sexta-feira, 3 de julho de 2009

Floresta amazônica tem 157 km² devastados em maio, aponta Imazon


Área equivale a cem vezes o Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Cobertura de nuvens impossibilita monitoramento em 43% da região.

     Relatório divulgado nesta sexta-feira (3) pela ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) aponta que a Amazônia perdeu 157 quilômetros quadrados de floresta em maio. A área equivale a cerca de cem vezes a área do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Isso representa uma queda de 47% em relação a maio de 2008, quando o desmatamento detectado foi de 294 quilômetros quadrados.
     O desmatamento acumulado de agosto de 2008 a maio de 2009 é de 1.084 quilômetros quadrados. Em relação ao desmatamento ocorrido no mesmo período do ano anterior (4.143 quilômetros quadrados) houve uma redução de 74%.


Balsa apreendida em maio pelo Ibama com toras cortadas ilegalmente  no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)

     O Imazon ressalva que devido à cobertura de nuvens, não foi possível monitorar 43% da Amazônia Legal. A região não mapeada corresponde à quase totalidade do Amapá, 68% do Pará, 48% do Amazonas, 41% do Acre, 38% de Roraima e 35% de Rondônia. Por outro lado, apenas 5% do território do Tocantins e de Mato Grosso estavam cobertos. Além disso, parte do Maranhão que integra a Amazônia Legal não foi analisada.
     Segundo o relatório da organização, em maior de 2009 o desmatamento foi maior no Pará (37%), seguido de Mato Grosso (27%), Roraima (20%) e, menor em Rondônia (8%), Amazonas (5%), Tocantins (2%) e Acre (1%).
     O Imazon monitora também as florestas degradadas (que estão sendo exploradas pelo homem, mas ainda não foram totalmente derrubadas). Elas somaram em maio de 2009 215 quilômetros quadrados. Desse total, 81% ocorreram no Mato Grosso, 13% no Pará, 4% em Rondônia e 2% no Amazonas.
     O instituto observa que Roraima permanece a maior parte do ano coberto por nuvens, dificultando o monitoramento do desmatamento. No entanto, em maio de 2009, houve uma redução da cobertura, possibilitando o monitoramento em 62% do seu território. Por isso, parte do desmatamento detectado nesse período pode ter ocorrido em meses anteriores.
     Do ponto de vista fundiário, a maioria do desmatamento (67%) ocorreu em propriedades privadas ou em diferentes estágios de posse, e terras devolutas. O restante aconteceu em assentamentos da reforma agrária (15%), unidades de conservação (17%) e terras indígenas (1%).

Evolução do desmatamento por estado

Estado

agosto de 2007

a maio de 2008

agosto de 2008

a maio de 2009

Variação

(%)

Acre

17

24

+39

Amazonas

92

75

-19

Mato Grosso

2.001

357

-82

Pará

1.552

460

-70

Rondônia

383

79

-79

Roraima

66

77

+16

Tocantins

29

12

-58

Amapá

3

-

-

Total

4.143

1.072

-74

* Dados do Imazon. O Maranhão não foi monitorado.

Fonte: Globo Amazônia - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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domingo, 28 de junho de 2009

Ministério da Saúde investiga e confirma 33 casos da Doença do Tabaco Verde no Rio Grande do Sul


     A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) realizou no município Candelária (RS), nos meses de novembro e dezembro de 2008, uma investigação de surto de doenças na época da colheita nas lavouras de tabaco e o resultado aponta para a ocorrência da Doença do Tabaco Verde entre os trabalhadores também no Brasil.
     A equipe de investigadores permaneceu 50 dias no município de Candelária(RS), onde quatro mil famílias que se dedicam ao cultivo do tabaco. Nesse período foram detectados 46 casos suspeitos, com sintomas de encefaléia, náuseas, vômitos, fadiga muscular, zonzeira e alterações repentinas de pressão arterial.


Plantação de tabaco

     Após a identificação dos casos suspeitos foram coletadas informações dos pacientes e amostras de urina para exames de resíduos de cotinina (identifica absorção dérmica de nicotina). Para cada caso suspeito foram coletadas informações e exames de vizinhos para comparações. Dos 46 casos investigados 33 tem a confirmação de Doença do Tabaco Verde.
     Os resultados foram apresentados no último dia 19 de junho na Associação Comercial e Industrial de Candelária para representantes da comunidade e ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul na capital gaúcha. Nos próximos dias o Ministério da Saúde emitará um comunicado a toda rede de saúde alertando para a ocorrência da doença nas regiões fumicultoras, fazendo com que médicos e equipes de saúde fiquem atentos aos sintomas e solicitando a notificação de ocorrência de casos suspeitos. O Ministério também deve expedir uma orientação aos trabalhadores na cadeia produtiva do tabaco.
     Para a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf-Sul), a identificação dos casos em Candelária aponta para a necessidade de uma investigação mais aprofundada para medir a prevalência entre os trabalhadores. Estudo realizado na Índia aponta para 54% de prevalência entre os trabalhadores, os sintomas são mais agudos em períodos chuvosos, quentes e a absorção dérmica amplia em caso de suor.
     Para o Secretário Geral da Fetraf-Sul, Marcos Rochinski, esse resultado não surpreende. "Esse resultado é um indicativo de um grande mal que assola os fumicultores e talvez esse seja um indicativo de porque 72% dos fumicultores afirmam que não gostam de plantar fumo"



