terça-feira, 6 de maio de 2008

O dilema de Galápagos

Arquipélago que inspirou a Teoria da Evolução de Darwim sofre com acúmulo de lixo

 

     Há quase 175 anos, Charles Darwin desembarcava em Galápagos a bordo do navio Beagle, na famosa viagem que inspirou sua teoria da evolução.

 

 

     Hoje, é o famoso arquipélago no Pacífico que se vê numa encruzilhada no caminho do próprio crescimento. O PIB local vem crescendo 10% ao ano desde 1999, graças quase exclusivamente ao turismo. Mas esse enriquecimento também aumentou a população das 19 ilhas principais (há outras 100 ilhotas) em 60% no período, por causa da migração. Em 1960, apenas 2 000 pessoas viviam ali.

     Atualmente, são mais de 30 000 sobrecarregando o sistema de tratamento de água, esgoto e criando cada vez mais lixo. Fatores que, segundo a Unesco, ameaçam a conservação de Galápagos, um patrimônio da humanidade.

 

Ilha de São Bartolomeu - Galápagos (fonte da imagem)

 

Autor: Tiago Maranhão - Revista Exame - Planeta Sustentável

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Aquecimento global ameaça insetos tropicais de extinção, diz estudo

Espécies dos trópicos são mais sensíveis a mudanças de temperatura, diz pesquisa.

 

     Muitos insetos tropicais correm risco de ser extintos até o final deste século caso não consigam se adaptar ao aumento previsto nas temperaturas globais, indica um estudo realizado por pesquisadores americanos.

     A pesquisa, coordenada pela Universidade de Washington, sugere que os insetos das regiões tropicais são mais sensíveis às mudanças de temperatura do que aqueles originários de outras partes do planeta.

     Segundo os cientistas, em latitudes mais altas pode ocorrer o inverso, com uma explosão na população de insetos.

     Os pesquisadores afirmam que essas mudanças no número de insetos em determinadas regiões podem ter efeitos secundários na polinização das plantas e nos estoques de alimentos.

 

(fonte da imagem)

 

     Mudanças de temperatura

     No estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores americanos analisaram como as mudanças de temperatura entre 1950 e 2000 afetaram 38 espécies de insetos.

      Segundo os cientistas, os organismos de sangue frio não conseguem regular a temperatura corporal como os animais de sangue quente.

     Suas táticas estão limitadas a buscar abrigo na sombra quando está quente ou ficar ao sol quando está frio.

     Os cientistas prevêem que essas espécies terão de lutar para sobreviver com o aumento de 5,4 C na temperatura previsto até 2100.

     Os pesquisadores afirmam que, mesmo que algumas espécies sejam capazes de migrar para latitudes mais altas ou evoluir para se adaptar ao clima mais quente, é provável que outras desapareçam.

 

Se há risco de extinção dos insetos, poderá haver a extinção dos demais seres da pirâmide ecológica (fonte da imagem)

 

Fonte: BBC - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Partículas de poluição podem levar bebês a nascer com peso abaixo do normal

Estudo americano encontrou correlação entre particulados e estado de saúde de crianças.

Outros tipos de poluentes parecem não ter peso; trabalho deve guiar políticas públicas.

 

     Pesquisadores da Califórnia alertam que os efeitos causados pela poluição atmosférica atingem os bebês ainda no útero de suas mães.

     Os principais componentes da poluição são o material particulado e os gases tóxicos. O material particulado não tem um componente específico, sendo constituído, como o nome diz, por partículas muito pequenas, provenientes de indústrias, construção civil, queima de combustíveis e mesmo poeira em suspensão no ar. As partículas menores podem ser inaladas e atingir as regiões mais internas dos pulmões, levando a irritação e doenças.

     São vários os chamados gases tóxicos, sendo que o monóxido de carbono (CO) tem papel importante na relação entre poluição e saúde.

 

Bebê com 630 gramas (fonte da imagem)

 

     Diâmetro

     Segundo os médicos americanos, as partículas em suspensão com diâmetro menor do que 2,5 mm são capazes de influenciar as gestações em áreas afetadas por poluição atmosférica.

      Após estudarem os registros de nascimentos no estado da Califórnia durante o ano de 2005 e cruzarem esses dados com os registros de poluição, ficou evidente que a poluição por material particulado aumenta os riscos de nascimento de bebês com baixo peso e diminuição de crescimento em relação à idade da gestação. Já os níveis de monóxido de carbono não mostraram relação com alterações do desenvolvimento dos fetos.

     Como os países desenvolvidos e principalmente os países em desenvolvimento enfrentam níveis crescentes de poluição, resultados como os apresentados nesse trabalho devem servir de alerta para políticas de controle de poluição ambiental.

