sexta-feira, 4 de julho de 2008

O gelo no Pólo Norte acabará este ano?

     O Pólo Norte pode ficar sem gelo já este ano. É o que afirmam cada vez mais pesquisadores que acompanham a aceleração do degelo no Ártico. Mesmo que a calota de gelo flutuante não derreta toda até agosto, ela dificilmente sobreviverá aos verões dos próximos cinco anos.

     A extensão de gelo no Ártico no mês de junho se aproximou do recorde de derretimento do mesmo mês no ano passado. Em 2007, o gelo do Ártico teve o maior encolhimento desde que medições precisas são feitas, em 1979. O dado mais relevante deste ano é que, segundo indicações de satélites, o derretimento começou mais cedo do que no ano passado em vários pontos do Ártico.

O derretimento prematuro deste ano pode ser visto no gráfico abaixo. Ele mostra, por cores, quando o gelo começou a derreter em cada porção do Ártico nos últimos anos. O que começou a degelar em maio está em verde claro. No início de junho, em verde escuro. E o previsto para julho está em azul. Repare como o trecho em verde (que começou a derreter em maio) é maior em 2008.

     O recuo no gelo do Ártico pode abrir novos caminhos para navegação. Mas as conseqüências negativas superam os possíveis ganhos. Esqueça os ursos polares. O que está em jogo são nossas praias e nossas cidades litorâneas. A calota de gelo branco reflete 80% da luz e do calor solar. É um imenso guarda-sol na Terra. Na medida que o gelo claro vira água escura, a superfície passa a absorver 80% do calor. Com isso, o oceano esquenta mais rápido.

     A linha azul no gráfico abaixo pode determinar o futuro do Ártico, e de nossas praias. Ela indica quanto da superfície do Oceano Ártico tem pelo menos 15% de gelo. A linha é atualizada dia-a-dia pelo Centro Nacional de Gelo e Neve, dos EUA. Repare como a linha azul se aproxima da linha tracejada verde, que representa o recuo no gelo no verão do ano passado. A linha cinza mostra como o gelo se comportava em anos normais.

     O gelo flutuante do Ártico não vai afeta o nível do mar. Mas o aquecimento no Pólo Norte acelera o derretimento das geleiras da Groenlândia. Essas estão ancoradas na rocha. Na medida que se desprendem, passam a flutuar no oceano, e aí sim aumentam o nível do mar. Se metade da Groenlândia derreter, os oceanos sobem, em média, cerca de 6 metros. Ninguém imaginava que isso fosse ocorrer neste século. Mas o derretimento no Ártico está se acelerando muito além das piores previsões.

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Estudo nos Estados Unidos mostra Brasil como líder mundial em desmatamento

País seria responsável por metade do sumiço de florestas tropicais entre 2000 e 2005.

MMA questiona dados; para ONG, achado ressalta responsabilidade brasileira.

     O Brasil foi responsável por 47,8% do desmatamento de florestas tropicais úmidas entre 2000 e 2005, quatro vezes mais do que o segundo colocado, a Indonésia, com 12,8%. O ranking foi apresentado em uma pesquisa que será divulgada esta semana na edição digital da revista científica americana "Proceedings of the National Academy of Sciences".

     Conforme o levantamento, no mundo a área desmatada acumulada no período foi de 272 mil km², mais do que os territórios dos Estados de São Paulo e Sergipe juntos. A pesquisa estimou que a taxa anual de desmatamento no Brasil foi de 26 mil km². Na Indonésia, foi de 7 mil km². "Não há novidade no dado sobre o Brasil. É o valor esperado", explica o pesquisador sênior do Imazon, Adalberto Veríssimo. "O grande mérito foi ter calculado o desmatamento nos outros países. Assim, é possível estabelecer uma comparação."

     O diretor de Políticas Públicas de Controle do Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, questiona a taxa anual para o Brasil. Ele explica que, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o valor correto seria 21,45 mil km².

     Segundo a pesquisa americana, cerca de 55% do desmatamento está concentrado em apenas 6% das florestas tropicais úmidas, configurando essas regiões como hotspots - áreas com grande biodiversidade e altamente ameaçadas. Veríssimo aproveita para reafirmar a responsabilidade do país. "Temos um terço das florestas tropicais úmidas do mundo e quase metade do desmatamento", compara. "É desproporcional. Temos uma grande responsabilidade diante dos demais países." As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Fonte: Agência Estado - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Pólo Norte pode ficar sem gelo no próximo verão

     O Pólo Norte pode perder seu gelo neste verão devido ao aquecimento global, que está reduzindo a calota polar há uma década, algo sem precedentes na atualidade, advertiu ontem o cientista americano Mark Serreze.

Pólo Norte está derretendo...

     "É muito provável que não haja calota no Pólo Norte no final deste verão, já que o pólo está coberto apenas por uma fina camada de gelo", explicou Serreze, pesquisador do Centro Nacional da Neve e Gelo dos Estados Unidos, com sede em Boulder (Colorado).

Segundo Serreze, há 50% de chance de ocorrer tal situação, tornando "concebível que em meados de setembro veleiros possam navegar do Alasca ao Pólo Norte".

     "O que observamos nos últimos 10 anos foi uma grande redução no gelo do Ártico, especialmente nos três últimos anos, e esta tendência a longo prazo fará com que não haja mais gelo no verão no Oceano Ártico até 2030".

...e logo poderá não haver mais gelo Ártico.

Fonte: AFP - Terra Notícias

Postado por Wilson Junior weschenfelder



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Hu Jintao: "tempo é limitado" no combate às alterações climáticas

     O presidente chinês, Hu Jintao, pediu neste sábado a renovação dos esforços para combater o aquecimento global, advertindo que "o tempo é limitado" para encontrar soluções eficazes para o problema, segundo a mídia local.

     "A forma como respondemos às alterações climáticas está ligada ao desenvolvimento econômico do país e os benefícios práticos para a população. Está em consonância com os interesses básicos do país", disse Hu segundo a agência estatal Nova China.

     "A nossa tarefa é difícil e nosso tempo é limitado. Os partidos e os governos devem dar prioridade à redução das emissões de gases e introduzir esta idéia no coração do povo", acrescentou o chefe de Estado chinês.

