segunda-feira, 5 de maio de 2008

Encrenca é com este senhor

O catarinense Fernando Marcondes de Mattos, dono do Costão do Santinho, desafia ambientalistas com seus empreendimentos. Agora parte para mais uma disputa, desta vez na Serra Gaúcha

 

     Os momentos de prazer e descanso que turistas buscam num dos mais luxuosos resorts de praia do país, o Costão do Santinho, em Santa Catarina, em nada lembram a atribulada vida de seu fundador, Fernando Marcondes de Mattos. O cenário tranqüilo e quase idílico -- localizado a 35 quilômetros do centro de Florianópolis, cercado por mata nativa -- tornou-se pano de fundo para uma série de brigas ambientais desde que Marcondes decidiu montar o resort, há quase duas décadas. Desde então, ele se envolveu em pelo menos cinco imbróglios, todos ligados a questões de meio ambiente. No caso mais crítico, ocorrido em maio de 2007, Marcondes ficou 36 horas preso na carceragem da Polícia Federal em Florianópolis, suspeito de negociar licenças ambientais. A acusação envolve a liberação da licença de construção do Costão das Gaivotas, condomínio de 124 casas junto ao hotel, com inauguração prevista para dezembro de 2008. "Pelo que fiz e estou fazendo por Santa Catarina e por Florianópolis, é um absurdo que isso aconteça comigo", afirma Marcondes. Aos 69 anos de idade, ele se diz perseguido, injustiçado, mas não parece temer outra briga de iguais proporções. Desta vez, no Rio Grande do Sul. Marcondes está empenhado em construir um condomínio em Gramado, na Serra Gaúcha. As obras nem começaram e ele já foi prestar contas para o prefeito e os vereadores que temem perder uma de suas últimas áreas verdes. "Vai ser outra guerra", diz. "Mas o que vou fazer? Desistir? Parar? Não consigo."

 

(foto: Eduardo Marques/ TEMPO EDITORIAL)

 

     Tanta briga fez com que Marcondes se tornasse hoje um dos empresários mais polêmicos do país no que se refere a questões ambientais. Até agora, porém, nenhuma das investigações o apontou como culpado. (O processo que resultou em sua prisão está hoje na esfera da Justiça Federal, sem previsão de desfecho.) Numa autobiografia de 500 páginas lançada pouco antes de ser preso, no ano passado, sob o imodesto título Saga de um Visionário, Marcondes descreve como ele vê a própria situação:

"Quase todos conseguem absorver algumas adversidades, mas poucos são os que conseguem se manter em pé diante de uma saraivada de golpes simultâneos". Filho primogênito de um juiz, Marcondes começou a trabalhar aos 18 anos, como datilógrafo. Mais tarde se formou advogado, mas nunca exerceu a profissão. Ele seguiu carreira em empresas estatais até os anos 80, quando deixou a diretoria financeira da distribuidora de energia Eletrosul para se dedicar integralmente a um negócio familiar -- a fabricante de embalagens Inplac, hoje a maior do país no mercado de adubos e fertilizantes e comandada por seu irmão Roberto. Anos depois, decidiu que uma boa forma de ganhar dinheiro seria com a exploração da costa catarinense -- que à época ainda era pouco aproveitada por grandes empresários de turismo. Sua percepção aparentemente estava correta. Com ocupação de 55% (cerca de 10 pontos percentuais acima da média do mercado brasileiro), o Costão do Santinho tornou-se um dos resorts mais bem-sucedidos do país. Hoje, todos os negócios de Marcondes faturam mais de 300 milhões de reais e empregam mais de 1 600 pessoas -- os empreendimentos no ramo de turismo respondem por quase 25% desse total.

 

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Santinho: obra embargada por mais de um ano


     O COMEÇO DAS ENCRENCAS de Marcondes coincide justamente com sua projeção como empresário do ramo turístico. Sua maior adversária nas brigas ambientais é Analúcia Hartmann, procuradora da República em Santa Catarina. Uma investigação pedida por Analúcia paralisou as obras de ampliação do Costão do Santinho em 1997 por um ano. Seu objetivo era apurar denúncias de que o empreendimento estava derrubando áreas de preservação. "Parte dos empresários do estado quer simplesmente ocupar os espaços e construir sem nenhuma preocupação com o que está deixando para trás", diz a ex-militante ecológica Analúcia.

     Segundo ela, a pressão foi fundamental para que o Costão preservasse intocada parte da mata e mesmo dos registros arqueológicos do local. Em dezembro de 1997, Marcondes inaugurou um museu com inscrições rupestres feitas há 5 000 anos. O empreen dimento também manteve cerca de 75% da mata, boa parte dela no morro das Aranhas, que possui cerca de 160 espécies de aves e diversas plantas nativas.

     Desde 2005, Marcondes passou a ser criticado pelas obras do Costão Golf (empreendimento localizado ao lado do resort). A primeira etapa, um campo de 18 buracos, foi inaugurada em dezembro do ano passado, após um embargo de um ano e meio. A segunda parte do projeto -- um condomínio de casas -- está parada. Segundo ONGs ambientalistas da região, a construção pode contaminar lençóis de água potável da área. "Não somos contra a construção", diz Rodrigo Salles, presidente da ONG Aliança Nativa. "É possível construir desde que não haja contaminação da água, e até agora ele não conseguiu comprovar que não vai poluir." O atraso, segundo Marcondes, resultou num prejuízo superior a 5 milhões de reais.

 

Costão Golf (fonte da imagem)

 

     Agora, Marcondes tornou-se alvo de polêmica também no Rio Grande do Sul. Para erguer o Costão do Gramado, com investimento previsto de 100 milhões de reais, ele pretende fazer uma espécie de barganha. Está tentando convencer o prefeito e os vereadores a autorizar a construção de prédios num terreno coberto de mata nativa no centro da cidade gaúcha -- o que implica mudança da legislação atual, que permite apenas a construção de casas. Em contrapartida, Marcondes está oferecendo a destinação de uma área equivalente a quase metade do terreno e um investimento de 4 milhões de reais para a construção de um parque municipal de orquídeas. "Há dois anos tento convencer o prefeito de que é a melhor coisa a fazer", diz. Mesmo assim, o empresário é ouvido com ceticismo. "Ele pode até doar o parque, mas na área em que ele pretende construir o hotel há mata nativa e riacho", diz José Carlos Silveira, presidente do Conselho do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado de Gramado, formado por representantes de 31 entidades, entre associações comerciais e sindicatos. "Como sabemos que Marcondes tem um histórico conturbado, estamos resistindo à proposta." (Procurado por EXAME, o prefeito de Gramado, Pedro Henrique Bertolucci, não deu entrevista.) Apesar da resistência, Marcondes espera obter a autorização para iniciar as obras em julho. Para tentar minimizar as disputas em Gramado e Florianópolis, recentemente ele anunciou medidas que demonstrariam sua disposição em manter o meio ambiente intocado. Uma das mais ousadas é a construção de um campo de energia eólica, com investimento de 40 milhões de reais, para abastecer todos os seus empreendimentos e torná-los auto-suficientes em energia. Por enquanto, o plano não saiu do papel.