 

Autor: Luis Fernando Correia - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Encrenca é com este senhor

O catarinense Fernando Marcondes de Mattos, dono do Costão do Santinho, desafia ambientalistas com seus empreendimentos. Agora parte para mais uma disputa, desta vez na Serra Gaúcha

 

     Os momentos de prazer e descanso que turistas buscam num dos mais luxuosos resorts de praia do país, o Costão do Santinho, em Santa Catarina, em nada lembram a atribulada vida de seu fundador, Fernando Marcondes de Mattos. O cenário tranqüilo e quase idílico -- localizado a 35 quilômetros do centro de Florianópolis, cercado por mata nativa -- tornou-se pano de fundo para uma série de brigas ambientais desde que Marcondes decidiu montar o resort, há quase duas décadas. Desde então, ele se envolveu em pelo menos cinco imbróglios, todos ligados a questões de meio ambiente. No caso mais crítico, ocorrido em maio de 2007, Marcondes ficou 36 horas preso na carceragem da Polícia Federal em Florianópolis, suspeito de negociar licenças ambientais. A acusação envolve a liberação da licença de construção do Costão das Gaivotas, condomínio de 124 casas junto ao hotel, com inauguração prevista para dezembro de 2008. "Pelo que fiz e estou fazendo por Santa Catarina e por Florianópolis, é um absurdo que isso aconteça comigo", afirma Marcondes. Aos 69 anos de idade, ele se diz perseguido, injustiçado, mas não parece temer outra briga de iguais proporções. Desta vez, no Rio Grande do Sul. Marcondes está empenhado em construir um condomínio em Gramado, na Serra Gaúcha. As obras nem começaram e ele já foi prestar contas para o prefeito e os vereadores que temem perder uma de suas últimas áreas verdes. "Vai ser outra guerra", diz. "Mas o que vou fazer? Desistir? Parar? Não consigo."

 

(foto: Eduardo Marques/ TEMPO EDITORIAL)

 

     Tanta briga fez com que Marcondes se tornasse hoje um dos empresários mais polêmicos do país no que se refere a questões ambientais. Até agora, porém, nenhuma das investigações o apontou como culpado. (O processo que resultou em sua prisão está hoje na esfera da Justiça Federal, sem previsão de desfecho.) Numa autobiografia de 500 páginas lançada pouco antes de ser preso, no ano passado, sob o imodesto título Saga de um Visionário, Marcondes descreve como ele vê a própria situação:

"Quase todos conseguem absorver algumas adversidades, mas poucos são os que conseguem se manter em pé diante de uma saraivada de golpes simultâneos". Filho primogênito de um juiz, Marcondes começou a trabalhar aos 18 anos, como datilógrafo. Mais tarde se formou advogado, mas nunca exerceu a profissão. Ele seguiu carreira em empresas estatais até os anos 80, quando deixou a diretoria financeira da distribuidora de energia Eletrosul para se dedicar integralmente a um negócio familiar -- a fabricante de embalagens Inplac, hoje a maior do país no mercado de adubos e fertilizantes e comandada por seu irmão Roberto. Anos depois, decidiu que uma boa forma de ganhar dinheiro seria com a exploração da costa catarinense -- que à época ainda era pouco aproveitada por grandes empresários de turismo. Sua percepção aparentemente estava correta. Com ocupação de 55% (cerca de 10 pontos percentuais acima da média do mercado brasileiro), o Costão do Santinho tornou-se um dos resorts mais bem-sucedidos do país. Hoje, todos os negócios de Marcondes faturam mais de 300 milhões de reais e empregam mais de 1 600 pessoas -- os empreendimentos no ramo de turismo respondem por quase 25% desse total.

 

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Santinho: obra embargada por mais de um ano


     O COMEÇO DAS ENCRENCAS de Marcondes coincide justamente com sua projeção como empresário do ramo turístico. Sua maior adversária nas brigas ambientais é Analúcia Hartmann, procuradora da República em Santa Catarina. Uma investigação pedida por Analúcia paralisou as obras de ampliação do Costão do Santinho em 1997 por um ano. Seu objetivo era apurar denúncias de que o empreendimento estava derrubando áreas de preservação. "Parte dos empresários do estado quer simplesmente ocupar os espaços e construir sem nenhuma preocupação com o que está deixando para trás", diz a ex-militante ecológica Analúcia.

     Segundo ela, a pressão foi fundamental para que o Costão preservasse intocada parte da mata e mesmo dos registros arqueológicos do local. Em dezembro de 1997, Marcondes inaugurou um museu com inscrições rupestres feitas há 5 000 anos. O empreen dimento também manteve cerca de 75% da mata, boa parte dela no morro das Aranhas, que possui cerca de 160 espécies de aves e diversas plantas nativas.

     Desde 2005, Marcondes passou a ser criticado pelas obras do Costão Golf (empreendimento localizado ao lado do resort). A primeira etapa, um campo de 18 buracos, foi inaugurada em dezembro do ano passado, após um embargo de um ano e meio. A segunda parte do projeto -- um condomínio de casas -- está parada. Segundo ONGs ambientalistas da região, a construção pode contaminar lençóis de água potável da área. "Não somos contra a construção", diz Rodrigo Salles, presidente da ONG Aliança Nativa. "É possível construir desde que não haja contaminação da água, e até agora ele não conseguiu comprovar que não vai poluir." O atraso, segundo Marcondes, resultou num prejuízo superior a 5 milhões de reais.

