segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Governo chinês investirá contra poluição das águas

     O governo chinês decidiu realizar um grande investimento a longo prazo para o estudo e desenvolvimento de tecnologias que permitam o tratamento das águas poluídas do país, informou hoje a agência estatal Xinhua.
     Segundo Zhao Yingmin, alto cargo da Administração Estatal para a Proteção Ambiental, o Conselho de Estado (Executivo) aprovou três programas de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias que durarão até 2020, embora não tenha informado o custo dos programas.
 
Corrigir a degradação ambiental, como a poluição do ar e da água, é uma das principais prioridades do Governo chinês antes dos Jogos Olímpicos de 2008. A poluição ambiental é apontada como o primeiro obstáculo à estabilidade económica e social do país. Estima-se que em 2020 a quantidade de lixo acumulada pela China atinja os 400 milhões de toneladas, o equivalente ao volume produzido em todo o mundo em 1997 (Fonte: Lusa / Sol)
 
     A administração anunciou no ano passado que 26% das águas chinesas são "totalmente inúteis", que 62% não são apropriadas para a fauna aquática e que 90% dos rios que atravessam cidades na China estão poluídos.
     As sete grandes redes hídricas do país, incluindo as dos dois rios mais longos, o Yang Tsé e o Amarelo, continuam poluídas, sem registros de que a qualidade de suas águas esteja melhorando.
 
 
Fonte: EFE - Terra Notícias
 


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Radiação solar para 14 de janeiro de 2008


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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Ligado no mundo


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Falta convencer os cientistas

     Ainda é muito cedo para considerar a fertilização dos oceanos como uma medida eficaz para combater o aquecimento global. O alerta é de um grupo de pesquisadores de vários países, publicado em um artigo na última edição da revista "Science".
 
    Os defensores da técnica acreditam que o ferro estimularia a proliferação do fitoplâncton no oceano, microorganismos que capturam gâs carbônico para produzir oxigênio. Desse modo, eles ajudariam a diminuir a quantidade na atmosfera do principal causador do efeito estufa.
     A fertilização do oceano com partículas de ferro tem atraído a atenção de várias empresas interessadas em gerar créditos de carbono com a técnica. Empresas de "ecorestauração", como as americanas Climos e Planktos (navio de pesquisa da empresa na foto ao lado), já tem planos para colocar a idéia em prática. Mas têm enfrentado grande oposição da opinião pública.
 
 
     No artigo da "Science", os pesquisadores defendem mais estudos sobre a eficácia e os impactos da técnica antes que se autorize a comercialização de créditos obtidos a partir dela. Segundo os cientistas, ainda não há estudos suficientes para comprovar que jogar ferro no oceano realmente aumentaria a captura de gás carbônico. E ainda não se sabe quais seriam os efeitos desse metal quando em excesso no oceano. A adição de ferro no oceano poderia mudar todo o ecossistema. Se há mais fitoplâncton, mais desses microorganismos morrerão, aumentando a decomposição na água e diminuindo o oxigênio. Nessas circunstâncias, a ação de bactérias poderia até aumentar a emissão de potentes gases causadores do efeito estufa, como o metano e o óxido nitroso.
 
Autora: Marcela Buscato - Blog do Planeta


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Aquecimento global nas praias do Brasil

     Centenas de turistas com queimaduras causadas por caravelas foram a cena mais triste do verão. Os animais infestaram as praias do país, e fizeram vítimas do Nordeste até o litoral Sul. As caravelas eram raras nas praias brasileiras e geralmente são confundidas com as já conhecidas águas vivas.
 
     A diferente entre os dois animais é que as caravelas possuem formato e cor diferente, seus tentáculos também são maiores e com mais potencial venenoso. Por isso, ao esbarrar em uma caravela, a vítima sente mais dor e a queimadura demora para cicatrizar. Ou seja, se encontrar com uma água viva era ruim, topar com uma caravela é muito pior.
Pesquisadores já apontam que a razão da vinda das caravelas ao nosso litoral pode ser o aquecimento global. Como a temperatura do oceano está mais elevada, correntes marítimas de água quente trouxeram esses animais para a costa brasileira. Imaginem como será o verão de 2030, quando a temperatura global atingir dois graus de elevação. Será que teremos tubarões brancos atacando banhistas em Ipanema??
 
Autora: Juliana Arini - Blog do Planeta


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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Terra está vivendo nova era geológica, diz cientista

     A Terra está vivendo uma nova era geológica, a antropocênica. O neologismo foi proposto por Paul Crutzen, químico holandês premiado com o Nobel de sua disciplina em 1995, para descrever o impacto cada vez mais intenso da humanidade sobre a biosfera.
 
Prof. Paul Crutzen at Tel Aviv University (photography: Gil Cohen)

     De acordo com ele, essa era se iniciou por volta de 1800, com a chegada da sociedade industrial, caracterizada pela utilização maciça de hidrocarbonetos. Desde então, não pára de crescer a concentração de dióxido de carbono na atmosfera, causada pela combustão desses produtos. A acumulação dos gases do efeito-estufa contribui para o aquecimento global.
     Na edição de dezembro da revista Ambio, Crutzen detalha os marcos que caracterizam a chegada da era antropocênica. Com Will Steffen, especialista em meio ambiente da Universidade Nacional australiana, em Canberra, e John McNeill, professor de história na Escola de Serviço Diplomático de Washington, ele publicou um artigo intitulado: ¿Era Antropocênica: será que os seres humanos submergirão as grandes forças da natureza?"
 
Dr. Paul Crutzen propõe reverter o aquecimento global por espalhando partículas minúsculas na atmosfera superior para reflectir os raios do sol. Esse efeito já foi mostrado para trabalhar na natureza: sulfato de partículas finas, chamados aerossóis, ejetados por grandes erupções vulcânicas como o de Monte Pinatubo, em 1991, ter produzido períodos de arrefecimento global. E sulfato de poluição da indústria teve consequências semelhantes, ajudando a equilibrar o aquecimento efeitos do dióxido de carbono até a década de 1990, quando a poluição controlos em muitas regiões tiveram o efeito perverso de aumentar o aquecimento.
 
     Depois de ter modificado seu ambiente de maneira jamais vista no passado, ao longo dos últimos 50, de perturbar a maquinaria do clima e prejudicar o equilíbrio da biosfera, a espécie humana se tornou "uma força geofísica de alcance planetário", e é preciso agir com grande rapidez para evitar que os desgastes que ela causa continuem. Mas seremos capazes de superar esse desafio? É essa a questão proposta pelos três pesquisadores.
     De acordo com eles, vivemos hoje a fase 2 da era antropocênica (1945-2015), que eles designam como "grande aceleração", porque os efeitos das atividades humanas exageradas sobre a natureza passaram por aceleração considerável no período. "A grande aceleração se encontra em estado crítico", eles escrevem, porque 60% dos serviços fornecidos pelos ecossistemas terrestres já enfrentam degradação. "Um ponto positivo é que, entre 1980 e 2000, os seres humanos tomaram progressivamente consciência sobre os perigos que sua atividade cada vez ais intensa gerava para o 'sistema Terra'".
     A humanidade terá três escolhas, para a terceira fase da era antropocênica (que se inicia em 2015): A primeira consiste em manter as mesmas atitudes e esperar que a economia de mercado e o espírito humano de adaptação cuidem dos problemas ambientais. A escolha oferece "riscos consideráveis", segundo os autores, porque quando forem decididas medidas adequadas de combate aos problemas pode ser "tarde demais".
 
