quarta-feira, 8 de abril de 2009

Baleia de 14m é encontrada morta no Rio da Prata

     Uma baleia franca austral (Eubalaena australis), com 14m de comprimento e 30t, apareceu morta no Rio da Prata, na altura da cidade de Ensenada, na Argentina. Um homem que encontrou a carcaça se surpreendeu ao ver o cetáceo em água doce quando passava pelo local de caiaque, segundo a Prefeitura Naval do país. As informações são do diário argentino El Clarín.
 

Especialistas acreditam que o cetáceo de 30t tenha perdido o rumo e morrido por esgotamento no Rio da Prata

 
     De acordo com especialistas em recursos naturais da localidade, o mamífero apresenta várias feridas e se encontra em avançado estado de decomposição. No entanto, eles não souberam determinar a data em que o animal morreu.
     Os especialistas acreditam que a baleia franca acabou perdendo o rumo até o Rio da Prata, onde morreu por esgotamento.
 
Fonte: Télam - Redação Terra
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Polícia Federal faz apreensão de fósseis na região central de SP

Também foram apreendidos produtos feitos com borboletas mortas.
Operação foi realizada no domingo (5) em feira na Praça da República.
 
     A Polícia Federal apreendeu em uma feira na Praça da República, região central de São Paulo, 477 fósseis e 890 produtos feitos com borboletas mortas. A apreensão ocorreu no domingo (5) durante a Operação Res Publica.
     O objetivo da ação foi reprimir o comércio ilegal de produtos fósseis de origem vegetal e animal e produtos artesanais feitos com borboletas mortas como porta-joias, chaveiros, porta-retratos, cinzeiros, quadros e porta-chaves.
 

Fósseis foram apreendidos pela Polícia Federal na Praça da República (Foto: Divulgação)
 
     Entre os materiais fósseis apreendidos estavam trilobitas (parentes dos insetos e crustáceos modernos), madeira petrificada e caracóis fossilizados. A feira na Praça da República ocorre todos os domingos. Além dos policiais federais, participaram da operação funcionários do Ibama.
     Os responsáveis pelo comércio de fósseis e de produtos feitos com borboletas irão responder por crime ambiental.
 
Fonte: G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 7 de abril de 2009

Imagem da semana - Desastre

 

Bombeiros removem escombros na cidade de L'Aquila. Um grande terremoto, de magnitude 6.3, derrubou quarteirões inteiros na região, matando ao menos 90 pessoas na região. Milhares ficaram desabrigados.

 
Fonte: MSN Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Cientistas estudam a formação de panquecas de gelo no Ártico

     As mudanças climáticas não estão apenas fazendo o gelo do oceano Ártico desaparecer, elas também estão mudando o tipo de gelo que se forma. Os pesquisadores estão tentando determinar como um aumento na "panqueca de gelo" está afetando o extremo norte, e inclusive se está acelerando o aquecimento local.
     No passado, as águas o Ártico foram dominadas por grossos pedaços de gelo marinho, que duram de um ano para outro. Mas a cobertura de gelo do oceano está diminuindo e o gelo grosso que dura vários anos está desaparecendo rapidamente. No lugar das camadas de gelo grosso, os pesquisadores estão percebendo uma proporção maior de gelo recém-formado e fino.
     O novo gelo pode ser formado de diferentes formas. Quando a água está cercada de blocos de gelo, como era comum no Ártico, áreas de água aberta são pequenas e há pouca chance para o vento formar ondas fortes. Nessas condições calmas, o gelo se forma em placas inteiras chamadas "nilas".
 

No lugar das camadas de gelo grosso que eram predominantes no Ártico, está surgindo uma proporção maior de gelo recém-formado e fino em forma de panquecas

 
     Mas agora o Ártico tem áreas maiores de água aberta, e mais ondas. "Assim que você introduz ondulação, produz uma forma totalmente diferente de gelo", disse Jeremy Wilkinson, da Associação Escocesa de Ciência Marinha, em Oban, no Reino Unido. Sob essas condições, massas de cristal de gelo arremessadas de um lado para outro na água se combinam para formar uma mistura densa chamada "gelo oleoso", e depois "panquecas" de gelo fino com um ou dois metros de diâmetro.
     Isso pode ter todo tipo de efeito indireto. Como as panquecas são redondas, por exemplo, têm áreas de água aberta entre elas quando se juntam, deixando a superfície mais escura no geral. Isso poderia ter um efeito aquecedor como resultado de menos radiação solar sendo refletida.
      A água também escorrega por esses buracos para ficar sobre o gelo, de modo que a neve que está caindo derrete em vez de assentar, fazendo a superfície ficar mais escura. "Esse ciclo não segue os modelos do Ártico nem do Antártico. É um desses enigmas que as pessoas ainda não investigaram", disse Wilkinson.
     Notícia completa AQUI.

Fonte: Nicola Jones - National Geographic - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Produtores sul-africanos perdem até 80% da safra de milho transgênico

Diretora do Centro Africano para Biossegurança, Marian Mayet, pediu a proibição imediata do milho transgênico no país, um dos primeiros a adotar o produto.

     Uma área de plantação de milho transgênico na África do Sul, equivalente a 80 mil campos de futebol, não produziu um grão sequer. De um total de mil produtores de milho geneticamente modificado, 280 tiveram prejuízos na colheita. Alguns chegaram a perder até 80% da produção. A Monsanto, empresa que desenvolveu o milho geneticamente modificado, alega que o problema não está relacionado à transgenia.



     "A empresa veio a público explicar que o erro aconteceu durante o processo de fertilização de um tipo de semente. No entanto, o problema aconteceu em três variedades transgênicas", disse Rafael Cruz, coordenador da campanha de transgênicos do Greenpeace no Brasil.
     Marian Mayet, diretora do Centro Africano para Biossegurança, baseado em Joanesburgo (África do Sul), defendeu uma investigação do caso pelo governo sul-africano e a proibição imediata do milho transgênico naquele país.  A África do Sul foi um dos primeiros países a adotar o milho transgênico.



Fonte: Greenpeace/EcoAgência
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Ponte de gelo se rompe na Antártica e levanta temores

Uma ponte de gelo que liga um bloco do tamanho da Jamaica a duas ilhas da Antártica rompeu-se, informaram pesquisadores neste final de semana.

     Cientistas afirmam que o rompimento pode indicar que o bloco Wilkins, como é conhecido o território, flutuará livremente, o que seria um sinal das mudanças provocadas pelo aquecimento global.
     O bloco Wilkins, que fica no oeste da Península Antártica, está diminuindo de tamanho desde a década de 1990.
     Para os pesquisadores, a ponte de gelo era uma barreira importante que mantinha o bloco ligado à região. O rompimento permitiria que o bloco Wilkins se movimentasse livremente entre as ilhas de Charcot e Latady.


