quinta-feira, 19 de março de 2009

População de insetos declina perto de Chernobyl

     Duas décadas depois do acidente nuclear na usina de Chernobyl, na antiga União Soviética, a radiação ainda provoca um declínio na população de insetos e aranhas da região, segundo estudo publicado na revista especializada Biology Letters.
     De acordo com os pesquisadores que trabalham na zona de exclusão estabelecida em torno da usina, há "um forte sinal de declínio associado à contaminação".
     Os cientistas concluíram que as populações de espécies de abelhas, borboletas, gafanhotos, libélulas e aranhas foram afetadas.
 

Zona de exclusão de Chernobyl

A região permanece praticamente não-populada, mas ainda está contaminada com radiação

 
     O estudo foi liderado pelo professor Timothy Mousseau, da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, e por Andrés Moller, da Université Paris-Sud. Os dois já haviam publicado uma pesquisa mostrando que a radiação da área teve impacto negativo sobre as populações de passarinhos.
     "Nós queríamos expandir a cobertura de nosso estudo para incluir insetos, mamíferos e plantas", disse Mousseau. "Este estudo é o próximo da série".
 
     Zona fantasma
     O professor Mousseau trabalha há quase uma década na zona de exclusão - a área contaminada em torno da usina que foi evacuada e onde hoje não há praticamente ninguém morando.
     Neste estudo, os cientistas usaram o que Mosseau descreveu como "técnicas ecológicas padrão" - usando "linhas" em áreas selecionadas e contando o número de insetos e teias de aranhas que eles encontram ao longo destas linhas.
     Ao mesmo tempo, os pesquisadores usaram unidades manuais de GPS e aparelhos para monitorar os níveis de radiação.
     "Usamos as linhas nas áreas contaminadas em Chernobyl, em terra contaminada na Bielorrússia e em áreas livres de contaminação", disse Mousseau.
 

Pesquisadores em Chernobyl

Pesquisadores contaram os insetos e teias de aranha na zona de exclusão


"Encontramos o mesmo padrão básico nessas áreas - os números de organismos declinam com o aumento da contaminação."
     Segundo o pesquisador, esta técnica de contagem de organismos é mais eficiente porque leva em conta as diferenças entre os níveis radiação na zona estudada.
     "Nós podemos comparar áreas relativamente limpas às mais contaminadas", explicou ele.
 
     Florescendo ou morrendo?
     Mas alguns pesquisadores questionaram as conclusões, afirmando que a falta de atividade humana na zona de exclusão beneficiou a vida selvagem.
     O pesquisador Sergii Gashchak, do Centro Chernobyl, na Ucrânia, afirmou que sua equipe chegou a "conclusões opostas" com os mesmos dados coletados sobre pássaros. "A vida selvagem realmente floresce na área de Chernobyl por causa do pequeno nível de influência humana", disse Gashchak à BBC.
     Depois do acidente, os organismos vivos não conseguiram suportar a radiação no local, "mas 10 anos depois do acidente, as doses (de radiação) caíram de 100 a mil vezes".
     O professor Mousseau respondeu que seu objetivo é usar o local para descobrir os verdadeiros efeitos da contaminação por radiação sobre o ambiente a longo prazo.
     "Os estudos de longo prazo no ecossistema de Chernobyl oferecem uma oportunidade única de explorar esses riscos potenciais que não devem ser ignorados."
 

Sinal indica radioatividade em volta do antigo reator de Chernobyl

Pesquisa mostra que população de espécies estaria diminuindo em zona contaminada por radiação

 
Autora: Victoria Gill - BBC News
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Cientista britânico prevê 'catástrofe' mundial em 2030

Principal assessor do governo afirma que vão faltar água, alimentos e energia para toda a população.
 
     O aumento da população mundial e das demandas por água, energia e alimentos poderão provocar uma "catástrofe" em 2030, segundo previsões do principal conselheiro científico do governo britânico.
     John Beddington descreveu a situação como uma "tempestade perfeita", termo usado quando uma combinação de fatores torna uma tempestade que, por si só, não teria tanto efeito, em algo muito mais poderoso. A analogia também é usada para descrever crises econômicas.
     Segundo Beddington, com a população mundial estimada em 8,3 bilhões de pessoas em 2030, a demanda por alimentos e energia deve aumentar em 50%, e por água potável deve aumentar em 30%.
 

 

     As mudanças climáticas devem piorar ainda mais a situação, vai advertir o cientista nesta quinta-feira, na conferência Desenvolvimento Sustentável RU 09, em Londres.
     "Não vai haver um colapso total, mas as coisas vão começar a ficar realmente preocupantes se não combatermos esses problemas", afirma Beddington.
     Segundo ele, esta crise por recursos vai ser equivalente à atual crise no setor bancário.
     "Minha principal preocupação é com o que vai ocorrer internacionalmente, vai haver falta de alimentos e de água", prevê o cientista.
     "Nós somos relativamente sortudos no Reino Unido; pode não haver falta, mas podemos esperar um aumento de preço dos alimentos e de energia."
     O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) prevê falta de água generalizada na África, Ásia e Europa até 2025.
     A quantia de água potável disponível por habitante deve diminuir dramaticamente neste período.
 

 
     A questão da segurança alimentar e energia chegou a entrar no topo da agenda política no ano passado, durante a alta do preço do petróleo e de commodities.
     Segundo Beddington, a preocupação agora que os preços voltaram a cair é de que essas questões saiam da agenda doméstica e internacional.
     "Não podemos ser complacentes. Só porque os preços caíram, não significa que podemos relaxar", diz ele.
     Melhorar globalmente a produtividade agrícola é uma forma de combater o problema, afirma Beddington.
     Atualmente, se perdem entre 30% e 40% de toda a produção, antes da colheita, por causa de pragas e doenças.
     "Temos que procurar uma solução. Precisamos de mais plantas resistentes a pragas e doenças, e de melhores práticas agrícolas e de colheita", afirma Beddington.
     "Os alimentos transgênicos também podem ser parte da solução. Precisamos de plantas que sejam resistentes à seca e à salinidade - uma mistura de modificações genéticas e cruzamento convencional de plantas."
     De acordo com o cientista, também são essenciais melhorias na estocagem de água e fontes de energia mais limpas.
     John Beddington está a frente de um subgrupo de um novo departamento do governo criado para combater a segurança alimentar.
 

 
Fonte: BBC - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Vulcão submerso entra em erupção no oceano Pacífico

Evento aconteceu nas proximidades do arquipélago de Tonga.
Não há relatos de danos a seres humanos ou vida marinha.
 
     Cientistas filmaram a erupção de um vulcão submerso no oceano Pacífico, perto do arquipélago de Tonga.
 

Foto: BBC

Não há relatos de efeitos negativos do evento (Foto: BBC)

 
     O vulcão está lançando fumaça, vapor e cinzas há dias, mas as autoridades disseram que erupção não apresenta perigo por enquanto para os moradores das ilhas próximas.
     Também não há relatos de peixes ou outros animais sendo afetados.
     Moradores da região disseram que a coluna de vapor e cinzas apareceu pela primeira vez na manhã de segunda-feira, depois que vários terremotos foram sentidos na capital, Nuku'alofa.
 
Fonte: BBC - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 17 de março de 2009

As piores previsões estão se confirmando. Por que a sociedade não está reagindo?