     "Uma informação como essa pode acelerar a decisão de diversificar a produção, levando os agricultores a buscar outras fontes de renda e evitar assim a dependência de uma única fonte de renda. É necessário ampliar o Programa de Diversificação das Áreas Cultivadas com Fumo", comenta técnico agrícola da Fetraf-Sul, Albino Gewehr.
     O coordenador Geral da Fetraf-Sul, Altemir Tortelli pretende discutir o tema com a Casa Civil da Presidência da República e Ministério da Saúde nos próximos dias. "Com saúde não se brinca. O lucro das fumageiras vem do suor dos agricultores e este suor é porta de entrada dessa grave doença. Providências urgentes devem ser tomadas com urgência", diz Tortelli.

     Dados técnicos:
Índices padrões de cotinina:
   - Não fumantes – menos de 10 ng/ml (nanogramas por milímetro)
   - Fumantes – mais de 50 ng/ml ( nanogramas por milímetro).
Índices encontrados:
   - Não fumantes trabalhadores na colheita do fumo – de 68 a 380 ng/ml
   - Fumantes trabalhadores na colheita do fumo – índices alarmantes de 180 até 800 ng/ml.

Autora: Luciane Bosenbecker, da Fetraf-Sul, enviado por Albino Gewehr, Técnico Agrícola, Assessor Técnico da Fetraf-Brasil e publicada pelo EcoDebate, 27/06/2009
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelde


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ONU adota tom pessimista em relação a acordo climático


     O secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, disse nesta quinta-feira, em tom pessimista, que o andamento das negociações preparatórias para a cúpula de Copenhague (Dinamarca) não permitem "dizer que esta geração será capaz de evitar a mudança climática". Numa sessão da Comissão Mista para a Mudança Climática do Parlamento espanhol, De Boer afirmou que é uma questão de sobrevivência para a humanidade combater o fenômeno.



     Hoje, não há dúvida que "é preciso reduzir radicalmente a emissão de gases causadores do efeito estufa para que não ultrapassemos o limite do caos climático, porque, quando o cruzarmos, não haverá lugar na Terra onde se esconder. Para ninguém", disse o especialista. Apesar das advertências, De Boer disse acreditar que ainda há tempo para evitar "o caos". Porém, será preciso utilizar este período disponível "sabiamente", já que a cúpula de Copenhague é "a oportunidade desta geração para o alcance de um pacto decisivo para o clima".
     O encontro na Dinamarca, que acontecerá em dezembro, tentará estabelecer um novo acordo global em substituição ao Protocolo de Kioto, cuja vigência termina este ano. De Boer se referiu às negociações preparatórias para a cúpula no fim do ano. Segundo ele, o processo encontra-se agora numa "fase crítica".
     Até agora, explicou, houve "progressos, propostas claras, muitas ideias interessantes" e "avanços importantes", como o compromisso demonstrado pelos Estados Unidos, que não assinaram o Protocolo de Kioto, e o estabelecimento de um "diálogo construtivo" com a China, o maior emissor mundial de gás carbônico (CO2). No entanto, ressaltou o especialista, agora é preciso "mais ação" de todos os envolvidos. Só assim será possível um acordo que alie a redução das emissões e a geração eficiente de energia.



     Para De Boer, o acordo terá que definir "com uma clareza inequívoca" em quanto os países industrializados reduzirão suas emissões. Deverá também, acrescentou, deixar "muito claro" o que os países em desenvolvimento terão que fazer. Outro ponto importante, de acordo com o especialista, é o estabelecimento de um compromisso financeiro "estável" para que os países mais pobres possam se adaptar e ajudar a minimizar os efeitos da mudança climática.
     Por fim, é preciso que o acordo dê voz e voto às nações em desenvolvimento na gestão desses recursos financeiros. Para isso, as partes terão que decidir quem administrará o dinheiro: a Convenção das Nações Unidas - como querem os países em desenvolvimento - "ou outros canais" - como pretendem os industrializados.



Fonte: EFE - Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Walabis invadem plantação de papoula e agem estranhamente


     Grupos de walabis, um tipo de marsupial semelhante aos famosos cangurus, andam aprontando peripécias em plantações de papoula na Tasmânia, uma ilha a 240 km ao sul da Austrália. Depois de comer as plantas - cultivadas legalmente por uma empresa que produz medicamentos a partir da papoula -, os animais pulam em círculos e destróem o terreno de plantio, conforme as autoridades locais. As informações são do site da BBC.


Os walabis, um tipo de marsupial semelhante aos cangurus, são um pouco menores que os primos famosos (foto: AP)

     Rick Rockliff, porta-voz da Tasmanian Alkaloids, empresa autorizada a produzir papoula na ilha, disse que as invasões não eram comuns, mas outras espécies de animais já foram vistas agindo anormalmente após o consumo das plantas. "Temos ouvido muitas histórias sobre carneiros que comeram da plantação e ficaram andando em círculos", afirmou Rockliff a BBC.
     Um agricultor também confirmou ter observado o estranho comportamento dos walabis. Segundo as autoridades locais, os pulos dos marsupiais chegam tão alto "como pipas".
     A Austrália, principalmente o Estado da Tasmânia, fornecem cerca de 50% da produção mundial de ópio (substância presente na planta da papoula) para a produção farmacêutica de morfina e outros analgésicos.

