quarta-feira, 11 de junho de 2008

(Des) Controle ambiental

     O governo de Yeda Crusius (PSDB) está tornando caótica a gestão ambiental do Rio Grande do Sul, acusam servidores ligados a órgãos ambientais. O estado, que outrora fora pioneiro na luta ambiental, hoje sofre com a falta de funcionários e pressão para a aprovação de licenças ambientais. A situação do licenciamento começa a ser investigada pelo Ministério Público estadual, principalmente após a emissão da licença prévia para a ampliação de planta da Aracruz Celulose à beira do lago Guaíba.

     O Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais (Semapi), entidade que congrega os trabalhadores das fundações ligadas à Secretaria Estadual do Meio Ambiente fez uma representação junto ao Ministério Público do estado, pedindo a anulação da Licença Prévia dada à Aracruz. Também pede que o EIA/Rima do empreendimento seja refeito.

     De acordo com a Semapi a direção da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Luiz Henrique Roessler (Fepam) concedeu Licença Prévia (LP) para a ampliação da Aracruz Celulose mesmo faltando informações importantes e desconsiderando pareceres técnicos que alertavam para a insuficiência de dados apresentados pela empresa. A LP também não apresenta qualquer prognóstico sobre a quantidade de efluentes que irão interferir na qualidade de água do Lago Guaíba, de onde vem a água que abastece Porto Alegre, Guaíba e Barra do Ribeiro. E é nessa fase do licenciamento que deveria ser mostrado o modelo matemático que aponta o comportamento da dispersão dos potenciais poluentes no manancial, já tão abalado pelo lançamento de esgotos.

     Além disso, a LP emitida não apresenta exigências específicas para tratamento e disposição final para resíduos gerados pela Aracruz. Os resíduos da futura planta química de clorato de sódio, que podem conter metais tóxicos como mercúrio, não constam no Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental. "A central no Horto Florestal José Lutzenberger pode vir a se transformar em uma Utresa II", aponta um técnico preocupado com a situação, mas que pede para ter seu nome resguardado devido ao medo de represálias. A Utresa foi responsável pela maior mortandade de peixes da história gaúcha, no rio dos Sinos, em 2006.

     Boa parte dos impactos ambientais significativos decorrentes da ampliação da planta de celulose da Aracruz não foram devidamente caracterizados e avaliados. Estes estudos, que deveriam ser apresentados nessa fase do licenciamento, acabaram sendo postergados, em sua maioria, para a fase da Licença de Instalação, o que contraria a legislação ambiental. A Aracruz pretende começar a ampliação em julho deste ano – sua produção saltará de 450 mil toneladas para 1,8 milhão de toneladas de celulose branqueada de eucalipto/ano.

     O que piora ainda mais a situação é que os funcionários que alertaram para os problemas, que simplesmente deram pareceres apontando a falta de informações para a emissão da licença, foram afastados do setor. O único meteorologista da Fepam foi transferido para o Laboratório da Fepam junto com outras duas técnicas, cada uma com quase 30 anos de casa.

     O Ministério Público instaurou inquérito civil público e estão sendo aguardadas provas técnicas para dar andamento ao processo. Para Antenor Pacheco, servidor da Fepam e atual diretor do Semapi, a situação é caótica. "Está todo mundo com medo de falar, está se vivendo num clima de tensão horrível e quem não segue o que a direção manda é ameaçado, muita gente chegou até a ficar doente". Uma técnica desabafa: "o jogo é muito pesado pra mim. Metade da Fepam está doente, o número de atestados médicos vem crescendo diariamente. Mas para a direção, isso não importa, pois tem gente suficiente para fazer os pareceres favoráveis. Afinal, a Fepam virou um cartório ambiental e a Emater tem contratado técnicos, sem concurso, para suprir as suas necessidades".

     Procurada, através de sua assessoria de imprensa, por duas semanas para esclarecer dúvidas sobre o estudo de impacto ambiental de sua fábrica no Rio Grande do Sul, a Aracruz não quis se manifestar.

     Desmonte

     Mesmo com 188 funcionários - cujo plano de Cargos e Salários prevê quase 700 - a Fepam hoje é responsável por todo o licenciamento de atividades com potencial degradador. Através de um convênio assinado em abril último, entre a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e a Fepam, o licenciamento ambiental foi unificado e a fundação passa a ampliar seu leque de atuação. Tudo que antes a Divisão de Licenciamento Florestal do Departamento de Florestas e Áreas Protegidas fazia, como a autorização de corte de árvores nativas e a Divisão de Outorga e Fiscalização do Departamento de Recursos Hídricos, leia-se autorizações para usar a água disponível nos mananciais do Estado, como grandes irrigações, é feito por um número reduzido de funcionários e terceirizados. E tudo "a toque de caixa", sem qualquer treinamento ou aplicação de recursos para qualificação. Sob o pretexto de "integrar diferentes órgãos com a finalidade de facilitar o acesso dos usuários aos serviços de licenciamento ambiental" foi instituído o Balcão de Licenciamento Ambiental Unificado.

     Antes, quando se tinha uma solicitação de corte de vegetação, para se dar a Licença Prévia - o primeiro passo para o licenciamento - solicitava-se que fosse um técnico de alguma regional do Defap/Sema para analisar a situação, conforme prevê o Código Estadual de Meio Ambiente. Hoje, a licença para a supressão da vegetação é concedida sem a verificação no local se a área a ser atingida corresponde ao que diz o pedido de corte. Quer dizer: o empreendedor pode derrubar 40 hectares, e a licença permitir 20 hectares, exemplifica uma técnica que também não quis dizer o nome. E ela admite: "não sei a diferença entre uma árvore exótica ou nativa, pois minha formação não tratou disso". A servidora revela que técnicos como ela estão dando licença para corte de vegetação.

     Boa parte do licenciamento na Fepam está sendo feito por uma empresa terceirizada e por técnicos contratados pela Emater (empresa de assistência técnica rural), sem experiência e competência para o licenciamento. A mesma técnica que pediu para não se identificar com medo de represálias descreve outra situação onde a lei é atropelada: "o funcionário concursado da Fepam não pode prestar serviços pra empresas passíveis de licenciamento, mas tem gente contratada que trabalha pra empresas e também licencia". O que todos temem é o desmonte completo da instituição, que já foi referência na gestão ambiental brasileira. "Acho que daqui um ano só vão sobrar aqueles que estão quase se aposentando". Para Pacheco, a situação está crítica, nunca esteve tão ruim. "E a ética do licenciamento, como fica"?, indaga. O sindicalista acredita que o contexto só vai melhorar com "a imediata realização de concurso público".

     "Velhos e ultrapassados"

     Os servidores da Fepam também reclamam da falta de respeito da presidente da fundação, Ana Pellini. A gestora tem se manifestado publicamente sobre os técnicos da casa, chamando-os de velhos e ultrapassados. A servidora conclui dizendo que o seu desejo é sair da Fepam o mais rápido possível, pois o clima de trabalho é péssimo, envolto de represálias e "sem luz no fim do túnel". "O último a sair, que apague a luz", disse. O mesmo clima de instabilidade também está instalado no Defap da Sema. Só que lá, os poucos funcionários do quadro, especialmente do licenciamento, estão de braços cruzados, pois suas atribuições foram repassadas para a Fepam.

     O Departamento de Qualidade Ambiental, responsável pelas atividades de planejamento e gestão ambiental está sendo desmontado. Mais da metade dos técnicos – um total de onze - foi transferido para áreas de licenciamento e para o laboratório. Com isso, o monitoramento da qualidade das águas da maior parte dos rios gaúchos não estão sendo realizado. Apenas alguns parâmetros dos rios dos Sinos e Gravataí (os mais poluídos do Estado) estão sendo medidos. "É lamentável, estamos perdendo séries históricas da qualidade das águas desses rios", comenta outra técnica que solicita que seu nome não seja divulgado.

     A presidente da Fepam diz que quando assumiu a entidade em maio do ano passado, havia um passivo de 12 mil processos de licenciamento, muitos em análise há mais de cinco anos. Por isso ela justifica a criação de uma força tarefa para o levantamento e ordenamento destes passivos. "Como era necessária a avaliação técnica dos processos, muitos técnicos foram deslocados para áreas que necessitavam de pareceres. Onde houver necessidade, eles serão remanejados para que os processos possam fluir e os empreendedores obtenham respostas aos seus processos." Ela acredita que essas ações estão dando certo. "Hoje temos 900 pendências e os processos agora tramitam no prazo legal: seis meses para os que não necessitam de EIA-Rima e um ano para os que dependem de EIA-Rima," conclui Ana Pellini.