     Os principais pesquisadores do mundo vivem hoje um impasse terrível. Nos últimos anos, eles fizeram o maior esforço conjunto para entender melhor o comportamento do clima no passado e desenvolveram modelos para antecipar o futuro. As conclusões são inequívocas e dramáticas. Estamos caminhando para um mundo mais quente, com conseqüências inevitáveis. Mas ainda temos tempo – e obrigação – de agir rápido para evitar o pior. O problema é que esta mensagem não está chegando na velocidade correta aos líderes políticos e empresários.
 

climapro.jpg

 
     Na semana passada, representantes dos principais centros de pesquisa do mundo se reuniram em um congresso em Copenhague, na Dinamarca, para reunir o conhecimento científico e chegar a consensos sobre o clima. O relatório final dos pesquisadores será divulgado em junho, início do calor no Hemisfério Norte, numa tentativa de mobilizar a opinião pública. Antes dele, os cientistas já divulgaram um documento com um resumo de suas posições.
     O primeiro ponto do documento é bem claro. É a principal conclusão do grupo de elite de pesquisadores e resume a principal mensagem que eles querem passar nos próximos meses. Ela diz o seguinte:
     "Observações recentes confirmam que, dados os altos índices de emissões observados, os piores cenários do IPCC (ou mesmo pior) estão se confirmando. Para vários parâmetros, como o sistema climático já está se movendo para além dos padrões de variabilidade natural, dentro dos quais nossas sociedade e economia se desenvolveram. Esses parâmetros incluem temperatura média da superfície, nível dos oceanos, dinâmica das calotas polares, acidez dos mares e eventos climáticos extremos. Existe um risco significativo de que várias tendências se acelerem, levando a uma chance elevada de mudanças abruptas ou transformações climáticas irreversíveis".
 

 
     O pior cenário do IPCC que eles dizem estar se confirmando significa que até 2100 (ou antes) teremos uma temperatura média 5 graus acima da atual, oceanos ácidos demais para suportar a vida, o nível do mar alguns metros mais alto e eventos extremos, como furacões, secas, tempestades e ondas de calor além do que conhecemos na história da civilização. Isso se não começarmos agora a reduzir os níveis de emissão radicalmente.
     Apesar da clareza e da urgência da mensagem acima, ela não tem recebido a atenção que os cientistas esperam. Para frustração de alguns dos próprios jornalistas. "Acho que a imprensa tem contribuído para a sensação de que não é um problema urgente porque as mudanças climáticas não estão nas manchetes todo dia", lamenta Elizabeth Kolbert, da revista New Yorker, uma das jornalistas mais premiadas da área.
     O que torna essa mensagem difícil de ser transmitida é que a própria imprensa já não consegue mais dar notícias de previsões catastróficas sem gerar alguma reação de ceticismo ou insensibilidade. Uma pesquisa recente do Gallup nos EUA mostra que parte expressiva do público acha que a imprensa exagera na gravidade das mudanças climáticas. A proporção de americanos que vê a cobertura como correta caiu de 66% em 2006 para 57% hoje. E os que acham que a mídia é alarmista foram de 30% para 41%. É a taxa mais alta de ceticismo público desde que a pesquisa começou a ser feita, em 1998. Pode ser conseqüência do governo negacionista republicano recente. Mas também deve indicar algo a mais do que isso. As pessoas devem estar cansadas de más notícias. Agora elas querem um caminho.
 

 
Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 16 de março de 2009

Ibama inicia megaoperação contra desmatamento na Amazônia

Mais de 300 ações de fiscalização estão previstas para 2009.
Operação Arco Verde também busca criação de empregos na região.
 
     O Ibama retoma nesta segunda-feira (16) a Operação Arco Verde, que busca combater o desmatamento na Amazônia e criar alternativas econômicas sustentáveis para a região. Segundo o coordenador-geral de Fiscalização do Ibama, Luciano Evaristo, em 2009 estão previstas 300 ações de repressão, um aumento de 50% em relação ao ano anterior. As informações são da Agência Brasil.
 

Foto: MMA/Divulgação

Madeira apreendida em Altamira (PA) no final de 2008. Para este ano, governo pretende aumentar em 50% as ações de fiscalização do Ibama. (Foto: MMA/Divulgação)

 
     O esforço envolve 14 ministérios mais a Casa Civil. Entre as medidas previstas para diminuir o impacto econômico das operações está o pagamento de seguro-desemprego aos operários que perderem seus empregos em serrarias e madeireiras.
     Em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia, Evaristo afirmou que o orçamento do Ibama será maior neste ano, passando de R$ 60 milhões para R$ 80 milhões. "Mas esse valor pode aumentar, se for necessário, para o combate ao desmatamento na região amazônica", disse ele.
 
Fonte: Globo Amazônia
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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20 de Março – Dia Mundial Sem Carne

     Iniciativa lançada nos EUA em 1985 pela FARM (Farm Animal Reform Movement), o Dia Mundial Sem Carne é actualmente uma das maiores campanhas de sensibilização à dieta vegetariana realizada a nível mundial.
     Neste dia, as pessoas são convidadas a fazer uma alimentação alternativa, à base de vegetais e frutas e sem a ingestão de qualquer tipo de carne ou peixe.
 

[diamundialsemcarne.jpg]

 
     Vantagens de uma alimentação sem carne:
- Diminui o colesterol, reduzindo assim o risco de desenvolver doenças cardíacas, como um ataque cardíaco ou aterosclerose;
- Ajuda na prevenção do cancro, diabetes, obesidade e outras doenças crónicas;
- Evita que os animais sejam capturados, enclausurados, torturados, drogados e abatidos de forma agonizante.
- Preserva as fontes de produção de alimentos e água utilizadas na alimentação dos animais, permitindo assim alimentar a fome mundial;
- Diminui a poluição gerada pela utilização de pesticidas e adubos e libertação de gás metano (produzido pela fermentação do adubo orgânico) e gás de amónia (produzido pelo excremento dos animais);
- Aumenta o nosso nível de energia, tornamo-nos então mais felizes e saudáveis.
 
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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IBAMA do Amapá é condenado pela Justiça Federal por omitir informações sobre massacre de golfinhos

     Em julho de 2007, o Instituto Sea Shepherd Brasil ingressava com pedido liminar de exibição de documentos na Justiça Federal do Amapá, visando a obtenção do nome do proprietário da embarcação responsável pelo massacre ilegal de 83 golfinhos. O fato havia sido noticiado pelo Jornal Nacional da Rede Globo dias antes, com repercussão mundial.
 

Matança de golfinhos ainda é uma prática que ocorre em alguns estados do Brasil

 
     O juiz federal José Renato Rodrigues, da 2ª Vara da Circunscrição do Amapá, deferiu ordem liminar contra o IBAMA para fornecer imediatamente os documentos referentes ao proprietário da embarcação envolvida, e ainda, condenou o órgão a pagar R$ 500 a título de honorários advocatícios. "Vamos recorrer. Acreditamos que o fraco efeito pedagógico produzido por essa quantia não cumpre o objetivo de constranger o órgão pelo ato ilegal de sonegar informações, já que é sabido que a instituição não pode negar a apresentação de documentos, pelo contrário, é obrigada a fornecê-lo para qualquer cidadão, por força de lei. Foi um longo e penoso trabalho até a obtenção das informações, sem nenhum apoio voluntário no local do massacre, ou seja, diligenciamos tudo por telefone e correio", explica Cristiano Pacheco, diretor executivo do Instituto Justiça Ambiental, organização não-governamental que atua em defesa do meio ambiente apoiando a Sea Shepherd Brasil, ONGs e o Poder Público.
     "Vamos recorrer a decisão porque o IBAMA e os cidadãos brasileiros que lutam pela justiça ambiental precisam saber que a lei nos pertence, que o país é nosso, e é nossa a responsabilidade de garantir um futuro saudável para nossos filhos e para a biodiversidade marinha", comenta Daniel Vairo, presidente do Instituto Sea Shepherd Brasil.
 

