terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Buraco negro de "galáxia da morte" atira contra vizinhos

Astrônomos nunca viram um evento cósmico tão violento antes.
Conseqüências podem ser fatais para planetas no caminho.

     Astrônomos da Nasa flagraram um buraco negro supermaciço atirando jatos altamente energéticos contra uma galáxia vizinha. A violência do evento galático foi tão absurda que os pesquisadores apelidaram a galáxia que abriga o buraco negro de "Estrela da Morte", como no filme "Guerra nas Estrelas."
 
Foto: AP
Imagem feita a partir de observações feitas tanto em telescópios terrestres quanto em órbita.(Foto: AP)

 
     A imagem mostra o sistema 3C321, que contém duas galáxias em órbita uma da outra, ambas com buracos negros supermaciços no centro. No entanto, o buraco da galáxia maior está lançando jatos de energia carregada de radiação contra a menor. O resultado pode ser fatal para os planetas no caminho.
Fonte: G1


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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Oceanos podem subir duas vezes mais que previsto

     O nível do mar no mundo pode subir duas vezes mais neste século do que os cientistas da Organização das Nações Unidas haviam previsto, segundo pesquisadores que estudaram o que aconteceu há mais de 100 mil anos, a última vez em que a Terra ficou com esta temperatura.
     Especialistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU sugeriram que um máximo de 0,8 m de elevação no nível do mar, um efeito-chave do aquecimento global para o século 21.
    Mas pesquisadores disseram em um estudo publicado no domingo na revista Nature Geosciense que o máximo poderia ser o dobro disso, ou 1,6 m.
     A estimativa foi feita com base em estudos do chamado período interglacial, entre 124 mil e 119 mil anos atrás, quando o clima da Terra era tão quente quanto é agora devido a uma diferente configuração na órbita do planeta em torno do sol.
     Esta foi a última vez em que o nível do mar chegou a 6 metros acima do nível atual, devido ao descongelamento de folhas de gelo que cobriam Greenland e Antártica.
      Os pesquisadores afirmam que seus achados são a primeira documentação substancial de como o nível do mar subiu rapidamente para esse patamar.
     "Até agora, não havia registros que suficientemente mostravam a taxa total das elevações do nível do mar do passado até o nível atual", disse o autor Eelco Rohling, do Centro Nacional de Oceanografia da Grã-Bretanha, em um comunicado.
     Rohling e seus colegas descobriram uma média de elevação do nível do mar de 1,6 m a cada século durante o período interglacial. Naquele tempo, Greenland tinha 3ºC a 5ºC a mais do que agora, o que é similar ao período de aquecimento esperado nos próximos 50 a 100 anos, segundo Rohling.
Modelos atuais de folhas de gelo não prevêem taxas de mudança desta magnitude, mas eles não incluem muitos dos processos dinâmicos já observados por glaciologistas, disse o comunicado.
 
Fonte: Reuters - Terra Notícias


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Os impactos "invisíveis" das guerras

     Os efeitos devastadores de uma guerra sobre milhares de vidas humanas são incontestáveis. Talvez por isso as conseqüências de um conflito para o meio ambiente passem quase desapercebidas. Mas elas existem. Ainda não se sabe quais estão sendo os efeitos do atual conflito no Iraque, mas os pesquisadores já encontraram as conseqüências deixadas pela Guerra do Golfo, que ocorreu na mesma região, mas no início da década de 90.
 
     A movimentação de tropas e explosões destruiu a camada de microorganismos que recobre a superfície do solo desértico e o protege da erosão. Com sua destruição, os cientistas já notaram que houve um aumento na freqüência das tempestades de areia e na formação de dunas na região.
     A edição de janeiro/fevereiro da revista do WorldWatch Institute, entidade ambiental americana de destaque, traz outros exemplos de como a guerra deixa marcas duradouras no meio ambiente:
* Cerca de metade das áreas de mangue do delta do rio Mekong e 14% das florestas foram destruídas no Vietnã pelas tropas americanas durante o conflito na região, na década de 60. Os soldados lançavam herbicidas e pesticidas para que os guerrilheiros não conseguissem sobre viver no ambiente detruído
* Em 1994, cerca de 720 mil refugiados que haviam deixado Ruanda em direção à República Democrática do Congo para fugir do conflito em seu país assentaram-se perto do Parque Nacional de Virunga. Os acampamentos improvisados destruíram cerca de 35 quilômetros quadrados de florestas. A madeira era usada para fazer fogueiras e construir moradias.
 