O presidente chinês, Hu Jintao, advertiu que "o tempo é limitado"

     Entre as formas em que a China pode contribuir, Hu Jitao citou uma utilização mais eficiente da energia e o aumento das zonas florestais.

     A China mantém a posição de que os países desenvolvidos são os principais responsáveis pela mudança climática.

     No entanto, as emissões chinesas de gases do efeito estufa aumentaram nos últimos anos, devido à escalada da economia do país, cujas fábricas são alimentadas por enormes quantidades de carvão.

     Atualmente, a China (1,3 bilhões de habitantes) e os Estados Unidos (300 milhões) são os países que mais emitem gases do efeito estufa.

Fonte: AFP - Terra Notícias

Postado por Wilson Junior weschenfelder



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quinta-feira, 26 de junho de 2008

O destino das baleias está em jogo

     Começa hoje e vai até sexta-feira a 60ª reunião da Comissão Baleeira Internacional (CBI), no Chile. Na pauta deste ano estão a criação dos santuários Atlântico Sul e Pacífico Sul e a proibição da caça científica de baleias. Ativistas de direitos dos animais querem ampliar o debate demonstrando dados sobre o lado comercial da caça aborígene na Groenlândia e fazendo lobby para que a proibição da caça comercial de baleias seja adotada por todos os países. Hoje, alguns países como o Japão mantém a caça.

     "Como não há uma forma humanitária de se matar uma baleia no mar, nós somos contra qualquer decisão que sancione a matança de baleias", diz a britânica Claire Bass, da Sociedade Mundial para Proteção Animal (WSPA). "Os métodos usados ainda são cruéis e as baleias sofrem com isso."

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Epidemia de Aids deve ser tratada como 'catástrofe', diz Cruz Vermelha

IFRC diz que maior parte de recursos para a epidemia não chegam aos mais necessitados.

     A epidemia de Aids no sul da África é tão grave que deveria ser classificada como catástrofe, advertiu a organização assistencial IFRC (Federação Internacional da Cruz Vermelha e da Crescente Vermelha).

Aids deve ser vista como catástrofe

     A crise se encaixa na definição das Nações Unidas para catástrofe, como um evento que vai além do que uma única sociedade pode enfrentar, afirmou a entidade, que acredita que a epidemia de Aids deveria receber, de governos e organizações, o mesmo tratamento urgente dispensado a catástrofes e desastres naturias.

     O Relatório Mundial sobre Desastres da IFRC costuma se dedicar a análise de respostas a desastres naturais como terremotos.

     Mas neste ano, a entidade resolveu abandonar a tradição para focar no que ela considera um dos problemas mais complexos e duradouros enfrentados pela humanidade: a epidemia de Aids.

     O documento, de cerca de 250 páginas, diz que boa parte do dinheiro gasto com a Aids - bilhões de dólares no total - não está chegando aos necessitados.

A epidemia de AIDS dizima principalmente o sul da África

     'Opções fáceis'

     A epidemia provocou 25 milhões de mortes, há 33 milhões de pessoas vivendo com o vírus HIV ou com Aids e ocorrem 7 mil novas infecções a cada dia.

     Cerca de 2,1 milhões de pessoas morreram da doença só no ano passado.

     A IFRC acredita que a resposta mundial à epidemia deixa a desejar.

     "Quando a história do HIV e da Aids for escrita eu acho que as pessoas dirão que nós simplesmente escolhemos as opções mais fáceis", disse Mukesh Kapila, representante especial para HIV/Aids.

     Foram feitos programas de educação e conscientização, afirmou Kapila, mas muitos governos não conseguem sensibilizar as pessoas com maior risco de infecção como prostitutas e usuários de drogas injetáveis.

     Emergências

     A IFRC também aponta falhas na forma como se lida com HIV/Aids durante catástrofes naturais ou conflitos.

     Nesses casos, os fatores de risco para a doença podem aumentar e, ao mesmo tempo, na pressa de trazer ajuda de emergência, a necessidade dos pacientes com HIV/Aids podem ser esquecidas.

     Funcionários de agências de ajuda humanitária precisam levar em conta estas necessidades em seus programas de apoio, afirmou Kapila.

     Depois que o tsunami atingiu Aceh, na Indonésia, em 2005, houve "um aumento nos fatores de risco como violência sexual e em função de gênero, então vimos uma situação onde havia uma grande vulnerabilidade e HIV e outros males podem florescer nestas circunstâncias", segundo o especialista.

A catástrofe da Aids poderá levar geraçõesao sofrimento e a morte

     A IFRC diz que o Quênia é um bom exemplo de uma abordagem integrada.

     Quando 300 mil pessoas tiveram que deixar suas casas durante a violência que se seguiu às eleições no país, funcionários do setor de saúde agiram rapidamente para garantir que pacientes com Aids continuassem a receber medicamentos antiretrovirais.

     Pacientes em acampamentos para refugiados foram localizados e foi criada uma linha telefônica gratuita para fornecer detalhes sobre as clínicas mais próximas para tratamento de Aids.

     É necessário um tipo de resposta rápida e bem localizada para uma catástrofe global que vai nos acompanhar ainda por muitos anos, disse a IFRC.

Fonte: BBC - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Aquecimento criou "refugiados do clima", diz ONU

     As mudanças climáticas estão forçando pessoas ao redor do mundo a deixar suas comunidades e até mesmo seus países por causa do aumento da frequência de enchentes, secas e epidemias, de acordo com o presidente da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, Srgjan Kerim. As informações são da agência de notícias da ONU, UNNews.

     "O problema dos refugiados do clima não é mais apenas um conceito, é um fato", apontou Kerim durante o 1º encontro anual do Fórum Humanitário Global, em Genova (Suíça).

Pessoas buscando refúgio após o furacão Katrina nos EUA

     Kerim afirmou que o impacto do aquecimento global já é tão intenso que está alterando a vida das populações mais vulneráveis do planeta e defendeu uma aliança global para elaborar soluções para os problemas causados pelas mudanças climáticas. "Cada nação, cada cidade, cada comunidade e indivíduo tem um papel", afirmou.