Em 2001, Paul Crutzen atmosférica químico teorizou que partículas suspensas na atmosfera (poeira e fuligem) estavam bloqueando até 15 por cento da luz solar significou para atingir o solo em muitas partes da Ásia. Naquela época, este foi considerado uma coisa má, mas hoje, aerossóis são saudados como uma potencial folha para o aquecimento global. O mapa acima, é um NASA imagem gerada por duas das suas imagens de satélites Terra, Terra e Aqua. A laranja escuro representam áreas elevadas concentrações de partículas atmosféricas, enquanto que as áreas claras mostram clara atmosfera. As áreas cinzentas não foram mapeados.
 
     A segunda opção, a de atenuação, tem por objetivo reduzir consideravelmente a influência humana sobre o planeta, por meio de uma melhor gestão ambiental, com novas tecnologias, uso mais sábio de recursos e restauração de áreas degradadas, mas requereria "importantes mudanças no comportamento dos indivíduos e nos valores sociais".
     Caso isso não se prove possível, resta sempre a terceira opção: o uso de geo-engenharia para alterar o clima e combater o aquecimento global. A opção envolveria manipulações bastante poderosas do meio ambiente em escala mundial, com o objetivo de contrabalançar as atividades humanas. Por exemplo, já existem planos para reter o gás carbônico em reservatórios subterrâneos, ou espalhar na atmosfera partículas que reflitam a luz solar, refrigerando a temperaturas. Mas isso exigiria cuidado para não criar uma nova era glacial, a qual teria de ser combatida por meio da promoção de novas medidas de aquecimento global. Conclusão: "O remédio pode ser pior que a doença".
 
Autora: Christiane Galus (Tradução: Paulo Migliacci) - Le Monde - Terra Notícias


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Aquecimento global sobre rodas

     Cerca de 15% do gás carbônico à solta na atmosfera hoje veio do setor de transportes, segundo estudo publicado no período científico PNAS desta semana. Um grupo de pesquisadores noruegueses se aventurou a contabilizar todas as emissões de gás carbônico liberadas por carros, caminhões, ônibus, navios, trens e aviões desde 1850.
 
     O transporte terrestre foi o campeão da poluição: emitiu sozinho cerca de 10% do gás carbônico. Em segundo lugar ficou a navegação. O objetivo do estudo era dar a noção exata do impacto na atmosfera causado por nossas andanças pelo mundo. Hoje, o setor de tranporte é responsável por 23% das emissões atuais e pode chegar até a 50% em 2050.
 
Autora: Marcela Buscato - Blog do Planeta


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Brasileira que luta por baleias na Antártida tem encontro raro com jubartes

Cerca de 50 baleias se aproximaram do navio Esperanza, do Greenpeace.
Pesquisadores aproveitaram para fazer estudos da espécie.

     Imagine ser um biólogo navegando pelos mares do sul lutando pela preservação das baleias. Agora, imagine acordar de manhã, se preparar para o café e receber o "bom dia" de um grupo de 50 baleias das mais raras do mundo, as jubartes. Pois foi exatamente isso que aconteceu com a brasileira Leandra Gonçalves, a bordo do navio Esperanza, do Greenpeace, no mar Antártico.

Foto
Jubarte vista pelo navio do Greenpeace (Foto: Greenpeace/Rezac 2008) 

     A oportunidade única permitiu que os pesquisadores gravassem o som das jubartes, um registro raro. Leandra comemorou o feito. "Há pouquíssima informação sobre o comportamento de baleias no Oceano Sul e esses dados, somados àqueles já obtidos durante A Trilha das Grandes Baleias, são essenciais para uma maior compreensão das jubartes.", afirmou ela.
 
Divulgação / Divulgação
 
    Leandra tem uma missão a bordo do Esperanza: enquanto o navio segue em busca da frota baleeira japonesa, ela quer provar que é possível estudar baleias de modo pacífico. "O governo japonês usa a desculpa da pesquisa científica para justificar um programa de caça às baleias que tem obviamente fins comerciais", afirmou ela ao G1. "Nós vamos mostrar ao mundo que a gente consegue fazer ciência de qualidade sem matar", disse ela.
     Depois da pressão internacional, os japoneses desistiram de caçar jubartes neste ano, mas ainda pretendem sacrificar cerca de mil baleias de outras espécies -– algumas, como a fin, ameaçadas de extinção.
 
Autora: Marília Juste do G1, em São Paulo - Terra Notícias
 
Lei mais em:
  • Confira as fotos das baleias jubarte vistas pelo Esperanza
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    terça-feira, 8 de janeiro de 2008

    Gripe aviária: mecanismo tornaria vírus pandemia

         Uma equipe de cientistas do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) identificou um mecanismo-chave da gripe aviária que pode fazer a doença passar de um mal raro e fatal para uma pandemia que pode matar milhões de pessoas, informou a revista Nature Biotechnology.
         Em artigo publicado pela revista, os pesquisadores indicaram que o formato de certas estruturas do vírus pode ser o elemento crucial para a transmissão da doença a seres humanos. A forma de tais estruturas nas aves se equipara ao formato de moléculas de açúcares presentes nas vias respiratórias dos animais, permitindo que a infecção se propague.
     
    H5N1
     
         Esses açúcares agem como conectores: quando uma partícula viral encontra uma célula, ela se liga à molécula de açúcar e a usa como ponto de entrada para a infecção. Uma vez que o vírus esteja dentro da célula, ele se replica e se propaga para outras células. Nos humanos, as formas são diferentes, mas se o vírus sofrer mutações, a infecção pode se transformar em uma pandemia, dizem os autores.
         Ram Sasisekharam, biólogo celular do MIT, e seus colegas estudaram duas linhagens do vírus da gripe aviária que podem ser passadas de aves para seres humanos, H3N2 e H1N1 - esta última estreitamente relacionada ao vírus que causou a epidemia da gripe espanhola em 1918. Esta doença matou cerca de 50 milhões de pessoas na época, e outros surtos em 1957 e 1968 deixaram outros três milhões de mortos. Desde a descoberta de um foco de gripe aviária em 1997 em Hong Kong, o vírus H5N1 se propagou rapidamente por todo o mundo, primeiro em aves de curral e depois em aves silvestres.
         A doença matou milhões de animais em 66 países, a maioria desde 2003, mas o vírus ainda não sofreu mutações suficientes para se transformar em uma causa de doença comum entre humanos. Apesar de o H5N1 não ser de fácil contágio entre as pessoas, ele já provou sua letalidade: dos 348 indivíduos infectados desde 2003, 216 morreram. Como todo vírus, o H5N1 evolui constantemente, e a humanidade, com uma economia global integrada e repleta de viagens intercontinentais, corre risco, segundo cientistas.
     
     
         A descoberta dos cientistas do MIT permitirá que autoridades de saúde detectem variantes do H5N1 que sejam capazes de contagiar humanos para, desta forma, desenvolverem vacinas e remédios mais específicos, antecipando-se a focos da doença. Os dois vírus estudados por Sasisekharam e seu grupo podem se ligar a configurações de açúcares encontradas exclusivamente nas vias respiratórias superiores dos humanos.
         As aves têm açúcares um pouco diferentes, aos quais o H5N1 se liga facilmente. Para que a propagação entre humanos se tornasse mais fácil, o vírus deveria sofrer modificações de acordo com os açúcares presentes nas vias respiratórias humanas.
     
    Fonte: EFE - Terra Notícias


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    O outro lado dos biocombusíveis

         Enquanto os três pesquisadores de Nebraska advogam em favor dos combustíveis renováveis (veja o post abaixo), dois cientistas do Instituto Smithsonian no Panamá publicaram um artigo na revista "Science" alertando para os impactos ambientais da produção de combustíveis verdes. Jörn Scharlemann e William Laurance analisaram 26 desses combustíveis e concluíram que 12 são mais prejudiciais ao meio ambiente do que a gasolina, inclusive o etanol brasileiro. Eles defendem a necessidade de regras mais rígidas para a produção dos biocombustíveis.
     