Autora: Marcela Buscato - Blog do Planeta


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O barco vai afundar?

     Uma sensação de desastre eminente deve ter inspirado os ativistas da ONG Avaaz.org. Eles penduraram uma cartaz com alusão ao filme Titanic bem em frente à saída da sala onde ocorrem as plenárias da Conferência do Clima em Bali. É ali que representantes do Japão, EUA e Canadá estão agindo em bloco para impedir qualquer declaração que incluia metas de redução de emissões dos gases que provocam mudanças climáticas. No cartaz da Avaaz.org, os líderes dos três países são as estrelas de um filme sobre o naufrágio de nossa jornada na Terra. No texto do cartaz: "Nenhuma meta, nenhum iceberg. Apenas um desastre global chegando em breve. Bali. Mundo, não desista"
     Observadores que acompanhas as negociações gostaram do cartaz (foto). Os delegados dos países envolvidos, nem tanto.
 
Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta


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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Não há mais tempo a perder sobre mudança climática

     Secretário-Geral da ONU diz em Bali que mundo sofrerá com fome, secas e aumento do nível do mar, se nada for feito.
 
imagem1480.jpg     O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou, em Bali, na Indonésia, que o mundo precisa agir rapidamente contra o aquecimento global.
     Ban disse que não há mais tempo a perder, e que a liderança política deve encontrar respostas. Segundo ele, a ciência já provou claramente que o efeito estufa é uma ameaça a toda a humanidade.
     O Secretário-Geral da ONU chegou a Bali, na Indonésia, para presidir as discussões de um segmento de alto nível da Conferência sobre Mudança Climática.
     O encontro deve estabelecer as bases de um novo acordo para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
     O tratado prevê a redução nas emissões de dióxido de carbono, o principal causador do aquecimento global.

     Emissões de gases
     As Nações Unidas sugeriram aos países industrializados uma redução entre 25 a 40%, até 2020.
     Segundo a ONU, os cortes deverão atingir 50% até 2050.
     Um estudo do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, Ipcc, afirma que se todos os governos contribuírem com 0,1% de seu Produto Interno Bruto, PIB, será possível parar o efeito estufa nos próximos 30 anos.
     O encontro de Bali reúne mais de 15 mil representantes de governos, da sociedade civil e de agências da ONU.
 
Fonte: Rádio ONU (Jorge Soares & Mônica Valéria Grayley - Nova York) - Portal do Meio Ambiente


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Fauna no RS sofre com instalação de usinas hidrelétricas

     A Justiça Federal no município de Bento Gonçalves (RS) concedeu liminar em ação cautelar proposta pelo Ministério Público Federal para que a empresa J. Malucelli Construtora de Obras S.A. suspenda imediatamente o corte de árvores para a limpeza da área onde serão formadas três barragens, visando a instalação de Usinas Hidrelétricas no rio Carreiro (municípios de Dois Lajeados, Guaporé e Serafina Corrêa). A suspensão deverá perdurar pelo prazo de 45 dias.
     Segundo a assessoria de Imprensa do Ministério Público Federal no RS, no dia 5 passado, o procurador da República Adriano dos Santos Raldi instaurou um procedimento administrativo investigatório, a partir de representação de integrante da Associação Riograndense de Proteção aos Animais e Meio Ambiente (ARPA). Fotos e documentos mostravam a ocorrência de várias irregularidades na área, caracterizadas como "verdadeiros atentados à flora, fauna e ao ecossistema como um todo". A empresa responsável não vinha respeitando as exigências básicas, especialmente em relação ao programa de resgate e monitoramento da fauna.
     Em seu relato, o ambientalista Jorge Luis Acco, revela ter constatado o desespero dos animais em fuga, pássaros à procura de seus ninhos que tombaram junto com as árvores, vários animais à procura de filhotes e cobras mortas.
 
Fonte: Ambiente Brasil


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Construções que separam matas de rios podem explicar sumiço de sapos

Pesquisadores brasileiros tentam entender declínio mundial da espécie.
Segundo eles, filhotes podem morrer porque não encontram a floresta.