     Kerim argumentou que as mudanças climáticas afetam quase todos os aspectos da atividade humana, incluindo meio ambiente, saúde, migração, energia, governança, segurança e desenvolvimento econômico.

     Ainda durante sua apresentação no fórum, Kerim destacou o trabalho dos 192 países-membros da Assembléia Geral da ONU em relação às mudanças climáticas este ano, inclusive o debate realizado no início do mês entre representantes de países e instituições financeiras sobre como investimentos privados podem contribuir para enfrentar o problema.

Quanto vale a qualidade de vida humana?

Fonte: Agência Brasil - Terra Notícias

Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder



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Microsoft e Nintendo aparecem como vilãs em lista do Greenpeace

Mau posicionamento das empresas está ligado aos consoles de videogame.

Na contramão, Sony e Sony Ericsson são as companhias mais bem colocadas.

     A mais recente versão da lista de eletrônicos "verdes", divulgada pelo Greenpeace nesta quarta-feira (25), mostra as empresas Microsoft e Nintendo como as principais vilãs no uso de substâncias tóxicas e também nas iniciativas de recolhimento dos equipamentos usados. Na contramão, Sony e Sony Ericsson são as duas únicas companhias que aparecem com mais de cinco pontos numa escala em que dez é a nota máxima. Confira o ranking completo abaixo.

Foto: Reprodução

Imagem mostra o posicionamento das empresas; Sony e Sony Ericsson são as mais 'verdes'. (Foto: Reprodução)

     A Microsoft e a Nintendo aparecem no pé da lista por conta de seus consoles de videogame. "A Nintendo melhorou no uso de produtos químicos tóxicos e em sua política relacionada ao clima. No entanto, nem a relativa eficiência no consumo de eletricidade do console Wii fica dentro dos padrões mínimos exigidos", diz o relatório.

     Já a Apple, continua o texto, perdeu uma grande chance de melhorar seu posicionamento com o lançamento da nova versão do iPhone, que não tem grandes melhoras relacionadas ao ambiente. Os produtos dessa mesma empresa aparecem ao lado da Sony Ericsson como os mais eficazes no baixo consumo de energia.

     Iza Kruszewska, do Greenpeace, afirma que alguns fabricantes dão muita atenção a alguns itens considerados pelo ranking, mas ignoram outros também importantes. "A Philips, por exemplo, se sai bem nos quesitos químicos e de energia, mas tira zero em relação ao lixo eletrônico, pois não tem uma política global de devolução dos produtos", explica.

Foto: Reuters

Lixão em Buenos Aires (Argentina) tem eletrônicos descartados. Nos últimos dois anos, o lixo eletrônico desse país somou mais de 35 mil toneladas: 1 milhão de computadores, 800 mil impressoras e 500 mil monitores. (Foto: Reuters)

     Criado em agosto de 2006, o ranking está em sua oitava edição. Ele mostra os líderes do mercado de telefones celulares, computadores, TVs e consoles e, de acordo com a ONG, funciona como ferramenta para que as companhias implementem melhoras relacionadas ao ambiente. "É a nossa maneira de fazer a indústria dos eletrônicos encarar o problema do lixo eletrônico. Queremos que os fabricantes se livrem de produtos químicos nocivos em seus produtos", afirma a organização.

     Na imagem divulgada aqui é possível conferir a colocação das empresas nos relatórios anteriores. Essa comparação não é exata, no entanto, porque a metodologia do último documento foi alterada (veja aqui as mudanças).

Fonte: G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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terça-feira, 24 de junho de 2008

Chile: centenas protestam contra caça às baleias

     Centenas de chilenos protestaram ontem e hoje contra a caça às baleias em Santiago, na Chile, antes do início da reunião anual da Comissão Baleeira Internacionais (CBI). Ontem os participantes vestiram camisetas brancas e azuis para formar uma baleia gigante.

Manifestantes enfrentaram o frio para formar uma baleia gigante

Manifestantes enfrentaram o frio para formar uma baleia gigante (foto: Reuters)

     A manifestação visa mobilizar o governo chileno e organizações de ecologia e meio ambiente. De acordo com a Reuters, crianças, jovens e adultos enfrentaram o frio para participar das atividades no Prque O´higgins, no centro da cidade.

     A gigante baleia-humana, que contou com a presença da ministra do Meio Ambiente do Chile, Ana Lya Uriarte, foi fotografada por um helicóptero. "Fica evidente que o tema da proteção dos cetáceos no mundo, não somente no Chile, é um tema arraigado na cidadania", disse Ana Lya.

Os delegados vão avaliar a possibilidade de tornar o Atlântico Sul uma zona livre de matanças de baleias (foto: AP)

     Cerca de 500 delegados de aproximadamente 80 países-membros debaterão temas como a caça às baleias, realizada no Japão, Noruega e Islândia, e a possibilidade de tornar o Atlântico Sul uma zona livre de matanças do animal.

     Os manifestantes também defendem espécies que estão em vias de extinção ou que sofrem caça indiscriminada, como a baleia-de-Minke, representada pelos participantes com camisetas brancas.

Fonte: Terra Notícias

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Baleia de 20 m é encontrada morta na Espanha

     Uma baleia cachalote de cerca de 20 m foi encontrada morta na beira da praia de Font de Sa Cala, em Mallorca, na Espanha, informou o site do El Mundo. O animal ficou preso em redes de pesca soltas em alto mar, que causam a morte de muitos cetáceos na costa de Capdepera.

     Biólogos realizarão uma autópsia somente amanhã, já que o animal se encontra em um local de difícil acesso. Após o exame, a baleia será retirada da beira da praia.

     O objetivo dos especialistas é complementar um informe anual, com amostras e arquivos fotográficos de cetáceos encontrados mortos.

O animal, com cerca de 20 m, foi encontrado morto na beira da praia de Font de Sa Cala

O animal, com cerca de 20 m, foi encontrado morto na beira da praia de Font de Sa Calan(foto: AFP)

Fonte: Terra Notícias

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Mais de 1 bilhão são afetados por doenças negligenciadas no mundo

Doenças infecciosas e parasitárias atacam populações inteiras de países pobres.

Iniciativas francesas vão procurar e distribuir medicamentos.