Matança ocorrida no Japão em 2006

 
     A Sea Shepherd lembra que a pesca predatória ilegal e o massacre de golfinhos se estende por todo o litoral brasileiro, de forma descontrolada. Golfinhos são capturados, mortos e vendidos ainda em alto-mar por criminosos ambientais, para fazerem de sua carne uma isca para captura de tubarões. Tubarões são sacrificados por suas barbatanas, que são vendidas ilegalmente ao mercado asiático para fazer sopa e para o mercado farmacêutico - as pílulas de cartilagem. No Brasil, ainda há a crendice popular de que o olho do golfinho, quando carregado no bolso, 'atrai dinheiro e mulher ', além do uso dos dentes para a fabricação de colares.
 
Fonte: Rebia - Sea Shepherd
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 13 de março de 2009

Com medo de destroços, astronautas da estação se refugiam em cápsula

Equipe foi alocada para a espaçonave Soyuz atracada ao complexo.
Detritos são de motor usado de satélite, segundo a Nasa.
 
     Temerosos pela passagem da Estação Espacial Internacional (ISS) por uma nuvem de destroços espaciais, os astronautas residentes tiveram de se refugiar nesta quinta-feira (12) na nave russa Soyuz atracada ao complexo orbital. Após a passagem pelos destroços, a equipe da estação pôde voltar ao complexo orbital.
     A informação de que a estação passaria perto de lixo espacial -- no caso, um motor gasto de satélite -- veio tarde demais para que os astronautas executassem uma manobra de desvio de trajetória do complexo orbital, que é a medida usual em casos como este. A solução alternativa foi se abrigar na Soyuz, que facilitaria uma evacuação em caso de necessidade, e torcer para não haver impacto. A sorte estava do lado do programa espacial, e não houve colisão.
 

Imagem de arquivo da Soyuz TMA 13 se aproximando;
                ela serviu de refúgio para os astronautas da estação
                espacial (Foto: Nasa)

Imagem de arquivo da Soyuz TMA 13 se aproximando; ela serviu de refúgio para os astronautas da estação espacial (Foto: Nasa)

 
     A aproximação máxima do detrito com a estação aconteceu às 13h39 (de Brasília). Após o afastamento do risco, os astronautas voltaram ao complexo orbital.
     A Nasa afirma que a estratégia de deixar a tripulação na Soyuz foi só precaução, uma vez que a probabilidade de impacto era baixa. Para executar o procedimento, os astronautas tiveram de reconfigurar a estação para ficar sem tripulação.
 
     Risco aumentado
     Os temores de colisão com lixo espacial aumentaram recentemente, com a notícia do impacto de um satélite de comunicações americano com um satélite russo desativado. A pancada gerou uma nuvem de destroços -- a maioria deles fora do alcance da Estação Espacial Internacional -- e elevou a expectativa de que colisões como esta tornem-se mais comuns no futuro.
     O episódio de agora, com a ISS, não tem relação nenhuma com o impacto anterior, mas é quase certo que a Nasa adotou medidas ainda mais cautelosas para lidar com o risco depois do incidente com os satélites russo e americano.
 

Nicholas Johnson, especialista da Nasa, disse que há cerca de 17 mil pedaços de lixo artificial em órbita da Terra (fonte)

 
Fonte G1
Postado a adptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Peruanos invadem parque brasileiro na Amazônia para roubar madeira nobre

Na divisa com o Acre, madeireiros buscam mogno e cedro.
Atividade ilegal foi flagrada em sobrevoo do Ibama.
 
     Um acampamento de madeireiros peruanos que invadiram a fronteira brasileira para cortar madeira foi encontrado pelo Ibama de Cruzeiro do Sul, no Acre. As instalações flagradas ficam dentro do Parque Nacional da Serra do Divisor, no extremo oeste brasileiro. Segundo o chefe da unidade local do instituto, Márcio Venício Lima, esse mesmo acampamento já havia sido destruído no final de 2007, mas os madeireiros voltaram.
     O flagrante foi feito durante um sobrevoo realizado pelo Ibama no final de fevereiro. De acordo com Lima, os peruanos ainda não foram expulsos, pois para isso é necessário descer no local de helicóptero, e o Ibama está sem aeronaves porque venceu o contrato com a empresa que aluga os aparelhos para o instituto. Ele afirma, contudo, que uma operação já está prevista para os próximos dias, quando as questões burocráticas forem resolvidas.
 

Foto de arquivo mostra operação realizada pelo
                Ibama em 2007 na fronteira com o Peru. (Foto: Ibama/Divulgação)

Foto de arquivo mostra operação realizada pelo Ibama em 2007 na fronteira com o Peru. (Foto: Ibama/Divulgação)

 
     Invasão de reservas
     Essa não é a primeira invasão de terras brasileiras para o roubo de madeira. Um relatório do Ibama de Cruzeiro do Sul informa que, entre 2003 e 2007, 9400 metros cúbicos de madeira foram destruídos em operações contra madeireiras peruanas.
     Segundo Lima, foi necessário usar bombas e motosseras para estragar a madeira, pois não era possível transportá-la pelo lado brasileiro, onde o relevo é muito acidentado. No mesmo período, o relatório informa que foram presos 79 peruanos e 18 brasileiros por causa do desmatamento na fronteira.
     O chefe do Ibama local conta que do lado peruano quase já não há madeira nobre, enquanto o lado brasileiro é protegido pelo Parque Nacional da Serra do Divisor, pela Reserva Extrativista do Alto Juruá e por reservas indígenas, onde árvores como o cedro e o mogno – esta, ameaçada de extinção – ainda existem em abundância.
     Segundo Lima, os acampamentos das madeireiras peruanas que invadem a fronteira são precários. "Eles trabalham de forma sub-humana, vivem em tapiris [cabanas], dormem no chão", descreve. "Eles nunca respeitam a fronteira. Quem vem trabalhar na tem a menor noção de espaço físico ou territorial."
     Para chegar até os acampamentos, o Ibama tem contado com o apoio da Polícia Federal e do Exército. "Começamos a fazer infiltrações descendo dos helicópteros de rapel, descendo 2 ou 3 quilômetros antes dos acampamentos, fazendo ataques-surpresa", conta o chefe do Ibama, explicando que as invasões dos madeireiros têm diminuído consideravelmente. "Se a gente para um pouco de andar na fronteira, eles voltam. Fazemos a cada dois meses o reconhecimento de helicóptero", diz.
 


