segunda-feira, 12 de maio de 2008

China: vítimas de terremoto passam de 8,5 mil

 

     Novas estimativas divulgadas pela imprensa chinesa informam que pelo menos 8.530 pessoas morreram em função do terremoto de 7,8 graus na escala Richter que atingiu a província de Sichuan. Anteriormente, falava-se em 7.651 mortos, mas este número pode continuar aumentando porque há pelo menos 10 mil feridos, entre eles 900 alunos que foram soterrados depois que uma escola desabou, em Chongqing.

Equipes de resgate procuram por estudantes soterrados nos destroços de escola na localidade de Dujiangyan (foto: AP)

 

     Além dessas vítimas, centenas de pessoas foram soterradas por duas fábricas de produtos químicos em Shifang. Cerca de 6 mil pessoas foram retiradas, segundo a Xinhua, das duas instalações químicas que desabaram em Zinhua, acrescentando que houve um vazamento de mais de 80 t de amônia líquida.

     Acredita-se que o maior número de vítimas esteja na cidade de Beichuan, que tem cerca de 160 mil habitantes e onde 80% dos prédios foram afetados. Mais cedo, a televisão estatal mostrou multidões nas ruas da capital da província de Sichuan, Chengdu.

     O órgão sismológico chinês disse que as linhas telefônicas de Wenchuan foram cortadas. Na cidade de Wuhan, as pessoas correram para as ruas e pelo menos um prédio caiu, segundo um estudante universitário. Segundo relatos, todos os prédios da cidade balançavam para frente e para trás.

 

Moradores procuram por pertences em casa que desabou na localidade de Dujiangyan (foto: Reuters)

 

     Um empregado de um jornal local da cidade de Mianyang disse que houve vários terremotos. A USGS, agência sismológica dos Estados Unidos, disse que houve um impacto posterior de magnitude 6 às 3h43 quase no mesmo local e outro às 4h34, de magnitude 5,4. A torre Jinmao, em Xangai, chegou a ser esvaziada, assim como os demais prédios mais altos da China.

     O tremor foi sentido até em Bangcoc, capital da Tailândia, que fica a cerca 3,3 mil km de distância. Lá, os prédios balançaram por vários minutos. Sentimos um tremor contínuo por cerca de dois ou três minutos", disse o funcionário de um escritório. "Todas as pessoas correram para baixo".

 

Integrante de equipe de resgate procura por vítimas em área de escola que desmoronou na localidade de Chongqing (foto: Reuters)

 

     Ação do governo

     O premiê Wen Jiabao voou para Chengdu, metrópole de 10 milhões de habitantes localizada a 1.090 km de Pequim e conhecida pela sua base de pesquisas sobre a reprodução de pandas. "Diante do desastre, o mais importante é a calma, a confiança, o valor e uma direção forte", declarou o chefe de governo.

     "Estamos diante de um desastre importante", acrescentou. Wen disse ainda que o governo central pediu aos governos locais e provinciais que coordenem as tarefas de resgate. O presidente Hu Jintato ordenou um "esforço geral" para resgatar as pessoas afetadas pelo terremoto, segundo a agência oficialXinhua.

     O Comando Militar de Chengdu mandou 5 mil soldados e policiais armados para ajudar nos trabalhos de resgate. As tropas ajudarão o governo local a avaliar a situação e auxiliar no trabalho de alívio, disse o funcionário do departamento de emergência do Exército de Libertação Popular chinês, Tian Yixiang.

 

Desabrigados pelo terremoto passam a noite ao ar livre, em Chongqing (foto: Reuters)

 

Fonte: AFP - Com agências internacionais - Terra Notícias

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



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Geleira peruana desaparece por causa do aquecimento global

 

'Broggi' ficava a cerca de 400 quilômetros ao nordeste de Lima.
A geleira 'Pastoruri' também está retrocedendo rapidamente.

     O aquecimento global foi o responsável pelo desaparecimento da geleira Broggi, que fica na Cordilheira Blanca peruana, informou neste domingo (11) o diretor da Unidade de Glaciologia do Instituto Nacional de Recursos Naturais (Inrena), Marco Zapata.

     A geleira Broggi teria desaparecido em 2005, apesar de ter contado com uma superfície superior a 1,8 quilômetro quadrados em 1995, segundo a agência oficial Andina. O Broggi ficava a leste da cidade de Yungay, na província de Huaraz, e aproximadamente 400 quilômetros ao nordeste de Lima.

 

Evolução da geleira Broggi em 1932 (fonte da imagem)

 

Evolução da geleira Broggi em 1977 (fonte da imagem)

 

Evolução da geleira Broggi em 1997 (fonte da imagem)

 

Evolução da geleira Broggi em 2004 (fonte da imagem)


     Além disso, Zapata informou que a geleira Pastoruri também está retrocedendo rapidamente e já não é considerada um nevado (montanha com neves permanentes), mas uma simples cobertura de gelo por causa da perda de 700 quilômetros quadrados de geleira.

     "Vemos também o que era apenas uma massa de gelo que se dividiu em dois e que continua o processo de retrocesso e diminuição da geleira" declarou o cientista.

 

Glacier Broggi

Geleira Broggi (Cordillère blanche, Pérou), 1996 (foto: Bernard Francou © IRD)

 

     Diminuição constante

     Zapata afirmou que a superfície da Cordilheira Blanca, a cadeia montanhosa coberta de gelo que atravessa o centro do Peru, é de 535 quilômetros quadrados, o que representa uma diminuição de 25% em relação à existente em 1970.

     O cientista lembrou que entre 1948 e 1977 a média de retrocesso anual das geleiras na cordilheira era de entre oito e nove metros por ano, mas desde 1977 até o momento o retrocesso é da ordem de 20 metros.

 

Evolução da geleira Pastoruri.

 

     "Há 30 anos começou a acontecer um retrocesso bastante acelerado das geleiras, o que é indubitavelmente conseqüência do aumento de temperatura global do ambiente. São muitos os fatores, mas todos conseqüência da mudança climática", declarou.

     Além disso, Zapata lembrou que com relação às geleiras não há formas ou técnicas para possibilitar sua recuperação.

     Teria que começar "a aplicar medidas que permitam diminuir o aumento da temperatura global que origina a mudança climática, mas é uma questão de esforço em nível de todos os países do mundo", explicou.