     Nível do mar
     Fotos da Agência Espacial Europeia haviam demonstrado que a ponte estava começando a se romper. O pesquisador David Vaughan, do instituto British Antarctic Survey, colocou um GPS na ponte de gelo em janeiro e está monitorando o movimento do bloco Wilkins.
     "Nós sabemos que o bloco de gelo Wilkins está completamente ou muito estável desde os anos 30, e depois ele começou a diminuir de tamanho nos anos 90", disse ele à BBC.
     "O fato de que ele está diminuindo e agora perdeu conexão com uma das ilhas é uma indicação forte de que o aquecimento da Antártica está tendo efeito em outro bloco de gelo."



     O rompimento não deve ter impacto direto no nível dos mares, porque o gelo está flutuando e não derreteu, mas cientistas estão preocupados com as mudanças no clima da Antártica.
     Nos últimos 50 anos, a península tem sido uma das que mais está se aquecendo no planeta.
     Muitas das camadas de gelo diminuíram no período e seis delas se romperam por completo - Prince Gustav, Larsen Inlet, Larsen A, Larsen B, Wordie, Muller e Jones.
     Pesquisas mostram que quando os blocos se rompem, as geleiras e as massas degelo começam a se movimentar em direção ao Oceano. É esse gelo que pode aumentar o nível do mar, mas ainda há muitas dúvidas sobre a forma como esses fenômenos estão ocorrendo.
     Esses fenômenos não foram incluídos no relatório do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que fez projeções sobre o aumento do nível do mar no futuro. O texto de 2007 do IPCC diz que as dinâmicas do gelo ainda são pouco compreendidas pelos cientistas.



Fonte: BBC Brasil - Terra Notícias
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Enviar para amigos Comentar Ártico poderá perder 80% do gelo em 30 anos, diz

     A camada glacial do Ártico poderá sofrer uma redução de até 80% nos próximos 30 anos, adverte um estudo publicado na última quinta-feira nos Estados Unidos sobre os efeitos do aquecimento global no planeta. "A superfície do mar Ártico coberta de gelo no final do verão poderá não passar de um milhão de km2 em 2040, contra 4,6 milhões de km2 hoje" estimam os autores do estudo realizado pela Universidade do Estado de Washington e pela administração americana para a atmosfera e os oceanos (NOAA).
 

 
     Os pesquisadores aplicaram modelos de previsão nos quais levam em conta as últimas evoluções da camada glacial no Ártico, que sofreu uma 'redução espetacular' no final dos verões de 2007 e de 2008, quando a superfície de gelo se viu limitada a 4,3 e 4,7 milhões de km2, respectivamente.
     A média destes seis modelos permite prever um Ártico praticamente sem gelo dentro de 32 anos, revelam Muyin Wang, climatologista da Universidade de Washington, em Seattle, e o oceanógrafo do NOAA James Overland. Segundo Wang e Overland, os modelos precedentes, elaborados em 2007, previam esta redução apenas para o final do século XXI, por volta de 2100.
     "Tanta água livre poderá ser benéfica para a circulação marítima e para a extração de minerais e petróleo, mas também será um problema de adaptação do ecossistema" adverte o estudo.
 

 
Fonte: Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Carta Aberta ao Cientista e ao Homem do Futuro

 

Caro colega do futuro:

 

Você está quase no final de um século que vi nascer. No exercício de minha profissão, encontrei indícios, vestígios, e propus hipóteses sobre como vivia o Homem do passado, como usava suas ferramentas, como preparava suas armas.

 

Meu caro colega, mesmo não sabendo como você é ? talvez uma máquina inteligente ?, escrevo-lhe como se estivesse dirigindo-me a um Homem. E escrevo-lhe com a emoção de um Homem. Um Homem desse início de século que nos abriga.

 

Caso encontre dificuldade em entender-me, tenho certeza de que poderá recorrer a sofisticados dicionários, a sofisticados programas para computador, que lhe permitirão descobrir o sentido exato das minhas palavras.

 

No início, todos os Homens viviam como caçadores-coletores. Para adquirir conhecimento e conviver com as outras espécies da natureza, para sobreviver com os parcos recursos biológicos que tinham, esses Homens necessitavam de grande coesão social.

 

O saber era passado dos adultos para os jovens, igualmente. Sabiam que não podiam ter proles numerosas porque, ao contrário dos outros animais, o filhote humano levava anos para aprender e ser capaz de sobreviver só.

 

Todos executavam todas as tarefas, todos eram iguais. Os chefes comandavam com base em sua força física, que, como todos os recursos biológicos, nasce, atinge seu apogeu e definha.

 

Assim, um chefe exercia seu poder durante um tempo limitado, até que um outro membro da tribo, mais jovem, mais forte, o suplantava.

 

Os Homens temiam a natureza, reconheciam seu poder, um poder que, para eles, emanava de entidades sobrenaturais.

 

E essas entidades sobrenaturais comandavam as águas, os ventos, o fogo, os astros. Seres que viviam por sua conta e cuja passagem pela vida dos Homens era eventual. Os espíritos!

 

Em um momento dado de nossa história, alguém imaginou como fazer para garantir um poder mais duradouro, que não dependesse unicamente dos recursos biológicos.

 

Como a morte é um fenômeno que assusta a todos os animais, esse alguém imaginou uma história que tratava do além, da existência de seres sobrenaturais, da boa vontade dos quais dependeria a vida e o destino pós-morte de todos os Homens. Os Deuses.

 

Nesse momento começaram a se diferenciar os Homens. Aqueles que somente sabiam conviver com a natureza, que dependiam de sua força para sobreviver, e aqueles que tratavam com os deuses: os sacerdotes.

 

Os últimos, constituíam uma casta privilegiada, com poder assegurado. Com o poder assegurado, não tinham mais que enfrentar a vida difícil do dia-a-dia, pois recebiam dádivas daqueles que não tinham o poder de tratar com as divindades.

 

Mas como os Deuses eram muitos, havia a possibilidade de tratar com seus intermediários, e o poder se diluía. Como concentrá-lo, então? Como colocar mais elementos de uma família, de um clã, no exercício do poder?

 

Novamente um gênio inventou outra forma de poder. Os Deuses escolhiam e davam a um homem o poder para que ele fosse o chefe de todo seu grupo. E esse privilégio passava de pai a filho.

 

Nasceram, assim, as dinastias. O poder concentrava- se cada vez mais. As sociedades começaram a crescer além dos limites permitidos pela natureza, pois, para que alguns pudessem viver sem fazer nada, além de falar com os Deuses e dar ordens a seus súditos, para que pudessem viver em palácios, mergulhados em rendas e comendo iguarias, deveriam existir milhões de escravos, trabalhando para ter direito ao pão, à água e à procriação, engendrando muitos futuros escravos.