     Mobilização

     No último dia 20, o Semapi promoveu o seminário "Políticas Públicas de Meio Ambiente - O desmonte dos órgãos ambientais do Rio Grande do Sul". "Em pleno século XXI, nunca se desrespeitou tanto o meio ambiente com a conivência da grande imprensa e até da Justiça", comenta o professor de Botânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Paulo Brack, que participou do evento. Ele lembra que o próprio argumento do desembargador que cassou a liminar, impetrada pela Associação Gaúcha de Proteção Ambiente Natural (Agapan), que pedia o cumprimento do Zoneamento Ambiental da Silvicultura foi de que "o valor de seis bilhões de reais era muito grande para se colocar em risco o empreendimento". A liminar foi cassada na noite do dia 9 de abril deste ano, abrindo caminho para que 19 conselheiros, do total de 29, aprovassem um zoneamento contestado pelo Grupo de Trabalho do Conselho Estadual de Meio Ambiente – que não obedece os cuidados apontados pelos técnicos da Fepam.

     Brack comenta que a decisão fez cair por terra todo trabalho pioneiro de criação de um instrumento para o licenciamento ambiental da silvicultura. Hoje a nova proposta de "zoneamento" aprovada no Consema elimina os parâmetros reguladores da expansão da atividade.

     A professora Dirce Suertegaray, também da Ufrgs, afirmou que "o desmonte alicerça a ausência de uma gestão ambiental que respeite os conhecimentos técnicos e científicos adquiridos ao longo de anos, tanto pelos órgãos governamentais quanto pelas universidades". A pesquisadora tem sido atacada por apontar fragilidades ambientais no Sudoeste gaúcho, região onde as empresas de celulose pretendem plantar quase um milhão de hectares de eucaliptos.

     Já o professor da Universidade Federal de Pelotas, Althen Teixeira, entrou com uma ação na justiça pedindo o afastamento da presidente da Fepam, Ana Pelini, "por ela não ter feito nada, mesmo sabendo das irregularidades nos EIAs Rimas". Ele mostrou à platéia que a Votorantim Celulose e Papel utilizou em seu EIA/Rima as logomarcas da Universidade Católica de Pelotas e da Fundação Universidade de Rio Grande sem autorização das universidades.

     Mas a presidente da Fepam assegura: "nunca se cuidou tanto do meio ambiente como agora, pois a preservação dos nossos recursos naturais é fundamental para a governadora Yeda Crusius". Ela argumenta ainda que o desenvolvimento sustentável é "um caminho para garantir um sistema social de emprego, renda e seguridade, a fim de enraizar em todos nós os generosos sentimentos de racional utilização dos recursos naturais e de solidariedade." Ana Pellini acredita que tudo isso será possível ser houver "o equilíbrio entre as questões econômicas e ambientais voltado à promoção social na linha do Programa Nacional de Meio Ambiente (PMNA)".

Autora: Silvia Franz Marcuzzo - O Eco
Fonte: REBIA Nacional - Portal do Meio Ambiente

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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terça-feira, 10 de junho de 2008

Chefes australianos apóiam uma Austrália livre de transgênicos

     Os chefes top da cozinha australiana se uniram para se opor a servir Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) em seus restaurantes. Isto se deu com a aprovação dos chefes ao documento "GM Free Chefs Charter" feito pelo Greenpeace. O documento exige que produtos que tiverem em sua composição OGM devem explicitar isto em rótulos, inclusive a canola, ingrediente típico na comida australiana que cresceu no mercado de OGM e ainda não recebe rótulos.
     Entre os nomes dos chefes que apóiam a ação estão Maggie Beer, Stephanie Alexander, Kylie Kwong, Justin North, Sean Moran, Margaret Fulton, Dure Dara, Neil Perry e Holly Davis.
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Assembléia Legislativa/RS criará comissão para investigar serviço público

Entidades ambientalistas entregaram carta pedindo "investigação profunda dos desmandos e irregularidades na Secretaria do Meio Ambiente" e uma política ambiental séria "que preze a sustentabilidade".

Plenário lotado acompanhou audiência pública (foto: Guerreiro/Ag AL)

     Porto Alegre, RS - A Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul vai criar um grupo para investigar o desmantelamento dos órgãos estatais. A decisão de averigüar  "a fundo" o que tem acontecido com as secretarias e fundações estaduais neste sentido foi anunciada hoje, 05 de junho, em pleno Dia Mundial do Meio Ambiente, durante audiência pública sobre o desmonte da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e de suas fundações.

     A reunião foi presidida pela deputada Stela Maris, que resolveu ampliar as investigações para outras estruturas do Estado, devido ao grande número de reclamações. A audiência, uma solicitação do Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais (Semapi), reuniu técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental e da Fundação Zoobotânica, além de funcionários de departamentos da secretaria e ambientalistas.

     Para o representante da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), engenheiro químico e geneticista Flávio Lewgoy, a forma como o governo do Estado está conduzindo a gestão ambiental, de privilegiar os interesses de grandes empresas em detrimento da proteção do meio ambiente e da qualidade de vida, é preocupante. "É pior do que nos tempos da ditadura, os membros do Consema foram coagidos a votar de acordo com a vontade do governo", lembra o professor aposentado da Ufrgs, referindo-se à votação do  Zoneamento da Silvicultura no Conselho Estadual de Meio Ambiente.

     Antenor Pacheco, dirigente do Semapi e presidende da Associação dos Servidores da Fepam, entregou em mãos para o secretário adjunto da Sema, Francisco Simões Pires, e para a presidente da comissão, deputada Stela Farias, uma cópia da ata da assembléia geral da Fepam onde constam diversas acusações sobre o desmantelamento do órgão, inclusive sobre as ameaças aos técnicos que discordaram de encaminhamentos adotados pelo governo no processo de licenciamento de empreendimentos altamente impactantes.

Simões Pires falou bastante, mas não respondeu a todas as perguntas feitas pela platéia. Iniciou sua fala se justificando. Argumentou que ele e o atual secretário, Otaviano Brenner de Moraes, são promotores de justiça mas que ambos estão na Sema porque entraram para o Ministério Público antes da legislação de 1988, que não permite promotores de ocuparem cargos públicos. Ele ingressou no MP em 1982 e Brenner em 1980.

     Depois disso, Simões Pires relatou "as adequações, as ações e as perspectivas" para a pasta de meio ambiente. Prometeu que serão chamados 54 técnicos de nível superior, 44 guardas-parque e 60 agentes administrativos do último concurso público. E sobre os licenciamentos declarou: "Todo conhecimento é sujeito a divergências e discussões dentro do processo a fim de se produzir a decisão".

     Pacheco encerrou a audiência com um desabafo e criticou o Ministério Público. "O MP deveria ser o primeiro a observar a lei", alfinetou. Para o sindicalista, as ações de danos contra o meio ambiente não têm sido apuradas com o empenho necessário pelo MP neste governo. "Há tantas irregularidades e com secretários como membros do MP, isso coloca em risco a credibilidade do próprio Ministério Público". E encerrou com a frase conhecida: "Não basta ser honesto, é preciso parecer honesto". Coincidência ou não, o representante do Ministério Público, Alexandre Salz, mesmo confirmando a presença não compareceu à audiência.

Fonte: Texto de Sílvia Franz Marcuzzo - EcoAgência

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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ATÉ QUANDO O VALE TUDO NA ÁREA AMBIENTAL DO RIO GRANDE DO SUL?

     O Estado do Rio Grande do Sul que tem a tradição de pioneirismo nas questões ambientais, destacando-se a presença de ambientalistas como Henrique Luiz Roessler, José Lutzenberger, e o surgimento da primeira entidade ambientalista em nível nacional, a AGAPAN, além de sediar três edições do Fórum Social Mundial, que apontam o caráter de vanguarda do nosso Estado, enfrenta agora um atraso de décadas nestas áreas.

     O governo do Estado do Rio Grande do Sul, desde sua posse, fez questão de implementar uma política de eliminação irrestrita de pseudo-impedimentos ambientais a um desenvolvimento econômico imediatista e insustentável. Em especial, fez de tudo para derrubar o Zoneamento Ambiental da Silvicultura, logrando êxito por meio de subterfúgios no CONSEMA, quando forçou a aprovação de um zoneamento vazio.

     Na lógica da "licenciosidade ambiental", um dos primeiros pontos foi a derrubada da Secretária de Meio Ambiente, Sra. Vera Callegaro, em maio de 2007. A secretária foi atropelada, simplesmente, pelo fato de que respeitaria o zoneamento e os técnicos da SEMA. Na seqüência, foi constituída uma força-tarefa pelo governo para desmanchar a estrutura de proteção ambiental do Estado. Assim, a governadora nomeou para o cargo de secretário da SEMA, um procurador do Ministério Público Estadual, Sr. Carlos Otaviano Brenner de Moraes, sem nenhuma trajetória na área ambiental. Da mesma forma, sem vínculo com a área, foram indicados como secretário-adjunto um promotor de justiça, Sr Francisco Simões Pires, e como presidente da FEPAM, uma administradora egressa da direção geral da Secretaria Estadual de Segurança Pública, Sra. Ana Pellini, pessoa de confiança do ex-secretário, Sr José Otávio Germano.