 

Costão do Santinho, um dos mais luxuosos resorts de praia do país (fonte da imagem)

 

(fonte da imagem)

 

Por Susana Naiditch - Revista Exame - 23/04/2008

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Retomada do desmatamento amazônico

 
     Segundo o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), ONG com sede em Belém, Pará e Mato Grosso tiveram um desmatamento de 214 quilômetros quadrados, o triplo do mesmo período (últimos três meses) do ano passado. O resultados do Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD) revelam a retomada brutal do desmatamento na flroesta amazônica, ameaçando tendência de queda apresentada nos últimos três anos.
 
 
     As ações ilícitas não foram intimidadas pelas medidas de repressão anunciadas pelo governo federal em janeiro deste ano , nem pelos meses de chuva, como já havia sido demostrado pelo Greenpeace em seus sobrevôos periódicos sobre a região, amparados em imagens de satélite.
     Para o Greenpeace, o que importa para a sociedade, além das descrepâncias entre as análises e resultados entre órgãos de pesquisa, é dispor de dados mensais mostrando a situação da floresta, para que ela possa cobrar mais ação do governo na punição a crimes ambientais e maior responsabilidade por parte de madeireiros, agricultores e pecuaristas.
 
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Unilever atende ao pedido de moratória

 

     Apesar de há uma semana a Unilever (a companhia por trás de famosas marcas como Dove) ter declarado que não tomaria ações para parar o desmatamento nas florestas da Indonésia, a empresa declarou hoje que atenderá pedido de moratória feito pelo Greenpeace. A ação permitirá que as regulamentações sejam direcionadas a proteção das florestas nos próximos anos, um anúncio positivo para os orangotangos da região em via de extinção e para o clima.

     Foi prometido também que todo o óleo de palmeira utilizado nos produtos da Unilever seriam sustentabilizados até 2015. O Greenpeace quer ver agora alguns dos compradores do óleo como a Nestlé e a Procter & Gamble, se unirem a Unilever e mudarem sua postura.

 

O contraste nítido entre a floresta intocada e a área destruída devido à plantação de palmeiras para a produção e óleo na Indonésia.

 

Fonte: Greenpeace

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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sábado, 26 de abril de 2008

Dove: Removedor de Florestas

 

A "mais nova embalagem" do Dove feita pelo Greenpeace: "Dove: Removedor de Florestas" . Ela desmascara a faceta ecologicamente correta que a empresa veicula publicitariamente, ao revelar a forma a partir da qual são feitos os produtos da marca: com a destruição de florestas para retirar óleo de palmeira.

 

 

Fotos da devastação das florestas da Indonésia

 

 

Confira algumas fotos da destruição das florestas na Indonésia para dar lugar à produção de óleo de palmeira. Lembre-se que a Dove está seriamente envolvida nisso para fazer seus produtos.

 

 

O desmatamento desloca populações, muda o microclima, deixa espécies em extinção e contribui para o agravamento do aquecimento global

 

 

Fonte: Greenpeace

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Ursos polares estão 'em risco' no Canadá

Aquecimento global é apontado como problema enfrentado pela espécie.

 

Os ursos polares do Canadá estão em risco por causa das mudanças climáticas, mas não estão ameaçados de extinção iminente, segundo a avaliação de um painel de especialistas apresentada ao governo do país.

 

De acordo com os especialistas, o governo deverá agora desenvolver um plano para proteger a espécie no país. Estima-se que haja 15 mil ursos polares vivendo no Canadá.

 

(fonte da imagem)

 

A situação dos ursos polares vem preocupando ambientalistas há vários anos, já que os animais sofrem riscos em duas frentes - a caça e o derretimento da camada de gelo do Ártico, atribuída ao aquecimento global.

 

Ao reconhecer os dois problemas, o painel concluiu que a população de ursos polares do Canadá ainda não está diminuindo em ritmo rápido o suficiente para que esteja na categoria mais séria das espécies em perigo.

 

O urso polar foi identificado como espécie sob preocupação especial no Canadá.

 

(fonte da imagem)

 

Em risco

"Com base nas melhores informações disponíveis, não há razões suficientes para acreditar que o urso polar esteja sob risco iminente de extinção", disse Jeff Hutchings, o diretor do painel.

 

"Mas isso não quer dizer que ele não enfrenta problemas. Uma espécie sob preocupação especial é uma espécie em risco no Canadá e necessita de ação legislativa."

 

(fonte da imagem)

 

O ministro do meio ambiente, John Baird, é obrigado a aceitar as conclusões do relatório encomendado pelo governo e combater as ameaças à sobrevivência do animal, incluindo as mudanças climáticas.

 

Mas um plano de administração para a população de ursos polares do Canadá não será exigido até 2014, quando alguns cientistas acreditam que a camada de gelo do Ártico terá desaparecido completamente.

 

Fonte: BBC Brasil - G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Geleiras derretem muito mais rápido que o pensado


A mudança climática está tendo um impacto muito mais grave e mais rápido sobre o Ártico do que se pensava até agora, segundo um novo estudo da organização Fundo Mundial da Natureza (WWF).

 

O degelo ártico se acelerou gravemente, e os cientistas estudam agora se o ponto de não retorno está perto, quando as mudanças se tornam irreversíveis, indica o WWF.

 

(fonte da imagem)

 

O novo relatório, intitulado "Ciência sobre o impacto da mudança climática - Atualização", representa o maior estudo sobre o impacto do aquecimento global no Ártico desde que foi publicada uma pesquisa sobre a questão em 2005.

 

O novo estudo, que será apresentado na quinta-feira no Conselho Intergovernamental do Ártico, descobriu que as mudanças - mais rápidas que o previsto - estão ocorrendo em todos os níveis do meio ambiente ártico, na atmosfera, nos oceanos, no gelo do mar, na neve, nas espécies, nos ecossistemas e nas sociedades humanas.

 

"A magnitude das mudanças físicas e ecológicas no Ártico cria um desafio sem precedentes para os Governos, o setor corporativo, os líderes comunitários e os conservacionistas", disse o biólogo Martin Sommerkorn, um dos autores do trabalho.

 

(fonte da imagem)

 

Segundo os dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, o desaparecimento completo da camada ártica elevaria o nível dos mares em 7,3 m, e, por enquanto, é impossível saber qual será a evolução nos próximos anos.

 

"Agora está nas mãos das nações árticas agir frente a esta evidência", disse Sommerkorn. "Podem fazer algo se agirem rápido e com contundência, mas é tarde demais para que tudo continue igual", acrescentou.


Fonte: EFE  - Terra Notícias

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Besouro que destrói florestas é novo vilão do aquecimento global

 

Mudança climática está favorecendo multiplicação do inseto em matas do Canadá.

Ao matar árvores, animal faz com que árvores liberem gases-estufa na atmosfera.