Fonte: Redação Terra
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Estação Espacial fotografa erupção de vulcão da Rússia


Nave sobrevoava remota ilha russa de Matua, no Pacífico, quando flagrou fenômeno no vulcão Sarychev.

     A câmera da Estação Espacial Internacional registrou um flagrante de uma erupção do vulcão Sarychev, em Matua, uma remota ilha russa a nordeste do Japão, observando a Terra de uma altitude de cerca de 350 quilômetros.


A imagem é de um vulcão numa remota ilha da Rússia (Foto: Nasa)

     A força da erupção, no dia 12 de junho, abriu um buraco nas nuvens, proporcionando um espetáculo para os astronautas a bordo. A última erupção do Sarychev foi em 1989.
     As imagens capturadas pela nave despertaram grande interesse entre estudiosos de vulcões porque elas registram vários fenômenos observados nos primeiros estágios de uma erupção forte. A coluna de fumaça parece ser uma combinação de cinzas de coloração marrom e vapor esbranquiçado.
     Em cima da nuvem há uma camada de nuvens brancas, quase como uma camada de neve sobre um cogumelo. Esta camada de ar condensado é consequência da elevação rápida da coluna sobre o ar frio que está sobre ela.
    A ilha de Matua é desabitada.

Fonte: BBC - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Amazônia perde 124 km² de florestas em maio, diz Inpe


Área equivale a sete vezes a Ilha de Fernando de Noronha.
Houve queda de 89% em relação a mesmo mês de 2008.

     A Amazônia perdeu pelo menos 123,7 km² de florestas no mês de maio – área equivalente a sete vezes a Ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número representa uma redução de 89% se comparado com o mesmo mês de 2008, quando foi registrado desmatamento de 1.096 km².



Veja mapa com a cobertura de nuvens na Amazônia. (Foto: Inpe/Divulgação)

     A leitura dos satélites foi prejudicada pelas nuvens, que cobriram 62% da Amazônia Legal. Em maio do ano passado, a área coberta por nuvens era de 46%.
     O estado onde foram encontradas mais áreas desmatadas foi Mato Grosso, que teve 61,2 km² de florestas derrubadas. Em segundo lugar está Roraima, com 17,7 km², seguido pelo Maranhão, com 17,6 km².
     Desde o início do ano, a Amazônia acumula desmatamento de 543,2 km², uma queda de 85% em comparação com o mesmo período de 2008, quando os satélites do Inpe mediram 3.730,1 km² de devastação.

Desmatamento da Amazônia em maio de 2009

Estado

Área desmatada (km²)

(% do estado coberta por nuvens)

Mato Grosso

61,2

7 %

Roraima

17,7

53 %

Maranhão

17,6

32 %

Rondônia

11,8

27 %

Pará

10,6

83 %

Tocantins

4,8

7 %

Acre

-

84 %

Amapá

-

99 %

Amazonas

-

92 %

Amazônia Legal

123,7

62%

Fonte: Inpe. A Amazônia Legal é uma região formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.

     Alerta
     A medição faz parte do sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), que identifica apenas focos de devastação com área maior que 2.500 m². Para o cálculo das áreas desmatadas, são consideradas tanto as matas que foram completamente destruídas – que sofreram o chamado 'corte raso' – quanto os locais em que houve degradação parcial.
     Em breve, os focos de desmatamento detectados pelo Inpe poderão ser vistos de forma simples e amigável no mapa interativo do Globo Amazônia, que mostra os pontos de destruição da floresta e possibilita aos internautas protestar contra queimadas e desmatamentos.


Fiscais do Ibama medem madeira apreendida no Pará. Nuvens cobriram 83% do estado, prejudicando a leitura feita pelos satélites. (Foto: Ibama-PA/Divulgação)

     O sistema Deter é desenvolvido para dar apoio às fiscalizações contra crimes ambientais. Como consegue detectar áreas em que a floresta ainda não foi totalmente derrubada, ele permite que providências sejam tomadas antes que toda a mata seja destruída.
     O balanço anual e consolidado do desmatamento na Amazônia é medido pelo sistema Prodes, também do Inpe, que tem resolução melhor e consegue detectar focos menores de destruição. Os dados desse sistema são divulgados pelo instituto no final do ano.

Fonte: Globo Amazônia - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Mucajaí (RR) lidera lista do desmatamento da Amazônia em maio


Município teve 16,7 km² de florestas destruídas no mês.
Das dez cidades que mais desmataram, cinco estão em MT.

     O município de Mucajaí, em Roraima, é o local onde foi detectada a maior área de desmatamento em maio. Segundo dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que mede a degradação florestal na Amazônia, foram identificados 16,7 km² de destruição no município. A área equivale a cerca de dez vezes o Parque do Ibirapuera, em São Paulo.