                Clique no mapa para ver a localização do Parque do
                    Divisor, onde os madeireiros foram encontrados.
                    (Foto: Arte/G1)

Localização do Parque do Divisor, onde os madeireiros foram encontrados. (Foto: Arte/G1)

 
Autor: Iberê Thenório - Globo Amazônia
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Pelicanos são resgatados após derramamento de óleo na Austrália

Navio cargueiro derramou produto após tempestade perto de Brisbane.
Cerca de 64 quilômetros de praias do país foram atingidas.
 

Foto: Tertius Pickard/AP

Oficial de conservação natural resgata pelicano coberto por óleo na praia da ilha Moreton, em Brisbane, na Austrália, nesta sexta-feira (13). Cerca de 64 quilômetros de praias do país foram atingidas por óleo que vazou de um navio cargueiro durante uma tempestade no mar, nesta semana. (Foto: Tertius Pickard/AP)

 

Foto: Tertius Pickard/AP

Pelicano é resgatado na praia da ilha Moreton. O governo australiano classificou como área de desastre a zona atingida pelo derramamento de óleo e alertou que os responsáveis pelo navio podem enfrentar ação na Justiça. (Foto: Tertius Pickard/AP)

 
Fonte: G1, com informações da AP
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Pesquisadores tentam salvar o mais ameaçado dos micos-leões

Estudos tentam explicar por que macaco é tão 'exigente' ambientalmente.
Cientistas não sabem se ele sempre foi raro ou recuou diante do desmate.
 
   Os holofotes do público e dos conservacionistas estão quase sempre voltados para o mico-leão-dourado, mas quem mais precisa de atenção talvez seja um primo menos famoso, mas tão belo quanto ele, o mico-leão-da-cara-preta (Leontopithecus caissara). Com apenas 400 exemplares remanescentes em São Paulo e no Paraná, o pequeno primata é o mais ameaçado dos micos-leões, e um dos macacos brasileiros mais próximos da extinção. Para tentar salvar o bicho desse destino, pesquisadores estão tentando entender por que ele parece ser tão exigente em relação ao seu habitat e determinar se a espécie sempre teve uma população restrita.
 

Foto: Divulgação

Mico-leão-da-cara-preta em pose pensativa (Foto: Divulgação)

 
     Ao lado do mico-leão-preto, que é relativamente mais comum e ocupa uma categoria menos ameaçada, o mico-leão-da-cara-preta é o único de seu grupo a habitar a Mata Atlântica paulista. "E, ao contrário dos outros micos-leões, ele sofre bem menos com a redução de habitat, porque as florestas onde está equivalem a grandes extensões de mata relativamente bem-preservada", explica o biólogo Alexandre Túlio Amaral Nascimento, coordenador de projetos da ONG ambientalista IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas).
      A equipe do IPÊ acompanha o bicho desde meados dos anos 1990, pouco depois de ele ter sido descoberto (apesar de viver num estado tão populoso quanto São Paulo, antes disso o animal era desconhecido da ciência). Uma coisa continua inalterada, apesar de mais de uma década de trabalho. "Desde que a gente começou a trabalhar com a espécie, a distribuição dela continua restrita. Houve alguns alarmes falsos sobre a presença de novas populações, mas a área que ela ocupa continua a ser basicamente a mesma", diz Nascimento.
 

Foto: Alexandre Túlio Amaral Nascimento/Divulgação

Animal se restringe às áreas costeiras de floresta (Foto: Alexandre Túlio Amaral Nascimento/Divulgação)

 
     Cada família da espécie -- formada por um casal e seus filhotes -- habita cerca de 300 hectares numa pequena região da Mata Atlântica do extremo sul de São Paulo e o extremo norte do Paraná. Na natureza, os primatas comem principalmente invertebrados, pequenos anfíbios e frutas. Os bichos se dividem entre a floresta do litoral continental e a que existe na ilha de Superagui. Mais uma vez, a situação é única entre os micos-leões, porque só a espécie paulista-paranaense conta com grandes pedaços de mata para chamar de lar.
     Notícia completa AQUI.
 
Autor: Reinaldo José Lopes - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 11 de março de 2009

Brasileiros não podem ser cobaias de arroz transgênico, diz Greenpeace

A variedade LL62, pertencente a multinacional Bayer, será o tema de uma audiência pública em Brasília (DF), no próximo dia 18.
 
     Organizações ambientalistas estão em campanha contra a liberação comercial de uma variedade de arroz transgênico no Brasil. A variedade LL62, pertencente a multinacional Bayer, será o tema de uma audiência pública em Brasília (DF), no próximo dia 18. No dia seguinte, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) tem agendada uma reunião, na qual o produto da Bayer está na pauta de discussão. De acordo com o coordenador da campanha de Transgênicos do Greenpeace, Rafael Cruz, os transgênicos até hoje não foram devidamente estudados. Mas, na opinião do especialista, a CTNBio não preza pelo princípio da precaução.
 

Arroz transgênico da Bayer causa prejuízo de US$ 1 bi em 30 países (fonte)

 
     "O Brasil, se liberar esse arroz, vai ser o primeiro país a plantá-lo com fins comercias. Se aprovarmos aqui, vamos ser o primeiro país a comer um arroz que tem efeitos ainda desconhecidos na saúde humana. Sabemos que o resíduo de agrotóxicos pode incorrer em perda de massa neurológica. Os testes que foram feitos deram que as cobaias passaram resíduo no leite da mãe para o filho. Então, a nossa campanha pede basicamente que as pessoas digam não ao arroz para não serem cobaias."
     Segundo Cruz, na época da liberação do milho transgênico da Bayer, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu mais estudos sobre o herbicida glufosinato de amônio, que é o mesmo usado no arroz. Mas a CTNBio ignorou o pedido e aprovou o produto. A Europa, que liberou o uso deste herbicida, voltou atrás e já decidiu que ele não terá sua licença renovada. Para aderir à campanha, basta preencher um abaixo-assinado virtual no site da entidade.
 

 
Autor: Vinicius Mansur - Radioagência NP/EcoAgência
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Gás perigoso escapa da tundra no Ártico

     O degelo do permafrost, terras tradicionalmente congeladas nos regiões perto do Pólo Norte, está fazendo metano escapar para a atmosfera. Isso é um perigo porque o gás tem um potencial maior do que o CO2 para agravar o aquecimento global,  como já publicamos antes. A descarga de metano pode jogar a Terra em um círculo vicioso onde o aquecimento libera mais metano, que por sua vez agrava o aquecimento.
 

tundralab2sized.jpg

 
     Um indicador preocupante foi identificado por pesquisadores na ilha norueguesa de Svalbard. A concentração de metano atual na atmosfera ali é a maior desde que as medições começaram. A taxa de metano subiu 1% desde 2004. "É um aumento bem forte, considerando que a concentração do gás permaneceu relativamente estável entre 1999 e 2005″, diz Cathrine Lund Myhre, do Norwegian Institute for Atmospheric Research e coordenadora do estudo.
     Os pesquisadores acreditam que o metano é proveniente de solo que está degelando no norte da América do Norte e na Rússia.
 
Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Nossas reservas ecológicas impedem a agricultura

     Brasil tem tanta área de preservação que a agricultura não pode mais se expandir. É a versão do ministro da Agricutura, Reinhold Stephanes. Ele apresentou um estudo ontem segundo o qual 67% do território nacional está impedido por reserva indígena ou ecológica. Diz que a agropecuária não pode mais expandir.
     O estudo é o argumento para mudar o Código Florestal. A reivindicação de Stephanes - e da bancada ruralista que, na semana passada, assumiu a maioria e o comando da Comissão de Meio Ambiente da Câmara - é alterar a lei para permitir mais desmatamento.
 