 

Um inseto do tamanho de um grão de arroz poderá ser o responsável por transformar as florestas da América do Norte em gigantescas fontes de dióxido de carbono, o mais importante gás ligado ao aquecimento global. Um novo estudo indica que o besouro em questão, ao se multiplicar descontroladamente e matar árvores, alteraria um bocado -- e para pior -- a interação entre as matas do Canadá e o clima da Terra.

 

Foto: Natural Resources Canada/Divulgação

O besouro parece aterrorizante, mas é do tamanho de um grão de arroz (Foto: Natural Resources Canada/Divulgação)

 

A afirmação parece catastrofista, mas se baseia nos dados mais recentes sobre a ação nefasta do besouro Dendroctonus ponderosae, que afeta várias espécies de pinheiros nas regiões mais frias e montanhosas da América do Norte. Na Colúmbia Britânica (sudoeste do Canadá), o surto atual de multiplicação do bicho é dez vezes pior do que todos os outros eventos do tipo registrados até hoje. E, levando em conta o aquecimento projetado para a próxima década, a tendência é que a situação fique mais grave ainda.

 

A estimativa foi feita por uma equipe de pesquisadores capitaneada por Werner Kurz, do Serviço Florestal Canadense, e deve ser publicada na edição desta semana da revista científica "Nature". O trabalho é assustador por demonstrar claramente um dos temidos "feedbacks positivos" -- efeitos colaterais do aquecimento provocado pelo homem que tendem a intensificá-lo ainda mais nas décadas vindouras.

 

Vermelho-morte

Apesar de pequeno, o Dendroctonus ponderosae é capaz de levar um pinheiro adulto à morte com facilidade. O bicho parasita o floema, parte do sistema vascular da planta que carrega sua seiva. Ao botar ovos nessa região e se alimentar da camada abaixo da casca da árvore, os bichos se multiplicam de tal maneira que acabam com a circulação de nutrientes nos pinheiros. Restam apenas grandes áreas avermelhadas de floresta -- as árvores mortas acabam assumindo essa cor.

 

Foto: Natural Resources Canada/Divulgação

Árvores ficam avermelhadas depois que o besouro as mata (Foto: Natural Resources Canada/Divulgação)

 

Acontece que o habitat da criatura se expandiu consideravelmente nos últimos anos: no Canadá, os invernos estão mais quentes, a temperatura máxima no verão também aumentou, e as florestas estão menos chuvosas. Quando as árvores morrem, todo o carbono armazenado em seu tronco, folhas e raízes é transformado em dióxido de carbono e lançado na atmosfera. Por enquanto, o balanço ainda é positivo: a quantidade do gás-estufa produzida pelas árvores que morrem é menor do que o gás carbônico absorvido pelas plantas que estão crescendo.

 

No entanto, as projeções feitas por Kurz e seus colegas indicam que, nos próximos anos, o sinal da equação vai se inverter. A quantidade de gás carbônico emitida passará a ser bem maior, de forma que, infestada de besouros, a mata deixará de aliviar o aquecimento global e passará a agravá-lo. A questão que fica no ar é quão comuns serão os eventos imprevistos desse tipo, nos quais a mudança de temperatura vai desencadear processos biológicos que, por sua vez, darão força ainda maior ao aquecimento.

 

Autor: Reinaldo José Lopes-  G1

Postado por Wilson Junior Weschenfelder



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Geleiras derretem muito mais rápido que o pensado

 

A mudança climática está tendo um impacto muito mais grave e mais rápido sobre o Ártico do que se pensava até agora, segundo um novo estudo da organização Fundo Mundial da Natureza (WWF).

 

O degelo ártico se acelerou gravemente, e os cientistas estudam agora se o ponto de não retorno está perto, quando as mudanças se tornam irreversíveis, indica o WWF.

 

(fonte da imagem)

 

O novo relatório, intitulado "Ciência sobre o impacto da mudança climática - Atualização", representa o maior estudo sobre o impacto do aquecimento global no Ártico desde que foi publicada uma pesquisa sobre a questão em 2005.

 

O novo estudo, que será apresentado na quinta-feira no Conselho Intergovernamental do Ártico, descobriu que as mudanças - mais rápidas que o previsto - estão ocorrendo em todos os níveis do meio ambiente ártico, na atmosfera, nos oceanos, no gelo do mar, na neve, nas espécies, nos ecossistemas e nas sociedades humanas.

 

"A magnitude das mudanças físicas e ecológicas no Ártico cria um desafio sem precedentes para os Governos, o setor corporativo, os líderes comunitários e os conservacionistas", disse o biólogo Martin Sommerkorn, um dos autores do trabalho.

 

(fonte da imagem)

 

Segundo os dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, o desaparecimento completo da camada ártica elevaria o nível dos mares em 7,3 m, e, por enquanto, é impossível saber qual será a evolução nos próximos anos.

 

"Agora está nas mãos das nações árticas agir frente a esta evidência", disse Sommerkorn. "Podem fazer algo se agirem rápido e com contundência, mas é tarde demais para que tudo continue igual", acrescentou.


Fonte: EFE  - Terra Notícias

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segunda-feira, 31 de março de 2008

Novo Blog

     O Blog Caos Ambiental está sendo desativado...
 
 
     Acesse o novo blog BioWilson, lá você encontrará as mesmas notícias sobre o meio ambiente e muito mais informações sobre ciência e tecnologia.
 
 
     Obrigado pela atenção!!


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sábado, 22 de março de 2008

Sob a fumaça

     Pode não aparecer na imagem, mas o que está debaixo de toda essa fumaça cinza é a Amazônia. O flagrante foi feito em setembro do ano passado por equipamentos da Nasa, a agência espacial americana.
     A equipe do cientista Ilan Koren, do Weizmann Institute of Science, em Israel, analisou essa e outras imagens feitas desde 2000. Os pesquisadores concluíram que o ano de 2007 foi o mais "fumacento" desse período – conseguiu superar até 2005, quando a Amazônia passou por uma das piores secas de sua história.
 
 
     Os cientistas acreditam que um aumento tão grande das queimadas na região só pode ser explicado pelo alto preço da soja e do gado no mercado internacional no fim do ano passado. O fogo é usado para limpar o solo para novas safras ou para abrir áreas de pastagens. Além de destruir a fauna e a flora da maior floresta tropical do mundo, as queimadas aumentam o número de partículas na atmosfera. E isso muda o padrão de distribuição das chuvas na região. Fora que a destruição da Amazônia influencia nas chuvas de todo continente. Só para se ter uma idéia, estima-se que 70% da água que cai na região sudeste do Brasil no período de chuvas vem de lá.
 
Autora: Marcela Buscato - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quarta-feira, 12 de março de 2008

Reduzir gases do efeito estufa no Brasil custaria US$ 3,4 bilhões

Governo precisaria gastar US$ 0,70 por tonelada de dióxido de carbono.
Trabalho será apresentado na Câmara dos Deputados.

 
     O custo total nos próximos dez anos para reduzir a quase zero as emissões de gases do efeito estufa na Amazônia brasileira seria de US$ 3,4 bilhões. O cálculo será apresentado nesta quarta-feira (12), durante o café da manhã da Frente Parlamentar Ambientalista, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O estudo foi coordenado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), com a colaboração da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do instituto americano The Woods Hole Research Center (WHRC). As idéias centrais do trabalho já haviam sido discutidas na Conferência de Bali sobre Mudança Climática, em dezembro.
 