Imagem de satélite obtida em maio mostra a região de Mucajaí (RR). O município está na transição entre a floresta amazônica e o cerrado, que pode ser visto em cima, ao lado direito. (Foto: Inpe/Divulgação)

     Segundo a secretária de Meio Ambiente de Mucajaí, Luzinete Mesquita dos Anjos, o município sofre desmatamento desde a sua criação, mas a degradação mais recente tem sido causada principalmente pela abertura de novos pastos para o gado.
     "Temos quatro projetos de assentamentos. Para esses projetos não existem políticas, planejamento. Um incentivo que esses agricultores recebem é o crédito de apoio ao produtor. Com isso eles compram ferramentas, arame e capim. É um incentivo à pecuária. Não existe um plano, uma política pública para o agricultor", critica a secretária.
     Para tentar reverter a devastação, a prefeitura tem planos de diversificar a produção agrícola. "Vamos incentivar sistemas agroflorestais [mistura de agricultura com florestas], piscicultura, cultura de pequenos animais e extração do inajá [espécie de palmeira], para produção do biodiesel. A proposta é que, nos próximos quatro anos, possamos chegar ao desmatamento zero em Mucajaí", espera Luzinete.
     Confira abaixo a lista dos dez municípios amazônicos com maior índice de desmatamento detectado em maio. O cruzamento dos dados foi feito pelo Globo Amazônia utilizando os pontos de desmatamento identificados pelos satélites do Inpe.

Municípios líderes do desmatamento em maio de 2009

Município

UF

Área desmatada (km²)

Mucajaí

RR

16,7

Itanhangá

MT

9,8

Santa Carmem

MT

6,7

Nova Bandeirantes

MT

6,5

Itinga do Maranhão

MA

6,5

Grajaú

MA

5,7

Pimenta Bueno

RO

5,1

São José do Xingu

MT

4,8

Novo Progresso

PA

4,7

Ipiranga do Norte

MT

3,6


     O Inpe ressalta que nem todo o desmatamento identificado nesse período pode ter sido realizado durante esses três meses, pois a cobertura de nuvens muitas vezes impede que os satélites detectem áreas devastadas. Por isso, derrubadas ocorridas em meses anteriores podem ter aparecido só agora, assim como desmatamentos realizados entre fevereiro e abril podem aparecer nas próximas medições.

Autor: Iberê Thenório do Globo Amazônia - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 23 de junho de 2009

ONU pede "revolução energética" contra mudança climática


     Mais de 1,6 bilhão de pessoas não têm acesso à eletricidade e o planeta enfrenta uma mudança climática por causa do uso excessivo dos combustíveis fósseis, uma dupla realidade que a ONU pediu nesta segunda-feira que seja enfrentada através de uma "revolução energética" para abrir o mundo às energias limpas. Criar uma agenda mundial que permita essa transformação é o objetivo dos 500 especialistas que se reúnem até quarta-feira em Viena para tentar desenhar um futuro com menos emissões poluentes e com mais "justiça energética".



     O pedido foi feito por Kandeh Yumkella, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi), na abertura do encontro. Ao falar sobre as medidas adotadas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, o diplomata leonês citou o Brasil como um exemplo de aplicação das atuais tecnologias para reduzir o problema.
     Por outro lado, ele destacou o "vínculo entre baixa renda e pobreza energética" e assegurou que o acesso à energia é o "objetivo perdido" dentro dos Objetivos do Milênio da ONU, com os quais a organização quer combater a pobreza e o subdesenvolvimento antes de 2015. Yumkella afirmou que "acesso à energia e mudança climática são duas faces de uma mesma moeda".
     Notícia completa AQUI.

Wilson Junior Weschenfelder
Biólogo/Bacharel em Ecologia
Especialista em Licenciamento Ambiental
Doutorando em Desenvolvimento Regional
http://biowilson.blogspot.com/


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Cientistas criam plantas que crescem mais rapidamente


     Usando uma combinação de três mutações genéticas, pesquisadores especialistas em plantas conseguiram perturbar o processo de recombinação genética durante a formação de células reprodutivas - o pólen masculino e os óvulos femininos. As plantas com tripla mutação produzem pólen e óvulos geneticamente idênticos aos da planta mãe, por meio de simples divisão celular mitótica.


Uma combinação de genes ou mutações específicas será necessária para gerar uma safra agrícola que se reproduza por apomixia

     O estudo, publicado pela revista PLoS Biology, pode ajudar os criadores de plantas a se aproximar da geração de safras agrícolas capazes de produzir sementes de maneira completamente assexuada, um processo conhecido como apomixia.
     Esse tipo de planta vem sendo procurado há muito tempo porque o uso da apomixia permitiria acelerar muito o crescimento de plantas. Os descendentes híbridos de cruzamentos entre duas versões diferentes de uma planta tendem a produzir rendimento mais alto.
     Notícia completa AQUI.

Fonte: Nature - Terra
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Estudo mostra que 12% do gelo dos Alpes suíços derreteu


'Neves eternas' da cadeia de montanhas devem sumir ainda mais.
Enchentes, falta de energia elétrica e prejuízo ao turismo podem vir.