 

Templos, túmulos monumentais e palácios, sempre exigiram multidões de escravos para serem construídos e mantidos. Com o aparecimento da escrita, das castas, o saber ficou concentrado naqueles que dominavam. Não era mais todos ensinando a todos.

 

Assim, começaram a aparecer as classes cultivadas e os ignorantes. Sempre poucos letrados para muitos ignaros.

 

E depois? Depois, um novo passo foi dado para concentrar e tornar o poder definitivamente esmagador. Um espírito genial criou o Deus único, engendrou o monoteísmo.  

 

Concentrou-se o poder em um homem que representava Deus, infalível, cuja palavra deveria ser seguida sem discussões. Em torno dele toda uma corte, formando uma estrutura triangular, sempre poucos no alto, muitos na base.

 

O judaísmo, o catolicismo, o islamismo, o protestantismo. Cada grupo inventando seu próprio Deus, único, o certo, o bom, o que devia ser adorado.Quem nele não acreditasse, deveria ser exterminado.

 

Poder religioso e seu derivado, o poder civil, nunca se dissociaram. Juntos escreveram páginas com o sangue de todos os que se rebelavam e poderiam representar a menor ameaça a esse estado de coisas. Assim, durante milênios, a sociedade humana acostumou-se com as guerras, com o extermínio dos que pensavam diferente, dos que não queriam se submeter e ser escravos.

 

Guerras pelo domínio das terras e dos povos, das riquezas do mundo. Guerras e perseguições contra os que negavam ou duvidavam do poder divino. Os que falavam da bondade de Deus, de sua misericórdia, eram os que torturavam, mantinham em masmorras e matavam os que ousavam duvidar de sua palavra.

 

Mesmo aqueles que não duvidavam, mas que representavam uma presa interessante, pela sua fortuna, por sua mulher, por suas terras, também eram perseguidos, eliminados.

 

E como o Poder nunca se sacia, quando mais baixo encontrava-se o Homem na escala social, mais filhos deveria produzir. Sempre com a idéia de que, para sobreviver, necessitava de muitas mãos, mãos que o ajudariam a trabalhar e, mais e mais, agradar ao Poder.

 

Assim, vimos Homens torturando, matando, chacinando outros Homens. Vimos a Idade Média, a Inquisição. A invasão das Américas e o aniquilamento de milhões de seres humanos que compunham os primeiros povos, que partilhavam as terras com todas as outras espécies, que viam o verde das matas e escutavam a algaravia dos bichos.

 

Em um dado momento, alguém se lembrou de um tipo de governo que havia existido em um pequeno país, criador de uma civilização, onde a cultura era difundida e o povo tinha suas tradições, a democracia.

 

Imediatamente, esse alguém pensou nas possibilidades que ela abriria se fosse implantada em países com elites cultas e massas incultas. O povo acreditou que estava elegendo seus representantes.

 

E, assim, o Poder, ao invés de ter que contentar milhões, teve unicamente de enriquecer, dar empregos e acanalhar os representantes desses milhões, algumas centenas de cidadãos que passaram a integrar um novo Poder.

 

Assim nasceram os políticos, prometendo uma vida maravilhosa para os que nele votassem, mas pedindo que esquecessem o que haviam escrito ou prometido no instante em que se viram investidos de Poder.

 

Vimos agir o nazismo, o fascismo, o comunismo. Homens sendo assassinados em câmaras de gás, fuzilados, torturados. Hiroshima e Nagasaki. Os brancos rejeitando os negros e os amarelos, os negros rejeitando os brancos e os amarelos, os amarelos rejeitando brancos e negros. Os capitalistas. As classes trabalhadoras. E cada vez mais os donos do Poder aprimoravam- se.

 

A transmissão do saber, que havia sido concentrada, que havia passado da Igreja para a Universidade, formando jovens capazes de pensar e protestar, tinha de ser demolida. E a Universidade foi destruída. Ao invés do saber se ofereciam diplomas.

 

O Poder concentrou-se na tecnologia. Os tecnocratas, sem pensar em algo mais sofisticado, menos simplista, ativeram-se apenas às operações necessárias para conseguir que uma máquina executasse uma tarefa específica, que o computador resolvesse determinado problema.

 

Tudo orquestrado para que a necessidade de consumo aumentasse a cada instante, e mais impostos fossem pagos. Impostos que garantiriam educação para seus filhos, saúde para a família, estradas, cidades limpas e seguras, o direito ao lazer.

 

E o Poder recebia os impostos e decidia o que fazer com eles, mudando seus destinos, oferecendo escola de péssimo nível, saúde que significava morte mais rápida, bandidos ameaçando a todos.

 

O Poder podia solicitar empréstimos, aceitar juros extorsivos, quando precisava de dinheiro para uma fantasia qualquer, como construir uma capital nova! Mas quem pagava os empréstimos, mais os juros, era o povo, cujos filhos já nasciam com uma dívida enorme.

 

O rosário de sandices continuou: abriram a possibilidade para que o Homem fosse diferente dos outros animais de sua família. O Homem poderia viver mais do que seus primos macacos. Que felicidade...

 

Para viver mais, trabalharia mais, e manteria todo o sistema necessário, com isso continuaria arrastando seus males pelo mundo.

 

Num mundo onde só existia espaço para a arrogância, as outras espécies passaram a existir apenas em função das necessidades do Homem. Os animais eram torturados, viviam em pânico, aterrorizados.

 

Por quê? O porquê de tanta atrocidade? É isso que está me perguntando, meu caro colega do futuro?

 

Apenas para produzir mais e para nutrir a espécie que se fez dominante. E não parou por aí, não: milhares e milhares de espécies vegetais foram destruídas, dando lugar apenas àquelas que interessavam ao Homem.

 

Animais e plantas foram modificados geneticamente para aumentar a produtividade. Isso, apesar de continuarem pregando que Deus havia criado o mundo, e tudo o que existia sobre a face da Terra. O Homem corrigia e melhorava o que Deus havia feito!

 

Para culminar, decidiram que nem mesmo os filhos poderiam substituir os pais. O amor ao Poder era tal que criaram a técnica da clonagem, e cada um foi substituído por si mesmo.

 

A reprodução e os riscos de ver nascer um filho que não fosse digno de seu patrimônio ficou relegada aos que não tinham meios para se auto-reproduzir.

 

Destruíram, meu caro colega, a beleza do mundo, o prazer da vida. As primeiras sociedades humanas, pouco numerosas, eram solidárias. A generosidade da natureza podia manter todos saudáveis.

 

As sociedades humanas no início desse nosso século são compostas por bilhões de pessoas. Sociedades, na sua grande maioria, doentes, solitárias.

 

A natureza foi destruída. Todo o alimento tem de ser comprado. A água tem de ser comprada. Os dons da natureza, hoje, têm seus donos: o Poder. O Poder, sob suas inúmeras formas.