Queimadas constantes na Amazônia por ação de fazendeiros (fonte da imagem)
 
     O relatório propõe investimentos na preservação da floresta, em benefícios para os povos tradicionais da Amazônia e na compensação aos fazendeiros que optarem por não desmatar. As ações garantiriam redução na emissão de gás carbônico (CO2) de 5 bilhões de toneladas. O custo seria, portanto, de US$ 0,70 por tonelada de CO2.
     Para o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, órgão do Ministério do Meio Ambiente, Tasso Azevedo, o valor está subestimado: "Segundo os cálculos do ministério, o custo para diminuir gradativamente as emissões e zerá-las em um período de dez anos seria de, aproximadamente, US$ 2 bilhões por ano."
     O coordenador de pesquisa do Ipam e um dos autores do estudo, Paulo Moutinho, aponta que quase todas as estimativas desconsideram o investimento que já foi feito pelo governo e pela sociedade na criação de unidades de conservação, na demarcação de terras indígenas e na formulação da legislação específica. "O objetivo do estudo é exatamente esse: mostrar que a questão econômica não é o principal impedimento às ações para a redução das emissões. O mais importante é vontade política", afirma.
 
Indústrias também emitem boa parte do CO2 na atmosfera (fonte da imagem)
 
     O trabalho propõe a criação de três fundos que seriam abastecidos pelo programa de redução de emissões. O primeiro beneficiaria as comunidades tradicionais que vivem da floresta. Pagaria o equivalente a meio salário mínimo todos os meses para até 200 mil famílias que vivem em reservas indígenas, extrativistas e de desenvolvimento sustentável. O segundo serviria para compensar integralmente proprietários de terra em situação legal que optem por renunciar ao direito de desmatar. O terceiro financiaria as ações de fiscalização por parte do governo federal e dos Estados.
 
Fonte: Agência Estado - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Fumaça de óleo diesel, dor de cabeça na certa

Respirar fumaça de óleo diesel traz stress ao sistema nervoso central.
  
     Além de incomodar pelo cheiro ruim a fumaça de óleo diesel pode afetar o funcionamento do cérebro de quem está exposto a ela. Essa foi a constatação de um grupo de pesquisadores holandeses que avaliou as ondas cerebrais de voluntários expostos à fumaça de motores à diesel, como o que acontece a quem tem que trabalhar em garagens ou ruas movimentadas.
 
Poluição em São Paulo (fonte da imagem)
 
     Cerca de 10 voluntários permaneceram em uma sala repleta de ar puro ou fumaça de óleo diesel de um motor, por uma hora. Para avaliar a função cerebral dos voluntários estes foram ligados à um aparelho de eletroencefalografia. O aparelho registrava as ondas cerebrais dos participantes durante uma hora de exposição aos gases e mais uma hora após.
     Os registros mostraram que apenas 30 minutos de inalação da atmosfera poluída era o suficiente para afetar a função cerebral. o exame mostrou que o cérebro sofria um stress que se manifestava pela alteração da capacidade do cortéx de processar informações. O impacto da fumaça sobre o sistema nervoso central não só permanecia, como também aumentava, após a saída da sala com ar contaminado.
     Os níveis de poluição a que os indivíduos eram expostos na pesquisa eram semelhantes aos enfrentados pelos trabalhadores em garagens de empresas de transporte ou mesmo nas vias com tráfego movimentado.
 
Deve-se aumentar a fiscalização de veículos que emitem fumaça preta em excesso (fonte da imagem)
 
     Os cientistas acreditam que a explicação para o efeito sobre o cérebro esteja no stress oxidativo das partículas microscópicas que se depositam nos tecidos do organismo. As partículas implicadas no processo são tão pequenas que são classificadas como nano-partículas e que poderiam por seu tamanho diminuto atingir áreas do cérebro dos participantes.
     Apesar das dificuldades de se realizarem pesquisas onde seres humanos são expostos à situações perigosas, trabalhos como esse podem levar à melhoria das condições de trabalho dos operários do transporte no mundo.
 
Autor: Luis Fernando Correia - Especial para o G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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EUA decidem que 'wolverine' não precisa de proteção especial

Espécie, conhecida como 'carcaju' em português, é típica do Hemisfério Norte.
Estados Unidos concluíram que animal não está ameaçado de extinção.

     Oficiais do governo americano divulgaram nesta semana que o "wolverine" (espécie conhecida como "carcaju" ou "glutão" em português) não está ameaçado de extinção e por isso não precisa de proteção especial no país. A decisão contraria os pesquisadores, que acreditam que o raro e agressivo animal pode desaparecer.
 
Foto: Reprodução 
Carcaju ou 'wolverine' fotografado em refúgio da vida selvagem americano (Foto: Reprodução)

 
     No passado, os wolverines eram encontrados desde o Alaska até o sul dos Estados Unidos. Hoje, vivem apenas em pequenos refúgios no país. Mas a entidade americana responsável pela proteção da biodiversidade afirma que a espécie não está ameaçada, porque há ainda grandes populações de wolverines no Canadá.
     "De acordo com as regras da Lei das Espécies Ameaçadas, a população americana não é significativa para a viabilidade da espécie como um todo", afirmou a porta-voz do Serviço de Vida Selvagem e Pesca, Diane Katzenberger.
     A decisão desagraou os pesquisadores, que a consideraram um retrocesso e lembraram outros animais dos Estados Unidos que são protegidos por lei, apesar de terem populações grandes no Canadá, como os ursos cizentos e as águias carecas.
     "Este país nunca abriu mão de proteger o que está em suas fronteiras", afirmou Jamie Rappaport Clark, que dirigiu o órgão durante o governo Clinton e hoje trabalha em um grupo ambientalista. "A administração atual está jogando essa responsabilidade para os países a norte e a sul de nós", afirmou.
     Grupos ambientalistas estão planejando um processo legal. "Não vivemos no Canadá. Vivemos em Washington, Montana e Idaho e é importante termos wolverines aqui", disse Joe Scott, do grupo Conservation Northwest.
     Na semana passada, uma estudante conseguiu uma imagem rara de um wolverine nas montanhas da Califórnia, o que supreendeu os cientistas.
Foto: AP
Imagem deixou claro para os cientistas que se trata de um carcaju. Pesquisadores não acreditam que a foto foi manipulada (Foto: AP)
 
Fonte: Do G1, com informações da AP
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 11 de março de 2008

E aí, Vigor, vai rotular?

 
     Ontem foi dia de protesto na sede da Vigor, em São Paulo. Foram mais de 30 ativistas, perguntando se a Vigor usa ou não transgênicos pra fabricar as suas margarinas e maioneses... Eu avisei que vinha aí a Semana do Consumidor, né? Pois é, o protesto de ontem foi só o começo.
     Continue lendo E aí, Vigor, vai rotular?
 
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Rio São Francisco - A quem vai servir a transposição das águas?