 
     O mistério do desaparecimento mundial das espécies de sapos pode ser explicado pela pura falta de bom senso humano. Pesquisadores brasileiros afirmam que a separação de florestas e rios pela infraestrutura humana está por trás do declínio desses anfíbios. Os resultados foram apresentados nesta semana na revista "Science".
     Não importa a quantidade de mata nativa preservada em uma propriedade, sempre que alguém constrói alguma coisa -- seja uma casa, um pasto ou uma cidade -- na beira de um rio, afeta diretamente a sobrevivência dos sapos, que vivem tanto na terra quanto na água.
     Esse tipo de divisão do ambiente onde vive uma espécie foi batizada pelos pesquisadores de "desconexão de habitat" e pode explicar algo investigado pela ciência há muito tempo: por que os anfíbios estão desaparecendo.
Segundo o pesquisador Carlos Roberto Fonseca, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), no Rio Grande do Sul, a desconexão de habitat é prática comum. "Mesmo o proprietário que cumpre a lei e deixa uma porcentagem da mata preservada em suas terras, em muitos casos, ele deixa a floresta em áreas isoladas, como topos de morros. E vai colocar sua casa, o pasto, tudo em volta de um riozinho", afirmou ele ao G1.
 
Foto
Sapos de floresta precisam dos rios para se reproduzirem (Foto: Divulgação)
 
     Os sapos vivem bem na floresta, mas se reproduzem na água. Quando seu habitat é dividido, portanto, eles precisam atravessar toda uma série de obstáculos, às vezes, até estradas de grande porte. A situação é pior quando o caminho é inverso e os filhotes, recém saídos da fase de girino, precisam encontrar sozinhos o caminho de casa.
 
Foto
Sapos do mundo estão desaparecendo (Foto: Divulgação )
 
     "Eles precisam achar a floresta, mas nunca viram uma floresta antes. O seu 'manual de instruções' genético diz 'então, você sai da água e vive, come, dorme na floresta'. Mas onde ela está?", explica Fonseca. Na busca pelo local onde vão viver, os sapinhos geralmente acabam morrendo, por acidentes, por predadores, por exposição excessiva ao sol ou pura e simplesmente por fome.
Pelo Código Florestal Brasileiro, uma faixa em torno dos rios precisa ser preservada –- o quanto depende do tamanho do rio. Mas não são todos que cumprem a legislação. Os cientistas pedem que a lei seja respeitada e que novas unidades de conservação levem em conta a preservação da espécie e não separem mata e rio.
     Com isso, Fonseca explica, os benefícios devem ir muito além da preservação dos sapos. "Mata nativa ao redor do rio o deixa limpo. Rio limpo é água limpa, boa para o consumo."
     O trabalho envolveu pesquisadores de quatro universidades brasileiras -- além da Unisinos, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade de São Paulo (USP) -– e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas.
Autora: Marília Juste do G1 São Paulo


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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Índice Ultravioleta para a região Sul em 12 de dezembro de 2007

 
Situação mais recente do Índice Ultravioleta para a região Sul
Precauções recomendadas pela Organização Mundial da Saúde
 



 


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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Lentes capturam a estranha Natureza

Reveja as melhores fotos do mundo animal que marcaram o ano de 2007 em concurso e pesquisas conduzidas pelo mundo inteiro.
Foto: Gloria Kwon/Divulgação
08/10/2007 - Estados Unidos - Imagem de um embrião transgênico de um camundongo foi a vencedora do concurso de Microfotografia Pequeno Mundo da Nikon, que escolheu as melhores fotos de pequenos organismos
 