 

A competição é a regra da vida, e todos os Homens, mesmo sem ter consciência, odeiam seus semelhantes, potenciais competidores. E a eles atribuem a culpa de não poderem viver melhor.

 

E o que aconteceu com o Homem? É isso que está querendo saber agora, meu caro colega? Infelizmente, não poderei lhe responder a essa pergunta. Parti há muito. Mas tenho algumas curiosidades a respeito do seu tempo.

 

Me diga: o Sol que o aquece agora é o mesmo que vejo brilhar lá fora, ou ele foi substituído por algo artificial? As geleiras dos Pólos degelaram e invadiram territórios hoje ocupados por populações costeiras?

 

O que restou da camada de ozônio? Ela ainda existe? E a Floresta Amazônica, o que foi feito dela? Esvaiu-se em fogo e fumaça? A caatinga sobreviveu? Ou você nunca ouviu falar sobre ela? Você já ouviu falar em macaco-prego? Já ouviu falar em veados-galheiros, vaga-lumes, bem-te-vis? Em tamanduás? Em tatus, araras azuis e vermelhas, sapos, morcegos, onças, cobras, beija-flores, sabiás?

 

Já conjugou o verbo sonhar, sorrir, acreditar? E as mentes? Conseguiram eles, por fim, dominar todas as mentes?

 

Nesse instante, caro colega do futuro, estendo o meu olhar pela vastidão do que ainda é um pedaço do paraíso? Um pedaço do paraíso chamado Serra da Capivara? Que Poderes nada ocultos insistem em ignorar, em destruir, e entrego-lhe este texto para que continue a contar como prosseguiu a nossa história, a história de todos nós.

 

Uma história que, por séculos e séculos, tem sido de amargura, aflição e terror.

 

Fonte: Assessoria de comunicação para a Fundação Museu do Homem Americano - FUMDHAMPostado por Wilson Junior Weschenfelde



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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Não há mais tempo para desenvolvimento sustentável, afirmam pesquisadores

Prakki Satyamurty defende que a saída agora seria a retirada sustentável, ou seja, a diminuição drástica do consumo de recursos naturais, aliada a um controle de natalidade.
 
     Pesquisador em meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Meteorologia, Prakki Satyamurty defende que o mundo adote outro caminho para reverter o quadro de destruição do meio ambiente que tem como conseqüência as mudanças climáticas.
     Para ele, o desenvolvimento sustentável já não é o caminho mais aconselhável para a reversão desse quadro. A saída agora, segundo Satyamurty, seria a retirada sustentável, ou seja, a diminuição drástica do consumo de recursos naturais, aliada a um controle de natalidade que levasse a um crescimento menos acelerado do número da população mundial.
     Ao falar sobre o tema escolhido pela Organização Meteorológica Mundial para marcar o Dia Mundial Meteorologia de 2009 - Tempo, clima e ar que respiramos - o pesquisador disse que a capacidade do planeta Terra de suportar o uso que se faz dos recursos naturais está cada vez mais limitada.
     Por isso, Satyamurty defende que o consumo de recursos naturais deveria ser menor ou igual à reposição dessas riquezas ambientais na natureza. Segundo ele, a exploração dos recursos naturais pela população mundial já ultrapassou a capacidade de oferta do meio ambiente em escala global.
     "Já passou o tempo do desenvolvimento sustentável. Agora é tempo de fazer uma retirada sustentável, ou seja, temos que retirar, gradativamente, por exemplo, o número de automóveis das ruas. Tudo o que foi colocado em excesso e hoje contribui para a destruição do meio ambiente precisa sair de cena. Esse é um assunto muito polêmico, mas as autoridades precisam parar e pensar em tudo o que está acontecendo. O mundo tem que mudar para melhor", observou.
     Satyamurty participou, neste semana, da programação realizada pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em alusão ao Dia Mundial da Meteorologia, comemorado em 23 de março.
     Em palestra a estudantes da universidade, o pesquisador polemizou as estratégias pensadas em escala mundial para lidar com os diversos problemas causados pelas mudanças climáticas, como a falta de água. Segundo ele, a população mundial quadruplicou em 50 anos e o aumento da temperatura da superfície terrestre, do nível dos oceanos, bem como a poluição de todos ambientes são as principais conseqüências desse crescimento populacional.
     "Com o aumento da população mundial, a diminuição das áreas de floresta e de espécies animais é inevitável. Mais áreas de lavoura, pastos e gado. Tudo isso provocou aumento de gás carbônico, gás metano e aumento substancial da temperatura na Terra", relatou.
     Ainda de acordo com o pesquisador indiano, assim como foi criado o mercado do crédito de carbono, também deveria existir o crédito de população. Para ele, outra missão das autoridades é o reflorestamento.
     "Todo país que estivesse crescendo demais deveria pagar por isso. Seria um incentivo à redução das populações e um benefício para o meio ambiente como um todo porque o planeta não agüenta mais essa situação."
     Na avaliação do chefe da divisão de Meteorologia do Centro Técnico Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) no Amazonas, Ricardo Delarosa, é incontestável que o desenvolvimento e o progresso geram perturbações e degradações nos sistemas naturais. Contudo, ele ponderou que o grande problema das nações não é a falta de alimentos, mas a distribuição imperfeita desses recursos alimentares.
     "Entendo que o que está acontecendo é uma distribuição desigual das riquezas e recursos. A população cresceu bastante, mas a produção de alimentos também cresceu", disse.
     Com relação à polêmica avaliação de Satyamurty sobre a retirada sustentável, Delarosa ponderou que não existe maneira de desenvolver sem degradar de alguma forma. Para ele, a redução da população seria uma das alternativas existentes.
     "Eu entendo que o desenvolvimento sustentável é um paradoxo. Não vejo como desenvolver e, ao mesmo tempo, ter sustentabilidade, pelo menos não do ponto de vista da conservação dos sistemas naturais como a gente os conhece hoje. Temos que trabalhar para minimizar esse custo que é um ônus imposto à natureza. Na minha opinião, é preciso haver uma conscientização de que é preciso distribuir melhor os recursos e as riquezas. Acho que isso seria mais efetivo do ponto de vista de preservar mais o ambiente que a gente vive", concluiu.
 
Autora: Amanda Mota - Agência Brasil/EcoAgência
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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TRF4 nega recurso contra novas advertências nas embalagens de cigarro

Sindicato da Indústria do Fumo tentou suspender a obrigatoriedade de veiculação nas embalagens de cigarro de novas advertências determinadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 
     A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou hoje (31/3), por unanimidade, pedido de suspensão da obrigatoriedade de veiculação nas embalagens de cigarro de novas advertências determinadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As novas imagens e frases foram determinadas pela Resolução RDC nº 54/08 do órgão regulador e devem ser incluídas nos produtos das empresas de tabaco a partir de maio deste ano.
 