     Com estas nomeações inexplicáveis, ficou evidente a intenção do governo: o propósito explícito de criar, a qualquer custo, uma força-tarefa intervencionista para facilitar as licenças ambientais para os grandes projetos, em especial de monoculturas de eucalipto das empresas de celulose. Para tanto, os técnicos do quadro da SEMA foram sendo, paulatinamente, enfraquecidos e acuados, principalmente pela atual direção da FEPAM, como noticiado na Ecoagência ("Pressionei, sim" www.ecoagencia.com.br) e com várias denúncias feitas pelo sindicato SEMAPI ao Ministério Público Estadual e Federal. O ápice da crise se deu quando funcionários foram pressionados pela Sra. Ana Pellini para emitir laudos favoráveis à licença da quadruplicação da fábrica Aracruz, mesmo que superassem os índices de emissões aéreas exigidos pelo do CONAMA. Por não terem aceitado a ordem da presidente, três técnicos foram afastados do setor, de forma autoritária, sendo direcionados para funções de pouca importância. No caso da Fundação Zoobotânica, o secretário da SEMA ordenou aos seus técnicos para que não participassem das últimas reuniões do CONSEMA e, da mesma forma, não apresentassem qualquer documento técnico para discussão.

     O processo inédito de patrolamento na área ambiental foi seguido por uma série de irregularidades que gerariam, em 2007, várias ações do MPE e MPF. Uma destas ações, em novembro de 2007, fez com que a juíza da Vara Federal Ambiental de Porto Alegre, determinasse que a FEPAM deixasse de emitir, temporariamente, qualquer tipo de licenciamento para empreendimentos ligados à silvicultura, passando tal função ao IBAMA. Ainda em 2007, outra irregularidade relacionada a licenças ambientais por parte da FEPAM foi a emissão de LPs para duas grandes barragens de irrigação (Jaguari e Taquarembó), sem a realização de EIA-RIMAs (www.gazetajuridica.com.br "Nulidade de licenças prévias por ausência de EIA/RIMA") o que provocou, por parte do juiz da Comarca de Lavras do Sul, a nulidade das mesmas.

     Para ilustrar a disposição para liberar de forma irrestrita, no dia 12 de maio do corrente ano, a presidente da FEPAM disse em entrevista a rádio Band FM, em assunto relacionado à liberação de projeto de aeroporto em Canela, que "no caso de obras de governo, sempre damos um jeito de licenciar".

     O Estado do Rio Grande do Sul passa por um estado crítico na área socioambiental. Rios, florestas, campos e outros ecossistemas, juntamente com a perda de qualidade de vida do gaúcho, que depende da natureza, agonizam frente a um modelo de esgotamento, insustentável, com forte viés de favorecimento aos interesses dos grandes setores, tradicionalmente mega-impactantes, como: 1) Pólo Energético com ênfase no carvão e em grandes empreendimentos hidrelétricos; 2) Pólo de pasta de celulose para exportação, associado a mega-monoculturas de árvores exóticas; 3) Agricultura calcada em grandes empreendimentos de irrigação para monoculturas do latifúndio.

     O preço desta concepção e as ações que atropelam a lei e a boa convivência com os técnicos da SEMA será, sem dúvida, maior poluição, maior destruição da biodiversidade, maior descaracterização sócio-cultural, maior desemprego, em conseqüência da tradicional concentração econômica associada a grandes empreendimentos que dependerão da bolsa de Chicago.

     Considerando os aspectos destacados no presente documento, as Entidades que aqui o subscrevem, vem por meio deste, clamar:

 - Por uma investigação profunda dos desmandos e das irregularidades na SEMA.
 - Por uma política ambiental séria, sempre associada a uma política econômica que preze a sustentabilidade, invertendo as prioridades, não mais contemplando mega-empreendimentos que concentram riquezas, desempregam pessoas e destroem a natureza.

    Porto Alegre, 05 de junho de 2008

Ingá – Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais

Amigos da Terra – Brasil (NAT/Brasil)

Agapan - Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural

ONG - Projeto Mira Serra

Instituto Biofilia
Fonte: EcoAgência

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Saiba o que você pode fazer para combater o aquecimento global

Programa das Nações Unidas lista o que você se fazer para reduzir emissão de carbono.

Pequenas iniciativas podem ter um grande impacto.

     Esta quinta-feira (5) é o Dia Mundial do Meio Ambiente. E quem realmente se preocupa com o assunto se pergunta: o que fazer para ajudar? Salvar o planeta pode parecer uma tarefa muito grande para ser feita por uma só pessoa, mas o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) garante: é possível, sim, fazer a diferença sozinho. Para isso, a agência reuniu uma série de dicas sobre o que fazer para contribuir com a luta contra o aquecimento global.

     Com medidas simples, qualquer pessoa pode cortar pela metade a quantidade de dióxido de carbono que emite na atmosfera. Esse gás é o mais importante do efeito estufa, e o excesso de sua emissão pela atividade humana é considerado o maior responsável pelo aquecimento global.

     Algumas das ações são pequenas, mas se fossem feitas por todos, o impacto seria enorme.

     Por exemplo, se todos os passageiros de aviões mantivessem o peso de suas malas abaixo dos 20 kg, e comprassem o que precisassem no destino, haveria uma redução de 2 milhões de toneladas de dióxido de carbono emitidos por ano.

     Confira outros exemplos AQUI

Do G1, em São Paulo

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Tigres-de-bengala correm risco de extinção na Índia

Número de animais do tipo caiu; ambientalistas alertam para perigo de fim da espécie.

     Reprodução

     Um dos animais mais majestosos do mundo, o tigre-de-bengala, está ameaçado na Índia, país que abriga a maior população da espécie no planeta, de acordo com ambientalistas.

     Há cerca de um século, o número de tigres-de-bengala na Índia ultrapassava os 40 mil. Hoje, cientistas calculam que existem pouco mais de 1,4 mil.

Foto

População caiu para apenas 1.400 animais (Foto: BBC/Reprodução)

     Os culpados pelo declínio acentuado seriam os caçadores. Entre 1999 e 2003, 114 animais teriam morrido nas mãos de caçadores e apenas 59 de causas naturais.

     O problema é tão grave na Índia que recentemente, o primeiro-ministro do país criou uma comissão especial para estudar formas de reduzir o declínio.

     O grupo concluiu que os grandes felinos vivem sob um cerco cada vez mais apertado de caçadores e moradores de povoados dentro de reservas naturais.

     O painel pediu a remoção de milhares de pessoas que moram dentro de 28 reservas.

     Como as estimativas são de que metade dos tigres selvagens do planeta vive na Índia, grupos de proteção dos animais estão preocupados com o futuro.

     "É um milagre que ainda existam tigres", afirma a ativista Belinda Wright, da Sociedade de Proteção à Natureza da Índia. "Considero uma conquista extraordinária a maioria dos tigres ainda estarem na Índia."

     Para Wright, a questão "trágica" da batalha pelos tigres é o fato de os animais valerem mais mortos do que vivos. Além da alta cotação da pele, quase todas as partes do animal são aproveitadas pela medicina tradicional chinesa.

Fonte: BBC - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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quarta-feira, 4 de junho de 2008

IBGE: rios Iguaçu e Tietê são os mais poluídos

     Os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008 (IDS 2008) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que os rios Iguaçu e Tietê, que atravessam, respectivamente, as regiões metropolitanas de Curitiba e São Paulo, tiveram os Índices de Qualidade da Água (IQA)³ mais baixos.

     Segundo o estudo, em nenhum dos rios e represas brasileiros para os quais foi calculado o (IQA)³ médio anual atingiu nível considerado ótimo (acima de 80). O Iguaçu atingiu 31 e o Tietê, 30.

     Além deles, a situação também é crítica no rio das Velhas, que corta Belo Horizonte, no rio Paraguaçu, que banha parte do Recôncavo Baiano, e no Ipojuca, que atravessa cidades industriais de Pernambuco.

Rio Tietê e o protesto com as garafas gigantes

Fonte: Terra Notícias

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O preço da devastação: rio muda de curso

Estudo feito pela Associação de Geógrafos do Espírito Santo afirma que a atividade da Aracruz causa fortes danos ambientais e também reclama da "apropriação de recursos hídricos" pela empresa papeleira.

     Aracruz, ES - A degradação de nascentes e rios e destruição de matas nativas no município de Aracruz foi registrada em detalhes por estudo feito pela Associação de Geógrafos Brasileiros, seção Espírito Santo. O estudo aponta assoreamento dos cursos d'água, contaminação das águas, a destruição dos rios. "O rápido crescimento urbano da sede de Aracruz produziu grande quantidade de esgoto, que passou a ser despejado sem tratamento nas nascentes dos rios e córregos próximos da área urbana, entre eles os rios Sahy e Guaxindiba. Essa evacuação in natura dos esgotos, somada a outras intervenções, como o represamento, desmatamento, produtos químicos e obstrução dos leitos por obras de engenharia para as estradas de transporte de eucalipto, acabaram com a vida desses rios", diz o documento.