     Elas afetam mais de um sexto da população mundial. Não recebem atenção da mídia e não geram manchetes freqüentemente. São doenças infecciosas e parasitárias que atacam populações inteiras de países pobres ou de regiões pobres de países em desenvolvimento.

Angola já teve surto de Cólera (Fotos: Susan Sandars/MSF - BBC)

     As doenças negligenciadas, como são chamadas pela Organização Mundial de Saúde, englobam: cólera, leishmaniose, esquistossomose, entre outras parasitoses, além de viroses como a dengue. São transmitidas pela água ou por insetos e afetam os mais pobres e vulneráveis, principalmente nas áreas tropicais e subtropicais.

     O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento e a Iniciativa de Medicamentos para Doenças Negligenciadas, ambos criados na França, anunciaram que irão trabalhar em conjunto. As duas organizações se dedicam a descoberta de novos medicamentos e sua distribuição nos países onde são necessários. As moléstias incialmente atacadas serão a leishmaniose e a Doença de Chagas.

     A leishmaniose é uma moléstia parasitária presente em pelo menos 88 países diferentes, inclusive o Brasil. A doença causa lesões de pele e atinge orgãos internos.
A forma interna que leva o nome de calazar no Brasil, quando não tratada adequamente tem alto índice de mortalidade.

Ingrid Betancourt no cativeiro também adquiriu leishmaniose e hepatite B (Foto: AP)

     Também freqüentemente esquecida, a Doença de Chagas existe em 18 países da América Latina e do Norte. Causada por um protozoário, é transmitida por um inseto, o barbeiro.

     Como também pode ser transmitida da mãe para o feto ou por transfusões de sangue a doença chegou aos Estado Unidos, onde apesar de não existir o inseto transmissor, já se contam mais 130 mil pessoas infectadas.

     A parceria dos dois institutos funciona através do licenciamento de produção dos medicamentos descobertos para laboratórios privados. A partir daí são fornecidos a organizações não-governamentais e projetos ligados a universidades.

     No Brasil, essas doenças juntas causaram mais de 5 mil mortes em 2005, segundo o Ministério da Saúde, e também são responsáveis por milhares de internações no SUS a cada ano.

A alta incidência de triatomíneos nas casas de pau-a-pique de Jaguaruana chamou a atenção dos pesquisadores do IOC para a necessidade de um programa de controle da doença de Chagas na região (fonte: Fiocruz)

     Entre os projetos que a parceria desenvolve na América Latina está incluído um programa de controle de leshmaniose no estado de Pernambuco.

     Esforços como esses podem ajudar a diminuir o impacto dessas doenças em nossa sociedade e no restante dos países em desenvolvimento.

Autor: Luis Fernando Correia - G1

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Inseticida ameaça animais na África

Apesar de proibido em muitos países, carbofurano pode ser comprado no Quênia.

     A batalha por terra entre o ser humano e os animais selvagens na África está levando muitos animais à morte.

     Um forte inseticida, o carbofurano, está sendo utilizado para controlar a vida selvagem africana.

     Na reserva de Masai Mara, no Quênia, o inseticida caiu na cadeia alimentar dos habitantes do local e já matou desde hipopótamos até leões e abutres.

     Apesar de ser proibido em muitos países, o carbofurano pode ser comprado facilmente no Quênia.

Venenos estão matando leões e...

...também abutres.

Fonte: BBC - Terra Notícias

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Gelo no Ártico está derretendo 'mais rápido do que se pensava'

     O gelo do mar do Ártico está derretendo mais depressa do que no ano passado, apesar de um inverno rigoroso, sugerem dados obtidos pelo US National Snow and Ice Data Center (NSIDC).

     Os pesquisadores acreditam que nos próximos meses a calota polar pode encolher atingindo níveis jamais vistos antes, e se a tendência continuar, o mar do Ártico pode ficar sem gelo durante os meses mais quentes num prazo de cinco a dez anos. Eles observam que o gelo que se forma é fino e derrete com facilidade.

O gelo no Ártico está derretendo rapidamente

     O inverno passado foi mais frio do que a média no Ártico, levando a sugestões de que a cobertura de gelo poderia se recuperar, mas os dados obtidos agora indicam o oposto. A retração do gelo também vai permitir que a água absorva mais energia do sol, elevando ainda mais as temperaturas.

     Potencialmente isso acelera a perda de gelo da cobertura da Groenlândia, o que poderia elevar o nível dos oceanos. A camada gelada contém água suficiente para elevar este nível em até 7 metros, se derreter totalmente.

     Em meados de julho, líderes do G8, grupo formado pelos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia, vão se reunir no Japão para discutir uma resposta política a mudanças climáticas.

     Aparentemente não será muito provável que eles possam agir com a rapidez suficiente para impedir uma grande transformação no Ártico e um grande impacto nas comunidades humanas e na fauna da região.

     "Nós tivemos um pouco mais de gelo no inverno, embora ainda estejamos muito abaixo da média no longo prazo", disse Julienne Stroeve, do NSIDC, em Boulder, Estado americano de Colorado.

A calota polar está diminuindo ano a ano

     "Nós tivemos uma recuperação parcial, mas a questão real é que a maior parte do gelo se tornou realmente fino, e se tivermos um verão normal, ele pode simplesmente derreter todo", afirmou.

     Há alguns anos, cientistas previam verões sem gelo no mar do Ártico em 2080. Depois simulações de computador começaram a antecipar essa data, para um período entre 2030 e 2050.

     No verão de 2007, o gelo do mar do Ártico encolheu, atingindo seu nível mais baixo já registrado, passado de 7,8 milhões de quilômetros quadrados em 1980 para 4,2 milhões de quilômetros quadrados.

     No final do ano passado, um grupo de pesquisa chegou a prever verões sem gelo até 2013.

Autor: Richard Black - BBC Brasil - Terra Notícias

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Segundo urso polar é morto pela polícia islandesa

     A polícia islandesa anunciou hoje que matou a tiros um urso polar descoberto no início da semana na cidade de Saudarkrokkur, situada a centenas de quilômetros do ambiente natural desse perigoso animal.

     Ursos polares são muito raros na Islândia, já que os animais têm que nadar centenas de quilômetros nas águas geladas desde o Ártico. Contudo, o urso abatido é o segundo descoberto na ilha nas últimas duas semanas. O outro animal também teve que ser abatido.