Nas discussões que ora se travam sobre a questão da transposição do São Francisco. existem alguns argumentos tão fantasiosos...
 
     É compreensível que em um país de dimensões tão grandiosas, no contexto da tropicalidade, surjam muitas idéias e propostas incompletas para atenuar ou procurar resolver problemas de regiões críticas.
     Entretanto, é impossível tolerar propostas demagógicas de pseudotécnicos não preparados para prever os múltiplos impactos sociais, econômicos e ecológicos de projetos teimosamente enfatizados.
     Tem faltado a eventuais membros do primeiro escalão dos governos qualquer compromisso com planificação metódica e integrativa, baseada em bonsconhecimentos sobre o mundo real de uma sociedade prenhe de desigualdades. Nesse sentido, bons projetos são todos aqueles que possam atender às expectativas de todas as classes sociais regionais, de modo equilibrado e justo, longe de favorecer apenas alguns especuladores contumazes. Pessoalmente, estou cansado de ouvir propostas ocasionais, mal pensadas, dirigidas a altas lideranças governamentais.
     Nas discussões que ora se travam sobre a questão da transposição de águas do São Francisco para o setor norte do Nordeste Seco, existem alguns argumentos tão fantasiosos e mentirosos que merecem ser corrigidos em primeiro lugar. Referimo-nos ao fato de que a transposição das águas resolveria os grandes problemas sociais existentes na região semi-árida do Brasil.
    Trata-se de um argumento completamente infeliz lançado por alguém que sabe de antemão que os brasileiros extra-nordestinos desconhecem a realidade dos espaços físicos, sociais, ecológicos e políticos do grande Nordeste do país, onde se encontra a região semi-árida mais povoada do mundo.
     O Nordeste Seco, delimitado pelo espaço até onde se estendem as caatingas e os rios intermitentes, sazonários e exoreicos (que chegam ao mar), abrange um espaço fisiográfico socioambiental da ordem de 750.000 quilômetros quadrados, enquanto a área que pretensamente receberá grandes benefícios abrange dois projetos lineares que somam apenas alguns milhares de quilômetros nas bacias do rio Jaguaribe (Ceará) e Piranhas/Açu, no Rio Grande do Norte. Portanto, dizer que o projeto de transposição de águas do São Francisco para além Araripe vai resolver problemas do espaço total do semi-árido brasileiro não passa de uma distorção falaciosa.
     Um problema essencial na discussão das questões envolvidas no projeto de transposição de águas do São Francisco para os rios do Ceará e Rio Grande do Norte diz respeito ao equilíbrio que deveria ser mantido entre as águas que seriam obrigatórias para as importantíssimas hidrelétricas já implantadas no médio/baixo vale do rio - Paulo Afonso, Itaparica, Xingó. Devendo ser registrado que as barragens ali implantadas são fatos pontuais, mas a energia ali produzida, e transmitida para todo o Nordeste, constitui um tipo de planejamento da mais alta relevância para o espaço total da região. De forma que o novo projeto não pode, em hipótese alguma, prejudicar o mais antigo, que reconhecidamente é de uma importância areolar. Mas parece que ninguém no Brasil se preocupa em saber nada de planejamentos pontuais, lineares e areolares. Nem tão pouco em saber quanto o projeto de interesse macro-regional vai interessar para os projetos lineares em pauta.
     Segue-se na ordem dos tratamentos exigidos pela idéia de transpor águas do São Francisco para além Araripe a questão essencial a ser feita para políticos, técnicos acoplados e demagogos: a quem vai servir a transposição das águas? Uma interrogação indispensável em qualquer projeto que envolve grandes recursos, sensibilidade social e honestas aplicações dos métodos disponíveis para previsão de impactos.
     Os "vazanteiros" que fazem horticultura no leito dos rios que "cortam" - que perdem fluxo durante o ano-serão os primeiros a ser totalmente prejudicados. Mas os técnicos insensíveis dirão com enfado: "A cultura de vazante já era". Sem ao menos dar qualquer prioridade para a realocação dos heróis que abastecem as feiras dos sertões. A eles se deve conceder a prioridade maior em relação aos espaços irrigáveis que viessem a ser identificados e implantados.De imediato, porém, serão os fazendeiros pecuaristas da beira alta e colinas sertanejas que terão água disponível para o gado, nos cinco ou seis meses que os rios da região não correm. É possível termos água disponível para o gado e continuarmos com pouca água para o homem habitante do sertão. Nesse sentido, os maiores beneficiários serão os proprietários de terra, residentes longe, em apartamentos luxuosos em grandes centros urbanos. Sobre a viabilidade ambiental pouca coisa se pode adiantar, a não ser a falta de conhecimentos sobre a dinâmica climática e a periodicidade do rio que vai perder água e dos rios intermitentes-sazonários que vão receber filetes das águas transpostas.
     Um projeto inteligente e viável sobre transposição de águas, captação e utilização de águas da estação chuvosa e multiplicação de poços ou cisternas tem que envolver obrigatoriamente conhecimento sobre a dinâmica climática regional do Nordeste. No caso de projetos de transposição de águas, há de ter consciência que o período de maior necessidade será aquele que os rios sertanejos intermitentes perdem correnteza por cinco a sete meses.
     Trata-se porém do mesmo período que o rio São Francisco torna-se menos volumoso e mais esquálido. Entretanto, é nesta época do ano que haverá maior necessidade de reservas do mesmo para hidrelétricas regionais. Trata-se de um impasse paradoxal, do qual, até agora, não se falou.
     Por outro lado, se esta água tiver que ser elevada ao chegar a região final de seu uso, para desde um ponto mais alto descer e promover alguma irrigação por gravidade, o processo todo aumentará ainda mais a demanda regional por energia. E, ainda noutra direção, como se evitará uma grande evaporação desta água que atravessará o domínio da caatinga, onde o índice de evaporação é o maior de todos? Eis outro ponto obscuro, não tratado pelos arautos da transposição.
     A afoiteza com que se está pressionando o governo para se conceder grandes verbas para início das obras de transposição das águas do São Francisco terá conseqüências imediatas para os especuladores de todos os naipes. Existindo dinheiro - em uma época de escassez generalizada para projetos necessários e de valor certo -, todos julgam que deve ser democrática a oferta de serviços, se possível bem rentosos. Será assim, repetindo fatos do passado, que acontecerá a disputa pelos R$ 2 bilhões pretendidos para o começo das obras.
     O risco final é que, atravessando acidentes geográficos consideráveis, como a elevação da escarpa sul da chapada do Araripe - com grande gasto de energia! -, a transposição acabe por significar apenas um canal tímido de água, de duvidosa validade econômica e interesse social, de grande custo, e que acabaria, sobretudo, por movimentar o mercado especulativo, da terra e da política. No fim, tudo apareceria como o movimento geral de transformar todo o espaço em mercadoria.
 