 
Foto: Sergey Gorshkov/Natural History Museum/Divulgação
25/10/2007 - Reino Unido - A foto de um urso, emergindo durante um mergulho em busca de caça, foi a vencedora na categoria Animal Portraits do concurso Shell Wildlife Photographer of the Year 2007
Foto: David Maitland/Natural History Museum/Divulgação
25/10/2007 - Reino Unido - No mesmo concurso, que premiou as melhores imagens da vida selvagem, a foto de um sapo comendo um verme foi a vencedora da categoria Animal Behaviour: All Other Animals (Comportamento Animal: Todos os Outros Animais)
The New York Times
25/05/2007 - Estados Unidos - Em maio, o estranho polvo dumbo, parecido com um brinquedo, e que habita as partes mais profundas do oceano, foi apresentado pela primeira vez ao mundo
The New York Times
Este pequeno polvo (Grimpoteuthis), mede cerca de 20 cm, tem o corpo gelatinoso e foi apelidado de "dumbo"
Foto: Steve Gschmeissner/BBC Brasil
30/08/2007 - Reino Unido - Garras de morcego foram retratadas por um fotógrafo e apresentada no concurso Visions of Science, ou Visões da Ciência, que captou imagens de fenômenos científicos e naturais
Reuters
28/06/2007 - Alemanha - A cruza de uma zebra com um cavalo resultou no animal híbrido batizado de Eclyse, que nasceu no parque safari Stukenbrock. A 'egüebra' ou 'zégua' é fruto do relacionamento entre uma zebra fêmea e um cavalo
Reuters
17/07/2007 - Alemanha - O zoológico privado Arca de Noé, apresentou a cruza de um leão com uma fêmea de tigre, batizado de Bahier. O nome 'liger', como é chamado este tipo de animal, vem da mistura de lion e tiger (leão e tigre, em inglês)
AP
17/03/2007 - Estados Unidos - A égua Tumbelina, considerada pelo Guinnes Book como o menor cavalo do mundo, foi apresentada ao mundo. Com pouco mais de 35 cm de altura, ela nasceu na fazenda Goose Creek, na cidade de Saint Louis, em Montana
Reuters
04/06/2007 - Suriname - O sapo fluorescente de duas tonalidades está entre as 24 novas espécies descobertas nos planaltos do país. O animal tem duas tonalidades sobre um fundo na cor de berinjela
AP
28/04/2007 - Estados Unidos - O chihuahua Dancer, nascido há um ano na cidade de Leesburg, na Flórida, pesa pouco mais de 500 g e mede cerca de 10 cm de altura. Ele está entre os menores cães do mundo
Fonte: Terra


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Conservação dos butiazais de Tapes é estudada por alunos da UERGS

     Porto Alegre, RS - Um grupo de alunos da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) está elaborando um amplo estudo sobre as medidas possíveis de serem implementadas para conservação da maior reserva de biodiversidade da região: os Butiazais (de Tapes e Barra do Ribeiro). O trabalho será apresentado no IV Simpósio de Áreas Protegidas, que se realizará em maio do ano que vem, em Canela (RS). O grupo reúne acadêmicos do Curso de Gestão Ambiental da UERGS e é orientado pela Prof. Dra. Alessandra Schnadelbach.
 
Trabalho faz parte de um amplo estudo sobre as medidas possíveis de serem implementadas para conservação da maior reserva de biodiversidade da região.
 
     O objetivo é elaborar uma dissertação que afirme a necessidade de preservação legal da área dos Butiazais. Eles analisarão os aspectos que caracterizam as áreas protegidas e as características relevantes dos Butiazais. Desta forma serão apresentados dados sobre a área e todos os elementos que a tornam uma área com necessidade de ser preservada.
Além dos aspectos legais, serão discutidas, as ameaças que os Butiazais têm sofrido pela ocupação humana, atividade agrícola e outras interferâncias que contribuem para a destruição deste importante ecossistema. A área foi selecionada como sendo de alta importância ambiental pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação. Além disso, foi considerada de grande potencial para nova unidade de conservação.
 
 
     Segundo o aluno Rafael Fernandes, um dos realizadores do estudo, "a região dos Butiazais foi objeto de análise pelo Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (PROBIO) que selecionou os maiores especialistas em fauna e flora para elaborar uma descrição da região. Esse trabalho do Ministério do Meio Ambiente e da Fundação Zoobotânica apontou o ecossistema dos Butiazais como de relevante preocupação quanto à sua preservação."
     Ele destaca ainda que, além do trabalho de apontar as formas possíveis de preservar essa paisagem única, existe a intenção de formar uma Associação de Defesa Ambiental que trabalhe especificamente em ações para buscar os objetivos de implantação de mosaico de áreas de preservação na região e uma unidade de conservação.
     Interessados em contatar com o grupo podem escrever para o email: ecotapes@gmail.com.
 