 

Campanhas mostram os males causados pelo cigarro

 
     O Sindicato da Indústria do Fumo no Estado do Rio Grande do Sul (Sinditabaco) ingressou com uma ação na Justiça Federal de Porto Alegre, solicitando que fosse assegurado a todas fabricantes de cigarro o direito de não incluir em suas linhas de produção, bem como o de não veicular as novas imagens nas embalagens de seus produtos. Conforme o sindicato, as imagens seriam falsas e mentirosas, não possuindo caráter informativo nem nexo lógico-científico. A Anvisa, por outro lado, defendeu a resolução, lembrando que os derivados do tabaco, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), seriam os principais causadores de mortes evitáveis em todo o mundo.
     Notícia completa AQUI.
 
Fonte: Fonte: Ascom TRF4/EcoAgência
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Dantas e Tranchesi na mira do Ibama

     O que há em comum entre o banqueiro Daniel Dantas e a empresária Eliana Tranchesi, a dona da boutique de luxo Daslu? A primeira resposta poderia ser os processos judiciais por sonegação fiscal e formação de quadrilha.
 

 
     Mas, além dessa infeliz coincidência, Dantas e Tranchesi também são considerados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como criminosos ambientais. As multas aplicadas contra a dupla podem chegar a R$ 12,1 milhões.
     A empresária foi autuada por comércio ilegal de produtos com couro de animais exóticos e peles. Segundo o Ibama, a prática ocorre desde 2006. Além de pagar a multa, a Daslu vai ter que se cadastrar para poder importar esse tipo de material para o Brasil.
 

pele-daslu.jpg

 
     No caso de Dantas, as acusações são mais graves. Ele foi considerado pelo Ibama como o maior criminoso ambiental do Pará. Segundo o órgão, as atuações foram feitas contra a empresa Agropecuária Santa Bárbara, de propriedade do banqueiro e que abrange seis municípios e engloba 15 fazendas. Os crimes seriam referentes ao desmatamento ilegal na Amazônia e à quebra de embargos aplicados pelo Ibama contra a empresa.
     As multas contra o banqueiro foram divulgadas no jornal O Liberal. A Agropecuária Santa Bárbara é a maior produtora de gado da Amazônia, com um rebanho que pode chegar ao inacreditável número de 500 mil cabeças de gado. Alguns especulam que a empresa possa ter até um milhão de cabeças, o que seria o maior rebanho bovino particular do mundo. O IBGE estima que 78% do que foi derrubado na Floresta Amazônica virou pastagem. Qual será a contribuição de Daniel Dantas nesse volume?
     No ano passado, nós fizemos o primeiro mapa com a conexão entre os grandes frigoríficos e a pecuária em áreas de desmatamento ilegal na Amazônia.
 

santa-barbara.jpg

 
Autora: Juliana Arini - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Verme gigante ataca corais em aquário britânico

Mistério sobre devastação causada em viveiro marinho é desvendado; funcionários encontram verme escondido entre corais.
 
     Funcionários de um aquário no sul da Grã-Bretanha descobriram, após meses de busca, que um verme marinho gigante vinha destruindo uma barreira de corais em exibição no local.
 

Foto: Blue Reef Aquarium Newquay

A criatura não tem aspecto muito agradável (Foto: Blue Reef Aquarium Newquay)

 
     Os funcionários do Blue Reef Aquarium, em Newquay, notaram que muitos dos corais haviam sido danificados, mas não conseguiam saber por quê.
     Eles passaram semanas protegendo e vigiando o local, sem achar a fonte dos estragos, até que decidiram revirar a barreira de corais, separando cada rocha uma a uma.
     Ali eles encontraram um verme marinho da espécie Eunice aphroditois de cerca de 1,2 metros de comprimento.
 
Fonte: BBC - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 30 de março de 2009

Imazon detecta 62 km² de desmatamento na Amazônia em fevereiro

Área equivale a 1,5 vez o Parque Nacional da Tijuca (RJ).
Cobertura de nuvens impediu análise de 66% da floresta.
 
     O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) registrou a destruição de 62 km² de florestas na Amazônia Legal em fevereiro, área equivalente a 1,5 vez o Parque Nacional da Tijuca, segundo relatório publicado nesta segunda-feira (30). Em janeiro, haviam sido encontrados 51 km² de devastação. A medição do Imazon é feita paralelamente à do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ligado ao governo federal.
     A maior parte do desmatamento registrado pelo Imazon em fevereiro ocorreu em Mato Grosso (65%). O Pará teve 25%, seguido de Roraima e Amazonas, com 4% cada, e Rondônia, com 2%.
 

Foto: Sema-PA/Divulgação

Madeira apreendida por fiscais no Pará: mesmo na época chuvosa, o desmatamento continua. (Foto: Sema-PA/Divulgação)

 
     O instituto ressalta, no entanto, que devido à cobertura de nuvens, não foi possível enxergar 66% da Amazônia nas imagens de satélite utilizadas.
     O céu fechado faz com que o Inpe deixe de divulgar dados mensais de desmatamento durante o chamado "inverno" amazônico, período mais chuvoso. Nesta época, o instituto publica relatórios trimestrais sobre o assunto.
     Além dos 62 km² de desmatamento, foram detectados pelo Imazon outros 37 km² de degradação florestal – destruição parcial que deixa a mata mais rala. Mato Grosso tem 75% dessa área. O acompanhamento da degradação é importante pois, em muitos casos, ela é um estágio inicial para o desmatamento total da floresta, o chamado corte raso.
O índice de desmatamento de fevereiro de 2009 foi muito parecido com o do mesmo mês do ano passado, quando o Imazon localizou 63 km² de devastação na Amazônia.
     A maior parte do desmatamento encontrado pelo Imazon no mês passado - 74% - está em áreas privadas, devolutas ou em diversos estágios de posse. O restante aconteceu em unidades de conservação (14%) e em assentamentos de reforma agrária (12%).
Com 9,6 km² de devastação, o município de Novo Progresso (PA), foi o que teve mais desmatamento detectado no mês.
 
Fonte: Do Globo Amazônia, em São Paulo
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 27 de março de 2009

Mudança Magnética na Terra

A inversão dos pólos começa a dar sinais que está próxima
 
     O Pólo Norte está de mudança. Cientistas encontraram grandes buracos no campo magnético da Terra, sugerindo que os Pólos Norte e Sul estão se preparando para trocar de posição, numa guinada magnética. Um período de caos poderia ser iminente, no qual as bússolas não mais apontariam para o Norte, animais migratórios tomariam o rumo errado e satélites seriam queimados pela radiação solar.
 