Fonte: EFE - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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domingo, 11 de maio de 2008

Peça ao Lula para salvar nossas baleias!!!

 

     Após quase 10 anos da proposta feita na Comissão Internacional Baleeira (CIB) de criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, o governo brasileiro pouco fez para a idéia se concretizar. Chegou a hora de tornar o sonho em realidade - e você pode ajudar decisivamente nisso.

     Clique aqui e participe da campanha online que o Greenpeace lançou nesta quinta-feira para apoiar a criação do Santuário na próxima reunião da CIB, que acontecerá em junho no Chile. Queremos enviar 10 mil cartas ao presidente Lula para que o governo brasileiro coloque todo seu peso político para pressionar outros países em desenvolvimento a votarem a favor da criação do Santuário do Atlântico Sul.

 

 

     O Japão e outros países que caçam baleias estão fazendo pesado lobby contra a criação de santuários e também tentando derrubar a moratória à caça comercial de baleias. Por isso, é importante que o Brasil faça a sua parte e atue para não só manter a maioria conservacionista na CIB como também conseguir os 3/4 dos votos dos 73 países-membros da CIB para aprovar a criação do Santuário.

     Aproveite e envie o link da campanha para seus amigos, familares, colegas de trabalho! Contamos com sua ajuda!

     Saiba mais aqui sobre a importância dos santuários para a proteção das baleias.

     Conheça também a história da caça às baleias. Mais de 20 milhões delas foram mortas no século 20!

 

Autora: Leandra Gonçalves - Greenpeace

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Alerta Climático em Délhi

 

 

     Ativistas ocupam um outdoor em Délhi, Índia, para alertar sobre as conseqüências do aquecimento global, com a mensagem: "125 milhões sem-teto devido às mudanças climáticas.

     Prevenir ou remediar? A escolha é sua".

 

Autora: Martina Cavalcanti - Greenpeace

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Você beberia cerveja em garrafa de plástico?

 

     Boa parte dos apreciadores da bebida torceria o nariz diante da idéia. Mas alguns fabricantes começaram a se preparar para engarrafar algumas marcas mais populares em garrafas PET. A movimentação provocou uma reação de entidades ambientais. Hoje, o PET descartado de forma inadequada polui o solo, os rios, as praias, e os mares.

 

 

     No dia 28 de abril, o juiz federal Luiz Antonio Ribeiro Marins, da 2ª Vara Federal de Marília, determinou em sentença que o uso de embalagem PET, ou qualquer outro material plástico, para cerveja e chope está condicionado a apresentação de licenciamento ambiental e adoção de medidas eficazes para evitar danos ambientais. Segundo a decisão, para obter registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os interessados deverão apresentar um estudo de impacto ambiental (EIA/RIMA) aprovado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A ação foi proposta pelo Ministério Público Federal em 2002.

     A decisão pode ter implicações bem maiores. Já inspirou idéias entre grupos de ambientalistas e de representantes da indústria de embalagens de metal, que competem com a PET. Afinal, se a Justiça determinou que é preciso licenciamento para engarrafar cerveja em PET, porque deveria exigir o mesmo para os outros produtos como refrigerantes, água mineral e óleos de cozinha?

 

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



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A imagem mais verde

 

     A ONG Climate Counts acaba de listar as melhores empresas para o meio ambiente. E as piores também. A organização dá notas de 0 a 100 usando 22 critérios que avaliam se a empresa mede suas emissões de carbono, se apóia leis contra as mudanças climáticas ou se divulga suas ações para reduzir seu impacto ambiental.

     A campeã foi a fabricante de câmeras Canon. Em parte por ações miúdas como a competição educativa Canon Envirothon, nos EUA (abaixo as imagens).

 

 

 

     As empresas campeãs:

1. Canon

2. General Electric

3. Hewlett-Packard

4. IBM

5. Motorola

6. Nike

7. Proctor & Gamble

8. Sony

9. Stonyfield Farm

10. Toshiba

 

     E as piores:

1. Amazon

2. Burger Kirg

3. Darden

4. eBay

5. Jones Apparel Group

6. Nine West

7. VF Corporation (dona de marcas como Lee e Wrangler)

8. Viacom

9. Wendy´s

10. Yum! Brands (KFC, Taco Bell e Pizza Hut)

 

Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Aquecimento global aumenta violência de ciclones

 

     Os especialistas em climatologia permanecem divididos sobre as ligações entre aquecimento global e ciclone, cujo número se mantém estável mas com intensidade que parece aumentar, como mostram os danos provocados pelo Nargis em Mianmar.

     "Temos em média 80 tempestades tropicais ou ciclones a cada ano no mundo, e não observamos qualquer aumento deste número", declarou Frédéric Nathan, da agência Meteo-France.

     No norte do Oceano Índico, estes fenômenos são registrados em média cinco vezes por ano, acrescentou. "Porém, temos constatado nos últimos 30 anos um aumento do número de ciclones de categorias 4 e 5 acompanhados de ventos de mais de 200 km/h", prosseguiu Nathan.

 

Mianmar: Homem passa de bicicleta em frente a casa destruída em Yangon (foto: Reuters)

 

     De acordo com o Instituto de Tecnologia de Georgia, em Atlanta, os ciclones de categorias 4 e 5 foram praticamente multiplicados por dois entre os anos 70 e os anos de 1990 a 2004, passando de 50 a 90.

     O professor Kerry Emmanuel, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), também afirmou que a potência dos ciclones tropicais foi quase duplicada desde os anos 50.

     Segundo o útimo relatório do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC), publicado em 2007, "pode-se esperar não um maior número de ciclones, mas ciclones de maior intensidade", afirmou Hervé Le Treut, diretor de pesquisa no Centro Nacional de Pesquisa Científica francês (CNRS).

     Entretanto, o pesquisador emitiu uma reserva, destacando que os estudos sobre os quais se baseiam estas observações são mais numerosoas no Atlântico do que no oceano Índico.

 

Mianmar: Nasa dos dias 15 de abril (acima) e 5 de maio mostram os efeitos da passagem do ciclone Nargis (foto: Nasa/AP)

 

     "Só poderemos afirmar isso no longo prazo. O clima é subordinado a leis estatísticas definidas nos últimos 30 anos, aproximadamente. Não temos sistemas de observação e gravações completas ou perfeitas sobre todos os oceanos do mundo, e carecemos de informações precisas sobre o que aconteceu antes da era do satélite", explicou.