Lauro Martins observa leito seco do riacho Sossego em meio a tocos de árvores (foto: Carlos Vieira/CB)

     Os índios tupiniquins e guaranis conseguiram no ano passado a declaração de posse de 18 mil hectares ocupados pela Aracruz. Mas receberam de volta uma terra degradada. Eles ainda não decidiram o que fazer com os tocos de eucaliptos quando a Aracruz retirar a madeira para produzir celulose. Se tirarem os tocos, restarão os buracos. Nas proximidades da aldeia de Caieiras Velhas, o riacho Sossego está completamente seco. As encostas, tomadas por tocos de eucaliptos.

     O tupiniquim Lauro Martins, 51 anos, afirma que a nascente era nas proximidades. "Começaram a derrubar o mato em 1970, com trator na chapada e a machado nas encostas. Logo, as nascentes começaram a secar. Antes, dava peixes como traíra, jundiá, piaba. Com os eucaliptos, secou tudo."

     Segundo os cálculos da associação de geógrafos, a quantidade de água consumida diariamente pela Aracruz Celulose localizadas na Barra do Riacho, no processamento e branqueamento da celulose, aproxima-se dos 250 mil metros cúbicos, o que eqüivale ao consumo diário de uma cidade de 2,5 milhões de habitantes. Questionada pelo Correio, a empresa não respondeu quanto consome de água, mas informou que, na unidade Barra do Riacho (ES), possui "abastecimento próprio" por represa de 47 milhões de m³ de água.

     Domínio

     O estudo afirma que o projeto Aracruz Celulose "está baseado na apropriação dos recursos hídricos por meio do domínio da terra. Nessa perspectiva, o controle dos recursos hídricos é peça fundamental para a existência e expansão deste empreendimento. O domínio desses recursos se dá pelo monopólio da terra, pelo crescimento urbano e pelas atividades industriais". O trabalho foi coordenado pelo professor Paulo Scarim, na Universidade Federal do Espírito Santo.

     As conseqüências da transposição do Rio Doce também foram analisadas pelos geógrafos. Eles relatam que, na saída do rio para o canal artificial foi construída
uma eclusa, que controla a quantidade de água que entra no canal. Ao longo desse duto existem outras eclusas que controlam a vazante da água. Essas eclusas comandam, portanto, o regime dos rio Comboios e Riacho de acordo com a necessidade da produção da fábrica.

     "Dessa forma entende-se a inundação constante das terras indígenas de Comboios, a mudança da qualidade das águas e a diminuição  dos peixes. De um regime fluvial natural de cheias e vazantes derivou-se um regime industrial", diz o estudo. Fotos aéreas de 1965, antes da chegada da empresa, demonstram que a região detinha a maior parte de sua área coberta pela Mata Atlântica.

     A análise dos estudos de impacto ambiental feitos em 1987 pelo Instituto Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo afirma que, "por meio da análise de fotos aéreas obtidas em 1970, verificou-se que pelo menos 30% do município de Aracruz era coberto por floresta nativa no início da década de 1970, que foi substituída por florestas homogêneas de eucalipto".

     O plantio nos territórios indígenas foi iniciado em 1967 pela Vera Cruz Florestal. Pouco tempo depois, foi criada a Aracruz Florestal (Arflo, que cuidava especificamente dos plantios da Aracruz. No início da década de 1970, é criada a fábrica Aracruz, que começou a produção de celulose com capacidade de 470 mil toneladas/ano.

     Em 1971, o biólogo Augusto Ruschi denunciava que espécies nativas da Mata Atlântica estariam sendo destruídas pela empresa: "As presentes espécies eram abundantíssimas nas matas que ligavam Santa Cruz a Aracruz, onde foram feitas e ainda continuam as derrubadas com dois tratores em paralelo, ligados por um correntão, que avançam sobre a floresta virgem e levam tudo de roldão. A cada dia são centenas de hectares, e após um mês, recebem fogo. Logo, com a calagem do terreno, vem o plantio do eucalipto".

Autor: Lúcio Vaz - Correio Braziliense

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Bird aponta que licenciamento ambiental no Brasil é eficaz mas demorado

     Estudo do Banco Mundial (Bird) que será divulgado na noite de terça-feira (3) mostra que os licenciamentos ambientais realizados no país são eficazes, ou seja, cumprem o papel de evitar impactos ambientais ou sociais negativos de grande proporção. No entanto, o documento aponta que o processo para a obtenção dos licenciamentos é excessivamente demorado.

     De acordo com Garo Batmanian, um dos autores da pesquisa, o estudo Licenciamento Ambiental de Empreendimentos Hidrelétricos no Brasil: Uma contribuição para o Debate foi realizado com dados colhidos até o ano de 2005. A pesquisa indica que entre as razões da demora estão a falta de clareza da Constituição em definir o papel dos municípios, estados e da federação no licenciamento o que gera entraves judiciais e paralisação do processo.

     A falta de agilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em fornecer aos empreendedores o termo de referência – documento que elenca os dados sobre impacto ambiental necessários para liberação da obra - também é apontado como problema.

     A pesquisa mostra ainda que as análises e discussões com a sociedade dos impactos ambientais e sociais das construções são feitas de forma específica para cada uma das obras, desconsiderando o impacto do conjunto de várias construções nas bacias.

     O Bird ainda afirma que os empreendedores apresentam relatórios deficitários sobre os impactos das construções, o que aumenta o tempo para a execução do processo de licenciamento.

Os estudos ambinetais são importantíssimos para não minimizar os impactos ao meio ambiente mas nem sempra são 100%, um exemplo é na hidrelétrica de Barra Grande onde foram inundados áreas virgens com matas de araucárias

Fonte: Agência Brasil - Ambiente Brasil

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Mais de mil km 2 desmatados em um mês

Áreas desmatadas na Amazônia em abril equivalem quase ao tamanho da cidade do Rio de Janeiro

     Dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que, apenas durante o mês de abril, uma área de 1.123 km 2 foi desmatada na floresta amazônica, o equivalente a quase o tamanho do município do Rio de Janeiro. O campeão do desmatamento é o estado de Mato Grosso, que responde por 794 km 2 desse total. Em segundo lugar está Roraima, com 284 km 2 desmatados.

     Os números, obtidos pelo sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), são bem maiores que os de março, quando foram registrados 145 km 2 de desmatamento na Amazônia legal. Naquele mês, 112 km 2 foram desmatados em Mato Grosso e 18 km 2 em Roraima.

As imagens de satélite usadas pelo sistema Deter mostram uma área desmatada de 1.123 km 2 na floresta amazônica em abril, sendo 794 km 2 em Mato Grosso (fonte: Inpe).

     A explicação para esse aumento significativo nas áreas desmatadas é a melhor condição de visibilidade para os satélites usados no monitoramento da região: enquanto em março 78% da Amazônia estavam cobertos por nuvens, em abril a área encoberta foi reduzida para 53%. No estado de Mato Grosso, em especial, a cobertura de nuvens caiu de 69% em março para 14% em abril. Já em Roraima, essa queda foi mais tímida: de 23% para 18%.

     O sistema Deter também registrou desmatamento no Acre, no Amazonas, no Pará e em Rondônia em abril. Ele identifica as áreas desmatadas por corte raso ou por degradação florestal. Para isso, utiliza dados de sensores dos satélites Terra/Aqua e CBERS, cujas resoluções permitem detectar apenas áreas desmatadas maiores que 25 hectares. Em operação desde 2004, o Deter é um sistema de alerta, que visa auxiliar a fiscalização e o controle do desmatamento.

Autora: Thaís Fernandes - Ciência Hoje On-line

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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terça-feira, 3 de junho de 2008

Cresce o desmatamento na Amazônia

     Conforme se esperava, os novos números do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam uma retomada agressiva no desmatamento da Amazônia. É o que informa o portal O Eco:

     "O Inpe acaba de soltar (em uma nota cuidadosa) os novos dados do desmatamento, referentes ao mês de abril. A nota técnica ressalta várias vezes que houve uma diferença muito grande entre abril e março na capacidade de observação do satélite Modis, que integra o sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter). Enquanto em março, a devastação registrada fora de 145 quilômetros quadrados, pois 78% da Amazônia estavam cobertos por nuvens, em abril o corte de vegetação se elevou para 1123 quilômetros quadrados, sob uma cobertura de nuvens de 53%. Embora o Inpe não fale em crescimento, é bom comparar com os meses de janeiro e fevereiro quando o Deter registrou 690 e 720 quilômetros quadrados".

     Conforme também se esperava, o Mato Grosso é o estado responsável pela maior parte da devastação recente. O Inpe estima que 77% do desmatamento tenha ocorrido no Mato Grosso.

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Água clorada aumenta risco de defeitos de nascimento, diz estudo

Lábio leporino, anencefalia e furos no coração seriam defeitos causados pelo cloro.