 
     Os buracos estão sobre o sul do Atlântico e do Ártico. As mudanças foram divulgadas depois da análise de dados detalhados do satélite dinamarquês Orsted, cujos resultados foram comparados com dados coletados antes por outros satélites.
     A velocidade da mudança surpreendeu os cientistas. Nils Olsen, do Centro para a Ciência Planetária da Dinamarca, um dos vários institutos que analisam os dados, afirmou que o núcleo da Terra parece estar passando por mudanças dramáticas. "Esta poderia ser a situação na qual o geodínamo da Terra opera antes de se reverter", diz o pesquisador. O geodínamo é o processo pelo qual o campo magnético é produzido: por correntes de ferro derretido fluindo em torno de um núcleo sólido. Às vezes, turbilhões gigantes formam-se no metal líquido, com o poder de mudar ou mesmo reverter os campos magnéticos acima deles.
     A equipe de Olson acredita que turbilhões se formaram sob o Pólo Norte e o sul do Atlântico. Se eles se tornarem fortes o bastante, poderão reverter todas as outras correntes, levando os pólos Norte e Sul a trocar seus lugares.
     Andy Jackson, especialista em geomagnetismo da Universidade de Leeds, Inglaterra, disse que a mudança está atrasada: "Tais guinadas normalmente acontecem a cada 500 mil anos, mas já se passaram 750 mil desde a última".
 

 
     Impacto
     A mudança poderia afetar tanto os seres humanos quanto a vida selvagem. A magnetosfera fornece proteção vital contra a radiação solar abrasadora, que de outro modo esterilizaria a Terra. A magnetosfera é a extensão do campo magnético do planeta no espaço. Ela forma uma espécie de bolha magnética protetora, que protege a Terra das partículas e radiação trazidas pelo "vento solar".
     O campo magnético provavelmente não desapareceria de uma vez, mas ele poderia enfraquecer enquanto os pólos trocam de posições. A onda de radiação resultante poderia causar câncer, reduzir as colheitas e confundir animais migratórios, das baleias aos pingüins. Muitas aves e animais marinhos se guiam pelo campo magnético da Terra para viajar de um lugar para outro.
     A navegação por bússola se tornaria muito difícil. E os satélites - ferramentas alternativas de navegação e vitais para as redes de comunicação - seriam rapidamente danificados pela radiação".
 

 
Fonte: Walkyria Garcia - Trabalhadores da Luz / Blog Saúde Perfeita - REBIA
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Poluente contamina leite materno em São Paulo

     Um estudo da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) revela que 58% das amostras de leite materno coletadas na cidade São Paulo estão contaminadas por PCB (policloretos de bifenilas), agente cancerígeno ligado a problemas de desenvolvimento e baixo nível de coeficiente intelectual e que figura entre os dez poluentes mais tóxicos, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
 

 
     Embora a concentração máxima encontrada no leite materno (13,86 microgramas por litro) de mães paulistanas esteja abaixo dos níveis considerados perigosos às crianças (nos EUA e na Europa, os limites aceitáveis variam de 20 a 60 microgramas por litro), os pesquisadores alertam para a necessidade de um controle mais rígido desses agentes. No Brasil, não há legislação específica para os níveis desses compostos no leite materno.
     A comercialização de PCB está proibida no país desde 1981 -nos EUA, foi banida em 1976-, mas o uso ainda é tolerado em alguns equipamentos até que eles sejam desativados ou substituídos. No Estado de São Paulo, uma lei prevê a eliminação até 2020.
     Notícia completa AQUI.
 
Autora: Cláudia Collucci - Estadão Online - REBIA
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 24 de março de 2009

Sea Shepherd se posiciona contra a importação de tubarão baleia em Cingapura

     O Resorts World at Sentosa, resort/casino de Cingapura que está em fase final de construção, quer capturar tubarões baleia no mar e colocá-los dentro de aquários para a diversão de turistas. Tubarões baleia estão vulneráveis à extinção, e morrem facilmente quando mantidos em cativeiro.
 

Sea Shepherd e PETA se unem contra essa crueldade


     Eles podem chegar a 20 metros de comprimento e mergulhar a 980 metros de profundidade, migrando milhares de quilômetros - não existe nenhum ambiente artificial construído pelo homem que possa reproduzir essas condições naturais. A Sea Shepherd Conservation Society e a PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, na sigla em inglês) se uniram com organizações de Cingapura em uma campanha de educação contra a importação de tubarões baleia.
     No endereço http://www.whalesharkpetition.com é possível protestar contra essa crueldade disfarçada de ato conservacionista.
 
Fonte: Sea Shepherd
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Imagem da Semana - Ajuda

 

© AP

(Foto: AP)


23/03 - Refugiadas sudanesas e crianças aguardam sua vez para tratamento médico no exterior da clínica de ajuda humanitária no acampamento de refugiados de Zamzam, fora a cidade de Darfur, al-Fasher, Sudão. Todos os dias, um caminhão transporta água e é saudado por longas linhas de refugiados. Apesar de não fazer parte do trabalho das tropas, a tarefa mantém vivos milhões de refugiados, já que muitos grupos de ajuda em Darfur foram impedidos de trabalhar.
Fonte: MSN Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Rios Voadores revelam importância da Amazônia

Depois de percorrerem por um ano e meio a trajetória dos vapores de água que saem da bacia amazônica e distribuem umidade para o sul e o sudeste do Brasil, o casal Gérard e Margi Moss e a equipe científica que os acompanhou comprovam: preservar a floresta é uma questão de sobrevivência para o país
 
     "De onde vem a nossa água?" Essa foi a pergunta que motivou o casal Gérard e Margi Moss a começar a terceira fase do projeto Brasil das Águas - depois de terem realizado um estudo completo sobre a qualidade das águas brasileiras na primeira etapa e feito um trabalho de conscientização com a população ribeirinha sobre a importância da preservação dos rios.
     De agosto de 2007 a março deste ano, eles percorreram, em seu avião monomotor, juntamente com uma equipe de especialistas do CENA – Centro de Energia Nuclear e do CPTEC/INPE – Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a trajetória dos vapores de água que saem do Oceano Atlântico, chegam à Amazônia, são "reciclados" e distribuídos para o restante do território brasileiro e da América Latina, até o limite da cordilheira dos Andes. Batizadas de Rios Voadores, essas correntes de vapor d'água também deram nome ao projeto.
 