     A comunidade científica segue muito dividida. "O problema é que os dados que temos sobre os 30 últimos anos não são confiáveis o suficiente para que possamos deduzir uma tendência local", concordou Adam Lea, do Benfield University College de Londres. "Continua sendo muito difícil prever o futuro", afirmou.

 

Fonte: AFP - Terra Notícias

Postado por Wilson Junior Weschenfelder

 



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Brasileiros fazem primeiro grande mapa para conservação dos sapos

 
Pererecas, sapos e rãs são o grupo de animais mais ameaçado do mundo.
Mata Atlântica, Amazônia e sul do país são prioritários para proteção dessas espécies.
 
     O mundo está à beira de uma extinção veloz e catastrófica, e poucos estão prestando atenção: a extinção dos sapos. Pelo menos 35% das espécies de sapos, pererecas e rãs estão correndo perigo, o que torna esses anfíbios o grupo de animais mais ameaçado do planeta. Para ajudar a salvá-lo, pesquisadores brasileiros fizeram o primeiro mapa de áreas essenciais para conservação de sapos e rãs do mundo. O objetivo é orientar as políticas ambientais para que protejam de fato esses animais.
     Os "anuros" -- grupo que envolve sapos, rãs e pererecas -- são especialmente vulneráveis exatamente por serem anfíbios e dependerem tanto de água quanto de terra para sobreviver. Logo, não adianta nada estarem em uma mata preservada se os cursos de água estiverem interrompidos ou poluídos. Da mesma maneira, um rio limpo de nada serve se estiver cercado de urbanidade.
 
Foto: Célio F. B. Haddad
A perereca Bokermannohyla izecksohni é típica do Brasil e uma das que está ameaçada de extinção (Foto: Célio F. B. Haddad)
 
     "Vamos supor que uma espécie de sapo viva na mata e se reproduza em riachos. Imaginemos também que depois de um desmatamento, uma parte da mata que sobrou fique separada desse riacho. Agora essa espécie tem que migrar do fragmento de mata ao qual ela ficou restrita até o rio para se reproduzir. Nesse caminho, pode ser predada por algum inimigo natural, pode sofrer desidratação, ou uma série de outras ameaças", explicou ao G1 o pesquisador Rafael Loyola, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), que participou da elaboração do mapa. "Como esse tipo de situação é bastante comum devido à fragmentação de habitats, muitas espécies que têm girinos morrem por não alcançarem mais seus locais de reprodução", afirma.
     Além disso, as espécies do grupo também são mais sensíveis às mudanças de temperatura e à poluição. E como se não fosse suficiente, uma nova ameaça surgiu: um fungo que está devastando os sapos do mundo. "Aparentemente esse fungo aparece em regiões mais quentes e associado a corpos d'água - o que reforça estratégias de conservação diferenciadas para espécies que possuem girinos", diz o cientista.
     Para conservar os anuros são necessários cuidados especiais, portanto. É preciso levar em conta tanto os ambientes que eles precisam, como também as características biológicas diferentes de cada espécie. É essa combinação que o mapa da equipe brasileira traz de inovação.
 
Foto: Célio F. B. Haddad
A perereca-de-Alcatrazes (Scinax alcatraz) como o próprio nome diz é típica da ilha de Alcatrazes, no litoral norte de São Paulo (Foto: Célio F. B. Haddad)
 
     O estudo feito por Loyola e seus colegas da Unicamp, da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da Unisinos (Universidade do Vale dos Sinos) apresenta 66 áreas prioritárias para conservação dos sapos em toda a América Latina. Segundo ele, a Mata Atlântica, os campos no sul do Brasil e as terras altas no norte da Amazônia precisam ser protegidas se o Brasil não quiser perder mais espécies. No resto do continente, a região tropical dos Andes, o sul da Argentina, a América Central e o México também precisam estar no foco das ações de conservação.
     Todas essas regiões estão sob perigo constante. "As áreas prioritárias que apontamos e que estão localizadas no Brasil sofrem primariamente com o desmatamento para uso de terras em agricultura e pecuária - especialmente ao longo de grandes rios - assim como a introdução de espécies exóticas de plantas e animais. No México e América Central, a maior ameaça que essas áreas enfrentam é a expansão agropecuária", explica Loyola.
     As áreas para conservação são divididas naquelas essenciais para a preservação dos sapos que passam pela fase de girino e daqueles que já nascem direto com a forma que terão na vida adulta.
     O trabalho da equipe brasileira foi apresentado em uma das principais revistas científicas, a PloS ONE, nesta semana.
 
Autora: Marília Juste - G1, São Paulo
Postado por Wilson Junior Weschenfelder
 


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Aquecimento global ameaça matar coalas de fome

 

Alto nível de dióxido de carbono retira nutrientes das folhas de eucalipto.

Pesquisador acredita que espécie vai se reproduzir menos com menos comida.

 

     Os coalas do mundo podem morrer de fome com o aquecimento global. Isso porque o alto nível de dióxido de carbono na atmosfera retira nutrientes das folhas de eucaliptos que são o alimento dessa espécie. O alerta foi feito pelo biólogo Ian Hume, da Universidade de Sydney, na Austrália, nesta semana.

     O valor nutricional das folhas de eucalipto já é bastante baixo e a preservação dos coalas já está muito ameaçada. Sob condições excelentes, os coalas têm um filhote por ano. Se tiverem menos nutrientes disponíveis, Hume acredita que eles devem passar a ter um filhote a apenas cada três ou quatro anos.

 

Foto: AP

Nessa foto de arquivo, o filhote de oito meses se agarra à mãe enquanto ela se pendura em uma árvore em busca de folhas de eucalipto (Foto: AP)

 

Fonte: G1, com informações da AP

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Jornalista expõe o impacto dos desertos verdes: riachos estão secando no Uruguai

 

     O jornalista Lúcio Vaz, do Correio Braziliense, publicou mais uma matéria sobre o impacto das papeleiras. Ele foi ao Uruguai e constatou: a subsistência dos agricultores está ameaçada pelas plantações de eucaliptos. A matéria relata:

     "A invasão dos pampas pelos maciços de eucaliptos começou pelo Uruguai, onde atuam as multinacionais Botnia (finlandesa) e Ence (espanhola). O país conta com pelo menos 700 mil hectares ocupados com florestas de eucaliptos. A Ence ainda está implantando sua base florestal, mas a fábrica de celulose da Botnia, em Fray Bentos, na fronteira com a Argentina, já está em operação. Com investimentos de US$ 1,1 bilhão, vai produzir 1 milhão de toneladas de celulose por ano. Os espanhóis vão produzir a metade disso. O governo e os empresários locais saúdam a nova frente econômica, como acontece no Rio Grande do Sul, mas os efeitos dos "desertos verdes" de eucaliptos já são sentidos por agricultores na região de Mercedes, no departamento de Durazno".