     Gestantes que consomem água clorada têm um risco maior de dar à luz bebês com problemas no coração, lábio leporino e defeitos no cérebro, sugere um estudo realizado com crianças em Taiwan.

     De acordo com os pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha, a exposição pré-natal aos derivados do cloro, conhecidos como trialometanos e que se formam no contato com a água, pode dobrar as chances de crianças terem defeitos de nascimento.

      Para chegar aos resultados, os cientistas analisaram 400 mil crianças chinesas e compararam o nível de exposição aos derivados do cloro com a presença de 11 dos defeitos de nascimento mais comuns.

     Segundo o estudo, a exposição a 20 microgramas de trialometano por litro de água provocou um aumento de 50% a 100% nas chances de as crianças nascerem com três defeitos considerados comuns: lábios leporinos, anencefalia (cérebro nasce sem o encéfalo) e septo ventricular (furos no coração).

Exposição pré-natal aos derivados do cloro pode causar anencefalia

     Mecanismos

     Apesar de terem analisado água clorada com diferentes concentrações de cloro (alta, média e baixa), os cientistas não encontraram nenhuma relação entre o nível de exposição e a prevalência de um defeito específico.

     "Os mecanismos biológicos que fazem os derivados do cloro causarem defeitos nos bebês ainda são desconhecidos", explica Jouni Jaakkola, principal autor do estudo.

     "No entanto, nossas descobertas não apenas reforçam a teoria de que a água clorada pode causar defeitos de nascimento, mas sugere que a exposição aos derivados do cloro pode ser responsável por defeitos comuns e específicos", afirmou.

     De acordo com Jaakkola, apesar dos benefícios da clorificação da água, é necessário que mais pesquisas sejam desenvolvidas para avaliar os efeitos colaterais desse processo.

     A pesquisa sobre o impacto da exposição ao cloro na gravidez está publicada na edição de junho da revista científica "Journal of Environmental Health".

Fonte: BBC - G1

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segunda-feira, 2 de junho de 2008

Brasil tem 130 espécies de invertebrados que podem desaparecer

Insetos são maioria, ocupando 96 posições, e lideram a lista IBGE divulga mapa de localizações desses animais para facilitar conservação.

     O Brasil pode ver desaparecer 130 espécies de invertebrados terrestres -- pelo menos quatro delas provavelmente já não existem mais. Todas foram localizadas em um mapa que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga nesta segunda-feira (2) para orientar as políticas de conservação e educação ambiental.

     Os insetos são maioria, ocupando 96 posições e liderando a lista, com a formiga baiana Simopelta minima e a libélula carioca Acanthagrion taxaense, que os cientistas acreditam já terem sido extintas. A extinção também já deve ter ocorrido para a minhoca branca (Fimoscolex sporadochaetus) e o minhocoçu gigante (Rhinodrilus fafner), de Minas Gerais.

A extinção também já deve ter ocorrido para a minhoca branca (Fimoscolex sporadochaetus)

     O estado de São Paulo concentra a maioria das ocorrências, com 46 espécies ameaçadas. O Rio de Janeiro vem logo atrás, com 41. Depois vem Espírito Santo e Bahia, com 24 cada; Santa Catarina, com 13; Rio Grande do Sul, 9; Paraná, 7; Goiás, 6; Pernambuco, 5; Mato Grosso, 4; Pará e Paraíba, 3 cada; Mato Grosso do Sul e Amazonas, 2 cada; Acre, Rondônia, Ceará e Alagoas fecham a lista, com uma espécie cada.

     Responsável pela elaboração do mapa, a bióloga Lícia Leone Couto acredita que os invertebrados terrestres, especialmente os insetos, muitas vezes acabam "esquecidos" pelas pessoas quando pensam em conservação ambiental. "Eles são tão pequenos, que muitas vezes sua importância passa despercebida", disse ela ao G1.

Minhocoçu gigante (Rhinodrilus fafner), de Minas Gerais

     A pesquisadora se surpreendeu com as espécies que foram descobertas extintas. "Você nem sabia que aquele inseto existia, e ele já está extinto", afirma.

     O mapa foi feito em cima de levantamentos do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais). O IBGE o oferece por R$ 15 nas livrarias próprias e na loja virtual. Ele também poderá ser baixado no site do instituto: www.ibge.gov.br

Autora: Marília Juste -  G1

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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Mata atlântica cada vez menor

Atlas aponta áreas desmatadas nos últimos cinco anos e indica que só sobraram 7,26% desse bioma

     Acabam de ser divulgados números preocupantes sobre o estado atual do mais devastado dos biomas brasileiros. A nova edição do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica revela que, embora o ritmo de desmatamento tenha diminuído, restam apenas 97.596 km² dos 1,3 milhões de km² da mata – isso equivale a apenas 7,26% da cobertura vegetal original. Em alguns estados, a tendência é a redução das áreas de mata.

      O atlas está disponível na internet e foi elaborado por uma parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Para a elaboração do documento, foram usados dados gerados por satélites entre 2000 e 2005, em 16 dos 17 estados onde há mata atlântica, correspondentes a 98% do bioma – apenas o Piauí não foi avaliado.

     A mata atlântica está mais ameaçada na Bahia, em Minas Gerais e Santa Catarina, onde ela ainda ocupa áreas significativas, mas que têm sido alvo preferencial do desmatamento. Já os demais estados cobertos por esse bioma, como Rio de Janeiro e São Paulo, contribuíram para que o percentual nacional de derrubada dessa mata fosse reduzido em 69%.

O mapa mostra, em verde, os remanescentes da mata atlântica – a cobertura vegetal original aparece em amarelo. Clique no mapa para ampliá-lo (reprodução / Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica).

     Essa redução, no entanto, não é de se surpreender, já que quase não há mais o que desmatar nesses estados, como aponta Marcia Hirota, diretora de gestão do conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica. "Boa parte do que restou da mata se encontra em locais de relevo acidentado, de difícil exploração", esclarece Hirota. Segundo a pesquisadora, as ações do poder público, dos órgãos governamentais, das ONGs e da sociedade mais conscientizada também contribuíram para reduzir o ritmo do desmatamento.

     Desmatamento formiga

     Isso não significa, porém, que cessaram as pressões sobre o bioma. "No Rio de Janeiro e em São Paulo, por exemplo, prevalece o chamado 'desmatamento formiga', pequeno demais para ser detectado pelos satélites, mas que não deixa de causar estragos", alerta Hirota. "Geralmente, ele é feito para a construção de empreendimentos imobiliários".

     Os dados divulgados no atlas contrariam as estimativas recentes do governo federal de que existe ainda 20% de cobertura vegetal característica de mata atlântica no Brasil. A divergência se explica pelo método usado nas duas estimativas: o governo considera os estados intermediários de regeneração da floresta; já o atlas leva em conta apenas as áreas com mata original.

Autora: Andressa Spata - Ciência Hoje On-line

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Os marines já estão invadindo a Amazônia

     Pelo nível de paranóia em torno da ameaça à soberania do Brasil na Amazônia, parece que os marines americanos já estão desembarcando para se apropriar de nossa floresta. Ou os marines ou outras forças militares internacionais. O sueco Johan Eliasch é acusado pela Agência Brasileira de Inteligência de dizer que, por "apenas US$ 50 bilhões", se compra a floresta amazônica. "Ele é suspeito de fazer o que qualquer madeireira faz - só que ele faz para manter as árvores de pé. Logo, a Polícia Federal pretende investigá-lo", diz Marcos Sá Corrêa.

     Eliasch fundou a Cool Earth, uma ONG que tem 12 mil patrocinadores e colhe doações para comprar terras e implantar projetos de conservação em regiões ameaçadas no planeta. Em alguns casos, compra áreas diretamente, para implantar reservas. Em outros, investe em projetos de conservação.

     Segundo Sá Corrêa, isso não impede ninguém de aproveitar a proposta para declarar que a Amazônia é nossa. "Ela é. Ou será, enquanto existir. Ou o presidente Lula, de avisar que "a Amazônia tem dono". Tem sim, até demais, privatizada por grilagens como está. Ela não tem governo exatamente por excesso de donos."

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta

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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Criança encontra tartaruga de duas cabeças

      Uma tartaruga de duas cabeças, encontrada por um menino perto da escola infantil que freqüenta, agora passeia pelo cascalho do local, na cidade de Moriyama, no oeste do Japão. Ela foi batizada de "Takara", que em japonês quer dizer "tesouro".

      Pesquisadores afirmam que é muito raro encontrar uma tartaruga viva nestas condições. Eles acrescentam que é improvável que ela tenha duas cabeças em função da poluição e apostam num fenômeno natural, informa a agência Reuters.