     Cientistas da Universidade de Zurique anunciaram ontem o resultado de pesquisa de uma década mostrando que as "neves eternas" dos Alpes desaparecem rapidamente. Em dez anos, 12% do gelo nas montanhas suíças derreteu. O fenômeno é registrado em várias regiões. Há dois anos, no Monte Kilimanjaro (Tanzânia), a neve desapareceu no verão pela primeira vez em 11 mil anos. Mas até agora não se sabia que o fenômeno era tão intenso, também na Europa.


Monte Kilimanjaro

     O que se conhece popularmente como neves eternas são os glaciais, estruturas de gelo que não derretem - ou não derretiam - o suficiente no verão a ponto de desaparecer. Dois fatores pesariam nesse fenômeno: a elevação média da temperatura no verão e a queda de neve mais suave no inverno. A universidade alerta que nunca o ritmo de derretimento do gelo dos Alpes foi tão rápido. "A última década foi a pior desde que começamos a registrar os dados, há 150 anos", disse Daniel Farinotti, um dos pesquisadores.
     Segundo ele, há dez anos a Suíça contava com uma cobertura de gelo de 1.063 quilômetros quadrados. Desde 1999, os glaciais suíços perderam 9 quilômetros cúbicos de gelo. A maior queda ocorreu em 2003, quando a redução foi de 3,5% em 12 meses. Até 2050, os pesquisadores estimam que os invernos nos Alpes serão 1,8°C mais quentes; os verões terão temperatura 2,7°C superior. O derretimento das neves eternas pode causar, na Suíça, mais avalanches e deslizamentos de terra, além de prejudicar o abastecimento de energia, pois as hidrelétricas são abastecidas pelo derretimento sazonal dos glaciais. O turismo também sofreria perdas. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".


Sinais do derretimento da geleira de Morterat, perto de Pontresina, no estado dos Grisões - Suíça (fonte) (foto: Wikipedia)

Fonte: Agência Estado - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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sábado, 20 de junho de 2009

Terra tem maior nível de CO2 em 2,1 milhões de anos


     Os níveis de dióxido de carbono (CO2) no mundo são os mais altos dos últimos 2,1 milhões de anos, indicou um estudo divulgado nesta quarta-feira pela revista Science. A pesquisa que, segundo seus autores, fornece novos dados sobre os ciclos de temperaturas na terra, descarta a teoria que afirmava que a queda nos níveis de CO2 na atmosfera tinha causado as eras glaciais.


     O estudo confirma, no entanto, que esses maiores níveis do gás coincidiram com intervalos de temperaturas mais altas no planeta. Segundo os cientistas do Observatório Terrestre Lamont-Doherty, da Universidade de Columbia, em Nova York, os níveis de CO2 estiveram em uma média de somente 280 partes por milhão.
     Atualmente esses níveis são de 385 partes por milhão, ou seja, 38% mais alto. A equipe liderada por Bärbel Hönisch, geoquímica do observatório, reconstruiu os níveis de CO2 através da análise de plánctons do fundo do Oceano Atlântico, da costa da África. Com a medição da proporção de isótopos, os cientistas puderam calcular quanto CO2 havia no ar quando o pláncton ainda estava vivo.



     Esse método permitiu melhores registros que os conseguidos através da análise das camadas de gelo polar, de somente 800 mil anos, segundo o estudo. O planeta sofreu mudanças cíclicas de temperaturas durante milhões de anos, mas, há 850 mil anos, os ciclos de glaciação foram mais prolongados e intensos, uma mudança que muitos cientistas atribuíam à queda nos níveis de CO2.
     No entanto, os cientistas de Lamont-Doherty indicaram que os níveis de CO2 durante essa transição foram semelhantes e é pouco provável que tenham ocasionado a mudança. "Este estudo indica que o CO2 não foi o principal desencadeante, embora nossos dados sugiram que os gases estufa e o clima global estejam vinculados", de acordo com o relatório.

Fonte: EFE - Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Veículo especial colidirá com a Terra para simular asteroide


     Um veículo espacial de 510 kg "colidirá" com o nosso planeta em junho de 2010, para simular um choque com asteroide, informaram cientistas japoneses. A espaçonave Hayabusa está no caminho de retorno à Terra depois de uma missão bem sucedida na qual ela aterrissou em Itokawa, um grande asteroide, do qual conseguiu recolher amostras. As potenciais amostras estarão a bordo de uma cápsula resistente ao calor que deve se separar da Hayabusa pouco depois da reentrada na atmosfera terrestre, para que possam ser recuperadas.


A espaçonave Hayabusa está no caminho de retorno à Terra depois de uma missão bem sucedida na qual ela aterrissou em Itokawa, um grande asteroide, do qual conseguiu recolher amostras

     Mas os especialistas afirmam que a porção principal do corpo da espaçonave provavelmente se desintegrará ao passar pela atmosfera terrestre.
     Ainda que a ideia da colisão não fosse parte do plano original da missão espacial Hayabusa, cientistas da Agência Japonesa de Exploração Espacial (Jaxa) decidiram aproveitar ao máximo o retorno da espaçonave condenada, a fim de obter dados adicionais.
     "Ainda que a Hayabusa não seja efetivamente um asteroide, estará percorrendo uma rota que a levará a colidir com a Terra da mesma maneira que um asteroide faria", disse Akinori Hashimoto, porta-voz da Jaxa. "Nós monitoraremos os seus movimentos, e os dados permitirão que predigamos com precisão as rotas futuras de asteroides em seus cursos de aproximação para a Terra".
     Notícia completa AQUI.