 

Costão Golf (fonte da imagem)

 

     Agora, Marcondes tornou-se alvo de polêmica também no Rio Grande do Sul. Para erguer o Costão do Gramado, com investimento previsto de 100 milhões de reais, ele pretende fazer uma espécie de barganha. Está tentando convencer o prefeito e os vereadores a autorizar a construção de prédios num terreno coberto de mata nativa no centro da cidade gaúcha -- o que implica mudança da legislação atual, que permite apenas a construção de casas. Em contrapartida, Marcondes está oferecendo a destinação de uma área equivalente a quase metade do terreno e um investimento de 4 milhões de reais para a construção de um parque municipal de orquídeas. "Há dois anos tento convencer o prefeito de que é a melhor coisa a fazer", diz. Mesmo assim, o empresário é ouvido com ceticismo. "Ele pode até doar o parque, mas na área em que ele pretende construir o hotel há mata nativa e riacho", diz José Carlos Silveira, presidente do Conselho do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado de Gramado, formado por representantes de 31 entidades, entre associações comerciais e sindicatos. "Como sabemos que Marcondes tem um histórico conturbado, estamos resistindo à proposta." (Procurado por EXAME, o prefeito de Gramado, Pedro Henrique Bertolucci, não deu entrevista.) Apesar da resistência, Marcondes espera obter a autorização para iniciar as obras em julho. Para tentar minimizar as disputas em Gramado e Florianópolis, recentemente ele anunciou medidas que demonstrariam sua disposição em manter o meio ambiente intocado. Uma das mais ousadas é a construção de um campo de energia eólica, com investimento de 40 milhões de reais, para abastecer todos os seus empreendimentos e torná-los auto-suficientes em energia. Por enquanto, o plano não saiu do papel.

 

Costão do Santinho, um dos mais luxuosos resorts de praia do país (fonte da imagem)

 

(fonte da imagem)

 

Por Susana Naiditch - Revista Exame - 23/04/2008

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Retomada do desmatamento amazônico

 
     Segundo o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), ONG com sede em Belém, Pará e Mato Grosso tiveram um desmatamento de 214 quilômetros quadrados, o triplo do mesmo período (últimos três meses) do ano passado. O resultados do Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD) revelam a retomada brutal do desmatamento na flroesta amazônica, ameaçando tendência de queda apresentada nos últimos três anos.
 
 
     As ações ilícitas não foram intimidadas pelas medidas de repressão anunciadas pelo governo federal em janeiro deste ano , nem pelos meses de chuva, como já havia sido demostrado pelo Greenpeace em seus sobrevôos periódicos sobre a região, amparados em imagens de satélite.
     Para o Greenpeace, o que importa para a sociedade, além das descrepâncias entre as análises e resultados entre órgãos de pesquisa, é dispor de dados mensais mostrando a situação da floresta, para que ela possa cobrar mais ação do governo na punição a crimes ambientais e maior responsabilidade por parte de madeireiros, agricultores e pecuaristas.
 
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Unilever atende ao pedido de moratória

 

     Apesar de há uma semana a Unilever (a companhia por trás de famosas marcas como Dove) ter declarado que não tomaria ações para parar o desmatamento nas florestas da Indonésia, a empresa declarou hoje que atenderá pedido de moratória feito pelo Greenpeace. A ação permitirá que as regulamentações sejam direcionadas a proteção das florestas nos próximos anos, um anúncio positivo para os orangotangos da região em via de extinção e para o clima.

     Foi prometido também que todo o óleo de palmeira utilizado nos produtos da Unilever seriam sustentabilizados até 2015. O Greenpeace quer ver agora alguns dos compradores do óleo como a Nestlé e a Procter & Gamble, se unirem a Unilever e mudarem sua postura.

 

O contraste nítido entre a floresta intocada e a área destruída devido à plantação de palmeiras para a produção e óleo na Indonésia.

 

Fonte: Greenpeace

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sábado, 26 de abril de 2008

Dove: Removedor de Florestas

 

A "mais nova embalagem" do Dove feita pelo Greenpeace: "Dove: Removedor de Florestas" . Ela desmascara a faceta ecologicamente correta que a empresa veicula publicitariamente, ao revelar a forma a partir da qual são feitos os produtos da marca: com a destruição de florestas para retirar óleo de palmeira.

 

 

Fotos da devastação das florestas da Indonésia

 

 

Confira algumas fotos da destruição das florestas na Indonésia para dar lugar à produção de óleo de palmeira. Lembre-se que a Dove está seriamente envolvida nisso para fazer seus produtos.

 

 

O desmatamento desloca populações, muda o microclima, deixa espécies em extinção e contribui para o agravamento do aquecimento global

 

 

Fonte: Greenpeace

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Ursos polares estão 'em risco' no Canadá

Aquecimento global é apontado como problema enfrentado pela espécie.

 

Os ursos polares do Canadá estão em risco por causa das mudanças climáticas, mas não estão ameaçados de extinção iminente, segundo a avaliação de um painel de especialistas apresentada ao governo do país.

 

De acordo com os especialistas, o governo deverá agora desenvolver um plano para proteger a espécie no país. Estima-se que haja 15 mil ursos polares vivendo no Canadá.

