nocivos são bloqueados, no entanto. "Os produtos químicos conseguem atravessar a barreira, por fim, caso se mantenham intactos no ar por mais que cerca de um ano", acautelou Hamilton. Embora o monóxido de carbono e diversos aerossóis sejam mantidos do outro lado da barreira, os químicos que persistem por mais tempo na atmosfera, como o dióxido de carbono, um dos gases causadores do efeito-estufa, conseguem atravessar.
      "Essa constatação significa que, quando o equador químico foi observado, a poluição não estava chegando à camada mais alta da atmosfera, onde poderia alterar a química das nuvens e da camada de ozônio", disse May.
      O fenômeno poderia facilitar o mapeamento de poluentes, para os pesquisadores, mas continuam a existir muitas outras incógnitas. "Estamos ainda bem no começo do estudo. Ainda temos de saber muito mais sobre como o clima e a química atmosférica interagem, antes que possamos avaliar as implicações reais dessa descoberta", ela disse.
 
Tradução: Paulo Migliacci
Fonte: National Geographic - Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Doenças raras ameaçam sobrevivência de espécies

     Numerosas espécies animais, já ameaçadas pelo desaparecimento de seu meio natural, vêm sendo obrigadas, também, a enfrentar enfermidades pouco conhecidas, às vezes vinculadas à mudança climática com conseqüências potencialmente graves para os seres humanos.
     "A maior ameaça da mudança climática provavelmente seja a propagação de enfermidades emergentes", declarou em Barcelona Steven Sanderson, presidente da Wildlife Conservation Society, WCS, com sede em Nova York.
 

Alga (Karenia brevis) produtora das "marés vermelhas"

 
     "Toda a perturbação no meio ambiente tem efeitos imediatos sobre os animais selvagens porque não podem se adaptar rapidamente", destacou o médico William Karesh, diretor de programas de saúde da WCS.
     Um estudo da Sociedade apresentado no congresso da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) mostra uma lista de 12 agentes patógenos, como a peste e o cólera, que um aumento das temperaturas e das precipitações contribuiria para propagar rapidamente entre a fauna selvagem.
     Entre as doenças citadas, figuram também a tuberculose e a febre amarela, o vírus Ebola, causadores de epidemias mortais em homens e primatas na África Equatorial, os parasitas externos e intestinais, o Mal de Lyme, transmitido pelo carrapato nos mamíferos, ou as "marés vermelhas" fatais para a vida marinha, devido à proliferação de uma alga (Karenia brevis) produtora de uma neurotoxina.
 

Bloom de algas (Karenia brevis) formando "maré vermelha"

 
     A mudança climática poderia também contribuir indiretamente para a propagação do vírus H5N1 da gripe aviária levando as aves migratórias a modificar suas rotas, entrando em contacto, assim, com aves domésticas, explicou.
     Esta lista de enfermidades mortais da fauna selvagem é apenas "uma mostra", elaborada em função de seu impacto potencial sobre a saúde humana, destacou o doutor Karesh.
     Assim, o chamado diabo da Tasmânia (Sarcophilus harrisii), um marsupial carnívoro, viu cair sua população em 60% nos últimos dez anos, devido a um misterioso tumor cancerígeno facial de que ninguém sabe a origem.
 

Diabo da Tasmânia (Sarcophilus harrisii) em risco de extinção

 
Fonte: AFP - terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Destruição da Amazônia preocupa mais Europa do que Brasil, diz especialista

     O processo de desmatamento pelo qual passa a Amazônia brasileira preocupa mais a Europa do que o Brasil, e são os próprios brasileiros quem a exploram, não as multinacionais, disse à Agência Efe Ariovaldo Umbelino de Oliveira, professor de Geografia da Universidade de São Paulo (USP).
     Oliveira inaugurou esta semana o ciclo de conferências "Amazônia ferida - é possível um desenvolvimento sustentável?", organizado pelo museu CosmoCaixa, em Barcelona.
Fazendeiros locais e empresas privadas brasileiras se encarregam da exploração do leito do Amazonas, enquanto as multinacionais só se dedicam à comercialização e à distribuição, segundo o professor.
 