Autor: Julian Ryall - National Geographic - Terra
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Alga resistente que sufoca rios se espalha por riachos de Nova York


Conhecida como Dydimo, ela 'viaja' em botas de pescadores.
Preocupação é com peixes e suprimento de água.

     O Esopus Creek, um lendário riacho de pesca aérea das Catskill Mountains, parte integral do vasto sistema de água potável de Nova York, é um dos mais novos infectados pela Didymosphenia geminata, uma alga unicelular de rápida disseminação, mais conhecida entre pescadores e biólogos como muco de pedra.


A temida alga (Foto: Reprodução)

     Embora funcionários do governo estejam alertas contra a disseminação da Didymo, como também é chamada, desde a confirmação de sua presença em Nova York, há dois anos, eles não a encontraram no Esopus, quando limparam a área, no último outono. Um pescador disse a biólogos do Estado que achava ter visto os ramos cinza da Didymo pendurados em pedras no fundo do Esopus. Posteriormente, investigadores confirmaram que a Didymo havia se espalhado por vários quilômetros, de Shandaken à Reserva Ashokan. Biólogos acreditam que a alga está sendo transportada por pescadores esportivos.
     A Didymo possui uma tendência natural de crescer corrente acima em rios e riachos velozes, mas ela pode se disseminar pendurando-se em equipamentos de pesca, especialmente nas botas com sola de feltro, utilizadas pelos pescadores para não escorregar no fundo dos rios. A Didymo é considerada nativa em partes da América do Norte, onde foi encontrada em elevações mais altas com águas frias e pobres de nutrientes. Porém, nos últimos 20 anos, a diatomácea unicelular parece ter se transformado numa espécie invasora mais agressiva, espalhando-se da Colúmbia Britânica a Nova York.
     Ao contrário de outras algas, que flutuam na superfície, a Didymo se pendura nas rochas do fundo dos rios, córregos e lagos. Às vezes ela cresce furiosamente, em florescências capazes de cobrir o fundo de um rio de lado a lado, sufocando os mosquitos, minhocas e outros organismos que servem de alimento para trutas e outros peixes de pesca esportiva. A Didymo não é considerada maléfica à saúde humana, mas pode crescer em redes tão densas que elas podem obstruir as entradas de água. Ela não é chamada de muco de pedra sem motivo. Ela cresce em longas tiras grudentas, massas cinzentas e marrons que lembram papel de banheiro molhado ou lodo. Apesar de sua aparência repugnante, ela não é viscosa ao toque. Em vez disso, parece algodão úmido e não se parte com facilidade.
     Notícia completa AQUI.


Didymosphenia geminata (Lyngbye) M. Schmidt  (foto: Mark Webber - fonte)

Autor: Anthony DePalma do 'New York Times' - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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quinta-feira, 18 de junho de 2009

ONG diz que golfinho do Mekong corre risco de extinção


     A contaminação do rio Mekong, no sudeste asiático, está levando o golfinho do Mekong à extinção, denunciou nesta quinta-feira o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, siglas em inglês).
     O golfinho do rio Mekong integra a lista das espécies em perigo de extinção da WWF desde 2004.


Golfinho-de-Irrawaddy em vias de extinção no rio Mekong

     A organização afirma que o alto nível de pesticida registrado a partir de 2003 nas águas do Mekong reduziu a população dos golfinhos de 76 para 64 indivíduos no rio.
     A WWF disse que investiga como os pesticidas chegaram ao Mekong, rio que atravessa Camboja, Laos, Myanmar, Tailândia, Vietnã e a província chinesa de Yunnan.

Fonte: AFP - Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Índios do PA querem receber valor da madeira roubada de suas terras


Tembés foram saqueados por madeireiros em Paragominas.
Governo irá leiloar 4 mil m³ de madeira apreendida em reserva.

     Os índios tembé, do Pará, entregaram ao governo estadual uma proposta inovadora. Suas terras foram saqueadas por madeireiros, e agora eles querem receber o valor dos 4 mil metros cúbicos de madeira apreendidos, que serão leiloados. As informações são do Ministério Público Federal do Pará.


Trator usado por madeireiros para abrir estradas na terra dos índios tembé. (Foto: Ibama/Divulgação)

     A ideia dos índios é usar os cerca de R$ 1 milhão possivelmente arrecadados com a madeira para investir em projetos de geração de renda em suas aldeias, localizadas na Terra Indígena (TI) do Alto Rio Guamá. Eles já têm um estudo, elaborado em parceria com a Universidade Federal do Pará, para trabalhar com açaí, mel, artesanato e criação de animais, tudo realizado a partir dos conhecimentos tradicionais indígenas.

     Reação violenta
     Em novembro de 2008, o governo federal fez uma megaoperação em Paragominas, fechando várias serrarias e apreendendo o equivalente a centenas de caminhões de madeira. Em protesto, os madeireiros atacaram a sede local do Ibama e atearam fogo em carros do órgão ambiental. Operações anteriores já haviam flagrado desmatamento ilegal, inclusive nas terras dos tembés.