Presença de ursos na região seria causada por derretimento de geleiras

Presença de ursos na região seria causada por derretimento de geleiras (foto: AP)

     As autoridades islandesas foram muito criticadas por terem matado o primeiro animal e, por isso, tentaram capturar o segundo, descoberto por uma menina de 12 anos que passeava com seu cachorro. Mas, por motivos de segurança, teve que abater este animal também.

     O aumento da presença dos ursos polares na Islândia parece comprovar as advertências dos especialistas, que alertam que o aquecimento global está provocando problemas no ambiente desses animais árticos.

     Estudos recentes assinalaram que o gelo que está derretendo no Ártico poderia causar o desaparecimento de dois terços desses animais em 50 anos.

Fonte: AFP - Terra Notícias
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terça-feira, 17 de junho de 2008

“O mundo é insustentável”, afirmam especialistas

     Inspirados nos princípios da Carta da Terra, os debates realizados no I Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, que ocorreu entre os dias 11 e 12 de junho, em Brasília (DF), mostraram de forma realista que o mundo se deteriorando. "Respeitar e Cuidar da Comunidade de Vida", "Integridade Ecológica", "Democracia, Não Violência e Paz", "Justiça Social e Econômica", como dita o documento ambiental, são conceitos que o mundo está longe de alcançar.

     O presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (IPCC), Rajendra Pachauri, o planeta corre em um movimento insustentável. "É necessário mudar nossos valores. Pensar sobre a imprescindibilidade do consumo, hoje, excessivo. As pessoas comem tanto e depois vão para a academia queimar as gorduras. Isso não faz sentido", afirmou o e vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2007.

     Com os hábitos de consumo na ponta do iceberg, os palestrantes concentraram seus esforços em mostrar que, sem uma mudança radical, coletiva e sistêmica, não há saída. "Devemos educar nossas crianças para uma vida mais sustentável, pois já temos conhecimento suficiente para passar para as gerações mais novas para que elas desenvolvam um pensamento mais sustentável e que façam escolhas mais inteligentes", argumentou.

     Um exemplo claro veio da presidente da Ecoar, organização que promove projetos socioambientais desde 1992, Miriam Dualibi. Em pleno debate, sentada no palco do auditório, começou sua fala com uma sonora reclamação. "Estou passando frio aqui na frente. Não há motivo para um ar-condicionado tão forte. Somos obrigados a vir agasalhados, sendo que faz 40º do lado de fora. Não dá para baixar a potência?", questionou. Aí a escolha inteligente.

     No entanto, o antropólogo Eduardo de Castro, do Instituto Socioambiental, mostra que a questão não está apenas nesse ponto. Segundo ele, o mundo precisa de uma nova matriz civilizatória. "Defende-se o crescimento econômico, mesmo o sustentável. Mas de que crescimento estamos falando? Afinal ele pode ser antônimo de desenvolvimento, o realmente importante", afirmou.

     Castro alegou que não é preciso crescimento para erradicar a pobreza. "Sempre falou-se em fazer o bolo crescer para dividi-lo. Ele cresceu e muita coisa foi erradicada: as árvores, o ar puro, os animais, tudo, menos a pobreza."

     As fortes opiniões do antropólogo ainda foram mais longe, ao falar sobre as iniciativas dos setores privado e governamental sobre o impacto que geram no meio ambiente. "Essa idéia de não se faz omelete sem quebrar os ovos, para justificar o impacto é um completo absurdo. O problema de hoje é que pretendemos fazer o omelete matando a galinha", brincou.

     Miriam Dualibi fez coro ao Castro e disse que o engajamento com o tema sustentabilidade já é balzaquiano, com seus trinta anos de discussão. Ele lembra que, durante todo esse tempo, seus defensores sempre se apegaram na idéia de que o movimento caminha; que levaria alguns anos, mas que ele "engatinhava".

     "O problema é que, como o IPCC já demonstrou, não há mais tempo. O sistema faliu e precisa ser reformulado. Mesmo o Triple Bottom Line (que concerne os negócios envolvendo preocupações ambientais, sociais e econômicas) está velho. Ele não funciona porque, na pirâmide, o aspecto econômico sempre está no topo. Os três devem estar juntos", disse.

     Um exemplo dado por Miriam se referem à tecnologia de chuveiros elétricos, que na opinião dela, é ultrapassada. De patente brasileira, o produto funciona com um sistema de resistência que dispersa a energia, tornado o consumo maior. "Ao todo, 60% da conta de luz de casas mais pobres vêem do uso dessa peça."

Chuveiros elétricos funcionam com um sistema de resistência que dispersa a energia aumentando o consumo de energia elétrica

     Com esse contexto, ela questiona a administração pública por baixar as alíquotas de ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e prestação de serviços) para que seja mais fácil comprar o produto. "Por que facilitar a difusão de algo ruim?"

     Nesse momento, ela lembrou da construção das as usinas do complexo do Rio Madeira (Santo Antônio e Jirau), em Rondônia, e a de Belo Monte, na volta do Rio Xingu, no Pará. Com grandes impactos à região, juntas, as três hidrelétricas somam capacidade instalada de 17,6 mil MW. A valor é similar ao que o brasileiro gasta apenas com o chuveiro elétrico.

     Uma idéia que qualquer um pode seguir é pensar todo o dia em que há escolhas. Ela é condizente com os nossos discursos e valore? A questão fica tão aberta quanto a real possibilidade de, na opinião dos convidados, mudar radicalmente para outro lado.

     "Até quando as pessoas vão agüentar criticar o trânsito cada vez mais caótico das grandes cidades e reclamar e depois pensar que o recorde de vendas de carros é uma boa notícia para o país, que é parte do crescimento brasileiro", exemplificou Eduardo de Castro.

Crédito de imagem: istockphoto

Autor:

Por Rodrigo Zavala, da Rede Gife - Envolverde

Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder



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Greenpeace: Bayer está em lista negra da ONG

     O Greenpeace divulgou hoje um ranking no qual classifica as principais empresas fabricantes de pesticidas de acordo com os riscos que seus produtos representam para a saúde humana ou ao meio ambiente e que é liderado pela multinacional alemã Bayer, por ter maior fatia de mercado.