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     Oliveira afirma que a soja dessa região é destinada para o resto do país em forma de óleo e margarina, mas não para a Europa, que alimenta o gado com o que chega de outras áreas do Brasil.
     Atualmente, 20% dos 7 milhões de quilômetros quadrados dessa reserva do planeta ficaram sem árvores, e, apesar de o ritmo de desmatamento ter diminuído nos últimos cinco anos, "quase não restará floresta dentro de 50 anos", caso continue esta tendência.
     Entre 10 mil e 20 mil hectares de árvores são explorados por mês pela indústria madeireira, ou são trocados por cana-de-açúcar, plantações de soja ou estradas para o transporte dos produtos.
     O problema é que o Governo brasileiro "não assume o controle" de dois terços da Amazônia, portanto, as áreas são ocupadas de forma gratuita por fazendeiros sem documentos legais de propriedade, mas com muita influência no partido governante.
     É uma situação contraditória, pois o partido no poder proibiu o desmatamento de espécies como o mogno ou o castanho e é "o que mais fez pelos pobres", segundo Ariovaldo.
     O analista garante, no entanto, que no leito do Amazonas estão "as maiores propriedades de terra na história da humanidade", e algumas chegam a 100 mil quilômetros quadrados.
 

 
     A maioria dos 600 mil indígenas brasileiros vive na região, mas o professor descarta o desaparecimento desses povos, porque o "Brasil cuidou deles tradicionalmente".
     Outro problema para a floresta vem das mãos da indústria de soja, que utiliza agrotóxicos e adubos para combater pragas.
     O processo consiste em retirar a vegetação anterior, tirar as raízes, plantar a soja e adicionar produtos químicos. O solo fica saturado de água (pois chove muito) e os ácidos e adubos emergem à superfície, o que impede que outro tipo de vegetação se forme no terreno, segundo o professor.
     O cultivo da soja começou no centro do Brasil, sul da Amazônia, e obrigou os criadores de gado a se transferirem para a bacia amazônica, no norte.
     Oliveira considera que o consumo excessivo de carne e a grande utilização de madeira, assim como a crise alimentícia, que incentiva o cultivo de grão, são as principais causas do problema.
 
Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A campanha proibida nos EUA

     O anúncio acima foi proibido pela rede de TV americana ABC. É uma peça publicitária da ONG We can solve it (Nós podemos resolver), que faz lobby por energias limpas nos EUA. O anúncio denuncia a pressão de grupos ligados a energias não-renováveis, como petróleo e carvão, para barrar avanços na legislação do país.

 

 
     Se a ABC recusou o anúncio, a repercussão da autocensura foi tão grande que a campanha deve ter mais audiência agora, via YouTube.
 
Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Química de cosméticos pode afetar sexo de bebês

     Um novo estudo indica que grávidas expostas a uma substância chamada ftalato, aditivo comum em plásticos e em cosméticos, têm maior probabilidade de dar à luz meninos com pênis menores ou malformação nos testículos. Algumas anomalias também podem fazer a aparência dos genitais desses bebês ficar mais feminina.
     Os ftalatos são um grupo de compostos químicos derivados do ácido ftálico, como o cloro ftalato, um aditivo para deixar o plástico mais maleável. O grupo de compostos é tido como cancerígeno. Pode causar danos ao fígado, rins e pulmão, além de anormalidade no sistema reprodutivo. Os ftalatos estão presentes em alguns tipos de plástico e vários produtos de higiene pessoal, como fragrâncias, sprays de cabelo e verniz extra-brilho para unha.
 