Fonte: Globo Amazônia, em São Paulo
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 16 de junho de 2009

Degelo da Groelândia é o maior contribuinte para a subida do nível do mar


     O manto de gelo da Groelândia está se derretendo mais rápido do que o esperado, segundo um novo estudo [Greenland Ice Sheet surface mass-balance modelling and freshwater flux for 2007, and in a 1995-2007 perspective] conduzido por um pesquisador da Universidade do Alasca Fairbanks e publicado na edição online da revista Hydrological Processes.


Derretimento uma geleira na Groelândia atinge o oceano (foto por Sebastian Mernild)

     Os resultados do estudo indicam que o derretimento do manto de gelo da Groelândia pode ser responsável por quase 25 por cento de aumento global do mar nos últimos 13 anos. O estudo também mostra que mares já estão subindo, em média, mais de 3 milímetros por ano, mais de 50% mais rápido do que a média no século 20.
     Notícia completa AQUI.

Autor: Por Henrique Cortez, do EcoDebate
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Ativistas se vestem de aliens para protestar contra mudanças climáticas


Protestos ocorreram em Manila, nas Filipinas.
Manifestantes ficaram em frente ao Banco Asiático de Desenvolvimento.


Manifestantes vestidos de aliens protestam em frente ao Banco Asiático de Desenvolvimento, em Manila (Foto: Jay Directo/AFP)


Local sediava conferência sobre mudanças climáticas. Os ativistas do Greenpeace e do grupo britânico Oxfam acusam o Banco de abandonar o apoio ao uso de carvão (Foto: Jay Directo/AFP )

Fonte: France Presse - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Reservas são suficientes para evitar destruição total da Amazônia, diz estudo


Mesmo perdendo 63% da floresta, região não ficaria totalmente savanizada.
'Ponto sem retorno' é conceito comum nos estudos sobre a Amazônia.

     Estudo da Michigan State University, nos EUA, aponta que a política brasileira de proteger as florestas com reservas é capaz de proteger a floresta das mudanças climáticas e evitar sua destruição total.
     No meio científico é corrente a ideia de que, se a Amazônia atingir um certo grau de desmatamento, terá alcançado um "ponto sem retorno" em que se transformará numa paisagem similar ao cerrado. O autor deste novo estudo, Robert Walker, no entanto, defende que, ao ter certas áreas protegidas, como já vem ocorrendo no Brasil, este ponto sem volta jamais seria alcançado.


Chuva sobre área desmatada da Amazônia. Atingido o 'ponto sem retorno' de desmatamento, o regime pluvial será alterado de forma irreversível. A questão é quanto de devastação a floresta suporta até atingir este ponto. (Foto: Expedição Rios Voadores / Divulgação)

     A Amazônia brasileira tem cerca de 37% de sua área incluída em reservas. Para o estudo, Walker trabalhou com o pior cenário: o de que toda a floresta fora destas áreas protegidas seria destruída. Ainda assim, ele chegou a resultados que apontam que o índice de chuvas dentro das áreas protegidas não cairia a ponto de modificar a vegetação das reservas. Assim, segundo o pesquisador, o limite de desmatamento "sem volta" da floresta pode estar por volta de 63%, e não 40% como é comum ver em estudos a respeito.
     A pesquisa foi publicada na última edição da revista americana 'Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)' e tem como co-autores Nathan Moore, Cynthia Simmons e Dante Vergara, da Michigan State, além de cientistas da University of Florida, Kansas State University, Hobart College, William Smith College e Universidade Federal Fluminense.

Fonte: Globo Amazônia - G1
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Brasil tem mais de 100 mil casos de intoxicação em um ano


     Dados divulgados na semana passada pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que 104.181 casos de intoxicação humana e cerca de 500 óbitos foram registrados em 2007 pelos Centros de Informação e Assistência Toxicológica em todo o País.
     Medicamentos (30,7%), animais peçonhentos (20,1%) e produtos de limpeza domiciliar (11,4%) foram os principais agentes que causaram intoxicações em humanos naquele ano. Com cerca de 25% do total de casos, as crianças menores de 5 anos se mantiveram como a faixa etária mais atingida.


Produtos de limpeza domiciliar são respónsáveis por 11,4% das intoxicações

     O Sinitox tem o objetivo de coordenar o processo de coleta, compilação, análise e divulgação dos casos de intoxicação e envenenamento no Brasil. Os casos são registrados pela Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Renaciat), por meio de 35 centros de informação e assistência toxicológica localizados em 18 estados brasileiros e no Distrito Federal.
     A região Sudeste registrou cerca de 46% dos casos de intoxicação humana, seguido da região Sul com cerca de 30%. De acordo com o Sinitox, as três maiores letalidades por agente tóxico foram observadas para os agrotóxicos de uso agrícola, drogas de abuso e raticidas.
     Por outro lado, a principal circunstância das intoxicações são os acidentes individuais, coletivos e ambientais, que são responsáveis por cerca de 55% do total de casos registrados, seguido da tentativa de suicídio e da atividade de ocupação.