 

(fonte da imagem)

 

A situação dos ursos polares vem preocupando ambientalistas há vários anos, já que os animais sofrem riscos em duas frentes - a caça e o derretimento da camada de gelo do Ártico, atribuída ao aquecimento global.

 

Ao reconhecer os dois problemas, o painel concluiu que a população de ursos polares do Canadá ainda não está diminuindo em ritmo rápido o suficiente para que esteja na categoria mais séria das espécies em perigo.

 

O urso polar foi identificado como espécie sob preocupação especial no Canadá.

 

(fonte da imagem)

 

Em risco

"Com base nas melhores informações disponíveis, não há razões suficientes para acreditar que o urso polar esteja sob risco iminente de extinção", disse Jeff Hutchings, o diretor do painel.

 

"Mas isso não quer dizer que ele não enfrenta problemas. Uma espécie sob preocupação especial é uma espécie em risco no Canadá e necessita de ação legislativa."

 

(fonte da imagem)

 

O ministro do meio ambiente, John Baird, é obrigado a aceitar as conclusões do relatório encomendado pelo governo e combater as ameaças à sobrevivência do animal, incluindo as mudanças climáticas.

 

Mas um plano de administração para a população de ursos polares do Canadá não será exigido até 2014, quando alguns cientistas acreditam que a camada de gelo do Ártico terá desaparecido completamente.

 

Fonte: BBC Brasil - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Geleiras derretem muito mais rápido que o pensado


A mudança climática está tendo um impacto muito mais grave e mais rápido sobre o Ártico do que se pensava até agora, segundo um novo estudo da organização Fundo Mundial da Natureza (WWF).

 

O degelo ártico se acelerou gravemente, e os cientistas estudam agora se o ponto de não retorno está perto, quando as mudanças se tornam irreversíveis, indica o WWF.

 

(fonte da imagem)

 

O novo relatório, intitulado "Ciência sobre o impacto da mudança climática - Atualização", representa o maior estudo sobre o impacto do aquecimento global no Ártico desde que foi publicada uma pesquisa sobre a questão em 2005.

 

O novo estudo, que será apresentado na quinta-feira no Conselho Intergovernamental do Ártico, descobriu que as mudanças - mais rápidas que o previsto - estão ocorrendo em todos os níveis do meio ambiente ártico, na atmosfera, nos oceanos, no gelo do mar, na neve, nas espécies, nos ecossistemas e nas sociedades humanas.

 

"A magnitude das mudanças físicas e ecológicas no Ártico cria um desafio sem precedentes para os Governos, o setor corporativo, os líderes comunitários e os conservacionistas", disse o biólogo Martin Sommerkorn, um dos autores do trabalho.

 

(fonte da imagem)

 

Segundo os dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, o desaparecimento completo da camada ártica elevaria o nível dos mares em 7,3 m, e, por enquanto, é impossível saber qual será a evolução nos próximos anos.

 

"Agora está nas mãos das nações árticas agir frente a esta evidência", disse Sommerkorn. "Podem fazer algo se agirem rápido e com contundência, mas é tarde demais para que tudo continue igual", acrescentou.


Fonte: EFE  - Terra Notícias

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Besouro que destrói florestas é novo vilão do aquecimento global

 

Mudança climática está favorecendo multiplicação do inseto em matas do Canadá.

Ao matar árvores, animal faz com que árvores liberem gases-estufa na atmosfera.

 

Um inseto do tamanho de um grão de arroz poderá ser o responsável por transformar as florestas da América do Norte em gigantescas fontes de dióxido de carbono, o mais importante gás ligado ao aquecimento global. Um novo estudo indica que o besouro em questão, ao se multiplicar descontroladamente e matar árvores, alteraria um bocado -- e para pior -- a interação entre as matas do Canadá e o clima da Terra.

 

Foto: Natural Resources Canada/Divulgação

O besouro parece aterrorizante, mas é do tamanho de um grão de arroz (Foto: Natural Resources Canada/Divulgação)

 

A afirmação parece catastrofista, mas se baseia nos dados mais recentes sobre a ação nefasta do besouro Dendroctonus ponderosae, que afeta várias espécies de pinheiros nas regiões mais frias e montanhosas da América do Norte. Na Colúmbia Britânica (sudoeste do Canadá), o surto atual de multiplicação do bicho é dez vezes pior do que todos os outros eventos do tipo registrados até hoje. E, levando em conta o aquecimento projetado para a próxima década, a tendência é que a situação fique mais grave ainda.

 

A estimativa foi feita por uma equipe de pesquisadores capitaneada por Werner Kurz, do Serviço Florestal Canadense, e deve ser publicada na edição desta semana da revista científica "Nature". O trabalho é assustador por demonstrar claramente um dos temidos "feedbacks positivos" -- efeitos colaterais do aquecimento provocado pelo homem que tendem a intensificá-lo ainda mais nas décadas vindouras.

 

Vermelho-morte

Apesar de pequeno, o Dendroctonus ponderosae é capaz de levar um pinheiro adulto à morte com facilidade. O bicho parasita o floema, parte do sistema vascular da planta que carrega sua seiva. Ao botar ovos nessa região e se alimentar da camada abaixo da casca da árvore, os bichos se multiplicam de tal maneira que acabam com a circulação de nutrientes nos pinheiros. Restam apenas grandes áreas avermelhadas de floresta -- as árvores mortas acabam assumindo essa cor.