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     A pesquisa foi feita com crianças de três diferentes regiões dos Estados Unidos. Os pesquisadores encontraram uma correlação forte entre as grávidas com níveis acima do normal da substância na urina e os efeitos nos bebês. "Os ftalatos são toxinas reprodutivas e deveriam ser eliminados dos produtos porque nós não precisamos deles", diz Shanna Swan, diretora do Centro de Epidemiologia Reprodutiva da Universidade Rochester, que coordenou a pesquisa. O estudo foi publicado na revista científica Environmental Research.
     O Conselho Americano de Química, que representa as empresas que fazem a substância (Exxon Móbil, Basf, Ferro Corporation e Eastman Chemical) divulgaram uma nota sugerindo cautela contra uma "interpretação exagerada de qualquer estudo individual".
     No entanto, os ftalatos são investigados há alguns anos. E já há outras pesquisas relacionando a substância a deformações no sistema reprodutivo.
 
Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

UICN alerta para estudo e considera 'crise de extinção'

Cerca de 20% dos mamíferos do planeta correm risco de desaparecer, segundo a avaliação mais completa já feita da situação destas espécies no planeta.
 
     Segundo a "lista vermelha" publicada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), pelo menos 1.141 das 5.487 espécies de mamíferos terrestres estão ameaçadas de extinção.
    Pelo menos 188 se enquadram na categoria máxima de "perigo crítico", afirmou a UICN, que considerou a situação como uma "crise de extinção".
     O estudo, apresentado no Congresso Mundial da Natureza, que vai até o dia 14 de outubro em Barcelona, na Espanha, afirma que desde o ano 1500 pelo menos 76 espécies desapareceram.
     Segundo a entidade, isto se deve à perda e degradação dos hábitats de 40% dos mamíferos do planeta, em especial na América Central e do Sul, na África ocidental, oriental e central, em Madagascar e no sul e sudeste da Ásia.
 
     Não só mamíferos
     A última edição da lista vermelha da UICN inclui 44.838 espécies, das quais 16.928 - quase 38% do total - correm perigo. Mais de 3,2 mil estão na categoria de ameaça máxima, disse a UICN.
     Os anfíbios também enfrentam o que a entidade qualifica como "crise", com 366 espécies adicionadas à lista este ano. Atualmente, 1.983 espécies (ou 32,4% do total) estão ameaçadas ou extintas, disse a entidade. Na Costa Rica, por exemplo, um sapo da espécie Incilius holdridgei não é observado desde 1986.
 

O sapo Incilius holdridgei, da Costa Rica, que não é observado desde 1986

O sapo Incilius holdridgei, da Costa Rica, que não é observado desde 1986 (imagem: BBC Brasil)

 
     Novo índice
     A UICN anunciou em Barcelona o lançamento do que chamou "o índice Dow Jones da biodiversidade" - um indicador para monitorar a ameaça às espécies.
     Calculado em cooperação com a Sociedade Zoológica de Londres, o índice acompanha um conjunto de 1,5 mil espécies representativas da biodiversidade do planeta, para acompanhar as tendências gerais em relação a seu status.
     Cientistas já realizaram avaliações de todas as aves, mamíferos e anfíbios conhecidos, mas a amostragem geral só abarcava 4% da biodiversidade terrestre.
     "Estamos emergindo das trevas no que diz respeito aos conhecimentos de conservação. Até agora nos baseávamos em um subconjunto muito limitado de espécies", disse em um comunicado o diretor dos programas de conservação da Sociedade Zoológica londrina, Jonathan Baillie.
     "No futuro, ampliaremos o âmbito de nossos conhecimentos das espécies, incluindo uma gama de grupos mais extensa, o que permitirá assistir as decisões políticas de maneira muito mais objetiva e representativa".
 