Medicamentos são responsáveis por 30,7% das intoxicações

     Os dados do Sinitox alertam ainda que o sexo masculino apresenta o maior número de mortes por acidente com agrotóxicos de uso agrícola, com 112 registros em 2007, seguido pelas drogas de abuso (58), raticidas (26) e medicamentos (24).
     Para o sexo feminino, destacam-se os medicamentos, com 53 óbitos, agrotóxicos de uso agrícola (50) e raticidas (20). Dentre os quase 21 mil envenenamentos por animais peçonhentos registrados em 2007, os escorpiões contribuíram com quase 6 mil dos casos, seguidos por serpentes e aranhas.
     Os dados divulgados pelo Sinitox podem ser acessados no site do sistema e estão disponíveis em nível nacional ou por região.

Fonte: Agência Fapesp - JB Online  - Terra
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Congresso dos EUA coloca tabaco sob controle de agência reguladora


FDA vai estabelecer padrões para a composição química dos cigarros.
Legislação semelhante já está em funcionamento no Brasil.

     Depois de dez anos de embates políticos, o Congresso americano aprovou uma lei que coloca os produtos derivados do tabaco sob controle da FDA (agência que regula fármacos e alimentos nos EUA). Um dos propositores originais da lei, desde o início de sua tramitação, foi o senador John McCain, candidato a presidente derrotado nas últimas eleições.



     A lei foi aprovada com ampla maioria nas duas casas, Senado e Câmara, em dois dias de votação, e agora espera a sanção do presidente Barack Obama, ele próprio um fumante que assume lutar contra o vício há muito tempo. A agência reguladora de medicamentos e outros produtos deverá receber das indústrias fumageiras a composição química das misturas de fumo comercializadas naquele país.
     Pelas leis do país, o FDA poderá estabelecer padrões de composição química, inclusive proibindo a adição de substâncias consideradas perigosas para a saúde do público. Um primeiro efeito deverá ser o banimento da classificação dos cigarros em light, baixos teores e outras denominações, que somente visam a desorientar o consumidor.
     Apesar do avanço indiscutível na aprovação da lei, alguns aspectos chamam a atenção. O uso do mentol como flavorizador do cigarro está mantido. O "New York Times" chamou atenção para o fato de que as marcas mentoladas são as preferidas pela população afro-americana, a mesma que apresenta os maiores índices de câncer de pulmão naquele pais. A avaliação dos efeitos do mentol sobre a saúde humana só será feita em 2012, após novas pesquisas coordenadas pelo FDA.



     No Brasil já temos uma legislação semelhante regulamentada desde 2002. As companhias que beneficiam as folhas do tabaco devem estar cadastradas na Anvisa e são obrigadas a informar a composição química de seus produtos. A própria Anvisa reconhece que estão presentes no cigarro e na fumaça gerada por sua queima mais de 4 mil substâncias diferentes com reconhecido potencial cangerígeno. Todas essas medidas podem ajudar a diminuir a conta de 5 milhões de mortes por câncer de pulmão a cada ano.

Autor: Luis Fernando Correia Especial para o G1
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domingo, 14 de junho de 2009

Estudo relaciona dioxinas na cadeia alimentar a problemas na amamentação

 
     A exposição a dioxinas durante a gravidez prejudica as células em rápida mutação do tecido mamário, o que pode explicar por que algumas mulheres têm dificuldade para amamentar ou não produzem leite suficiente, de acordo com estudo [Activation of the aryl hydrocarbon receptor (AhR) during different critical windows in pregnancy alters mammary epithelial cell proliferation and differentiation] do University of Rochester Medical Center.
 

Leia mais em "Dioxinas: Estão a mentir-vos"

 
     Pesquisadores acreditam os seus resultados, embora até o momento apenas testados em ratos, é uma primeira abordagem de uma área da saúde, com impactos em milhões de mulheres, mas que tem recebido pouca atenção dos pesquisadores.
     De acordo com os autores, as estimativas são de que três a seis milhões de mães no mundo inteiro são incapazes de dar início ao aleitamento materno ou são incapazes de produzir leite suficiente para alimentar seus bebês, mas a causa deste problema não é clara, embora tenha sido sugerido que contaminantes ambientais possam desempenhar um papel significativo.
    Notícia completa AQUI.
 
Autor: Henrique Cortez, do EcoDebate
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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ONG diz que BM rompeu contrato com frigorífico por devastar Amazônia

 
     A ONG Amigos da Terra comemorou hoje a suposta decisão do Banco Mundial (BM) de rescindir um contrato de empréstimo para a expansão na Amazônia do frigorífico Bertin, acusado de comprar gado de produtores ilegais, que criam os animais em terras indígenas e em áreas devastadas sem permissão.
 

 
     A organização de defesa do meio ambiente afirmou em comunicado que, diante das denúncias, o BM decidiu cancelar o contrato de financiamento, que incluía um empréstimo de US$ 90 milhões concedido pela Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), o braço financeiro do Banco.
     O Banco Mundial até agora não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
     A ONG assegura que, desde 2006, junto com grupos brasileiros de defesa da Amazônia, vem alertando ao IFC sobre a falta de estudos em torno dos impactos ambientais provocados pela expansão do Bertin em três estados que contêm partes da floresta.
     A Amigos da Terra afirma ainda que espera que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) siga o exemplo do BM e suspenda os créditos que concede a produtores e exportadores de carne acusados de incentivar o desmatamento da Amazônia.
 

 
Fonte: EFE - Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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