         O governo brasileiro já está estudando a implantação de um modelo de certificação sócio-ambiental para o etanol brasileiro. A certificação deve ser lançado em abril, segundo fontes governamentais. Um dos critérios para que os produtores recebam o selo verde é que a cana não tenha sido plantada em áreas que foram desmatadas para esse fim. Já não era sem tempo: o avanço da cultura de cana pelo centro-oeste há tempos preocupa os ambientalistas. Além de desmatar o que resta do cerrado, a cana estaria empurrando a pecurária e a plantação de soja para a Amazônia, contribuindo para a devastação da maior floresta tropical do mundo.
     
    Autora: Marcela Buscato - Blog do Planeta


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    Todo mundo está contaminado?

         Um estudo da Universidade de Granada, na Espanha, concluiu que todos os 387 voluntários da pesquisa estavam contaminados por substâncias tóxicas nocivas ao organismo. Os participantes tinham acumulado no corpo pelo menos 1% dessas substâncias, chamadas de poluentes orgânicos persistentes (POPs). Elas são produzidas na fabricação de certos tipos de plástico, de determinados herbicidas, inseticidas e fungicidas e na incineração do lixo. Sua presença cumulativa no organismo pode causar câncer e problemas neurológicos.
     
         Os pesquisadores também coletaram dados sobre o modo de vida e os hábitos alimentares dos voluntários e perceberam que a ingestão de alimentos, principalmente de origem animal e ricos em gordura, estava associada a um maior nível de poluentes no organismo. Os participantes mais velhos também apresentaram maior concentração de poluentes no corpo, o que mostra a persistência dessas substâncias na natureza e seu potencial cumulativo.
     
    Autora: Marcela Buscato - Blog do Planeta


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    Decisão sobre proteção de ursos polares é adiada nos Estados Unidos

    Ambientalistas querem que animal seja considerado 'ameaçado' no país.
    Responsável pelo caso diz que precisa de pelo menos mais um mês para tomar decisão.

         Os Estados Unidos não vão cumprir o prazo para definir se colocam ou não os ursos polares na lista de animais ameaçados de extinção, anunciou nesta segunda-feira (7) o Serviço de Pesca e Vida Selvagem do país. O órgão deveria tomar a decisão até esta quarta-feira (9), mas o secretário do Interior Dirk Kempthorne precisaria de pelo menos mais um mês para analisar os dados.
     
    Foto: Reuters
    Urso descansa com filhotes (Foto: Reuters)
     
         Se os ursos forem colocados na lista será a primeira vez que uma espécie será considerada ameaçada pelo aquecimento global nos Estados Unidos. O assunto, segundo o diretor do órgão, Dale Hall, complica as coisas.
         O verão de 2007, que ocorre em junho, julho, agosto e setembro no Hemisfério Norte, foi o de menor cobertura de gelo no Ártico, segundo a Universidade do Colorado. Ao todo, a região apresentou 40% menos gelo do que a média obtida entre 1979 e 2000.
         Em janeiro de 2007, Kempthorne sugeriu classificar os ursos polares como "ameaçados". Pela lei americana, o órgão precisava tomar uma decisão sobre o assunto dentro de um ano. A categoria de "ameaçados" significa que a espécie corre sério risco de subir a escala e se tornar "em perigo", quando a maior parte de sua população passa a ser considerada em risco de extinção.
    Fonte: Do G1, com informações da AP.


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    sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

    Macacos me mordam!

         Os macacos estão com os dias contados na Índia. A comida farta nos lixões e a proibição de caça gerou uma superpopulação desses primatas. De seres sagrados, agora eles viraram uma ameaça a tranqüilidade do país.
     
         Depois de assaltos a residências e muitos casos de agressões, alguns governos de estados do norte tomaram uma decisão polêmica. Lançar uma campanha para usar jovens indianos desempregados para esterilizar os macacos. A idéia era resolver dois problemas em apenas uma ação. Conter a praga dos primatas e dar emprego aos jovens. A decisão gerou uma onda de inconformismo por parte de grupos ambientalistas. Eles consideraram a medida radical. Problemas semelhantes acontecem com animais silvestres no Estados Unidos, onde ursos e guaxinins assaltam latas de lixo das casas. No Brasil, o ratão do banhado também é uma ameaça na periferia de São Paulo. O que fazer quando os animais silvestres perdem o seu espaço natural e começam invadir as cidades?
     
    Autora: Juliana Arini - Bolg do Planeta


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    Verão sem gelo no Pólo Norte em 2010

         Nos últimos meses, os pesquisadores estão revendo suas estimativas para o degelo total do Ártico, no Pólo Norte. Há dois anos, o consenso científico era que o Ártico poderia ficar sem nenhum gelo até o verão de 2080. No início do ano passado, a estimativa estava em 2030. Em dezembro, a Nasa divulgou um estudo prevendo o derretimento em até 5 anos. Agora, um novo levantamento foi ainda mais drástico. Louis Fortier, diretor científico do Arctic Net, uma rede de pesquisas canadense, disse que o Pólo Norte pode derreter totalmente em algum verão entre 2010 e 2015. Os cálculos mais recentes feitos pelos computadores que modelam a comportamento das massas de gelo indicam isso. "E provavelmente vai acontecer ainda mais rápido", diz Fortier.
     
     
     
         "Os modelos mais apavorantes, que nem tínhamos coragem de mencionar, estão se mostrando os mais realistas", afirmou Fortier em uma conferência sobre defesa em Quebec, no Canadá. Os pesquisadores estão revendo seus cálculos porque só agora eles começam a entendem melhor o processo de aquecimento dos pólos. Um dos efeitos que estava subestimados é a absorção do calor do sol pelo mar. Na medida que o Ártico perde gelo, a superfície do mar (escura) absorve mais calor do que o gelo. Com a água mais quente, o gelo restante derrete mais rápido.
         A última vez que o Pólo Norte ficou livre de gelo no verão foi há mais de um milhão de anos. O derretimento do gelo do Ártico (que é uma camada flutuante) não vai elevar o nível dos mares. Mas deve alterar as correntes marinhas e transtornar o clima da Terra. Também deve acelerar o derretimento das geleiras em terra firme (principalmente na Groenlândia). E essas podem fazer o nível do mar subir até 6 metros.
     
    Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta


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    Lâmpadas eletrônicas podem causar enxaquecas e convulsões, diz associação

    Grupo de especialistas britânicos vê elo entre iluminação e problemas neurológicos.
    Efeito poderia ser derivado da freqüência com que essas lâmpadas 'piscam'.

     
         A Associação Britânica para Enxaqueca acaba de divulgar um documento que aponta um possível elo entre enxaquecas e convulsões e o uso das lâmpadas eletrônicas, ao mesmo tempo em que o governo propõe a extinção das lâmpadas comuns até o ano de 2011.
         As enxaquecas podem ser desencadeadas por muitos fatores diferentes: alimentação, uso de álcool ou estímulos luminosos. Chocolate, vinho tinto, luzes fortes e ruídos muito intensos estão entre os gatilhos mais comuns para enxaqueca.
         O alerta sobre enxaqueca e convulsões induzidas pelas lâmpadas eletrônicas segue observações de neurologistas em sua prática diária. Muitos especialistas relatam que seus pacientes queixam-se de dores de cabeça e até mesmo de crises convulsivas causadas pela exposição à esse tipo de iluminação.
     