     Perda de biodiversidade
     O trabalho quer se somar a esforços para o objetivo de conter até 2010 a gradual perda da biodiversidade da Terra.
     Um estudo realizado pelo cientista Jan Schipper, da organização Conservação Internacional (CI), afirma que a porcentagem de mamíferos ameaçada pode ser na verdade maior - 36%, nos cálculos de um artigo científico dele a ser publicado na revista Science.
"Isto indica que a prioridade para o futuro consiste em implementar ações de conservação apoiadas em bases científicas", declarou Schipper.
     A UICN afirmou que faltam dados para avaliar com precisão o status de 836 espécies de mamíferos e que, por isso, outras podem estar sob risco de desaparecer.
     Por outro lado, os resultados mostram que determinadas espécies à beira da extinção podem se recuperar - 5% dos mamíferos atualmente ameaçados demonstram sinais de recuperação em estado silvestre, disse a entidade.
 
Fonte: BBC Brasil - Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O dia em que a humanidade esgotou o produto global da Terra

     Na terça-feira, 23 de setembro de 2008, nada mudou no cotidiano dos terráqueos. Não houve nenhuma penúria nas lojas de alimentação, nenhum corte de água ou de eletricidade que fugisse do ordinário. Contudo, segundo os dirigentes da organização não-governamental canadense Global Footprint Network, um evento importante ocorreu em 23 de setembro.
     Aquele foi o "Global Overshoot Day", literalmente "o dia da ultrapassagem do limite global". Isso significa que, entre os dias 1º de janeiro e 23 de setembro, a humanidade consumiu todos os recursos que a natureza pode produzir em um ano. A partir de 24 de setembro, e até o final do ano, a humanidade passou a viver, por assim dizer, acima dos seus meios. Para continuar bebendo, se alimentando, se aquecendo, se deslocando, ela passa a explorar de maneira excessiva o meio natural, e compromete com isso a sua capacidade de regeneração. Portanto, ela está reduzindo e comprometendo seu capital.
 

 
     O "dia da ultrapassagem do limite global", uma imagem destinada a impressionar as mentes, foi inventado pelos criadores do conceito de "rastro" ecológico. Na esteira das conclusões da Cúpula da Terra, que foi realizada no Rio de Janeiro, em 1992, os universitários William Rees e Mathis Wackernagel elaboraram e testaram um método que permite medir o impacto das atividades humanas sobre os ecossistemas. Trata-se de quantificar as superfícies biologicamente produtivas necessárias para a construção de cidades e das suas infra-estruturas, para o fornecimento dos recursos agrícolas, aquáticos e florestais que nós consumimos, e ainda para a absorção dos resíduos que nós produzimos, inclusive o CO2 proveniente da combustão das energias fósseis.
     A unidade de medição que é utilizada para calcular o "rastro" ecológico deixado por um indivíduo, uma cidade ou um país, é o "hectare global", cujas capacidades de produção e de absorção de resíduos correspondem à média mundial.
     Segundo os cálculos da Global Footprint Network, as necessidades da humanidade começaram a exceder as capacidades produtivas da Terra em 1986. Desde então, em conseqüência do aumento da população mundial, a data na qual a humanidade esgota os recursos teoricamente produzidos em um ano vem ocorrendo sempre mais cedo. Em 1996, o nosso consumo ultrapassava 15% da capacidade de produção do meio natural, e o "dia da ultrapassagem" caía em novembro. Em 2007, a ultrapassagem ocorreu em 6 de outubro.
 

 
     Disparidades
     A ferramenta utilizada pela Global Footprint Network permite quantificar a evolução do consumo de recursos no decorrer do tempo, e sensibilizar a opinião para as conseqüências dos excessos da sua exploração. Ela autoriza igualmente fazer comparações entre regiões do mundo. Os habitantes dos Emirados Árabes Unidos apresentam o mais importante de todos os "rastros" ecológicos: cada habitante consome anualmente o equivalente de 12 hectares globais. Eles são seguidos de perto pelos americanos, com um coeficiente de 9,5 hectares por habitante. A França ocupa o 12º lugar deste ranking mundial, com um pouco menos de 6 hectares por habitante. Já, os habitantes do Bangladesh, da Somália e do Afeganistão são aqueles que apresentam o menor consumo de recursos em todo o mundo, com menos de meio-hectare por habitante.
 