Pesquisador Alfredo Homma numa área abandonada no município de Santa Izabel do Pará

 
     Será que falta terra mesmo no país? Será que é preciso derrubar o que restou de floresta para expandir o pasto e o plantio?
     Segundo publicamos recentemente, antes de reclamar de falta de terra, é preciso usar as áreas já desmatadas e abandonadas, que somam um território equivalente aos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Isso sem falar que dos 72 milhões de hectares já devastados na Amazônia, o equivalente a toda a Região Sul do país, cerca de 56 milhões de hectares são ocupados por uma pecuária de baixa produtividade.
     Um exemplo do desperdício está na foto acima, onde o pesquisador Alfredo Homma, da Embrapa, mostra uma área abandonada no município de Santa Izabel do Pará, a 40 quilômetros de Belém. Eis a história do lote de terra:
- Anos 50 Exploração madeireira
- Anos 60 Roça de mandioca e plantação de pimenta-do-reino
- Anos 70 e 80 Pecuária extensiva
- Anos 90 e 2000 Abandono
     Aumentar a produtividade ainda faria bem para combater as mudanças climáticas. Cerca de 20% do aquecimento global é provocado por desmatamento. No Brasil, a devastação (muitas vezes criminosa) corresponde a 70% de nossas emissões.
 

 
Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Cruzamento entre 'primos' ameaça de extinção espécies amazônicas

Obras e desmatamento isolam plantas e animais em ilhas de floresta.
Como no homem, reprodução entre parentes traz problemas às espécies.
 
     Por causa da caça, espécie corre o risco de sofrer problemas genéticos.A construção de estradas, barragens e pastos, dividindo a floresta em ilhas, está ameaçando de extinção espécies amazônicas. Isolados, animais e plantas de um mesmo grupo cruzam entre si, trazendo problemas genéticos. O aviso parte da pesquisadora Vera Almeida Val, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
 

Filhotes gêmeos de peixe-boi são resgatados por
                funcionários do Ibama. Por causa da caça, espécie corre
                o risco de sofrer problemas genéticos.

Filhotes gêmeos de peixe-boi são resgatados por funcionários do Ibama (foto:

Divulgação/Ibama)

 
     Assim como ocorre com seres humanos, a reprodução entre parentes próximos pode causar doenças genéticas. Além disso, o cruzamento entre "primos" faz com que as espécies fiquem muito parecidas, perdendo a variedade. O perigo desse fenômeno, segundo Val, é que deixam de existir indivíduos fortes e fracos, altos e baixos etc.
     Como os animais e plantas ficam todos iguais, uma mínima alteração no ambiente pode matar todos eles, pois não haverá indivíduos mais resistentes. "A extinção é causada porque se chega a um grau de especialização tão grande que qualquer alteração mata", diz a pesquisadora.
     Notícvia completa AQUI.
 
Autor: Iberê Thenório - Globo Amazônia
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 9 de março de 2009

Operações do Ibama apreendem 14 caminhões de madeira no PA

Material sem documentação é irregularidade mais comum.
Em um caso, motorista cobriu madeira com lonas para despistar fiscais.
 
     Em apenas uma semana, fiscais do Ibama apreenderam 14 caminhões que transportavam madeira ilegalmente no Pará. A irregularidade mais comum verificada nas operações foi a falta de documento para o transporte do material, indicando que a madeira havia sido cortada sem licença.
 

Foto: Ibama/Divulgação

No porto de Santarém (PA), no oeste do estado, a carga foi coberta com lonas para despistar os fiscais. Além disso, os madeireiros usaram um tipo de caminhão que não costuma servir para o transporte de madeira. (Foto: Ibama/Divulgação)

 
     As apreensões, que ocorreram entre 28 de fevereiro e 5 de março, fazem parte de um esforço do Ibama para desmontar empresas "fantasmas" que atuam no estado. Por meio delas, madeireiros conseguem documentação falsa para transportar o prodoto do desmatamento ilegal.
     Desmatamentos, queimadas e notícias sobre toda a Amazônia Legal podem ser encontradas no mapa interativo Amazônia.vc, que também permite a internautas protestar contra a destruição da floresta.
 
Fonte: Globo Amazônia
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quinta-feira, 5 de março de 2009

Jarro de plutônio, safra de 1944, foi achado no lixo, dizem investigadores

Material foi produzido para o projeto de bomba atômica dos EUA.
Conteúdo radiotivo esteve entre os primeiros a ser criado.
 
     Um velho cofre enterrado num depósito de lixo da Reserva Nuclear Hanford, no estado de Washington, rendeu um artefato do início da era atômica: um lote de plutônio, dos primeiros já feitos.
 

 Plutônio escavado em 2004 esteve entre os primeiros
                a serem produzidos (Foto: Washington Closure Hanford)

Plutônio escavado em 2004 esteve entre os primeiros a serem produzidos (Foto: Washington Closure Hanford)

 
     O plutônio, encontrado num jarro de vidro de um galão depois que uma equipe de limpeza destruiu o cofre com uma escavadeira, foi processado em Hanford, no final de 1944, a partir de combustível de urânio empobrecido de um reator em Oak Ridge, no Tennessee. Foi produto dos testes de uma planta construída para a separação de plutônio para uso no Projeto Manhattan – de produção da bomba atômica.
     Além do significado histórico da descoberta – a única amostra conhecida de plutônio feito pelo homem foi produzida em 1941 num acelerador e está armazenada na Instituição Smithsonian – as técnicas empregadas para determinar sua origem oferecem um vislumbre do tipo de trabalho detetivesco que pode ser usado contra o terrorismo atômico.
     Notícia completa AQUI.
 
Autor: Henry Fountain - New York Times - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Poluição de carros acelera morte de 20 pessoas por dia na Grande São Paulo

     A poluição gerada por veículos agrava doenças e mata indiretamente, em média, quase 20 pessoas por dia na região metropolitana de São Paulo, quase o dobro do que há cinco anos, informa Ricardo Sangiovani em reportagem da Folha.
 

 
     Segundo estudo do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP, baseado em parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), a chance de uma pessoa morrer de doença cardiorrespiratória nos 39 municípios da região é atualmente de 10,9%. Sem as emissões veiculares, cairia para 2,4%.
     Nos atuais padrões, o ar da região mata indiretamente, por ano, 7.187 pessoas a partir dos 40 anos (grupo de maior vulnerabilidade). São 65% a mais que em 2004, ano da última pesquisa. As principais doenças agravadas são infarto, acidente vascular cerebral, pneumonia, asma e câncer de pulmão.
 
Fonte: Folha Online - UOL
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 3 de março de 2009

Imagem da semana - Caminhada

 

© Reuters
02/03 – Homem que perdeu as duas pernas na Guerra Irã-Iraque empurra sua cadeira de rodas ao sair de uma reunião de consulta de veteranos de guerra no Teerã, Irã.

 

Fonte: MSN

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Em três meses, Amazônia perdeu área igual a metade da cidade de SP

Inpe indica desmatamento de 754 km² entre novembro e janeiro.
Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve queda de 70%.
 