     
         O barato sai caro?
         As lâmpadas eletrônicas se tornaram um sucesso por causa da economia no gasto de energia e, em tempos de aquecimento global, são preferidas justamente por pesarem menos na matriz energética mundial. Os modelos atuais são quatro vezes mais eficientes e duram dez vezes mais do que as lâmpadas incandescentes, que estão entre nós desde o século 19.
         A base fisiológica para o elo com a enxaqueca baseia-se no fato de que as lâmpadas eletrônicas, diferentemente das tradicionais, apresentam uma luz que cicla em freqüências muitas altas. Isso quer dizer que essas lâmpadas "piscam" em uma velocidade que normalmente não é percebida pelo olho humano.
         O problema estaria no fato de que certas pessoas seriam sensíveis a essas freqüências de oscilação da luz, podendo assim deflagrar crises de enxaqueca ou convulsões. O efeito seria o mesmo sentido por essas pessoas quando expostas a luz estroboscópica em festas ou shows.
         A economia conseguida com as lâmpadas eletrônicas é muito importante para as pessoas e para a natureza. Porém, os que se mostrarem sensíveis a esse tipo de iluminação devem avaliar o risco e o benefício de seu uso.
     
    Autor: Luis Fernando Correia - G1


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    Vírus da diarréia infecta 2 milhões e sobrecarrega hospitais britânicos

    Norovírus costuma afetar países do hemisfério Norte em surtos de inverno.
    Sintomas, apesar de incômodos, normalmente passam em poucos dias.
     
         Um vírus que causa diarréia, vômito e dores estomacais está colocando em polvorosa os hospitais do Reino Unido, informa o jornal britânico "The Guardian". O surto de norovírus, que costuma afetar muitos países do hemisfério Norte durante o inverno, é o pior dos últimos cinco anos: cerca de 2 milhões de britânicos já foram infectados com o patógeno, e a cada semana mais 100 mil pessoas são afetadas pelo vírus, segundo médicos.
        Segundo a Faculdade Real de Clínicos Gerais, o mês de janeiro deve trazer um aumento ainda maior da taxa de infecção, com cerca de 200 mil pessoas contaminadas por semana. Com o aumento de pacientes no sistema público de saúde do Reino Unido, hospitais por todo o país estão fechando alas por falta de leitos.
     
    Norovirus by electronic microscopy (copyright 1994 Veterinary Sciences Division)
     
         Calcula-se que o norovírus, responsável pelo surto britânico, é o causador de 50% dos casos de gastroenterite no mundo. Além da diarréia e dos vômitos, os pacientes podem ter febre, fraqueza, dores musculares e dores de cabeça. É preciso tomar cuidado com a desidratação no caso de pacientes mais vulneráveis, como bebês, idosos e pessoas com sistema imune debilitado.
         No entanto, casos graves são raros, e a doença normalmente arrefece alguns dias depois do surgimento dos sintomas. A transmissão acontece por contato com água e comida contaminadas, com as pessoas doentes ou com objetos usados por elas. Não há tratamento específico. Por isso, as autoridades britânicas estão aconselhando as pessoas a repousarem em casa, para evitar que mais gente seja infectada.
    Fonte: G1


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    quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

    Ar quente e úmido provocam aquecimento no Ártico

         A região Ártica, que assistiu ao derretimento de sua calota polar em uma velocidade sem precedentes em 2007, sofreu um aumento de suas temperaturas em grande parte devido a transferências de calor nas camadas altas da atmosfera, segundo estudo a ser divulgado nesta quinta-feira pela revista britânica Nature.
     

        A temperatura média registrada na região próxima ao Pólo Norte sofreu durante todo o século passado um aumento acumulado de cerca de 2°C - o dobro do aquecimento médio global no mesmo período. Até agora, este aumento se explicava pela diminuição do efeito albedo, ou seja, a reflexão da radiação solar ao incidir sobre o planeta.
         Onde o gelo derreteu, o calor da radiação solar foi absorvido pelas águas geladas do oceano Ártico, o que contribuiu para seu reaquecimento. Sem questionar o fenômeno, uma equipe de climatologistas da Universidade de Estocolmo, coordenada por Rune Garversen, demonstrou que o transporte de calor na direção do Pólo Norte na troposfera, zona inferior da atmosfera que se eleva até 10 mil m sobre o nível do mar, desempenhou talvez um papel ainda maior.
         O rápido aumento da temperatura na região Ártica poderia ser resultado da duplicação da concentração de CO2 na atmosfera, segundo modelo citado pela revista, que ignora propositalmente a diminuição do efeito albedo.
         "O reaquecimento adicional do Ártico se deve a um maior transporte atmosférico de calor e umidade em direção ao norte", afirmaram os climatologistas suecos. Além disso, a equipe destaca que o forte reaquecimento do Ártico também se observa durante os meses de inverno, enquanto a região fica a maior parte do tempo no escuro e o efeito albedo praticamente inexiste.
     
     
         Segundo observações de satélites realizadas durante as duas últimas décadas do século XX, a cobertura de nuvens se reforçou durante o verão, o que contribuiu para o reaquecimento da atmosfera na altitude onde se encontram estas nuvens. O vapor d'água é um gás de efeito estufa ainda mais potente que o CO2.
         Em dezembro, pesquisadores americanos anunciaram que a superfície do gelo ártico que derreteu durante o verão boreal de 2007 foi 30 vezes superior à de verões anteriores e alcançou uma área mais de três vezes o tamanho da França.
     
    Fonte: AFP - Terra Notícias


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    Ibama terá 'lista suja' dos desmatadores

    Relação é semelhante à lista usada para identificar os acusados de trabalho escravo
     
         Os maiores desmatadores nos estados que mais devastam a floresta amazônica estão identificados.  A informação é do diretor de Proteção Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Flávio Montiel, que disse que eles integrarão uma lista suja semelhante à usada contra trabalho escravo.  Já identificamos os 50 maiores infratores no Pará, Mato Grosso e Rondônia, estados que contribuem com 80% do desmatamento na Amazônia.  Vão sofrer sanções conjuntas - administrativa, penal e cível - e integrar uma lista suja, a ser divulgada ao longo do primeiro semestre do ano que vem, afirmou Montiel, em entrevista à Agência Brasil.
         O levantamento está sendo feito pelo Grupo Permanente de Responsabilização Ambiental, criado no dia 6 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  O grupo, coordenado pelo Ministério de Meio Ambiente (MMA), é integrado por Ministério da Justiça, Casa Civil, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Polícia Federal, Ibama e Secretaria Nacional de Segurança Pública.  Outra preocupação do governo, segundo Montiel, é fomentar atividades produtivas sustentáveis na região amazônica, por meio de linhas de crédito com juros reduzidos.  O MMA também desenvolve uma programa de capacitação de gestores ambientais.  A idéia é fazer com que o trabalho seja absorvido nos municípios, para que eles tenham uma participação mais ativa no combate ao desmatamento.
         A constituição prevê atribuições dos municípios na proteção ambiental, mas a realidade deles (os da Amazônia) é bem distinta da verificada no Sul e Sudeste.  Não têm órgãos de meio ambiente estruturados, comentou o diretor.  O centro de monitoramento ambiental do Ibama, criado em 2004, fica em Brasília, mas há estações de trabalho montadas na superintendência do órgão na Amazônia e em 17 bases operativas das ações de fiscalização.  A tecnologia utilizada é o geoprocessamento, com imagens de satélite acessadas via internet.  Não estamos satisfeitos e vamos avançar mais, com instrumentos de monitoramento melhores, que nos permitirão chegar antes que o desmatamento se torne grande, afirmou Flávio Montiel.
     
    Fonte: Amazônia.org.br - O Liberal (www.oliberal.com.br/index.htm).


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    Os metais que a gente respira

         Todo mundo sabe que a queima de combustíveis fósseis aquece o planeta. E que o excesso de alguns gases na atmosfera prejudica a saúde da população. Na última semana um estudo realizado na Faculdade de Saúde Pública de São Paulo mostrou algo que se imaginava, mas que ninguém ainda havia medido: a quantidade de partículas sólidas despejadas na atmosfera pelos veículos.
     