O volume de água dos rios voadores é superior ao dos rios brasileiros

O volume de água dos rios voadores é superior ao dos rios brasileiros

(foto: Margi Moss)

 
     A bordo, nas doze expedições realizadas, ia também um equipamento com tecnologia inovadora, desenvolvido pelo CENA, que coletava amostras de vapor d'água, transformando-as em gotículas, que eram posteriormente analisadas por uma equipe de cientistas e acabaram por responder à pergunta inicial.
    O trabalho é pioneiro no mundo e ajudam a aumentar o entendimento sobre os processos meteorológicos, assunto ainda pouco estudado no Brasil. Com a quantidade de dados coletados nas mais de 1000 amostras de gotículas de água durante um ano e meio de trabalho, ainda é possível se chegar a muitas conclusões daqui em diante. De todo modo, os primeiros resultados são claros ao revelar os impactos que a existência da floresta amazônica exerce sobre o clima e a quantidade de chuvas no restante do país, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, assim como em outros países da América do Sul.
 

Nuvens sobre a floresta amazônica, formadas pela evapotranspiração das árvores

Nuvens sobre a floresta amazônica, formadas pela evapotranspiração das árvores (foto: Margi Moss)

 
     O caminho dos rios voadores
     Engana-se quem pensa que as chuvas que ocorrem no Brasil são provenientes apenas da umidade que vem do oceano Atlântico e se condensa no continente. Boa parte delas se origina da evaporação e da transpiração da floresta amazônica, que formam uma quantidade enorme de vapor de água que se desloca da região Norte até o Sul do país.
     Funciona assim (veja a animação): os ventos alísios empurram a umidade vinda do Atlântico para a Amazônia e provocam chuvas na região. Do total de chuvas, 25% alimentam os igarapés, 25% são retidos pelas folhas e 50% são absorvidos pelas árvores – esses últimos 75% voltam para a atmosfera em forma de vapor d'água, por meio da evaporação e da transpiração.
     Esses vapores são transportados pelos ventos até a cordilheira andina, que funciona como uma barreira natural e redireciona o percurso da umidade para o Norte da Argentina, o Uruguai, o Sul e o Sudeste do Brasil.
 

As árvores da Amazônia evaporam 300 litros de água por dia

As árvores da Amazônia evaporam 300 litros de água por dia (foto: Margi Moss)

 
     O volume de vapor d'água produzido pela floresta é imenso – cada árvore de grande porte "evapotranspira" até 300 litros de água por dia! No total, são cerca de 20 bilhões de litros de água lançados na atmosfera todos os dias pela Amazônia, mais do que a vazão do Rio Amazonas – o maior rio do planeta!
     Em uma das expedições, Gerard e sua equipe conseguiram acompanhar o percurso de um rio voador desde Belém até a cidade de São Paulo. Desta vez, 3.200 m³ de água eram transportados por segundo da Amazônia até a capital paulista. Em um dia, esse rio voador levou a São Paulo um volume de vapor igual ao consumo de água dos paulistanos por 115 dias ou a 27 vezes a vazão do Rio Tietê.
     Os estudos ainda não determinaram quantas vezes por ano um rio voador passa pelas cidades brasileiras, de todo modo, sempre que esses rios voadores estão na atmosfera, o volume de vapor d'água e o potencial para a ocorrência de chuvas ficam bem superiores à média dos dias em que eles não estão presentes e a umidade resulta apenas das correntes que vêm do oceano.
 

Nos dias em que os rios voadores sobrevoam as cidades brasileiras, a possibilidade de chuvas é maior

Nos dias em que os rios voadores sobrevoam as cidades brasileiras, a possibilidade de chuvas é maior (foto: Margi Moss)

 
     O mal do desmatamento
     O projeto também constatou que a Amazônia, cujo território corresponde a 56% das florestas tropicais da Terra, ameniza o aquecimento do ar, já que 40% dos raios solares que incidem sobre ela são utilizados para a evaporação da água. Quanto menor a quantidade de árvores, mais raios solares servirão para esquentar o ar.
     A existência da floresta ainda é o que proporciona uma melhor distribuição da umidade do ar ao longo do ano. Isso porque, em dias em que pouca quantidade de vapor d'água entra no continente, as raízes das árvores amazônicas buscam água subterrânea e mantêm seu nível de transpiração, garantindo que os rios voadores continuem a cumprir sua trajetória. Esse fenômeno não acontece com as árvores das regiões de pasto, que tem raízes menos profundas e sofrem com a estiagem.
 

Os rios voadores têm vazão superior à do rio Amazonas, o maior do planeta

Os rios voadores têm vazão superior à do rio Amazonas, o maior do planeta(foto: Margi Moss)

 
     Os Rios Voadores constataram que o Pantanal também é uma região que recicla os vapores de água, já que 85% das chuvas que caem ali retornam para a atmosfera por meio da "evapotranspiração" – os outros 15% alimentam o rio Paraná. Essa umidade chega a São Paulo em cerca de 24 horas e pode fazer chover na cidade.
     Ainda não é possível prever exatamente o que aconteceria com o Sul e o Sudeste brasileiros com a degradação das florestas – nos últimos 30 anos, cerca de 600 mil quilômetros foram desmatados na Amazônia – , mas é certo que isso aumentará a incidência de eventos extremos, como grandes tempestades e fortes secas.
 

O casal Gérard e Margi Moss são companheiros também na defesa dos recursos hídricos brasileiros

O casal Gérard e Margi Moss são companheiros também na defesa dos recursos hídricos brasileiros(foto: Margi Moss)
 
Autor: Thays Prado - Planeta Sustentável
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 23 de março de 2009

Com ajuda da França, PF apreende três toneladas de peixes no Amapá

Fiscalização ocorreu na divisa com a Guiana Francesa.
Governo Francês colocou em ação lanchas, navio e helicóptero.
 
     Três toneladas de peixes pescados irregularmente foram apreendidas pela Polícia Federal em no norte do Amapá, na divisa com a Guiana Francesa. Em operação batizada de "Aimara", a PF contou com a ajuda do governo francês, que atuou no lado estrangeiro do rio Oiapoque, divisor dos dois países.
 

Foto: Polícia Federal/Divulgação

Fiscalização teve como objetivo coibir crimes ambientais na divisa do Brasil com a Guiana Francesa. PF apreendeu três toneladas de peixe, redes e um barco de pesca. (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

 
     A França dispôs de armamento pesado para realizar a fiscalização. Um navio patrulha com dois canhões e duas metralhadoras foi acompanhado por três lanchas e um helicóptero. Do lado brasileiro, eram apenas duas lanchas.
     Segundo a PF, vários barcos foram flagrados realizando pesca ilegal nas águas da Guiana Francesa. Quando tentavam fugir para o Brasil, eram surpreendidos pela polícia e pelo Ibama.
     Além dos peixes, também foram apreendidos dezenas de quilômetros de redes de pesca e um barco que navegava sem documentação. A operação, que começou em 13 de março, foi finalizada na última sexta-feira (20).
 
Fonte: Globo Amazônia
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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domingo, 22 de março de 2009

Água contaminada mata 5 mil crianças por dia

Alerta foi feito pelo Unicef à véspera do Dia Mundial da Água comemorado neste 22 de março; Ban Ki-moon diz que o futuro da humanidade depende da gestão adequada do recurso hídrico.
 