Autor: Gaëlle Dupont (tradução de Jean-Yves de Neufville)
Fonte: IBVA / Instituto Anima - Portal do Meio Ambiente
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A gente avisou, o TCU comprovou: Angra 3 tem superfaturamento milionário

Aumentar a ImagemSão Paulo (SP), Brasil — Relatório do TCU aponta superfaturamento de R$ 469,3 milhões nas obras da usina nuclear, 6% do valor total previsto pelo governo.
 
     Atrasada e superfaturada. Essa é a realidade da usina nuclear Angra 3, que não começou suas obras no prazo previsto pelo governo e já apresenta um superfaturamento de R$ 469,3 milhões, segundo relatório apresentado na terça-feira pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Esse valor é cerca de 6% do orçamento previsto da usina, estimado em R$ 8 bilhões. O tribunal recomendou a retenção da quantia e enviará recomendações ao Congresso Nacional para decidir o bloqueio ou não de recursos orçamentários de 2009 para a obra. A paralisação da obra não foi pedida.
     Além de Angra 3, outras obras do governo federal avaliadas pelo TCU também apresentaram problemas de superfaturamento.
 

Ativista protesta em frente à sede da Eletrobrás, no Rio de Janeiro, 
contra o investimento da estatal em energia nuclear. O Greenpeace 
aproveitou a ação para lançar seu relatório Elefante Branco: os 
verdadeiros custos da energia nuclear, que revela quanto realmente vai 
custar a construção de Angra 3.

Ativista protesta em frente à sede da Eletrobrás, no Rio de Janeiro, contra o investimento da estatal em energia nuclear. O Greenpeace aproveitou a ação para lançar seu relatório Elefante Branco: os verdadeiros custos da energia nuclear, que revela quanto realmente vai custar a construção de Angra 3.

 

     O Greenpeace, juntamente com o Partido Verde, entrou com uma representação ao TCU em novembro de 2007, a partir de um parecer feito pelo professor José Afonso da Silva. A representação recomendava que os contratos referentes à Angra 3 fossem invalidados por serem inconstitucionais. A retomada da obra de Angra 3 foi aprovada sem passar pelo crivo do Congresso Nacional. O governo alegou que o projeto era anterior à Constituição de 1988 e, portanto, os decretos e contratos firmados em 1975, durante a ditadura militar, ainda seriam válidos.

     Em resposta à recomendação do Greenpeace e do PV, o TCU informou que revisaria os contratos apresentados pela Eletronuclear e, em setembro de 2008, técnicos do tribunal visitaram as instalações das centrais nucleares em Angra dos Reis.
     "Finalmente uma instância da justiça federal aponta irregularidades em Angra 3, um projeto explicitamente inconstitucional e que está sendo empurrado à força para a sociedade pelo governo Lula", diz Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de Energia Nuclear do Greenpeace.
     "O TCU deve continuar investigando os contratos referentes à Angra 3 também sob o ponto de vista da constitucionalidade e do melhor uso dos recursos públicos, já que a Eletronuclear montou a tarifa de 138 R$/MWh de Angra 3 amaparada em baixíssimas taxas de retorno para o investimento de cerca de R$ 8 bilhões nesse elefante branco radioativo", afirma Lerer.
 
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Pesticidas podem matar os girinos

     Um grupo de pesquisadores americanos descobriu que um defensivo agrícola até então considerado praticamente inofensivo pode ter um impacto devastador sobre os anfíbios. O estudo, da Universidade de Pittsburgh, determinou o impacto do inseticida malathion, o mais popular nos Estados Unidos (também usado com frequência no Brasil). Os pesquisadores descobriram que o inceticida pode reduzir as populações de girinos. O estudo foi publicado na revista Ecological Applications.
     Pequenas doses de malathion eram consideradas seguras porque não atacam os animais. Mas os pesquisadores observaram que a substância reduziu a disponibilidade de alimentos para os girinos. Metade deles não atingiu maturidade e morreu.
 