 

Foto: Carlos Vieira/CB/D.A.Press

 

     "O Movimento de Agricultores Rurais de Mercedes, que reúne cerca de 150 produtores, já negocia com o governo uma paut! a de reivindicações, onde exigem que nenhum eucalipto mais seja plantado, a desativação da fábrica de celulose, a solução dos problemas de água nas terras dos vizinhos das florestas e a revisão da legislação ambiental, que não impõem limites nem restrições à atuação das multinacionais do setor.

     O Correio esteve em contato com agricultores e pecuaristas no distrito de Cerro Alegre na semana passada. As florestas locais são mais adensadas do que no Brasil, com maciços bem mais extensos. Encontramos pilhas de toras de eucaliptos que se entendiam por até um quilômetro. A região sofre com a falta de água. Mesmo proprietários rurais que arrendaram terras para as multinacionais pressionam o governo para resolver o problema, mas não falam abertamente sobre o assunto". Clique AQUI para ler mais.

 

Fonte: Correio Braziliense

Postado por Wilon Junior Weschenfelder

 

terça-feira, 6 de maio de 2008

A Tecnologia de Captura e Seqüestro de Carbono não será suficiente para salvar o clima

 

     Enquanto a sétima edição anual da Conferência Captura e Seqüestro de Carbono (CCS) acontece na Pensilvânia, o Greenpeace lança 'False Hope' (Falsa Esperança), uma reposrtagem que examina criticamente o status e a promessa da tecnologia de captura e armazenamento de carbono. Essa promessa vem incentivando perigosas construções de novas usinas alimentadas pelo carvão ao redor do mundo, o que, obviamente, tende a aumentar ainda mais as já elevadas taxas de emissão de CO2.

 

 

     A conclusão é que, apesar das atitudes ecologicamente corretas que devem ser tomadas quanto às indústrias de carvão e energia, a CCS não irá prevenir mais do uma ínfima parte do iminente perigo do aquecimento global.

     A eficiência dessa tecnologia não foi comprovada, sendo um risco e um caro investimento que mina o caminho ideal da solução por meio da energia limpa e renovável, esta sim, disponível agora.  Leia a reportagem 'False Hope' e esteja consciente desta situação que afeta as pessoas e o mundo, impedindo o avanço da Revolução Energética.

 

Fonte: Greenpeace

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Ciclone em Mianmar mata mais de 22 mil

 

     O violento ciclone no delta do Irrawaddy, em Mianmar, provocou uma gigantesca onda que deixou as pessoas sem ter para onde fugir, matando pelo menos 22,5 mil e deixando 41 mil desaparecidos, disseram autoridades na terça-feira.

     "Mais mortes foram causadas pelo maremoto do que pela tempestade propriamente dita", disse o ministro de Auxílio e Recolocação, Maung Maung Swe, em entrevista coletiva na devastada Yangon, antiga capital do país, onde já começa a faltar água e comida.

 

O violento ciclone no delta do Irrawaddy, em Mianmar, provocou uma gigantesca onda que deixou as pessoas sem ter para onde fugir, matando pelo menos 22,5 mil e deixando 41 mil desaparecidos, disseram autoridades na terça-feira.

O violento ciclone no delta do Irrawaddy, em Mianmar, provocou uma gigantesca onda que deixou as pessoas sem ter para onde fugir, matando pelo menos 22,5 mil e deixando 41 mil desaparecidos, disseram autoridades na terça-feira

 

     "A onda tinha até 3,5 metros de altura e inundou metade das casas em aldeias baixas", disse ele, oferecendo a primeira descrição detalhada do ciclone do fim de semana. "(Os moradores) não tinham para onde fugir."

     Foi o pior ciclone na Ásia desde 1991, quando 143 mil pessoas morreram em Bangladesh.

     O ministro da Informação, Kyew Hsan, afirmou que as Forças Armadas estão "fazendo o seu melhor", mas analistas viram na tragédia um golpe para o regime militar da antiga Birmânia, que se orgulha da sua capacidade de lidar com qualquer problema.

     "O mito que eles projetaram de serem bem preparados foi totalmente varrido", disse o analista político Aung Naing Oo, que fugiu para a Tailândia depois da brutal repressão a uma rebelião em 1988. "Isso pode ter um tremendo impacto político em longo prazo."

 

(fonte da imagem)

 

     Por causa do desastre, a Junta Militar decidiu adiar para 24 de maio um referendo constitucional nas áreas mais atingidas de Yangon e do vasto delta do Irrawady. De acordo com a TV estatal, no resto do país o referendo está mantido para o dia 10.

     O objetivo é aprovar um "mapa para a democracia", muito criticado nos países ocidentais, especialmente depois da sangrenta repressão a uma rebelião liderada por monges budistas em setembro passado.

 

     ARROZ

     O governo de Mianmar, que há 50 anos era o maior exportador mundial de arroz, disse ter estoques suficientes do cereal para alimentar a população, apesar dos estragos nos armazéns do delta.

     O chanceler da Tailândia, Noppadol Pattama, reuniu-se em Bangcoc com o embaixador birmanês, que lhe disse haver 30 mil desaparecidos por causa do ciclone Nargis.

     "Os prejuízos foram muitos maiores do que esperávamos", disse o chanceler. O embaixador Ye Win não quis falar a jornalistas.

 

(fonte da imagem)

 

     Fontes da ONU dizem que centenas de milhares de pessoas ficaram desabrigadas por causa dos ventos de até 190 quilômetros por hora e do maremoto subseqüente.

     Habitualmente recluso, o regime militar desta vez aceitou a ajuda internacional, ao contrário do que fez depois do tsunami de 2004 no oceano Índico.

     Bernard Delpuech, funcionário humanitário da União Européia em Yangon, disse que a Junta Militar enviou três navios com comida à região do delta. Quase metade dos 53 milhões de birmaneses vive nos cinco Estados atingidos pela tragédia.