         O nível de emissão está muito acima (cerca de 40%) do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. E não há nenhuma lei que estabeleça um limite, nem órgãos preparados para fazer a fiscalização dos automóveis, ônibus e caminhões mais antigos.
         Ao inspirar partículas sólidas, o corpo retém parte delas. Muitas se alojam no sistema respiratório, causando mais que irritação. O mal de Alzheimer, por exemplo, está relacionado de alguma forma à presença de alumínio no organismo. O estudo revela que o alumínio foi um dos metais com maior ocorrência durante os testes.
         Foram usadas gasolinas premium, adulterada e aditivada. A premium foi a que mais despejou resíduos sólidos na atmosfera, provavelmente pela característica de impedir a acumulação desses resíduos no motor. Na simulação com veículos movidos a etanol não houve variação significativa entre os tipos de álcool testados.
         Estudos científicos já mostraram como a presença desses metais na atmosfera também prejudica as plantas. Nos grandes centros urbanos a floração de mais de 500 espécies de plantas, todas expostas a estas partículas, apresentou alguma alteração morfológica.
     
    Autora: Luciana Vicária - Blog do Planeta


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    Retrospectiva 2007 - Mudanças climáticas: o mundo, enfim, acorda para o problema

         O ano de 2007 foi marcado por discussões sobre os efeitos do aquecimento global. Em quatro relatórios, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) diagnosticou efeitos do fenômeno que já acontecem. A primeira parte do Relatório, divulgada em fevereiro, mostrou que a ação do homem é responsável pelo aquecimento global. O aumento do uso de combustíveis fósseis e a conseqüente liberação de gases causadores do efeito estufa, como dióxido de carbono, é fator decisivo no aumento da temperatura planetária.
         Os cientistas alertam que a temperatura da Terra, até o final do século, pode subir de 1,8ºC a 4ºC. O derretimento das camadas polares deve fazer com que os oceanos se elevem entre 18 cm e 58 cm até 2100, forçando que populações se mudem das regiões costeiras. Além disso, tufões e secas devem se tornar mais intensos.
         Em abril, o IPCC mostrou que as secas e a falta de água afetariam, a partir de 2020, mais de 1 bilhão de pessoas. As regiões mais vulneráveis às ações das mudanças climáticas são o Ártico, a África subsaariana – composta por 47 países -, as pequenas ilhas, e os deltas asiáticos. Se no primeiro relatório foi considerado um aumento possível de 4ºC, este segundo analisou que um terço das espécies de flora e fauna do planeta podem ser extintos com a elevação da temperatura global acima de 1,5ºC em relação aos índices de 1990. A agropecuária também será afetada, principalmente nos continentes africano e asiático. Milhares de pessoas devem ser afetadas pela fome e por doenças. Um efeito mais presente aos brasileiros é a savanização da Amazônia.
         O terceiro relatório, que criou hipóteses para calcular os custos das mudanças climáticas, traz a recomendação dos especialistas de estabilizar a emissão de gases que causam o efeito estufa até 2030, e reduzi-la até 2050. Neste contexto, o relatório destaca a importância de medidas como a adoção de energias limpas e de biocombustíveis, como o etanol brasileiro. Segundo o relatório, todo esse esforço pode ser feito a um custo anual de não mais que 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial até 2030. O relatório também menciona que cada pessoa, individualmente, pode contribuir para a diminuição das emissões de gases poluentes apenas mudando seu estilo de vida.
         A quarta e última parte, divulgada em novembro, exige que as autoridades mundiais realizem o mais rápido possível ações multilaterais para enfrentar o problema das mudanças climáticas, já que a situação tem base científica e seus efeitos em todo o planeta foram comprovados. Os cientistas alertaram que se medidas urgentes não forem tomadas, os efeitos do aquecimento global serão irreversíveis. 
         Por falta de dados, o Brasil quase não foi citado no relatório e, apenas na última hora, a Amazônia mereceu uma menção. Por iniciativa brasileira, incluiu-se um quadro apresentando exemplos de regiões que podem ser afetadas pela mudança climática em todo o mundo, entre as quais estão a Amazônia e o semi-árido nordestino.
         Para Jim Hansen, diretor do instituto para estudos do espaço da Nasa - a agência espacial americana -, a situação pode chegar a um ponto irreversível (Leia em Aquecimento global pode ser irreversível em 10 anos).
         Mesmo com todos os estudos sobre as mudanças climáticas, ainda há aqueles que desconfiam desse cenário, considerando-o catastrófico demais. Esses cientistas, chamados genericamente de céticos, acreditam que a ação humana não é maior responsável pelo aquecimento global e que não há como frear a emissão de dióxido de carbono nas próximas décadas. Para eles, ao contrário do IPCC, os efeitos do aquecimento global só serão perceptíveis entre 50 e 100 anos e as catástrofes naturais serão raras.
         Para Luiz Carlos Molion, pesquisador especialista em clima da Universidade Federal de Alagoas, o homem, por meio das emissões de gases causadores do efeito-estufa, pode não ser o culpado pelo aquecimento global (Leia em  Pesquisador nega aquecimento global causado por efeito-estufa).
     
         Efeitos
         Independentemente da opinião do IPCC ou a dos chamados cientistas céticos, alguns impactos da mudança climática já podem ser notados sobre a fauna e sobre a flora. Estudo publicado na revista "Science" mostrou que recifes de coral do planeta estão ameaçados e correm sérios riscos se o nível de dióxido de carbono na atmosfera e a acidez das águas oceânicas continuarem aumentando no atual ritmo. Os altos índices de acidez dissolvem minerais na água necessários para a calcificação dos corais, determinando sua morte prematura.
         Já outro estudo, publicado no livro Handbook of European Freshwater Fishes (Guia dos Peixes de Água Doce da Europa), alertou que um terço do total das espécies de peixes da Europa está sob ameaça de extinção. As secas de lagos e rios, que têm sido freqüentes durante os meses de verão por causa do aquecimento global, já levaram à extinção de algumas espécies migratórias, aponta o estudo.
         Temperaturas elevadas, em junho, no sudeste da Europa, prejudicaram a vida selvagem e as plantações. Na Itália, as frutas amadureceram semanas antes do esperado. Na Grécia, ambientalistas advertiram para o perigo de as altas temperaturas terem um impacto de longo prazo sobre as populações de animais e plantas do país. As andorinhas enfrentaram dificuldades para encontrar a lama utilizada na fabricação de seus ninhos, vendo-se obrigadas a viajar distâncias maiores para obter o material. Os sapos, rãs e salamandras depararam-se com o sumiço de seus habitats, que estão secando. Isso não afeta apenas esses animais, mas também as espécies que se alimentam deles.
         Incêndios florestais devastaram milhares de hectares na Europa e na Califórnia (EUA), obrigando o deslocamento de milhares de pessoas e animais e a morte de milhares de espécies da flora. No Brasil, os incêndios em unidades de conservação também foram freqüentes.
     
         Tragédias ambientais
         A temporada de tempestades começou três semanas mais cedo e deixou um rastro de destruição na América Central, no Caribe e no México.
    Catorze tempestades tropicais e seis furacões se formaram no Atlântico. A primeira, uma tempestade tropical chamada Andréa, atingiu ventos máximos sustentados de 72 km/h, mas logo perdeu força ao avançar para o sul. O primeiro furacão, Dean, se formou em agosto e matou 22 pessoas no México, Haiti, Jamaica e outras partes da região do Caribe. Em setembro, o furacão Félix chegou à categoria 5, a máxima, na escala de Saffir-Simpson, deixando 146 mortos, 188 mil desabrigados e 19 mil casas total ou parcialmente destruídas na Nicarágua.
         No mesmo mês, o furacão Humberto atingiu os Estados Unidos.
    O Lorenzo, de categoria 1, atingiu o litoral do Golfo do México. Em novembro, as chuvas provocadas pelo furacão Noel causaram enchentes e deslizamentos de terra no Caribe, matando 118 pessoas, sendo o mais letal da temporada. Em dezembro, o Caribe foi castigado pela tempestade fora de época Olga, que matou 22 pessoas.
         O ciclone Sidr atingiu Bangladesh em novembro com ventos de 250 quilômetros por hora. O ciclone vitimou mais de 3.000 pessoas, arrasou 187 mil hectares de plantações e destruiu total ou parcialmente 1,2 milhão de casas.
     