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     As doses de malathion foram jogadas em pequenos aquários, que simulavam as poças d'água onde os girinos crescem na natureza. As doses dos pesticidas foram pequenas demais para afetar diretamente os girinos. Mas exterminaram animais microscópicos, chamados de zooplâncton, que comem as algas flutuando na água. Com a morte do zooplâncton, as pequenas algas cresceram rapidamente – mais do que o normal. Com isso, a água ficou turva. Menos luz podia atravessar a água do aquário (ou da poça), reduzindo o crescimento de algas que crescem no fundo, e são a base da alimentação dos girinos. A cadeia de eventos se estendeu por várias semanas. Espécies de sapos cujos girinos se desenvolvem rapidamente sofreram menos com o impacto do pesticida na água.
     A pesquisa faz parte de um esforço de nove anos para investigar melhor as causas do declínio global de anfíbios. Eles são considerados um bom indicador da qualidade do ambiente porque são muito sensíveis aos poluentes.
 
Fonte: Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Desmatamento na Amazônia cresce 134% em agosto deste ano

Pelo terceiro mês consecutivo, o Pará foi indicado como o Estado com maior devastação
 
     O desmatamento na Amazônia em agosto foi 134% maior que em julho, de acordo com os números do Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter) divulgados nesta segunda, dia 29, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em agosto, os alertas registraram 756 quilômetros quadrados de novas áreas desmatadas, em comparação com os 323 quilômetros quadrados detectados no mês anterior.
     Se comparado com o mesmo período de 2007, quando o Inpe registrou 230 quilômetros quadrados no mês de agosto, o crescimento chega a 228%.
 

Em agosto, os alertas registraram 756 quilômetros quadrados de novas áreas desmatadas

 
     Pelo terceiro mês consecutivo, o Pará foi indicado como o Estado com maior devastação. Em agosto, o Inpe registrou 435,27 quilômetros quadrados de desmatamento no Estado, 57% do total. Mato Grosso aparece em seguida, com 229,17 quilômetros quadrados de novos desmates, seguido por Rondônia, com 29,21 quilômetros quadrados.
Cálculo do Deter considera as áreas que sofreram corte raso (desmatamento completo) e as que estão em degradação progressiva.
     A cobertura de nuvens sobre os Estados da Amazônia Legal no período impediu a visualização de 26% da área, principalmente nos Estados do Amapá e de Roraima, que "não puderam ser monitorados adequadamente", de acordo com relatório do Inpe.
     A taxa anual de desmatamento, medida pelo Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes) deve ser divulgada até o fim do semestre. O número é calculado com base no acumulado de novos desmatamentos verificados pelo Deter entre agosto de 2007 e julho de 2008. No período, o desmate chegou a 8,1 mil quilômetros quadrados, 64% maior que nos 12 meses anteriores.
 
Fonte: AGÊNCIA BRASIL - Click RBS
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Brasileiro ainda não liga questões ambientais à saúde, diz estudo

     Os brasileiros estão mais sensíveis com as mudanças climáticas, mas ainda há uma inércia que não converte a preocupação em ações. Essa é uma das conclusões de um estudo realizado pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser), com o apoio da Embaixada Britânica. As pessoas ainda não estabelecem vínculos diretos entre questões ambientais e o cotidiano, como a manutenção da saúde. "Mas a questão das mudanças climáticas traz essa urgência. Sou otimista", afirma a principal autora do estudo, Samyra Crespo.
     Entre janeiro e maio, foram ouvidas 210 pessoas consideradas influentes em seis segmentos: mídia, Congresso, sociedade civil organizada, universidades e institutos de pesquisa, empresariado e agências governamentais. "Além de seus papéis sociais, as pessoas estão perplexas como indivíduos diante do desafio. Há um engajamento quase pessoal", explica ela.
     Ela enfatiza que todos os setores esperam que o Poder Executivo indique o direcionamento do Brasil diante da problemática global. A expectativa vem, também, dos legisladores - abertos ao diálogo com o "lobby virtuoso" feito por ambientalistas, mas que não inseriram a temática em propostas de trabalho. "Eles acham que ambiente não dá votos e, de fato, ainda não dá", diz Crespo.
 