     Dados divulgados pelo Instituto nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) nesta terça-feira (3) indicam que a floresta amazônica perdeu 754,3 quilômetros quadrados de florestas entre novembro de 2008 e janeiro de 2009. A área equivale a metade do município de São Paulo.
     Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve uma queda de 70% no ritmo de devastação. Entre novembro de 2007 e janeiro de 2008, a degradação florestal detectada pelo Inpe na Amazônia foi de 2.529,2 km². Quando comparado aos três meses anteriores (agosto a outubro de 2008), o índice apresenta queda de 60%. Nesse período, a degradação acumulada da floresta foi de 1.884 km².
 

Foto: Fonte: Inpe

Focos de desmatamento mostram a devastação concentrada nos arredores da rodovia Transamazônica, no Pará, e no oeste do Maranhão. (Fonte: Inpe)

 
     A medição faz parte do sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), que identifica apenas focos de devastação com área maior que 2.500 m². Apesar da queda significativa, o desmatamento na virada de 2008 para 2009 pode ter sido maior, já que as nuvens atrapalharam a visão dos satélites, encobrindo entre 63% e 86% da Amazônia. Estados como o Acre, Amazonas, Amapá e Roraima praticamente não foram monitorados, pois permaneceram encobertos.
     Os estados onde mais houve degradação florestal, segundo o Inpe, foram o Pará (319 km²), Mato Grosso (272 km²) e Maranhão (88 km²) e Rondônia (58 km²). Nos outros estados da Amazônia Legal, o desmatamento medido pelos satélites não passou de 6 km².
     Em breve, os focos de desmatamento detectados pelo Inpe poderão ser vistos de forma simples e amigável no mapa interativo do Globo Amazônia, que mostra os pontos de destruição da floresta e possibilita aos internautas protestar contra queimadas e desmatamentos.
 
Fonte: Globo Amazônia - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 2 de março de 2009

Caranguejo mutante é encontrado na Grã-Bretanha

Um caranguejo mutante com uma pinça de três extremidades em uma das garras foi adotado por um aquário em East Sussex, na Grã-Bretanha.
 
     O crustáceo, chamado de Ali, foi apanhado durante o fim-de-semana por um pescador, que o doou ao aquário Blue Reef após notar a característica incomum.
     O membro complementar, na garra esquerda de Ali, mede cerca de 15 centímetros.
     O curador do aquário, Daniel Davies, disse que caranguejos são capazes de regenerar membros e pinças machucados, mas que, no caso de Ali, um ferimento acabou provocando o surgimento de uma extremidade adicional na pinça.
 

Caranguejo mutante

Ali tem três pinças em vez de duas em sua garra esquerda.

 
     "Não sabemos se Ali consegue usar a pinça extra da garra, mas como sabemos o quão poderosas as garras de caranguejos podem ser, não queremos descobrir da forma dolorosa", disse Davies.
     Ali, um caranguejo comestível, ganhou um lugar especial no aquário.
     "Foi muita sorte o pescador ter percebido o quão incomum Ali era porque, caso contrário, acredito que ele teria terminado em uma panela", afirmou Davies.
 
Fonte: BBC
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Quase 200 baleias encalham em ilha entre Tasmânia e Austrália

Baleias-piloto estão sendo resgatadas, mas dezenas já morreram.
Causa do fenômeno ainda não é bem conhecida.
 
     Especialistas tentam salvar dezenas de baleias-piloto nesta segunda-feira (2), depois de quase 200 delas encalharem na noite anterior em uma ilha perto do estado da Tasmânia (sul da Austrália). As equipes de resgate dizem que apenas 54 das 194 baleias encalhadas na ilha King (entre a ilha da Tasmânia e a ilha principal da Austrália) continuam vivas, mas as autoridades acreditam que poderão salvá-las. Sete golfinhos também encalharam.
 

Foto: Reuters/Naracoopa Holiday Units

Voluntários se dedicam a resgatar os animais (Foto: Reuters/Naracoopa Holiday Units)

 
     "É incrível, algumas morrem logo de cara, outras sobrevivem durante dias. Esses são animais bastante robustos, baleias-piloto, já passamos por isso antes", disse Chris Arthur, funcionário do Serviço de Parques e Vida Selvagem da Tasmânia, a uma rádio local. "Enquanto elas estiverem vivas ainda há uma chance."
     Nos últimos três meses, mais de 400 baleias já encalharam na costa noroeste da Tasmânia. Em janeiro, 48 cachalotes morreram em circunstâncias semelhantes. Baleias encalham periodicamente na Austrália e na Nova Zelândia, por razões ainda não totalmente compreendidas. Uma teoria diz que o ruído de atividades humanas no mar estaria perturbando a ecolocalização das baleias (uma espécie de sonar).
 

 
     Arthur disse que mais de 150 moradores da ilha estão ajudando as autoridades na tentativa de devolver as baleias ao mar. O encalhe aconteceu num trecho de areia plana na praia de Naracoopa. Várias baleias já estão espremidas em um cercado dentro do mar. "Famílias, crianças, papais e mamães, avós - todos estão ajudando, fazendo sua parte sob a orientação dos guardas florestais locais", disse o administrador da ilha, Andrew Wardlaw, à rádio local.
     Os meteorologistas dizem que há previsão de ventos fortes na ilha King, e que isso pode deixar o mar agitado, complicando o resgate. As baleias-piloto estão entre as menores baleias. Costumam medir até 5 metros de comprimento. São pretas e têm a barriga cinzenta.
 

 
Fonte: Reuters - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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domingo, 1 de março de 2009

Ban pede ação rápida contra degelo do Kilimanjaro

Secretário-geral da ONU sobrevoou monte mais alto da África e disse que o aquecimento global está fazendo desaparecer, aos poucos, a calota da geleira.
 
     O Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou, na quinta-feira, dia 26, que o mundo precisa agir rapidamente para combater os efeitos das mudanças climáticas. Ele fez a declaração após sobrevoar o Monte Kilimanjaro, na Tanzânia, e ver de perto o degelo da montanha mais alta da África.
 

Ban Ki-moon

 
     Escassez de Água
     Segundo Ban, caso nada seja feito, em poucos anos, não deverá ser possível avistar a calota da geleira que foi reduzida, de forma impressionante, nas últimas décadas, por causa do aquecimento global.
     Num discurso a jornalistas, em Dar es Salam, Ban lembrou a situação dos pequenos agricultores nos arredores do Kilimanjaro e da escassez de água na região.
     Segundo ele, os moradores de alguns vilarejos passaram a sofrer de malária, um problema que não ocorria antes. Ban afirmou que a situação é alarmante e que o mundo precisa dar uma resposta rápida e coordenada ao desafio do aquecimento global.
     Da Tanzânia, ele embarca para a República Democrática do Congo e logo após para o Egito, onde encerra sua visita oficial à África.
 

 
Autora: Mônica Villela Grayley - Rádio ONU - Ecoagência
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A Groenlândia derrete ao vivo

     Graças ao aquecimento global, a Groenlândia está perdendo todo ano gelo suficiente para cobrir a Alemanha inteira com uma camada de um metro de água.

     As imensas geleiras derretem de forma dramática. Primeiro, a água forma grandes rachaduras e lagos na superfície da plataforma de gelo, que muitas vezes tem quilômetros de altura.