Autor: Aziz Ab'Sáber, 80, é geógrafo, professor-emérito da Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e professor convidado do Instituto de Estudos Avançados da USP. Ex. Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência/SBPC, autor de vários livros.
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 10 de março de 2008

Os insustentáveis

 
     O irônico prêmio do Greenpeace 'homenageou' os Insustentáveis, criticando as práticas predatórias no mar. Entre eles,'um vencedor comemora o feito' no Show Internacional de Comida-marinha em Boston.
 
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Esqueleto de triceratops será leiloado

     O esqueleto de um dinossauro triceratops está em exibição hoje na casa de leilões Christies em Paris, O triceratops data de aproximadamente 66 milhões de anos, mede 7,5m de altura e sustenta uma grande rabo e três chifres.
     É esperado que ele alcance o valor de 500 mil euros, cerca de R$ 1 milhão no leilão, que ocorre no dia 16 de abril, segundo a agência de notícias AP.
     O triceratops era um dinossauro herbívoro quadrúpede que vivia na América do Norte. Além do chifre pequeno e grosso no nariz, tinha também um sobre cada olho, chegando a medir um metro os chifres maiores.
 
Triceratops era um dinossauro herbívoro
 
Fonte: Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 4 de março de 2008

Nuvem tóxica obriga coreanos a usar máscar a?=

     Uma gigantesca nuvem de poeira engoliu a maior parte da Coréia do Sul e obrigou escolas a serem fechadas na segunda-feira. A nuvem é formada por areia e poeira tóxica carregada da China.
As tempestades de areia que se abatem sobre o país nesta época do ano são formadas no deserto de Góbi, na China, e atingem algumas partes do Japão, além da península coreana.
 
 Na Coreia do Sul, as crianças e os idosos foram aconselhados a permanecer em casa para evitar problemas respiratórios (fonte da imagem)
 
     Todo o ano, o fenômeno provoca bilhões de dólares em prejuízo, e o governo sul-coreano calcula que a nuvem amarela mata 165 pessoas por ano.
Entre março e maio, muitos coreanos só andam nas ruas com o rosto coberto por máscaras de algodão, e lentes de contato passam a ser evitadas.
     Nos últimos anos, a freqüência e a toxicidade da nuvem vêm se acentuando, o que aumenta as tensões entre a China e seus vizinhos. A poeira fica tóxica depois de passar por regiões industriais chinesas.
 
Fonte: BBC Brasil - Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Você respiraria o ar de Pequim?

     As Olimpíadas de 2008 na cidade chinesa que Pequim estão causando dores de cabeça aos treinadores. Eles não querem expor os pulmões de seus atletas em Beijing (Pequim), considerada uma das cidades mais poluídas do mundo. Para resolver parte do problema, mais de 35 países planejam treinar os seus competidores no Japão e na Coréia do Sul.
 
Espessa camada de fumaça cobre o céu de Pequim na manhã de 19 de dezembro (Foto: NYT)
 
     O governo chinês diz que gastou bilhões para diminuir as emissões de gás carbônico durante os Jogos, mas o resultado parece não ser o esperado. Além de tirar os atletas da cidade, alguns países como os EUA e a Alemanha estão enviando cientistas para fazer testes independentes de monóxido de carbono por não acreditarem nas estatisticas oficiais da China sobre a poluição.
 
 
Autora: Paula Protazio, de Nova York - Blog do Planeta
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segunda-feira, 3 de março de 2008

A terra como você nunca viu

     Um planeta em transformação foi revelado essa semana. Fotos inéditas da Terra foram divulgadas no site PopSci. O ensaio mostrou a formação de continentes, glaciares em degelo na Patagônia, vulcões em erupção e desertos na Austrália. As imagens foram captadas por satélites.
 
     A idéia era mostrar um planeta visto apenas por poucos aventureiros e privilegiados, como o astronauta russo Yuri Gagarin que proferiu a famosa frase: "A Terra é azul." As fotos revelam que o planeta é azul, verde, vermelho e de muitas outras cores imagináveis. Ver o planeta por outros ângulos também pode ser uma forma de conscientizar as pessoas sobre a fragilidade do equilíbrio do clima e da vida.
 
Fonte: Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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A maldita transposição avança

Enquanto cai uma chuva abençoada...
 
     O trabalho do Exército, em "parceria" com as empresas privadas e suas "máquinas"  caminhões, tratores, carregadeiras e operários,  fazem avançar as obras da maldita Transposição do rio São Francisco, é o que confirma fotos recentes. A região de Cabrobó, onde inicia o Eixo Norte, e de Itaparica, onde inicia o Eixo Leste , estão cheias de placas alertando e intimidando: ÁREA MILITAR. NÃO ENTRE! SE ENTRAR INCORRERÁ NAS PENALIDADES DO ART. 9O, III, a), b) do CPM. Será que o povo simples da região sabe do que trata  tal  artigo 9º? E que significa Código Penal Militar? 
     Há tanques de guerra, soldados de infantaria e barricadas feitas pelo exército para impedir a entrada de pessoas civis, onde as obras estão evoluindo. É preciso cercar e impedir que o povo veja, pois "coisa feia precisa ficar escondida". Por que não se faz isso sob a luz do sol? Há placas na margem das estradas dizendo: INTEGRAÇÃO DE BACIAS, CANAL DE APROXIMAÇÃO A 2 Km. Por que não dizem transposição? Com um eufemismo evitam usar a palavra certa: TRANSPOSIÇÃO, insana, faraônica e maldita.
     Famílias estão sendo despejadas de suas casas e alojadas  em cubículos na periferia de cidades. Um senhor, já de idade, após ser colocado em um casebre na periferia de Cabrobó, permaneceu sentado em um toco durante mais de 8 horas, de cabeça baixa. Tomado por uma profunda desolação, ficou sem saber o que fazer. Quedou paralisado. É muito difícil para qualquer ser humano perder a sua identidade.  Podemos imaginar a tristeza desse senhor, arrancado de sua casinha, onde nasceu e viu seus filhos nascerem, agora  jogado na margem da cidade, como uma bananeira deixada no asfalto.
     Uma área muito grande já foi desmatada. As crateras para a construção de lagoas artificiais e canais estão cada dia maiores. Isso acontece sobre terras indígenas e quilombolas, protegidas pela Constituição de 1988. A riqueza da biodiversidade da caatinga está sendo dizimada. Montanhas de lenha vão virar carvão!
     CATTERPILLAR, TOYAMA, GENERATOR, CÔNSUL, ROSSETTE e RECOLAST são algumas das empresas que já estão lucrando com a transposição, ao lado das empreiteiras e latifundiários que têm suas terras valorizadas. O nome destas empresas aparece nas fotografias de janeiro de 2008.
     Entre os dias 25 e 27 de fevereiro de 2008, representantes de  93 movimentos populares e organizações sociais, e mais 213 participantes , realizaram em Sobradinho (BA), a Conferência dos Povos do São Francisco e do Semi-árido. Nesse encontro tornaram públicas as discussões e as decisões de continuidade das  lutas pela vida do Rio São Francisco e do Semi-árido brasileiro, contra o Projeto de Transposição, ao mesmo tempo em que conclamam a adesão e a solidariedade de todos e todas. Cf. CARTA DE SOBRADINHO em www.cptmg.org.br e em www.gilvander.org.
     A barragem de Sobradinho está apenas com 22% de sua capacidade. Em fevereiro/2007 estava com 96%. Mais de 9 meses de seca no Norte e Noroeste de Minas e na Bahia, o avanço da monocultura do eucalipto, a dizimação do cerrado, o agronegócio irrigado, o assoreamento, entre outras causas, estão matando o Velho Chico. O Jornal Nacional da TV Lobo mostrou, outro dia, um motoqueiro atravessando o rio São Francisco, em Propriá/SE, de moto.
     É hora de reforçarmos a luta contra a maldita transposição, em defesa de uma revitalização autêntica e em prol de um projeto de Convivência com o Semi-árido.
 