     Segundo a organização ambientalista, a empresa é seguida pela suíça Syngenta, pela americana Monsanto, pela alemã BASF e pela americana Dow Chemical, todas líderes no mercado de fitossanitários.

     A patronal de fitossanitários da União Européia (UE), a ECPA (sigla em inglês), criticou esta classificação. O Greenpeace afirma que há diferenças no impacto que os produtos destas empresas podem ter na saúde humana ou no meio ambiente, mas ressalta que "nenhuma está livre".

Bayer é a principal empresa fabricante de pesticidas de acordo com os riscos que seus produtos representam para a saúde humana ou ao meio ambiente

     Segundo o ranking, a Monsanto tem a maior proporção de pesticidas prejudiciais, com 60%, mas, por sua fatia de mercado ser menor, os riscos são inferiores aos de produtos da Bayer e da Syngenta.

     Essas duas últimas empresas vendem "muitos mais pesticidas ao ano" que as outras três, segundo o relatório do Greenpeace. A empresa com menos "pontuação negativa" das cinco seria a Dow Chemical, apesar de 39% de sua produção ser, segundo o Greenpeace, de substâncias incluídas em uma "lista negra", o mesmo percentual da Syngenta.

     Por produtos, segundo a organização ambientalista, a Bayer tem o maior percentual de inseticidas com substâncias potencialmente perigosas (74%), assim como a Monsanto em herbicidas (90%) e a BASF em fungicidas (80%).

A Syngenta no Brasil já foi invadida pelo MST

     O Greenpeace ressaltou que esta classificação "prova quão tóxicos ainda são os negócios de pesticidas das companhias líderes do mercado". Além disso, pediu aos países da UE que endureçam suas leis sobre fitossanitários, já que, atualmente, os 27 países do bloco estão discutindo um projeto para regular tais produtos.

     A ECPA criticou o relatório do Greenpeace e afirmou que esse não contribui para um debate "informado nem sensato" sobre pesticidas. Segundo o diretor da ECPA, Friedhelm Schmider, "a classificação ganhará manchetes, mas não acrescenta nada construtivo e menos ainda em um momento no qual enfrentamos uma crise alimentícia global e os agricultores precisam de nossos produtos para proteger suas colheitas".

     "Todos os produtos vendidos por nossas companhias foram aprovados pelas autoridades da UE e dos governos, baseando-se em critérios rígidos de segurança e testes rigorosos; ações populistas como esta não contribuem em nada para a segurança" do consumidor, acrescentou o responsável da ECPA.

As empresas são alvo de protestos em muitos lugares

Fonte: EFE - Terra Notícias

Postado e adaptado por Wilson Junior Weschenfelder



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sábado, 14 de junho de 2008

O Pantanal que virou carvão

     O governo anunciou R$ 500 milhões em multas para 60 siderúrgicas e 70 distribuidoras de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo envolvidas no uso e comércio de carvão ilegal. A notícia está no Portal O Eco. Segundo contam os jornalistas Aldem Bourscheit e Felipe Lobo, a madeira usada na produção do combustível vinha do Cerrado e do Pantanal. "São as maiores multas aplicadas nesses biomas. Não estamos olhando só para a Amazônia", diz o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente.

     Entre as empresas multadas, estão grandes fábricas como a Gerdau Aços Longos (MG), a MMX Metálicos Corumbá (MS), e as mineiras Alterosa e Ferguminas. A maior multa, de quase R$ 46 milhões, foi para a Siderúrgica Mat Prima (MG), por comprar mais de 90 mil metros cúbicos de carvão sem origem legal. O produto alimenta a produção do aço de exportação brasileiro.

     Segundo o Eco, entre os truques usados por carvoeiros para tentar driblar a fiscalização, estão encher caminhões com mais carga do que o declarado, retirar o produto de áreas não-autorizadas, usar documentos de transporte mais de uma vez ou declarações falsas de importação de carvão paraguaio. "Só é paraguaio no papel. A turma da delinqüência tem a sua competência, mas a nossa é maior", afirmou Minc.

     Veja algumas imagens:

 

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Homem exterminou espécie de foca que vivia no Caribe

Foca-monge-caribenha foi declarada extinta por órgão de pesquisa marinha dos EUA. Animal é a primeira foca a desaparecer pela ação humana; caça foi indiscriminada.

     Infelizmente, é oficial: cientistas americanos confirmaram a primeira extinção de uma espécie de foca causada pela ação humana. Após uma busca de cinco anos, o Serviço de Pesca do Noaa, órgão dos EUA que administra os oceanos, declarou extinta a foca-monge-caribenha (Monachus tropicalis), que não era avistada desde 1952.

Foto

Foca-monge-caribenha em foto tirada no início do século 20 (Foto: Reprodução)

     Animais dóceis e lentos, as focas-monges-caribenhas foram caçadas de forma desenfreada enquanto descansavam, davam à luz ou amamentavam seus filhotes na praia. Membros da espécie foram vistos pela última vez em 1952, num banco de areia do mar do Caribe, entre a Jamaica e a península do Yucatán.

Foto: Reprodução

Desenho mostra o animal em seu habitat (Foto: Reprodução)

     Buscas pela espécie ocorreram durante os anos 1960 e 1970, mas só outros tipos de focas foram localizadas na região que correspondia ao habitat da foca-monge-caribenha. A situação das outras focas-monges, membros do gênero Monachus tal como a espécie desaparecida, também não é das melhores. Tanto a espécie do Mediterrâneo quanto a do Havaí correm sério risco, com populações de 500 e 1.200 indivíduos, respectivamente.

Foto: Reprodução

Parente viva da espécie extinta, a foca-monge-havaiana (Foto: Reprodução)

     A espécie foi descoberta por Cristóvão Colombo em sua segunda viagem à América, em 1494, e já foi caçada nesse primeiro encontro (oito animais foram abatidos pelos marinheiros do navegador). Do século 18 ao 20, o animal foi explorado como fonte de alimento e principalmente para obter sua banha, usada para iluminação e lubrificação.

     Como a espécie vivia entre 20 e 30 anos, pode ser que alguns indivíduos tenham chegado até os anos 1970 antes de finalmente desaparecer.