 

 

     A água desses lagos, então, escorre por fendas profundas até a base rochosa da Groenlândia. Ou fogem para outro lago, mais abaixo. O líquido acaba sendo despejado no mar. O processo todo envolve grandes volumes de água. E é assustadoramente rápido.
     Um grupo liderado pelo glaciologista Jason Box filmou um lago esvaziando em questão de horas. Em apenas um dia, ele perdeu 42 milhões de litros de água. Box acredita que existem centenas ou milhares de lagos como esses, despejando água do gelo fundido para o mar.
     A taxa deste derretimento de gelo da Groenlândia está diretamente ligada à elevação do nível dos mares.
 
Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Estudo: gelo derrete cada vez mais rápido na Groelândia

     O aquecimento na Antártida está muito maior do que se pensava e o gelo da Groenlândia derrete cada vez mais rápido, diz o maior estudo internacional dos últimos 50 anos nas regiões polares, autênticos barômetros da mudança climática. Durante dois anos cerca de 10 mil cientistas de mais de 60 países realizaram um programa de pesquisas intensivas no Ártico e na Antártida denominado Ano Polar Internacional (API).
 

Derretimento acelerado na Groelândia.

 
     Patrocinada pelo Conselho Internacional para a Ciência (CIUC) e a Organização Mundial de Meteorologia (OMM), a campanha conseguiu novos conhecimentos sobre a função que desempenham as regiões polares no funcionamento do sistema terrestre. O relatório afirma que "durante o API 2007-08 nosso planeta estava mudando com uma rapidez sem precedentes na história da humanidade, especialmente nas regiões polares".
     Neste período voltaram a acontecer avaliações do estado da camada de gelo da Groenlândia e da Antártida, usando novas técnicas como as medições de satélites das mudanças de altitude e os campos gravitacionais das camadas de gelo. "Parece certo que tanto o manto de gelo da Groenlândia como o da Antártida estão perdendo massa e, em consequência, aumentando o nível do mar, e que o gelo da Groenlândia está se perdendo cada vez mais rápido", disse o relatório.
     E "as novas informações confirmam que o aquecimento da Antártida está muito mais ampliado do que se pensava antes do Ano Polar", declarou. Durante as travessias internacionais da Antártida, os cientistas realizaram estudos em regiões onde nenhum homem tinha colocado o pé há 50 anos.
 

Groenlândia: em 2006 descobertas preliminares indicam que a geleira Kangerdlugssuaq na costa leste está se movendo a uma velocidade de quase 14 km por ano (Foto: Divulgação/Tara Expeditions)

 
     No período das investigações "a extensão do gelo marinho perene no Ártico no verão diminuiu em aproximadamente um milhão de quilômetros quadrados, até alcançar sua dimensão mais reduzida desde que começaram os registros de satélite". Além disso, pela primeira vez desde o início das observações se constatou que na região do Pólo Norte o manto de gelo de um ano de antiguidade era relativamente fino em meados de inverno.
     Foram obtidas provas conclusivas de que "estão acontecendo mudanças no sistema gelo-oceano-atmosfera do Ártico". Vários projetos do API apresentaram novas informações sobre a velocidade com o que está acontecendo o aquecimento terrestre.
     Desta forma, se constatou que o oceano Austral aqueceu mais rápido que o oceano mundial, e que as águas densas profundas que se formaram perto da Antártida perderam salinidade em alguns locais e se aqueceram em outros. Todas estas mudanças são indícios de que o aquecimento da Terra está afetando a Antártida de formas nunca antes imaginadas.
 

Fendas de água começam a aparecer na Groenlândia

 
Fonte: EFE - Terra
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Eliminação de gatos invasores em ilha australiana leva a catástrofe ambiental

Sem os felinos, população de coelhos devastou vegetação do lugar.
Caso é lição para pesquisadores que tentam deter espécies exóticas.
 
     Com seus duros e verdes penhascos e céus repletos de névoa, a Ilha Macquarie – na metade do caminho entre Austrália e Antártida – se parece com a Meca de um amante da natureza. No entanto, a ilha recentemente se tornou uma sóbria ilustração do que pode acontecer quando os esforços para eliminar uma espécie invasora acabam causando danos colaterais imprevistos.
 

Encosta destruída por coelhos depois da erradicação
                de gatos na ilha (Foto: Arko Lucieer/Universidade da Tasmânia/NYT)

Encosta destruída por coelhos depois da erradicação de gatos na ilha (Foto: Arko Lucieer/Universidade da Tasmânia/NYT)

 
     Em 1985, cientistas australianos iniciaram um ambicioso plano: dizimar os gatos não-nativos que viviam nas colinas da ilha desde o início do século XIX. O programa começou por uma aparente necessidade – os gatos estavam caçando pássaros nativos. Vinte e quatro anos depois, uma equipe de cientistas da Divisão Antártica Australiana e a Universidade da Tasmânia relatam que a remoção dos gatos inesperadamente causou uma destruição no ecossistema da ilha.
     Sem os gatos, os coelhos da ilha (também não-nativos) começaram a procriar descontroladamente, destruindo plantas nativas e enviando efeitos por todo o ecossistema. As descobertas foram publicadas online na revista científica "Journal of Applied Ecology", em janeiro. "Nossas descobertas mostram que é importante que os cientistas estudem todo o ecossistema antes de realizar programas de erradicação", diz Arko Lucieer, perito em sensoriamento remoto da Universidade da Tasmânia e co-autor do estudo. "Não houve muitos programas que levaram todo o sistema em consideração. Você precisa entrar em modo cenário: 'Se matarmos este animal, que outras consequências poderemos observar?'"
     Leia a notícia completa AQUI.
Autora: Elizabeth Svoboda / New York Times - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Floresta desmatada não recupera diversidade, diz MPEG

Após 40 anos, mata secundária só tem 35% das espécies originais.
Expectativa de vida desse tipo de vegetação, porém, é bem menor.
 
     A constatação de que 20% das áreas desmatadas da Amazônia têm florestas em regeneração coloca o Brasil no centro de uma discussão internacional sobre o valor ecológico das florestas secundárias. Estudos de longo prazo realizados no nordeste do Pará por cientistas do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) mostram que, mesmo após 40 anos em repouso, as florestas secundárias da região só recuperaram 35% das espécies arbóreas com mais de 10 centímetros de diâmetro que tinham originalmente.
 

 
     Segundo cálculos do pesquisador Cláudio Almeida, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), cerca de 132 mil dos 680 mil quilômetros quadrados de florestas derrubadas na Amazônia estavam em processo de regeneração até 2006. E, segundo especialistas, essas florestas podem até se transformar em florestas maduras, mas dificilmente recuperam a diversidade de espécies que tinham originalmente. Uma área de florestas secundárias (ou capoeiras) equivalente a tudo que foi desmatado na Amazônia nos últimos sete anos (de 2002 a 2008), suficiente para cobrir de mata os Estados de Pernambuco e Alagoas.
     À primeira vista, pode parecer que sete anos de desmatamento foram "desfeitos". Mas a simplicidade dos números esconde uma teia de fatores ecológicos altamente complexos. Além da regeneração, o tempo para regeneração é insuficiente. Segundo Almeida, a expectativa média de vida de uma floresta secundária na Amazônia brasileira é de apenas cinco anos, até ser cortada e queimada novamente. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
 
Fonte: Agência Estado - G1
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Mar subirá 1,80 m até 2100, diz estudo

     A velocidade com que o nível do mar está subindo agora é quase o dobro daquela verificada no século 20. Já se sabia que o fenômeno -alimentado pelo aquecimento global- era grave, mas os dados mais recentes, coletados desde 1993, mostram que a elevação da linha d'água até 2100 será de 1,80 metro, mais do que o dobro da prevista pelo painel do clima da ONU.
     "Entre 1993 e 2008, a taxa média global registrada foi de 3,4 mm por ano", disse à Folha a pesquisadora francesa Anny Cazenave, do Centro Nacional de Estudos Espaciais de Toulouse (França). Esse número, obtido por medições de satélite que geraram uma série histórica inédita, ganha um ar de gravidade quando comparado a outro: entre 1950 e 2000, a elevação média do mar era de 1,8 mm por ano, diz a cientista.
 