         Pós-Kyoto
         De 03 a 14 de dezembro, foi realizada em Bali, na Indonésia, a conferência da ONU sobre mudanças climáticas. Apenas no dia 15 os países participantes assinaram o documento final que, com algumas concessões, reconhece que os países pobres e em vias de desenvolvimento precisam de financiamento das nações ricas para enfrentar os desastres naturais e efeitos negativos do aquecimento do planeta; se compromete a impulsionar os programas de transferência de tecnologia para que os países emergentes possam se adaptar à mudança climática e minimizar seus efeitos; ajudas às nações em vias de desenvolvimento serão concedidas para conservação e proteção de suas florestas; reconhece a "necessidade urgente" de agir para reduzir as emissões de carbono provenientes do desmatamento.
         Um dos pontos mais difíceis e importantes foi o reconhecimento de que o último relatório do IPCC da ONU é o estudo científico mais completo e o documento de referência sobre o aquecimento global. Esta aceitação fez com que os Estados Unidos admitissem a importância de que as emissões de gases poluentes dos países industrializados diminuam entre 25% e 40% - em relação aos níveis de 1990 - até 2020.
     
         Nobel da Paz
         O Prêmio Nobel da Paz 2007 foi concedido ao ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, e ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.
         O Comitê Nobel considerou os esforços dos vencedores na luta contra a mudança climática como um dos fatores que podem ameaçar "as condições de vida de grande parte da humanidade", pois originariam, entre outras coisas, "migrações em grande escala, uma maior concorrência pelos recursos naturais e conflitos violentos entre países".
         Al Gore também foi o vencedor do Oscar de melhor documentário por Uma Verdade Inconveniente.
         Seguindo os passos de Gore, o ator hollywoodiano Leonardo di Caprio, galã desde "Titanic", também se engajou na luta contra o aquecimento global. Ele produziu e narra o documentário "A Última Hora", que mostra depoimentos de personalidades e ambientalistas, ilustrados por imagens dos efeitos causados pelas mudanças climáticas (Leia mais na matéria EXCLUSIVO: No documentário de Leonardo Di Caprio sobre aquecimento global, o que vale é a boa intenção).
     
    Autora: Neide Campos - AmbienteBrasil


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    sábado, 29 de dezembro de 2007

    O defensor das águas

    Como um promotor federal conseguiu proteger o paraíso turístico de Bonito, e começa a fazer a lei florestal ser adotada em todo o Pantanal
     
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    Loubet em um dos poços de águas transparentes. Fazendas da região estavam sujando os rios
         TRANSPARÊNCIA
         O jovem promotor luciano lou- bet, de 31 anos, iniciou há quatro anos uma espécie de revolução na cidade de Bonito, em Mato Grosso do Sul, um dos principais destinos do ecoturismo no Brasil por suas águas transparentes. Ele se engajou na luta para que órgãos públicos, donos de propriedades turísticas e produtores rurais cumpram a legislação ambiental. Foi armado de um código florestal antigo, mas amplamente desrespeitado no país, que Loubet ajudou a salvar Bonito da degradação. Agora, os frutos de sua militância se espalham por outras comarcas do Estado.
     
     
         Quando Loubet assumiu a procuradoria, em 2002, as fazendas desmatavam toda a vegetação nos topos de morros e ao longo dos rios que formam os balneários. Essa floresta, chamada de mata ciliar, é essencial para proteger o solo e reter a água da chuva, evitando que ela arraste terra ao rio e o assoreie. O Código Florestal Brasileiro, de 1965, já obriga os proprietários a manter intactos esses pontos vulneráveis, chamados de Áreas de Preservação Permanente (APP), além de uma reserva legal com mata nativa de 20% da área da propriedade. Mas poucos cumprem a exigência.
         Para mudar a situação, Loubet contou com o apoio das fundações O Boticário e Neotrópica, uma ONG local especializada em conservação, além do Ibama, da Prefeitura de Bonito e da Polícia Ambiental. Criou um projeto, batizado Formoso Vivo, que examinou o estado dos rios de Bonito. O diagnóstico das 75 propriedades do Rio Formoso, o principal da região, revelou que 46 estavam sem vegetação nas APPs. "Nosso objetivo é preservar a galinha dos ovos de ouro de Bonito", diz Loubet. "Se o meio ambiente for degradado, as pessoas que vivem do turismo não terão mais trabalho." A atividade turística é a maior empregadora da cidade.  
     
    Bonito têm lagos de águas cristalinas

         Após quase 200 reuniões com os proprietários, o promotor conseguiu que eles assinassem o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), um compromisso de se adequar à lei. No termo, o fazendeiro se obriga a adotar medidas de conservação do solo, regularizar a reserva legal em cartório e recuperar a mata ciliar. Para recuperá-la, o proprietário precisa cercar a área para impedir a passagem do gado e plantar mudas nativas. Hoje, cerca de 70% da mata ciliar degradada está sendo recuperada. É isso que garante a água limpa rio abaixo, nas piscinas naturais de Bonito.
        
     ''O grande papel dele foi levantar a idéia de que não existe lei ambiental que não pegou''
     
         MIGUEL MILANO, coordenador da Fundação Avina
         Em geral, os fazendeiros driblam os esforços da Justiça para que cumpram a legislação ambiental. Loubet recorreu a estratégias inovadoras, como registrar na matrícula do imóvel que o fazendeiro é réu numa ação civil pública. "Se ele quiser vender sua propriedade, o eventual comprador fica ciente de que há uma ação na Justiça", diz. A Justiça de Mato Grosso do Sul respaldou a iniciativa, criando jurisprudência. Com táticas assim, Loubet conseguiu a adesão dos proprietários. Apenas um deles se recusou a assinar o documento.
     
    Localização de Bonito
     
         Loubet virou referência na Justiça ambiental do país porque passou a fazer comprir leis que estavam abandonadas. "O grande papel dele foi levantar a idéia de que não existe lei que não pegou", afirma Miguel Milano, da Fundação Avina, uma ONG que financia lideranças sociais em toda a América Latina. "Isso é fundamental em um país com uma legislação ambiental que passa em branco nas regiões agrícolas." Há dois anos, o rigor de Loubet gerou conflitos em Bonito. O promotor tinha suspendido passeios turísticos de bote sem licença ambiental, que lotavam os balneários de banhistas. Foi questionado se não estava colocando em risco o negócio do turismo. "Ao contrário", disse. "Se os proprietários não tomarem os cuidados exigidos pela lei, vão degradar os locais de banho e, aí, sim, arriscarão a sustentabilidade do turismo."
         Ele diz ter visto isso acontecer. Loubet, que nasceu e cresceu em Campo Grande, freqüentava outro balneário popular no Estado, o de Rio Verde de Mato Grosso.
         "Quando fui lá aos 12 anos, uma das atrações era um poço com profundidade de 30 metros. O pessoal saltava do alto de uma pedra", afirma. "Voltei três anos depois e as pessoas caminhavam com água pela cintura." Segundo Loubet, o mais impressionante era que a terra que entupiu o rio vinha do desmatamento em apenas duas fazendas. Loubet diz que foi ali que percebeu como poucos fazendeiros podiam fazer um estrago tão grande em um período tão curto.
        