Fonte: EcoAgência - Portal do Meio Ambiente
 


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Qual é a importância da Amazônia para o clima do mundo

 
     A combinação entre as mudanças climáticas e o desmatamento pode criar um ciclo vicioso capaz de devastar 60% da floresta Amazônica até 2030. A ameaça é descrita em um estudo apresentado na conferência de mudanças climáticas da ONU em Bali hoje pela ONG WWF. Segundo o estudo, o desmatamento na Amazônia pode ser responsável pela emissão de 55,5 a 96,9 bilhões de toneladas de gás carbônico (CO2) de 2007 até 2030. Isso seria o equivalente a dois anos da emissão mundial de gases do efeito estufa. Além disso, se uma parte tão considerável da Amazônia for destruída desaparece também uma das mais importantes chaves para a estabilização do sistema climático mundial. O aquecimento global pode diminuir o regime de chuvas na Amazônia em mais de 20%. Existe também a possibilidade de a temperatura local subir mais de 2°C, podendo chegar a uma elevação de 8oC em alguns locais durante a segunda metade deste século. Com a contínua destruição da floresta Amazônica, deve chover menos na Índia e na América Central e nas áreas de plantio de grãos nos Estados Unidos e no Brasil.
     O estudo faz parte de um esforço conjunto das ONGs presentes a Bali, que pressionam as delegações oficiais – inclusive a do Brasil – para assumir compromissos de redução no desmatamento.
 
Autor: Alexandre Mansur - Blog do Planeta


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Ativistas se transformam em cartazes contra aquecimento global

Manifestantes se uniram a faixas coloridas para simular planeta Terra com seus corpos. Evento aconteceu na praia de Kuta, na ilha de Bali.

Foto: Jamal Saidi / Reuters 
Segurando faixas coloridas, ativistas simularam o planeta Terra e formaram a mensagem 'act now' ('ação imediata'). A manifestação foi contra os altos índices de emissão de carbono na atmosfera (Foto:Reuters / Greenpeace)
 
Foto: Murdani Usman / Reuters
A ilha de Bali, na Indonésia, sedia encontro de 190 países até 14 de dezembro para discutir o rumo das políticas climáticas. Brasil e China temem pressão de países desenvolvidos  (Foto: Murdani Usman / Reuters)
 
Fonte: G1


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Os pobres pagam pelos ricos

Os cem países mais vulneráveis ao aquecimento global são os que menos emitiram gases-estufa 
 
     Os cem países que mais vão sofrer com os impactos das mudanças climáticas na próxima década contribuem juntos com apenas 3,2% do total de dióxido de carbono emitido na atmosfera. Isto é o que revela um relatório recém-divulgado por pesquisadores do Instituto Internacional para o Meio Ambiente e Desenvolvimento e da Escola de Economia de Londres. O estudo mostra que algumas das nações mais pobres do mundo serão as principais vítimas do aquecimento global, justamente por terem menos recursos para se adaptarem às mudanças causadas por ele.
 

Paraíso ameaçado: o arquipélago de Tuvalu (retratado na foto acima) está, ao lado de outras nações insulares e subdesenvolvidas, entre os cem países mais vulneráveis aos impactos do aquecimento global (foto: Stefan Lins).
 
     A lista dos mais vulneráveis não inclui qualquer país industrializado, europeu ou norte-americano. As nações menos desenvolvidas do planeta, em compensação, estão presentes às dezenas. Os países que aparecem em maior número no relatório são os africanos e os insulares, que correm o risco de serem inundados por conta do aumento do nível dos oceanos. Regiões polares e comunidades localizadas às margens dos megadeltas dos rios, principalmente na Ásia, também estão na lista. Da América do Sul, os únicos citados são Guiana e Suriname.
     Embora tenham uma contribuição modesta para a emissão de gases do efeito estufa, os cem países mais vulneráveis têm uma população superior a um bilhão de pessoas. Caso os desastres naturais aumentem em número e intensidade devido ao aquecimento global, a fome crônica e as doenças podem levar a uma migração em massa forçada de dezenas de milhões de pessoas. Para ajudar a adaptação de tantos imigrantes a curto prazo, seria necessária a criação de um grande fundo, cujos gastos poderiam ser de 10 bilhões de dólares por ano, segundo estimativas do relatório.
     As discussões da Convenção do Clima que está sendo realizada em Bali são fundamentais para se defenderem os interesses dos países mais vulneráveis ao aquecimento global. Ali, deve começar a se delinear a política climática global a ser adotada a partir de 2012, quando se encerra o prazo estipulado para as metas criadas pelo Protocolo de Kyoto. "É essencial que as vozes, perspectivas e pontos de vista desses países sejam ouvidos – e incorporados – às negociações do regime climático pós-2012", defendem os autores do relatório, que pode ser consultado na internet.
 