A tartaruga foi batizada com um nome que significa "tesouro" em japonês (foto: Reuters)

Menino segura a tartaruga encontrada nas proximidades da escola  (foto: Reuters)

Especialistas dizem que é raro a tartaruga ter sido encontrada viva  (foto: Reuters)

Pesquisadores também afirmam que a condição do animal é um fenômeno natural, sendo pouco provável que derive de problemas relativos à poluição (foto: Reuters)

Fonte: Terra Notícias

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Gisele lança blog ecológico

     A modelo número um do mundo Gisele Bündchen inaugurou ontem seu blog ecológico. Lá ela diz que pretende trocar idéias sobre meio ambiente com os internautas. Um pouco de experiência ela já tem.

     Há dois anos com o programa "Y Ikatu Xingu", do Instituto Socio Ambiental Gisele passou a defender as águas, em especial as da bacia hidrográfica do Rio Xingu. Em seguida passou a apoiar organizações como a "Nascentes do Brasil", da WWF.

Autora: Luciana Vicária - Blog do Planeta

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Tourada à moda viking

     As fotos ao lado chocam pela quantidade de sangue derramado pelas baleias sacrificadas cruelmente. Choca ainda mais quando se descobre onde isso ocorre: na Dinamarca, um dos países símbolos do desenvolvimento econômico e cultural no mundo.

Encurralar baleias e depois matá-las a golpes de facadas é um evento anual nas Ilhas Feroe, arquipélago de 47 mil habitantes na Dinamarca, como conta a reportagem do Ambiente Brasil. A matança atrai moradores e até as crianças são dispensadas da aula para ver a carnificina.

     Uma petição  para acabar com a prática foi formulada e circula pela Internet. Segundo o documento, essa caça esportiva foi abandonada em todo o mundo e hoje é proibida. Ele afirma também que os habitantes da ilha sequer aproveitam a carne das baleias que é contaminada com metais pesados.

Autora: Thaís Ferreira - Blog do Planeta
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Os campeões de desmatamento da Mata Atlântica

     Enquanto os holofotes estão voltados para as taxas de devastação na Amazônia, as florestas mais ameaçadas do país continuam minguando, bem perto da maioria de nós. Os campeões de desmatamento da Mata Atlântica foram os estados da Bahia, Santa Catarina e Minas Gerais. É o resultado do levantamento mais abrangente do floresta, feito pela organização SOS Mata Atlântica. O estudo abrange o período entre 2000 e 2005. É feito a partir de imagens de satélite, identificando pequenos fragmentos da mata.

     Os municípios campeões de desmatamento foram Mafra, Itaiópolis e Santa Cecília, em Santa Catarina. Eles foram os mais devastadores entre os 51 municípios analisados. Na foto acima, desmatamento, seguido de queimada, no município de Passos Maia, em Santa Catarina, em junho de 2005. A área devastada era uma das últimas florestas com araucária do país, um ecossistema de pinheiros que as próximas gerações de brasileiros terão poucas chances de conhecer.

     Em números absolutos, Santa Catarina é o campeão de desmatamento no período, suprimindo 45.530 hectares de Mata Atlântica. Minas Gerais vem em seguida, tendo desmatado 41.349 hectares. O estado Gerais tinha 49% do território com florestas. A Bahia está em terceiro lugar, desmatando 36.040 hectares. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, a Bahia tinha 36% de seu território coberto por Mata Atlântica. Os demais Estados são: Paraná, 28.238 hectares; Mato Grosso do Sul, 10.560 hectares; São Paulo, 4.670 hectares; Goiás, 4.059 hectares; Rio Grande do Sul, 2.975 hectares; Espírito Santo, 778 hectares, e, finalmente, Rio de Janeiro, com 628 hectares.

Autora: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
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Os estrangeiros querem roubar a nossa Amazônia

     Estrangeiros querem roubar nossa Amazônia. Essa foi uma das grandes justificativas para a construção das bases do exército na década de 60 e a abertura de estradas como a Transamazônica e a Cuiabá-Santarém. Ocupar a Amazônia virou uma meta para não perdermos nossa floresta. Foi o auge da política do "integrar para não entregar". O projeto militar não deu em nada. As bases do exército na região vivem para fazer exercícios de combate na selva. Nossos militares são bons, pena que o equipamento de combate - carros e armas - são da década de 40. Apesar da falta de tecnologia muitos acreditam que estão aptos para uma batalha na selva. Alguns ainda esperam uma futura invasão estrangeira, provavelmente dos EUA. Teorias da conspiração de vários tipos servem para justificar a presença de tantos homens no coração da selva e longe das fronteiras do Brasil. Que desprotegida são rota de todo tipo de contrabando, armas, pessoas, metais, pedras preciosas e principalmente, as drogas.

     Uma das mais conhecidas bases para provável internacionalização da Amazônia é a existência de um livro didático americano. No tal livro, que seria usado em escolas do todo o país, existiria a referência a floresta brasileira. Uma ilustração mostraria nossa Amazônia como um território internacional. Depois de muito bla bla bla, descobriram que o livro jamais existiu. Apesar disso, a história ainda é muito difundida.

      Quase quatro décadas depois, a discussão ressurge. Desta vez, pela voz da própria mídia estrangeira. No início do mês o jornal americano The New York Times e o inglês The Guardian, voltaram a afirmar que o Brasil não tem condições de fazer a gestão de sua floresta. Eles reclamam ao mundo a administração da Amazônia. Apesar de improvável, os artigos viraram combustíveis para a discussão ganhar tom de incidente diplomático. Enquanto se discute a invasão estrangeira da Amazônia, o país volta a se esquecer dos problemas reais da região com:

1- O nosso total desgoverno sobre os 21% do território que são terras da "união e estados", consideradas devolutas e terra de ninguém.

2- A fata de implementação dos 60 milhões de hectares de unidades conservação de papel

3- O caos sobre 80% de nossas reservas de madeira que continuam sendo foco de exploração ilegal.

4- E claro, a volta descontrolada do desmatamento.

     Frente a tantos problemas reais que não conseguimos resolver, o melhor talvez seja continuar procurando "focos" de invasão estrangeira.. Melhor que isso, só esperar pela volta dos alienígenas conhecidos como Chupa Chupa, que andaram sendo acusados de abduzir pessoas no Pará na década de 70...

     Os estrangeiros querem roubar nossa Amazônia. Mas eles precisam correr porque os grileiros chegaram antes.

Autora: Juliana Arini - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Quanto o mar vai subir? Ninguém sabe

     O aquecimento global já faz o nível do mar subir, isto é um fato. Mas as pesquisas ainda divergem muito sobre o impacto das mudanças climáticas no nível dos oceanos (de alguns centímetros a pouco mais de um metro).

     A razão para isso é relativamente simples, conclui um grupo de 450 cientistas: as pesquisas oceânicas não acompanham a velocidade das mudanças climáticas. Os pesquisadores de 60 paises se reuniram entre na semana passada no Simpósio Internacional "Efeitos da Mudança Climática sobre os Oceanos do Mundo", na cidade espanhola de Gijón.

     De acordo com eles, a ciência oceânica está muito atrasada em relação aos efeitos do aquecimento global. E até agora não há uma compreensão clara de seus impactos atuais e futuros.

     Há sinais de que a fauna e a flora oceânica não vão bem. Há também modificações na intensidade e na sazonalidade dos furacões. Mas faltam medições atualizadas sobre as condições marinhas (os dados têm mais de 20 anos) e a maior parte da informação é sobre uma pequena proporção dos oceanos.

Autora: Luciana Vicária - Blog do Planeta
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segunda-feira, 26 de maio de 2008

O descontrole tóxico dos controles de videogame

     O Wii do Nintendo, o Playstation Elite 3 da Sony e o Xbox 360 da Microsoft prometem uma nova geração de jogos de alta definição, mas quando investiga-se a fundo, é a mesma história de sempre. A busca por produtos eletrônicos ecologicamente corretos realizada pelo Greenpeace continua. Dessa vez, os controles de videogames foram analisados nos laboratório da ONG, todos eles apresentavam vários materiais químicos em sua composição que podem ser danosos ao meio ambiente e aos seres humanos.

Fonte: Greenpeace

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Jovens em Defesa da Floresta

     Jovens do programa do Greenpeace 'Jovens Pelo Planeta' pediram medidas concretas de proteção às florestas , à biodiversidade e aos direitos das comunidades locais num abaixo assinado entregue na 9a. Conferência das Partes (COP), Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica em Bonn, Alemanha.

     Quinhentos deles, entre brasileiros, espanhóis, holandeses, suecos e alemães, também partiram para uma manifestação na qual, vestidos de animais, árvores e borboletas, cantaram e carregaram faixas e cartazes com mensagens em defesa das florestas e do clima.

     Confira o vídeo com o discurso da carioca Verônica Rameck, de 22, no qual ressalta a importância da proteção das florestas tropicais brasileiras para reduzir os males do aquecimento global.