     A mídia, controlada pelo regime, não se cansa de mostrar soldados em atividades heróicas e simpáticas, mas, numa população ainda marcada pela repressão de setembro, há uma inevitável sensação de revolta.

 

(fonte da imagem)

 

     "O regime perdeu uma oportunidade de ouro para enviar os soldados assim que a tempestade parou, para conquistar o coração e a alma das pessoas", disse à Reuters um funcionário público aposentado. "Mas cadê os soldados e a polícia? Foram muito rápidos e agressivos quando houve protestos nas ruas no ano passado."

     A ONG humanitária World Vision disse na Austrália ter recebido vistos especiais para enviar pessoal para ajudar os seus cerca de 600 funcionários em Mianmar.

     "Isso mostra como na cabeça do governo birmanês isso é grave", disse Tim Costello, diretor da organização.

     Uma lista de mortos e desaparecidos em cada cidade, lida pelo general-ministro Nyan Win, cita 14.859 vítimas fatais no delta do Irrawady e 59 na Grande Yangon, a maior cidade do país, com 5 milhões de habitantes. Quatro dias depois do ciclone, a antiga Rangum continua sem eletricidade, e os moradores fazem fila para comprar água engarrafada

Os preços dos alimentos, dos combustíveis e dos materiais de construção dispararam. Velas e pilhas se esgotaram na maioria das lojas. Um ovo custa três vezes mais do que custava na sexta-feira.

 

Autor: Aung Hla Tun - Reuters - Yahoo Notícias

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O dilema de Galápagos

Arquipélago que inspirou a Teoria da Evolução de Darwim sofre com acúmulo de lixo

 

     Há quase 175 anos, Charles Darwin desembarcava em Galápagos a bordo do navio Beagle, na famosa viagem que inspirou sua teoria da evolução.

 

 

     Hoje, é o famoso arquipélago no Pacífico que se vê numa encruzilhada no caminho do próprio crescimento. O PIB local vem crescendo 10% ao ano desde 1999, graças quase exclusivamente ao turismo. Mas esse enriquecimento também aumentou a população das 19 ilhas principais (há outras 100 ilhotas) em 60% no período, por causa da migração. Em 1960, apenas 2 000 pessoas viviam ali.

     Atualmente, são mais de 30 000 sobrecarregando o sistema de tratamento de água, esgoto e criando cada vez mais lixo. Fatores que, segundo a Unesco, ameaçam a conservação de Galápagos, um patrimônio da humanidade.

 

Ilha de São Bartolomeu - Galápagos (fonte da imagem)

 

Autor: Tiago Maranhão - Revista Exame - Planeta Sustentável

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Aquecimento global ameaça insetos tropicais de extinção, diz estudo

Espécies dos trópicos são mais sensíveis a mudanças de temperatura, diz pesquisa.

 

     Muitos insetos tropicais correm risco de ser extintos até o final deste século caso não consigam se adaptar ao aumento previsto nas temperaturas globais, indica um estudo realizado por pesquisadores americanos.

     A pesquisa, coordenada pela Universidade de Washington, sugere que os insetos das regiões tropicais são mais sensíveis às mudanças de temperatura do que aqueles originários de outras partes do planeta.

     Segundo os cientistas, em latitudes mais altas pode ocorrer o inverso, com uma explosão na população de insetos.

     Os pesquisadores afirmam que essas mudanças no número de insetos em determinadas regiões podem ter efeitos secundários na polinização das plantas e nos estoques de alimentos.

 

(fonte da imagem)

 

     Mudanças de temperatura

     No estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores americanos analisaram como as mudanças de temperatura entre 1950 e 2000 afetaram 38 espécies de insetos.

      Segundo os cientistas, os organismos de sangue frio não conseguem regular a temperatura corporal como os animais de sangue quente.

     Suas táticas estão limitadas a buscar abrigo na sombra quando está quente ou ficar ao sol quando está frio.

     Os cientistas prevêem que essas espécies terão de lutar para sobreviver com o aumento de 5,4 C na temperatura previsto até 2100.

     Os pesquisadores afirmam que, mesmo que algumas espécies sejam capazes de migrar para latitudes mais altas ou evoluir para se adaptar ao clima mais quente, é provável que outras desapareçam.

 

Se há risco de extinção dos insetos, poderá haver a extinção dos demais seres da pirâmide ecológica (fonte da imagem)

 

Fonte: BBC - G1

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Partículas de poluição podem levar bebês a nascer com peso abaixo do normal

Estudo americano encontrou correlação entre particulados e estado de saúde de crianças.

Outros tipos de poluentes parecem não ter peso; trabalho deve guiar políticas públicas.

 

     Pesquisadores da Califórnia alertam que os efeitos causados pela poluição atmosférica atingem os bebês ainda no útero de suas mães.

     Os principais componentes da poluição são o material particulado e os gases tóxicos. O material particulado não tem um componente específico, sendo constituído, como o nome diz, por partículas muito pequenas, provenientes de indústrias, construção civil, queima de combustíveis e mesmo poeira em suspensão no ar. As partículas menores podem ser inaladas e atingir as regiões mais internas dos pulmões, levando a irritação e doenças.

     São vários os chamados gases tóxicos, sendo que o monóxido de carbono (CO) tem papel importante na relação entre poluição e saúde.

 

Bebê com 630 gramas (fonte da imagem)

 

     Diâmetro

     Segundo os médicos americanos, as partículas em suspensão com diâmetro menor do que 2,5 mm são capazes de influenciar as gestações em áreas afetadas por poluição atmosférica.

      Após estudarem os registros de nascimentos no estado da Califórnia durante o ano de 2005 e cruzarem esses dados com os registros de poluição, ficou evidente que a poluição por material particulado aumenta os riscos de nascimento de bebês com baixo peso e diminuição de crescimento em relação à idade da gestação. Já os níveis de monóxido de carbono não mostraram relação com alterações do desenvolvimento dos fetos.

     Como os países desenvolvidos e principalmente os países em desenvolvimento enfrentam níveis crescentes de poluição, resultados como os apresentados nesse trabalho devem servir de alerta para políticas de controle de poluição ambiental.