 

Foto: Natural Resources Canada/Divulgação

Árvores ficam avermelhadas depois que o besouro as mata (Foto: Natural Resources Canada/Divulgação)

 

Acontece que o habitat da criatura se expandiu consideravelmente nos últimos anos: no Canadá, os invernos estão mais quentes, a temperatura máxima no verão também aumentou, e as florestas estão menos chuvosas. Quando as árvores morrem, todo o carbono armazenado em seu tronco, folhas e raízes é transformado em dióxido de carbono e lançado na atmosfera. Por enquanto, o balanço ainda é positivo: a quantidade do gás-estufa produzida pelas árvores que morrem é menor do que o gás carbônico absorvido pelas plantas que estão crescendo.

 

No entanto, as projeções feitas por Kurz e seus colegas indicam que, nos próximos anos, o sinal da equação vai se inverter. A quantidade de gás carbônico emitida passará a ser bem maior, de forma que, infestada de besouros, a mata deixará de aliviar o aquecimento global e passará a agravá-lo. A questão que fica no ar é quão comuns serão os eventos imprevistos desse tipo, nos quais a mudança de temperatura vai desencadear processos biológicos que, por sua vez, darão força ainda maior ao aquecimento.

 

Autor: Reinaldo José Lopes-  G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Geleiras derretem muito mais rápido que o pensado

 

A mudança climática está tendo um impacto muito mais grave e mais rápido sobre o Ártico do que se pensava até agora, segundo um novo estudo da organização Fundo Mundial da Natureza (WWF).

 

O degelo ártico se acelerou gravemente, e os cientistas estudam agora se o ponto de não retorno está perto, quando as mudanças se tornam irreversíveis, indica o WWF.

 

(fonte da imagem)

 

O novo relatório, intitulado "Ciência sobre o impacto da mudança climática - Atualização", representa o maior estudo sobre o impacto do aquecimento global no Ártico desde que foi publicada uma pesquisa sobre a questão em 2005.

 

O novo estudo, que será apresentado na quinta-feira no Conselho Intergovernamental do Ártico, descobriu que as mudanças - mais rápidas que o previsto - estão ocorrendo em todos os níveis do meio ambiente ártico, na atmosfera, nos oceanos, no gelo do mar, na neve, nas espécies, nos ecossistemas e nas sociedades humanas.

 

"A magnitude das mudanças físicas e ecológicas no Ártico cria um desafio sem precedentes para os Governos, o setor corporativo, os líderes comunitários e os conservacionistas", disse o biólogo Martin Sommerkorn, um dos autores do trabalho.

 

(fonte da imagem)

 

Segundo os dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, o desaparecimento completo da camada ártica elevaria o nível dos mares em 7,3 m, e, por enquanto, é impossível saber qual será a evolução nos próximos anos.

 

"Agora está nas mãos das nações árticas agir frente a esta evidência", disse Sommerkorn. "Podem fazer algo se agirem rápido e com contundência, mas é tarde demais para que tudo continue igual", acrescentou.


Fonte: EFE  - Terra Notícias

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segunda-feira, 31 de março de 2008

Novo Blog

     O Blog Caos Ambiental está sendo desativado...
 
 
     Acesse o novo blog BioWilson, lá você encontrará as mesmas notícias sobre o meio ambiente e muito mais informações sobre ciência e tecnologia.
 
 
     Obrigado pela atenção!!


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sábado, 22 de março de 2008

Sob a fumaça

     Pode não aparecer na imagem, mas o que está debaixo de toda essa fumaça cinza é a Amazônia. O flagrante foi feito em setembro do ano passado por equipamentos da Nasa, a agência espacial americana.
     A equipe do cientista Ilan Koren, do Weizmann Institute of Science, em Israel, analisou essa e outras imagens feitas desde 2000. Os pesquisadores concluíram que o ano de 2007 foi o mais "fumacento" desse período – conseguiu superar até 2005, quando a Amazônia passou por uma das piores secas de sua história.
 
 
     Os cientistas acreditam que um aumento tão grande das queimadas na região só pode ser explicado pelo alto preço da soja e do gado no mercado internacional no fim do ano passado. O fogo é usado para limpar o solo para novas safras ou para abrir áreas de pastagens. Além de destruir a fauna e a flora da maior floresta tropical do mundo, as queimadas aumentam o número de partículas na atmosfera. E isso muda o padrão de distribuição das chuvas na região. Fora que a destruição da Amazônia influencia nas chuvas de todo continente. Só para se ter uma idéia, estima-se que 70% da água que cai na região sudeste do Brasil no período de chuvas vem de lá.
 
Autora: Marcela Buscato - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 12 de março de 2008

Reduzir gases do efeito estufa no Brasil custaria US$ 3,4 bilhões

Governo precisaria gastar US$ 0,70 por tonelada de dióxido de carbono.
Trabalho será apresentado na Câmara dos Deputados.