Fonte: Greenpeace

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Petição "Meia Amazônia Não"

     Tramita na Câmara um projeto de lei que, se aprovado, permitirá que até 50% da vegetação nativa de floresta amazônica presentes em propriedades particulares possam ser derrubadas; legaliza também a maior parte dos desmatamentos realizados em 40 anos,equivalente um território de três estados de São Paulo; além de livrar os responsáveis pelo desmatamento a reflorestarem na área derrubada.

     Além de ser um recurso estratégico contra o aquecimento global, a Amazônia é importante por possuir a maior biodiversidade do mundo, e por regular o clima de muitas regiões, favorecendo a produtividade agricultura brasileira. É gigantesca a importância econômica, social, energética e ambiental que tem a Floresta Amazônica para os brasileiros e para a população mundial.

     Para assinar uma petição do Greenpeace Meia Amazônia Não  que tenta impedir a aprovação desta lei, é só entrar no site, informar nome, RG e e-mail.

Fonte: Greenpeace

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Estudo: terremotos podem desencadear outros

     Existem muitas possibilidades de que um grande terremoto, como o que acaba de causar 60 mil mortos no sudoeste da China, desencadeie um segundo no outro extremo do mundo, afirma um estudo publicado neste domingo na revista britânica Nature Geoscience.
     Esta descoberta poderia um dia servir para prever melhor a freqüência e a intensidade dos tremores secundários, explicou um de seus autores.

     Uma equipe de geólogos americanos estudou os sismos de uma magnitude superior a 7 na escala Richter, ocorridos desde 1990, chegando à conclusão de que num total de 12 entre 15 ocasiões as ondas haviam provocado tremores de menor importância em falhas de outros continentes.

     O tremor da China, de magnitude 7,9, não está incluído neste estudo.

     "Sabíamos que as ondas sísmicas poderiam viajar até a superfície da Terra", explicou um dos responsáveis pelo estudo, Tom Parsons, do Observatório Geológico dos Estados Unidos.

     "No entanto, para a maioria dos cientistas, os chamados tremores de terra dinâmicos são casos distintos. Na realidade, se produzem em todos os lados regularmente, e isso representa uma surpresa".

     Em dezembro de 2004, um grande terremoto nas costas de Sumatra, na Indonésia, desencadeou reações sísmicas no Alasca, na Califórnia e no Equador.

     Embora os sismos sucessivos sejam geralmente de menor importância - de magnitude 3 a 5 na escala Richter - podem também ser tão violentos quanto o primeiro.

     "Podem alcançar qualquer intensidade", assegurou Parson, que identificou, no último quarto do século XX, oito sismos "de uma intensidade superior a 7 que desencadearam outros ainda mais violentos".

     Para medir as reações em cadeia de um terremoto, Parson e sua equipe estudaram os registros dos sismógrafos de 500 estações de uma rede mundial de vigilância sísmica.

Fonte: AFP - Terra Notícias

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domingo, 25 de maio de 2008

Expedição acha rachaduras em área de 16 km no Ártico

Cientista diz ter ficado desconcertado; mar de gelo na região diminuiu em 2007.

     Uma expedição organizada por militares do Canadá no norte do país descobriu uma série de grandes rachaduras no gelo do Ártico, reforçando a preocupação dos cientistas com os efeitos do aquecimento global.

     A expedição encontrou as rachaduras distribuídas em uma área de 16 km em uma região de gelo chamada Ward Hunt.

     Um dos cientistas que participou da expedição, Derek Mueller, disse ter ficado "desconcertado" com a descoberta.

     "Elas (as rachaduras) significam que a camada de gelo está se desintegrando, os pedaços estão unidos como um quebra-cabeças, mas podem se separar e sair flutuando", disse o estudioso da Trent University, da Província canadense de Ontário.

     Outro cientista, Luke Copland, da Universidade de Ottawa, disse que as novas rachaduras ecoam as mudanças que vêm ocorrendo no Ártico.

     "Estamos testemunhando mudanças bastante dramáticas, da diminuição dos glaciares ao derretimento do mar de gelo (no Ártico)", explicou.

     "Nós tivemos um mar de gelo (no Ártico) 23% menor no ano passado em relação ao que costumávamos ter, e o que está acontecendo nos glaciares é parte desse fenômeno."

Derek Mueller em uma rachadura no gelo. (Crédito: Denis Sarrazin)

 

     Verão

     Depois do derretimento recorde no ano passado, os cientistas estão agora na expectativa quanto ao que acontecerá no Ártico neste verão no hemisfério norte (inverno no Brasil).

     Embora o alcance máximo da camada de gelo na região tenha sido um pouco maior neste inverno do que no ano passado, sua área ainda foi menor do que a média.

     Ao contrário do que acontece na região do pólo sul, onde o gelo cresce sobre a terra do Continente Antártico, boa parte do gelo do ártico se forma no mar.

     As rápidas mudanças no Ártico estimularam a retomada da disputa entre os diversos países que reclamam soberania pela região.

     A expedição canadense foi apelidada de "patrulha de soberania" e incluía snowmobiles (veículos para locomoção na neve) com bandeiras canadenses.

Fonte: BBC

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sexta-feira, 23 de maio de 2008

Taxa de extinção é mil vezes maior que a natural

     No Dia Mundial da Biodiversidade, celebrado hoje, as estatísticas mostram que há pouco para comemorar. A cada hora, quatro espécies são perdidas no mundo. A cada ano, 13 milhões de hectares de florestas, onde vivem cerca de 2/3 de todas as espécies terrestres, são destruídas - o equivalente a um terço do tamanho da Alemanha. No último século, 3/4 da diversidade genética de plantações foram perdidas. Atualmente, um em cada oito pássaros estão em risco de extinção. Segundo o ministro de Meio Ambiente da Alemanha, Sigmar Gabriel, onde é realizada a 9ª Convenção da Diversidade Biológica (CBD), a taxa de extinção hoje é de 100 a 1 mil vezes maior que a natural.

Exemplar do golfinho Baiji, espécie encontrada no rio Yang Tsé é declarada funcionalmente extinta.

     "É uma tarefa de Hércules colocar a comunidade internacional e cada país no caminho certo da sustentabilidade", disse o ministro do meio ambiente da Alemanha, Sigmar Gabriel, que foi enfático ao afirmar que se este caminho não for seguido, o mundo irá falhar em alcançar a meta.

     Em Bonn, na Alemanha, mais de 5 mil delegados e chefes de Estado tentarão chegar a um acordo sobre como resolver a difícil equação de salvar espécies de plantas e animais das mudanças climáticas e poluição.

     A prioridade da 9ª Convenção da Diversidade Biológica (CBD) é criar regras obrigatórias de acesso a recursos genéticos e divisão dos benefícios, um dos seus três objetivos, mas que desde a sua criação, há 15 anos, nunca ganhou um regime internacional. A COP9 iniciou na segunda-feira e segue até o dia 30.

A Arara-azul e outros animais estão sob ameaça de extinção, de acordo com levantamento do Ibama, e o Mapa de Fauna Ameaçada de Extinção do IBGE.

 

     Mudança na mentalidade
     O fundador do conselho ético World Future Council, Jakob von Uexküll, pediu aos Governos para fazer "uma mudança radical" em relação à proteção da natureza. O artífice do Nobel Alternativo afirmou que a crise alimentícia mundial é um "apelo de alerta" à comunidade internacional, ao fim do segundo congresso do conselho, que engloba cientistas, políticos e acadêmicos de todo o mundo.

     Fundado há um ano, o World Future Council, com sede em Hamburgo (noroeste da Alemanha), é formado por especialistas internacionais e seu trabalho inclui buscar respostas à mudança climática e ao desenvolvimento sustentável das cidades e a agricultura.

Foto

Ameaçados de extinção, um tigre branco e um antílope são as principais atrações do zôo de Nova Deli, na Índia. (Foto: Manan Vatsyayana/AFP)

     "Não podemos continuar vivendo como se não houvesse amanhã. Sem uma mudança de perspectiva, não poderão se alimentar as gerações futuras. Devemos assumir nossa responsabilidade", afirmou. Jakob von Uexküll afirmou que as leis ambientais "não são de esquerda nem de direitas" e pediu à 9ª Conferência das Partes (COP9) da Convenção de Diversidade Biológica da ONU, realizada em Bonn até o dia 30, a "fundar novas alianças".

     A Conferência das Partes é o órgão máximo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), primeiro acordo mundial que aborda integralmente todos os aspectos da biodiversidade, desde recursos genéticos até espécies e ecossistemas.

     A biodiversidade, no entanto, está em tudo que é produzido no mundo e, por não ter que pagar nada para retirar da natureza tantos produtos e serviços, muitas vezes o homem não enxerga o verdadeiro valor deste bem.

Fonte: O Dia - Terra Notícias

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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11 espécies de tubarão e arraia estão 'vulneráveis', diz estudo

Relatório apresentado na Alemanha culpa pesca e retirada de barbatanas.