     O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos governos, sociedade civil e setor privado que promovam o uso da água de forma sensata e prudente. O apelo foi feito para marcar o Dia Mundial da Água, neste 22 de março. Segundo Ban, o futuro da humanidade depende de uma gestão adequada do que ele chamou de um recurso precioso e limitado.
 

Água contaminada é ameça à saúde e ao ambiente

 
     O tema deste ano, Águas Partilhadas, Oportunidades Partilhadas, simboliza a forma como os recursos hídricos podem atuar como uma força unificadora no mundo. Num alerta, às vésperas do Dia Mundial, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, informou que 5 mil crianças morrem todos os dias devido ao consumo de água contaminada. A maioria dos óbitos é causada por diarréia.
     Segundo o diretor-executivo do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, Achim Steiner, um investimento de US$ 15 bilhões, o equivalente a mais de R$ 34 bilhões, por ano ajudaria a reduzir pela metade o número de pessoas sem acesso a água potável e saneamento até 2015.
 

 
Autor: Carlos Araújo - Rádio ONU - EcoAgência
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Garrafas de água PET podem conter Xenoestrogênios ou estrogênios ambientais

     Garrafas plásticas de água, em embalagens PET, polietileno tereftalato, podem conter quantidades substanciais de produtos químicos que 'imitam' ou alteram o hormônio estrógeno. Dentre estes produtos químicos que possuem esta capacidade de atuar como Xenoestrogênios ou estrogênios ambientais destacam-se os controversos ftalatos e o bisfenol-A (BPA).
     A pesquisa [Endocrine disruptors in bottled mineral water: total estrogenic burden and migration from plastic bottles] foi realizada por cientistas da Johann Wolfgang Goethe University, em Frankfurt, e publicada na edição online da revista Environmental Science and Pollution Research.
 

 
     Diversas pesquisas anteriores já haviam demonstrado os riscos à saúde das embalagens feitas com policarbonato, com bisfenol-A (BPA), mas esta pesquisa avaliou um plástico diferente e amplamente utilizado para vasilhames de água e refrigerante.
     Os pesquisadores utilizaram o molusco Potamopyrgus antipodarum (Gastropoda), como especime de teste, considerando que é especialmente sensível ao estrogênio. Comunidades foram 'hospedadas' em garrafas/embalagens de vidro, de PET e de Tetra Pak, de forma que fosse possível acompanhar a sua reprodução.
     Os espécimes 'hospedados" nas garrafas PET tiveram uma taxa de reprodução equivalente ao dobro das garrafas de vidro. Os espécimes jovens, nascidos nas garrafas PET apresentaram elevados índices de estrogênio, equivalente a 25 nanograms por litro de água de ethinylestradiol, um potente estrogênio sintético de pílulas anticoncepcionais.
     Os pesquisadores, para fins de avaliação da extensão potencial da contaminação, estudaram 20 marcas conhecidas de água mineral, sendo 9 em garrafas PET, 9 em vidro e 2 Tetra Pak.
     A água foi testada em tubos de ensaio para identificar o estrogênio, usando como referencia o 17-beta estradiol, um dos mais potentes estrogênios de espécies mamíferas.
     As garrafas de vidro mostraram uma pequena ou inexistente contaminação por estrogênio. Das 9 marcas embaladas em PET, 5 apresentaram grande presença de estrogênio. O mesmo ocorreu nas embalagens Tetra Pak com grande presença de PET em sua constituição.
     A variação pode indicar que a contaminação seja decorrente do processo industrial da embalagem PET.
 

Foto do Portal Babble.com

Foto do Portal Babble.com

 
     Os pesquisadores recomendam novos estudos, mas, de qualquer forma, ficou demonstrado o risco potencial das embalagens de polietileno tereftalato.
     Cabe destacar que a contaminação química que potencialmente tenha efeitos adversos na saúde ocorre, em geral, por bioacumulação, exigindo uma exposição intensa e continuada.
     Sugerimos que acessem a matéria "Nova pesquisa reafirma a relação entre exposição química e câncer de mama" e nossa tag "bisfenol-A" para maiores e mais detalhadas informações sobre a exposição química aos componentes de embalagens plásticas.
A pesquisa "Endocrine disruptors in bottled mineral water: total estrogenic burden and migration from plastic bottles", publicada na revista Environmental Science and Pollution Research está disponível para acesso integral. Para acessar a revista no formato HTML clique aqui.
 
Fonte: Henrique Cortez
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Apicultores uruguaios em Emergência Nacional por causa de agroquímicos

Além das abelhas, as aspersões com Fipronil afetam também peixes e aves, e são nocivas para a saúde humana e animal em geral.
 
     A Sociedade Apícola do Uruguai (SAU) exige, desde o final de ano passado, que se proíbam as aspersões com Fipronil, que provocaram a morte de milhares de colméias no país. A Rede de Ação em Praguicidas e suas alternativas para América Latina (RAP-AL Uruguai) acompanha a demanda da SAU.
 

Abelhas estão morrendo

 
     A Rede vem denunciando os perigos do Fipronil desde o ano 2004. Além disso, se exige a realização de estudos de impacto ambiental deste e de outros inseticidas. O Fipronil foi estabelecido como substituto do Mirex (para combater formigas) pelo Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) no ano de 2004, quando na França já tinha sido suspensa a venta do produto.
     RAP-AL denuncia que essa substância afeta particularmente as abelhas, mas também peixes e aves, e que é nociva para a saúde humana e animal em geral. Entre 2005 e 2008, as importações de Fipronil se multiplicaram vinte vezes no Uruguai. No mês de dezembro passado, houve no Uruguai uma praga de insetos em vários departamentos.
 

Associações estão apelando que sejam proibidos os pesticidas relacionados à morte de abelhas ao redor do mundo (Arte: Luciano Lobelcho, do Jornal Extra Classe, SINPRO/RS)

 
     Segundo a coordenadora de RAP-AL Uruguai, Maria Isabel Cárcamo, o governo recomendou o uso do Fipronil para combatê-las. Para RAP-AL, isso "foi uma aberração terrível porque matou milhares de colméias em todo o país". os departamentos mais afetados foram Colonia, Florida, Paysandu e Flores. Em finais de fevereiro de 2009, a Direção Geral de Serviços Agrícolas (DGSA) resolveu uma restrição parcial do uso do Fipronil, proibindo seu uso "em floração de cultivos, prados e campos naturais".
     RAP-AL entende que embora isso possa ser considerado um "avanço", "é a todas luzes insuficiente". Segundo Cárcamo, a restrição "nada diz de que não possa seguir usando em outros cultivos onde não haja floração".
 
Fonte: EcoAgência/Pulsar
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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