         O Ministério Público do Estado vai começar a monitorar o desmatamento por satélite
         Ele também foi um dos primeiros promotores a entender que as questões ambientais não têm fronteiras. Afinal, a água do rio não respeita as divisões dos mapas. Bonito fica em uma região de planalto. Suas águas alimentam o Pantanal, outra preciosidade turística. "Não adianta nada o promotor da comarca de uma área de planície fazer um trabalho de conservação da mata ciliar se o colega que atua no planalto, onde ficam as nascentes dos rios, não fizer o mesmo." Seguindo o modelo do Formoso Vivo, de Loubet, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul está examinando a situação ambiental das 650 fazendas ao longo do Rio Miranda, um dos mais importantes formadores da planície pantaneira, que tem problemas com desmatamento em suas cabeceiras. Após sua conclusão, os promotores das comarcas da Bacia do Miranda serão encarregados de obrigar os proprietários a recompor a mata ciliar e regularizar a reserva legal de 20% em suas fazendas.
     
    Lago Azul
     
         Loubet tem se dedicado a criar uma rede de promotores para a proteção do Pantanal. Ele faz questão de destacar que a idéia só seguiu graças ao apoio dos procuradores de Justiça do Estado. "Não fiz nada sozinho", diz. Articulados em rede, os promotores do Estado estão conseguindo recursos técnicos que nenhuma outra promotoria do país tem. A Fundação Avina investirá quase R$ 150 mil para montar um laboratório capaz de monitorar o desmatamento com imagens de satélite. O sistema deverá estar em operação até meados de 2008. Agora, os promotores estão se articulando fora das fronteiras. No fim de novembro, em Bonito, vão participar de um encontro inédito com colegas de Mato Grosso e do Paraguai para traçar uma estratégia conjunta de ações. "Conseguimos romper com o comarquismo", diz Loubet.
     
    Fonte: Alberto Gonçalves - Ecolmeia (www.ecolmeia.com ) - Revista Época - Pense Verde - Portal do Meio Ambiente


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    sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

    Patagônia: vazamento de óleo pode causar desastre

         Uma grande mancha de petróleo de 4 km que pode provocar um desastre ecológico foi detectada na costa da província argentina de Chubut, Patagônia, informaram as autoridades argentinas nesta quinta-feira.
         O vazamento foi comunicado na noite de quarta-feira às autoridades da localidade de Caleta Córdova, 1.860 km ao sul de Buenos Aires, onde funciona um terminal portuário pelo qual são exportados 5,5 milhões de metros cúbicos de petróleo por ano.
     
    Província argentina de Chubut

         "Aparentemente o vazamento começou há três ou quatro dias", disse em entrevista à imprensa a ministra de Ambiente e Controle do Desenvolvimento Sustentável de Chubut, Mónica Raimundo. Para determinar a origem do vazamento, as autoridades pediram o registro oficial das embarcações que entraram e saíram do porto local nos últimos 10 dias, além de imagens de satélites.
         As primeiras investigações apontam para a instalação de petróleo de "Caleta Olivares", operada pela empresa Termap (Terminales Marítimas Patagónicas S.A.), que abastece cargueiros.
     
    Fonte: AFP - Terra Notícias


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    Rara bactéria carnívora mata homem em Hong Kong

         As autoridades dos serviços de saúde de Hong Kong informaram nesta sexta-feira que estão investigando a morte de um homem de 55 anos vitimado por uma rara forma de bactéria carnívora.
     
    Streptococcus pyogenes
     
         O homem procurou um médico por causa de dores no pescoço e problemas respiratórios. Ele também sentia dores em sua nádega direita e acabou sendo internado no dia de Natal para sofrer uma cirurgia e ter o tecido infectado removido.
         Depois foi transferido para outro hospital, onde acabou morrendo na quinta-feira. Os exames mostraram que o ferimento da nádega da vítima estava infectado pela bactéria Streptococcus pyogenes, que causa necrose nos tecidos, informou o Centro para a Proteção da Saúde.
     
     A Streptococcus pyogenes pode espalhar através de tecidos humanos, a uma taxa de 3 cm por hora. Vinte e cinco por cento das vítimas morrem, e, em casos graves, o paciente é morto dentro de 18 horas (fonte: http://www.jyi.org/articletools/print.php?id=463)
     
         Um porta-voz da instituição explicou que a bactéria pode destruir o tecido e causar a morte dentro de 12 a 24 horas depois da infecção.
         A doença geralmente é causada quando a bactéria entra por um ferimento, por menor que seja, mas pode ser tratada com antibióticos e removida se prontamente diagnosticada.
     
    Fonte: AFP - Terra Notícias


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    quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

    Direito de imagem para os gorilas

         Agora, as empresas de Ruanda que quiserem posar de ecologicamente corretas usando os gorilas do país vão ter de pagar. Pelo menos é isso que diz uma nova lei que deve entrar em vigor já em 2008.
     
         Todas as empresas que usarem imagens dos gorilas para marketing terão de pagar um imposto. O objetivo é arrecadar dinheiro para proteger os animais que vivem nas montanhas do país – estima-se que existam cerca de 720 gorilas no mundo, vivendo na região de Ruanda, da República Democrática do Congo e de Uganda. O imposto financiará o parque onde vivem os gorilas e o programa de conservação.
     
    Autora: Marcela Buscato - Blog do Planeta


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    quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

    "Um planeta, muitas pessoas"... e algumas imagens

        A Terra vista do espaço
        Série de imagens em uma galeria do Guardian, mostrando impactos ambientais: crescimento urbano, desmatamento, tsunami, agricultura e o famoso caso do lago Aral (fadado ao desaparecimento). Há também imagens dos continentes à noite.
         As imagens fazem parte do
    livro "Earth From Space", que contém 300 imagens de satélite de todo o planeta.
     
    Tsunami na Indonésia, 2004.
    (Fonte: Guardian)
     
         A dica me fez lembrar o "Atlas of Our Changing Environment" da UNEP (United Nations Environment Programme), que além de possuir versão impressa, está disponível on-line em formatos bem interativos.

    Crescimento urbano de Sydney: 1975 e 2002.
    (Fonte: UNEP)


         No Google Earth, basta ligar o layer "UNEP", que está no item "consciência global". Aparecerão vários ícones ao redor do mundo, mostrando pontos do Atlas. Além das contrastantes imagens antigas (geralmente da década de 70), há a opção overlay e também uma pequena interpretação/explicação do porquê de cada mudança.
         Também dá para navegar aqui, através do Google Maps.
     
    Desmatamento em Rondônia: 1975 e 2001.
    (Fonte: UNEP)
     
         Para quem se interessar, recomendo visitar o Atlas na página da UNEP. Há várias opções de download, tanto dos capítulos do livro (todos e em alta qualidade) quanto de imagens, powerpoints e pôsteres. Os powerpoints temáticos são bem legais.
     
    Lago Chad, na África: 1972 e 2001.
    (Fonte: UNEP)
     


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    Baesa não indeniza famílias por Barra Grande

    Porto Alegre (RS) - Depois de quase sete anos do início das obras da hidrelétrica de Barra Grande, cerca de 500 famílias atingidas pela barragem ainda não foram indenizadas. A usina foi construída no Rio Pelotas, entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, inundando mais de seis mil hectares de mata nativa.
     
    Barragem em construção.
     
         O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) denuncia que a Baesa, o consórcio responsável pela construção do empreendimento reconheceu apenas 1516 das 2087 famílias atingidas. Com isso, 571 ficaram sem qualquer compensação nem foram realocadas. Para o coordenador do MAB Ivanor Soares, o descaso com as famílias mostra que as hidrelétricas não são projetos sociais, e sim fontes de lucro para empresas privadas.
         "É um projeto que é feito para ganhar dinheiro, então, quanto mais economizar do ponto de vista da obra social ou mesmo da obra de concreto, é lucro para as empresas. Então elas pegam um dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), dinheiro financiado para construir isso. E o que eles economizam, acabam investindo em outras coisas", diz.
     