 
     "Mas a maior surpresa não é essa", diz Cazenave, que apresentou suas recentes medições -processadas até dezembro- na reunião da AAAS (Sociedade Americana para o Avanço da Ciência), encerrada na semana passada em Chicago.
     "As causas dessa aceleração do nível do mar também mudaram", diz. Entre 2003 e 2008, o derretimento das geleiras e dos mantos de gelo (Groelândia e Antártida) contribuiu com 80% da elevação. A expansão térmica -o aumento de volume da água pelo aquecimento- ajudou com cerca de 20%.
     Na virada do século, porém, o cenário ainda era diferente. Entre 1993 e 2003, o aquecimento da água do mar explicava 50% do fenômeno, enquanto as massas de gelo respondiam por 40%. (Ainda não existem dados para explicar os 10% que fechariam a conta.)
     Para os cientistas, não há dúvida: as atenções devem ser voltadas agora para regiões como o Ártico, a Antártida e as demais geleiras continentais. Entre essas áreas, o norte da Terra é o mais rico em gelo.
 

 
     Um metro a mais
     "Hoje, tanto os mantos de gelo quanto as geleiras continentais [na Antártida, na Groelândia, nos Andes ou no Himalaia] têm igual relevância, mas tudo indica que os primeiros serão cada vez mais importantes daqui para a frente", disse Stefan Rahmstorf, pesquisador da Universidade de Potsdam (Alemanha), que apresentou suas pesquisas no evento da AAAS, às margens do rio Chicago.
     As contas do pesquisador alemão sobre o futuro do nível médio do mar indicam que os modelos apresentados até hoje estão otimistas demais. "Em 2100, posso dizer agora, o nível dos oceanos deverá estar aproximadamente um metro acima do que estava previsto pelo modelo [mais pessimista] do IPCC", o painel do clima das Nações Unidas que contou com a participação de Rahmstorf.
 

 
     Acreditava-se que nível do mar não deveria subir mais do que 60 cm até 2100 (comparado com 1980-1999). Agora, porém, estima-se a marca de 1,80 metro. "E o nível do mar não vai parar de subir em 2100. Ele poderá chegar até 3,5 metros em 2200 e bater os 5 metros em 2300", disse Rahmstorf. No passado, mostrou o pesquisador, o nível do mar atingiu o pico há 40 milhões de anos. As águas estavam mais de 70 metros acima do que estão hoje.
     Apesar de um nível do mar elevado não ser novidade para o planeta, a espécie humana, que surgiu há apenas 200 mil anos, nunca viu algo assim.
     De acordo com Cazenave, as medições já feitas nestes últimos 16 anos mostram três regiões onde a subida do nível do mar já é realidade. "As áreas mais afetadas são o oeste do oceano Pacífico, o litoral da Austrália e também a Groelândia", diz a cientista.
     Como as previsões não são uniformes, e levam em conta valores médios, uma pergunta de interesse pessoal foi feita por um espectador da palestra em Chicago. "Sou da Flórida. Quero saber o que vai ocorrer lá", disse. "Vocês [cientistas] é que têm de dizer onde o mar subirá nos próximos anos."
     Mas os cientistas silenciaram, e a questão também continua aberta para quem vive na Califórnia, no Taiti ou no Recife. Diante da dúvida, o melhor que cidades costeiras têm a fazer é se prepararem para o pior.
 

 
Autor: Eduardo Geraque - Folha de S.Paulo
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Fumante passivo também está contaminado

     Algumas formas de poluição, relativamente fáceis de evitar, causam grandes estragos. Uma das menos visadas pelos ecologistas em geral é o cigarro. Estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde na cidade de São Paulo revelou que 36% dos não fumantes que convivem com fumaça de cigarro têm tanto monóxido de carbono no organismo quanto os próprios fumantes.
 

 
     O estudo confirma a necessidade de ambientes separados para os fumantes. No estudo, foram 1.310 pessoas avaliadas. São pessoas que convivem com cigarro em ambientes públicos, como restaurantes, lojas ou no trabalho. Do total de participantes, 18,32% tiveram resultado compatível com a de fumantes leves (que consomem menos de um maço de cigarros por dia). Já 15,27% dos testes apontaram que essas pessoas tinham nível de contaminação equivalentes a fumantes (que consomem menos de dois maços de cigarros diários). E 2,29% dos analisados tinham níveis compatíveis com a de fumantes pesados (que consomem mais de dois maços por dia).
     Ainda segundo o estudo, 70,23% dos entrevistados, todos não usuários de tabaco, convivem com fumantes no ambiente de trabalho. Já 24,43% respiram a fumaça alheia na própria residência, 4,58% em bares, boates e restaurantes, outros 4,58% em escolas e 20,61% em outros locais com amigos.
 

 
Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder


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Desmatamento ameaça panda da Amazônia

     O único urso da América do Sul pode ser extinto. O simpático urso-de-óculos, como é conhecido o Tremarctos ornatus, está ameaçado pelo desmatamento na Amazônia. Cientistas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgaram na quarta-feira, no Quênia, um estudo que denuncia a extinção de 26 espécies de animais e plantas até 2006. Dez delas na parte brasileira da Amazônia. Outras 644 espécies teriam entrado na lista de animais e plantas ameaçadas de extinção pelo avanço das derrubadas, entre elas o urso que vive na porção andina da  floresta.
 

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     O urso de óculos é a segunda espécie de ursídeos mais vulnerável do mundo. Ele só perde em vulnerabilidade para o panda gigante da China, por isso é considerado o panda da Amazônia. Agora, ele pode ter se tornado tão raro quanto os famosos parentes orientais. Além de ameaçado pelas ações humanas, o urso-de-óculos guarda outras semelhanças com o primo chinês. Ele também se alimenta de brotos de bambu e bromélias. A sua pelagem tem um padrão de cores inversa a do panda. Ele tem grandes manchas brancas sobre os seus olhos, que contrastam com o negro de seu corpo.
Esses animais são encontrados livres na natureza em raras regiões da Amazônia, como o Parque Nacional do Manu, a Reserva Nacional Tambopata e o Parque Nacional Bahuaja-Sonene, no Peru. Um dos problemas da espécie é que além de viver em uma região de risco, esses animais são muito dóceis ao contato com os homens. Fato que facilita a ação de caçadores em frentes de derrubadas.
     No Brasil, o zoológico de São Carlos conseguiu fazer a reprodução do urso-de-óculos em cativeiro. Caso a destruição da Amazônia não seja controlada, essa pode ser a única esperança de sobrevivência da espécie.
 

 
Autora: Juliana Arini - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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