 
     O custo total nos próximos dez anos para reduzir a quase zero as emissões de gases do efeito estufa na Amazônia brasileira seria de US$ 3,4 bilhões. O cálculo será apresentado nesta quarta-feira (12), durante o café da manhã da Frente Parlamentar Ambientalista, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O estudo foi coordenado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), com a colaboração da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do instituto americano The Woods Hole Research Center (WHRC). As idéias centrais do trabalho já haviam sido discutidas na Conferência de Bali sobre Mudança Climática, em dezembro.
 
Queimadas constantes na Amazônia por ação de fazendeiros (fonte da imagem)
 
     O relatório propõe investimentos na preservação da floresta, em benefícios para os povos tradicionais da Amazônia e na compensação aos fazendeiros que optarem por não desmatar. As ações garantiriam redução na emissão de gás carbônico (CO2) de 5 bilhões de toneladas. O custo seria, portanto, de US$ 0,70 por tonelada de CO2.
     Para o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, órgão do Ministério do Meio Ambiente, Tasso Azevedo, o valor está subestimado: "Segundo os cálculos do ministério, o custo para diminuir gradativamente as emissões e zerá-las em um período de dez anos seria de, aproximadamente, US$ 2 bilhões por ano."
     O coordenador de pesquisa do Ipam e um dos autores do estudo, Paulo Moutinho, aponta que quase todas as estimativas desconsideram o investimento que já foi feito pelo governo e pela sociedade na criação de unidades de conservação, na demarcação de terras indígenas e na formulação da legislação específica. "O objetivo do estudo é exatamente esse: mostrar que a questão econômica não é o principal impedimento às ações para a redução das emissões. O mais importante é vontade política", afirma.
 
Indústrias também emitem boa parte do CO2 na atmosfera (fonte da imagem)
 
     O trabalho propõe a criação de três fundos que seriam abastecidos pelo programa de redução de emissões. O primeiro beneficiaria as comunidades tradicionais que vivem da floresta. Pagaria o equivalente a meio salário mínimo todos os meses para até 200 mil famílias que vivem em reservas indígenas, extrativistas e de desenvolvimento sustentável. O segundo serviria para compensar integralmente proprietários de terra em situação legal que optem por renunciar ao direito de desmatar. O terceiro financiaria as ações de fiscalização por parte do governo federal e dos Estados.
 
Fonte: Agência Estado - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Fumaça de óleo diesel, dor de cabeça na certa

Respirar fumaça de óleo diesel traz stress ao sistema nervoso central.
  
     Além de incomodar pelo cheiro ruim a fumaça de óleo diesel pode afetar o funcionamento do cérebro de quem está exposto a ela. Essa foi a constatação de um grupo de pesquisadores holandeses que avaliou as ondas cerebrais de voluntários expostos à fumaça de motores à diesel, como o que acontece a quem tem que trabalhar em garagens ou ruas movimentadas.
 
Poluição em São Paulo (fonte da imagem)
 
     Cerca de 10 voluntários permaneceram em uma sala repleta de ar puro ou fumaça de óleo diesel de um motor, por uma hora. Para avaliar a função cerebral dos voluntários estes foram ligados à um aparelho de eletroencefalografia. O aparelho registrava as ondas cerebrais dos participantes durante uma hora de exposição aos gases e mais uma hora após.
     Os registros mostraram que apenas 30 minutos de inalação da atmosfera poluída era o suficiente para afetar a função cerebral. o exame mostrou que o cérebro sofria um stress que se manifestava pela alteração da capacidade do cortéx de processar informações. O impacto da fumaça sobre o sistema nervoso central não só permanecia, como também aumentava, após a saída da sala com ar contaminado.
     Os níveis de poluição a que os indivíduos eram expostos na pesquisa eram semelhantes aos enfrentados pelos trabalhadores em garagens de empresas de transporte ou mesmo nas vias com tráfego movimentado.
 
Deve-se aumentar a fiscalização de veículos que emitem fumaça preta em excesso (fonte da imagem)
 
     Os cientistas acreditam que a explicação para o efeito sobre o cérebro esteja no stress oxidativo das partículas microscópicas que se depositam nos tecidos do organismo. As partículas implicadas no processo são tão pequenas que são classificadas como nano-partículas e que poderiam por seu tamanho diminuto atingir áreas do cérebro dos participantes.
     Apesar das dificuldades de se realizarem pesquisas onde seres humanos são expostos à situações perigosas, trabalhos como esse podem levar à melhoria das condições de trabalho dos operários do transporte no mundo.
 
Autor: Luis Fernando Correia - Especial para o G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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EUA decidem que 'wolverine' não precisa de proteção especial

Espécie, conhecida como 'carcaju' em português, é típica do Hemisfério Norte.
Estados Unidos concluíram que animal não está ameaçado de extinção.

     Oficiais do governo americano divulgaram nesta semana que o "wolverine" (espécie conhecida como "carcaju" ou "glutão" em português) não está ameaçado de extinção e por isso não precisa de proteção especial no país. A decisão contraria os pesquisadores, que acreditam que o raro e agressivo animal pode desaparecer.
 