    Usina Hidrelétrica de Barra Grande. Foto: Marcelo Sá Correa

         Soares conta ainda que, entre os casos negados pela Baesa estão 47 comunidades rendeiras. Sem compensações financeiras ou remanejo, essas comunidades continuam vivendo no entorno da usina, em situações precárias. Com o enchimento do lago, elas ficaram isoladas e até mesmo sem transporte, com o desaparecimento das linhas de ônibus. Além disso, ele lembra que muitas das famílias que foram remanejadas também enfrentam dificuldades, como adaptação a um novo tipo de agricultura.
     
    A área a ser inundada: mais de 2.000 ha de Florestas Primárias de Araucárias e outros 4.000 ha de florestas em diferentes estados de regeneração, além de campos naturais. (Fonte: APREMAVI)
     
         Já a assessoria de imprensa da Baesa confirma que o consórcio indenizou e reassentou 1500 famílias. No entanto, afirma que não tem qualquer pendência com as 500 famílias que ainda pedem indenizações. A maior parte delas não foi listada nem mesmo pelo governo para programas de benefícios. O consórcio da Baesa é formado, entre outras empresas, pela Votorantim, Alcoa e Camargo Corrêa. 
     
    A barragem de 190m de altura já foi concluída. (Fonte: APREMAVI)

         A construção de Barra Grande foi marcada pela fraude no licenciamento. A empresa Engevix, que fez o Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima), foi acusada por vários ambientalistas de omitir do relatório uma série de informações importantes sobre a biodiversidade local. A área, considerada estratégica para a preservação da Mata Atlântica, abrigava várias plantas e animais ameaçados de extinção. A Engevix é acusada, ainda, de fraudar o Estudo de Impacto Ambiental da hidrelétrica de Paiquerê, que deve ser construída perto de Barra Grande, no Rio Pelotas.
     
    Fonte: Patrícia Benvenuti - Agência Chasque.
     
    Leia mais em:


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    domingo, 23 de dezembro de 2007

    MG: rã-touro com seis patas nasce em Uberaba

    Foto: Universidade de Uberaba/Divulgação 

    A rã-touro nascida com seis patas possui dois dos membros adicionais localizados junto com a pata direita
     
    Foto: Universidade de Uberaba/Divulgação 

     O animal, da espécie Rana catasbeiana, nasceu recentemente em um criadouro da Universidade de Uberaba (MG)
     
    Foto: Universidade de Uberaba/Divulgação
    A anomalia pode ter sido causada por defeitos genéticos do animal, ou até mesmo, por fatores ambientais, como a poluição em seu habitat
     
    Fonte: Terra Notícias


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    Saiba mais sobre Europa, uma das luas de Júpiter

         Até pouco tempo atrás, ela era apenas um dos 62 satélites do imenso planeta Júpiter. Agora, a lua Europa é o mais novo foco de astrônomos de todo mundo. Motivo: em companhia de Marte, o astro gelado que tem cerca de 3121 km de diâmetro é um dos lugares do Sistema Solar em que a vida tem mais probabilidades de se desenvolver.
         O interesse maior apareceu depois que cientistas reunidos na cidade americana de São Francisco, na Califórnia, apelaram pelo envio de uma missão ao satélite. Um plano parecido já está na agenda da agência espacial européia (ESA), que tem um projeto exploratório previsto para o período entre os anos de 2015 e 2025.
         Descoberta em 1610 por Galileo Galilei, Europa é um dos astros mais brilhantes do Sistema Solar em função do reflexo do Sol na sua superfície, que provavelmente é coberta de gelo. Abaixo dessa crosta, acredita-se, pode haver água líquida e formas de vida extraterrestre que os astrônomos procuram há tanto tempo.
         Segundo os cientistas, Europa tem os três ingredientes para a existência de vida: água, calor e compostos orgânicos obtidos de cometas e meteoritos. A esperança é que existam seres vivendo em condições semelhantes às encontradas no lago Vostok, na Antártida, onde respiradouros hidrotermais garantem a sobrevivência.
     
         Linhas e crateras
         Imagens da Europa obtidas pelas sondas Voyager, Galileo e pelo telescópio Hubble mostraram linhas e rachaduras que riscam quase toda a superfície do satélite. Segundo os cientistas, essas formações geológicas lembram rachaduras nas placas de gelo da Terra, mais uma evidência da existência de água líquida abaixo da superfície do astro.
     
         Origem
         Europa ganhou o nome da princesa fenícia que, de acordo com a mitologia grega, ganhou o amor de Zeus. Depois de vê-la colhendo flores, Zeus teria se transformado em um touro branco e carregado Europa até a ilha de Creta. Lá, ele revelou sua verdadeira identidade e fez de Europa a primeira rainha de Creta.
     
    Foto: Nasa/Divulgação 

    A lua Europa, um dos 62 satélites do planeta Júpiter, fotografada em 27 de fevereiro
     
    Foto: Nasa/Divulgação 

    Imagem captada pela sonda Voyager mostra a superfície do satélite
     
    Foto: Nasa/Divulgação 

    Manchas avermelhadas e crateras pequenas e rasas são características da superfície da lua
     
    Foto: Nasa/Divulgação 

     Cientistas acreditam que a superfície do satélite é coberta de gelo
     
    Foto: Nasa/Divulgação 

    Animação identifica a presença de uma camada de ácido súlfurico na superfície de Europa
     
    Foto: Nasa/Divulgação 

    A Nasa indica a existência de água líquida abaixo da camada de gelo do satélite

    Fonte: Redação Terra


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    As florestas na mira da bancada ruralista

         O acordo foi cumprido. Há um ano, o futuro da Amazônia foi negociado pela aprovação da Lei da Mata Atlântica. A proposta surgiu de um ajuste entre a bancada ruralista e o governo federal. Para aprovar a lei que protege a Mata Atlântica (PL 285/99), a bancada ruralistas propôs que o tamanho das porções obrigatórias de florestas nas propriedades privadas da Amazônia, a reserva legal, fosse reduzida. Ontem, a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou por 23 votos contra 2 o projeto de Lei de nº6424. Além de diminuir a a área de reserva legal, a proposta também promove a anistia aos crimes ambientais.
     
         Os ponto mais delicado do PL é a redução de 80% para 50% das matas protegidas dentro das fazendas na Amazônia. Outro fator polêmico é a soma da reserva legal às áreas de proteção permanente (morros e margens de rios). Essa medida também afeta a Mata Atlântica, o ecossistema mais ameaçado do país, com apenas 7% de remanescentes. "Se isso virar lei, será um retrocesso. É impossível legalizar a abertura de novas áreas nessas regiões", afirma Mário Mantovani, diretor da SOS Mata Atlântica.
         A anistia aos crimes ambientais é outro risco da proposta. O PL aprovado propõe que todos os produtores rurais cadastrados no sistema de credenciamento legal de sua propriedade, serão "anistiados" de qualquer crime ambiental que tenham praticado. A medida beneficia quem já cortou mais do que 80% de sua floresta na Amazônia, 65% no cerrado e 20% na mata atlântica. "A mensagem que esse PL passa é que o crime compensa. É quase um aval para novos desmatamentos", afirma Beto Veríssimo, pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambienta da Amazônia (Imazon).
         A votação da Lei foi feita quase sem quorum. "Não havia mais de quinze pessoas dentro das Comissão de agricultura", diz Sérgio Leitão do Greenpeace. "Eles foram atrás de mais deputados porque queriam aprovar o PL a qualquer custo. Os ruralistas dizem que mudaram suas condutas em relação ao meio ambiente. A aprovação desse projeto deixa bem claro o contrário", afirma.
     
    Autora: Juliana Arini - Blog do Planeta


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