imagem2095.jpg
 
Por Frei Gilvander Moreira (inclusive fotos -
E-mail:  gilvander@igrejadocarmo.com.br 
Fonte: Bendia - Editor Jornal dos Amigos - Portal do Meio Ambiente
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Sumatra: desmatamento ameça espécies, diz ON G?=

     A destruição das selvas de Sumatra produz por ano mais emissões de dióxido de carbono que contribuem com a mudança climática do que toda a Holanda e atinge espécies em perigo de extinção como o elefante e o tigre, denunciou o Fundo Mundial da Natureza (WWF, sigla em inglês).
     "Caso o Governo da Indonésia cumpra seus compromissos, não apenas as espécies ameaçadas serão salvas, mas a mudança climática será desacelerada", declarou o diretor do programa florestal do WWF-Indonésia, Ian Kosasih.
 
A Indonésia possui a terceira maior biodiversidade do planeta e exemplares exóticos como a Rafflesia arnoldii... (fonte da imagem)
 
... e a Nepenthes rafflesiana (fonte da imagem)
 
     A entidade denunciou o desaparecimento de 4,2 milhões de hectares de selvas na província de Riau (Sumatra) nos últimos 25 anos, o que representa um total de emissões de carbono equivalente a 122% do total anual da Holanda.
     Os especialistas do WWF acreditam que as emissões de carbono em Sumatra continuarão crescendo no futuro, tanto pelos incêndios provocados para ganhar terreno cultiváveis e pelo fato de as árvores cortadas liberarem o carbono que acumulam.
 
Por lá também habita o leopardo-nebuloso (fonte da imagem) 
 
     "Liderados pelas gigantes APP e April, as indústrias do papel e do óleo de palma estão condenando os tigres e elefantes na província de Riau à extinção em poucos anos", afirmou o WWF em seu relatório.
     A população de paquidermes diminuiu 84% em Sumatra e chegou a apenas 210 exemplares, enquanto o número de tigres caiu para 192, disse o WWF.
 
Orangotango de Sumatra (fonte da imagem)
 
     "Descobrimos em Riau que os elefantes e os tigres estão desaparecendo, inclusive mais rapidamente que as selvas", declarou a diretora do Programa Internacional de Espécies do WWF, Susan Lieberman.
     "Um esforço comum para salvar estas florestas contribuirá significativamente para reduzir a mudança climática e proporcionará a tigres, elefantes e à população local uma oportunidade real de ter um futuro em Sumatra", declarou Lieberman.
 
Destruição da floresta em Bornéu (fonte da imagem)
 
     A 13ª Conferência da ONU sobre a Mudança Climática realizada em dezembro na Indonésia decidiu, pela primeira vez, conceder ajudas às nações em desenvolvimento por conservarem e protegerem suas áreas florestais.
     A reunião, que teve a participação de países, também reconheceu a "necessidade urgente" de atuar para diminuir as emissões de carbono provenientes do desmatamento e que são responsáveis por 20% dos gases que provocam o efeito estufa, segundo informações da ONU.
 
Fonte: EFE - Terra Notícias
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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As lixeiras do mar

     Boa parte das embalagens plásticas que você joga fora vão parar em rios que deságuam no mar. E se acumulam em grandes zonas de calmaria no meio dos oceanos. Essas regiões acumulam quase todo o plástico jogado nos oceanos desde que o material foi inventado. Pela última estimativa, a sopa de lixo flutuante no meio do Oceano Pacífico já é duas vezes maior do que os Estados Unidos.
 
     O plástico constitui 90 do lixo nos oceanos. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, cada milha quadrada de oceano tem o equivalente a 46 mil pedaços de plástico boiando. Mas a concentração nessas zonas de calmaria é maior. As correntes marinhas levam o lixo para esses lugares. E os sacos plásticos, garrafas, tampas e fragmentos de cordas sintéticas ficam lá, girando lenta e eternamente. O material não pode ser visto por satélites. Mas os navegantes que atravessam essas zonas observam as toneladas de lixo flutuando logo abaixo da superfície. O material se acumula na proa dos barcos.
     Essas lixeiras oceânicas, embora distantes, também nos afetam. Os pedaços de plástico acumulam substâncias tóxicas, como pesticidas. Os pequenos fragmentos são ingeridos pelos animais marinhos e entram na cadeia alimentar. Acabam comprometendo a qualidade dos peixes que nós consumimos.
 
Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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África do Sul decide sacrificar elefantes devido excesso de animais no país

Superpopulação da espécie, mal vista no país, ameaça sobrevivência de ecossistemas.
Bichos são capazes de derrubar uma árvore para conseguir um galho apetitoso.

     Após vários anos de consultas, o Governo da África do Sul anunciou nesta terça-feira (26) que a partir de 1º de maio retomará o sacrifício seletivo de elefantes para controlar o excesso desses animais, tão mal vistos neste país.
     O ministro do Meio Ambiente, Marthinus Van Schalkwyk, anunciou que as autoridades tinham decidido terminar com a moratória que existia no sacrifício de elefantes desde 1995, uma decisão que estava sendo debatida há vários anos.
     "Vamos permitir o sacrifício em algumas partes do país, mas não há intenção que se transforme em um massacre de grande escala", afirmou o alto funcionário. O sacrifício seletivo, acrescentou, será a última opção para controlar o número de elefantes neste país.
 
Manada de elefantes africanos tomando água (fonte da imagem)
 
     Os parques nacionais da África do Sul sofrem de uma superpopulação de elefantes que pôs em risco os ecossistemas pela voracidade dos mamíferos terrestres mais pesados, que não costumam pensar duas vezes para escolher seu bocado.
     Embora os elefantes figurem em quase todas as estampas da África Subsaaariana, na África do Sul os animais não são bem-vistos porque arrasam com a vegetação da área na qual vivem e são capazes de derrubar uma árvore para conseguir um galho apetitoso.
     Na África do Sul há muito mais elefantes do que seu ecossistema pode permitir. Calcula-se que há cerca de 20.000 elefantes, dos quais 14.000 estão no Parque Nacional Kruger, no noroeste do país e que faz fronteira com o Zimbábue e Moçambique.
     Esse parque tem uma extensão de 1,96 milhões de hectares (uma extensão parecida ao território de El Salvador), mas, segundo os especialistas, a área só tem capacidade para 7.500 animais, a metade dos que existem lá agora.
 