Foto: Reprodução 
Carcaju ou 'wolverine' fotografado em refúgio da vida selvagem americano (Foto: Reprodução)

 
     No passado, os wolverines eram encontrados desde o Alaska até o sul dos Estados Unidos. Hoje, vivem apenas em pequenos refúgios no país. Mas a entidade americana responsável pela proteção da biodiversidade afirma que a espécie não está ameaçada, porque há ainda grandes populações de wolverines no Canadá.
     "De acordo com as regras da Lei das Espécies Ameaçadas, a população americana não é significativa para a viabilidade da espécie como um todo", afirmou a porta-voz do Serviço de Vida Selvagem e Pesca, Diane Katzenberger.
     A decisão desagraou os pesquisadores, que a consideraram um retrocesso e lembraram outros animais dos Estados Unidos que são protegidos por lei, apesar de terem populações grandes no Canadá, como os ursos cizentos e as águias carecas.
     "Este país nunca abriu mão de proteger o que está em suas fronteiras", afirmou Jamie Rappaport Clark, que dirigiu o órgão durante o governo Clinton e hoje trabalha em um grupo ambientalista. "A administração atual está jogando essa responsabilidade para os países a norte e a sul de nós", afirmou.
     Grupos ambientalistas estão planejando um processo legal. "Não vivemos no Canadá. Vivemos em Washington, Montana e Idaho e é importante termos wolverines aqui", disse Joe Scott, do grupo Conservation Northwest.
     Na semana passada, uma estudante conseguiu uma imagem rara de um wolverine nas montanhas da Califórnia, o que supreendeu os cientistas.
Foto: AP
Imagem deixou claro para os cientistas que se trata de um carcaju. Pesquisadores não acreditam que a foto foi manipulada (Foto: AP)
 
Fonte: Do G1, com informações da AP
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 11 de março de 2008

E aí, Vigor, vai rotular?

 
     Ontem foi dia de protesto na sede da Vigor, em São Paulo. Foram mais de 30 ativistas, perguntando se a Vigor usa ou não transgênicos pra fabricar as suas margarinas e maioneses... Eu avisei que vinha aí a Semana do Consumidor, né? Pois é, o protesto de ontem foi só o começo.
     Continue lendo E aí, Vigor, vai rotular?
 
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Rio São Francisco - A quem vai servir a transposição das águas?

Nas discussões que ora se travam sobre a questão da transposição do São Francisco. existem alguns argumentos tão fantasiosos...
 