     O caso brasileiro
     Embora o Brasil tenha ficado fora da lista das nações mais vulneráveis ao aquecimento global, o país não sairá ileso de seus efeitos. Em artigo publicado na semana passada na revista Science, pesquisadores dos Estados Unidos, do Reino Unido e do Brasil reforçam que as mudanças climáticas poderão agravar as conseqüências do desmatamento na Amazônia, entre elas, a seca.
      A vulnerabilidade da Amazônia ao aquecimento global já havia sido apontada em abril no relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). O documento alerta que, se nada for feito, a floresta poderá entrar em processo de savanização e sofrer escassez de água, o que prejudicaria a população e a saúde locais.
     O artigo da Science afirma que as áreas já desmatadas são as que mais correm riscos de secas, que poderão ser permanentes. Segundo os cientistas, experimentos indicam que a floresta intacta resiste muito mais aos processos de seca do que se imaginava, embora não sejam invulneráveis.
     As mudanças climáticas decorrentes do desmatamento diminuiriam o poder de renovação da Amazônia, mostra o artigo. A redução da floresta resultaria na queda de sua capacidade de absorver dióxido de carbono da atmosfera, o que aumentaria ainda mais os danos do aquecimento global, em um ciclo vicioso. "Os próximos anos representam uma oportunidade única, talvez a última, de manter o poder de recuperação, a biodiversidade e o ecossistema da Amazônia", alertam os autores. 
 
Autora: Diana Dantas - Ciência Hoje On-line
 


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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Austrália assina protocolo de Kyoto

     Nesta segunda-feira o país foi aplaudido na abertura da conferência sobre as alterações climáticas, em Bali, por concordar em ratificar o protocolo de Kyoto. Agora os EUA são a única nação desenvolvida fora do acordo.
     O novo primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, assinou o protocolo de Kyoto logo após assumir o cargo, pondo fim à longa oposição do seu país ao documento.
     Cerca de 190 países estão reunidos em Bali buscando um consenso sobre o novo acordo global contra as mudanças climáticas, que deve ser aprovado em 2009, a fim de evitar as secas, as ondas de calor e o aumento do nível dos oceanos.
 
Autor: Antonio Carlos Ribeiro - Atividade Ambiental


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terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Às vésperas do Apocalipse?

     Armagedon, segundo o Livro do Apocalipse, é o mítico vale no qual acontecerá o enfrentamento final entre Deus e os espíritos malignos. Estamos caminhando para o Armagedon? Os sombrios cenários atuais fazem com que biólogos, bioantropólogos e astrofísicos avaliem a possibilidade de extinção da espécie homo sapiens demens, ainda neste século. Apresentam argumentos que merecem ser ponderados. O mais forte parece ser o da superpopulação, articulada com a dificuldade de adaptação às mudanças climáticas.
     Na escala biológica verifica-se um crescimento exponencial. A humanidade precisou de um milhão de anos para atingir, em 1850, uma população de um bilhão de pessoas. Os espaços temporais entre os índices do crescimento populacional diminuem cada vez mais, e se prevê que até 2050 haverá dez milhões de humanos. É um triunfo da espécie ou um prejuízo para toda a humanidade? A bióloga Lynn Margulis e seu filho, o escritor científico Dorion Sagan, afirmam em seu livro Microcosmos que um dos sinais do colapso que afetará a espécie é sua rápida superpopulação, com base em dados dos registros fósseis e da própria biologia evolutiva.
 