     Onze espécies de tubarão e arraia estão 'em risco' ou são 'vulneráveis' ao risco de extinção, de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza, rede internacional que reúne ONGs, organismos governamentais e agências da ONU.

     A IUCN (sigla em inglês) estudou dados estatísticos referentes a 21 espécies dos dois animais.

     Segundo a organização, com sede na Suíça, a arraia gigante pode ser considerada "em risco"; e outras dez espécies, "vulneráveis".

     Cinco espécies foram classificadas como "próximas da ameaça", o que significa que os sinais de declínio da população não são sérios o suficiente para a inclusão na lista de espécies ameaçadas.

 

     Pesca

     As classificações são baseadas em uma série de critérios que têm como base dados históricos ou projeção do declinio da população dos animais.

     Uma espécie cuja população encolhe 50% em dez anos, por exemplo, é classificado como ameaçada.

     Os cientistas da organização estão pedindo limites globais para a captura de tubarões, o fim da prática de remoção das barbatanas e medidas para minimizar as capturas acidentais por pescadores.

     "Tubarões costumavam ser capturados por engano, por barcos em busca de atum e de peixe-espada", disse Sonja Fordham, vice-diretora do Grupo de Especialistas em Tubarões da IUCN.

     "Mas agora, no momento em que essas espécies estão em declínio, nós estamos vendo mais pescadores procurando tubarões."

     Umas das razões para o crescimento da pesca de tubarões e arraias seria o crescimento das economias asiáticas, onde barbatanas de tubarão, por exemplo, são consideradas uma iguaria.

     O estudo foi apresentado na reunião Convenção sobre Biodiversidade, que começou no dia 19 de maio na cidade alemã de Bonn, e será publicado na revista Aquatic Conservation: Marine and Freshwater Ecosystems.

Fonte: BBC - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Demônio-da-tasmânia entra para a lista de animais ameaçados na Austrália

Populações do animal estão sendo dizimadas por um misterioso tumor que afeta a face.

Ainda não há cura para a enfermidade, que pode ser transmitida por mordidas.

     O governo australiano colocou pela primeira vez o demônio-da-tasmânia (Sarcophilus harrisii) na lista de animais ameaçados de extinção do país. Desta vez, porém, a ameaça maior não é de origem humana. A população da espécie está sendo dizimada por um bizarro tumor facial que é transmitido de bicho para bicho por meio de mordidas. Ainda não há cura para a doença.

Foto: Torsten Blackwood

Demônio-da-tasmânia no Zoológico Nacional em Canberra, na Austrália (Foto: Torsten Blackwood)

Fonte: France Presse - G1
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Tubarões estão sob ameaça na Austrália

     Um relatório da organização ambiental WWF diz que as populações de tubarões no Mar de Coral, na Austrália, podem ser extintas se a região não for protegida.

     Um relatório da organização ambiental WWF diz que as populações de tubarões no Mar de Coral, na Austrália, podem ser extintas se a região não for protegida.

     O documento da organização diz ainda que os tubarões cinzas e os de ponta branca, que vivem no Mar de Coral, foram dizimados em outros lugares do mundo e precisam ser protegidos na região.

     "Não existe nenhuma área protegida em qualquer parte da região, então o primeiro passo é determinar que todo o Mar de Coral se torne uma área marinha protegida", afirma o integrante do WWF Richard Leck.

     A população de tubarões da área corre risco principalmente porque se alimenta nas águas rasas dos recifes de corais, o que os torna altamente suscetíveis ao impacto humano.

Fonte: BBC - G1

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quarta-feira, 21 de maio de 2008

Qual ministro desmatou mais

     A ex-ministra Marina Silva saiu com o crédito de ter reduzido os índices de desmatamento na Amazônia. Isso é citado à exaustão como evidência do sucesso da política ambiental do país. Há vários analistas que associam a queda no desmatamento à falta de interesse dos fazendeiros em aumentar a área plantada, por causa da baixa no preço dos produtos agrícolas nos últimos anos.

     Mas existem outras formas de se avaliar o desempenho de um ministro de meio ambienta. Algumas contas simples revelam qual foi a taxa média anual de desmatamento de cada gestão. Fizemos a conta dos últimos dez ministros, desde 1990. Na lista dos que tiveram o maior desmatamento, Marina Silva ficou em terceiro lugar. Afinal, nos primeiros anos de seu mandato, a devastação esteve em altos patamares.

     Aí vai a lista, com a média anual de desmatamento em quilômetros quadrados:

1 - José Carlos Carvalho
Gestão: março de 2002 a dezembro de 2002
Desmatamento: 23.931

2 - Henrique B. Cavalcanti
Gestão: abril de 1994 a dezembro de 1994
Desmatamento: 21.977

3 - Marina Silva
Gestão: janeiro de 2003 a maio de2008
Desmatamento: 21.010

4 - José Sarney Filho
Gestão: janeiro de 1999 a março de 2002
Desmatamento: 18.884

5 - Gustavo Krause
Gestão: janeiro de 1995 a dezembro de 1998
Desmatamento: 17.732

6 - Rubens Ricupero
Gestão: dezembro de 1993 a abril de 1994
Desmatamento: 14.896

7 - Flávio M. Perri
Gestão: julho de 1992 a setembro de 1992
Desmatamento: 14.341

8 - José Goldemberg
Gestão: março de1992 a julho de 1992
Desmatamento: 13.789

9 - José Antônio Lutzemberger
Gestão: de março de 1990 a março de1992
Desmatamento: 12.470

10 - Fernando C. Jorge
Gestão: outubro de 1992 a dezembro de 1993
Desmatamento: 14.896

 

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
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terça-feira, 20 de maio de 2008

Lula nega a Minc liberação de R$ 1 bi para Ambiente

     O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pediu, mas não conseguiu arrancar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a liberação de cerca de R$ 1 bilhão do setor ambiental que está contingenciado nem o uso do Exército nas reservas da Amazônia. Lula disse que pensará em como liberar o dinheiro progressivamente e, para o lugar das Forças Armadas, sugeriu a Minc que seja pensada a criação de uma Guarda Nacional Ambiental, semelhante à Força Nacional de Segurança, que já existe.

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pediu, mas não conseguiu arrancar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a liberação de cerca de R$ 1 bilhão do setor ambiental que está contingenciado nem o uso do Exército nas reservas da Amazônia. Lula disse que pensará em como liberar o dinheiro progressivamente e, para o lugar das Forças Armadas, sugeriu  a Minc que seja pensada a criação de uma Guarda Nacional Ambiental, semelhante à Força Nacional de Segurança, que já existe.

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pediu, mas não conseguiu arrancar do presidente... (Foto: Agência Estado)

     O dinheiro reivindicado por Minc é proveniente dos royalties do uso da água por hidrelétricas e empresas de saneamento, além do setor do petróleo. Normalmente, cerca de R$ 100 milhões são destinados ao ministério e os outros R$ 900 milhões ajudam a cumprir a meta de superávit primário do governo. "Não sei quando e quanto sairá. Mas o presidente disse que o dinheiro sairá", afirmou ele.

     A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, também participou da reunião com Lula e Minc. Ficou acertado que a posse será no dia 27. Sobre a proposta de um Plano Decenal de Saneamento, para elevar dos atuais 35% para 75% as residências atendidas por saneamento básico, Minc disse que o presidente e, "principalmente, a ministra Dilma gostaram muito da idéia".

Fonte: O Estado de S. Paulo - Yahoo

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Expansão dos biocombustíveis na Espanha

     Os bosques de Kalimantan, Espanha, estão sendo destrído pela rápida expansão da industria de azeite de palma, eles são queimados por esas plantações. Além disso, este azeite é utilizado na alimentação, cosméticos e recentemente, no boom dos biocombustíveis.

Fonte: Greenpeace

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Islândia retoma caça a baleia, diz ministério

     O governo da Islândia anunciou na segunda-feira que vai autorizar a caça de 40 baleias minke, para desgosto dos ambientalistas.

     Uma fonte do Ministério da Pesca disse à Reuters que o titular da pasta, Einar Guoffinsson, baixou portaria nesse sentido. O presidente da associação baleeira local confirmou que três barcos baleeiros preparam-se para zarpar na terça-feira.

     Mas a chanceler Solrun Gisladottir se distanciou da decisão, assim como outros membros social-democratas do governo.

    "O ministro da Pesca tem a competência constitucional para emitir tais regulamentos e não tem de consultar o governo como tal", disse ela em nota.

     "Como ministra de Relações Exteriores, acredito que isso é sacrificar interesses de longo prazo em prol de ganhos de curto prazo, apesar de a quota ser menor do que em anos anteriores."

     A Islândia suspendeu a caça de baleias durante 20 anos, até 2006. Quotas de caça foram então liberadas até agosto de 2007. Quando elas se esgotaram, o governo anunciou que não iria emitir novas autorizações até que comprovadamente houvesse demanda por carne de baleia.

Autora: Kristin Arna Bragadottir - Reuters - Terra Notícias

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