 

Autor: Luis Fernando Correia - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Encrenca é com este senhor

O catarinense Fernando Marcondes de Mattos, dono do Costão do Santinho, desafia ambientalistas com seus empreendimentos. Agora parte para mais uma disputa, desta vez na Serra Gaúcha

 

     Os momentos de prazer e descanso que turistas buscam num dos mais luxuosos resorts de praia do país, o Costão do Santinho, em Santa Catarina, em nada lembram a atribulada vida de seu fundador, Fernando Marcondes de Mattos. O cenário tranqüilo e quase idílico -- localizado a 35 quilômetros do centro de Florianópolis, cercado por mata nativa -- tornou-se pano de fundo para uma série de brigas ambientais desde que Marcondes decidiu montar o resort, há quase duas décadas. Desde então, ele se envolveu em pelo menos cinco imbróglios, todos ligados a questões de meio ambiente. No caso mais crítico, ocorrido em maio de 2007, Marcondes ficou 36 horas preso na carceragem da Polícia Federal em Florianópolis, suspeito de negociar licenças ambientais. A acusação envolve a liberação da licença de construção do Costão das Gaivotas, condomínio de 124 casas junto ao hotel, com inauguração prevista para dezembro de 2008. "Pelo que fiz e estou fazendo por Santa Catarina e por Florianópolis, é um absurdo que isso aconteça comigo", afirma Marcondes. Aos 69 anos de idade, ele se diz perseguido, injustiçado, mas não parece temer outra briga de iguais proporções. Desta vez, no Rio Grande do Sul. Marcondes está empenhado em construir um condomínio em Gramado, na Serra Gaúcha. As obras nem começaram e ele já foi prestar contas para o prefeito e os vereadores que temem perder uma de suas últimas áreas verdes. "Vai ser outra guerra", diz. "Mas o que vou fazer? Desistir? Parar? Não consigo."

 

(foto: Eduardo Marques/ TEMPO EDITORIAL)

 

     Tanta briga fez com que Marcondes se tornasse hoje um dos empresários mais polêmicos do país no que se refere a questões ambientais. Até agora, porém, nenhuma das investigações o apontou como culpado. (O processo que resultou em sua prisão está hoje na esfera da Justiça Federal, sem previsão de desfecho.) Numa autobiografia de 500 páginas lançada pouco antes de ser preso, no ano passado, sob o imodesto título Saga de um Visionário, Marcondes descreve como ele vê a própria situação:

"Quase todos conseguem absorver algumas adversidades, mas poucos são os que conseguem se manter em pé diante de uma saraivada de golpes simultâneos". Filho primogênito de um juiz, Marcondes começou a trabalhar aos 18 anos, como datilógrafo. Mais tarde se formou advogado, mas nunca exerceu a profissão. Ele seguiu carreira em empresas estatais até os anos 80, quando deixou a diretoria financeira da distribuidora de energia Eletrosul para se dedicar integralmente a um negócio familiar -- a fabricante de embalagens Inplac, hoje a maior do país no mercado de adubos e fertilizantes e comandada por seu irmão Roberto. Anos depois, decidiu que uma boa forma de ganhar dinheiro seria com a exploração da costa catarinense -- que à época ainda era pouco aproveitada por grandes empresários de turismo. Sua percepção aparentemente estava correta. Com ocupação de 55% (cerca de 10 pontos percentuais acima da média do mercado brasileiro), o Costão do Santinho tornou-se um dos resorts mais bem-sucedidos do país. Hoje, todos os negócios de Marcondes faturam mais de 300 milhões de reais e empregam mais de 1 600 pessoas -- os empreendimentos no ramo de turismo respondem por quase 25% desse total.

 

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Santinho: obra embargada por mais de um ano


     O COMEÇO DAS ENCRENCAS de Marcondes coincide justamente com sua projeção como empresário do ramo turístico. Sua maior adversária nas brigas ambientais é Analúcia Hartmann, procuradora da República em Santa Catarina. Uma investigação pedida por Analúcia paralisou as obras de ampliação do Costão do Santinho em 1997 por um ano. Seu objetivo era apurar denúncias de que o empreendimento estava derrubando áreas de preservação. "Parte dos empresários do estado quer simplesmente ocupar os espaços e construir sem nenhuma preocupação com o que está deixando para trás", diz a ex-militante ecológica Analúcia.

     Segundo ela, a pressão foi fundamental para que o Costão preservasse intocada parte da mata e mesmo dos registros arqueológicos do local. Em dezembro de 1997, Marcondes inaugurou um museu com inscrições rupestres feitas há 5 000 anos. O empreen dimento também manteve cerca de 75% da mata, boa parte dela no morro das Aranhas, que possui cerca de 160 espécies de aves e diversas plantas nativas.

     Desde 2005, Marcondes passou a ser criticado pelas obras do Costão Golf (empreendimento localizado ao lado do resort). A primeira etapa, um campo de 18 buracos, foi inaugurada em dezembro do ano passado, após um embargo de um ano e meio. A segunda parte do projeto -- um condomínio de casas -- está parada. Segundo ONGs ambientalistas da região, a construção pode contaminar lençóis de água potável da área. "Não somos contra a construção", diz Rodrigo Salles, presidente da ONG Aliança Nativa. "É possível construir desde que não haja contaminação da água, e até agora ele não conseguiu comprovar que não vai poluir." O atraso, segundo Marcondes, resultou num prejuízo superior a 5 milhões de reais.

 

Costão Golf (fonte da imagem)

 

     Agora, Marcondes tornou-se alvo de polêmica também no Rio Grande do Sul. Para erguer o Costão do Gramado, com investimento previsto de 100 milhões de reais, ele pretende fazer uma espécie de barganha. Está tentando convencer o prefeito e os vereadores a autorizar a construção de prédios num terreno coberto de mata nativa no centro da cidade gaúcha -- o que implica mudança da legislação atual, que permite apenas a construção de casas. Em contrapartida, Marcondes está oferecendo a destinação de uma área equivalente a quase metade do terreno e um investimento de 4 milhões de reais para a construção de um parque municipal de orquídeas. "Há dois anos tento convencer o prefeito de que é a melhor coisa a fazer", diz. Mesmo assim, o empresário é ouvido com ceticismo. "Ele pode até doar o parque, mas na área em que ele pretende construir o hotel há mata nativa e riacho", diz José Carlos Silveira, presidente do Conselho do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado de Gramado, formado por representantes de 31 entidades, entre associações comerciais e sindicatos. "Como sabemos que Marcondes tem um histórico conturbado, estamos resistindo à proposta." (Procurado por EXAME, o prefeito de Gramado, Pedro Henrique Bertolucci, não deu entrevista.) Apesar da resistência, Marcondes espera obter a autorização para iniciar as obras em julho. Para tentar minimizar as disputas em Gramado e Florianópolis, recentemente ele anunciou medidas que demonstrariam sua disposição em manter o meio ambiente intocado. Uma das mais ousadas é a construção de um campo de energia eólica, com investimento de 40 milhões de reais, para abastecer todos os seus empreendimentos e torná-los auto-suficientes em energia. Por enquanto, o plano não saiu do papel.