Fonte: AE - UOL Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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A cor da destruição

     A imagem acima mostra 150 quilômetros da bacia do Rio Amazonas, vista da Estação Espacial Internacional (a cerca de 400 quilômetros acima da superfície da Terra). Ela foi tirada por um dos astronautas e mostra bem o relevo da região.
 

amazonia2.jpg

 
     Enquanto as margens do rio Amazonas são planas, as do rio Uatumã, tributário do Amazonas, são recortadas. Esses dentes nas margens são causados pela erosão. À esquerda, dá para ver a Ilha Tupinambarana, a segunda maior ilha fluvial do mundo. É onde fica a cidade de Parintins, famosa pela festa dos Bumbás.
     Essa cor acobreada, que confere um tom de cartão-postal à imagem, não é mais um espetáculo da natureza, não. É poluição. O horizonte fica com essa cor por causa do reflexo dos raios solares nas partículas de fumaça liberadas pelas queimadas na região. É floresta que virou fumaça.
 
Autora: Marcela Buscato - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Brasil:quadruplica número de espécies ameaçadas de extinção

     O número de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção passou de 108 espécies, em 1992, para 472 espécies, mais do quadruplicando em um período de apenas 16 anos. Os dados fazem parte da nova Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, elaborada pela Fundação Biodiversidade, sob encomenda do Ministério do Meio Ambiente.
     De acordo com a lista, os biomas com maior número de espécies ameaçadas são as da Mata Atlântica (276), do Cerrado (131) e da Caatinga (46). A Amazônia aparece com 24 espécies, o Pampa com 17 e o Pantanal com apenas duas. A disparidade de números em relação às 472 espécies hoje ameaçadas é justificada pelo fato de que algumas espécies aparecem em mais de um bioma.
     Ao comentar os resultados da lista divulgada, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reconheceu que há uma preocupação maior com as espécies da Mata Atlântica, o bioma mais ameaçado, embora também haja outros que estão seguindo na mesma direção.
     "Sem dúvida que a Mata Atlântica é o mais ameaçado, mas também há outros biomas seguindo na mesma direção: o Cerrado é um bioma que também está muito ameaçado, o que está levando o Ministério do Meio Ambiente a lançar um plano de defesa do Cerrado. As pessoas falam muito da Amazônia, mas o Cerrado está muito ameaçado e também a Caatinga, que está sendo destruída em um ritmo ainda mais agressivo do que a Amazônia", disse Minc.
     No que se refere às regiões brasileiras, o Sudeste apresenta o maior número de espécies ameaçadas, com 348; seguido do Nordeste, com 168; do Sul, com 84; do Norte, com 46; e do Centro-Oeste, com 44 espécies. Neste contexto, segundo a lista divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente, os estados com o maior número de espécies ameaçadas de extinção são Minas Gerais (126), Rio de Janeiro (107), Bahia (93), Espírito Santo (63) e São Paulo (52).
     A primeira Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção foi editada em 1968, com a inclusão de apenas 13 espécies nessas condições. Em 1980 foi publicada uma nova lista, com a inclusão de mais 13 espécies. Tanto na lista de 1992 como na de 2008 existem doze espécies de importantes madeireiras ameaçadas de extinção, tendo sido adicionada a esta última lista apenas uma espécie: o "pau-roxo" Peltogyne maranhensis, da Amazônia.
     Entre as outras espécies de uso econômico incluída na lista estão algumas de fator alimentício (caso do palmito); medicinal (jaborandi); cosmético (pau-rosa) e também ornamental. Tanto o pau-rosa como o jaborandi já constavam da lista de 1992.
 