Microcosmos da bióloga Lynn Margulis e do seu filho Dorion Sagan
 
     Isto pode ser comprovado colocando-se colônias de bactérias e nutrientes na cápsula de Petri. Pouco antes de chegarem à beirada da placa cilíndrica, e antes de esgotarem os nutrientes, os microorganismos se multiplicam de maneira exponencial. E, repentinamente, morrem. Para a humanidade – comentam os autores – a Terra pode assemelhar-se a uma cápsula de Petri. De fato, ocupamos quase toda a superfície terrestre e deixamos livres apenas 17%: desertos, floresta amazônica e regiões polares. Estamos chegando à borda física do planeta. É um sinal precursor de nossa próxima extinção?
     O prêmio Nobel de Medicina em 1974, Christian de Duve, afirma em seu livro Vital Dust que estão sendo verificados sintomas que no passado precederam grandes extermínios. A cada ano desaparecem 300 espécies vivas porque chegam ao seu clímax evolutivo. Devido à pressão industrial global sobre a biosfera, o total de desaparecimento de espécies está chegando a 3,5 mil por ano. Esta destruição progressiva não ameaça também a nossa espécie? O falecido astrônomo Carl Sagan via, na tentativa humana de explorar a Lua e enviar sondas espaciais para fora do sistema solar, uma manifestação do inconsciente coletivo que pressente o risco de uma extinção próxima.
     A vontade de viver nos induz a imaginar formas de sobrevivência além da Terra. O astrofísico Stephen Hawking concebe a possibilidade de uma colonização extra-solar com uma espécie de veleiros espaciais impulsionados por raios laser. Contudo, para chegar a outros sistemas planetários, teríamos de percorrer bilhões e bilhões de quilômetros, faltariam séculos. O que pensa a teologia cristã deste eventual desaparecimento da espécie humana? Se o ser humano frustrar sua aventura planetária, significará, sem dúvida alguma, uma tragédia inominável.
      No entanto, não seria uma tragédia absoluta. Quando o Filho de Deus assumiu nossa humanidade, foi ameaçado de morte por Herodes. Durante sua vida foi rechaçado, preso, torturado e, finalmente, assassinado na cruz. Somente então se formalizou o pecado original, que é um processo histórico de negação da vida. Maior perversidade do que matar uma criatura, tirar-lhe a vida, é matar o Autor da vida, o Deus encarnado. Porém, os cristãos testemunham que a última palavra não é a morte, mas a resolução, que não é a reanimação de um cadáver. É a plena realização das potencialidades do ser humano, uma verdadeira revolução dentro da evolução.
     Talvez aconteça um salto na direção anunciada por Pierre Teillhard de Cardin, em 1933: uma irrupção da noosfera, isto é, daquele estado de consciência e de relação com a natureza que inaugurará uma nova convergência de mentes e corações e daí a uma nova era da condição humana. Nesta perspectiva, o cenário atual não seria de tragédia, mas de crise. A crise é purificação e maturidade. Prenuncia um novo início, a dor de um parto promissor e não as penas do naufrágio da aventura humana. O que pode acabar não é a vida humana, mas esta vida humana insensata que ama a guerra e a destruição em massa.
     Temos que inaugurar um mundo humano que respeite a vida, dessacralize a violência, que seja pródigo em amor e cuidado a todos os seres, que pratique a justiça verdadeira, que venere o mistério do mundo ao qual chamamos fonte originária ou Deus. Ou, simplesmente, que aprendamos a tratar humanamente todos os seres humanos e com compaixão e respeito toda a criação. Tudo o que existe merece existir. Tudo o que vive merece viver. Especialmente o ser humano.
 
Autor: Leonardo Boff - Portal do Meio Ambiente


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Greenpeace persegue baleeiros japoneses contra a "caça científica"

     Procura-se um baleeiro japonês. Com este objetivo, cerca de 40 ativistas do Greenpeace cruzam o Pacífico em busca da frota japonesa que partiu do porto de Shimonoseki, no Japão, há cerca de uma semana em direção ao oceano Antártico.
     Segundo a ONG, uma frota baleeira pretende caçar baleias-jubartes pela primeira vez desde 1963, quando se estabeleceu a moratória que proibiu sua caça. A espécie está na lista oficial de espécies ameaçadas de extinção do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
 
Navio Esperanza, do Greenpeace, que persegue baleeiros no Pacífico; objetivo é pedir que cessem as pesquisas com baleias
Navio Esperanza, do Greenpeace, que persegue baleeiros no Pacífico; objetivo é pedir que cessem as pesquisas com baleias
 