 

Costão do Santinho, um dos mais luxuosos resorts de praia do país (fonte da imagem)

 

(fonte da imagem)

 

Por Susana Naiditch - Revista Exame - 23/04/2008

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Retomada do desmatamento amazônico

 
     Segundo o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), ONG com sede em Belém, Pará e Mato Grosso tiveram um desmatamento de 214 quilômetros quadrados, o triplo do mesmo período (últimos três meses) do ano passado. O resultados do Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD) revelam a retomada brutal do desmatamento na flroesta amazônica, ameaçando tendência de queda apresentada nos últimos três anos.
 
 
     As ações ilícitas não foram intimidadas pelas medidas de repressão anunciadas pelo governo federal em janeiro deste ano , nem pelos meses de chuva, como já havia sido demostrado pelo Greenpeace em seus sobrevôos periódicos sobre a região, amparados em imagens de satélite.
     Para o Greenpeace, o que importa para a sociedade, além das descrepâncias entre as análises e resultados entre órgãos de pesquisa, é dispor de dados mensais mostrando a situação da floresta, para que ela possa cobrar mais ação do governo na punição a crimes ambientais e maior responsabilidade por parte de madeireiros, agricultores e pecuaristas.
 
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Unilever atende ao pedido de moratória

 

     Apesar de há uma semana a Unilever (a companhia por trás de famosas marcas como Dove) ter declarado que não tomaria ações para parar o desmatamento nas florestas da Indonésia, a empresa declarou hoje que atenderá pedido de moratória feito pelo Greenpeace. A ação permitirá que as regulamentações sejam direcionadas a proteção das florestas nos próximos anos, um anúncio positivo para os orangotangos da região em via de extinção e para o clima.

     Foi prometido também que todo o óleo de palmeira utilizado nos produtos da Unilever seriam sustentabilizados até 2015. O Greenpeace quer ver agora alguns dos compradores do óleo como a Nestlé e a Procter & Gamble, se unirem a Unilever e mudarem sua postura.

 

O contraste nítido entre a floresta intocada e a área destruída devido à plantação de palmeiras para a produção e óleo na Indonésia.

 

Fonte: Greenpeace

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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sábado, 26 de abril de 2008

Dove: Removedor de Florestas

 

A "mais nova embalagem" do Dove feita pelo Greenpeace: "Dove: Removedor de Florestas" . Ela desmascara a faceta ecologicamente correta que a empresa veicula publicitariamente, ao revelar a forma a partir da qual são feitos os produtos da marca: com a destruição de florestas para retirar óleo de palmeira.

 

 

Fotos da devastação das florestas da Indonésia

 

 

Confira algumas fotos da destruição das florestas na Indonésia para dar lugar à produção de óleo de palmeira. Lembre-se que a Dove está seriamente envolvida nisso para fazer seus produtos.

 

 

O desmatamento desloca populações, muda o microclima, deixa espécies em extinção e contribui para o agravamento do aquecimento global

 

 

Fonte: Greenpeace

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Ursos polares estão 'em risco' no Canadá

Aquecimento global é apontado como problema enfrentado pela espécie.

 

Os ursos polares do Canadá estão em risco por causa das mudanças climáticas, mas não estão ameaçados de extinção iminente, segundo a avaliação de um painel de especialistas apresentada ao governo do país.

 

De acordo com os especialistas, o governo deverá agora desenvolver um plano para proteger a espécie no país. Estima-se que haja 15 mil ursos polares vivendo no Canadá.

 

(fonte da imagem)

 

A situação dos ursos polares vem preocupando ambientalistas há vários anos, já que os animais sofrem riscos em duas frentes - a caça e o derretimento da camada de gelo do Ártico, atribuída ao aquecimento global.

 

Ao reconhecer os dois problemas, o painel concluiu que a população de ursos polares do Canadá ainda não está diminuindo em ritmo rápido o suficiente para que esteja na categoria mais séria das espécies em perigo.

 

O urso polar foi identificado como espécie sob preocupação especial no Canadá.

 

(fonte da imagem)

 

Em risco

"Com base nas melhores informações disponíveis, não há razões suficientes para acreditar que o urso polar esteja sob risco iminente de extinção", disse Jeff Hutchings, o diretor do painel.

 

"Mas isso não quer dizer que ele não enfrenta problemas. Uma espécie sob preocupação especial é uma espécie em risco no Canadá e necessita de ação legislativa."

 

(fonte da imagem)

 

O ministro do meio ambiente, John Baird, é obrigado a aceitar as conclusões do relatório encomendado pelo governo e combater as ameaças à sobrevivência do animal, incluindo as mudanças climáticas.

 

Mas um plano de administração para a população de ursos polares do Canadá não será exigido até 2014, quando alguns cientistas acreditam que a camada de gelo do Ártico terá desaparecido completamente.

 

Fonte: BBC Brasil - G1

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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Geleiras derretem muito mais rápido que o pensado


A mudança climática está tendo um impacto muito mais grave e mais rápido sobre o Ártico do que se pensava até agora, segundo um novo estudo da organização Fundo Mundial da Natureza (WWF).

 

O degelo ártico se acelerou gravemente, e os cientistas estudam agora se o ponto de não retorno está perto, quando as mudanças se tornam irreversíveis, indica o WWF.

 

(fonte da imagem)

 

O novo relatório, intitulado "Ciência sobre o impacto da mudança climática - Atualização", representa o maior estudo sobre o impacto do aquecimento global no Ártico desde que foi publicada uma pesquisa sobre a questão em 2005.

 

O novo estudo, que será apresentado na quinta-feira no Conselho Intergovernamental do Ártico, descobriu que as mudanças - mais rápidas que o previsto - estão ocorrendo em todos os níveis do meio ambiente ártico, na atmosfera, nos oceanos, no gelo do mar, na neve, nas espécies, nos ecossistemas e nas sociedades humanas.