     É compreensível que em um país de dimensões tão grandiosas, no contexto da tropicalidade, surjam muitas idéias e propostas incompletas para atenuar ou procurar resolver problemas de regiões críticas.
     Entretanto, é impossível tolerar propostas demagógicas de pseudotécnicos não preparados para prever os múltiplos impactos sociais, econômicos e ecológicos de projetos teimosamente enfatizados.
     Tem faltado a eventuais membros do primeiro escalão dos governos qualquer compromisso com planificação metódica e integrativa, baseada em bonsconhecimentos sobre o mundo real de uma sociedade prenhe de desigualdades. Nesse sentido, bons projetos são todos aqueles que possam atender às expectativas de todas as classes sociais regionais, de modo equilibrado e justo, longe de favorecer apenas alguns especuladores contumazes. Pessoalmente, estou cansado de ouvir propostas ocasionais, mal pensadas, dirigidas a altas lideranças governamentais.
     Nas discussões que ora se travam sobre a questão da transposição de águas do São Francisco para o setor norte do Nordeste Seco, existem alguns argumentos tão fantasiosos e mentirosos que merecem ser corrigidos em primeiro lugar. Referimo-nos ao fato de que a transposição das águas resolveria os grandes problemas sociais existentes na região semi-árida do Brasil.
    Trata-se de um argumento completamente infeliz lançado por alguém que sabe de antemão que os brasileiros extra-nordestinos desconhecem a realidade dos espaços físicos, sociais, ecológicos e políticos do grande Nordeste do país, onde se encontra a região semi-árida mais povoada do mundo.
     O Nordeste Seco, delimitado pelo espaço até onde se estendem as caatingas e os rios intermitentes, sazonários e exoreicos (que chegam ao mar), abrange um espaço fisiográfico socioambiental da ordem de 750.000 quilômetros quadrados, enquanto a área que pretensamente receberá grandes benefícios abrange dois projetos lineares que somam apenas alguns milhares de quilômetros nas bacias do rio Jaguaribe (Ceará) e Piranhas/Açu, no Rio Grande do Norte. Portanto, dizer que o projeto de transposição de águas do São Francisco para além Araripe vai resolver problemas do espaço total do semi-árido brasileiro não passa de uma distorção falaciosa.
     Um problema essencial na discussão das questões envolvidas no projeto de transposição de águas do São Francisco para os rios do Ceará e Rio Grande do Norte diz respeito ao equilíbrio que deveria ser mantido entre as águas que seriam obrigatórias para as importantíssimas hidrelétricas já implantadas no médio/baixo vale do rio - Paulo Afonso, Itaparica, Xingó. Devendo ser registrado que as barragens ali implantadas são fatos pontuais, mas a energia ali produzida, e transmitida para todo o Nordeste, constitui um tipo de planejamento da mais alta relevância para o espaço total da região. De forma que o novo projeto não pode, em hipótese alguma, prejudicar o mais antigo, que reconhecidamente é de uma importância areolar. Mas parece que ninguém no Brasil se preocupa em saber nada de planejamentos pontuais, lineares e areolares. Nem tão pouco em saber quanto o projeto de interesse macro-regional vai interessar para os projetos lineares em pauta.
     Segue-se na ordem dos tratamentos exigidos pela idéia de transpor águas do São Francisco para além Araripe a questão essencial a ser feita para políticos, técnicos acoplados e demagogos: a quem vai servir a transposição das águas? Uma interrogação indispensável em qualquer projeto que envolve grandes recursos, sensibilidade social e honestas aplicações dos métodos disponíveis para previsão de impactos.
     Os "vazanteiros" que fazem horticultura no leito dos rios que "cortam" - que perdem fluxo durante o ano-serão os primeiros a ser totalmente prejudicados. Mas os técnicos insensíveis dirão com enfado: "A cultura de vazante já era". Sem ao menos dar qualquer prioridade para a realocação dos heróis que abastecem as feiras dos sertões. A eles se deve conceder a prioridade maior em relação aos espaços irrigáveis que viessem a ser identificados e implantados.De imediato, porém, serão os fazendeiros pecuaristas da beira alta e colinas sertanejas que terão água disponível para o gado, nos cinco ou seis meses que os rios da região não correm. É possível termos água disponível para o gado e continuarmos com pouca água para o homem habitante do sertão. Nesse sentido, os maiores beneficiários serão os proprietários de terra, residentes longe, em apartamentos luxuosos em grandes centros urbanos. Sobre a viabilidade ambiental pouca coisa se pode adiantar, a não ser a falta de conhecimentos sobre a dinâmica climática e a periodicidade do rio que vai perder água e dos rios intermitentes-sazonários que vão receber filetes das águas transpostas.
     Um projeto inteligente e viável sobre transposição de águas, captação e utilização de águas da estação chuvosa e multiplicação de poços ou cisternas tem que envolver obrigatoriamente conhecimento sobre a dinâmica climática regional do Nordeste. No caso de projetos de transposição de águas, há de ter consciência que o período de maior necessidade será aquele que os rios sertanejos intermitentes perdem correnteza por cinco a sete meses.
     Trata-se porém do mesmo período que o rio São Francisco torna-se menos volumoso e mais esquálido. Entretanto, é nesta época do ano que haverá maior necessidade de reservas do mesmo para hidrelétricas regionais. Trata-se de um impasse paradoxal, do qual, até agora, não se falou.
     Por outro lado, se esta água tiver que ser elevada ao chegar a região final de seu uso, para desde um ponto mais alto descer e promover alguma irrigação por gravidade, o processo todo aumentará ainda mais a demanda regional por energia. E, ainda noutra direção, como se evitará uma grande evaporação desta água que atravessará o domínio da caatinga, onde o índice de evaporação é o maior de todos? Eis outro ponto obscuro, não tratado pelos arautos da transposição.
     A afoiteza com que se está pressionando o governo para se conceder grandes verbas para início das obras de transposição das águas do São Francisco terá conseqüências imediatas para os especuladores de todos os naipes. Existindo dinheiro - em uma época de escassez generalizada para projetos necessários e de valor certo -, todos julgam que deve ser democrática a oferta de serviços, se possível bem rentosos. Será assim, repetindo fatos do passado, que acontecerá a disputa pelos R$ 2 bilhões pretendidos para o começo das obras.
     O risco final é que, atravessando acidentes geográficos consideráveis, como a elevação da escarpa sul da chapada do Araripe - com grande gasto de energia! -, a transposição acabe por significar apenas um canal tímido de água, de duvidosa validade econômica e interesse social, de grande custo, e que acabaria, sobretudo, por movimentar o mercado especulativo, da terra e da política. No fim, tudo apareceria como o movimento geral de transformar todo o espaço em mercadoria.
 
Autor: Aziz Ab'Sáber, 80, é geógrafo, professor-emérito da Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e professor convidado do Instituto de Estudos Avançados da USP. Ex. Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência/SBPC, autor de vários livros.
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 10 de março de 2008

Os insustentáveis

 
     O irônico prêmio do Greenpeace 'homenageou' os Insustentáveis, criticando as práticas predatórias no mar. Entre eles,'um vencedor comemora o feito' no Show Internacional de Comida-marinha em Boston.
 
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Esqueleto de triceratops será leiloado

     O esqueleto de um dinossauro triceratops está em exibição hoje na casa de leilões Christies em Paris, O triceratops data de aproximadamente 66 milhões de anos, mede 7,5m de altura e sustenta uma grande rabo e três chifres.
     É esperado que ele alcance o valor de 500 mil euros, cerca de R$ 1 milhão no leilão, que ocorre no dia 16 de abril, segundo a agência de notícias AP.
     O triceratops era um dinossauro herbívoro quadrúpede que vivia na América do Norte. Além do chifre pequeno e grosso no nariz, tinha também um sobre cada olho, chegando a medir um metro os chifres maiores.
 
Triceratops era um dinossauro herbívoro
 
Fonte: Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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