Autor: Reinaldo José Lopes - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Poluição prejudica olfato, diz estudo na Cidade do México

     Um estudo conduzido pela Universidade Nacional Autônoma do México afirma que a poluição da Cidade do México está diminuindo a capacidade olfativa dos moradores. A pesquisadora Robyn Hudson comparou a capacidade olfativa de pessoas da Cidade do México e de Tlaxcala, uma cidade próxima com as mesmas características ambientais e de altitude.

     O estudo de Hudson utilizou dimetil dissulfeto, uma substância associada com o apodrecimento dos alimentos.

Vista aérea da poluição na Cidade do México

Cidade do México está entre as mais poluídas do mundo

     Os moradores da Cidade do México só conseguiram detectar o cheiro da substância em concentrações nove vezes maiores, em comparação com as pessoas de Tlaxcala.

     20 milhões

     Hudson explica que o aparelho olfativo humano possui células receptoras e de suporte.

A poluição provocaria uma diminuição das células receptoras e aumento das de suporte. Essa alteração provocaria uma diminuição na capacidade olfativa das pessoas.

     O próximo passo da pesquisa será constatar se os danos são reversíveis. A cientista disse à BBC que os resultados da nova pesquisa devem ficar prontos em três meses.

     Para Mario Molina, ganhador do prêmio Nobel de Química de 1995, a poluição da Cidade do México "é um problema de saúde pública que precisa ser levado a sério".

A Cidade do México tem cerca de 20 milhões de habitantes e é uma das cidades mais poluídas do mundo.

     Em 2004, Molina montou um centro de pesquisadores de várias partes do mundo dedicados a fazer medições mais precisas sobre a qualidade do ar da cidade.

     No final dos anos 90, o nível de poluição diminuiu na Cidade do México. Mas a frota de veículos da cidade – um importante fator de poluição – vem aumentando em cerca de 250 mil carros por ano.

Autora: Patricia Mercado Sánchez - BBC Mundo

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Dezenas de pingüins aparecem mortos no Uruguai

     Cerca de 65 pingüins, a maioria mortos, apareceram em praias do Uruguai contaminados por hidrocarbonetos, disse no domingo uma organização de preservação da fauna marinha, poucos dias após o vazamento de combustível de um barco que se chocou com outra embarcação na costa do país. A organização SOS Resgate de Fauna Marinha se encarregou de limpar, alimentar e hidratar os animais que sobreviveram, cerca de 15, que chegaram intoxicados por hidrocarbonetos.

Cerca de 65 pingüins, a maioria mortos, apareceram em praias do Uruguai (foto: Marcelo Hernandez/AP)

     O barco comercial de bandeira grega Syros despejou 14 mil metros cúbicos de combustível na terça-feira passada, após se chocar com o navio de carga de Malta Sea Bird. Ainda não foi confirmado se esse combustível é que contaminou os animais marinhos.

"Os pingüins-de-Magalhães estão neste momento viajando da Patagônia até o Rio de Janeiro. Temos animais sujos, com uma substância viscosa negra com cheiro característico de combustível, mas bem mais leve que o do combustível bruto", disse Richard Tesore, da SOS Resgate de Fauna Marinha, à rádio local El Espectador.

Richard Tesore, membro da organização que se encarregou de limpar, alimentar e hidratar os animais que sobreviveram, cerca de 15 (foto: Marcelo Hernandez/AP)

     A mancha de combustível, originalmente de 20 quilômetros de extensão por 30 metros de largura, diminuiu de tamanho com o passar das horas, e as autoridades continuam monitorando sua posição nas águas.

     Eu não acredito muito em coincidências. Eu acredito que, tendo uma mancha deste tipo diante do estuário, podemos supor (que a contaminação provém desse combustível). Não podemos dizer até que seja verificado", adicionou Tesore.

Além dos pingüins, outras espécies ficaram cobertas de óleo, como essa ave marinha (foto: Marcelo Hernandez/AP)

Fonte: Reuters - Terra Notícias

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Quando o Ártico vai ficar sem gelo?

     Essa é uma das grandes perguntas deste início do século. Parece que o momento vai chegar. E mais cedo do que se imaginava. No verão passado do hemisfério norte, o gelo flutuante do Ártico recuou mais do que se imaginava. A perspectiva para esse ano, segundo os cientistas, é de um derretimento igualmente dramático.

     Uma parte cada vez mais expressiva dos glaciologistas – que estudam o comportamento do gelo – acredita que a situação lá chegou a um ponto em que o aquecimento é irreversível e se acelera sozinho. Isso aconteceria porque, na medida que a superfície de gelo diminui, mais água do mar fica exposta. E a água, mais escura do que o gelo, absorve mais calor do sol. Isso faz as águas esquentarem, acelerando o derretimento de mais gelo flutuante.

     O derretimento do gelo do Ártico não vai afetar o nível dos mares porque ele já está flutuando. Mas ele tem impacto indireto. O derretimento da capa branca no norte acelera o aquecimento de todo o planeta. E também deixa expostas as geleiras de terra firme na Groenlândia. E essas sim podem se descolar do leito rochoso, escorregar para o mar, e levantar o nível dos oceanos.

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta

Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 11 de junho de 2008

Como funciona a Amazônia

    

     A WWF Brasil fez uma animação bem didática para explicar como funciona o desmatamento na Amazônia. Basicamente, a maior parte da madeira é retirada por empresas clandestinas que abastecem os mercados do Sudeste. O estado de São Paulo é o maior consumidor. Depois que a madeira de valor é retirada, fica ainda uma bela floresta em pé. Mas a mata é derrubada para abrir pastagens. Essa retirada da cobertura vegetal provoca a emissão de gás carbônico para a atmosfera. Graças ao desmatamento da Amazônia - e do cerrado -, o Brasil, que tem uma energia elétrica basicamente limpa (de hidrelétricas), fica em quarto lugar na lista geral dos maiores responsáveis pelas mudanças climáticas.

(Alexandre Mansur)
Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Será que vão liberar o desmatamento na Amazônia?