 

"A magnitude das mudanças físicas e ecológicas no Ártico cria um desafio sem precedentes para os Governos, o setor corporativo, os líderes comunitários e os conservacionistas", disse o biólogo Martin Sommerkorn, um dos autores do trabalho.

 

(fonte da imagem)

 

Segundo os dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, o desaparecimento completo da camada ártica elevaria o nível dos mares em 7,3 m, e, por enquanto, é impossível saber qual será a evolução nos próximos anos.

 

"Agora está nas mãos das nações árticas agir frente a esta evidência", disse Sommerkorn. "Podem fazer algo se agirem rápido e com contundência, mas é tarde demais para que tudo continue igual", acrescentou.


Fonte: EFE  - Terra Notícias

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Besouro que destrói florestas é novo vilão do aquecimento global

 

Mudança climática está favorecendo multiplicação do inseto em matas do Canadá.

Ao matar árvores, animal faz com que árvores liberem gases-estufa na atmosfera.

 

Um inseto do tamanho de um grão de arroz poderá ser o responsável por transformar as florestas da América do Norte em gigantescas fontes de dióxido de carbono, o mais importante gás ligado ao aquecimento global. Um novo estudo indica que o besouro em questão, ao se multiplicar descontroladamente e matar árvores, alteraria um bocado -- e para pior -- a interação entre as matas do Canadá e o clima da Terra.

 

Foto: Natural Resources Canada/Divulgação

O besouro parece aterrorizante, mas é do tamanho de um grão de arroz (Foto: Natural Resources Canada/Divulgação)

 

A afirmação parece catastrofista, mas se baseia nos dados mais recentes sobre a ação nefasta do besouro Dendroctonus ponderosae, que afeta várias espécies de pinheiros nas regiões mais frias e montanhosas da América do Norte. Na Colúmbia Britânica (sudoeste do Canadá), o surto atual de multiplicação do bicho é dez vezes pior do que todos os outros eventos do tipo registrados até hoje. E, levando em conta o aquecimento projetado para a próxima década, a tendência é que a situação fique mais grave ainda.

 

A estimativa foi feita por uma equipe de pesquisadores capitaneada por Werner Kurz, do Serviço Florestal Canadense, e deve ser publicada na edição desta semana da revista científica "Nature". O trabalho é assustador por demonstrar claramente um dos temidos "feedbacks positivos" -- efeitos colaterais do aquecimento provocado pelo homem que tendem a intensificá-lo ainda mais nas décadas vindouras.

 

Vermelho-morte

Apesar de pequeno, o Dendroctonus ponderosae é capaz de levar um pinheiro adulto à morte com facilidade. O bicho parasita o floema, parte do sistema vascular da planta que carrega sua seiva. Ao botar ovos nessa região e se alimentar da camada abaixo da casca da árvore, os bichos se multiplicam de tal maneira que acabam com a circulação de nutrientes nos pinheiros. Restam apenas grandes áreas avermelhadas de floresta -- as árvores mortas acabam assumindo essa cor.

 

Foto: Natural Resources Canada/Divulgação

Árvores ficam avermelhadas depois que o besouro as mata (Foto: Natural Resources Canada/Divulgação)

 

Acontece que o habitat da criatura se expandiu consideravelmente nos últimos anos: no Canadá, os invernos estão mais quentes, a temperatura máxima no verão também aumentou, e as florestas estão menos chuvosas. Quando as árvores morrem, todo o carbono armazenado em seu tronco, folhas e raízes é transformado em dióxido de carbono e lançado na atmosfera. Por enquanto, o balanço ainda é positivo: a quantidade do gás-estufa produzida pelas árvores que morrem é menor do que o gás carbônico absorvido pelas plantas que estão crescendo.

 

No entanto, as projeções feitas por Kurz e seus colegas indicam que, nos próximos anos, o sinal da equação vai se inverter. A quantidade de gás carbônico emitida passará a ser bem maior, de forma que, infestada de besouros, a mata deixará de aliviar o aquecimento global e passará a agravá-lo. A questão que fica no ar é quão comuns serão os eventos imprevistos desse tipo, nos quais a mudança de temperatura vai desencadear processos biológicos que, por sua vez, darão força ainda maior ao aquecimento.

 

Autor: Reinaldo José Lopes-  G1

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Geleiras derretem muito mais rápido que o pensado

 

A mudança climática está tendo um impacto muito mais grave e mais rápido sobre o Ártico do que se pensava até agora, segundo um novo estudo da organização Fundo Mundial da Natureza (WWF).

 

O degelo ártico se acelerou gravemente, e os cientistas estudam agora se o ponto de não retorno está perto, quando as mudanças se tornam irreversíveis, indica o WWF.

 

(fonte da imagem)

 

O novo relatório, intitulado "Ciência sobre o impacto da mudança climática - Atualização", representa o maior estudo sobre o impacto do aquecimento global no Ártico desde que foi publicada uma pesquisa sobre a questão em 2005.

 

O novo estudo, que será apresentado na quinta-feira no Conselho Intergovernamental do Ártico, descobriu que as mudanças - mais rápidas que o previsto - estão ocorrendo em todos os níveis do meio ambiente ártico, na atmosfera, nos oceanos, no gelo do mar, na neve, nas espécies, nos ecossistemas e nas sociedades humanas.

 

"A magnitude das mudanças físicas e ecológicas no Ártico cria um desafio sem precedentes para os Governos, o setor corporativo, os líderes comunitários e os conservacionistas", disse o biólogo Martin Sommerkorn, um dos autores do trabalho.

 

(fonte da imagem)

 

Segundo os dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, o desaparecimento completo da camada ártica elevaria o nível dos mares em 7,3 m, e, por enquanto, é impossível saber qual será a evolução nos próximos anos.

 

"Agora está nas mãos das nações árticas agir frente a esta evidência", disse Sommerkorn. "Podem fazer algo se agirem rápido e com contundência, mas é tarde demais para que tudo continue igual", acrescentou.


Fonte: EFE  - Terra Notícias

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segunda-feira, 31 de março de 2008

Novo Blog

     O Blog Caos Ambiental está sendo desativado...
 
 
     Acesse o novo blog BioWilson, lá você encontrará as mesmas notícias sobre o meio ambiente e muito mais informações sobre ciência e tecnologia.
 
 
     Obrigado pela atenção!!


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