Fonte: O Dia - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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sábado, 20 de setembro de 2008

Flora ameaçada racha governo e biólogos

     O Ministério do Meio Ambiente divulgou ontem a lista das espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção. São 472 espécies, mais do que o quádruplo da lista anterior, de 1992, que tinha 108.
     O ministério apresentou outra lista com 1.079 espécies com "deficiência de dados", cujas informações são insuficientes para confirmar o risco.
     A Fundação Biodiversitas, instituição sediada em Minas Gerais e contratada para fazer a pesquisa e à qual é atribuída pelo ministério a elaboração da lista, porém, contestou o documento oficial e informou que há 1.495 espécies ameaçadas na lista entregue por eles ao governo há quase três anos, em dezembro de 2005.
     De acordo com a coordenadora do projeto e da fundação, Gláucia Drummond, o documento apresentado "é político", "não reflete a situação das espécies" e deixa de proteger muitas em "situação crítica".
 

Trithrinax brasiliensis foi classificado como "Vulnerável - VU"

 
     Segundo o ministério, o aumento da lista se deve à maior agressão ao ambiente --favelização, queimadas, contaminação de áreas e especulação imobiliária, por exemplo-- e aos avanços da ciência, com crescimento da pesquisa e novos dados sobre várias espécies.
     A região Sudeste é a que tem o maior número de espécies sob ameaça, com 74% do total, mais do que o dobro do Nordeste, a segunda região.
     Isto se deve, de acordo com o ministério, ao fato de se tratar de alguns dos Estados mais populosos, urbanizados e industrializados do país, o que leva à maior degradação ambiental e põe em risco a vegetação e a flora nativas.
     O bioma mata atlântica, como esperado, é o que tem o maior número de espécies na lista elaborada. Das 472 do total, 276 ocorrem na mata atlântica, 131 no cerrado, 46 na caatinga, 24 na Amazônia, 17 no pampa e duas no Pantanal - há espécies que ocorrem em mais de uma região do país.
     O ministro Carlos Minc afirmou que pretende criar novas unidades de conservação, combater os crimes ambientais e estimular iniciativas de reflorestamento com espécies ameaçadas em seus ambientes nativos.
 

Rollinia maritima foi classificada como "Vulnerável - VU"

 
     Entre as espécies ameaçadas estão o palmito jussara, o pau-brasil, o jequitibá, a castanheira e o mogno. De acordo com Minc, há uma série de restrições mais rígidas para corte, transporte e venda dessas espécies ou produtos advindos de sua utilização.
     O desrespeito constitui crime ambiental, que tem como pena multas e até a prisão por cinco anos, no caso de dano direto ou indireto às unidades de conservação, por exemplo.
     Para o ministro Carlos Minc, a "polêmica" sobre os números das listas é "saudável".
"Houve uma decisão de que não há informação suficiente para afirmar se estão ou não ameaçadas. O Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio e uma rede de cientistas vão se dedicar a passar a limpo as mais de mil para dizer quais estão ameaçadas", afirmou Minc.
     O ministro também usou a falta de estrutura do ministério como argumento. "Eu me pergunto se temos capacidade de fiscalizar essas 472 espécies. Incluir mais mil é, aparentemente, mais defensivo, mas vulgariza e cria um número que não teremos condições de fiscalizar", disse.
     A Fundação Biodiversitas contestou. "Nossa avaliação é biológica, não é política. O ministério tem uma lista política; nós, uma científica", afirmou Gláucia Drummond, que disse lamentar a divulgação da lista e a "falta de diálogo" com o ministério.
 

Araucária angustifolia foi definida com "Em Perigo - EN"

 
Autor: RAPHAEL GOMIDE - Folha de S.Paulo - Folha On-Line
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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