     A política do governo federal de combate ao desmatamento pode acabar amanhã. As medidas surgiram após um decreto presidencial de dezembro. A nova regra estabeleceu um embargo a 36 municípios campeões de desmatamento. Nessas regiões, os créditos agrícolas e as autorizações ao desmatamento foram proibidos. O decreto veio como uma resposta às acusações de que o reaquecimento do agronegócio foi o responsável pelo retorno do desmatamento. Com a alta nos preços da carne e da soja, derrubar florestas teria voltado a ser um bom negócio. Cerca de 80% do desmatamento na Amazônia é para abertura de pastagens.

Com a alta nos preços da da soja, derrubar florestas teria voltado a ser um bom negócio

     Nesta quarta-feira (11), o Senado vota o que pode ser a primeira resposta do setor agropecuário. Se for aprovado, o projeto de lei da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) pode acabar com tudo o que foi estabelecido no decreto presidencial de 2007, que visava a controlar o desmatamento. A medida também retira poderes do executivo em relação ao monitoramento e ao controle do desmatamento.

     Na semana passada, a revista inglesa The Economist publicou uma reportagem sobre o desmatamento na Amazônia. A revista voltou a reafirmar que o caos fundiário na região é uma das principais causas do desmatamento. Cerca de 20% da Amazônia são terras devolutas, onde os estados e a União não fizeram o controle fundiário e pertencem ao primeiro que chegar. Enquanto os gringos acertam sobre as causas do desmatamento, no Brasil, o governo e o setor produtivo voltam a velha disputa. Infelizmente, o único consenso é que estamos perdendo a floresta.

Causas do desmatamento na Amazônia

Autora: Juliana Arini - Blog do Planeta

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Degelo no Ártico pode agravar aquecimento no interior, diz estudo

Descongelamento afetaria gravemente os ecossistemas e a infra-estrutura humana.

Oceano Ártico teve degelo recorde no ano passado.

     Se o gelo do Ártico começar a derreter muito rapidamente, ursos e focas polares não serão as únicas criaturas afetadas: de acordo com um estudo divulgado na terça-feira, o degelo pode provocar um aquecimento numa faixa de mais de mil quilômetros interior adentro.

     Isso pode levar ao degelo do permafrost (solo permanentemente congelado), o que afetaria gravemente os ecossistemas e a infra-estrutura humana (especialmente poços e dutos de petróleo). Além disso, segundo os cientistas, haveria mais emissão de gases do efeito estufa na Rússia, no Alasca e no Canadá.

Permafrost é o solo permanentemente congelado.

     O estudo é particularmente pertinente devido ao degelo recorde do ano passado no oceano Ártico, quando a cobertura de gelo recuou para 30 por cento abaixo da média histórica. Para este ano, se prevê novamente um recorde de degelo, embora não se saiba se uma tendência está se consolidando.

     "Nosso modelo climático sugere que a rápida perda de gelo não necessariamente é uma surpresa", disse David Lawrence, do Centro Nacional para Pesquisas Atmosféricas dos EUA, um dos autores do estudo.

     "Quando há certas condições no Ártico -- gelo fino, muito gelo em seu primeiro ano [e não um gelo mais antigo e robusto] -- há uma perda rápida e constante num período de cinco a dez anos", explicou ele por telefone, do Colorado.

Derretimento da base de um Permafrost

     Em tais períodos de degelo acelerado, as temperaturas no outono nos litorais do Ártico na Rússia, no Alasca e no Canadá podem subir até 5 graus Celsius, segundo esse modelo climático. O outono é frequentemente a estação mais quente nessa região.

     Entre agosto e outubro de 2007, em terras da região do Ártico ocidental tiveram uma temperatura excepcionalmente alta, mais de 2 graus Celsius acima da média registrada entre 1978-2006, o que levou à hipótese de uma correlação entre o encolhimento do gelo marinho e o aquecimento do interior.

     Os cientistas descobriram que, quando o gelo se derrete rapidamente, as terras árticas se aquecem a um ritmo 3,5 vezes superior do que previam os modelos climáticos para o século 21. O aquecimento é maior ainda sobre o oceano, mas as simulações indicam que o fenômeno pode se propagar a até 1.500 quilômetros da costa, na direção do interior.

     Em locais onde o permafrost já está ameaçado, como o centro do Alasca, um degelo rápido do mar pode levar a um degelo rápido também do solo.

Derretimento do Permafrost causa desestabilização nas estruturas de suporte dos dutos de petróleo

     De acordo com os cientistas, os efeitos disso já são evidentes em parte do Alasca. Ali, pedaços de solo desabam devido ao derretimento do gelo antes misturado à terra. Isso abre buracos em estradas, desestabiliza moradias e faz as árvores balançarem como se estivessem bêbadas.

     A pesquisa será publicada na sexta-feira na revista "Geophysical Research Letters".

Fonte: Reuters - G1

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Espécie amazônica dizima peixes nativos do Pantanal de MS

Tucunaré é um animal carnívoro de apetite voraz.

Ele chegou ao Mato Grosso do Sul depois que um tanque rompeu.

     Carnívoro, de apetite voraz e protetor exemplar de seus alevinos (filhotes), o tucunaré está dizimando os peixes nativos do Pantanal de Mato Grosso do Sul, na região de Corumbá. A espécie, proveniente da Bacia Amazônica, está tomando conta dos rios pantaneiros, onde chegou na década de 80, depois do rompimento de um tanque com milhares de filhotes que estavam sendo criados em uma fazenda nas proximidades dos rios Itiquira e São Lourenço.

O Tucunaré está dizimando os peixes nativos do Pantanal

     Enquanto os peixes nativos da região fecundam sob a água e deixam os alevinos relegados à própria sorte e à mercê dos predadores, o tucunaré faz ninho em pedras dos fundos dos rios, garantindo assim maior número de sobreviventes. Esse procedimento fez aumentar a população desse tipo de peixe em detrimento da nativa, segundo o secretário de Meio Ambiente de Corumbá, Ricardo Eboli.

     Eboli informou que até o final desta semana será assinado decreto liberando a pesca do tucunaré no Pantanal de Corumbá. "O que já temos certeza absoluta é de que o tucunaré é um invasor e como tal pode alterar o ecossistema, provocando danos imprevisíveis", explicou Eboli. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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