Quando estão com fome derrubam uma árvore para comer um ramo (fonte da imagem)
 
     As autoridades do parque haviam projetado que, caso não se encontrasse uma solução para a superpopulação destes animais e se mantivesse a atual taxa de crescimento, em 2020 haveria 34.000 deles só no Kruger.
     Como estão amontoados, eles estão terminando com as reservas de vegetação do parque Kruger e põem em perigo outras espécies que compartilham o território com o maior mamífero terrestre, com um peso médio de seis toneladas.
     Desde 1967 e até o último ano de sacrifício seletivo de elefantes na África do Sul, em 1994, se mataram 14.562 animais e outros 2.175 foram transferidos a outros lugares, segundo dados oficiais.
 
Caça como esporte já ocorre na África (fonte da imagem)
 
     Enquanto isso, as autoridades tentavam acabar com o problema com outras medidas, como a esterilização destes animais ou sua mudança para outros lugares, mas essa política não é mais o suficiente, e o Governo de Pretória anunciou que serão necessários passos maiores.
     O ministro anunciou que no próximo dia 29 de fevereiro serão publicadas em detalhe as medidas que permitirão o sacrifício seletivo de elefantes que, em todo caso, só será aplicado "sob estritas condições".
     O sacrifício de elefantes não poderá ocorrer com o único objetivo de obter benefícios econômicos. Serão usados rifles que possam utilizar balas com um calibre mínimo de 0,375 polegadas e nos parques nacionais só o ministro poderá autorizar.
 
Também ocorre a caça somente por diversão (fonte da imagem)
 
     "O sacrifício seletivo não visará lucro, por isso não se permitirá a caça desses animais com esse propósito", advertiu o ministro do Meio Ambiente.
     Além disso, para compensar, as autoridades fixaram também uma série de normas para controlar a caça de elefantes em recintos privados, assim como sua criação para ser domesticados ou ser empregados por safáris ou circos.
     São muitos os parques privados na África do Sul abertos a caçadores profissionais ou amadores, em uma atividade que tem pouca regulação legal, apesar dos contínuos protestos das organizações defensoras dos animais.
     "As práticas cruéis e não éticas serão exterminadas", afirmou o ministro Van Schalkwyk.
Fonte EFE - G1
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Alerta para os ursos polares

     O derretimento dos gelos marinhos, devido à mudança climática e à falta de ação governamental, colocará em risco a sobrevivência dos ursos polares do Canadá nos próximos 50 anos, alertaram grupos ambientalistas. Rachel Plotkin, analista de políticas de biodiversidade da Fundação David Suzuki, disse à IPS que "a principal ameaça é o derretimento do gelo marinho, que afeta os hábitos de caça e acasalamento dos ursos polares. Isto ocorre muito mais rápido do que o esperado. A viabilidade da espécie é incerta no longo prazo", disse. Dois terços dos ursos polares do mundo estão no Canadá, acrescentou a especialista.
 
     "Também sofrem com o bioacúmulo de toxinas. O Canadá deve reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa. Mas, há ameaças maiores no horizonte, como o impacto do aumento da navegação que o derretimento do gelo torna possível", alertou Plotkin. "Haverá uma pressão adicional pela exploração de petróleo e gás. O Canadá não reconhece que os ursos polares são uma espécie em perigo. Se o fizer, o governo terá de definir um plano de ação", ressaltou.
     Os ursos polares utilizam o gelo marinho como plataforma para a caça de focas. Um atraso no congelamento provoca perdas vitais de reservas de gordura para os períodos de jejum. Isto, por sua vez, afeta a reprodução e a capacidade de gerar leite para os filhotes. A taxa de natalidade já caiu 15%. O governamental Comitê sobre o Status da Vida Silvestre em  Perigo declarou que os ursos polares são uma espécie que desperta "especial preocupação". O órgão vai preparar um informe que servirá para determinar o grau de perigo em que se encontram os ursos, com base nas tendências, ameaças e projeções. Mas Plotkin alertou que essa avaliação governamental pode adiar até 2010 a implementação de um plano de proteção.
 
O degelo pela ação das alterações climática ameaçam os ursos-polares (fonte da imagem)
 
     O Canadá conta com 13 das 19 populações mundiais de ursos polares em Nunavut, Manitoba, Ontário, Quebec, Labrador e Yukón. Também podem ser encontrados no Alasca, na Dinamarca, Groenlândia, Noruega e Rússia. Em 1973, foi assinado o Acordo Internacional para a Conservação dos Ursos Polares, como conseqüência do aumento da caça nas décadas de 60 e 70. Canadá e Dinamarca permitem a caça de ursos aos turistas que buscam esse troféu, e todos os países, menos a Noruega, contemplam a caça tradicional por parte dos inuit. Cientistas norte-americanos prevêem que a população de ursos polares cairá em dois terços em meados deste século, devido ao impacto do derretimento do gelo marinho. Atualmente existem entre 20 mil e 25 mil animais.
 
A caça, pela ganância da pele, também coloca em risco a vida dos ursos polares (fonte da imagem)
 
     Especialistas alertam que a população na ocidental baía de Hudson, no Canadá, diminuiu 22% em relação aos níveis do inicio da década de 80. os ursos polares passam a metade de sua vida em blocos de gelo e podem nadar até cem quilômetros mar adentro. O ambientalista do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) mencionou o aquecimento global, a contaminação das fontes de alimentos, os vazamentos de petróleo no mar, as alterações do habitat e o excesso de caça como as principais ameaças à sobrevivência dos ursos polares.
 
Salvem os ursos-polares (fonte da imagem)
 
     O diretor de conservação de espécies do WWF no Canadá, Peter Ewins, disse à IPS que embora a avaliação e as recomendações governamentais sobre os ursos polares só serão conhecidas em abril, o Canadá já fixou a data de 2 de junho para vender direitos de exploração de gás e petróleo em áreas que os afetarão diretamente. "Já houve uma venda no valor de US$ 600 milhões para as multinacionais Exxon e Móbil Oil em agosto de 2007. A próxima será da ordem de US$ 2 bilhões. Não há um plano de longo prazo e o governo continua aplicando os modelos da época colonial, de desenvolvimento da fronteira, sem pensar nas conseqüências", disse Ewins. O WWF se opõe as exploração de gás e petróleo porque a tecnologia para limpar os vazamentos ainda não estão bem desenvolvidas. Os ursos e as morsas estarão em pergio, advertiu.

Autor: Am Johal, da IPS - Envolverde
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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Urso polar é preso em Washington

     E se você fosse um urso polar? Seu gelo está derretendo, os políticos não fazem nada sobre isso e o próprio governo americano não te reconhece como espécie em extinção... o que fazer? Que tal ir para Washington?
 
© Greenpeace / Tazz
 
     Fantasiado de urso polar, Tom Wetterer, ativista do Greenpeace, foi preso durante um protesto pacífico (a "Vigília Flutuante") em frente ao Departamento do Interior -- um dos departamentos da Administração Federal norte-americana:
 
 
'BARCOS FLUTUAM. URSOS NÃO!'
 
 
Fonte: Greenpeace
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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