     A intenção dos ecologistas é "demonstrar ao mundo a farsa da caça científica", justificativa utilizada pelos japoneses para abater mais de mil baleias durante a temporada de caça deste ano. Além das 50 jubartes, os navios japoneses devem caçar 935 baleias mink e 50 baleias fin.
     Entre os ativistas do Greenpeace, está a bióloga brasileira Leandra Gonçalves, 25, coordenadora da campanha de baleias do Greenpeace Brasil e chefe de pesquisa a bordo do navio Esperanza.
Por uma conexão de satélite, ela conta do navio em um blog os detalhes da perseguição aos baleeiros que começou na semana passada.
     Em um dos relatos do blog, ela explica por que os ativistas a bordo do Esperanza ainda não conseguiram encontrar a frota japonesa, composta por quatro navios liderados pelo Nissin Maru, de 8.044 toneladas. "Estávamos perseguindo o navio errado."
     Também do navio, Gonçalves contou à Folha Online que desde sua partida os japoneses estariam tentando camuflar os verdadeiros fins da expedição. "Eles estão usando diversas estratégias para nos despistar. Eles saíram à noite, apagaram as luzes dos navios, tudo para que não conseguíssemos encontrá-los. Fomos ludibriados", desabafa.
 
     Justificativa
     A bióloga afirma que a caça para fins científicos não passa de uma desculpa dos japoneses para continuar com a caça comercial, proibida no país desde 1987 pela moratória da caça comercial mundial.
 
Leandra Gonçalves, coordenadora do projeto de baleias do Greenpeace Brasil."Estávamos perseguindo o navio errado"
Leandra Gonçalves, coordenadora do projeto de baleias do Greenpeace Brasil."Estávamos perseguindo o navio errado"
 
     "O fato de terem saído na noite escura é mais uma prova de que estão querendo se esconder na penumbra da noite, para não expor a caça comercial que estão realizando pobremente disfarçada de ciência", diz Gonçalves.
     Ao contrário do que afirma a ONG, o governo japonês se baseia na Convenção Internacional para a Regulamentação da Pesca da Baleia, que prevê que cada governo pode conceder uma permissão especial autorizando a matar, capturar e tratar baleias com propósito de pesquisas científicas.
     Em nota do consulado no Brasil, o governo japonês informa que a frota enviada ao mar Ártico, que pertence ao The Institute of Cetacean Research, irá coletar informações para melhor administrar as espécies baleeiras da segunda fase do programa "Japanese Whale Research Program".
 
     Protestos
     Em respostas aos diversos pedidos para que interrompa a pesquisa com baleias, o chefe de gabinete japonês Nobutaka Machimura afirmou nesta segunda-feira (26) que o Japão continuará com a caça às baleias porque "uma pesquisa científica não pode ser interrompida de repente".
     A Austrália é uma das maiores críticas à prática. Em outubro, os autralianos chegaram a lançar uma campanha no Youtube contra a caça de baleias. Veja o vídeo aqui.
 
     Pedido
     A idéia dos ecologistas do Greenpeace ao encontrar os navios japoneses é fazer um pedido para que eles interrompam as atividades de caça no oceano Antártico, em local considerado como santuário de baleias pela CIB (Comissão Baleeira Internacional).
 
Itsuo Inouye/AP
O navio baleeiro Nishin Maru deixa o porto de Shimonoseki, no Japão; governo não pretende interromper caça científica de baleias
O navio baleeiro Nishin Maru deixa o porto de Shimonoseki, no Japão; governo não pretende interromper caça científica de baleias
 
 
     "A princípio iremos fazer um pedido e outras ações vão depender do desenrolar", diz Gonçalves. "Queremos expor ao mundo o que eles estão fazendo".
     A ONG lançou uma campanha em seu site em que o internauta pode assinar uma mensagem que será enviada aos chefes de estado de quatro países --Brasil, Alemanha, Estados Unidos e Chile.
     A mensagem é um pedido para que estes líderes entrem em contato com o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, a fim de convencê-lo a suspender a caça.
 
     Santuário de baleias
     Esta é a primeira vez que a América Latina tem presença significativa na ação do Greenpeace contra a caça de baleias. Além da brasileira, um argentino, um chileno e um panamenho estão a bordo do Esperanza.
     A presença latina tem como propósito incentivar a criação de um santuário de baleias no Atlântico Sul. A proposta será levada ao encontro anual da CIB, que acontece em junho de 2008 no Chile.
     "Estaremos lá em presença massiva de ONGs latinas para tentar novamente propor o santuário e proteger as baleias que se reproduzem em nossa costa", diz Gonçalves.
     Para ser aprovada, a proposta do santuário de baleias no Atlântico Sul precisa ter 75% de votos favoráveis entre os países que participam da CIB.
Autor: Thiago Faria da Folha Online


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